GRAMTICA			
		em tempo de comunicao
<012>


LUIZ ANTONIO SACCONI
Professor de Lingua Portuguesapela
  Universidade de So Paulo

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em tempo de comunicao






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  4<*-*> edio
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  reformulada e aumentada

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' COMPANHIA EDITORA NACIONAL
<012>

DO AUTOR:

Gramtica em tempo de comunicao - Livro de testes e exerccios - nvel A ' ,
Gramtica em tempo de comunicao - Livro de testes e exerccios - nvel B ,


Portugus em tempo de Comunicao e Expresso, 5' srie
Portugus em tempo de Comunicao e Expresso. 6' srie
Portugus em tempo de Comunicao e Expresso. 7<*-*> srie
Portugus em tempo de Comunicao e Expresso. 8<*-*> srie

Portugus Prtico (Testes e exerccios de gramtica e textos para interpretao) - nvel A
Portugus Prtico (Testes e exerccios de gramtica e textos para interpretao) - nvel B


No Erre Mais !





Direitos reservados
COMPANHIA EDITORA NACIONAL
Rua dos Gusm<*-*>es, 639
<*-*>1212 - SO PAULO, SP.



1976
Impresso no Brasil

Sumrio



A Gramtica Portuguesa,....................... ... .......
Apenasalgumaspalavras ... ..... .. . ......................

I - FONTICA


1. O alfabeto .. . . ... . ..... ....... . . ..... .................... ..
2. Letra e fonema.Diferena .. ...... . ....... .. ... . . ... .. . ...... .
3. Slaba. A slaba tnica e a slaba tona............................... .........
4. Semivogal ..... .... ........ ...... .. . . ........ ... .... ..........
5. Osencontrosvoclicos ...... .................. .... .. ...................
6. O ditongo............ . ..... ....... ...................... .............
7. O tritongo ................. . ...... .......................... .... ...
8. O hiato............... ... ........ ............................ . .... .
9. Osencontrosconsonantais ... ......... ..... . .................. .. ......
10. Osdgrafos... .............. ... ... . ... .. .............. . .. . ....
11. Diferena entre encontro consonantal e dgrafo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12. Acento prosdico e acento grfico. Diferena. Os acentos grficos. . . .. . . . . . . . . . .
13. Palavras oxtonas, paroxtonas e proparoxtonas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14. Regras de acentuao grfica. A Reforma OrtogrFica de 1971. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15. O uso dotrema ....................................................... .. .
16.Asvogaiseasconsoantes.Diferena........ .................................
17. Aclassificaodasvogais .... .... ......... ...............................
18. Aclassificaodasconsoantes..... .............. ..........................
19. Palavras e express<*-*>es que podem oferecer dvid quanto  ortografia. . . . . . . . . . . .
20. Agrafiadosnomesprprios.. .................... .........................

II - MORFOLOGIA


Classes de Palavras

1. O que Morfologia ....................... . . ......................... ..
2. As classes de palavras,....... ........ . ........... ..................
3. O que  variao ou flexo ................... .. .....................

Substantivo

1. O quesubstantivo ... ..... ..................................... ........
2. O substantivo comum e o prprio.Oscoletivos.. .. .................... ......
3. Principais coletivos na ordem indireta .. . . ........................ ..... ..
4. Principais coletivos na ordem direta ......................... . ....... ....
5. Alguns coletivos de quantidade definida . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . .
6. O substantivo simples e o composto ..... .......... . .. . ......... ... ...
7. O substantivo primitivo e o derivado... .. . .. .... ............... .... ....
8. O substantivo concreto e o abstrato.......................... . . .... ..... .
9. As flexes do substantivo: gnero, nmero e grau. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .






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10. Asparticularidadesdegnero .... ......................                  ....   5i
11. Ossubstantivossobrecomuns ..... ................                        ....   Si
12. Os substantivos comuns de dois gneros ... ........................            5i
13. Ossubstantivosepicenos...... .......... ... .. ... . .... .. .....   .. . ..   5'
14. Palavras masculinas e femininas (que comumente aparecem trocadas de gnero)....5
15. Principaisfemininos....... ....... .... .... .. .. .. .. .. ..............     5<*-*>
16. Principais substantivos que, ao mudarem de gnero, mudam tambm de significado  .  6<*-*>
17. A flexo de nmero: principais plurais. O plural das letras e dos nmeros ............  6
18. O plural dos substantivos terminados em -o........ .....................      6:
19. Os substantivos que s se usam no plural... .......................            6<*-*>
20. O plural dos substantivos terminados em -zinho ou em -zito........................  6<*-*>
21. Principais palavras de plural metafnico... ..................                 6<*-*>
22. Principais palavras que no sofrem metafonia no plural............... .............  6
23. Principais substantivos que, ao mudarem de nmero, mudam tambm de significado 6
24. O plural dos substantivos compostos.............. . ........          ......   6<*-*>
25. A flexo de grau: o aumentativo e o diminutivo .........................................  6'
26. Os principais aumentativos irregulares............ . .........       .......   6'
27. Osdiminutivos ......................................... ........               7<*-*>
28. Osprincipaisdiminutivosirregulares<*-*>.............. ................................  7<*-*>
29. Principaisdiminutivoseruditos ................... .................................  7.
30. Ossubstantivoshipocorsticos ............................ ......................  7

 Adjetivo
1. Oqueadjetivo ............. ..... ......... .. .. ...... ............. ..                 73
2. Os adjetivos primitivos e os derivados; os simples e os compostos...................      73
3. As flexes do adjetivo: gnero, nmero e grau .......................................            73
4. Os adjetivos uniformes e os biformes ................ ..............................           73
5. O plural dos adjetivos comp ostos ........... ........................................   74
6. A flexo de grau: o comparativo e o superlativo ......................................            74
7. Principais superlativos absolutos sintticos .................... ..................      75
8. Locu<*-*>esadjetivas....................... ..........................                       76
9. Principais adjetivos correspondentes a locu<*-*>es............... ......................     76
10. Adjetivosptrios. Principaisadjetivosptrios .........................................   78
11. Observa<*-*>esimportantes .......................................... .                      82

Artigo
1. O que artigo ..... ......... . . . ............... ......... ......... ...      83
2. Quandovocdeveusaroartigo......... . ..........       .........  .......... ..   84
3. Quandovocnodeveusaroartigo ..... .. ............... ......                  ...........  85
4. Quando voc deve repetir o artigo... .. ................    . .....     ............   87
5. Ousofacultativodoartigo..... .... .................   ........   .............   87
6. Observa<*-*>es importantes ................................................           87

Numeral
1 O que  numeral....................................................               90
2. Ostiposdenumeral ..... ...... .... .... .......................
3. Osnumeraisordinais ....... ............................  .............    ....   90
4. Osnumeraismultiplicativos .. .......... . .... .... .... . ..... .. .... ..
5. O uso dos cardinais e dos ordinais em casos especiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Observa<*-*>es importantes ........... . . ..... ...... .... .. ... .. .... ..

Pronome
  1. O que pronome .. .. ..... ........... ............. ...... . ... ... ...
2. Ostiposde pronomes..... ....... .......... .......... ......... .... ....
3. Aspessoas...... ... ... .. .... ........... ........ .. . ..... .... .
4. Ospronomespessoais ....... ... ......... ... ...... ...... .......
5. Ospronomespossessivos.... ..... .......... .... .......... ..... ........
6. Ospronomesdemonstrativos...... .......... .. . .......... ...... . .....
7. Ospronomesindefinidos.... ..... .......... .... .......... ..... ........
8. Ospronomesrelativos....... .... ........... . . ........... ...... . ....
9. Ospronomesinterrogativos .. ...... ............. ......... .......... ....
10. Pronomes substantivos e pronomes adjetivos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. Observa<*-*>esimportantes .... ..... ......... ............ .... . ..........


Verbo
  1. O queverbo ... .... ..... ......... ...... .. ......... ..... .... ....
  2. As flexes verbais..... ..... ....... ........ ........... ...... ..........
  3. A flexo de pessoa ... ...... ........ ...... . ......... ....... ..........
  4. A flexo de nmero ......... .... .......... ......... ......... ..........
  5. A flexo detempo. ........ .... .......... ......... ....... ............
  6. A flexo de modo.Asformasnominaisdoverbo ....... ........ ......... ...
  7. A flexo de voz....... ..... ......... .......... ...... . ...... . . ....
  8. As conjugaes....... ..... ...... ........... . ........ ........... ....
  9. Radical, vogal temtica,<*-*>tema e desinncia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Os verbos regulares. x ...... ... ........... ............ ........ ........
11. Osverbosirregulares........ .... .......... ... ..... ..... .. . .........
12. Osverbosanmalos... ..... .... ......... . . ....... ......... .........
13. Osverbosdefectivos .. ...... ........ .......... ..... ......... .........
14. Osverbosabundantes .. ...... ....... ........ ......... ..... ......... .
15. Osverbosauxiliares. Locuoverbal .... ....................... ......... ..............
16. Conjugao dos verbos paradigmas das trs conjugaes regulares. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17. Conjugaodosverbosauxiliares............ . .............. .......... ................
18. Temposprimitivosederivados.... .......................... ......... ..................
19. A formaodostemposcompostos<*-*>........... .... .............. ... ... . .
20. A formao do imperativo afirmativo e do imperativo negativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
21. F ormas rizotnicas e arrizotnicas ......,..... ............. ............. ......... ....
22. Osverbospronominais:essenciaiseacidentais<*-*>............. ............. ..... ........
23. Verbos que apresentam particularidade quanto  pronncia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
24. Verbos irregulares da 1 conjugao .................. . .... .......................... .
25. Verbos irregulares da 2<*-*> conjugao ........................ .... .. ...... .... .........
26. Verbos irregulares da 3<*-*> conjugao .............. .. '. ............... . ............
27. Os verbos defectivos da 3 conjugao .......................................... . ... ..
28. Conjugao dos verbos vender e pr com o pronome o encltico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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<012>



Advrbio
1. O que  advrbio..... ................. . ... ....... ... .... .... . . . 150
2. Osprincipaisadvrbios ........... .......... ... ..... .. ...... ..... . .. 151
3. Aslocu<*-*>esadverbiais ........................ .. .... .. ........... .. . 151
4. A flexo de grau do advrbio ..... .. ............. .... .. ........... ... 154
5. Observa<*-*>esimportantes .................. ........ ... .... ........... .. 155


Preposio
1. O que  preposio.... .. .... .. ......... ........... ..... ...... ...... 157
2. As rela<*-*>es estabelecidas pelas preposi<*-*>es. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
3. As preposi<*-*>es essenciais e as acidentais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
4. Aslocu<*-*>esprepositivas.......... ... ...... . .......... ................. 160
5. Combinao, contrao e crase .......... ........ .. . ................... 160


Conjuno
1. O que  conjuno ............... . ........ .. ........ .. ............... 160
2. Os tipos de conjuno ............ . .. . .. .............. ................ 161
3. As conjunes coordenativas.... .... ..... . .. ... . .................... 161
4. As conjunes subordinativas ... .......... ............ .................. 162
5. As locues conjuntivas .................. .. .. . ... .................... 166
6. A conjuno seno ............... . ....... ............... ............ . 166


Interjeio
1. O que  interjeio.... .. .. .. ........ ..... .............. . ........... 168
2. As principais interjeies .... . .. ... ...... ............................ . 168
3. As locues interjetivas... .......... ....... ......... .................. . 168
4. O uso de oh! e de  .... . .......... ....... .......... .. .. .... ... ..... 168

Palavras e locues denotativas
1. Oquesopalavraselocu<*-*>esdenotativas ............................................           168
2. Palavras denotativas de excluso .....................................................   168
3. Palavrasdenotativasdeincluso ...............................................              169
4. Palavraselocu<*-*>esdenotativasdesituao ..........................................          169
5. Palavraselocu<*-*>esdenotativasdedesignao ........................................          169
6. Palavras e locu<*-*>es denotativas de retificao................. ................           169
7. Palavraselocu<*-*>esdenotativasderealce ............................................          170
8. Palavraselocu<*-*>esdenotativasdeexplicao ......................................            170
9. Palavraselocu<*-*>esdenotativasdenegao .........................................            170
10. Palavrasdenotativasdeseleo .....................................................        170
11. Palavraselocu<*-*>esdenotativasdeadio ..... ............ ...... .......                    170
12. Palavras e locu<*-*>es denotativas de afeto......... ........ ......                         170
13. Palavras e locu<*-*>es denotativas de distribuiao                                           171
14. Palavras e locu<*-*>es denotativas de aproximaao.. .. . ...                                 171
15. Palavradenotativadeafastamento ..... ........................................             171
16. Palavras denotativas de continuao .................. .... ........                         171

III - SINTAXE
; A Frase. A Orao. O Perodo              
1. A frase ..
2. A orao ....... ............. .......   .... ...........
3. Diferena entre frase e orao ......................................................
4. O perod o ......................................................................,..

Termoos Esenciais da Orao
  1. Os termos da orao... . ....... .. ..................... ........ ....... ...
  2. Introduo ao estudo dos termos essenciais da orao. Os verbos impessoais e os
  unipessoais .. .......... .. . . . ................ ... .......... ............ ...... ... ...
  3. O sujeito: como encontr-lo na orao ...................... ............ ...............
, 4. Tipos de sujeito ............. ...... ............ ... . ........................... ...... .
  5. Como se pode indeterminar o sujeito .... ................... ............. ..............
  6. Os tipos de sujeito abolidos pela NGB. . <*-*>. . . . . . .
  7. Diferena entre sujeito indeterminado e sujeito desinencial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
' 8. Oconceitodencleo...... .......... . .. ... ..................... .... .... . ... ....
  9. Termos essenciais da orao: o predicado. O<*-*>predicativo do sujeito e o predicativo
  do objeto ........... ........ ...... ..... ....... . ................... ....................

Espcies de Verbos quanto  Predicao
1. Os verbos transitivos. . . . . . . . . . .
2. Os verbos intransitivos. . . . . . . .
3. Os verbos de ligao. . . . . . . . . . .


Termos Integrantes da Orao
1. Os termos integrantes da orao ............................. ............. .... .........
2. Ocomplementoverbal: o objeto direto eo indireto ........ ......... . ...............
3. Ocomplementonominal...... ............... ..... ....... ............ ..
4. O agente dapassiva ..... .......... ,........ ..... ....... . .......... .
5. O objeto direto preposicionado ................. . . . .................... .... .........
6. O objeto direto e o indireto pleonsticos ... ........................... ......... ... ..
7. O objeto direto interno ou intrnseco ............................. . .....................
8. O objeto indireto por extenso ............................... ............. . ............
9. As funes sintticas que os pronomes exercem ........................ ....... ........
10. Diferena entre objeto indireto e complemento nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


Termos Acesrios da Orao
1. Os termos acessrios da orao ......... ...... ................................... ......
2. O adjunto adnominal ... .. ........ ..... ...... ................................. ........
3. O adjunto adverbial .. ... ............ ........................... . .......... .
4. O aposto ....... ..... ........ .................. .......... ............. ........... . .
5. Diferena entre complemento nominal e adjunto adnominal representado por lo-
  cuo adjetiva ... . .. . . ...... ..... ...... ........... ........ . ........... ......
<012>

o vocativo                                                                              <*-*>   
1. Ovocativo .. ......... .     ..          .....  .. . ....                      20l   (
2. Porque o vocativo no  termo acessrio da orao. . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . .  201
 
 
OPerodoComposto                                                                             
1. Operodocomposto.Tiposdeperodo ..........................................     202
2. O perodo composto por coordenao. As oraes coordenadas sindticas...........  202     
3. As oraes coordenadas assindticas. A orao coordenada justaposta. Diferena           
entre orao coordenadajustaposta e orao intercalada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  204
4. As oraes coordenadas iniciais.             ........  ........................   205        
5. O perodo composto por subordinao ............ .......:......................    205       
6. O perodo composto por coordenao e subordinao .................................  206        
7. As oraes substantivas.....   ...      ..........  ...........  ...................  206   
8. As oraes adjetivas                                                           209        
9. As oraes adverbiais.............    ..    ......  .... .... ..................  .  213    10.
 10. Diferena entre orao causal e orao explicativa ..  .......      . .   ..............  217  
11. As oraes reduzidas .. ..........   ..    .......  .. ..........     ...............  219 
12. Observaes importantes ..............   .   ...............   ..................  223    , 

Sintaxe de Concordncia
1. Tiposde concordncia .....   . ..     .........  .... ......   ...........  . ....  226   
2. Aconcordncianominal. Aconcordnciadoadjetivopredicativo ...         ........  227   "    
3. A concordncia verbal com sujeito simples .......                         ......    233   <*-*>   
4. Aconcordnciaverbalcomsujeitocomposto ....                           .......   239        
5. A concordncia do verbo ser .....             ........                   ........  242        
6. Aconcordnciadoverboparecer               ........                   ........  243        
7. Asconcordnciasirregularesoufiguradas ........                       .....     244        
                                                                                            
Sintaxe de Regncia                                                                           
1. O que  regncia.Princpiosgerais.....       .........  ....................................  245  
2. Regncia dos verbos mais importantes          ...........  ....................................  246

Simtaxe de Colocao                                                                            
1. A sintaxe de colocao ... . ...... ............ .................... .....................  264  (  
2. A prclise ..............             .......                            ........   265
3. Amesclise .............             ......................................        266   <*-*>   
4. A nclise.......                                                                   266
5. A colocao pronominal com as locu<*-*>es verbais ...........                    ........   267

O Emprego do Infinitivo                                                                    j
1. Os infinitivos em portugus......                                                  268   <*-*>   
2. O emprego do infinitivo flexionado (pessoal)..............               .......   268   <*-*>   
3. O emprego do infinitivo invarivel (impessoal)  ....                     .......   270   )   
4. Os casos facultativos... .........   .. . . .. . . . ......   ...... . .... . ..   272

IV - APENDICE
A Passividade em Portugus                                                                                             10.
1. Apassagemdavozativaparaapassiva ..................          .........................         275
2. A passiva analtica e a passiva sinttica .......     ..................... ..... ........ .....


A Constituio do Lxico Portugus A Estrutura e a formao das Palavras 
1. Como se formou o lxico portugus ............             ..................................      276
2. Aestruturadaspalavras ..                                          .........................   277
3. Raiz ....                                    ...............................................................  277
4. Radical                             .........         .......                           ...   277
5. Vogal tematica e tema                                                                          278
6. Afixos ..              .... .................         .........                            ..............  278
7. Desinncias......      ......................         .........                      ......   278
8. Vogaiseconsoantesdeligao ..............             ........                       ......   279
9. Aformaodaspalavras ..            ........         ........                    .. ......   279
 10. A derivao ...............                 ..........................................................  279
                                                                        11. A derivao prefixal ..................................  279
12. Aderivaosufixal ..........                . .............  . ...............................  279
13. Aderivaoparassinttica ...............................................................     280
14. Aderivaoimprpria ..........              .................................................280
15. Umcasoespecial:aderivaoregressiva<*-*>.........................................:....           281
16. Acomposio ...........                     .............................................................  281
17. Ajustaposio ...........................................................................    282
18. Aaglutinao ...............................................................                 282
19. Aonomatopia ..                             ...................................................  283
20. O hibridismo.....                                                                   ......   283
21. Prefixos de origem latina ...............       .......................................          284
22. Prefixosdeorigemgrega..                                                        .....   286
23. Principaissufixosnominaisusadosemportugus.....................................      288
24. Principais sufixos verbais usados em portugus....................................           293
25. Radicais de origem grega .......               .....................................................  294

palavras Divergentes e Convergentes
1<*-*> Palavrasdivergentes.....     ........            ......................   313
2. Palavras convergentes
3. Ossufixosdivergentes .....   .................................................  313 
 
Significao das Palavras                                                                                           
1. O que se estuda em significaao das palavras                              314
2. As palavras sinnimas....                                                 314
3. As palavras antnimas....                              . ..............   314
4. As palavras homnimas.....              ...............................   314
5. As palavras par<*-*>nimas....                      ......... ..............   314 
<012>


Vcios de Linguagem                                                                                           A 
1. Conceito. Principais vicios de lImguagem                                                     315   <*-*>       
2. Obarbarismo ........ .. ....... .......       .... ........... .  .......                   315   <*-*>       
3. Osolecismo .... ... ....                      .... ....           . ......                  316   '        
4. Acacofonia .. .                               ..... . ....  . ..... ............ . . .. .. ...  317  i    
5. Opreciosismo<*-*>..........                                                            ......   317   j
6. Vciosdelinguagemdemenorimportancia ...........................................             317

A Palavra QUE                                                                                                 2. O verbo haver pessoal ..............................................................  332
1. Asclassifica<*-*>esefun<*-*>esdapalavraque ...              ...................................   318            
2. Substantivo ................................        .........................................  318  '    
3. Pronomeadjetivoexclamativo .......................................................          318
4. Pronomeadjetivointerrogativo ..........        . .....   ..............................     319            
5. Pronome substantivointerrogativo .................................................          319
6. Pronome adjetivo indefinido   ...........           ............................................  319    
7. Pronomesubstantivoindefinido ................                                 .. ........   319            
8. Pronome relativo..                                                                          319
9. Advrbiodeintensidade .........................................................
10. Preposio ...                                       ....................  ....................
11. Conjunocoordenativaaditiva.                        .... .........................................
12. Conjunocoordenativaadversativa  ................................................         320
13. Conjunocoordenativaalternativa .............                                  ........   320
14. Conjuno coordenativa explicativa..........................................               320            
15. Conjunosubordinativacausal ...................        .                 . ....... ....   320
16. Conjuno subordinativa integrante.........          .........................   .......   320           
 17. Conjuno subordinativa condicional  .......      ...   .... .               ... .......   320            
18. Conjuno subordinativa consecutiva.......      ....   ....     .......................   320            
19. Conjunosubordinativacomparativa........            .......................................  321         
20. Conjunosubordinativaconcessiva...............................................            321            
21 Conjunosubordinativatemporal  ...............................................             321            
22. Conjuno subordinativa final..................................................            321            
23. Interjeio....                                                                            321
24. Palavra de realce ou palavra expletiva ..............................................           321   !        
25. As fun<*-*>es sintticas do pronome relativo que.......................................       322            
                                                                                                     
A Palavra SE                                                                                           i        
1. As classificaes morfolgicas e as funes sintticas da palavra se ..                    .......   323            
2. Objetodireto. .                 .              .......                            .......   323            
3. Pronomeapassivador ..           ..                                                .......   324            
4. Pronomeintegrantedoverbooupronomefossilizado .......                              .......   324            
5. Indicedeindeterminaodosujeito .................................................           326
6. Objeto indireto .......................               ..... .......................................  327   
7. Palavraexpletivaouderealce ...                                                   ........   327   !        
8. Substantivo ...                                .......                            .......   327   <*-*>       
9. Conjunosubordinativaintegrante <*-*>.....                                           .......   327   <*-*>        
10. Conjunosubordinativacondicional  .         .... ...                           ........   327   <*-*>        
11. Sujeitodeinfinitivo ....                                                        ........   327

Crase
1. O que  crase...                              .....                        327
2. Quandovocdeveusarosinaldacrase ......... ......  ... .... .... .....      328
3. Quando voc no deve usar o sinal da crase ...  ............. ....... .... .. . ..... ....  329
4. Quando o uso do sinal da crase  facultativo ...  ......  ....... ..... .... ...... ..  331

EmpregodoVerboHaver
1. O uso do verbo haver
2. o vveerbo haver pessoal
3. O verbo haver impessoal          . .......       ..............               333
4. A expresso haja vista  ....                  .....                        333                                                                                                              1. O uso d o verb o haver ....... ...................  .. ............. ........ ..... ....... ..  332
5. O uso de h e a ..                          ............ ...............................  .....  333

Sincretismo e Formas Variantes
1. O que  sin cretismo   ........................  .....................................  334
2. O que so formas variantes                        ......................       334

           
Versificao
1. O que  versificao. O que  verso.
2. A estrofe ou estncia. O estribilho
3. Oselementosdoverso ...                        ......................       336
4. Ometro. Asslabasmtricas ........................  ...  .....................  336
5. Como se faz a contagem das slabas mtricas. Os versos agudos, graves e esdruxulos  336
6. Os versos quanto ao nmero de slabas .............................................  337
7. Os processos fonticos na contagem das slabas mtricas....  ........ .....337
8. O ritmo do verso......                 . . .... .......... .........  ...... . ...... ...  338
9. Os versos mais importantes: <*-*>decasslabos e alexandrinos...........................  338
10. A rima. As rimas soantes e as toantes...............................................  339
11. O significado que as rimas soantes e toantes emprestam ao poema ....................340
12. Asrimasquantoaovalor.......           .. . ........ .......  ........ .............  340
13. As rimas, em relao ao lugar que<*-*>ocupam na estrofe  ............         340

Linguagem Figurada
1. O que  linguagem figurada. Tipos de figuras de linguagem........................  341
2. Asfigurasdesintaxe      ...........................  ........................  .  342
3. Afiguradeconcordncia ..................................................<*-*>....<*-*>.<*-*>.  342
4. Asfigurasderegncia...............................................................  343
5. Asfigurasde colocao ...              ...........................................................  344
6. Asfigurasdepalavras .........................  .......................................  345
7. Asfigurasdepensamento .....................  ......................................  347

            
                                                                                                     8                                                                                                                                                                                             9
<012>

Pontuao
1. Afunodapontuao ..................................  ..........................  348
2. Osmaisimportantessinaisdepontuao .............................................348
3. Oponto .................................................................   348
4. Avrgula ............................................................................  348
5. Opontoevrgula ..............          ...........................  ...................  357
6. Os dois pontos.                                                                    358
7. Opontodeinterrogaao ...................       ....   ......                       359
8. O ponto de exclamao.                                                             3<*-*>    ,
9. Os parnteses ..........................
10. As aspas.......
11. O travesso ..........................               ........ ............        363
12. As reticncias ...........................   ......................................  364
Bibliografia....                                         ..........................   365

A Gramtica Portuguesa  
 A Gramtica Portuguesa se divide em trs partes:
                                                                                         
 1') Fontica, 2') Morfologia e 3<*-*>) Sintaxe.
Cada uma dessas partes trata de assuntos diferentes: a Fontica trata dos sons
da palavra; a Morfologia trata da palavra em si, isto , da sua classificao, da
sua formao, etc.; a Sintaxe trata dapalavra na orao, ou da orao noperio-
do.
Para que voc tenha uma idia melhor disso tudo, tomemos como exemplo a
palavra casa.
Suponhamos que voc queira saber quantas silabas possui a palavra casa, ou
quantos so os soos que entram na sua formao. Caber  Fontica respon-
der-lhe.
Se, por outro lado, voc quiser saber a que classe de palavras pertence a pala-
vra casa, ter de recorrer  Morfologia para obter a resposta.
Suponhamos, no entanto, que voc queira saber alguma coisa sobre a palavra
casa sINTaticaMeNte falando. No d. Impossvel. Por qu? Simplesmente
porque a Sintaxe s lhe poder responder alguma coisa se a palavra casa esti-
ver inserida numa orao. Vamos, ento, imaginar uma orao:
  - A casa no foi atingida pelos bombardeios areos.

Agora, sim, voc poder fazer esta pergunta: "O que  a palavra casa nessa
orao?". E a Sintaxe lhe responde: " o sujeito".
Voc, naturalmente, j percebcu muito bem os campos especficos de cada
parte gramatical.
Mas nossa estria est apenas comeando...





) ;
  11
<012>

Apenas algumas palavras



  Quando publicamos a primeira edio desta Gramtica em outubro de 1972,
pela Editora Atlas, no imaginvamos, sequer um instante, que apenas trs anos
aps estivssemos s voltas com novas preocupaes, to agradveis: darmos a
pblico uma quarta edio !
  Nossas previs<*-*>es eram otimistas quela poca. Muito otimistas. Tinhamos a
inteno de esgotar a primeira edio somente quatro anos depois. Mas eis que
nossa responsabilidade aumenta, e nosso tempo diminui; isto, em decorrncia dos
considerveis acrscimos a que no nos poderiamos furtar a cada nova edio,
anual; aquilo, em virtude do bvio.
  Assim, chegamos a esta quarta edio, totalmente reformulada e sensivelmen-
te melhorada.
  Como nos era absolutamente impossivel agradecer pessoalmente a todos os
que nos causaram to grata surpresa, convimos, ns e os editores, que o melhor
ato de gratido seria oferecermos-lhes um trabalho novo, sem nunca perder de
vista a qualidade anterior.
  Portanto, graas aos senhores mesmos  que esta edio hoje est assim, deste
jeito, de Casa e roupa novas.
  E a todos os que sentiram a fora dos objetivos a que nospropusemos, a nossa
confiana nos seusprprios objetivos, que so absolutamente idnticos. . .

O AUTOR





13
<012>

I - FONTICA



1. O alfabeto. O alfabeto portugus possui 23 letras, das quais 17 so con-
soantes (b c d f g j l m n p q r s t v x z), 5 so vogais (a e i o u) e 1 se diz etimol-
gica (h).
As letras k, w e y, por no serem latinas, j no fazem parte do alfabeto por-
tugus. So usadas somente em casos especiais: km, watt, byroniano, etc.
O h no pode figurar entre as consoantes porque no representa som nenhum.
Recebe o nome de letra etimolgica porque se mantm em nossa lngua ape-
nas por uma questo de tradio ortogrfica: o latim e o grego (lnguas que
formaram o grosso do vocabulrio portugus) possuam muitas palavras escri-
tas com h. Por isso, nossa lngua, para no fugir  tradio, obedece ao timo e
mantm a referida letra. Assim, hlito, homem, honrar e horizonte, por exem-
plo, se escrevem com h porque se originam, respectivamente, de halitum,
hominem, honorare (todas trs latinas) e horizon, horizontos (grega).
Quando combinado com outras letras, o h forma consoantes que no pos-
suem, em nosso alfabeto, representao simblica especial.  o que ocorre
como ch, o lh e o nh.
Nas interjei<*-*>es (ah!, oh!, uh!, etc.), o h serve para indicar que a pronncia
da vogal  prolongada, continuada.
Quanto s vogais e e o, ao pronunci-las isoladamente, procure dar-lhes sem-
pre som aberto. Assim, por exemplo:

- O e (pronuncie ) de cedo nunca teve acento.
- Jabuticaba no se escreve com o (pronuncie ).
- Os alunos no colocaram acento no e (pronuncie ) da palavraportugus.
- O o (pronuncie ) de pde deve ter acento circunflexo.
#
2. Letra e fonema. Diferena. O primeiro passo para entender Fontica 
saber, antes de mais nada, o que  letra e o que Jonema. Toda e qualquer pa-
lavra possui letras e fonemas, duas coisas absolutamente distintas: letra  o
smbolo, aquilo que se escreve;Jonema  o som, aquilo que se ouve. Portanto,
fonema  som; letra  a representao do som. Isto o ajudar a entender me-
lhor: na palavra livro, a letra 1 (ele) representa o som l; na palavraJaca, a
letraJ(efe) representa o fonemaJ, e a letra c (c), o fonema qu. Na palavra
mina, a letra m (eme) representa o som m, e a letra n (ene), o som n.
Como voc v, letra efonema so coisas distintas.

15
<012>

Mas ateno: fonema  sempre a UNIDADE SONORA da palavra. Para que isto
fique mais claro, tomemos a palavra talha: existem a 5 letras, mas somente
4 fonemas. Vejamos por qu: o primeiro som, isto , o primeiro fonema da
palavra talha  /t/ (pronuncie t), depois ouvimos o fonema /a/; logo aps,
o fonema/!h/(pronuncie lh) e, por fim, ouvimos o fonema/a/novamente.
Agora, note: o grupo de letras !h representa uM sd soM; trata-se, pois, de uM
fonema. No importa que sejam duas as letras; para encontrarmos um fone-
ma,  preciso que observemos sempre o SOm, a UNIDADE SONORA; o nmero
de letras que representa essa unidade  o de menos.
Muitos pensam que o primeiro fonema que se ouve na palavra talha  t, e
no /t/. O que ocorre aqui  uma confuso entre silaba (que veremos adiante)
efonema. Em ta existem dllaS UNIDADES SONORAS: O /t/ e o /a/. A unio do
fonema ltl com o fonema lal  que produz ta.
Na escrita, os fonemas so representados atravs de barras. Portanto, qual-
quer letra, ou mesmo um conjunto delas, corresponde ao fonema, no  letra
ou s letras. Assim: /I/ deve ser pronunciado l, e no ele, que  o nome da
letra; lml deve ser pronunciado m, e no eme, que  o nome da letra; lnhl
deve ser pronunciado nh, e no ene-ag; lrrl deve ser pronunciado rr, e no
erre-erre; e assim por diante.
<*-*> claro que s vezes letra e fonema possuem a mesma pronncia: a letra t,
por exemplo, sempre representar o fonema ltl; a letra v, o fonema lvl; a
letra d, o fonema /d/, etc.
Na palavra cebola, a letra e (pronuncie ) representa o fonema  (/e<*-*>; a letra
o (pronuncie ) representa o fonema 8 (lol); mas a letra a representa o fo-
nema a (/a/).
Geralmente, uma palavra possui o mesmo nmero de letras e de fonemas. No
entanto, algumas vezes, como vimos em talha, uma palavra pode ter nmero
diferente de letras e de fonemas. A palavra batata possui 6 letras e 6 fonemas;
j a palavra chuva possui 5 letras e 4 fonemas, porque as letras c e h (ch) re-
presentam um nico som, um s fonema: x, que foneticamente se v as-
sim : /x /.
Por outro lado, podemos encontrar palavra com letra que representa dois
fonemas.  o que se v emfixo, que possui 4 letras, mas 5 fonemas: fikso.
O x representa dois fonemas: lkl e lsl. Outros exemplos: txico (tksico),
txi (tksi), anexo (anekso), ltex (lteks), complexo (complekso), etc. Ainda
com relao  letra x, temos de dizer que ela representa os mais diversos fo-
nemas. Se no, vejamos:
1) exame: o x representa o fonema /z/;
2) sintaxe: o x representa o fonema /s/ (o mesmo de seda);

3) experincia: o x representa o fonema /s/, sibilante (o mesmo de estra-
  nho);
4) xcara: o x representa o fonema /x/; e
5) txi: o x representa dois fonemas ao mesmo tempo: lkl e lsl.
3. Slaba. A slaba t8oica e a slaba tooa. Para que voc entenda o que 
silaba, comecemos com a palavra amizade. Quando a pronunciamos, emiti-
mos 4 impulsos de voz: a-mi-za-de. Cada impulso desses corresponde a 1 sla-
ba. Portanto, em amizade, existem 4 slabas. Em vaso (va-so) temos 2 slabas, e
emjanela (ja-ne-la) so 3 as slabas.
Silaba , pois, um fonema ou um grupo de fonemas que sai pela boca numa s
emisso de voz, isto , de uma s vez.
Note que no estamos falando em letra, mas em FONEMA.
Geralmente, as palavras possuem uma slaba mais forte, aquela que se pro-
nuncia com mais intensidade de voz. Por isso, ela se chama slaba tnica. As
outras, mais fracas, se dizem slabas tonas. Assim, na palavra canela, ne  a
slaba tnica; ca e la, as slabas tonas. Em lBmpada,16m  a slaba tnica;
pa e da so as tonas; em coronel, nel  a slaba tnica; co e ro so as tonas; em
bexiga, xi  a slaba tnica; be e ga so as tonas.
Em algumas palavras derivadas, ocorre ainda a slaba subt8nica, que possui
intensidade intermediria entre a tnica e a tona. Na palavra somente, por
exemplo, a slaba tnica  men; a tona  te e a subtnica  so; em cafezal,
por outro lado, a slaba tnica  zal;fe  a slaba subtnica, e ca, a tona.
Como voc est notando, a slaba subtnica sempre corresponde  tnica da
palavra primitiva.
Quanto  diviso correta das palavras em slabas, apele sempre para a sole-
trao. Assim, por exemplo:

- caf: pronuncie-a bem devagar. Saiu primeiro: ca; depois:f;
- dente: pronuncie-a bem devagar. Saiu primeiro: den; depois: te;
- macaco: pronuncie-a bem devagar. Saiu primeiro: ma; depois: ca; finalmente: co;
- Jpiter. Saiu assim: J pi-ter;
- intelectual. Saiu: in-te-lec-tu-al.

Palavras que possuem o grupo de letras rr, ss, xc, sc e s - por questo de
simetria e tradio - deixam cada uma das letras em slabas diferentes. Por
isso: carro (car-ro); massa (mas-sa); exceo (ex-ce-o), nascer (nas-cer),
nasa (nas-a).

4. Semivogal. Numa slaba no podem ficar, jamais, duas vogais juntas.
  Por isso, sempre que voc tiver numa slaba APARENTEMENTE duas vogais, po-
  de estar certo de que voc tem uma vogal e uma semivogal, ou vice-versa.  o
  que podemos ver em caixa (cai-xa) e gua (-gua); em aula (au-la) e srie (s-
  11
<012>

rie); em mamo (ma-mo) e Jrias (f-rias); em mame (ma-me) e tdio (t-
dio), etc.
De ambos os sons voclicos, a vogal ser sempre a mais forte, aquela que
voc ouve melhor. A outra, que voc ouve com mcnos intensidade,  a semi-
vogal.
Semivogal so, portanto, os fonemas (no as lctras) lil e lul que aparecem
na mesma slaba da vogal. Dissemos que semivogal S0 FONEMAS, e no letras,
porque, quando se fala em semivogal, fala-sc em fonema, nunca em letra. Se
dissssemos; semivogal so as t.E'rRAs i e u, como poderamos explicar a voc
a presena de semivogal nas palavras mamo, mame, saguo, questo e so?
Note: todas cinco possuem letra o ou e, mas fonema /u/ ou /i/, pois as pro-
nunciamos assim: mamu, mami, saguu, qucstu, su.

5. Os eocootros voclicos. So trs os encontros voclicos que existem em
portugus: o ditongo, o tritongo e o hiato.

6. O ditoogo. O encontro de uma vogal c de uma semivogal, ou vice-versa,
na mesma slaba recebe o nome de ditongo.
Existem os ditongos crescentes, os decrescentes, os orais e os nasais.
O ditongo  crescente quando a semivogal vcm ANTES da vogal: gua, srie,
histria, mgoa, lbio, quase, etc.
O ditongo  decrescente quando a semivogal aparece DEPOIS da vogal: aula,
dinheiro, baixo, couro, boi, sauna, etc.
O ditongo  oral quando o ar sai totalmente pela boca: gua, srie, histria,
mgoa, aula, dinheiro, pau, feira, etc.
O ditongo  nasal quando o ar sai parte pela boca, parte pelo nariz: po, mo,
me, p<*-*>e, ano, mamo, vulces, etc.
Na palavra muito, o ditongo  nasal, embora no haja o sinal caracterstico_da
nasalao, o til.
Os ditongos decrescentes so os verdadeiros ditongos, porque no se sepa-
ram. Por isso, voc jamais poder dividir a palavraJeira, por exemplo, desta
maneira: fe-i-ra. A diviso correta ser sempre: fei-ra. A maior parte das
palavras que possuem ditongo crescente podem ter, se quisermos, uma slaba
a mais: p-tria (ou p-tri-a); -gua (ou -gu-a), etc. Por este motivo, os diton-
gos crescentes so considerados ditongos instveis. Mas ateno: os ditongos
crescentes que aparecem depois de g ou q iniciais ou mediais, no admitem
partio. Assim, a diviso em slabas da palavra quase ser sempre: qua-se;
de guaran, sempre: gua-ra-n; de linguaruda, sempre: lin-gua-ru-da; de
aquarela, sempre: a-qua-re-la; e assim por diante. Diga-se tambm que, em-
bora permitida, a separao do ditongo crescente no  aconselhada.

O ditongo nasal /i/ representado na escrita por em ou en, enquanto o diton-
go nasal /u/pode ser representado por am, alm de o. Veja estes exemplos:
amm (pronunciamos: ami); vintm (pronunciamos: vinti); parabns (pro-
nunciamos: parabis); hfen (pronunciamos: hfi); amaram (pronunciamos:
amru); falam (pronunciamos: flu); eram (pronunciamos: ru), etc.

7. O tritongo. O tritongo no  nada mais nada menos que uma vogal entre
duas semivogais. Para melhor explic-lo, vamos tomar a palavra Paraguai.
Nesta ltima slaba encontramos a vogal a e duas semivogais (u e i): Pa-ra-
-guai. Isto se chama tritongo.
Como saiu totalmente pela boca, isto , sem interferncia das fossas nasais,
dizemos que  um tritongo oral; em saguo (sa-guo), temos um tritongo na-
sal.
 preciso dizer que o tritongo  um encontro voclico absolutamente insepa-
rvel. Se voc dividir a palavra Uruguai assim: U-ru-gu-ai, ou assim: U-ru-gua-
-i, estar cometendo um erro grave. O correto ser sempre: U-ru-guai; sa-
-guo (e no: sa-gu-o); sa-gu<*-*>es (e no: sa-gu-<*-*>es), i-guais (e no: i-gua-is), etc.

8. O hiato. O hiato j  muito diferente de ambos os encontros voclicos an-
teriores. Para que voc o entenda perfeitamente, tomemos a palavra sava
como exemplo. Veja como a pronunciamos e dividimos em slabas: sa--va.
O que aconteceu? Aconteceu que cada vogal ficou em uma slaba. Isto se
chama hiato. Outros exemplos: ga--cho; sa-bi-a; ca-ri-o-ca; co-o-pe-rar;
ca-a-tin-ga; pa-da-ri-a, etc.
Muitos sentem dificuldade no diferenar um ditongo crescente de um hiato.
Desaparecem as dvidas se levarmos em considerao que todo ditongo cres-
cente pode-se transformar num hiato, sem que isso implique uma pronncia
anormal e forada. Vejamos estas palavras: ptio e secretria. Ambas possuem
ditongos crescentes (p-tio ou p-ti-o), (se-cre-t-ria ou se-cre-t-ri-a). De ca-
da palavra, ambas as pronncias no foram foradas, isto porque todo diton-
go crescente, eventualmente, pode ser visto como hiato. Vejamos, agora,
estas palavras: moeda e coelho. Ambas possuem hiatos (mo-e-da), (co-e-lho).
S estas pronncias so aceitas como normais, pois querer transformar o en-
contro oe em ditongo  forar a situao para um sentido irregular e incorre-
to. No se pronuncia moe-da, nem coe-lho, isto , ditongando o hiato oe. 
preciso lembrar, tambm, que em todo ditongo existe uma semivogal repre-
sentada pelo fonema/i/ou pelo fonema/u/. Empoeta e coelho no existe nem
um nem outro. Noutros casos -  verdade - a situao torna-se pouco mais
complicada. Que encontros existiro, por exemplo, em sbia, sabia e sabi?
A resposta correta a esta pergunta est diretamente vinculada  lembrana

18 19




6
<012>

de que ditongo  grupo voclico que se pronuncia ESPONTANEAMENTE, Onde
um dos sons voclicos soa mui debilmente. Como conseqnncia disso, se em
sbia existe ditongo crescente (s-bia), em sabia temos hiato (sa-bi-a) e em
sabi (sa-bi-), outro hiato. Note: em ambos os casos o i possui a mesma in-
tensidade sonora que o a. Sendo assim, no pode ser considerado semivogal.
A nica diferena entre sabia e sabi, foneticamente,  que a primeira  pa-
roxtona (sa-bi-a); a segunda, oxtona (sa-bi-). Agora, s para terminar o
assunto, vamos dividir em slabas a palavra Piaui: Pi-au-. Para que fizemos
isso? Para lhe dizer que, a rigor, no podemos afirmar que a sucesso u-i seja
um hiato, pois o u  semivogal, e hiato  a sucesso de duas voGAls consecuti-
vas. Acontece que, na pronncia, a semivogal u se estende at a outra slaba.
Note: Pi-au-(u). Acontece, tambm, que a escrita no registra essa extenso
da semivogal para a outra slaba. Por isso, voc pode dizer que na palavra
Piaui existem dois hiatos (i-a e u-i<*-*>, mas, se quiser ser mais exato, diga que
existem dois ditongos (au e ui<*-*>. Esto no mesmo caso: fei-(i)o, prai-(i)a, di-
-(iJa, ti-(iJo, mai-(iJo, re-cei-(i)o, etc. O fenmeno de extenso da semivogal
para outra slaba pode ser chamado glide. Mas  preciso dizer que, a rigor,
glide  o nome da semivogal que, na fala, se prolonga at a outra slaba. No
entanto, por extenso, houvemos por bem denominar glide tambm o fen-
meno que consiste na referida ampliao semivoclica.

9. Os encootros coosooaotais. Numa palavra existir encontro consonantal
sempre que duas consoantes estiverem juntas. Alguns exemplos: Jlecha,
cravo, psicologia, clava, calvo, tosco, parte, absoluto. Se as consoantes se con-
servarem na mesma slaba, o encontro consonantal ser prprio ou per Jeito
(fIe-cha, cra-vo, psi-co-lo-gi-a, cla-va); se estiverem separadas, o encontro
consonantal se diz imprprio ou imper Jeito (cal-vo, tos-co, par-te, ab-so-lu-to).
O m e o n, antes de consoante, no formam encontro consonantal, porque,
nessas circunstncias, no so consoantes. Funcionam como sinais de nasala-
o da vogal anterior, como se houvesse um til sobre ela. Por isso, so chama-
dos sinais de nasalao ou sinais de nasalidade. Na palavra amparo, por exem-
plo, temos esta pronncia: paro: o m nasala a vogal anterior, a, em evidente
substituio ao til. Antigo assim se pronuncia: tigo: o n  um sinal de nasala-
o.

10. Os dgrafos. Sempre que duas letras representarem um nico fonema, te-
mos o digrafo. Portanto, am (de amparo) e an (de antigo) so dgrafos. Os prin-
<*-*>ipais dgrafos so:

- ch: cachoeira, chave, chicote, chuchu;
- nh: manha, moinho, acanhado, banha;

- Ih: malha, palha, telha, orelha;
- rr: carro, farra, barro, marreco;
- ss: massa, assessor, assado, carrossel;
- sc: ascenso, nascer, fascismo, conscincia;
- s: nasa, floresa, rejuvenesa;
- xc exceo, exceto, excipiente, excitar;
- gu: guincho, guerra, guitarra, guizo; e
- qu: Querida, quilo, quisto, queixo.


O gu e o qu somente sero dgrafos quando o u no soar, evidentemente. A
palavra cinqenta, por exemplo, no possui dgrafo, porque o u soa: cinctienta.

11. Difereoa eotre eocootro coosooaotsl e dgrafo. A diferena entre encon-
tro consonantal e dgrafo  sensvel: no primeiro caso ouvem-se dois fonemas
distintos; no segundo, ouve-se apenas um fonema, embora sejam duas as le-
tras.

Digra Jo , pois, o grupo de letras que representa um s fonema.

12. Aceoto prosdico e aceoto grfico. Difereoa. Os aceotos grficos. Toda e
qualquer palavra que possui slaba tnica, possui, necessariamente, um acento
prosdico, que  o acento da fala. Assim, o acento prosdico de pegada est
em ga, pois esta  a slaba tnica da palavra; de jornal est em nal, de careta
est em re, e assim por diante.
Se quase todas as palavras possuem acento prosdico (as exce<*-*>es so os mo-
nosslabos e disslabos tonos, que adiante veremos), por outro lado, nem to-
das apresentam acento grfico, que  o sinal usado para indicar o acento pro-
sdico. Por isso, msica, txtil e Guaruj possuem acentos grficos (respecti-
vamente, agudo, circunflexo e agudo), que servem, evidentemente, para
identificar a slaba tnica, isto , onde se encontra o acento prosdico. Desta
maneira, se a palavra for tona, logicamente no ter acento prosdico.
Esto neste caso:


aJ os monosslabos tonos:
  - os artigos definidos ..........
  - os artigos inde inidos .......
  - os pronomes oblquos ......
  - as onjun<*-*>es ....... ........
  - aspreposi<*-*>es ...............
  - as contra<*-*>es ...................
  - ascrases ...... .... .... . ...
  - ascombina<*-*>es ...............
  - o pronome relativo .... . .

o, a, os, as;

um, uns;
me, te, se, Ihe, o, a, nos, vos, lhe, os, as;
e, nem, mas, ou, que, se;
a. com, de, em,por, sem, sob;
do, da, dos, das, no, no, nos, nas;
, s;

oo, aos;

que.

20 j 21
<012>

OS disslabos tonos:                                                                    - a ou as: j, l, c, ps, ms, vs, etc.
- para(preposio);                                                                     -   e ou es: f,p, r, ms, ds. vs, etc.
- pelo, pelos (contra<*-*>es de per + o e per + os);
                                                                                        -   o ou os: p, d, s. ns, vs,ps, etc.
- como eporque (conjun<*-*>es) e
- uma, umas (artigos indefinidos).                                                  )    Portanto, as monosslabas tnicas terminadas em -i ou em -u no so acen-
                                                                                         tuadas: nu, cru, ti, li, vi, tu, etc.
Acentoprosdico (ou somente acento) , pois, a fora, a intensidade de voz que      '
se d a uma slaba da palavra.
                                                                                         SEGUNDA REGRA: levam acento todas as oxtonas terminadas em:
Acento grfco  o sinal que indica essa intensidade. Nem sempre a palavra                  - a ou as: car. Par,jac, anans, satans, atrs, etc.
precisa deste sinal.                                                                        - e ou es: caf, voc, Jos,portugus, corts,fregus, etc.
So trs os acentos grficos: o agudo ('), o circunflexo (<*-*>) e o grave (<*-*> ).                - o ou os: av. mocor, palei, aps, avs, cips, etc.
0 acento agudo indica que a slaba  tnica e que o timbre da vogal  aberto                - em ou ens: tambm, porm, Jerusalm, vintns. parabns, armazns, etc.
(com exceo das que terminam em ditongo nasal em ou ens): Par, timido,
repblica, cmulo, gelia, frias, Jrmula, cdigo, Belm, armazm, parabns,
                                                                                         Portanto, as oxtonas terminadas em i ou em u no levam acento: tupi, comi,
vintns, etc.                                                                            aqui, ali, urubu, Botucatu, Pacaembu, Bauru, etc.(Palavras como Ja, Anhan-
0 acento circun<*-*>lexo indica que a vogal  fechada quanto ao timbre e, ao mes-
                                                                                         gaba, Guarei ejatai pertencem a outra regra.)
mo tempo, que a slaba  tnica: c&mara, cmodo, lmpada, colnia, txtil, p-
                                                                                         As formas verbais terminadas em a, e ou o, seguidas de lo, la, los, las, acen-
de,etc.                                                                                  tuam-se normalmente: d-lo, f-la, am-lo, cant-la, ador-las; v-lo, s-lo,
0 acento grave, aps a Reforma Ortogrfica de 1971, s se usa para indicar a
                                                                                         vend-los, com-lo, faz-las; p-lo, comp-lo, rep-la, disp-los, antep-las, etc.
crase: cr, quele, quilo, crquela, queles, quelas, s.
                                                                                    
                                                                                         TERCEIRA REGRA: levam acento todas as paroxtonas terminadas em:
                                                                                    j   -   1............... til, horr/vel. mvel, txtil, etc.
13. PalavraS oxtOoaS, pa<*-*>oxtOOas e p<*-*>Oparoxtonas. Numa palavra,                      - n ..............  hi Jen, plen, abdmen, den, etc.
a slaba tnica pode ser a ltima, a penltima, ou a antepenltima. Se a slaba     <*-*>    - r ............  acar, cadver. reprter, carter, etc.
tnica for a ltima, a palavra ser oxitona: caf, jornal, voc, animal, urubu,          - x ..........  . fnix, trax. dp/ex, ltex, etc.
corao, ali, etc.
                                                                                         - , s .........  r J, im, r Js. ims, etc.
                                                                                         - ditongo .....  gua,Jceis, rjao, rea, crie, etc.
Se a slaba tnica for a penltima, a palavra serparoxitona: livro,folha, tinta,       -   i, is .......... cqui, txi, lpis, grtis, etc.
caderno, governo, delicado, incontestavelmente, etc.                                (   -   on, ons ... . etctron, prtons, nutrons, etc.
Se a slaba tnica for a antepenltima, a palavra serproparoxitona: cmara,        ,    - us ...........  virus, nus, vnvs, bnus, etc.
gramtica, limpido, politica, nmero, mido,pblico, etc.                               -   um, vns ..... /bum, lbuns, etc.
                                                                                    '   -   ps ............. biceps,Jrceps, Quops, etc.
Existe uma tendncia no sentido de se considerar palavra monosslaba como           j
palavra oxtona. Isto, alm de constituir erro, evidencia um contra-senso:          
                                                                                         Em portugus no existe nenhuma palavra paroxtona terminada em u.
para que uma palavra seja oxtona,  preciso que possua, necessariamente,           I
                                                                                         Palavras paroxtonas terminadas em ditongo nasal, representado por em ou
duas slabas ou mais. As monosslabas, evidentemente, s possuem uma sla-               am, no levam acento: cantem,falem, cantam,falam, etc.
ba; sendo assim, no existe ltima slaba. Portanto, palavras comop, S, cor,           Os prefixos paroxtonos terminados em -r ou em -i no levam acento: inter-,
f, mel, dor, Sol e Deus so monosslabas tnicas, jamais oxtonas.                      super-, semi- e hiper-.
                                                                                         A regra acima manda acentuar todas as paroxtonas terminadas em -n, mas
14. Regras de acentuao grfica..ai Reforma Ortogrfica de 1971.
                                                                                         no as em -ens.
                                                                                         Portanto, hen (com acento), mas hjens (sem acento); den (com acento),
PRIMEIRA REGRA: levam acento todas as monosslabas tnicas terminadas em:                mas edens (sem acento), e assim por diante.
22                                                                                          23
<012>

QUARrA REGRA: levam acento todas as proparoxtonas: lmpada, mdico,jle-
go, lgrima, quilmetro, slido, repblica, mido, politico, rvore, timido, para-
lelepipedo, etc.


QUINTA REGRA: levam acento as vogais dos ditongos abertos i, u e i: idia,
anis, gelia; cu, vu, chapu; di, mi, destri, etc.
Portanto, doem, moem, destroem e palavras semelhantes no possuem acento,
pois no contm ditongo, mas hiato: do-em, mo-em, destro-em.
Alm de i, u e i, existe mais um encontro voclico acentuado, mas este um
hiato: o: co, mo, vo, perdo, enjo, coro, etc. Mas o acento s tem razo
de ser se o encontro voclico for tnico.  por este motivo que a palavra Zoo-
lgico no traz acento em tal encontro voclico.
Nenhuma palavra terminada em -oa leva acento: boa, pessoa, canoa, coroa,
destoa, Lisboa, etc.


SEXTA REGRA: Para melhor entend-la, comecemos assim: sa<*-*>-da, su-i-o;
sa--de,re--ne.

Note: as quatro palavras possuem hiato. Concluso: o i e o u, quando tnicos
e segunda vogal de um hato, levam acento. Mas s quando Jorem T6NIcos.
Portanto, escreva: baia (mas: baiazinha), Tatui (mas: tatuiense), cai (mas:
caidinha), gacha (mas: gauchinha), vivo (mas: viuvinha), e assim por diante.
Esta regra possui exce<*-*>es: se aps o i ou aps o u aparecer o dgrafo nh ou,
ento, se qualquer um deles formar slaba com as letras l,m, n, r ou z, omite-
-se o acento. Eis exemplos: rainha, Raul, ruim, ainda, cair, raiz.


Note:

- ra-i-nha : o i est seguido de nh;
- Ra-u/ ... . o v forma slaba com l;
- ru-im ..... o i forma slaba com m;
- a-in-da..: o i forma slaba com n;
- ca-ir ...... o i forma slaba com r;
- ra-iz ... . o i forma slaba com z.

No entanto, acentuam-se: caido, caires, raizes, juiza, juizes, etc., isto porque
em todas estas palavras o i encontra-se sozinho na slaba.
Palavras como caiu, atraiu, contribuiu, possuiu e traiu no tm acento, porque
o i e o u dos ditongos iu e ui no so acentuados quando vm depois de vogal.

<*-*>.TIMA REGRA: so acentuadas as quatro formas verbais (e as respectivas de-
rivadas) dos verbos dar, crer, ler e ver: dem, crem, lem e vem.

Os verbos ter e vir possuem as formas tm e vm, com um s e:

- Eles tm a mesma fisionomia.
- Elas tm as mesmas inten<*-*>es.
- Elas vm aqui todos os dias.
- Eles vm  aula muito cedo!



A REFORMA ORTOGRFICA DE 1S DE DEZEMBRO DE 1971;

1) No se acentuam mais as homgrafas fechadas, com exceo de pde,
forma verbal do pretrito perfeito do indicativo do verbo poder, para diferen-
ciar de pode, forma do presente do indicatvo do mesmo verbo.
Por isso, todas as palavras com som fechado, que possuam acento circunfle-
xo em virtude da existncia de uma homgrafa de som aberto, j no preci-
sam desse acento. Assim, palavras como governo, erro, ele, esse, dele, aquele,
peso, Jlores, jogo, molho, lobo, almoo, cor, modelo, endereo, agosto, portugue-
sa, troco, medo, vezes, etc., usadas como substantivo ou como verbo, so escri-
tas da mesma forma e... sem acento.
MaS MUITA ATENO: s foi abolido o acento das homgrafasJechadas, no o
acento das homgrafas tnicas. Assim, pra continua a ser escrita com acento,
porque  homgrafa tnica (a homgrafa tona correspondente  pera, sin-
nima de para, preposio). Portanto, sempre que existir uma homgrafa tni-
ca e uma homgrafa tona, a primeira deve ter acento.

Esto no mesmo caso:

- p%,p%s, substantivos, cujas homgrafas, tonas so: pe/o epelos (contra<*-*>es);
- plo, plo, plas, formas do verbo pelar, cujas homgrafas tonas so: pelo, pe/a, pelas
  (contra<*-*>es);
- pr, verbo, cuja homgrafa tona por, preposio;
- pra, forma do verboparar, cuja homgrafa tona para, preposio;
- s, substantivo, cuja homgrafa tona  as, artigo; e
- plo, plos, substantivos, cujas homgrafas tonas so polo, polos, contra<*-*>es arcai-
  cas equivalentes apelo,pelos.

2) J no se acentuam as palavras derivadas com sufixo -mente, ou com qual-
quer outro sufixo iniciado com -z. Assim, amavelmente, cortesmente, ca Jezal,
ca Jezinho, pezinho, pezo, palavras que possuam acento grave ou circunflexo,
para indicar a slaba subtnica (slaba que, em intensidade, situa-se entre a t-
nica e a tona),j no precisam deles.

15. O uso do trema. Muitos pensam que o trema foi abolido com a Reforma
Ortogrfica de 1971. O trema continua sendo de uso obrigatrio quando, nu-
24 25
<012>

ma palavra, voc encontrar o grupo gu ou qu seguido de e ou i, e o u for pro-
nunciado. Por isso:
  - lingia deve ser escrita com trema, pois o grupo gu est seguido de i, e o u  pronun-
  ciado;
  - cinqnenta tambm deve ser escrita com trema, pois o grupo qu est seguido de e, e
  o u  pronunciado.

Outros exemplos: tranqilo, qinquagsimo, q<*-*>ingentsimo, eqino, seqestro,
agentar, sagi, alcagete, lingiiistico, ensangiientado,freqiincia,Jreqente, lin-
geta, linginha, etc.
A Reforma, ao abolir o trema, referiu-se apenas quele que era usado nas
poesias. Em palavras como saudade, vaidade e airoso, quando o poeta, no a 
de satisfazer as necessidades mtricas do verso, fazia de um ditongo um hiato:
Assim: sadade, vaiilade e airoso deveriam ser vistas como polisslabas, e no
como trisslabas. Foi este o trema abolido pela Reforma, e to-somente este.

16. As vogais e as consoantes. Diferena. Para melhor entender o que  vogal
e o que  consoante, nada melhor que comearmos por estabelecer a diferen-
a existente entre elas.
A grande diferena entre uma vogal e uma consoante est nos obstculos.
Note: quando pronunciamos a seqnncia de vogais (a e i o u), nenhum rgo
da boca interrompe a passagem do ar. Por outro lado, quando pronunciamos
qualquer consoante, um ou mais rgos da boca interferem na sada da cor-
rente de ar. Vejamos isto na prtica: experimente pronunciar este fonema:
/t/. Notou? Foi preciso que a lngua e os dentes incisivos interrompessem a
passagem do ar. Agora, pronuncie este fonema: /b/. Notou? Os lbios se uni-
ram, interferindo na passagem do ar.
Passemos, agora, s vogais: pronuncie a seqnncia: a e i o u. Voc notou inter-
ferncia de algum rgo da boca na sada do ar? No, claro que no. O que
voc notou, evidentemente, foi um movimento contnuo da lngua para trs,
mas esse movimento  necessrio para que se formem as diferentes vogais.
No fosse isso, todas as vogais seriam idnticas !
Mas o ar, para receber o nome defonema, tem antes de passar por todo o apa-
relho fonador. Caso contrrio, continua sendo ar, somente ar.
Aparelho fonador  um conjunto de rgos indispensvel para a fala. Sem
ele, seria impossvel falar. Esses rgos, muito importantes, so: pulm<*-*>es,
brnquios, traquia, laringe, Jaringe, boca e Jossas nasais. Destes, os mais im-
portantes MEsMo so a laringe e a boca.
Vamos explicar por qu: na parte superior da laringe existem dois pares de
pequenos msculos chamados cordas vocais. Das cordas vocais, as mais im-
`?fi

portantes so as in Jeriores, porque so elas que desempenham papel principal
na produo da voz. Para que voc tenha uma idia mais viva do que sejam
as cordas vocais, imagine dois lbios unidos. Elas so exatamente assim. En-
tre uma e outra existe uma pequena fenda chamada glote, qae ora est aberta,
ora fechada.
Quando o ar chega  parte superior da laringe, proveniente dos pulm<*-*>es, tem
de transpor a glote. Se ela estiver fechada, o ar fora a passagem e faz as cor-
das vocais vibrarem; voc diz, ent<*-*>, que o fonema produzido  sonoro (/b/,
/d/, /g/). Se a glote estiver aberta, o ar passa sem dificuldade, e as cordas vo-
cais no vibram; o fonema produzido  surdo (/p/, ltl, /kl). Da por diante
entram os rgos da boca; s ento  que se formaro os diferentes tipos de
fonemas: o /t/, o /f/, o /l/, o /x/, etc.

17. A classificao das vogais. A vogal a  chamada vogal mdia ou central,
porque  a mais aberta de todas. Partindo do a, pronuncie esta seqncia:
, , i. O que aconteceu? Lgico, aconteceu que a parte anterior da lngua se
dirigiu para a regio palatal, isto , para o cu da boca. S por isso, tais vogais
so chamadas anteriores ou palatais. Como voc v, as vogais recebem nome
de acordo com a regio tocada pela lngua.
Agora, partindo novamente do a, pronuncie esta seqnncia: , , u. Perce-
beu? A lngua recua, recua, at aproximar-se do vu do paladar (aquela pe-
quena membrana que separa a boca das fossas nasais). Conseqentemente,
tais vogais so posteriores ou velares.-
ESSa  a CIaSSlflCaO daS VOgalS QUANTO  ZONA DE ARTICULAO.
Vamos, agora, ver a classificao das vogais QuANTo  INTENSIDADE: tlIiCaS
ou tonas. Vogal tnica  aquela que recebe o acento tnico, isto , aquela que
figura na slaba tnica: mala, pea, asilo, sola, mula. Vogal tona  a que se
pronuncia sem nenhuma intensidade, ou seja, aquela que aparece na slaba
tona: pea, asilo, sola, mula. Quando a vogal tona estiver antes da tnica,
chamar-se- pretnica: asilo, moleque; quando aparecer depois da tnica,
chamar-se-postnica: asilo, moleque.
Alm da tnica e da tona, ocorre ainda a subtnica, que se acha numa situa-
o intermediria entre ambas: amavelmente, cafezal, timidamente, sozinho,
unicamente, ajudar-te-ei, oferecer-me-iam, etc. Somente as palavras deriva-
das e as formas verbais seguidas de pronome tono possuem vogais subtni-
cas.
Vejamos, agora, a classificao das vogais QuANro AO TIMBRE: abertas,fecha-
das ou reduzidas. Vogais abertas: a (base, basicamente), e (cego, cegamente) e
o (so1ido, solidamente). Vogais Jechadas:  (seco, secamente),  (doce, doce-
mente), i (cinico, cinicamente) e u (rude, rudemente). Como reduzidas podem

27
<012>

ser consideradas todas as vogais tonas, orais ou nasais: base (porque pronun-
ciamos basi), trigo (porque pronunciamos trigu), lata, casa, casaco; amparo,
entrada, inchado, combate,juntar.
As vogais tnicas nasais so fechadas: mando, menta, minto, monte, mundo,
tonto, bno, etc.
So, ainda, as vogais reduzidas as causadoras de um sem-nmero de modifi-
ca<*-*>es na pronncia de muitas palavras com e e o pretnicas: mexerica (pro-
nunciamos mixirica), umedecer (pronunciamos umidecer), Portugal (pronun-
ciamos Purtugal), engolir (pronunciamos ingulir), etc.
PaSSemOS, agOra, S ClaSSifiCaO daS VOgalS QUANTO AO PAPEL DAS CAVIDADES
RUCAL E NASAL: orais ou nasais. A vogal ser oral quando sair somente pela
boca: batata, muralha; ser nasal qundo sair parte pela boca, parte pelo na-
riz: muralha, an, antigo.
Este esquema o ajudar a guardar a classificao das vogais:



                    u
.
e                   o
,                   ,
e                   o
vogais anteriores   vogais posteriores
Ou                  ou
a
palatais            velares


vogal mdia

  ou
  central


Zesumindo, ento, a classificao das vogais:

(<*-*> QL'ANTO  ZONA DE ARTICULAO: allteCiOCES, m2dlOS OUpOSlECiOlCS;
Z) QL'A1TO  INTENSIDADE: tBrtiCaS OU t0lf4S;
3) QL ANTo Ao TInf BRE: abertas,fechadas ou reduzidas; e
4) Ql; ANTO AO PAPEL DAS CAVIDADES BUCAL E NASAL: OCaiS OU ItaSaiS.

18. A classificao das coosoantes. Vejamos, inicialmente, a classificao das
consoantes QuANTo Ao !<*-*>ODO DE ARTICULAO: oclusivas ou constritivas. Para
bem entender as oclusivas, comece por pronunciar estes fonemas: lp/, /tl,

lkl, lbl, ldl e lgl. (Voc, naturalmente, pronunciou: p, t, qu, b, d e gu.)
O que aconteceu? Aconteceu que, ao pronunci-las, o ar saiu como uma ex-
ploso: voc preparou o ar na boca e depois o soltou com fora. Por isso, tais
consoantes recebem o nome de oclusivas. So somente essas as consoantes
oclusivas. Voc at pode ^:<*-*>ard-las mnemonicamente: PeTeCa, BoDeGa.
Em ambas as palavras aparecem todas as oclusivas.
As consoantes constritivas se formam de maneira exatamente inversa das
oclusivas,  o oposto destas: so contnuas, prolongadas. Pronuncie estes fo-
nemas: lfl, lvl, /x/, lzt, ljl e lsl. (Voc, naturalmente, pronunciou:f, v, x,
z, g e s.) Notou? O ar saiu da boca continuadamente. Por isso, tais con-
soantes recebem o nome de constritivas. Para que voc sinta melhor a diferen-
a entre uma oclusiva e uma constritiva, pronuncie um /p/, depois um /f/;
um /t/, depois um /x/, e assim por diante.
As constritivas se subdividem emfricativas, laterais e vibrantes. As constritivas
fricativas so as que vimos: lfl, lvl, /x/, lzl, /j/ e lsl. So chamadasfricativas
porque, ao pronunci-las, o ar sai friccionado, apertado.
As constritivas laterais so /!/ e /!h/ (pronuncie ! e lh). So chamadas late-
rais porque, ao pronunci-las, o ar sai entre a lngua e as bochechas. As cons-
tritivas vibrantes so lr/ e lrrl (pronuncie r e rr). Chamam-se vibrantes por-
que, para a sua emisso, h vibrao da ponta da lngua. A primeira (/r/) 
chamada vibrantefraca; a segunda (/rr/), vibranteforte.

Vejamos, agora, a classificao das consoantes QuANTo Ao PONTO DE ARTI-
cuLAno: bilabiais, labiodentais, linguodentais, alveolares, palatais ou velares.

1) Bilabiais: - pronuncie: lpl, lbl e lml.
  Voc uniu os lbios (portanto: bilabiais);

2) Labiodeatais: - pronuncie: l Jl e lvl.
  Voc usou o lbio inferior e os dentes frontais (portanto: labiodentais);
3) Lioguodeotais: - pronuncie: ltl, ldl e lnl.
  Voc fez a lngua tocar a parte posterior dos dentes (portanto: linguodentais);
4) Alreolares: - pronuncie: /s/, /z/, /!/ e /r/.
  Voc fez a lngua tocar os alvolos ou deles se aproximar (portanto: alveolares).

  (Alvolo  a cavidadezinha onde esYao implantados os dentes.)

5) Palatais: - pronuncie: lkl, lgl, lrv7.
  Agora foi a vez da parte posterior da lngua com o vu do paladar (portanto: velares).
  (Vu do paladar  aqucla peque<*-*>a membrana, da qual faz parte a dwla ou campainha, que scpara a boca das
  foasas nasais.)





29
<012>

19. Palavras e express<*-*>es que podem oferecer dvida
quanto  ortografia.

CLASSIFICAO DAS CONSOANTES



I<*-*> QUANTO AO MODO DE ARTf CULAO:


1) Oclusivas (duras, fortes explosivas): /Q/ (som p), /t/ (som t), /k/ (som qu<*-*>e), /b/
  (som b), ldl (som d), lgl (som gu); e

2) Constritivas (contnuas, prolongadas):
  a) fricativas (frico, atrito): lfl (som f), lv/ (som v), /s/ (som s), lzl (som z),
  /x/(som x), /j/(som g);
  b) /aterais: /!/ (som l), /Ih/ (som Ih) e
  c) vibrantes: lrl (som r), lrr ! (som rr).
As consoantes nasais /m/ (som m), /n/ (som n) e /nh/ (som nh8) n-ao so lotalmente oclusivas, j que a ocluso se
manifesta somente na boca, escapando parcialmente o ar pelas fossas nasais. A rigor, portanto, n-ao s-ao nem oclusi-
vas nem constritivas.


IIj QUANTO AO PONTO DE ARTICULAO:


1) Bilabiais (lbio com lbio): /p/(som p), /b/(som b), /m/(som m);

2) Labiodentais (lbio inferior com borda dos incisivos superiores): lfl (som f), lvl
  (som v);
3) Linguodentais (lngua contra incisivos superiores): ltl (som t), ldl (som d), lnl
  (som n);
4) Alveolares (lngua tocando alvolos ou deles se aproximando): /s/ (som s), /z/
  (som z); /I/ (som l), /r/ (som r).
a) Muitos autores preferem inclur as alveolares entre as linguodentais, argumentando que a zona dos alvolos
pertence  dos dentes.
b) O /s/ em finul de sluba recebe o nome de alveolar sibilante, nome, alis, justificado pelo som que representa:
trs, feli<*-*>, ertra, estranho, etc;
5) Palatais (parte anterior da lngua contra palato duro): /x/ (som x), /j/ (som g),
  //h/(som lh),/nh/(som nh) e
6) Velares (parte posterior da lngua com vu do paladar): /k/ (som qu), /g/ (som
  gu), /rr/ (som rr).
Consoantes que se formam pelos mesmos rgos x dizem homorgdnicas. Logo, lpl d homorg-anica de lbl; ltl 6
homorgnica de /d/, e assim por diante.


III<*-*> QUANTO AO PAPEL DAS CORDAS VOCAIS:

(Sobre este assunto, melhores explicaes foram dadas quando tratamos do apmelofonador.)
1) Sordas: lpl (som p), ltl (som t), /k/ (som qu), /s/ (som s), /x/ (som x) e lfl
  (som f) e
2) Soooras: lbl (som b), ldl (som d), lgl (som gu), /m/ (som m), lnl (som n),
  /nh/ (som nh) /v/ [som v), /z/ (som z), /j/ (som g), /// (som l), /Ih/ (som
  lh), lrl (som r) e lrrl (som rr).


<*-*>j QUANTO AO PAPEL DAS CAVIDADES BUCAL E NASAL:

1) Orais: todas, com exceo das
2) <*-*>lasais: lml (som m), lnl (som n) e /nk/(som nh).

A              agiota            apesar         asteca
abalado       agiotagem         aprazvel      asterisco
 bea         aguarrs          apreenso      astigmatismo
abenoe        ajeitar           apreensivo     atarraxar
abbada        alazo            aprendiz       aterrissar
abolir         alcachofra        aquiescer      atiar
aborgine      alcauz           arborescer     atilho'
ab5cesso       alfageme          argamassa      atrs
abscissa       alcagtiete        argila         atrasado
absoluto       alfange           arrabalde      atravs
absoro       alforje           arrasar        autpsia
abstmio       algibeira         arrepio        avalancha
ahsteno      alhear            arrieiro       averso
abstrao      alheio            artifcio      avesso
aGambarcar     alis             a5a            avestruz
ace nde r '    alisar z          as5endncia    azfama
acepo        alsios           ascender'      azedinho
acessve I     al izar '         asce nso      azedo
acesso         almao            ascensional    azeite
acessrio      almndega         ascensorista   azeitona
acetona        alvssaras        aspergir       azeviche
acidez         alvorecer         assanhado      azia
acordeo       amendoim          assanhar       aziago
aoriano       amide            assar          azinhavre
acossar        amizade           a55az          azo
acre5centar    analisar          a55eado        azoto
acrescer       anlise           assdio        B
acr5cimo      anans            as5egurar      babau
acrim<*-*>nia      anis              a55eio         babadouro'
acar         anjinho           assero       bao
aucena        nsia             as5ertivo      ba1a'
aude          ansiedade         assessor       balsa ' "
adiantar       ansioso           a55essorar     baliza
adiante        antecipar         a55duo        bandeja
adolescncia   antediluviano     assoar'        batizado
adolescente    antiareo         assobiar       bazar
Aeronutica    antiintelectual   a55ociar       bazfia
aeroplano      antissptico      a55olar        bebedouro"
afear          ao invs de       assuada        beleza
aforismo       apas5entar        assuar        beliche
afrouxar       apaziguar         assuno       bem -vindo ' z



I) P<*-*> foRo.

Z) V<*-*>2Tb0.
3)  substanti<*-*>r c nome .oc se d<*-*> a guarni-ao de madeira das ombreiras de portas ejanelas.
4) Subir; elevar-se.
?) Limpxr lo nariz) da mucusiGadc.
b) b,aiur: apupar.
7) Fevce de espigas de milho.
8) <*-*> o local onde se baba. Babador  o ser que baba.
9) Mata espessa.
IO) Alm de outros significados,jangada para atravessar rios ou pedaos de mar.
I I )  o local onde se bebe. Bebedor  o ser que bebc.
' <*-*>) Bem recebido, quando se chega.

30 31
<012>

beneficncia   bueiro           camoniano      cassino
benef'lcente   bugiganga        campeo        castoz'
benzer         buldogue         camundongo     casulo
be<*-*>o          bulir            camura        cataclismo
berinjela      burburinho       candeeiro      cata55ol
besouro        bssola -        canio         cata-vento
bexiga         buxo "           canjer        catequese
bezerro        buzina           canj ica       catequv2r
bicarbonato    bzio            cansao        cavoucar
bilboqu                        cansado        caxambu
bissexto       C                cansar         caxumba
blusa          cabealho        cansativo      / cebola
bobina         cabeleireiro     canseira       cedro
boal          caar'9          capcioso       ceia
bochecha       cacaru          <*-*>aP<*-*>z'         ceifar
bodega         caarola         capataz        celuldide
boletim        cachecol         capazz'        cenho
boliche        cachimbo         capixaba       censo'o
bombachas      cacho            capuchinho     centeio
borbulhar      cachoeira        capuz          centroavante
brasa          cachola          caracteresz'   centromdio
braso         caoada          caramancho    cera
brecha         caoar           caranguejo     cercear
brejeirice     caula           carcaa        cerejeira
brejeiro       cadaro          carcereiro     cerrao"
brisa"         cadeado
                                cardealz      cerrar'z
briza"         cafajeste        cardialz'      certeza
brocha"        cafuzo           carnia        cerleo
broche         cibrazo         carnico       cenir
broxa '6       caixote          carrossel      cesariana
bruxa          calhamao        cartucheira    cessao
bucha          calidoscbpioz'   casaca         cesso"
bucho"         cmarazz
                                casimira       cesta"
buo           camioneta
                                cassarzs       cetim



I 3) Vento fresco, prprio das rcgi&cs litorneas.
19) Nome de planta.
I 5) Entre outros significados, prego curto de cabea larga c chata.
I6) Pincel grande para caiar ou para pintura ordinria. Tambm: indivduo sem potncia sexual.
17) Estmago de animais, exceto as aves.
I8) rvore ou arbusto muito usado como ornamento dejardins.
I9) Apanhar animais ou aves.
20) Ou cdimbra, indiferentemcnte.
21 ) Existe ainda a forma calcidoscripio, mas que no  muito abonada.
22) O evo<*-*>e rcgistra esta forma para todos os sentidos.
23) Plural de capa (pe<*-*>a de vesturio).
24) Que tcm capacidade.
25) Plural de carter.
26) Possui vrios significados: I) prelado do Sacro Colgio; 2) oome dc uma ave de cor vcrmelha: 3) nome comum a divcraos
  pssaros. Como adjetivo significaprincipal;<*-*>cntal: pontoscardca.
27) Relativo  crdia.
28) Anular; tornar sem efcito.
29) Remate superior das bcngalas.
30) Alistamento gcral da populaGo; recenseamento.
31) Nevoeiro espesso; escurido causada por acumulao de nuvensgrossas.
52) Fechar; fazer calar.
33) Ato de ccder: nsso dc uma propriedade, de um territrio. de um direito, etc.
34) Utenslio que servc para guardar ou transportar aiguma cosa.

ch"        chuviscar      coliso          convulso
chcara'6   cicatriz       com<*-*>aina         coobrigao
chacina     cidra          comezinho        coreano
chacota     cilada         comicho         coringa"
chafariz    clios         comisso         corpreo
chal       cinismo        comoo          corrimo
chamin     cinqGenta      comparsa         cortesia
champanha   cinta'9        compasso         cortia
chantagem   cinto'9        compleio       co-seno
charada     cinzento       compreenso      cotia'6
charque     ciranda        comprimento'z    coxa
chatear     cireneu        compulso        coxinilho"
chatice     ciso          compulsrio      coxo
chvena     cismar         concelho"        cozinha
cheque"     ctara         concepo        craniano
chiar       civilizar      concesso        crnio
chibata     classicismo    conciso          crasso
chicria    clerezia       concupiscncia   creolina
chilique    coalizo       condescendente   crescer
chilrar     coaxar         confete          criador'e
chimarro   cobia         conjetura        criar's
chinelo     cobrir         c&njuge          crina'9
chipanz"   coar          conscincia      crioulo
chique      ccegas        consciencioso    cruz'o
chiqueiro   cocheira       cnscio          cumbuca
chita       cochichar      consecuo       cumeada
choa       cochicho       conselho"        cumeeira
chocalho    cochilar       consenso         cumprimentar
chocar      cochilo        consentneo      cumprimento"
chocho      cochinilha'o   contenso        cpula
chofre      cociente"      contexto         curimbat
chourio    ccoras        contoro        curinga'z
chover      cocuruto       contumaz         curtume
chuchu      codorna        convales5ena    cuscuz
chul       cogote         convalescer      cuspo"
chupim      coirmo        converso        cutia"
churrasco   colcha         convs           cutilada


35) Preparado lquido quc x consegue de folhas.
36) Casa de campo; stio.
37) Ordem de pagamento.
38) A iorma chimQanz tambm  correta.
39) Faixa de couro ou de qualquer tecido que aperta a cintura.
40) Ou cochonilha, indiierentemente. <*-*> nome dado aos insetos que lambm so conhecidos comopiolhos-dor-vegetais.
AI) A forma quociente no  errbnea. A pronncia, no entanto, deve ser sempre mciente.

42) Extenso; tamanho; distncia.
43) CircunscriFo administrativa, hoje conhecida como rrurnicpio.

44) Parecer; opinio; corpu coletivo superior; trbunal.
45) Pequena vela triangular; pessoa feia e raqutica.
46) Embarcao asitica.
47) Ou coxonilho, indiferentemente.  brasileirismo e nome que se d ao tecido de l, tinto de preto, que se pbe sobre os arreios,
  para cmodo do cavaleiro.
48) As formas aeador, oear e c<*-*>ea<*-*>esj no existem.
49) Ou c/im, indiferentemente.
50) Substantivo.
51) Sauda<*-*>o.
52) Carta de jogo de pquer.
53) Ou vspe. mas nuncaguspo ouguspe.
54) Nome de rvore e de roedor.

32 33
<012>

cutuco
cutucar's

  D
dana
danar
dndi
debochar
deboche
debucho
decalcomania
decncia
decotado
deferente'6
defesa
defluxo
dejeo
demisso
demissionrio
dentifrcio
depredar
depresso
dervixe
descansar
descanso
descarrilar
descascar
descender
descortino
descrio"
descriminar's
desero
desistir
deslizar
desmazelo
despender
despensa'9
desperdcio
dessemelhana
dessemelhante
destilar
destilaria

destra
destrinar
destro
deteno
devasso
dezesseis
dianteira
diferenteo
digladiador
digladiar
dignitrio
dilapidar
diligncia
dimenso
discente
discernir
disciplina
discriob'
discriminarbz
disenteria
dispndio
dispensab'
disperso
dispersivo
disperso
displicente
dissenso
distenso
distoro
docente
dossel
duquesa

  E
efervescente
efervescer
efusivo
egrgio
elixir
elucidar
elucidativo
elucubrao

eminnciab'
eminente'
empecilho
empestar
e m presa
e m vez de
encarnao
encarnar
encharcado
e nc he nte
endemoninhado
enfezar
engolir
engraxar
engraxate
enjeitar
enrijecer
enrubescer
e ntretela
entretenimento
entupir
enviesar
enxada
enxadrezar
enxaguar
enxame
enxaqueca
enxergar
enxotar
enxoval
enxovalhar
enxurrada
enxuto
erisipela
erupo
erva
escrnio
escassez
escasso
escrutnio
escusar
esdrxulo



55) Ou catucar, mas nunca comcar.
56) Que defere, que cede. Canai de Jerente  o que conduz o esperma.
57) Ato de descrever, isto , de contar ou expor minuciosamente alguma coisa.
58) Inocentar; absolver de crime.
59) Lugar da casa onde se guardam mantimentos.
60) Que difere; que no  igual.
bl) Qualidade de discreto, isto , de quem sabe guardar xgredo.
62) DiferenGar; distinguir; separar.
63) fxno de servio; licena.
64) Superiordade; excelncia; sali<*-*>nca; altura; elevaGo de terreno.
65) Alto; elevado; excelente; que excede aos demais.
bb) Aquele que v qualquer ato, ou o que assiste a qualquer espetculo.
7) Estagnao do sangue.
68) Osso diantero do peito.
69) Tipo de nuvem que x forma entre 500 e I000 metros de altura.

  esgoelar
  esgotar
  espalzir
  espectador
  especulando
  especular
  espezinhar
  espichar
  esplndido
  esplendor
  espoliar
  espontaneidade
  espontneo
espremer
esquisitice
esquisito
esse ncial
estaseb'
estender
esternobe
estorvar
estrambtico
estrangeiro
estranho
estrato9
estrear
estrebuchar
estria
estrelados (ovos)
estrume
estrupcio
estuprar
exao
exaltar
exceo
exceder
excelncia
excelente
excelso
excntrico
excepcional
excerto

excessivo
excesso
exceto
excipiente
excitao
excitar
excluso
exclusive
exclusividade
exclusivo
excreo
excremento
excurso
executar
exegese
exibio
exilar
exguo
exmio
xito
xodo
exorcismo
exrdio
extico
expandir
expanso
expectador'o
expedio
expedir
expelir
expensas
experincia
expletivo
explcito
exploso
expoente
exposio
expresso
expresso
exprimir
exprobrar
expulso
expulso
xtase ''

extenso
extensor
extenuar
exterminar
externo'z
extino
extinguir
extintor
extirpar
extorquir
extorso
extrao
extradio
extrair
extrato"
extravagante
extravasar
extraviar
extravio
extremidade
extremoso
extrnseco
exuberante
exultar
exumar




facho
facnora
faixa
falange
farndola
faringe
farsa
farsante
fascculo
fasenio
fascismo
fascista
fases'A
faxina
fazes"
feixe





70) Aquele que tem expectativa, que tem esperana.
71) Arrebatamento nlimo; enlevo; pasmo.
72) Que est do lado de fora.
73) Resumo; cbpia; produto industrial constitudo por essncia aromtica.
74) Plural defase (estgio; etapa).
75) Forma do verbofazer.
76) Evidente. EmJlagrante: na ocasio dc cometer um ato.
77) Perfumado; aromtico.
78) Fo que garante as instala G<*-*>s elEtricas contra os cxcessos da corrente.
79) Carabna; espingarda.
80) Comentrio; interpretao; censura.
81) Doze dzias.

feminino
femoral
fmur
ferrugem
ferrugento
fert;lar
fezes
ficha
figadal
fineza
flagrante'6
flecha
floresser
fragrncia
fragrante"
frgua
framboesa
franzino
franzir
frase
fratricdio
fregus
freguesia
frenesi
friorento
friso
frontispcio
frustrado
frustrar
fuligem
fusvel"
fuxicar
fuxico
fuzarea
fuzil'9
fuzilar

  G
gabardina
gaguez
galocha
gancho
ganso
garagem

gaia
garrettiano
gs
gasolina
gasoso
gaze
gengibre
gengiva
gergelim
geringona
gesso
ginete
gingar
girndola
girassol
gria
giz
glosaso
goela
gorgolejar
gorjear
gorjeio
gorjeta
gostoso
gozar
gozo
grano
granjear
graxa
grisalho
grosas'
groselha
grunhir
guisa
guo
guloseima
gurizada

  H
haraquiri
harpa
haste
haxixe
hegemonia





34 ; 35
<012>

hgira
h l ice
he m isfrio
herbceo
herbvoro
herbreo
herborizar
herege
heresia
hrnia
hesitar
heureca
hexagonal
hidravio
hiena
higiene
hilaridade
hindu
hipnotizar
hiptese
hi$teria
hombridade
horizonte
hortnsia



late
id<*-*>neo
imarcescvel
imbuia
iminncias'
iminentee'
imprescindvel
incandescente
incandescer
incenso
inchar
incipiente'/
incurso

indefesoes
indefesso"6
indiscrio
induo
inesgotvel
inexcedvel
inexeqvel
inexorvel
inextricvel
inflaog'
infligirse
infraog9
infravermelho
infringir9o
ngua
ingurgitar
inidneo
inigualvel
injeo
insero
inspido
insipiente"
insosso
insulso
intemerato'z
inteno
interestadual
interseo
interstcio
intimorato"
intrujice
intumescer
invalidez
inverso
invs
irascvel
irrequieto
iseno
isdsceles

  J
jabuti
jabuticaa
jaez
jeca
jeito
jejum
jenipapo
jerimum
jrsei
jibia
jil
joa
jucundo
juiz
juzo
juno
jus
justapor
justaposio

  L
I<*-*><*-*>9/
lacrimog<*-*>eneo
lagartixa
laje
lambujem
lambuzar
lampio
languescer
laranjeira
lasanha
lascivo
I5$oq5
laxante
laxativo
lazer
lgua
lentejoula

lu
linchar
liso
lisonjear
lisonjeiro
lixa
lixeiro
lixo
longnguo
losango
lucubrao
lusitano
lustre9
lustro9'
luxao
luxo
luxria
luz

  M
maada
maante
maarico
maaroca
macio
mao
maom
m<*-*>riao
mgoa
maisena
majestade
majestoso
mal9s
malcriado
malefcio
malmequer
manicura
manicuro
manteigueira



82) Qualidade do que est imincntc ou quc ameaa acontecer brcve: a iminlncia de uma tempcstade, de uma catstrofe, dc um
  perigo, etc.
B3) Que cst para acontecer breve: chuva imincntc; perigo imincntc, etc.
84) Principiante.
85) Desarmado; fraco.
86) lncansvel; Iaborioso.
87) Emiss-ao exagerada de papcl-moeda.
88) Aplicar pena, castigo ou repreenso.
89) ViolaGo de uma Ici, de uma ordcm, de um tratado, ctc.
90) Desrcspeitar; violar; transgrcdir.
91) Ignorantc.
92) Puro;incorrupto;ntegro.
93) Sem tcmor; destemido; corajoso.
94) Nb quc se desata facilmcnte.
95) Gasto; frouxo; bambo (dizcndo-se de coisas); fatigado; cansado; cnervado (dizendo-se de pcssoas).
96<*-*> Lampadrio de vrios braos, suspenso do teto.
97) QGinqnio, ou seja, pcrodo de 5 anos.
98) De modo irregular ou difcrente daqucle que devia scr.

maquilagem     mostrengo     pas             pesar
marcenelro     muulmano     paisano          pesaroso
maresia        mudez         pajear           pesquisa
marquesa       mugido        pajem            pesquisar
marsupial      mulambo 'o=   paleta 'os       pssego
mau99          munitor'o'    palhoa          pexotada
mximo         musselina     paliCada         pexote
maxixe         muxiba        pal;dez          piche
mazorca        muxoxo        pan-americano    pina
mazurca        N             pana            pintassilgo
meado$                       paraleleppedo   piquenique
mecha          nascena      paralisao      pirulito
megera         nascer        paralisar        pirueta
meno         necedade      pra-quedas      piscina
mendigo        necessrio    pardieiro        pixaim
menoridade     necessidade   parnteses'o6    plebiscito
mercearia      neolatino     parmeso         pobreza
merceeiro      nscio        passo 'o'        p<*-*>a' 'o
meritssimo    nicho         ptio            poeira
ms            ndoa         pax             poetisa
meses          nojice        pecha            poetizar
meteorologia   <*-*>             pechar           poleiro
mexer          obcecado      pechincha        polir
mexerica       obcecar       pedestre         polvilho
mexerico       bolo         pegajento        pontiagudo
mexilho       obscenidade   penacho          portugus
mngua         obsceno       penico           portuguesa
minlssaia      obsesso      penso           po$sesso
miscelnea     obteno      pequenez'o'      postergar
misto          ofensa        pequlns'o9      prateleira
mistura        ojeriza       percalo         praxe
misturar       opo         percusso        prazerosamente
miudeza        opresso      periquito        prazo
mixrdia       oprbrio      permanecer       preamar
mochila        orangotango   peroneal         precauo
molambo'oo                                    d ttt
               oscilar       pernio          prece ente
monge                        perpetrar        preeminente '' z
monitor 'o '   p             perscrutar       prejuzo
moringa        pachorra      perspiccia      premissa
mormao        p<*-*>o <*-*>o/       perturbar        prescindir
mortadela      p<*-*>aa          perverso        prescrio"'
morubixaba     pe2inhos     pesado           prespio


99) Nocvo; penerso.
I00) Farrapo; pcdaGo de pano velho, rasgado e sujo. Em seotido figurado: indivduo fraco, sem firmeza de carter.
I01) Estudante mais adiantado de uma clasx, encarregado de velar pelo comportamento dos outros estudantes e de Ihes tomar
  as IiGes.
I02) Termo usado cm Portugal para dcsignar uma rvorc
I03) Aquelc que faz fortalezas.
104) Palcio real ou episcopal.
105) Chapa dc madcira com um orificio para enGar o polcgar, sobre a qual os pintorcs disp&m e combinam sa tinta.
106) OuporEntesis, indiferentemente.
I07) Marcha que se faz com os ps.
I08) Qualidade de pequeno.
I09) Diz-se dc uma raa dc cezinhos felpudos. Ainda: d-se das pessoas ou das coisas originria.a de Pequim (China).
1 IO) Substantivo: uma Doa d,5gua.
tll) Antecedente
112) Notvel; oobre ; distinto.
113) Ordem expressa; rcgra; prcceito.

36 ' <*-*>J <*-*>
<012>

pressgio        quartanista         reincidncia     rodzio
pressentir       quase               reincidente      romeno
pressuroso       quatone '=o         reivindicar      roxo
presuno        quepe               reje1o
pretenso        quermesse           rejeitar         sabujice
pretensioso      yuerosene           relaxar          salafrrio
pretexto         yuesito             remane5cente     salsa
previdncia"'    quchua
                                     remissivo        salsicha
prezado          quintdnista         repercusso      salsugem
primazia         yuis ' = '          represso        samambaia
primeiranista    quiser              repulsivo        sano
princesa         quizlia            requisito        sanguneo'2'
princesinha      quociente ' zz      rescindir        sanhao
priso                               resciso         sarjeta
privilegiado     R                   reserva          sassafrs
privilgio       rabugem             reservado        satans
problema         rabugento           reservar         s:vonado
procedente ' "   rabugice            resplandecente
procisso        r acha              resplandecer     seb<*-*>eo
proeminente"6    rachar
                                     ressaca          sebo
proeza           raios X '2'         ressurreio
profetizar       rasante             ressuscitar      secesso
progresso       raso                reteno         seda
prope nso       ratificar ' i'      retesar          sedio
prprio          ravili             retif1car'zb     segundanista
propulso        rebulio            retrao         seiscentos
proscnio        receio              retrocesso
proscrio"'
                 receoso             retrgrado       seminu
prostrado        rechaar            retrs           semivogal
protagonista     rec honchudo        reverso         senso '' 9
providncia"g    recluso
                                     revs            se nsual
prximo          rec rudescer        revezamento      se nzala
pubesce nte      rede moin ho ' z'   revezar
                                                      seyuer
pureza           refgio             revulso         seriema
pustt9           regao
                                     rijeza           seringa
puxar            regozijo            riso             serrao ""
Q                regresso            rivalizar        serrar"'
quadrinio       regurgitar          rixa             sesso"z



I 14) Qualidade daquele que prev as coisas.
I 15) Que procede; pruveniente; oriundo.
I I6) Saliente; irregular.
I I7) EliminaGo; aFastamento; expulso.
I IS) DisposiGes ou medidas prvias para conseguir um fm.
I I9) Substantivo e forma verbal do verbopr.
I20) Ou catorze, ndferentemente. A pronncia, no entanto, devc ser sempre: catorze.
I 2 I ) Forma verbal do verbu querer.
I22) Ou cocienre. Mas pronuncie sempre mciente.
I23) V-se muito: raio X.
I24) Confirmar; reafirmar o que foi dito.
125) Nunca: rodamoinMo. Fxiste tambm aformaremoinho.
I26) Corrigir.
I27) Ou swgneo, ndiferentemente.
I28) Ou secdo: diviso; repartio; corte.
I291 Juzo; raciocnio.
I 30) Ato de serrar, de cortar, de dividir.
I3I ) Cortar; separar; dividir com serra ou serrote.
I32) Tempo durante o qual est reunido um congresso, umajunta, etc. Atnda: cada um dos espetculos de tealro ou cinema.

sesta"'
sestro             surdez          transcendncia   vertigem
                   srpresa        trapzio         vertiginoso
signatrio         surrlpiar       traselra
silvicola          suscetvel                       verniz
simbolizar                         traseiro         verossmil
                   suscitar        trgua           verossimilhana
si m ultaneidade   suspenso       trejeito
sinto "'           suspensrio     trenzinho        vestgio
sinusite                                            vexame
sisudo             T               treze            vexar
sobreloja          tbua           tribo
sobressalente"'                    tristeza         vezo
                   tabuada         triz             viageiro
socioecon<*-*>mico     tabuleiro
                                   trouxe           viagem "'
soobrar           tabuleta
sonso              h <*-*>3s           turbulo         viajem"'
                   tac a           U                viclssitude
ssia              tachar"'
sos5egar           tacho           ultraje          vio
sossego            tangente        ultravioleta     vigncia
subalugar          tarraxa         umbigo           viger
su b inspetor      taxa ' 's       u medecer        vscera
submisso          taxar"9         umidade          vtreo
subscrio         tecer           ungento         vizinho
subsidiar          teno""        urinol
subsdio           tenso"'        urticria
                                   usina
subsolo            terceiranista                    ",
subverso          terol          usura            xcara
sucesso           terebintina     usurrio         xadrez
sucessivo          tergiversar     utenslio        xale
sucinto                                             xampu
                   termeltrico    V                xar
sugesto           terraplenagem   vadear "<*-*>
sujeito            txtil          d ",             xarope
                                   va iar           xeque "s
supercido         texto           vaga-lume
superalimentao   textual                          xereta
                                   vagem            xerife
supercampeonato    tio           vagido
superelegante      tigela          val5a            xcara
                                                    xifpagos
superestimar       timidez         varejista
superestrutura     tireide                         xilindr
                                   variz            xingar
superexaltado      topzio         vnea
supersensvel      toro                           xucro
                                   vassoura
superstio        torcaz          vazio
supersticioso      traa
                                   veranear         ziguezague
supeto            tran <*-*>a         veraneio
                                                    zoeira



I33) O sono ou descanso aps o almoo.
I 34) F orma do vcrbo sentir.
135) Ou sohresselente, ndiferentemente.
I36) Pequeno prego.
I 37) frnsurar: Tachei-o de incompetente.
I38) Imposto.
139) Estabelecer taxa do preo de alguma coisa: O comerciante taxou o produto em Crf I0,00 alm do preo autorizado.
I40) Propsito: intento.
I4I) Grande ateno espiritual ou aplicao.
I42) Passar ou atravessar a vau, isto , a p ou a cavalo.
I43) Levar a vida de vadio.
I44) Substantivo: a vagem.
I45) Forma verbal do verbo viajar: que eles viajem.
I%) Titulu do Soberano do lr (Prsia).
I47) Narrativa popular em verso.
I 48) Termo usado no jogo de xadrez. Em sentido fgurado: perigo (Essa deciso p<*-*>s em xeque nossa boa situaGo financeira).

38 <*-*> 39
<012>

  20. A grsfia dos nomes prprios. Antes de qualquer coisa, faz-se necessaria
  uma advertncia: existe certa tolerncia quanto  grafia de nomes prprios,
  quer de pessoas, quer de lugares. Muitos, s vezes, fogem totalmente  corre-
  o. Por isso, uns tm seu nome registrado com g, quando o correto seria
  com j; outros, com ss, quando o aceitvel seria com , e assim por diante.
  Aqui estaro arrolados apenas os nomes cortlteros, aqueles que tm a oio
etimol ico p
  g . Mas isto no quer dizer, absolutamente, que voc deva mudar a
grafia do seu nome ou de outrem, se a forma por voc conhecida no igualar-
-se quela que abaixo relacionamos. Esta lista objetiva mostrar o correto, e
apenas o correto.  fora de dvida, no entanto, que nos sentiramos muito
satisfeito se, a partir de algum instante, todos atentassem na grafia correta
  antes de registrar nomes de pessoas ou de lugares. Afinal, cada qual tem o
direito de chamar-se corretamente, embora no seja dada ao indivduo qual-
quer oportunidade nesse sentido, verificada a impossibilidade do fato. O
curioso  que muitas vezes existem fortes raz<*-*>es para o cometimento do erro
  ,
contrariada acintosa e propositadamente a etimologia. Ns, por exemplo,
temos o nome grafado com z (Luiz) e fazemos questo absoluta de que assim
seja. Ficamos, porm, sem saber se tal exigncia est por conta da caturrice
ou da simetria que na manuscrio a letra produz, em funo do L inicial.
Mas vamos aos nomes corretos (muitos dos quais lhe surpreendero):

                       Ceclia'                                     Hermnia
                                            Eliseu
Adalgisa                                                            Hernni
Aimber'               Checoslovquia       Elsios (Campos)
Alosio (ou Alusio)   Cinira               Elpdio (ou Helpdio)
                       Clarisse             Elza                    Hilda
                       Cochinchina                                  Hildebrando
Ansio                                                              Hildefonso
                                            Emanuel
Antofagasta            Creusa (ou Cresa)   Enias                  Hortnsia
Arglia                Cricima
Atlio                                      Erclia
                       Cura<*-*>au              Ezequiel
B
                       Curitiba'                                    I
Baltasar               D                    F                       Ifignia
Barbosa                Dinis                Felcio                 Iguau
Belisrio                                   Filipe                  Ins
Benvindo               Diocleciano                                  Isabel
B ilbau                Dioclcio            Filisberto              Isilda
Brasil'
                                                                    J
C                      lio (ou Hlio)      Hlio (ou lio)         Jabuticabal'
Cassilda               Elisa                Helosa
                                                                    Jeni
                       Elisabete            Helpdio (ou Elpdio)   Jeremias

I) Nome dc uma das ruas da cidade de S-ao Paulo. lAs placas de tal via pblica acham-se assim expostas ao pblico: Aymberl.)
2) No mbito intcrnacional, a palavra  escrita e oficializada com z: Brazil. por esx motivo, as nosaa Miss leva a faixa ,a Sede do
  Concurso a Miss Universo com esta forma. Alis, produtoa de exportao brasileiros levam esta marca: Made in Brozil.
3) Nomc de peswa.
4) O nome do clubc esportivo desta cidade d Caritiba Futcbol Clube; alis, Coritiba Footbal/ Cbtb.
5; Sabemos que esta cidadc  conhccida como Jaboticabal. Nosso devcr, no entanto,  ;nsiatir no bn, dada a coere<*-*>ncia com a
  grafa dejnbnticaba. E, ao quc parece. o nomc da cidade se originou deste.
40

Jeric    Moor             R           Teresinha
Juara    Mojia              Rute
Juquiri   Moniz (ou Muniz)   Romnia9    Terespolis
                                         Toms
                                         7uriau
L                            S
Lus      Paiandu'          Siclia'o
Lusa     Paraguau          Sousa
Lurdes    Pascoal            Sua       Veneza
Luzia     Peres              Susana      Virglio"
          Piraununga"       Susano
M                                        X
Manuel    Q                  T           Xavantes
Meneses   Queirs            Teresa      Xingu


Pronncia correta


Escreva assim: Pronuncie assim: Escreva nssim: Pronuncie assim:

abruptamente       b-ruptamente    apoplexia    apoplessia
abrupto            b-rupto         aqueduto     akeduto
absolutamente      b-solutamente   argGir       argir
absoluto           b-soluto        arete       arete
acerbo             acrbo           avaro        avro
adquirir           d-kirir         aziago       azigo
adrede             adrde           badejo       badjo
advocacia          d-vocacia       barbaria'<*-*>   barbara
advogado           d-vogado        batavo       batvo
aerlito           aerlito         Belchior     Belchir
alanos             alnos           bilnge     bilnge
alcova             alcva           bomia       bomia
aleija (ele)       alija           Bolvar      Bolvar
aleijas (tu)       alijas          camioneta    camionta
aleije (eu, ele)   alije           cassetete    cassette
aleijes (tu)       alijes          celtibero    celtibro
aleijo (eu)        alijo           cerda        c-erda
alforje            alfrje          cerebelo     cereblo
algaravia          algarava        choldra      chldra
Andronico          Andronco        ciclope      ciclpe
aniquilar          anikilar         circuito     circito




6) As cidades com cstc nome foram fundadas muito antes de x dexobrir ctimologicamentc que Moji x deveria escrever com
  j, visto xr palavra dc origem indgcna. Por isso, x j  tarde para mudar a grafa errnea cm tais cidades, ou para ov tcimo-
  sos, a ns cabe diwlgar o quc a ci8nci rcccntcmente dcscobriu e rctifcou.
7) Quc nos pcrdoem aqueles quc escrcvem para os bnibus da.cMrc, em So Paulo, ou ainda aqueles que costumam ir ao Cinc
  Paissart<*-*>, mas Poipandu E o correto...
8) Sabemos que os pira<*-*>vnunguenxs no simpatizam muito com esta grafa. No cntanto, por medida de correo c at de eco-
  nomia: Piroprmutga, sim xnhores. /g<*-*>ov, Moor, PmaduaCv e Turiaz se exrcvem com C P<*-*>lo mcsmo motivo, isto , so
  palavras de origem tupi, as quais dcvcm, todas, reprcxntar o fonema/r/ com , e jamais com rr.
9) Ou RumMia, mas nunca Rumtnia. Romarria, por outro lado,  o nome que se d  rcgio em que x fala ou falou lngua rom-
  nica, isto 6, dcrivada do latim.
IO) Nome dc lugar.
I 1) Mrio Barrcto, num dos xus bons livros, provou satisfatoriamente que a grafa correta deste nome  com i, embora haja
  muitos que prefiram insistir com o Vcrglio. Diga-se o meamo em relao a Filioe.
I2) Bwbric  sinnimo.


41
<012>

Escreva assim: Pronuncie assim

clitbris                 clitris
coeso"                   coso
coevo"                   covo
cogumelo                 cogumlo
coldre                   cldre
coleta                   colta
colmeia                  colmia"
come (ele)               c<*-*>me
comes (tu)               cmes
companhia                companhia"
condor                   cond<*-*>r
cnjuge                  cnjuge
consangtineo            consangneo'6
consangtiinidade         consanginidade'6
controle (o)       contrle
controle (eu, ele)       contrle
corbelha                 corblha
cora                    cra
corso                    crso"
corsos                   crsos"
crebro                   crbro
crosta                   crsta
2ecano                   decno
deftuxo                  deflusso
delinqtincia            delincuncia
delinqente              delincuente
designe                  desgne
destro                   dstro
distinguir               distinghir
dolo                     dlo
druida                   drida
dplex                   dpleks
eqtiestre                ecuestre
eqliidistncia           ecuidistncia
eqidistante             ecuidistante
eqiltero               ecuiltero
eqliino                  ecuino
equilbrio               ekilbrio
equiparar                ekiparar
eqitativo               ecuitativo
escaravelho              escaravlho
escolta                  esclta
espelha (ele)            esplha'
espelhes (tu)            esplhes
espelhe (eu ele)         esplhe
espelho (eu)             esplho

Escreva assim


  estoura(ele)
  estouras (tu)
  estoure (eu, ele)
  estoures (tu)
  estouro (eu)
  estratgia
  exangue
  extinguir
  fecha (a porta)
  feche (a porta)
  fecho (a porta)
  Flix
  fnix
  fenmeno
  festeja (ele)
  festejas (tu)
  festeje (eu, ele)
  festejes (tu)
  festejo (eu)
  filantropo
filatelia
fluido
Fome
fortuito
  Garrett
  gentil-homem
  ginete
  gratuito
  grumete
  "habitaY'
  hangar
hexaedro
hexasslabo
hissope
homem
ibero
ignoto
ileso
imbele
mprobo
indefesso
inqurito
inquirir
inteira (ele)
inteiras(tu)
inteire (eu, ele)

Pronuncie assim :


  estura
  esturas
  esture
  estures
  esturo
  estratgia
  ezanghe
  extinghir
  fcha
  fche
  fcho
  Flis
  fnis
  fenmeno
  festja
  festjas
  festje
  festjes
  festjo
  filantrpo
filatela
flido
fme
fortito
  Garrtte
  gentilomem
  ginte
  gratito
  grumte
  hbitat
  hangr
  heksaedro
heksasslabo
hisspe
hmem
ibro
ignto
ilso
imble
mprobo ()
indefsso
inkrito
inkirir
intira
intiras
intire



I 3) Os hiatos formados de oe tm sempre o e pronunciado com timbre aberto: pocta, morda, etc. S os seguidos dc Ih  que pos-
  suem timbre fechado: coelho,joelho, etu.
I4) Apesar de a palavra no trazer acento, todos a prottunciam com timbre aberto: colmiia,
) p P
I 5 O fonema lnhl deve ser ronunciado tal qual na palavra componheiro. A ronncia c<*-*>
  compuneiro. lo E condcnvel. Nunca ouvimos
Ib) Admite-se a pronncia rwghineo ou sang<*-*>ineo, indiferentemente. Todavia, somente: con<*-*>
I7; O CBrso (Napoleo Bonaparte); "Os Irmos CBrsos". <*-*>'"n' <*-*><*-*>inl<*-*>e.
I 8) Portanto, no Hino Nacional: "E o teu futuro esplha essa grandeza".
42

Escreva assim : Pronuncie assim : Escreva assim : Pronuncie assim :

inteiro (eu)          intiro           Normandia               Normanda
interesse (o)         intersse         obeso                   obso
interesse (eu, ele)   intersse         obsoleto                obsolto
nterim               nterim           obus                    obs
intoxicao           intoksicao      Ocenia                 Ocenia
intoxicar             intoksicar        opimo                   opmo
irascvel             iracvel          palet                  palet
ltex                 lteks            Pandora                 Pandra
lerdo                 lrdo             paredro                 pardro
lxico                lksico           pegada                  pegda
libido                libdo            peneira (ele)           penira
lquen                lken             peneiras (tu)           peniras
liquidez              likidez'9         peneire (eu, ele)       penire
liquidificador        likidificador'9   peneiro (eu)            peniro
Lombardia             Lombarda         perca (eu, ele)         prca
lorpa                 lrpa             percas (tu)             prcas
lcifer               lciferz"         perco (eu)              prco
Madagscar            Madagscar        perfrase               perfrase
Malacaz'              Malca            pese (em que - a)       pse
Mlagaz'              Mlaga            piloro                  pilro
mal-agradecido        malagradecido     poa d'gua             p<*-*>a d'gua
mal-arranjado         malarranjado      pousa (ele)             pusa
mal-arrumado          malarrumado       pousas (tu)             p<*-*>usas
mal-assombrado        malassombrado     pouse (eu, ele)         puse
mal-aventurado        mala<*-*>enturado     pouses (tu)             puses
mal-educado           maleducado        pouso (eu)              puso
mal-e-mal             malemal           pudico                  pudco
mal-encarado          malencarado       Qual ?                 Qual?
mal-entendido         malentendido      quatorze (ou catorze)   catorze
mal-estar             malestar          questo                 kesto
mal-humorado          malumorado        questionrio            kestionrio
mal-ouvido            malouvido         qiiingentsimo          cuingentsimo
mal-usar              malusar           qiiinquagsimo          cuincuagsimo
Mnchester2'          Mnchester        qiiinqilenal            cuincuenal
manopla               manpla           qiiinqnnio             cuincunio
maquinaria            maquinara        qiproqu               cuiproc
masseter              massetr          quociente (ou cociente) cociente
Maximiano             Massimiano        quota (cota)            cota
Maximiliano           '<*-*>lassimiliano    quotidiano (ou
Maximino              vlassimino        cotidiano)              cotidiano
mximo                mssimo           rastelo (o)             rastlo
meteorito             meteorto         recm                   recm
misantropo            misantrpo        redargir               redargGir
mister                mistr            refm                   refm
molho (de chaves)     mlho             refrega                 refrga
morno                 m<*-*>rno             reles                   rles
mornos                mrnos            retreta                 retrta
nefelbata            nefelbata        revrbero               revrbero
Nobel                 Nobl             rouba (ele)             ruba




I9) Pronuncia-se, indiferentemente, likido ou lwido; /iki<*-*> ou Gwidar; liklda<*-*>o ou liarido<*-*>m; mas semprc likidcz. likidJcadar.
20) Muitos cometem duplo erro, ao pronunciarem lueifi.
2I) Pennsula da Asia.
22) Cidade da Espanha.
23) Cidade da Inglaterra.

43
<012>

Escreva assim: Pronuncie assim
Escreva assim: Pronuncie assim:

roubas (tu)       rubas      <*-*>subsistncia   subssistncia
roube (eu, ele)   rube       subsistir       subssistir
roubes (tu)       rubes      suor            sur
roubo (eu)        rubo       terso           trso
rubrica           rubrca     txtil          txtil
ruim              ru-m       torpe           t<*-*>rpe
simulacro         simulcro   toxicmano      toksicmano
some (ele)        s<*-*>me        tropo           trpo
somes (tu)        smes       ureter          uretr
sto             sto       Via-lctea      Via-lktea
subsdio          subssdio

II - MORFOLOGIA


CLASSES DE PALAVRAS


l. O q<*-*>e  Morfologia. Mor Jologia  a parte da Gramtica que trata das pa-
lavras. Quando voc estuda substantivo, adjetivo e verbo, por exemplo, est
estudando Morfologia. Quando voc quer saber como se formou determina-
da palavra, estar tocando, da mesma forma, no terreno da Morfologia.

2. As classes de palavras. Cada palavra da nossa lngua pertence a determi-
nada classe. Existem, por isso, dez classes de palavras: substantivo, adjetivo,
artigo, numeral, pronom<*-*>; verbo, advrbio, preposio, conjuno e interjeio.
Todas as palavras pertencem a uma classe dessas que vimos. Isto, de modo
geral. Existem, evidentemente, algumas exce<*-*>es, isto , palavras que no se
enquadram em nenhuma classe. So as palavras denotativas, que veremos
adiante.
Das dez classes de palavras, as seis primeiras (substantivo, adjetivo, artigo,
numeral, pronome e verbo) podem sofrer varia<*-*>es de forma; as demais no.

3. O que  variao ou flexo. Dizemos que uma palavra varia quando ela
tem feminino, plural, aumentativo, etc. A palavra  invarivel cjuando s tem
uma forma, aquela de sempre; no possui feminino, plural, aumentativo ou
diminutivo. Palavras gramaticalmente invariveis (longinho, pertissimo, de-
pressinha, agorinha, devagarzinho) - caso apenas do advrbio - so muito
usadas hoje, mormente na linguagem coloquial.
Flexo  o mesmo que variao. Portanto, uma palavraJlexiona-se quando ela
voria, muda deJorma, altera a terminao. Quando se trata de palavras vari-
veis (substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo),flexo  o nome
que se d  alterao que a palavra sofre no seu final. O substantivo, por
exemplo, sofre flexo de gnero (menino-menina), sofre flexo de nmero
(mo-mos) e sofre flexo de grau (casa-casaro). Por isso, dizemos que o
substantivo flexiona-se em gnero, em nmero e em grau.
Quando, porm, tratar-se de palavras invariveis (o advrbio, que tem flexo
de grau), o termoflexo  usado por analogia, pois advrbio  classe de pala-
vras invarivel, isto , no admite varia<*-*>es de forma.  por esse motivo que,
em linguagem literria, no se aceitam as formas longinho, pertinho, cedssimo,
devagarzinho e quejandas. Na linguagem coloquial despretensiosa -  claro
- tais modos de dizer so perfeitamente normais e aceitos.

4 4 45
<012>

SUBSTANTIVO                                                                      Ares em v6o                Caves                   Examieadores              Home05 de cultara
                                                                                 revoada                    molho                    junta                     academia
                                                                                 Avi<*-*>es                     C1eotstas               banca
l. O que  substaotivo. A primeira classe de palavras  exatamente a dos         esquadrilha                congresso                Exploradores do povo      arquiplago
                                                                                 t1otilha                   simpsio                 camari:ha                 Iadi5c1plioados
substantivos. No sei se voc j notou, mas tudo o que vemos, tudo o que         sa<*-*><*-*><*-*>                      <*-*>;ea<*-*>                    Exploradores              horda
sentimo<*-*> ou conhecemos, tem um nome. Esse nome, o da coisa que vemos,            cfila                     bando                    (desbravadores)           Iosetos
sentimos ou conhecemos, recebe a designao, em portugus, de substantivo.       corja                      Coisasaotigas            bandeira                  praga
                                                                                 caterva                    museu                    Faculdades                nuvem
Substantivo , ento, o nome dos seres, isto , das pessoas, coisas, animais,    scia                      Coisas mais ou    mews   universidade              mirade
sentimentos, a<*-*>es, etc.                                                         malta                      <*-*><*-*><*-*>t<*-*>                    Feitice1ros               Javal15
                                                                                 cambada                    chorrilho                concilibulo              encame
Assim, livro, cadeira, lua, amor,justia, Deus, alma e saci so substantivos.
                                                                                                            Coisas que caem          corrilho                  Jor0a15 e revistas
                                                                                 (convocados pelo Pa-       (terra, neve, etc.)      Flores                    arquivados
2. O substaotivo comum e o prprio. Os coletivos. 0 substantivo  chamado        pa)                        al<*-*>de                    braadas                  hemeroteca
                                                                                 conclio
comum quando ele  coMuM, geral para ToDA uma espcie. Por exemplo:                                         avalancha                ramalhete                 Jurados
                                                                                                            Colaeas                  buqu
jornal  substantivo comum. Por qu? Porque a palavrajornal  usada para         panapan                                                                      jri
                                                                                                            rer<*-*>pue                  Flores e frutasjuntas     corpo
indicar toda e qualquer espcie de jornal. Outro exemplo: cidade. Usamos a       mirade                    Cs0s<*-*>                    cornucpia
                                                                                 Cabelos
palavra cidade para toda e qualquer cidade. Cidade , pois, palavra comum a      cacho                      cabido                   Foguetesdearti1clo       cdigo
                                                                                 made1xa                    Co0gre55istas            girandola                 legislao
uma espcie toda. Chamamo-la, portanto, substantivo comum.                                                  assemblia               Foli<*-*>es
Por outro lado, o substantivo se diz prprio quando ele  PltdPxlo, particular   fa <*-*>                      Coosp1radores            cordo                    braada
para ulrt ser de uma espcie. Por exemplo: O Globo. Quando dizemos O Glo-        rebanho                    conventculo             Form1gas                  feixe
                                                                                 Cadreres                  conluio                  correio
bo, estamos fazendo referncia a uM s ser, a um s jornal. Outro exemplo:       mortualha                  Cordas                   caneira                   alfabeto
Santos. O substantivo Santos s existe para indicar uma coisa, um ser. , en-    Ces peque0os              cordoalha                Fumaa                    abecedrio
to, um substantivo particular, um substantivoprprio. Assim:                    canialha                  cordoame                 nuvem                     Literatos
Substantivo comum  o que indica todos os seres de uma mesma espcie.
                                                                                 Ces de caa               Cordas de 0av1o          Furoculos                simpsio
                                                                                 matilha                    enxrcia                 antraz                    Livros catalogados
Substantivoprprio  o que indica um ser de uma mesma espcie.                   Cesem correria            <*-*><*-*><*-*><*-*>                     Gado grosso               biblioteca
Os substantivos coletivos fazem parte dos comuns: so aqueles que, mesmo         , anaduva                  chusma                   (bfalos,elefantes,       LI<*-*><*-*>
                                                                                 adua                       Dentes                   cavalos, camelos, etc.)   pilha
estando no singular, do idia de plural. Cardume est no singular, mas d       I Camelosdecarg<*-*>           dentadura                armento
idia de plural: muitos peixes. E assim temos: esquadrilha (muitos avi<*-*>es),      <*-*> cfila                   fieira                   <*-*>hanada                   alcatia
exrcito (muitos soldados), biblioteca (muitos livros catalogados), galeria      <*-*> Cardea1s                 <*-*>t a<*-*>                   <*-*>a<*-*>ne<*-*>os<*-*>ovelhas)        Macacos
(muitos quadros), etc.                                                           conclaveger o Papa)        assemblia               chafardel                 capeta
                                                                                                            Desordeiros              Gafa0botos                Mal1eitores
                                                                                 Cardeai5                                                                      bando
3. Pri<*-*>CipSiS COletivOS Oa Ordem iodiretg.                                       ', (sob a presidncia do   caterva                  praga
                                                                                 Papa)                      Ek1tores                 nuvem                     Maltrapi1bos
                                                                                 consistbrio                colgio                  legio                    farndola
Abelbas Alimeotos em geral Aoimais ferozes Arvores em f'da                       C,<*-*>,9                      E5pectadores             Galos                    Mapas
colmeia (arroz feijo, etc.) alcatia ala                                        correspondncia            ass1stncia              galharia                  atlas
enxame batelada Anjos alia                                                      C<*-*>                         auditrio                Galos cortados           Mar10e1r0s
cortio A<*-*><*-*> teoria carreira
Aforismos classe legio
                                                                                 (velhas e pobres)          platia                  esgalha                   chusma
                                                                                 cortio                    E<*-*>;g<*-*>                    Gente                     Md1cos
analecto turma Armas e muoi<*-*>es acervo                                           <*-*> C<*-*><*-*>                      feixe                    m                        junta
guas que caem Aoimais de carga arsenal apontoado
salto rcua Art;<*-*>as                                                              abada                      atilho                   Geote selvagem            MeotQas
cachoeira rcova elenco A<*-*><*-*>                                                      Cavakvos                   Esttuas                 cabilda                   enfiada
catarata Aoimais de uma regi<*-*>o <*-*><*-*>.or<*-*> choldra                                    cavalgada                  galeria                  Her15                    Milos
catadupa fauna bosque Aves                                                       cavalgata                  E<*-*>.el<*-*>                   falange                   abada
Albos Aoimais domsticos floresta bando                                          Cebo1as                    constelao              Homens ckbres            Ministros
rstia piara arvoredo bandada                                                    rstia                     mirade                  pliade                   conselho
46
                                                                                 1
<012>

lloeges
captulo
Mootsnhss
cordilheira
cadeia
Mosquitos
nuvem
Msicos
orquestra
banda
Ns<*-*>es
coliga<*-*>o
aliana
Nsrios de goerrs
frota
armada
esquadra
Nsvios escoltsdos
comboi
N:vioa mercaotes
frota
Nozes
abada
Objetos em gersl
acervo
Orelss
rebanho
chafardel
Orelhss Ieiteiras
alavo
Psdres
clero
Pslhss
gavela

Pspis
resma
rolo
Procos
snodo
Peas de guerra
artilharia
bateria
Peces
cardume
piracema
PeQces midos
boana
espicha
fieira
Pescsdores
companha
Pessoss em geral
bando
multido
Pesoss em viagem
caravana
Pessoss armadas
coorte
Pe<*-*>oas curiosas
pinha
Pe<*-*>oas otimas
tertlia
Pesoas qae t<*-*>m
as mesmss idiss
cenculo
Peseoas com um
fim comum
associao

Pe<*-*>oss psgss
psrs splaadQ
claque
Plsotss de Hms regi<*-*>o
flora
P
nuvem
Poetas
pliade
Porcos
vara
Professores
corpo
Provrbios
paremiologia
Qus<*-*>os
galeria
pinacoteca
Raz<*-*>es
arrazoado
carrada
Retratos
lbum
Roapas
enxoval
trouxa
Seosdores
congresso

SiOOS
carrilho
Soldados
batalho
exrcito

peloto
Submarinos
cardume
Trechos literrios
antologia
seleta
coletnea
crestomatia
Uteoslios de cozinha
bateria
Uteoslios de mesa
baixela
Vadios
scia
corja
cambada
caterva
malta
Vag<*-*>es
comboio
Vaias
saraivada
Varas
feixe
Vasos
aludel
Velas
(embarcao)
andaina
Vereadores
cmara
Vozes
coro


Exintem os coletivos c<*-*>pcdjlco.r (arquipElago, alavo, snodo) c os r<*-*>o<*-*>erpedficas (junta, cambada, miriade). Os coletivos especfi-
cos, obviamente, no precinam de modifcadores; os no-espedficos sim. Portanto, diremos: Vqo um arquipElago (e no: um
arquipElago de ilbas). Mas: A est ajunta de m Edicos (poisjvnta podc rekrir-se tambEm e bois e a examinadores).

4. Priocip<*-*>is coktivos o<*-*> ordem diretn.

Absds        ma<*-*>sds              Als                 Alcstis
castanhas    srme0to             rvores em fila     lobos
nozes        Aa<*-*>m<*-*>               pessoas em fila     animais ferozes
milhos       sbios              Sinnimos:          malfeitores
Abecedrio   homens de cultura   renque              A
letras       A<*-*><*-*>o                carreira
Sinnimo:    tolices             al1a               rvores em fila
slf Hbeto    asneiras            Alavo              Sinnimos:
Abessos      objetos em geral    ovelhas leiteiras   reoque
bois         Adas                Album               ala
SinBnimos:   ces em correria    autgrafos          <*-*>a<*-*>e<*-*>a
l<*-*>a          Sinnimo:           retratos            AI1sbeto
ciogel       a0sdovs             selos               letras
48

Sinnimo:
abecedrio
Aliana
na<*-*>es
Sinnimo:
col<*-*>ao
Alade
coisas que caem
(neve,terra,etc.)
Sinnimos:
avalaocha
ruaimol
Aludel
vasos
Anaduva
ces em correria
Sinnimo:
adua
Analecto
textos escolhidos
aforismos
ditos clebres
Aodsina
velas (embarcao)
Aotologis
textos escolhidos
Sinnimos:
crestomatia
seleta
colet9oea
Aatrsz
furnculos
Apootoado
tolices
  asneiras
  injrias
  improprios
Armsds
  navios de guerra
Sinnimo:
esqasdrs
Armeoto
gado grande (bfalos,
  elefantes, etc.)

Armu
l
  linho
Arqa<*-*>lago
  ilhas
Arrszoado
  raz<*-*>es
Arseesl
  armas e muni<*-*>es
Artilbaris
  peas de guerra

Arvoredo
rvores
Sinnimos:
bosque
tloresta
Assemblia
Cardeais
coneressistas
Deputados
literatos
Sinnimo:
simpsio
Assistocia
assistentes
ouvintes
espectadores
Associao
pessoas com um fim
comum

Atilo
espigas de milho
Atlas
mapas
Auditrio
ouvintes
assistentes
espectadores
Sinnimo:
assi5tncia
Avalaoc Ms
coisas que caem (neve,
terra, etc.)
Sinnimos:
alude
ruoimol
Ba<*-*>ela
utenslios de mesa

BHOCa
examinadores

Baoda
msicos
Sinnimo:
orquestra
Baodada
aves
perdizes
BandeQa
garimpeiros
exploradores de terra
Baodo
malfeitores
animais
aves
  ciganos
  maltrapilhos
  pessoas em geral

Bardia
lenha
Sinnimos:
talha
feixe
Batalho
soldados
Sinnimos:
peloto
exrcito

Batelsda
arroz
feijo
objetos em geral
Bateris
peas de guerra
peas de cozinha
instrumentos musicais
Biblioteca
livros catalogados

Boaoa
peixes midos
Sin<*-*>nimo:
e<*-*>ics
Bosqoe
rvores
Sinnimos:
floresta
arvoredo
Braada
capim
feno
flores
lenha
palha
gravetos
Buqa<*-*>
flores
Sinnimos:
braada
ramHlMete
corbelha
florilgio
ramilhete
Cabido
  cnegos
Cabilda
  selvagens
  ciganos
Sinnimo:
cabila
Cacbo
bananas
cabelos encaracolados
uvas

49
<012>

Cfda                    Ce<*-*>wlo                   crestom%ti%             Corbelba                   Crestomatia               F%I%<*-*>ge
-amelos de carga         indivduos que pro-       Col<*-*><*-*>                   flores                     textos escolhidos         herbis
bandidos                 fessam as mesmas          abelhas                 Sinnimos:                 Sinnimos:                trabalhadores
C9m%ra                   idias ou visam a um      Sinnimos:              braada                    %otologi%                 anjos
Deputados                mesmo fim                 e<*-*><*-*>                     buqu                      seleta
Senadores                Cb%f%rdel                 cortio                 n<*-*><*-*>b                       <*-*><*-*><*-*>%                      maltrapilhos
Desembargadores          gado langero (car-       Col<*-*>ia                  r%milbete                  Dactiliotec%              Sinnimos:
Vereadores               neiros, ovelhas)          imigrantes              r%m%Iete                  anis
Camarilb%                SinBnimo:                                         Cordo                     jias e pedras gravadas   farr%po
exploradores do povo     ov<*-*><*-*>                      C<*-*> <*-*><*-*> d                 foli<*-*>es                    Dieta
ladr<*-*>es                                            i e carga                                                                    F%rdo
                                                   navios escoltados       Cordileir%                polticos                 coisas mais ou menos
Camb%da                  gente ordinria em        vag<*-*>es                  montanhas                  D;<*-*>t<*-*>                     pesadas,    para   trans-
chaves reunidas          geral (bandidos, assas-   Compaoha                Cordoala                  discos ordenados          porte
gente ordinria em ge-   sinos, malandros, etc.)   pescadores              cordas do navio            E<*-*><*-*>                       F%to
ral                      Sinnimos:                                        Sinnimos:                 artistas                  cabras
Capela                   <*-*>ori%                     Comuoidade              cordoame
                                                   religiosos                                         atores                    SinBnimo:
macacos                                                                    eoxrcia                   Eocame                    r
Captulo                 c%terva                   Coocilibulo            Corj%                      javalis                   F<*-*>
monges                   C<*-*><*-*>                       feiticeiros             pessoas ordinrias em                                animais de uma regio
Car%r%oa                 coisas ou pessoas mais    Sonspradores           geral (bandidos, bbe-     E<*-*><*-*>d S                    Feixe
                         ou menos semelhantes      nnimo:                 dos, ladr<*-*>es, vagabun-     ice
estudantes em viagem                               cooveotculo                                       asneiras                  capim
excursionistas           Cbusm%                                            dos, malandros, assas-     mentiras                  t5ores
peregrinos               ces                      Cooclio                sinos, criminosos, etc.)   prol<*-*>                    lenha
viajantes                criados                   Bispos convocados       Sinnimos:                                           raios luminosos
                         livros                    pelo Papa
Cardume                  h                                                 caterv%                    abelhas                   FieQa
                         marin eiros               Coocl%re
peixes                   papis                    Ca d                                               Sinnimos:                peixes midos
                                                   r eais para eleger      cboldra                    <*-*>                         rolas
submarinos               Cioeral                   o Papa                  m%tula                                               p
Carrada                  cinzas                    Coogrie                m<*-*>%                        colmei%
                                                                                                                                dentes
raz<*-*>es                                                                                                E<*-*><*-*>c<*-*>                     Fil%
                         Ciogel                    tolices                 c<*-*><*-*><*-*>%                                                rvores
objetos que um carro     bois                      angstias               C<*-*><*-*>;a                      cordasde navio
                                                                                                                                colunas
carrega de uma vez       mulas                     astros                  flores e frutasjuntas      Sin<*-*>nimos:                pessoas
(feno, pedra, lenha,                               idias                  C<*-*>                         cordo%I6%
ramos, etc.)             Sinnimos:                                                                                             Fitotec%
                         maoada                    Coogresso               alunos
C%rreira                 juota                     diplomatas              eleitores                  Eaxov%I                   plantas secas destina-
formigas                                                                                                                        das a estudo
                         CI%q"e                    sbios                  jurados                    roupas                    Sinnimo:
Sinnimos:               pessoas pagas para        Senadores               professores                Espicba                   Merbrio
carreiro                 aplaudir ou apupar        Cooluio                 Correio                  peixes pequenos ou        Flora
correio
                         Classe                    conspiradores           formigas                   crustceos (sardinhas,    plantas de uma regio
Carrilbo                alunos                    Cooselo                <*-*> Sinnimos:               camar<*-*>es, etc.)
                                                                                                                                Flotilba
sinos                    pessoas                   Ministros               <*-*> carreir%                 Sinnimo:
                                                                                                      a                         avi<*-*>es
Cata<*-*>p%                 Clero                     professores             c%rreiro
                                                                                                                                pequenos navios
queda de grande por-     padres                    Coosistrio             j Correspood<*-*>oci%          Esqo%dr%                  Sin<*-*>nimo:
o de gua corrente     sacerdotes                Cardeais sob a presi-   ! cartas                   navios de guerra          esquadrila
Sinnimor                C<*-*><*-*>o                      dncia do Papa          C<*-*><*-*><*-*>                       Sin<*-*>nimo:                 Foro%d%
cat%rata
                         leis                      Coostel%o             <*-*>' feiticeiros             %rm%d%                    bacharis (pej.)
s%Ito                    regras                    astros                  ( Sinnimos:               Esqoadrilb%               pes
                         Sinnimo:                 estrelas                cooveot<*-*>vlo               avi<*-*>es                    Fre<*-*>ar%
Caterr%                  leg<*-*>sl%%u                Cooveot lo             coocilibalo               pequenos navios
desordeiros                                        W                                                                            vsceras        grossas  dos
                         Colgio                   conspiradores           Corso                      Sinnimo:                 animais         (pulm<*-*>es  f-
gente ordinria em       eleitores                 feiticeiros             piranhas                   flotila                  gado, corao, etc.)
geral
Cavalgada                Coletioe%                 SinBnimos:              carruagens                 Exrcito                  Frot%
pessoas a cavalo         textos escolhidos         <*-*><*-*><*-*><*-*>b                   sardinhas                  soldados                  navios          mercantes  ou
                         Sinnimos:                <*-*>                       i Cortio                  Sinnimos:                de guerra
Sinnimo:                %otologi%                 Coorte                  <*-*> abelhas                  peMto                    Gado
                                                   pessoas armadas         ' casas velhas e pobres    b%t%Ibo                  reses em geral

50
  51
<012>

G%lx;%                  Sinnimo:                Mortualha                  i   Sinnimo:                 alia                    Sinnimos:
constela<*-*>es             cdigo                   cadveres                  <*-*>   cardume                   Repertrio               <*-*>4%
Galeria                  Leva                     Multido                   ,   Plantel                   peas teatrais ou mu-    choldra
esttuas                 presos                   pessoas                        animais de raa (espe-    sicais                   caterva
quadros                  irtigrantes              Museu                          cialmente bovinos     e   anedotas                 malta
objetos de arte          I,;o                     coisas antigas                 eqinos)                  Resm%                    matula
Gavela                   flores                   Nuvem                          Pliade                   papel (500 folhas)       camarila
palhas                   espigas de milho         fumaa                         poetas                    Rstia                   T%Iha
espigas                  capim                    gafanhotos                     homens clebres           cebolas                  le<*-*>ha
Girlodola                Madeca                  insetos                        Praga                     alhos                    Sinnimos:
foguetes de artifcio    cabelos                  mosquitos                      coisas desagradveis      Revoada                  feixe
Grei                     Malta                    P                             (insetos pulgas,      mos-aves em vo              bardia
gado mido (cabras,      gente ordinria em ge-   Orquestra                      cas, etc.)                Ruoimol                  Teoria
carneiros, ovelhas,      ral (malfeitores vaga-   msicos                        Quadrilha                 coisas que caem (neve,   anjos
porcos, etc.)            bundos, assaltantes,     Sinnimo:                      ces                      terra, etc.)             pessoas em procisso
Grmio                   bbedos, assassinos,     banda                          ladr<*-*>es                   Sinnimos:               Terhlia
associados               etc.)                    Ovirio                        malfeitores               avalsocha                pessoas ntimas (ami-
Grupelho                 Sinnimos:               ovelhas                        Quarteiro                alade                    gos, parentes)
polticos sem impor-     <*-*>la                     carneiros                      casas                     Saraivada                Tribo
tncia                                            Sinnimo:                      Racimo                    balas                    ndios
G<*-*><*-*>                      <*-*>                        chafardel                      uvas                      injrias
objetos                  corja                    Paoapao                       Sinnimo:                 perguntas                Tribooal
pessoas                  camariiha
                                                  borboletas                     racemo                    vaias                    magistrados
rapazes                  Mao%da                   P%remiologia                   Raizame                   <*-*>Seleta                  Tropa
trabalhadores            gado grosso em geral     provrbios                     razes                    textos escolhidos        bestas de carga
Hemeroteca               (bois, burros, cavalos,  Passaredo                      Sinnimo:                 Sinnimos:               soldados
jornais                  bfalos, guas, etc.)    pssaros                       raizama                   %OtOlOgia                Tropel
revistas arquivadas      M t lota em              Pelame                         Ramalhete                 crestomatia              cavalos    em   marcha,
                         a a g                                                   flores                    <*-*><*-*>t<*-*><*-*>a                   fazendo rudo
Herbrio                 provis<*-*>es para viagem    peles
plantas secas destina-   Matilha                  Peloto                        Sinnimos:                S<*-*><*-*>a                     Tropilha
das a estudo                                      soldados                       ramilMete                 cientistas ou tcnicos   cavalos parecidos
                         ces de caa                                            braada                   para debates de deter-
Sinnimo:                gente ordinria em       Sinnimos:                     buqu                     minadoassunto            Troaxa
frtotec%                 geral                    batalho                       corbelha                  Soodo                   roupas
Horda                    M%tula                   exrcito
p                                                                                Rebanho                   procos e outros pa-     Tuoa
indisci linados          gente ordinria em       peoc%                          gado guardado por pas-    dres convocados por      estudantes que excur-
selvagens                geral                    bananas                        tores (carneiros, ove-    ordem superior           sionam e do concertos
Icoooteca                Sinnimos:               chaves
estampas                 corja                    uvas                           lhas, cabras, etc.)       V%ra                     Turbamolta
                                                                                 Rcova                    porcos                   gente em confuso
imagens                  sc;a                    Piara                                                    Sinnimo:
Irmaodade                caterva                  animais domsticos             animais de cargas (as-                             Torma
                                                                                                           piara
pessoas da mesma         n,jQ;a<*-*>                  emgeral                        nos burros, cavalos,                               estudantes
crena                   borboletas               Porcos                         etc.)                     Vireiro                  pessoas
Juota                    estrelas                 p;lh%                          Sinnimo:                 aves presas
                                                                                 rcua                     peixes                   Uoiversidade
bois                     insetos                  coisas dispostas umas                                                             faculdades(escolas
mdicos                  gafanhotos               sobre as outras (livros,       Renque                    <*-*>al<*-*>c<*-*>o                  superiores)
examinadores             M                       pratos, pires, tijolos         rvores                   pessoas que vivem em
                                                  madeiras, discos, etc          colunas                   comum                    Viziodrio
Jri                     gente                    ')                             pessoas em fila           S,;c;a                   vizinhos
jurados                  Sinnimo:                Pioacoteca                     Sinnimos:                gente ordinria em       Vocabolrio
gio                     mole                     quadros                        ala
anjos                    Molo
                                                  Sinnimo:                                                geral                    palavras
demnios                 chaves                   galeria
gafanhotos               Mooturo                  Pioh%
soldados                 lixo                     pessoas curiosas
Legislao               coisas vis ou repug-     Piracema
leis                     nantes                   peixes                     <*-*>
                                                                             I
52                                                                                                                                                       53
<012>

.:


5. Alguos coletivos de quantidade def'mida.
poo              Dec<*-*>odio             Hebdomadrio          Sculo
12 meses         10 dias              7 dias                100 anos
Ceoteorio       Dec<*-*>oio              Lusho                 Sesquicenteorio
100 anos         10 anos              5 anos                150 anos
Ceotria         Dia                  Mirade               Trezeoa
100 anos         24 horas             ) 0 mil               13 dias
Cioqeoteo<*-*>rio   Fardo                Qinqoio            Tripoio
50 anos          10 resmas de papel   5 anos                3 anos
Dcada           Grosa                Resma                 Vic<*-*>nio
10 anos          12 dzias            500 folhas de papel   20 anos


6. O substaotivo simples e o composto. Suponhamos inicialmente os substan-
tivos pombo, correio e amor. Agora, suponhamos estes: pombo-correio e amor-
per Jeito. Aqueles so formados por uma s palavra: so substantivos simples;
estes so formados por mais de uma palavra: so substantivos compostos.
s vezes o substantivo composto guarda certo resqucio semntico das pala-
vras que o formam (um exemplo  pombo-correio); outras vezes o composto
no possui nenhuma relao de sentido com as palavras que o formam (um
exemplo  amor per Jeito).
Apesar de ser um trao quase insignificante, o hfen  sinal importante e
obrigatrio na separao desse tipo de composto.
Muitos pensam que substantivo composto  somente aquele que vem ligado
por hfen. Engano. H substantivos compostos com hfen e substantivos tom-
postos sem hfen. Aguardente, planalto, pernalonga, passatempo e girassol, por
exemplo, so, todos cinco, substantivos compostos. Se voc prestar ateno,
verificar que cada um deles  formado por duas palavras. Se no, vejamos:
aguardente (gua + ardente); planalto (plano + alto); pernalonga (perna + longa);
passatempo (passa + tempo); girasso! (gira + sol). Desde que haja duas palavras
unidas, ligadas por hfen ou no, o substantivo ser composto.

7. O substaotivo pr<*-*>itivo e o derivado. Tomemos o substantivoferro como
exemplo. Ele d origem a vrios outros: ferreiro, ferradura. ferrugem, Jerra-
menta, ferro, etc. Por esse motivo, Jerro  chamado substantivo primitivo, e
os demais, derivados. O mesmo se d com carro (substantivo primitivo) e
carroa, carrocinha, carroceiro, carroceria, carrossel, cwrinhola, carretel (todos
substantivos derivados).

8. O substaotivo concreto e o abstrato. Muitos pensam que substantivo con-
creto  tudo aquilo que podemos pegar ou ver, e abstrato, tudo o que no
podemos pegar nem ver. Este conceito no corresponde  verdade. Para bem

entender o que seja substantivo concreto e substantivo ab
assim: livro, cadeira, cu, Marte, ar, vento. Todos seis ei
existem por si ss, pois no dependem de ningum para ex
substantivos concretos. A ora terminemos assim: amor, sauda

<*-*> 1. t.


  \





  g , <*-*>,<*-*> .
justia, dio, vingana. Todos seis enunciam seres que no existem pr si pr-
prios, porque dependem de algum para existir. Como poder existir o amor,
seno em algum? Como poder haver saudade, sem algum que sinta sauda-
de? Em suma: o substantivo abstrato designa um ser que no existe no mundo
exterior, mas somente na nossa conscincia. Os substantivos abstratos indi-
cam Ao (trabalho, casamento, vingana, ameaa, admirao, etC.), ESTADO
ou QuAc,lDADE (viuvez, riqueza, vida, sonho, morte, inteligncia, coragem, esper-
teza, bondade,felicidade, etc.). Geralmente, os substantivos abstratos de ao
derivam-se de verbo (trabalho, de trabalhar; casamento, de casar; vingana, de
vingar; etc.), e os abstratos de qualidade ou estado provm de adjetivos (viu-
vez, de vivo; riqueza, de rico; esperteza, de esperto; bondade, de bom; etc.).
Portanto, som, sombra e hora so substantivos concretos, assim como saci,
fada, lobisomem e mula-sem-cabea. Quando se estuda substantivo concreto e
abstrato, no se pode levar em conta se o ser existe ou no existe, se  lend-
rio ou no. Importa somente saber se o ser possui condi<*-*>es de existir por si
prprio. Ocorrendo isto, no tenha dvida: trata-se de substantivo concreto.

9. As flex<*-*>es do substaotivo: goero, omero e grau. Voc j sabe que o subs-
tantivo  uma classe de palavras varivel. Flexiona-se em gnero, em nmero
e em grau. Isto significa que o substantivo possui masculino efeminino ( a
flexo em gnero), singular e plural ( a flexo em nmero), aumentativo e di-
minutivo ( a flexo em grau).
O substantivo  masculino quando admite anteposio do artigo o: o co, o
lpis, o telefooema, o homem, etc.
O substantivo feminino quando admite anteposio do artigo a: a cabea, a
carta, a alface, a fo8c, etc.
O substantivo est no singular quando indica um s ser ou um grupo de seres
(quando coletivo): o luoo, o professor, o lpis; o cardume, o enxame, etc.
O substantivo est no plural quando indica mais de um ser ou mais de um gru-
po de seres (quando coletivos): os aluoos, os professores, os lpis; os cardumes,
os eoxames, etc.
O substantivo est no grau aumentativo quando exprime idia aumentada,
exagerada, maior que a comum: mulheraa, homeozarro, barcaa, copzio,
etc.
O substantivo est no grau diminutivo quando expressa idia diminuda, redu-
zida, menor que a comum: mulherzioha, homoculo, barquinha, copioho, etc.

54
<012>

10. As particularidades de goero. Os substantivos apresentam trs particula-
ridades de gnero. Podem ser ainda: sobrecomuns, comuns de dois gneros e
epicenos.


11. Os substantivos sobrecomuns. Para que voc entenda bem o que so subs-
tantivos sobrecomuns, tomemos como exemplo o substantivo criana.
Voc diz:

- Pedrinho  A criana mais feliz do mundo.

e diz tambm:

Lucinha  A criana mais feliz do mundo.

Concluso: voc usa uma s palavra (criana), de um s gnero (ser sempre
a criana) para pessoas de ambos os sexos. Criana , pois, um substantivo
sobrecomum. Esto no mesmo caso: apessoa, o cnjuge, o verdugo, o individuo,
o contralto, o algoz, o apstolo, o cadver, a vtima, a sentinela, a criatura, aper-
sonagem, a ordenana, etc.
Substantivos sobrecomuns so, pois, aqueles que tm uma s forma e gnero
para pessoas de ambos os sexos.


12. Os substaotivos comuns de dois gneros. Tomemos como exemplo o subs-
tantivojornalista. Voc diz:

- Paulo  Ojornalista mais bem pago do Brasil.

Quando, porm, se trata de pessoa do sexo feminino, voc diz:
- Cristina  Ajornalista mais bem paga do Brasil.


Note: a forma do substantivo no sofreu qualquer alterao (ser sempre
jornalista), mas o artigo mudou. Jornalista , s por isso, chamado substantivo
comum de dois gneros. Esto no mesmo caso: artista, pianista, jovem, soprano,
selvagem, regente, mrtir,pirata, etc.
Substantivos comuns de dois gneros so, portanto, os que tm uma s forma
para ambos os sexos, mas no o mesmo gnero.
Todo substantivo comum de dois pode ser usado com o artigo masculino ou
com o artigo feminino; o sobrecomum, por sua vez, ou  masculino, ou 
feminino, no pode ser usado ora com o artigo masculino, ora com o artigo
feminino. Assim,jovem e estudante so substantivos comuns de dois porque
voc pode dizer o jovem e a jovem, o estudante e a estudante. Por outro lado
p ,
essoa e individuo so substantivos sobrecomuns, porque voc no pode dizer

o pessoa nem a individuo. Referindo-se a homem ou mulher, sua obrigao 
dizer sempre: apessoa, o individuo. Veja estes exemplos:

  - Paulo  uMnpessoa honesta.
  - Paula  uMnpessoa honesta.

  - Paulo  u M indivduo honesto.
  - Paula  uM individuo honesto.

Note: nenhuma alterao sofreu a forma nem o gnero dos substantivos.

13. Os substaotivos epiceoos. Para a compreenso dos epicenos, tomemos co-
mo exemplo o substantivo cobra.
Quando voc diz "a cobra", a pessoa que ouve no sabe se voc se refere ao
macho ou  fmea. Como fazer, ento?  fcil: acrescenta-se ao substantivo
a palavra macho oufmea, conforme o caso, e fica resolvido o problema: a
cobra macho, ou a cobraJmea.
Outros exemplos de substantivos epicenos: ojacar, o tigre, apulga, o crocodi-
lo, a guia, opapagaio, a ona, a zebra, a cigarra, o urubu, etc.
Todos estes substantivos, para que haja distino de sexo,  preciso que se
faam acompanhar da palavra mocho oufmea.
Como voc deve estar notando, os substantivos epicenos s se referem a
animais e a insetos inferiores.
Portanto, substantivos epicenos so aqueles que exigem a palavra macho ou
fmea para a distino de sexo.
Os substantivos epicenos tambm so conhecidos como substantivos pro-
miscuos.
Os sobrecomuns e os epicenos, ambos tm uma s forma e gnero para os
dois sexos, mas os sobrecomuns se referem estritamente a pessoas, ao passo
que os epicenos, estritamente a animais e a insetos.


14. Palavras masculinas e femininas (que comumeote
ap<*-*>recem trocadas de goero).

SO MASCULINAS SO FEMININAS

o gape       a abuso
o alvar      a agravante
o amlgama    a aguardente
o aneurisma   a alcone
o apndice    a alcunha
o apetite     a alface
o avestruz    a aluvio
o caj        a apendicite
o cambiante   a spide
o caudal      a bacanal

56
<012>

SO MASCULINAS SO FEMININAS

o champanha       a blide
o cl             a cal
o cnjuge         a cataplasma
o contralto       a clera-morbo
o cds             a comicho
o diabetes        a derme
o d              a dinamite
o eclipse         a nfase
o estigma         a entorse
o fantasma        a fnix
o formicida       a omoplata
o guaran         a ordenana
o lana-ierfume   a personagem
o matiz           a sentinela
o orbe
o pijama
o sabi
o saca-rolhas
o ssia
o suter
o telefonema

  Muitos usam o substantivo personagem eomo comum de dois gneros: o
personagem (para pessoa do sexo masculino), e apersonagem (para pessoa do
sexo feminino). O emprego no  muito conselhado: em portugus todas as
palavras terminadas em -gem S0 FEMININAS: J'olhagem, linguagem, ramagem,
coragem, mensagem, quilometragem, etc. Por que deixaria de s-lo persona-
gem?
  Muitos dizem O sdt.l<*-*>o, quando O COrreTO  A s6c.IDE: O automvel passou
por ns como uma blide (e no: como um blido). Parece-nos intil, no en-
tanto, tentar corrigir tal erro; j esto por demais vulgarizados gnero e for-
ma incorretos.
  Laringe, a rigor,  substantivo masculino: o laringe; no entanto, talvez por
iniluncia deJ'aringe, passou a ser usada como feminina: a laringe.

15. Princip<*-*>;5femi0ioo5.
Abrde      Akaide       A0f'rtrio         Ateu
abadessa   alcaidessa   anfitrioa          atia
Abego     a1caidina    anfitri
abegoa     A1<*-*>o        Apre0diz           Ator
           alde        aprendiza          atriz
Afego
afeg      A<*-*>           Arceb15po
           an          arqu1episcopisa'   av
Al<*-*>te      Aecio       A50o
                                           Bacbarel
ajudanta   anci        asna               bacharela


I) Mulber que, nos primeiroa tempos da Igreja, tinba certas fun&cs sacerdotais.

Bar<*-*>o
baronesa
Bispo
episcopisa'
Bode
cabra
Co
cadela
Capelo
capel
Capia<*-*>
capioa
Capito
capit
Castelo
castel
casteloa
Catalo
catal

CaVaICirO
cavaleira
  amazona
Cavaleiro
  dama
Cbarlato
  charlat
  charlatoria
Cidado
  cidad
Cirurgio
  cirurgi
Comp<*-*>dre
  comadre
Coode
  condessa
Cbeego
  cnega
  canonisa
Coofrade
  confreira
Cbosul
  consulesa'

Corifee
corifia
Cortes<*-*>o
cortes
Cristo
erist
Czar
czarina
Deo
de
Deputado
deputada

Deus
deusa
diva
dia
Diabo
diaba
diaboa
diabra
Di<*-*>cooo
  diaconisa'
Diretor
  diretora
Doge
  dogesa
  dogaresa

Druida
  druidesa
  druidisa

Duque
  duquesa
Ekfante
  elefanta'
  ali
Embaixador
  embaixatrizb
Ermito
  ermitoa
  ermit
Faiso
  faisoa
  fais

Faqu Q
faquiresa
Fautor
fautriz
Fel<*-*>
felana
Fl<*-*>miee
flamnica
Frade
freira
Frei'
sror
Gar<*-*>o
gar Goa
General
generala
Genro
  nora
Gigaote
  giganta
Gluto
  glutona
Governante
  governanta"
Gro-Duque
  gr-duquesa
Grou
  grua
Guardio
  guardi
Guri
  guria
Hebrea
  hebria

Heri
  herona
Hiodu
  hindu
Hortelo
  horteloa
Hspede
  hspeda

Ilu
ilhoa
Imperador
imperatriz9
Jabuti
jabota'"
Jarali
javalina
gironda
Judeu
judia
Juiz
juza
Ladro
ladra
  ladroa
  ladrona
Lavrador
  lavradeira
Leo
  leoa
Leito
  leitoa
Maestro
  maestrina
Mandarim
  mandarina
Maraj<*-*>
  marani
Marecbal
  marechala
Margrare
  margravina
Melro
  mlroa
  melra
Mestre
  mestra
Mioistro
  ministra
  Mooge
  monja



2) Mulher que fazia parte de um cabido de religiosas seculares ou rcgularcg.
3) E a esposa do C&nsul. Ao referir-se  funcionria, diga ou escrcva: a CBnrv/.

4) Na primitiva Igreja, mulher com certo grau cclesistico, que substitua o dicono, especialmenle em atos de culto com o scxo
  feminino, por decncia e decoro.
5) EIe I<*-*>  pura inven Go.
6) <*-*> a esposa do Embaador. Ao referir-se  funcionria, diga ou escrcva: v Embaixadora.

7) S se usajunto de nome prprio:frei Antbnio, sror Madalena.

8) Admite-se, tambm: a governante.

9) <*-*>, a rgor, a mulher do Imperador. Mas esta forma tem sido universalmente usada tambm quando se trata da mulher que
  impera (a qual deveria ser chamada de Imperadora).

IO) Pode ser usado como epiceno: ojabuti macho, ojabuti fmea.

58 59
<012>

Pag9o
  pag
Pap<*-*>
  papisa
Pardal
  pardaloca
  pardaleja
  pardoca
Pareote
  parenta't
Pahfo
  patroa
Patriarca
  matriarca
Pavo
  pavoa
Peo
  pe
  peoa
  peona
Perdigo
perdiz

Pi<*-*>mcu
  pigmia
Ptoo
  pitonisa
Plebeu
  plebia
Poeta
  poetisa
Pola<*-*>o
  poltrona
Presdeote
  presidentat2
Procipe
  princesa

Prior
  priora
  prioresa
Profeta
  profetisa
Raj;
rani

Rapaz
  rapariga
Rato
  rata
Rei
  rainha
Ru
  r
Riooceroote
  abada"
Sacerdote
  sacerdotisa
Saodeu
  sandia
Sult<*-*>o
  sultana
Tabaru
  tabaroa
Tabelio
tabeti'<*-*>
tabelioa

Tecel<*-*>o
tecet
  teceloa
Temporio
  tempor

Var<*-*>o
  viragot'
  varoa
Veado
  veada
  cerva
Vil<*-*>o
  vil
  viloa

V<*-*>scoode
  viscondessa
Zagal
zagala
Z<*-*>ogo oo
Zaogo'6
abelha

Substantivos que tm forma feminina completamente distinta da masculina
so chamados substantivos heternimos ou desconexos. Exemplos: bode-cabra,
homem-mulher, pni-me, boi-vaca, carneiro-ovelha, padre-madre, genro-nora,
etc.


16. Priocipais substaotivos que, ao mudarem de goero, mudam tambm de sig-
oificado. Certos substantivos, quando mudam de gnero, mudam tambm de
sentido. Por exemplo: o rdio, masculino,  o aparelho que se compra em
qualquer esquina; por outro lado, a rdio, feminino,  a estao, a emissora,
coisa que no se adquire to facilmente (<*-*><*-*>f), e muito menos em qualquer
esquina.


MASCULINOS           FEMININOS         MASCULINOS         FEMININOS
0 goia              A guia           0 Cabea           A Cabea
indivduo esperto;   ave da famlia    o chefe; o lder   parte do corpo
velhaco              dos Falcondeos                      humano
0 Baoaoa             A Baoaoa          0 Ca6ca            A Ca1xa
homem sem ener-      fruto da          empregado da       objeto onde se
gia; palerma         bananeira         caixa; msico      guarda algo
I I) Admite-se, tambm: a parente.
t2) Aceita-se igualmente: a presidenle.
<*-*> 31<*-*>ode ser usado como epiceoo: o riooceroote macho, o riooccrootc fc- mea.
I4) Tabeli  a forma que se wlgarizou; tobclioo tcnde a arcaizar-se.
IS) Voroa  arcasmo; prefira virago.
I6) ZGngo (paroxtona) e zangdo (oxitooa) so, ambas, corretas. A primeira. bcm quc meoos usada, a mais certa.
60

MASCULINOS


O Capical
dinheiro



O Cisma
separaGo religio-
  sa; dissidncia de
  opini<*-*>es


O Crisma
  leo perfumado
que se usa para
  crismar


O Grama
unidade de massa;
  peso


O Guarda
suldado; homem
que vigia ou guarda
  alguma coisa

FEMININOS


A Capital
cidade-sede de
governo


A Cisma
preocupao;
receio



A Crisma
  sacramento da con-
  firmao; ato de
  crismar


A Grama
planta gramnea;
  capim


A Goarda
  corporao de sol-
dados geralmente
  em vigilncia

MASCULINOS


O Guia
  aquele que guia ou-
  tros; caderno ou li-
  vro que contm in-
  dica<*-*>es teis acer-
  ca de uma regio
  ou cidade

O Leote
  professor de escola
  superior ou secun-
  dria; leitor
O Lngua
  intrprete

O Moral
  estado de nimo;
  coragem



O Rdio
  aparelho
O Voga
  o remador

FEMININOS


A Guia
documento que
  acompanha merca-
  dorias para pode-
  rem transitar livre-
  mente; cada uma
  das penas maiores
  das aves
A Leete
vidro de aumento


A Lu<*-*>gua
  rgo muscular;
  idioma
A Moral
  cincia dos bons
  costumes; conclu-
  so moral que se ti-
  ra de uma obra, de
  um fato, etc.
A R<*-*>dio
  a estao; a emis-
  sora
A Voga
  a moda; uso atual



17. A flexo de omero : priocipais plurais. O plural das letras e dos omeros.



AbdBowo
  abdomens
  abdmenes
lbum
  lbuns
Akool
  lcoois
Aozol
  anzis

As
  ases
Aral
  avais
  avales
Cad<*-*>ver
  cadveres
Carter
  caracteres

CBosuI
  cnsules
Illar
  ddlares
<*-*>deo
  edens
Fel
  fis
  feles

Fuzil
fuzis
Grmeo
germens
grmenes
Hfeo
  hifens
  hfenes

Item        Pleo
itens       polens
            plenes
Jpiter
Jupteres
            projteis
Lder
lderes
            R til
            rpteis
Lque0      Sol
liquens     sis
lquenes
            5uter
Lc<*-*>er      suteres
lucferes
Mal         txteis
males       Toel
Mel         tneis
mClS
meles       vizires

61
<012>

O plural das letras se faz de duas maneiras, indiferentemente: os aa, os bb,
os tt, os,Jf os cc, os 11, os mm, etc., ou: os s, os bs, os ts, os efes, os cs, os eles,
os emes, etc.
Os nomes de nmeros tambm se pluralizam:

- Em 44 h dois quatros.
- Em 777 h trs setes.
- Voc j fez a prova dos noves?
- "A fortuna muitas vezes se diverte com as na<*-*><*-*>es, dando alternadamente para chefes-
  os heris, e os zeros" (F. nioao).

18. O plurnl dos s<*-*>bsta0t1vos terminados em -o.
E5'TE5 FAZEM O PLURAL APENAS COM O ACRI<*-*>.5CIMO DE S:
Aordo      C1dado    Irmo    Pago
acrdos     cidados   irmos   pagos
Bgeo       Cristo    Mo      Sto
bnos      cristos   mos     stos
Caotoco    Demo      drfo    vo
cantochos   demos     rfos   vos
             Gro       rgo    Z50go
chos        gros      rgos   zngos

ESTFS SUBSTANTIVOS FAZEM O PLURAL SOMENTE EM -if ES:
Abego       E5quadro    Macaco      Talo
abeg<*-*>es      esquadr<*-*>es   macxc<*-*>es     tal<*-*>es
Aot'<*-*>io     Fa0farro    Mamo        Tams;o
anfitri<*-*>es   fanfarr<*-*>es   mam<*-*>es       taman2<*-*>es
Balo        Feijo       Me1o        Tampo
bal<*-*>es       feij<*-*>es      mel<*-*>es       tamp<*-*>es
B<*-*><*-*>o        Frao       Patro       Tecelo
bonach<*-*>es    fra<*-*>es      patr<*-*>es      tecel<*-*>es
Caixo       G1ato       Poltro      T1o
caix<*-*>es      glut<*-*>es      poltr<*-*>es     ti<*-*>es
Camiobo     Ladro       Razo        Vago
caminhes    ladr<*-*>es      raz<*-*>es       vag<*-*>es
Campeo      Lato        Reme0do     Va1eeto
campe<*-*>es     lat<*-*>es       remend<*-*>es    valent<*-*>es
C<*-*>o          Leo         Rmco        Varo
can<*-*>es      lees        rinc<*-*>es      var<*-*>es
Caebo       Leito       Saetarro    Ver50
canh<*-*>es      leit<*-*>s      santarr<*-*>es   vers<*-*>es
<*-*>y0          Limo        Sermo       Zaogo
espi<*-*>es      lim<*-*>es       serm<*-*>es      zang<*-*>es

ESTES SUBSTANTIVOS FAZEM O PLURAL SOMENTE EM -dES:
Afego    Co        Catalo
afeges   ces       catales    pes
Alavo    Capelo    Damio      Sacr15to
alaves   capeles   damies     sacristes
A1emo    Capito    Escrivo    Tabelio
alemes   capites   escrives   tabelies


ESTES SUBSTANTIVOS ADMITEM DOIS PLURAIS:

Dentre os plurais arrolados abaixo, o que estiver em maiscula tem a prefe-
rncia, porque se justifica etimologicamente; o outro, ou os outros consti-
tuem meras cria<*-*>es populares, no obstante aceitos como corretos.

alazo ........     ALAZES, alaz<*-*>es
alcoro .....       ALCORES, alcor<*-*>es
ano .........      ANos, an<*-*>es
CItQ/IQIO .....    CHARLATES, CharlaLCS
cirurgio .....     cirurgies, c1R<*-*>1Rcc B Es
corrimo.....       CoRR1nt os, corrim<*-*>es
jaiso ........     EA1sEs, fais<*-*>es
gavio ...          gavies, o Av<*-*>dEs
guardio <*-*>...<*-*> <*-*>    Gu ARot  Es, guardi<*-*>es
hortelo ....<*-*>.     HoRTE Los, hortel<*-*>es
pe<*-*>o ....           pees, rEdEs
rejro ......<*-*><*-*>..   REFRos, refres
rufio .........    RuF1Es, ruf'1<*-*>es
sulto ........     sultos, suLTAEs
truo .........     trues, TRuSEs
ver<*-*>o .........     vERos, ver<*-*>es


ESTES SUBSTANTIVOS ADMITEM TRES PLURAIS :

alo ... ..... ALos, ales, al<*-*>es
aldeo ...... . ALoEos, aldees, alde<*-*>es
ancio .... ... ANC<*-*>os, ancies, anci<*-*>es
castelo ..... . CAsTELos, casteles, castel<*-*>es
corteso ...... CoRrEsos, corteses, cortes<*-*>es
deo ........ .. deos, oEEs, de<*-*>es
ermito .... . ERMiTos, ermites, ermites
vilo ..... ..... v<*-*>Los, viles, vil<*-*>es
vulco ..... . . vuLCos, vulces, vulc<*-*>es

Como se nota, todos estes substantivos tm os plurais em -os como prefer-
veis, com exceo apenas de deo.
Arteso, quando significa artffice, operrio, artista, faz no plural wtesos.

62 <*-*> 63
<012>

                                                                         Poato
Quando sinnimo de trabalhosfeitos em tetos, arcos, abbadas, etc., seu plural  M6l" <*-*> Povo                   Tqolo
                                                                         Morno Ovo R
 artes<*-*>es.                                                              Morto Poo                           Torto
                                                                         Novo Porco Reforo                   Troco
19. Os substantivos que s se usam no plural.  Muitos confundem os substan-  ouo P<*-*> R
tivos que no singular terminam em -s (pires, lpis, ccitis, 8nibas, etc.) com os  Diz-x o mcsmo das palavras tcrminadas em om (nistoso; botdo:o, o<*-*>M<*-*>, tcirttosa, etc.) e em posto (disposto.jtutapwto,prr
substantivos que s se usam no plural (os culos, as npcias, as ccegas, etc.).  <*-*><*-*>t0,ete.).
                                                                         Nomcs prdprios dc famlias no sofrem mctafonia: os Pwtw (6), os Cardosos (6), os Rapaws (6) e outros.
Estes trazem sempre o artigo no plural, o que no se d com aqueles.
Eis os principais substantivos que s se usam no plural:                 22. Princip<*-*>ls p<*-*>l<*-*>n<*-*> 9<*-*> <*-*>o <*-*>frem metafonia oo plar  .
                                                                                                              al                    Muitas palavras
os afazeres      as bodas          as endoenas        as olheiras
                                                                         no mudam o timbre da vogal tnica quando passam para o plural.
as algemas       os bofes          os esponsais        os parabns       Aqui esto as principais palavras que no sofrem metafonia no plural:
os Alpes         as calas         os Estados Unidos   os parnteses
as alvssaras    as cs            as exquias         os psames        Aborto Co0forto                      Gorro                 Reboco
os anais         as ceroulas       as frias (esc.)                      C<*-*>lo                                 G<*-*>o                   Rebolo
os Andes         as ccegas        as finanas         os psteros       Acordo Contor0o                      Gozo                  Reembotso
os arredores     as condolncias   os idos             os suspensrios   A<*-*>                                   Horto
                                                       as tesouras       Ago5to Co"<*-*>o<*-*>                        I<*-*>                    Re5tol6o
as belas-artes   os confins        Os Lusadas                           <*-*> De5<*-*>cordo
as boas-festas   as cuecas         as npcias          as trevas         A<*-*> o <*-*>s<*-*>foro                         Jorro                 Retoreo
as boas-vindas   as efem6rides     os culos           os vveres        Alvoroo
                                                                         Arrojo
                                                                         Arroto <*-*><*-*>o                           Lodo                  Ro5to
Embora o co<*-*>reto seja us-las sempre no plural, algumas dessas palavraspo-  A59opro D<*-*>o                       <*-*>o
dem (note: podem) figurar no singular, pois do idia de um todo e nesse n-  s<*-*> <*-*>o                          M<*-*>roto
                                                                         Eodo55o                              Moo                  So1do
mero j se vulgarizaram. So: a cala, a cueca, o culo, a tesoura e a treva. As  B<*-*>,                         Mofo                  5olto
demais devem ser usadas no plural, obrigatoriamente.                     Bojo <*-*>                              Moleo
                                                                         Bolo                                 Morro                 Soro
                                                                         Bolso Esgoto
20. O plur,l dos 50bst<*-*>ntivos termio<*-*>dos em -zinho ou em -zito.  Suponhamos  Bordo E<*-*>o                        P d oto
que voc queita fazer o plural dos diminutivosjornalzinho e papelzinho. Tome,  Broto E<*-*><*-*>o                     P
                                                                                                                                    Tolo
                                                                         C<*-*>c6orro                             P<*-*>o                   T<*-*>
ento, os substantivos primitivos (no casojornalepape<*-*>, coloque-os no plural  C<*-*>o1ho F<*-*>o<*-*>"                    P<*-*><*-*><*-*>                  Torw
(ficajornais epapis), retire o s final e acrescente -zinhos. Resultado:jornaizi-  <*-*><*-*> to <*-*><*-*>                   P;o<*-*>o                 To5co
                                                                         Grroto                               Polvo                 Tr2mbol1a
nhos e papeizinhos. Outros exemplos: coraozinho (cora<*-*>ezinhos); anelzito  Coco Glo6o                       Polro                 Tr<*-*>torno
(aneizitos); tostozinho (tost<*-*>ezinhos);f1orzinha (f1orezinhas ouf1orzinhas).  <*-*>6<*-*> G<*-*><*-*>                        R<*-*>po9o
Quando o substantivo primitivo termina em -r, voc pode fazer o plural de
dois modos: simplesmente acrescentando um s ao diminutivo, ou usando o                                                              ig
mesmo processo exigido parajornalzinho epapelzinho.
                                                                         <*-*>, pr;0c1p<*-*>15 subst<*-*>ntivos que, ao mudarem de nmero, mudam tambm de s  -
                                                                         n1f'1cado. A exemplo do que acontece em gnero, certos substantivos, ao mu-
21. Pr<*-*>oc<*-*>,<*-*> p,)<*-*>vr<*-*>5 de plur=I met<*-*>f60;co. Existem muitas palavras que, no  ", darm de nmero, mudam tambm de sentido.
singular, tm o timbre da vogal tnica fechado (olho) e, no plural, mudam o  ; Eis os principais:
timbre dessa vogal tnica para aberto (olhos). Esse fenmeno  conhecido em                                  SINGULAR              PLURAL
Gramtica pelo nome de metajonia.
                                                                         SINGULAR PLURAL
Aqui esto as principais palavras de plural metafnico:                  ) tquiao incolor o mar; as ondas;   atlio; aesejo ar-   nttsea5
                                                                         chuvas                               dente
                                                                                                              Ar
                                                                                                                                    Ares
Apoato           Coro Desti,oo    Foeeo                                 Amor Amore5                                                a arncia; clima
C<*-*><*-*>              Corpo Esforo     Gr<*-*>                                   afeio profunaa; namoro; objetos    vento                 P
                 Corvo Fogo                                              ( objeto dessa afei- amados          Arte                  Artes
Corco<*-*>o          Despojo Foroo     <*-*>o                                    i o                                ofcio<*-*> profisso;
Coreo
                                                                                                                                    travessuras;
                                                                                                              habilidade
<012>

SINGULAR            PLURAL          SINGULAR               PLURAL        2. ADT'RBIO + ADJETIVO:
Bem                 Be0s            Letr,
benefcio; pessoa   propriedades;   cada um dos carac-     literatura
                                                                         alto-falante. . . . . . . . . . . . ..  atto-falantes
amada               haveres         teres do alfabeto                    sempre-viva. . . . . . . . . . . ..  sempre-vivas
Cobre               C<*-*>              Liberdade              L'berdrdes    abaixo-assinado.........       abaixo-assinados
metal               dinheiro        livre arbtrio         atrevimento
Coofxo<*-*>            C<*-*>,-"<*-*>,<*-*>        Sapioho                Sapiolas      3. ADJETIVO + ADJETIVO:
                                    diminutivo de sapo     doena
esperana           atrevimento     Seotime<*-*>rto
                                                           Seotimentos   nacional-socialista. . . . . ..nacional-socialistas
Cost9               Cost9s          sensibilidade; pres-   psames; condo-  luso-brasileiro. . . . . . . . . ..  luso-brasileiros
litoral; regio    parte posterior do  sentimento         lncias; qualidades
beira-mar           corpo h<*-*>mano;                          morai5        Exceo: surdo-mudo, cujo plural  surdos-mudos, e o feminino, surda-muda.
                    dorso           Veocimeoto             Veoc1meoto5
Fri,               Fri<*-*>s          fim; termo             salrio       4. PREPOSIdO + SUBST ANTlVO:
renda diria        descanso escolar;  Zelo                Zelos         contra-ordem...........        contra-ordens
                    repouso         desvelo; cuidado       cimes
                                                                         contra-indicao........       contra-indica<*-*>es
                                                                         sem-vergonha. . . . . . . . . . ..  scm-vergonhas
24. O plural dos substaotivos compostos.                                 5. GRO, GRde BEL + SUBSTANTIVO:
I - NESTES 3 CASOS, AMBOS OS ELEMENTOS RECEBEM S:                        gro-duque    ..............   gro-duques
                                                                         gr-cruz ..................    gr-cruzes
I. SUBST4NTIVO + SUBST ANTlVO:
                                                                         bel-prazer................     bel-prazeres
couve-flor..............            couves-flores
carta-bilhete............           cartas-bilhetes                      6. PALA VRAS IGUAIS:
cirurgio-dentista  .......         cirurgi<*-*>es-dentistas
redator-chefe...........            redatores-chefes                     j reco-reco   ..............   reco-recos
porco-espinho..........             porcos-espinhos
                                                                         tico-tico.................     tico-ticos
2. SUBSTANTIVO + A DJE Tl VO (ou vice-versa):                            pisca-pisca...............     pisca-piscas
amor-perfeito...........            amores-perfeitos                     ) puxa-puxa................    puxa-puxas
barriga-verde...........            barrigas-verdes
cara-plida............             caras-plidas                        i Importante: a rigor, quando o composto  formado de dois verbos iguais, de-
gentil-homem.........               gentis-homens
meio-com.............               meios-tons                           i vem variar ambos os elementos. No entanto, a eufonia prevaleceu sobre a
meio-fio................            meios-fios                           i regra. De fato, piscaspiscas, paxas puxas, tremes-tremes, etc., repugnam a um
alto-relevo..............           altos-relevos                        ,
                                                                         ouvido sensvel e bem-educado.
3. NUMERAL + SUBST ANTI1'O:
                                                                         7. VERBO + SUBSTANTIVO:
quinta-feira .............          quintas-feiras
tera-feira...............          teras-feiras                        ; beija-flor...........        beija-flores
Primeiro-Ministro.......            Primeiros-Ministros                  arranha-cu..............      arranha-cus
                                                                         vira-lata .................    vira-latas
NESTES <*-*> CASOS, Sd O SEGUNDO ELEMENTO RECEBE S:
                                                                         porta-bandeira...........      porta-bandeiras
1. COMPOSTOS NO GIGADOS POR HIFEN:
                                                                         III - NESTES 2 CASOS, S O PRIMEIRO ELEMENTO RECEBE S:
aguardente.............             aguardentes                          ;
planalto...............             planaltos                             I. SUBSTANTIVO + PREPOSI'd0+ SUBSTANTIT'O:
p
ernilongo.............              pernilongos                          i p-de-moleque   ..........   ps-de-moleque
                                                                                                        61
<012>

po<*-*>e-16. . . . . . . . . . . . pes-de-ld
mula-sem-cabea. . . . . . . mulas-sem-cabea

<*-*>portante: s vezes, a preposio no aparece clara. Esto neste caso:

- cavalo-vapor (cavalo-a-vapor). . . . .. cavalos-vapor
- guarda-marinha (guarda-de-mari-
nha) ...... ... ....... .... ...... ... . guardas-marinha

(<*-*>uarda-marinha ainda admite o plural guardas-marinhas.

2. SUBSTA NTl VO + SUBSTANTIVO

  (quando o scguodo Ivnita a idia do primciro):

caf-concerto. . . . . . . .. cafs-concerto
pombo-correio . . . . . . . .. pombos-correio
caneta-tinteiro. . . . . . . . . canetas-tinteiro
banana-ma. . . . . . . . . . bananas-ma

Importante: admite-se, ainda, a flexo de ambos os elementos, mesmo neste
caso.

IV - NESTES 3 CASOS, NENHUM ELEMENTO RECEBE S:


1. VERBO + AD VRBIO:
  o pisa-mansinho. . . . . . . . .. os pisa-mansinho
  o cola-tudo. . . . . . . . . . . . . . . . .. os cola-tudo
  o bota-fora. . . . . . . . . . . . . . . . . os bota-fora

2. VERBOS DE SENTlD O OPOSTOS:

o leva-e-traz. . . . . . . . . . . . . . os leva-e-traz
o perde-ganha. . . . . . . . . . . os perde-ganha
o estende-encolhe. . . . . . . .. os estende-encolhe

3. EXPRESS6ES SUBST,9NTIVADAS:

  o chove-no-molha. . . . . . . os chove-no-molha
  o diz-que-diz. . . . . . . . . . . . . os diz-que-diz
  o maria-vai-com-as outras : os maria-vai-com-as-outras

V - OUTROS COMPOSTOS:

o arco-ris ............... .... ..
a ave-maria .. .............. ...
obem-me-quer... .......... ..
obem-te-vi ........... . ..... ..
afruta-po .............. .....
olugar-tenente........... .....
omapa-mndi............. ....
opadre-nosso ........... .... ..
asalve-rainha ................ ..

os arco-ris (invarivel)
as ave-marias
os bem-me-queres
os bem-te-vis
as frutas-po, as frutas-pes
os lugar-tenentes
os mapas-mndi
os padre-nossos, os padres-nossos
as salve-rainhas

68

o salvo-conduto ............ . ....... os salvos-condutos, os sctlvo-condutos
o surdo-mudo .................. ....... os surdos-mudos
o terra-nova ... ... ........... ...... os terra-novas
oxeque-mate ..... ........... ...... osxeques-mate,osxeques-mates

25. A flexo de grau: o aumeotativo e o diminutivo. Voc j sabe que os subs-
tantivos possuem dois graus: o aumentativo e o diminutivo. O aumentativo e o
diminutivo sintticos so os formados com termina<*-*>es: cabea + orra = ca-
beorra; flauta + im = flautim.
O aumentativo e o diminutivo analticos se formam com o auxlio de adjeti-
vos: grande (ou outro de sentido equivalente) e pequeno (oc outro de sentido
equivalente), respectivamPnte: cabea grande, casa enorme; flauta peqaena,
sala minscula.
Existem os aumentativbs regulares e os irregulares. Os regulares so os mais
fceis de fazer (cabeo, amigo, bico, boco, gato); os irregulares no apre-
sentam a terminao popular -o e devem ser preferidos, em quaisquer cir-
cunstncias.

    26. Os principais aumeotativos irregulares.
I
    Amigo       Bico         Coler      Fogo
    amigalho   bicano      colheraa   fogaru
    Aoimal      Boca         Copo        fogueiro
    animalao   bocarra      copzio     Foroo
    ArS<*-*>1Ia     bocaa       coparro    fornalha
    aranhuo    boqueiro    Corao     Forte
i   Arca        Cabea       coraao    fortaleza
    arcaz       cabeorra    Corpo       Frade
                             corpanzil   fradalho
    asneiro    campanha     corpao     fradao
                C1o          C<*-*>          Fumo
    Ave
I               canzarro    cruzeiro    fumaa
    avejo
    avego      canaz        <*-*>e0te       Gaoco
                             dentilho   ganchorra
    Bala        CaPa         dentola
    balao      capeiro     Drama       Gato
    balzio     Cara         dramalho   gatarro
I   Barba       caraa       <*-*>ada        gatzio
    barbaa     carantonha   espadago   gatao
    Barca       Carta        Faca        Homem
    barc::ca    cartapcio   facalho    homenzarro
    Bbedo      can<*-*>         facalhaz    Ioseto
    beberro    Casa         F<*-*>da        insetarro
    Be1o       casaro      fardalho   Lao
    beiorra    C6a<*-*>"        Fatia       laarro
    beiarro   chapelo     fatacaz     Ladr<*-*>o
    BK<*-*>         chapeiro    fatiaz      ladravo
    bichao     Cave        F1or        ladravaz
    bicharro   chaveiro    floro      ladroao
                                         69
<012>

Laje                Mal6er       Poetg              santarraz
lajedo              mulheraa    poetao            Saprto
o                   mulherona    poetastro (pej.)   sapatao
lenalho            Muro         Porco              sapatorra
Lim1o               muralha      porcao            sapatola
limonao            Nu<*-*>          porcalho
Logu,              narigo      Povo               saparro
lingeiro          nariganga    povaru            Sxti
linguaa            N<*-*>vio        Prato              satans
Lobo                naviarra     pratarraz          5eio
lobaz               <*-*>I<*-*>          pratzio           seiancho
                                 P
                                 ratalho
Luz                 olheiro     Quintal
luzerna             padre        quintalho         testaa
Mxm1o               padralho    Ramo               Tiro
mamonao                         ramalho            tirzio
Mo                 P<*-*>o          ramalhao          tirao
manzorra            pa5sarolo    R p
manpula            P<*-*>a          rapago            vagalho
manopla             pedregulho                      V<*-*>rx
                                 Rato
Md1co              Peito        (ou Rata)          varejo
medicastro (pej.)   peitao      ratazana           Volume
Mo<*-*>                Peote        Rocha              volumao
mocetona            penteao     rochedo            Voz
Moo                Per0x        Saco               vozeiro
moceto             pernaa      sacarro           Vulc<*-*>o
                    pila,<*-*>       Saoto              wlcao
montanha            pilastra     santarro          wlcanaz
Muitos pensam que amigalho, asneiro, avejo, beberro, canzarro e outros
possuem a terminao -o. Na verdade, tais palavras trazem as termina<*-*>es
-alho,-eiro,-ejo,-erro e -arro, respectivamente.
27. Os d1m10utivos. Os diminutivos podem ser regulares (os mais fceis de
fazer), irregulares e eraditos. Os regulares so formados com as termina<*-*>es
-inho,-zinho,-ito, etc. Os irregulares apresentam termina<*-*>es as mais di-
versas.
28. Os priocipais dimi0utivo5 irregulnre5.

Aba         Anim<*-*>I      A5a         B<*-*>rcg
abeta       animalejo   aselha      barqueta
gui<*-*>       A<*-*>          Astro       Barr<*-*>ca
aguioto     aranhio    asteride   barraquim
aquilucho   aranhico    Bala        B,rril
Aldeia                  balim       barrilete
aldeola     Ar<*-*>         balote      Buto
aldeota     arcete
                        Baleia      bastonete
ocor'      Artrin     baleote     Beijo
ancoreta    arterola   baleato     beijote
ngulo      rrore      Barba       Bicbo
angulete    arbusto     barbicha    bichoca
70

Bolo          Corro        L<*-*>o         R<*-*>bo
bolinholo     corvacho     lacete       rabicho
Cabra         Cov<*-*>         Laje         Ra1z
caprola      covacho      lajota       radicela
Caixa         Cruz         Livro        R:p<*-*>z
caixote       cruzeta      livreco      rapazola
caixeta       D<*-*><*-*>          libelo       rapazote
Cama          diabrete     Lobo         Rio
camilha       E<*-*><*-*>d<*-*>        lobato       riacho
C9mara        espadim      lobacho      ribeiro
camarim       E<*-*><*-*>a         I",<*-*>u        Rod<*-*>
camarote      espigueta    lugarejo     rodela
C<*-*>ozl         <*-*>            M<*-*>           Rua
canalete      E ra                      ruela
              esporim      maanilha
C<*-*>oudo                     M<*-*>ta         Saco
canutilho     Estatua                   saquitel
              estatueta    mantilha
                                        sacola
canicho       Fbula
              fabela       mascarilha
Cap<*-*>                       M<*-*>o          selim
capote        Farol
capuz         farolete     mastaru
Carro         Faze0d<*-*>      Moa
                                        serrilha
              fazendola    mooila
carriola                                sineta
carrete       F;o          Ncleo
Carta         filete       nuclolo
                                        tamborim
cartilha      Flauta       Padre        Tem
Casa          flautim      padreco      terriola
casebre       Fonte        Pal<*-*>cio      To<*-*>
casinhola     fontainha    palacete     toadilha
Cav<*-*>Io        Forte        Pedr,
cavalicoque   fortim       pedrisco     Tr<*-*>
Cidade                                  tranqueta
cidadela      Galo         Peito        Tr<*-*>re
              galispo      peitilho     travinca
cinto         Goveroo      Perdiz
cintilho      governicho   perdigot     Tromb<*-*>
                           o            trombeta
Cobra         Guerra       Peroa
cobrelo       guerrilha    pernil
Cdigo                                  vagonete
codicilo      Haste        Poema
              hastilha     poemeto      valeta
Coluaa
colunelo      Histr1a     Ponte        Var'
coluneta      historola   pontilho    vareta
Corda         Igreja       Portr        Vig
cordel        igrejola     portinhola   viela
Corneta       Ilha         Povo         V1dro
cornetim      ilhota       povilu      vidrilho
Coro          Lb1o        Qu1et<*-*>l      Vil2
coreto        labelo       quintalejo   vilela





11
<012>

29. Principais diminutivos eraditos.  Os diminutivos eruditos trazem sempre  (  Para Jos: Z, Zezinho, Zezito, Zezico, Zeca, Zequinha, Zico, Zizico, Zizinho
as termina<*-*>es -ulo ou -ula; -culo ou -cula. Eis os principais diminutivos erudi-  e outros.
tos:                                                        Para Lus: Lulu, Lalo, Lula, Lilico, Lu e outros.
                                                            Para Joo: Joca, Jo, Janjo, Janjoca, Jojoca e outros.
Abels         corpsculo    1odice      ponticula          Para Maria: Cota, Cotinha, Maricota e outros.
apcula        Deote         indculo    Poro
Animal         dentculo     Leo        porcincula        Para Amlia: Mlia, Mela, Mila, Miloca, Melinha, Memia e outros.
animlculo     Eixo          lenculo    Quadra
AP<*-*>"d<*-*>         axculo       Le0te       quadrcula         ADJETIVO
apendculo     E5fers        lentcula   Q"esto
Artigo
artculo       esfrula      Moote       uestincula        l. O que  adjetivo. Suponhamos o substantivo homem. Se acrescentarmos
               E5p1gs        montculo   Raiz
a              espcula      N          radcula            idia de homem uma outra, que lhe seja inerente, temos um adjetivo. Por
lula          Flor          ndulo      Rede
Ave                                                         exemplo: homem bom. A palavra bom veio acrescentar uma nova idia ao
avcula        flsculo      <*-*> Vota      retculo           substantivo homem. E... pode reparar: bom  uma idia inerente ao substan-
               Folbs         ntula      Regra
Cade<*-*>s         folcula      Noz         rgula             tivo. Outros exemplos: casa suja, menino estudioso, namoradosfelizes, dia
catnula       Forma         ncula      Re;                claro, noitefria, etc.
Clice                                   g
calculo       frmula       Obrs        r ulo             Adjetivo , portanto, a palavra que modifica o substantivo, isto , acrescenta-
               Frao        opsculo    Semente
Caosl          fracincula   Oods        semnula           -lhenovaidia.
canalculo     G6<*-*>           ndula      Trave '
Cela           glbulo       Orelbs      trabcula     ,;   2. <*-*>S adJetiVOS prllOitiVOS e OS derivSdOS; OS SimpleS e OS COmpOStOS. EXiStem
clula         Gota          aurcula    Tobo               os adjetivos primitivos (verde, pardo, sujo) e os derivados (esverdeado, parda-
Csve          gotcula      Ovo         tbulo        '
chavcula      Gro          vulo       Valva              cento, sujssimo); existem tambm os simples (claro, vermelho, limpo) e os
Ckstriz        grnulo       Parte       <*-*>3lvula       i    compostos (vermelho-claro, azul-marinho, verde-folha).
cicatrcula    Habitao     partcula   Veia          '
Cooreoto       habitculo    Pe<*-*>ce       vnula        <*-*>    3. As flex<*-*>es do adjetivo: g<*-*>oero, nmero e grau. Os adjetivos variam em g-
conventculo   Hlce        piscculo   Verme
Coros          helcula      Pele        vermculo          nero (bom, boa; feio; feia), em nmero (bom, bons; feio, feios) e em grau
cornula       Homem         pelcula    verso         '    (bom, bonssimo; feio, fessimo).
Corpo          homnculo     Ponte       versculo
                                                            4. Os adjetivos uoiformes e os biformes. Vejamos estes exemplos:
30. Os substaotivos hipocorsticos. Voc, naturalmente, deve ter amigos e  - homem elegante - menino nu
amigas a quem castuma chamar assim: Tni, Nando, Ceio, Cac, Lilico, etc.  <*-*>.  '
                                                            - mulher elegante - menina nua
Estes nomes reduzidos so denominados hipocoristicos. Portanto, sempre que
voc chamar algum pelo nome reduzido ou no diminutivo, estar usando  '  - Nos exemplos da esquerda, o adjetivo elegante serviu para ambos os gneros;
um substantivo hipocorstico. Em palavras mais fceis: substantivo hipoco-  dizemos, ento, que elegante  um adjetivo uniforme.
rstico  o mesmo que apelido.                              Nos exemplos da direita, existe uma forma para o masculino (nu), outra para
                                                            o feminino (nua). Trata-se, pois, de um adjetivo bjorme.
Para Antnio existem ainda estes hipocorsticos: Totonho, Tni, Tone, Tot,  Outros exemplos de adjetivos uniformes:
Toninho, Tinole, Tito e outros.
Para Aparecida: Cida, Cidinha, Dida e outros.               - moo inteligente - paifeliz - namoradofie!
Para Manuel: Man, Maneco, Manelo e outros.                 - moa inteligente - mefeliz - namoradafiel
Para Francisco: Chico, Xixico, Fran, Frdncis e outros.      Outros exemplos de adjetivos biformes:
Para Eduardo: Edu, Dudu, Dudo, Ducho e outros.         <*-*>    - jogador corajoso - papel rasgado - pblico educado
Para Carlos: Carlito, Calu, Carleto, Carlinhos, Cac e outros.  (  - jogadora corajosa - folha rasgada - platia educada
72                                                          73
<012>

Adjetivo unijorme , portanto, aquele que tem uma s forma para ambos os
gneros.
Adjetivo bjorme, por outro lado,  o que possui uma forma para cada gnero.

5. O plural dos adjetivos compostos. No h muita dificuldade para se fazer
o plural dos adjetivos compostos. Veja:

I. Sd O SEGUNDO ELEMENTO RECEBE S, QUANDO O COMPOSTO  FORMADO DE
adjetivo + adjetivo:

- sino-sovitico: sino-soviticos
- luso-brasileiro: luso-brasileiros
- verde-claro: verde-claros
- azul-escuro: azul-escuros


II. NENHUM ELEMENTO RECEBE S, NESTES DOIS CASOS:

1) quando o composto tiver um elemento substantivo e exprimir idia de cor:
  - blusa verde-ganafa: blusas verde-garrafa (garrafa  substantivo),
  - camisa amarelo-limo: camisas amarelo-lmo (limo  substantivo).

2) quando a cor  indicada ape<*-*>as pelo nome da fruta ou do animal:
  - blusa limo: blusas limo
  - flmula pavo: ftmulas pavo

Importante: azul marinho, azul celeste, cor-de-rosa e furta-cor so compostos
invariveis: meia (ou meias) amt-marioo; blusa (ou blusas) azul-celeste;
vestido (ou vestidos) cor-de-rosa; tecido (ou tecidos) furta-cor.
Ultravioleta no varia, mas infravermelho sim: raio (ou raios) ultravioleta;
raio iofravermelbo, raios iofravermelhos.


6. A flexo de <*-*>au: o comparativo e o superlativo. Os graus do adjetivo so
comparativo e superlativo. Vejamos, inicialmente, o grau comparativo: quando
comparamos duas qualidades, s pode haver trs verdades: ou ambas so
iguais, ou uma  superior  outra, ou uma  in Jerior  outra. Por isso, existe o
comparativo de igualdade, o de superioridade e o de in Jerioridade.

Exemplos de comparativo:

- de igualdade ......... Mnica  to alta quanto (ou como) eu.
- de superioridade ..: Mnica  mais alta que (ou do que) eu.
- de inferioridade .... Mnica  menos alta que (ou do que) eu.


Note:

- para a igualdade usamos ... ........ to...quanto (ou como);
- para a superioridade usamos .... mais...que (ou do que) e
- para a inFerioridade usamos ........ menos...que (ou do que).

O grau superlativo  o que eleva ao mximo a qualidade expressa por um adje-
tivo. Pode ser absoluto e relativo.
Exemplos de superlativo absoluto:
- com terminao ( o superlativo absoluto sinttico): inteligentssimo, pauprrimo;
- com o advrbio muito ( o superlativo absoluto analitico): muito inteligente, muito
pobre.

Exemplos de superlativo relativo:





Note:

- de superioridade: Mnica  a mais alta da classe.
- de inferioridade: Mnica  a menos alta da classe.



- s existe superlativo absoluto sinttico com termina<*-*>es (-issimo, -rimo, etc.);

- s existe superlativo absoluto analtico com o advrbio muito;
- o superlativo relativo de superioridade forma-se com o mais, a mais, os mais, as mais;
- o superlativo relativo de inferioridade forma-se com o menos, a menos. os menos, as
menos.

7. Principais superlativos ab5olutos siotticos.
Acre               Comum            Livre               Preguioso
acrrimo           comunssimo      librrimo           pigrrimo
gi1               Cristo          Macio               Prspero
aglimo            cristianssimo   macssimo           prosprrimo
Agudo              Cruel            Magnfico           Prov%vel
acutssimo         crudelssimo     magnificentssimo   probabilssimo
Alto               <*-*>;f;<*-*><*-*>           Magro               Sbio
supremo            dificlimo       macrrimo           sapientssimo
sumo               D<*-*>               MalGco             Sagrado
Am<*-*>rgo             dulcssimo       maleficentssimo    sacratissimo
amarssimo         F<*-*><*-*>             Ma1voio            Salubre
Am1go              facilimo         malevolentssimo    salubrrimo
amicssimo         F<*-*>I              Mau                 So
A0t1go             f1delssimo      pssimo             sanssimo
antiqnssimo                        Mido               Srio
                   Frgi1           minutssimo
5pero             fraglimo                            serssimo
aspnimo           Fr6              Nn g e<*-*> rimo        Simples
Banco              frigidssimo     g                   simplicssimo
nfmo                               Nobre
Benfco            Geral            nobilssimo
beneficentssimo   generalssimo    Pe55oal             superbssimo
Be0volo           Gn<*-*>              personalssimo      Vo
benevolentssimo   mximo           Pio                 vanssimo
Bom                Hamilde          pientssimo         Velbo
timo              humlimo         pissimo            vetrrimo
Clebre            I0tegro          Pobre               Veloz
celebrrimo        integrrimo      pauprrimo          velocssimo



75
<012>

Na lista constam somente superlativos absolutos sintticos irregulares, com
exceo de comunissimo, maciissimo, magm'ficentissimo, malefcentissimo, ma-
levolentissimo, sanissimo, serssimo e vanissimo"que so regulares, pois se for-
mam apenas com a terminao -ssimo.
O superlativo absoluto sinttico nuprrimo pode ser usado como correspon-
dente de muito recente.

8. Locu<*-*>es adjetivas. Observe esta expresso: luz do sol. Dizemos que do
sol  uma locuo adjetiva, porque so duas palavras que modificam o subs-
tantivo luz, isto , so duas palavras que fazem as vezes de um adjetivo. Ou-
tros exemplos: ar do campo, amor de me, pagamento por ms.
No mais das vezes, as locu<*-*>es adjetivas podem ser substitudas por um adje-
tivo equivalente:

- luzdoso/ ........................... . = luzsolw
- ar do campo .......................... = ar compestre (ou ogreste)
- amordeme ... . .. .. . ... = amormaterno
- pagamentoporm<*-*>s...... . .... = pagamentomensa/

Se nesses casos, a substituio  muito fcil, em outros ocorre o contrrio.
Muitos se espantam quando se diz que plantao dejeijo equivale a planta-
ojaseolar.

9. Priocipais adjetivos correspoodeotes a locu<*-*>es.
Abdomioal           Apcola           de orelha          Campesioo
do abdome           de abelha         de ouvido          de campo
Acqritrieo          p<*-*>,t;co          Atvico            Caoioo
de aves de rapina   Hdr1co           Arito              de co
Acridiaeo           de gua           dos antepassados   Capilar
Acrdio             q                 Avoeogo            de cabelo
de gafanhot        p o<*-*><*-*>             de av
                    de guia                             Capital
Agoieo              Aracodeo         Awocular           de cabea
de cordeiro         de aranha         de tio ou tia      de muita importncia
Agreste                               Dioo15aco         Cpreo
do campo            Areoo5o           Bqo;<*-*>             de cabra
Alado               de areia          de Dionsio        Cardaco
de asa              Argeot1oo         de Baco            de corao
Akctrio            Argoteo          Ba<*-*>cico
                    de prata          de r              Celestial
de galo             da cor da prata                      Celeste
Alvoeo                               Blico             de cu
plvmo               Ar1etioo          de guerra          Cerleo
do ventre           de carneiro       BrB<*-*>eo             Cru1o
Aogelical           Arquiepiscopal    de bronze          da cor do cu
de anjo             de arcebispo      Bucal              Cervioo
Aomico             ureo             de boca            Cerral
1a alma             de ouro           Calcrio           de veado
Aoserioo            Auricular         de cal             Cerv1cal
de ganso            Auditivo          Campe5tre          de pescoo
76

Cili%r                 Eq<*-*>ioo        de relmpago   Magis%I
de clios              Hp1co        Furfurceo     de mestre
Cioreo                de cavalo     Furfreo       Marcial
de cinza               Equreo       de farelo      de guerra
                       do alto-mar   Gstrico       M%rgioal
de circo               Espetral      do estmago    de margem
Cisalpioo              Lemural       G;pseo         Martimo
de aqum dos Alpes     de fantasma   de gesso       de mar
                       Esploico     Glacial        Marmreo
de aqum dos Andes     do bao       de gelo        de mrmore
Cispl%tioo             E5telar       Gutural        M%teroal
de aqum do Prata      de estrela    de garganta    Materoo
Citadioo               E<*-*><*-*>val        Heptico       de me
Urbaoo                 de vero      de fgado      Matutioo
de cidade              de estio      H;beroal       M%tioal
o                      Es<*-*>trigdeo   de inverno     de manh
C;treo                 de coruja     Hircioo        Medieval
de limo               Fabril        Hrcico        da Idade Mdia
Columbioo              de fbrica    de bode        Mooacal
de pomba               Facial        Hiruodioo      Moostico
Cordi%I                de face       de andorinha   de monge
de corao (amizade)   Falcoodeo    lgoeo          Murioo
Craoiaoo               de falco     de fogo        de rato
de crnio              Fari0ceo     Infaotil       Nasal
Crstioo               de farinha    de crianGa     de nariz
do dia seguinte        Fa5eolar      Insosso        Nreo
Crepuscul%r            de feijo     Iosulso        de neve
da tarde               Felioo        sem sal        da cor da neve
Crur%I                 de gato
da coxa                Ferreobo      de ilha        O<*-*>lar
                                                    tico
Cucurbitceo           Frreo        Lcteo         de olho
de abbora             de ferro      de leite       Oftlmico
Cprico                Fe5t;val      L%custre       dos olhos
de cobre               Festivo       de lago
Cutloeo                de festa      <*-*> L%ogero     Oorico
da pele                F1gadal       de l          do sonho
da ctis               de fgado     Lateral
Digital                Filatlico    de lado        de osso
de dedo                de selo       Laterrio      Palostre
Ebroeo                Filial        de tijolo      de pntano
Ebreo                 de filho      j,eoo;oo       Papal
de marfim              Flamejaote    de leo        de Papa
Eneo                   em chamas     j,epor;deo     Papiliooceo
de bronze              Fluvial       Lepormo        de borboleta
Entmico               de rio        de lebre       Paradisaco
de inseto em geral     Fol;ceo      L;goeo         de paraso
Elio                  de folha      de madeira     Parietal
dos ventos             Frateroal     Lioe%r         de parede
Episcopal              Frateroo      de linha       Pascoal, Pascal
de bispos              de irmo      Looar          de Pscoa
Epitelial              de irm       de lua         Patero%I
da pele                Fulgural      Lupioo         Pateroo
Eqdeo                de raio       de lobo        de pai
                                                    11
<012>

/

Pecanir1o    Re0al                 5a1freo         Veeo9o
de dinheiro   de rim                de enxofre       de veia
Ptreo        R<*-*>                    5uperciliar      vespertioo
de pedra      de rosa               da sobrancelha   Vesperal
Psceo        da cor da rosa        Taur10o          da tarde
de peixe      R<*-*>                    Tureo
P1tec1de     de campo              de touro         de vinho
de macaco     S<*-*><*-*>                   Te1r1co
Plat01co     de sabo              da Terra         de cobra
de Plato                           Terrestre
Phmbeo       S<*-*><*-*>                   Terreao          Virgioal
de chumbo     de velho              da terra         de virgem
Plurial       S1mie5co              Torcico         VQa
de chuva      S1m1<*-*>ao               do trax         de homem
pr;<*-*><*-*>         S<*-*><*-*>                   Tritceo         Vtreo
de prncipe   de macaco             de trigo         de vidro
              5emelhante a macaco   Tumalar
de criana    Socrt1co             de tmulo        da voz
Palmooar      de Scrates           Turturi0o        Vulpioo
de pulmo     Solu                  de rola          de raposa
Real          do Sol                Umbilical        Vuttorioo
de rei        So11r1co             de umbigo        de abutre

10. Adjetivos ptrios. Priocipais adjetivos ptrios. Os adjetivos ptrios (ou
gentlicos) so aqueles que indicam a origem das pessoas ou das coisas. Eis os
principais adjetivos ptrios:

Abissn1a         Ampuo             Ass1s (S. P.)      Be0gala
abissnio         amparense         assisense<*-*>         bengali
abexim            pm<*-*><*-*>              A<*-*>uno            B<*-*>;a
Acre              amsterdams       a5suncionenho      becio
acreano           A<*-*><*-*><*-*>              Ate0<*-*>              Brgamo
Afeg,oist<*-*>o       ancarense         ateniense          bergamoto
afegane           A<*-*><*-*><*-*>              Bagda              Ber0a
afego            andaluz           bagdali
dg0<*-*>5 da Prata,                     BeQute             bernense
aquaplatense      A<*-*>= <*-*> Rei5        beritense          Bilbau
A<*-*><*-*> ,            angrense          Be<*-*>m (Judia)      bilbano
aimorecen5e       Anc2ja            belemita           B1rmloia
Alasca            aracajuense       Belm (Par)       birmans
alasquense        Arago            belenense          Bizlocio
Alb<*-*>01<*-*>           aragos           Blgica            bizantino
albans           aragons          belga              Bogot
A1fe<*-*>s           A<*-*><*-*>               Bel<*-*>ado            bogotano
alfenense         aretino           belgradino         Bolon6a
Amap             Argli<*-*>           Belo Hor1zoote     bolonhs
amapaense         argelino          belo-horizontino   g<*-*><*-*>,s
Amazooas          A5s<*-*> (It1i<*-*>) <*-*>   Be0fica            bordelense
amazonense'       asssio           benfiquense        bordels


I) O mrmzo<*-*>nrc podc, tamb<*-*>m, xr cbaatado bmi, oome dc uma tribo indgena do Estado.

Bstoo             Carac<*-*>s          Do15 Cnegos        Fml<*-*>ndia
bostoniano         caraquenho       duocorreguense      finlands
Braga              Cartago          Dooro               finense
bracarense         cartagins       duriense            Flandres
Bragaoa (Port.)   Ca5cais          Eg1to               flamengo
brigantino         cascalense       egpcio             Floreoa
Bragaoa (S. P.)   Castelo Bra0co   EI Salvador         florentino
bragantino         albicastrense    salvadorenho        Floriaopolis
Brasil             Catalunha        E0tre Rios          tlorianopolitano
brasileiro2        catalo          entrerriano'        Fortaleza
Braslia           Ceilo           entrerriense        fortalezense
brasiliense        cingals         Epiro               Gales
Bretanha           Ceata            epirota             gals
breto             ceutense         Eqaador             Glia
britnico          abilense         equatoriano         gauls
Bruxelas           abileno          Espr1to Saoto      Galiza
bruxelense         Chaves           esprito-santense   galego
Bueoos Aires       flaviense        capixaba            Gascooha
buenairense        Checoslovquia   Estados Unidos      gasco
Bulgria           checoslovaco     norte-americano     Genebra
blgaro            checo            estadunidense       genebrino
Cabo Verde         Cbicago          ianque              G2nova
cabo-verdiano      chicaguense      Estag1ra            genovs
Cdis              Chipre           estagirita          Gbraltar
gaditano           cipriota         Estocolmo           gibraltarino
Cairo              Coimbra          estocolmenho        Goa
cairota            conimbricense    Estreito de         goano
Calbria           coimbro         Magalhes           goense
calabrs           Congo            magalnico          Goi<*-*>oia
Caldia            congols         Estremadura         goianiense
caldeu             Crdova          estremenho          Graoada
Camberra           cordovs         Etipia             granadino
camberrano         Corinto          etope              Groenlladia
                   corntio         <*-*><*-*>a                 groenlands
cambojano          Crsega          etrusco             Guaiaquil
Campos             corso            l<*-*>vor<*-*>              guaiaquilenho
campista           Costa Rica       eborense            Gaatemala
                   costarriquenho   F<*-*><*-*>o <*-*>              guatemalteco
cananeense         Creta            Norooha             Gaimares
Canrias           cretense         noronhense          vimaranense
canarino           Dam<*-*>sco          Filad1fia          Guie
canarim            damasceno        filadelfiense'      guinu
Cpri              Diam<*-*>0tm<*-*>        Fil1pinas           Haiti
capriota           diamantinense'   filipino            haitiano


2) Brasletro era o nome que se dava aos negociantes de pau-brasil no tempo em que nosso pas se cbamava Tcrra dc Santo Crvz
  e Terra de Vera Cruz, no sculo XVI. Depois que passou a chamar-se Brasil, o adjetivo toi conservado para designac os que aqui
  nasciam. Muitos querem que, em vez de brasilciro, se diga brasiliense. braslleruc e, at E, brasiles. Argumentam que o sufuo -eiro
  n-ao se aplica a adjetivos ptrios. No entanto, existe o campinelro, o mineiro, o povciro e, naturalmentc, o brasileiro...

3) Quem nasce em Diamanfino, Mato Grosso, tambm  designado pelo mesmo adjetivo.
4) Entrerriano  o que nasce na cidade mineira de Entre Rios; entrerrientc E aquele ou aquela que nasce na cidadc baiana do mes-
  mo nome.
5) Quem nascia em Fllad Jla, antiga cidade da Ldia, regio da Asia Meoor, ncebia o nomc defiladc Jcfw.

78 ( 19
<012>

Havaoa            Leipzig             Maochster      Ouro Fioo
havano            lpsio              mancuniense     ouro-finense
havans           Letoia             Mandchria      Oxford
Himalais          leto               mandchu         oxoniano
himalaico         Lino6               Mlotua          oxfordiano
Hooduras          lions"             mantuano        Pdua
hondurenho        .bia              Marrocos        paduano
Huogr1a           lbio               marroquino      Palermo
hngaro           Lima                Marselha        panormitano
magiar            limenho             marselhs       Palmares
Imeo             Li5boa              Maurit<*-*>nia      palmarino
iemenita          lisbonense          mauritano       Psnam
Ilha de Maraj    lisboeta            Meca            panamenho
marajoara         Lituf10ia           mecano          Paquisto
<*-*>0dia             lituano             M<*-*><*-*>-<*-*>           paquistans
indiano           Lombardia           menf'lta        Parma
hindu             lombardo            Milo           parmeso
Ir               Loodres             milans         parmense
iraniano          londrino            M;,<*-*><*-*>           PatagBnia
Iraque            Loreoa              minhoto         patago
iraquense         loreno              Meoaco          Penaf'<*-*>el
Israel            Luxemburgo          monegasco       penafidelense
israelense        luxemburgus        Mootevidu      Pequim
Jamaica           Macau               montevideano    pequins
jamaicano         macaense'           Moscou          Prsia
Java              macasta'           moscovita       persa
javans           MacedBnia           Npoles         Petrpolis
jau               macednio           napolitano      petropolitano
Jeric            Macei              partenopeu      Piedade
jericuntino       maceioense          Natal           pedense
Jerusalm         Madagscar          natalense       P1ndamonhangaba
hierosolimitano   malgaxe             papa-jerimum9   pindamonhangabense
hierosolimita     Madeira (Ilha da)   Nepal           pindense
Joo Pessoa       madeirense          nepalense       p<*-*>
pessoense         Madri               Nicargua       pisano
Juiz de Fora      madrilenoe          nicaraguano     piseu
juiz-forense      madrilense          nicaragnense    p
Lagos             Mlaga              Nicia          poejo
lacobricense      malaguenho          niceno          Pompia
lacobrigense      malagus            Nova Iguau     pompeu
Laos              malacitano          iguauano'n     Porto
laosense          Maoaus              Nova Zellodia   portuense
La paz            manauense           neozelands     Porto Alegre
pacenho           Maocha              Oslo            porto-alegrense
pacense           manchego            oslonense       portalegrense



b) Havia uma regio na Espanha chamada Leo. Qucm l nasccsse recebia o nome de ieons.
7) Macaenre e macaista so adjetivos que se referem  possesso portuguesa na China. Macaense  nome que se aplica tambm
  aos que nascem em Maco, cidade do Estado do Rio de Janeiro. H, igualmente, uma cdade no Rio Grande do Norte chama-
  da Macau, cujo adjetivo ptrio  macauense.
8) Prefira madrileno a madri/enho, pois esta forma  espanholada (madrilcno/.
9) Jerimum, em tupi, significa abbora. Os natalenses parecem apreciar muito o (ruto. Da, a designao.
IO) /guovense  aquele ou aquela que nasce em Foz do lgua<*-*>u.

Porto Priocipe
porto-princenho
porto-principenho
Porto Rico
  porto-riquenho
Pvoa de Varzim
  poveiro
Proveoa
provenal

Quebec
quebequenho

Quito
quitenho
Recife
recifense

Reims
remense
Ribeiro Preto
ribeiro-pretense
ribeiro-pretano
Rio (Estado do)
fluminense
Rio (cidade do)
carioca"
Rio G. do Norte
rio-grandense-do-norte
potiguar'=
  Rio Graode do Sul
  rio-grandense-do-sul
  gacho
 Romoia
  (ou Rumloia)
  romeno'j
  Sab
i sabeu

  SSgIIOtO
  saguntino
  Salamanca
  salamanquino
  salmantino
  salmanticense
  Salerno
  salernitano
' Salvador
i salvadorense

soteropolitano"
Samaria
samaritano
Samos ( ilha greg:)
smio
Saota Catarioa
catarinense
barriga-verde
catarineta
Saota F
santa-fecino
Saotarm (Port.)
santareno
escalabitano
Santarm (Par)
  santareno
  mocorongo
Saota Rita
do Passa Quatro
santa-ritense
passa-quatrense'5
Saotiago ( Chile)
santiaguense
santiagus
So Bernardo
do Campo
bernardo-campista
So Carlos
so-carlense
So Domiogos
dominicano
So Joo da Barra
so-joanense
so-joo-barrense
joo-barrense
So Joo
da Boa Vista
so-joanense
So Joo Del Rei
so-joanense
So Joo do Meriti
so-joanense
meritense
So Lus
so-luisense
ludovicense

So Tom
  so-tomeense'6
Saragoa
saragoano
Sardeoha
sardo
Setbal
setubalense
sadino
Sevilha
sevilhano
hispalense

Si<*-*>o
siams

Sioai
sinata
Siotra
sintro
Sfia
sofiano
Somlia
somali
Sumatra
sumtrio

T9oger
tangerino
Tebas
tebano
Tegucigalpa
tegucigalpenho
Terra do Fogo
fueguino
Tibete
tibetano

Timor
timorense

Toledo
toledano

Tomar
nabantino
Torres Vedras
torreso
Toscaoa
toscano

Trs-os-Montes
  transmontano
  trasmontano
Treoto
  tridentino
Tr<*-*>s Cora<*-*>es
tricordiano
Treviso
trevisano
iarvisano
Tristio da Cuoha
tristanita

Tois
tunesino
Tuosia
tunisino
tunisiano

Turim
turins
Ucrloia
ucraniano
Urais (Mootes)
uraliano
urlio
Uruguaiana
uruguaianense
Varsvia
varsoviano
varsoviense
Veoeza
veneziano
Verooa
verons
ViCt6g
vietnamense
vietnamita
Vila Viosa
caliponense

Vhria
vitoriano
vitoriense
Xavaotes
xavantino
Zaezibar
zanzibarita




11) Cmioca, em logua iodgena,  palavra composta e significa casa dr brwco.
12) Potignar sigaifica comcdor de cr maro.
13) Romaico  o nome quc sc d  lngua grega moderna. Nada tem que ver, portanto, com a Romlnia (ou a RumDnia).
14) O adjetivo .rotcropolitwoj caiu em desuso. <*-*> muito original, extico, etc., mas modernamente s sc usa mcsmo .wlrodorenre.
IS) <*-*> adjctivo que se refere tambem quele ou quela que nasce na cidade mineira de Passa Quavo.

16) Sdo Tom, a que nos eslamos referindo,  cidade gacha. Quem nasce na ilha africana de So Tom 6 so-tomenre.

80 i 81
<012>

11. Observa<*-*>es importaotes. 1. Superior e injerior no admitem as palavras
mais e menos antepostas. Assim, por exemplo:

- Este cantor  mais superior que aquele.
- Nossos produtos so menos inferiores que os seus.

Deve-se dizer ou escrever:

- Este cantor  superior quele
- Nossos produtos so inferiores aos seus.

No constitui erro o emprego da palavra mais antes dos adjetivos grande,
bom e mau, quando se comparam qualidades de um mesmo ser. Assim, por
exemplo:

- Fernando  maisgrande que pequeno.
- Ricardo  mais bom do que mau.
- Cristina  mais m do que boa.

Note: foram comparadas qualidades de um mesmo ser (de Fernando, de Ri-
cardo e de Cristina, respectivamente).

3. Maispequeno  forma correta para quaisquer casos:

- Fernando  maispequeno que grande.
- Ricardo  maispequeno que Cristina.
- Cristina  maispequena que Helosa.
- Esta menina  a maispequena da turma.
- Este quarto  maispequeno que aquele.

No se pode dizer o mesmo de mais grande. Estas frases, por exemplo, esto
incorretas:


  - Fernando  mais grande que Cristina.
  - Meu quarto  mais grande que o seu.

til  repetir: mais grande s se usa corretamente quando se comparam qua-
lidades de um mesmo ser, comoj foi visto.

4. O superlativo absoluto sinttico de srio  serssimo, e no serissimo; de
  precrio  precarssimo, e no precarissimo; de macio  macssimo, e no
  maciosissimo. A razo: todas as palavras terminadas em -io no precedido
  de e fazem o superlativo com dois . Outros exemplos: pssimo (de pio) e
  jrssimo (dejrio). Assim sendo, a forma sinttica dejeio Jessimo (e no
  Jessimo), de eheio  cheissimo (e no chessimo), e assim por diante. Tudo
  sto porque antes de -io aparece e.

82

5. Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno tm comparativo e superlativo
  irregulares:


Forma oormal Compantivo Saperlatiro

absolato relativo

bom melhor timo o melhor
mau pior pssimo o pior
grande maior mximo o maior
pequeno menor mnimo o menor

Alm de timo, forma irregular, temos as formas regulares bonissimo (abso-
luta) e muito bom (analtica).
Alm de pssimo, forma irregular, existem as formas regulares: malissimo
(absoluta) e muito mau (analtica).
Afora mximo, forma irregular, encontram-se as regulares: grandissimo (abso-
luta) e muito grande (analtica). O superlativo grandessissimo pode ser usado
enfaticamente :

- Voc  um grandessissimo idiota!
- Ela  uma grandessissima sem-vergonha!

Afora minimo, forma irregular, tm-se as regulares: pequenissimo (absoluta)
e muitopequeno (analtica).

6. Os adjetivos na forma diminutiva possuem valor superlativo:

- Que menina bonitinha !
- Mas como ela  lindinha!
- Os namorados passaram agarradinhos !
- Veja como ele  bonzinho.
- Helosa  bemfeinha!

ARTIGO

l. O qoe  artigo. Temos de dizer, inicialmente, que o artigo sempre ante-
cede o substantivo e serve para indicar seu gnero e nmero. Os artigos de-
finidos (o, a, os, asJ individualizam o substantivo; os indefinidos (um, uma,
uns, umasJ generalizam-no.
Para um melhor entendimento sobre o assunto, vejamos estes exemplos:
  - o piloto - os automveis
  - amsica - asjanelas

V-se claramente que o artigo antecede o substantivo e indica seu gnero e
nmero. Quando algum diz ou escreve:

- Procuro uma casa para comprar.

83
<012>

o artigo uma est generalizando o substantivo casa, pois a pessoa que ouve ou
que l  forada a entender que se faz referncia a uMA casa QuALQuER, e no
a DETERMINADA casa. Em suma, o artigo indefinido serve para a apresentao
de um ser ou de um objeto ainda no conhecido do ouvinte ou do leitor.
Muito diferente  quando algum diz ou escreve:

- Comprei a casa.

Nesse caso, o artigo a est individualizando o substantivo casa, que j  co-
nhecida da pessoa que ouve ou da que l; portanto,  determinada,  DEFINIDA.
Veja mais este exemplo:

- Tive um pneu furado; perguntei a um guarda onde havia um borracheiro.

Depois que o ser e o objeto se tornam conhecidos, no h mais razo para o
emprego do artigo indefinido; voc passa, ento, a usar somente o artigo de-
finido:

- Consertei o pneu; agradeci ao guarda e paguei ao borracheiro.

O substantivo, ao ser precedido de artigo definido, pode expressar a espcie
inteira. Assim, por exemplo:
  - O homem  mortal.
  = Tado homem  mortal.

- O lavrador brasileiro  trabalhador.
= Todos os lavradores brasileiros so trabalhadores.
- O abacaxi  uma fruta cida.
= Todo abacaxi  uma fruta cida.
  i
- O homem  mortal.
= Todos os homcns so mortais.


QUS<*-*>O VOC<*-*> DEVE USAR O il<*-*>ClgO.

1) antes de qualquer substantivo comum: a cidade, o lpis, a vida, um giz, uma
flor, um guaran, etc. ;
2) antes de nomes de pessoas, na linguagemjamiliar, ou quando existe amizade
  ntima: o Fernando, a Renata, o Lus, a Cristina, etc. ;
3) antes de nomesprprios de lugar: o Brasil, o Uruguai, a Frana, os Estados
  Unidos, etc. H exce<*-*>es: Portugal, Castela, Luxemburgo, Gois, Sergi-
  pe, Pernambuco, Minas Gerais, So Paulo, Santa Catarina, Mato Gros-
  so, Gibraltar, Alagoas (mas admite-se as Alagoas);
4) antes de nomes de mares, rios, montes e constela<*-*>es: o Oceano Pacfico,
  n Mar Morto, o Amazonas, o Tiet, o Himalaia, o Roraima, a Via-lc-
  tea, etc. ;
5) antes de nomes de cidades, quando acompanhados de modJcador: a Roma

  dos Csares, a velha Lisboa, a Paris de Rousseau, a Londres dos lordes,
  a Madri das tradicionais touradas, etc. ;
6) antes de nomes prprios de obras de arte: a Ilada, a Divina Comdia, a
  Gioconda, Os Sert<*-*>es, Os Lusadas, o Guarani, etc. ;
7) antes de nomes prprios de embarca<*-*>es: o Barroso (navio), a Gustavo
  Sampaio (fragata), o Minas Gerais (navio), a Almirante Barroso (fraga-
  ta), etc. ;
8) antes de epitetos, cognomes ou alcunhas: Alexandre, o Grande; Carlos, o
  Calvo; Filipe, o Belo. Exceo: Frederico Barba-roxa.
9) antes de nomes de alguns bairros: a Penha, a Lapa, a Tijuca, o Leblon, etc.
  Algumas exce<*-*>es: Copacabana, Cascadura, Catumbi, Santa Teresa,
  Perdizes, Pinheiros, Santana. ;
10) antes de nomes de letras: o a, o b, o t, o d, etc. ;
11 ) antes de nomes de nots musicais: o f, o l, o mi, etc. ;
12) antes de numerais: o oito, o quatro, o primeiro, a tera-parte, etc.;
13) antes de nomes de clubes e agremia<*-*>es: o Palmeiras, o Flamengo, o Bota-
  fogo, o Paulistano, o Pinheiros, etc.;
14) antes de nomes de esta<*-*>es: o primavera, o vero, o outono, o inverno. Vin-
  do, o nome da estao, precedido de preposio, dispensa-se o artigo.
  Como nestes exemplos: um ar de primavera; noites de inverno; manh
  de vero.
15) antes dos substantivos sol, terra e lun: o sol, a terra, a lua. Tais nomes s se
  usam com letra minscula quando no se trata dos astros em si. Assim,
  por exemplo: O sol do meio-dia  abrasador. No existe na terra homem
  perfeito.  na lua crescente que mais se planta.
  No entanto, com maiscula: Jamais o h'omem conseguir chegar ao Sol.
  A Terra possui bilh<*-*>es e bilh<*-*>es de anos. Na Lua existem imensas cra-
  teras.



3. QuHOdo v00<*-*> NO DEVE USAR O ST<*-*>lgO.

1) antes de substantivo tomado indeterminadamente: No vou a teatro, a cine-
  ma, a lugar nenhum. ;
2) antes de nomes de pessoas clebres ou depersonagens de romances: Machado
  de Assis  o maior nome da literatura brasileira. Hitler escreveu <*-*>'Minha
  Luta". Marcelo, no fim da novela, casar com Daniela.
3) antes de nomes de pessoas citados por inteiro: Joaquim Loureiro Cruz era
  homem severo ! Carlos Nbrega Fontoura  o meu advogado.
4) antes de nomes de cidades: Lisboa, Coimbra, So Jos do Rio Preto, Ribei-
  ro Preto, Andradina, Lajes, Curitiba, Londres, Paris, Lisboa. Quando

84 i 85
<012>

o nome da cidade provm de nome comum, usa-se o artigo. So estes os                 ,   17) antes de nomes de meses: janeiro, fevereiro, maro, abril, maio, junho,
casos mais comuns: o Porto, o Rio de Janeiro, o Cairo, o Recife, o Araca-                julho, etc.;
ju. Recfe e Aracaju podem, ainda, dispensar o artigo.;                               <*-*>   18) antes de possessivos que tm o valor de alg<*-*>os: A Gramtica Portuguesa
5) antes de nomes de parentesco, modfcados por possessivo: meu pai, minha               tem l suas complica<*-*>es. Todo ofcio tem seus cavacos.; e
tia, teu sobrinho, sua prima, tua me, nossa av, etc.;                                  19) depois de express<*-*>es como: cbe<*-*>ar a, saber a, no sentido de ter gosto de;
6) antes da palavra casa quando indica Iar, residocia prpria de quem fala ou       '   exalar cbeiro: Seu chapu chira a suor. O leno dela sabe a rosa.
daquele s qvem se faz referocia: Fui a casa para buscar dinheiro. Cristina
no estava em casa quando lhe telefonei.;                                                4. <*-*>IlaOdo voC DEVE REPETIR O afiig0.
7) antes da palavra terra, quando antnima de bordo: Chegamos a terra depois
                                                                                     i   1) quando os termos so antnimos: o dia e a noite; o bem e o mal; a vida e a
de um breve cruzeiro pelo Pacfico. Os marinheiros chegaram, mas no
desceram em terra. A muito custo fizemos o iate voltar a terra <*-*>                     ;   morte; o cu e a terra; o Novo e o Velho Testamento, o bom e o mau pai;
''                                                                                       2) quando os elementos coordenados designam d:'Jerentes pessoas ou coisas: O
8) antes de palavra palncio, quando sign:'fica gabioete de trabalho de Cbefe de
                                                                                         Governador e o Secretrio do Interior participaram da reunio extraordi-
goveroo: O Governador despachou em palcio. O Presidente chegou a                        nria. A opinio de Cristina e a (opinio) de Lus.;
palcio exatamente s duas horas.;
                                                                                         3) quando se quer dar nfase aos elementos coordenados: O amor, a afetividade,
9) antes de datas: Isto aconteceu em 18 de dezembro. No entanto, quando a            '   os afagos - tudo nela era perfeito. As mos, a pele, os dentes, o nariz, as
data vem substantivada, usa-se o artigo: O 15 de Novembro foi bastante               j
comemorado este ano.;                                                                j   cabelos - nada havia em Cristina que no fosse lindo.; e
                                                                                         4) na distino de gnero e nrimero: o pai e as filhas; a me e os filhos; o tio e
10) antes de pronomes de tratamento: Vossa Excelncia est atrasado. Sua Ma-         <*-*>   os sobrinhos; a av e as netas.
jestade procura disfarar a emoo.;
11) antes dospronomes relativos cujo, cuja, cujos; cajas: Este  o pai ctijo filho
est servindo na Marinha. Einstein, cr<*-*>ja vid dedicou  cincia, foi um                 5. O uso facultativo do artigo. Antigamente os nomes Europa, sia e frica
mau aluno em cursos regulares. Esta  a rvore cujos ramos se secam e
                                                                                         no eram acompanhados de artigo. Tais nomes, assim como os de alguns pa-
cc<*-*>jas folhas caem inexplicavelmente.;                                                   ses, quais Espanha, Frana, Inglaterra. Esccia, Holanda e Flandres, podem vir
12) antes das express<*-*>es dom, dona, frei, sror, quando precedem nomes pr-              desacompanhados de artigo, quando regidos de preposio. Assim: Vim de
prios: Dona Rosa, Sror Helena, Frei Carlos, Dom Aguirre;
                                                                                         Europa ontem. Morei em Holanda muito tempo. Ela chegou de Frana h
13) geralmente nos adgios, provrbios, mximas, defini<*-*>es e nas ora<*-*>es sen-
                                                                                         pouco. Estivemos em Esccia o ano passado.
, a                                                                                     No se tratando de nomes de parentesco,  facultativo o emprego do artigo
tenciosas: gua mole empedra dura tanto d t que fura. Gato escaldado
                                                                                         P , P (
at d'gua fria tem medo. Gramtica  o estudo dos fatos da lngua. Hist-               antes de ossessivos. Assim voc oder dizer ou escrever: meu caderno ou
ria  a cincia da civilizao. Motorista prudente no dirige embriagado.
                                                                                         o meu caderno); minha amiga (ou a minha amiga), etc.
Homem atrevido dura como vaso de vidro.                                                  Embora comunssimo no Brasil, no  aconselhvel: o meu pai, a minha me,
                                                                                         os meus primos, as minhas netas, etc. Temos de convir, no entanto, que o uso
Importante: toda definio implica o uso do verbo ser. Sem ele, no h                   do artigo, nesses casos, imprime afetividade  expresso.
definio, e, sendo assim, usa-se o artigo: A Geografa divide-se em...A
Histria compreende... A Gramtica condena...;
14) antes de nomes de planetas: Mercrio, Saturno, Pluto, Jpiter, Vnus,               6. Observa<*-*>es importaotes. 1. No confunda o artigo a com a preposio
Marte, Netuno. No entanto, voc deve dizer ou escrever: a Terra, o Sol,
                                                                                         a. O artigo individualiza; a preposio une palavras, subordinando-as.
a Lua.;
                                                                                     !   Exemplos:
                                                                                        - A casa de Paulo foi reformada.
15) nos vocativos: Doutor, que fao agora? Que  isso, menino?;                          art.
16; antes de nomes de dias da semana: sbado, domingo, segunda-feira, sexta-
-feira, etC.;                                                                            - Maria foi a casa a p.
                                                                                         prep. prep.
86                                                                                       87
<012>

2. No confunda, tambm, artigo definido com pronome pessoal do caso
  oblquo. Os pronomes oblquos equivalem aos retos ele, ela, eles, elas:

  - O menino quis entrar no quarto.

  art.


- A moa no quis abrir a porta.

art.


- Faa-o entrar.

  pron.

- Mandei-a abrir a porta.

  pron.

- Nunca a vi to bela !

  pron.

- No os deixe v-la.

  pron.

3. Desacompanhado de substantivo, o artigo definido torna-se pronome de-
  monstrativo com o sentido de aquele, aquela, aquilo, isso, etc.:
  - Conheo a todos, menos o que ali est.
  = ConAeo a todos, meuos aquc/c...
  - ",Como so sbios os que so tolos somente em amor !" (JoseuA CooKE).
  = Como so sbios aqueles...
  - "Nas revolu<*-*>es h dois gneros de pessoas: as que as fazem e as que as aproveitam"
  (NAPOLEO).
  = Nas revolu<*-*>es A5 dois gneros de pessoas: aquelar que as fazem e aquelas...

  - Frio faz  na Inglaterra. Eu que o diga.
  = Frio faz  na Inglaterra. Eu que diga issa.

4. Toda e qualquer palavra antecedida de artigo  um substantivo, pertena
  ela aqualquer das classes: um sim, um no, o talvez, osporqus, o qu, os tt,
  osprs, os contras, oj, o mi, o trs, o dez, oporm, o seno, etc.

5. No se deve repetir o artigo em ora<*-*>es com superlativos relativos.
  Assim, por exemplo:
  - Escolhemos as li<*-*>es as mais difceis.

Deve-se dizer ou escrever sempre:
  - Escolhemos as li<*-*>es mais difceis.
  ou: - Escolhemos as mais difceis li<*-*>es.
  o<*-*>: - Escolhemos li<*-*>es as mais difceis.

6.  obrigatrio o uso do artigo quando o possessivo vem desacompanhado
  de substantivo. Assim, por exemplo:
  - Bela casa a sua.

- Paulinho, pelojeito, j fez das suas.
- Como vo os seus?

7. A lngua portuguesa moderna exige artigo nestas express<*-*>es: todo o mun-
  do, a todo o galope, em todo a caso, a todo o momento, a toda apressa, a todo
  o instante, a todo o transe, a todo o cx<*-*>sto, etc.

8. O artigo indefmido antes de numeral significa aproximadamente:
  - Esperei por ela umas duas horas.
  - Acho que ela tem uns noventa anos.
  - Daqui a Bauru deve haver uns trezentos quilmetros.

9. s vezes, usa-se o indefinido como reforo da idia que se quer exprimir:
  - Estvamos com uma fome !
  - Fiz o trabalho com uma vontade !

10. No  aconselhvel fazer uso constante do indefinido, mormente antes
  de pronomes demonstrativos. Assim, por exemplo:
  - Trataram-me com uma pacincia impressionante.-
  - Eles tinham um certo receio do mar.
  - "Entra quase sempre uma certa parte de temor no respeito" (VoLrAiRE).
  - Esse menino, quando quer uma determinada coisa, quer mesmo.
  - Fui apresentado a um outro filho de Roberto.

Em todos os exemplos, o artigo indefinido  perfeitamente dispensvel.

11. A presena do indeftnido antes de predicativo com verbo ser no chega a
  constituir erro, mas omiti-lo ser elegante:

- Ricardo  bom patro.
Em vcz de: Ricardo E um bom patro.

- Pedro  homem honesto.
Em vcz dc: Pedro  am Aomem Aonesto.

- Mnica  tima aluna.
Em vez de: M6nica  uma btima aluua.

12. Antigamente, usava-se a preposio de junto de substantivos concretos,
  para indicar parte ou quantidade indeterminada deles:
  - Bebers do vinho sagrado, comers do po e vivers vida eterna.
  - No diga nunca: "Desta gua no bebrei".





88 89
<012>

NUMERAL


l. O que  nomeral. Numeral  a palavra que d idia de nmero: cinco, dez,
quinto, dcimo, quintuplo, tero, ambos, etc.

2. Os tipos de oameral. Existem 4 tipos de numeral: os cardinais, os ordinais,
os multiplicativos e os.fracionrios.
O numeral cardinal indica quantidade: um, dois, trs, quatro, cinco, etc.
O numeral ordinal indica ordem, posio: primeiro, segundo, terceiro, quarto,
quinto, etc.
O numeral multiplicativo indica multiplicao: duplo, triplo, qudruplo, qun-
tuplo, etc.
O numeralfracionrio indica diviso: um tero, um quarto, am quinto, etc.

3. Os oumerais ordinais. Como alguns numerais ordinais so desconhecidos
da maioria das pessoas, aqui est a lista completa deles, a par dos cardinais:

Numerais           Numerais
card10ai5              ordina15
1           I      -   primeiro
2           II     -   segundo
3           III    -   terceiro
4           IV     -   quarto
5           V      -   quinto
6           VI     -   sexto
7           VII    -   stimo
8           VIII   -   oitavo
9           IX     -   nono
10          X      -   dcimo
11          XI     -   dcimo primeiro, undcimo
12          XII    -   dcimo segundo, duodcimo
20          XX     -   vigsimo
30          XXX    -   trigsimo
40          XL     -   quadragsimo
50          L      -   qninquagsimo (cuincua)
60          LX     -   sexagsimo
70          LXX    -   setuagsimo (sem p)
80          LXXX   -   octogsimo (octo)
90          XC     -   nonagsimo
100         C      -   centsimo
200         CC     -   ducentsimo
300         CCC    -   trecentsimo (tre)
400         CD     -   quadringentsimo
500         D      -   qingentsimo (cuingen)
600         DC     -   seiscentsimo, sexcentsimo
700         DCC    -   setingentsimo (sem p)
800         DCCC   -   octingentsimo
900         CM     -   nongentsimo, noningentsimo
1000        M      -   milsimo
2000        MM     -   segundo milsimo

4. Os oomerais maltiplicativos Estes so os nicos numerais multiplicativos
existentes em portugus:

Namerais cardioais

  1 ..........................................
  2 ...... ......... . ...... .. . ......
  3 ..........................................
  4 ..... . ......... ....... .... . ....
  5 ...... .. ................................
  6 ........................... ........
  7 ..........................................
  8 ........ . ....... .. . . ..........
  9 ..........................................
l0 .................. .... . ........ ...
ll .... .....................................
12 .................. ...... . ........ .. .
100 ........ .................................

Numerais multiplicatiros

  simples, singelo
  duplo, dobro
  triplo, trplice
  qudruplo
  quntuplo
-1 sxtuplo
  stuplo
-1 ctuplo
  nnuplo
  dcuplo
-1 undcuplo
  duodcuplo
  cntuplo


5. O oso dos cardinais e dos ordinais em casos especiais. Ao falar de Papas,
Reis, Principes, anos e sculos, empregue, de 1 a 10, os ordinais:

  Napoleo I (primeiro) Ano III a.C. (terceiro)
  Nicolau II (segundo) Ano I d. C. (primeiro)
  Paulo VI (sexto) Ano VIII (oitavo)
  Pio IX (nono) Sculo II a.C. (segundo)
  D. Joo IV (quarto) Sculo V (quinto)
  Lus X (dcimo) Sculo X (dcimo)
De 11 em diante, empregue os cardinais:

Leo XIII (treze) Ano XI a.C. (onze)
Pio XI (onze) Ano XII d.C. (doze)
Lus XV (quinze) Sculo XV (quinze)
Joo XVI (dezesseis) Sculo XIX (dezenove)


6. Observa<*-*>es importaotes. 1. No confunda o numeral cardinal um com o
artigo indefinido nm. Um ser numeral quando aceitar qualquer destas pala-
vras antepostas: s,somente, apenas, unicamente. Um ser artigo indefinido
quando for possvel acrescentar as palavras certo ou qualquer. Vejamos exem-
plos:

- Comprei am caderno, porque no tinha mais dinheiro.
= Comprei apcnas um caderno, porquc n-ao tinha mais dinhciro.

Trata-se, portanto, de numeral.
  - Achei um caderno na rua e o trouxe para casa.
  = Achci um caderno q<*-*>alq<*-*>w na rua c o trouxe para casa.

Trata-se, agora, de artigo indefinido.
Quando artigo indefinido, um tem como plural uns; quando numeral, dois,
trs, quatro, etc. Portanto, se a inteno  declarar quantidade, trata-se de nu-
90 9I
<012>

meral; se, por outro lado, o objetivo  dar idia vaga ao substantivo, tem-se
artigo indefinido.
Vejamos mais alguns exemplos:
  - "Um s vcio destri muitas virtudes" (soutctri).

  num.

- O rapaz tinha um vcio de que no me lembro agora.

  an.

2. Somente os ordinais um, dois e as centenas  que possuem feminino: cento
  e uma vezes; duas folhas; trezentas canetas; novecentas raz<*-*>es, etc.

3. s vezes, usam-se os cardinais pelos ordinais, a ttulo de brevidade:

  - casa vinte e um (em vez de a vigsimaprimeira casa);
  - pgina trinta e dois (em vez de a trigsima segundapgina).

Os cardinais um e dois, nesse caso, no variam.

4. Quando se trata do primeiro dia do ms, deve-se dar preferncia ao or-
  dinal:

- Hoje  Qrimeiro de janeiro.
Em vcz de: Hojc  um de janciro.

Alis, ficaria at muito sem graa se, ao aplicarmos uma boa mentira em al-
gum, dissssemos logo aps a descoberta da farsa:

  - Bobo, voc no sabe que hoje  UM de abril?

5. No se deve iniciar orao com algarismos. Assim, por exemplo:
  - l6 anos era sua idade.
  - 4.ODD anos tem a histria de Israel.

Corretamente, escreve-se:

- Dezesseis anos era sua idade.
- Quatro mil anos tem a histria de Israel.

6. Ambos os dois, ambos de dois, ambos e dois e ambos a dois so locu<*-*>es pleo-
  nsticas de largo emprego entre os melhores escritores da lngua, que, se
  discretamente e muito a propsito, ainda podem ser usadas.

7. Ambos  chamado numeral dual porque sempre se refere a dois seres.

PRONOME

'. O que  prooome. Comecemos com exemplos:
  - Ela namora muito.
  Eb  pronome porque substitui um uome (Maria, Slvia, M<*-*>nica, Cristiaa, ou qualquer outro).

92

  - Martinha passeia com seu tio.
  Sn E pronomc: le) porquc modifca um nomc IrioJ, fazcndo as vczcs dc um autc<*-*>atico adjctivo;
  2o) porquc, tambEm, Iaz rcfer<*-*>cacia  3<*-*> pessoa, pois rm = dcla, dc Nmti<*-*>Aa.

  Pronome , pois, a palavra que substitui ou modifica um nome, sempre em
  referncia a uma das pessc..<*-*>.
  Como se viu, o pronome pode, ao mesmo tempo, substituir e .modificar um
  nome.  o caso do segundo exemplo:

  - Martinha passeia com seu tio.
 Sev substitui Martinba (seu = dc MarrinNa) e modifca o aome tio, funciooaodo como aut<*-*>cntico adjctivo.

  2. Os tipos de prooome. Existem seis tipos de pronome: os pessoais, os pos-
  sessivos, os demonstrativos, os indefinidos, os relativos e os interrogativos.
  3. As pessoas. Existemtrs pessoas:
; - 1<*-*> pessoa:  a que fala (eu, nsJ;
  - 2<*-*> pessoa:  a com quem se fala (tu, vsJ e
  - 3<*-*> pessoa:  a de quem se fala (ele,ela. eles, elasJ.

  Nada mais lgico existirem essas trs pessoas: quando conversamos, s pode
I. haver trs situa<*-*>es:
  = a de quem fala (1<*-*> pessoa);
  - a de quem ouve (2<*-*> pessoa) e
  - a de quem se fala (3<*-*> pessoa).


4. Os prooomes pesso<*-*>is. Os pronomes pessoais servem para substituir as
pessoas. So os retos, os obliquos e os de tratamento. Eis o quadro dos prono-
mes pessoais retos e o dos pronomes pessoais obliquos:


Prouomes Peso<*-*>is Retos


eu
tu
ele (ou ela)
ns
vs
eles (ou elas)

Prooomes Pessozis Oblq<*-*>os
me, mim, comigo
te, ti, contigo
o, a, Ihe, se, si, consigo
nos, conosco
vos, convosco
os, as, lhes, se, si, consigo

Os retos funcionam como sujeito:
  - Eu corri bastante.
  - Ela chegou cedo.

Os oblquos funcionam como objeto:

  - Ela me beijou !
  - Mnica  excessivamente vaidosa: s6 fala de si mesma.

<*-*>98
<012>

Os pronomes de tratamento so usados no trato corts e cerimonioso. Eis os
principais:

- Voc (V./, Voc<*-*>s /l'V./: - usados no tratamento ntimo. (Originam-se de Vossa
Merc.);
- Senhor (Sr. J, Senhoro (Sr<*-*>J. Senhores (Srs. J, Senhnras (Sr<*-*>'/: - usados no tratamento
respeitoso;
- Vossa Senhorita (V. S<*-*>/. Vossas Senhorias ( V. SpJ: - usados para comerciantes, fun-
  cionrios de igual categoria de quem escreve, chefes de seo, Coronis e Oficiais de
patente equivalente ou superior. (Note que o plural se faz com o acrscimo de s 
  letra elevada. Esta abreviatura, portanto, no existe: VV. SS.);
- Vossa Excelncia (V. Ex<*-*>.). Vossas Excelncias (V. Ex."/: - usados para altas autori-
dades, como: Presidentes da Repblica (sempre por extenso), Embaixadores, Minis-
tros de Estado, Governadores, Generais, Professores catedrticos e outras autorida-
des de importncia;
- Vossa Magnificncia ( V. Mag.<*-*>J, Vossas Magnific<*-*>ncias ( V. Mog.e/: - usados para Rei-
tores de Universidades;
- Vossa Revrr<*-*>ncia (V. Rev.tJ, Vossos Rever<*-*>ncias (V. Rev.r/: - usados para frades,
freiras e freis;
- Vossa Reverendissima ( V. Rex"'/, Vossas Reverendssimas / V. Rev."'/: - usados para
padres;
- Vossa Excel<*-*>ncia Reverendissima (V Ex.<*-*> Rev."/, Vossas Excel<*-*>ncios Reverendssi-
mas(V. Ex."Rev.""/: - usados para Bispos e Arcebispos;
- Vossa Emintncia ( V. Em. 'J, Vossas Emin<*-*>ncias ( V. Em. "J: - usados para Cardeais;
- Vossa Paternidode (V. P./, Vossas Paternidades (VV. PP./: - usados para abades e
demais superiores de ordens religiosas;
- Vossa Alleza ( V. A. /, Vossas Altezas ( VV. AA. J: - usados para Prrlcipes;
- Vossa Majestode /V. M./, Vossas Majestades (VV. MM./: - usados para Reis e Impe-
radores.

Note as abreviaturas dos trs ltimos pronomes, notadamente os plurais, com
duplicao das letras: sempre que a abreviatura no singular no tiver letra ele-
vada, duplicam-se as letras no plural.

- Vossa Meridssima, Vossas Meritissimas (sempre por extenso): - usados para Juzes; e
- Vosso Santidode (tambm sempre por extenso): - usado para o Papa.

5. Os prooomes possessivos. Quando digo <*-*>`meu livro", estou afirmando que
eu (1<*-*> pessoa) sou dono do livro. Portanto, meu substitui um nome e indica
posse.
Pronomes possessivos so, ento, os que substituem as pessoas e, ao mesmo
tempo, do idia de posse. Eis os principais pronomes possessivos:

- da 1<*-*> pessoa: meu, minha, meus, minhas;

nosso. nossa, nossos, nossas.
- da 2<*-*> pessoa: teu, tua, teus. tuas;

rosso, vassa. vossos, vossas.
- da 3<*-*> pessoa: seu, sua. seus, suas.

Veja-os em frases:
- "Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal: eis a
minha religi ' (LtNcoLN).
- "Os vcios dos outros esto diante dos nossos olhos, os nossos esto atrs de ns"

(SENECA),
<*-*> "A considerao dos outros conquista-se prodigalizando a nossa" (A. LozANo).
- "Procura a satisfao de ver morrer os teus vcios, antes que morras" (SENEcA).
- "Aquele a quem confiais vosso segredo torna-se senhor de vossa liberdade" (LA

  ROCHEFOUCAULD).
- "A virtude  como o percevejo: para que exale seu cheiro  preciso esmag-lo"
(C. Dossl).
- "No meio  que a virtude tem firme o seu lugar;
quem vai pelos extremos no a deseja achar" (SILvA ALvARENcA).

6. Os pronomes demoostrativos. O prprio nome est indicando: demonstram,
apontam. Mas, recorramos novamente a um exemplo: quando digo ,<*-*>este
livro", estou afirmando que o livro se encontra perto de mim, a pessoa que
fala. Por outro lado, <*-*><*-*>esse livro" indica que o livro est longe da pessoa que
fala e prximo da que oave; <*-*><*-*>aquele livro", longe de ambas as pessoas. Os
principais pronomes demonstrativos so:

- este, esta, estes, estas;

- esse, esso, esses, essos;
- aquele, aquela. aqueles, aquelas;
- isto, isso, aquilo;
- mesmo, mesma, mesmos. mesmos;
- prprio,prpria,prprios,prprias;
- tal, tais, semelhonte, semelhantes.

Veja-os em frases:
- "Eu diria com Loureno, o Magnfico, que os que no contam com outra vida, mor-
reram tambm paraesta" (EckERMANN).
- "O maior pecado para com o prdximo no  odi-lo, mas ser-lhe indiferente; essa 

a essncia <*-*>a desumanidade" (G. BERNARD SHAW).
- "Quando uma mulher se casa pela segunda vez, isso  sinal de que detestava seu
primeiro marido. O homem, ao contrrio, s torna a casar se adorou sua primeira
mulher" (OscAR WILDE).
- "O corao  um vaso onde passa o sangue. O corao que no  isto, e simples-
  mCnTC iJtO, E Um l010" (CAMILO CASTELO BRANCO).
- "A vida  uma batalha em que aquele que morre est certo de obter a cruz"

  (ANBNIMO).
- "A vida  tolervel somente quando esquecemos nossaprpria pessoa" (ANNIMo).
- "Quando no tm mais do que se jactar, os homens jactam-se das prQrias desgra-
  as" (A. GRAF).
- "A cada passo encontramos cezinhos a brincar uns com os outros; parece que
  entre eles reina sincera amizade; mas se lhes atirardes um osso, quando brincam,

94 95
<012>

ei-los inimigos; comeam a rosnar, atr<*-*>ando, e da a pouco se dilaceram. Tal ,.         ,    - "Existem vozes que do  alm<*-*>5ensao fria e viscosa de certas mos sobre a pele"
freqnentemente, a amizade dos irmos, Ite pais e de fllhos" (EPIcrETo).                   i    (M. ROLLINAT).
- Jamais faramos semelhante coisa.                                                            - Mais amor e menos confiana.
                                                                                               "A alma de muita gente
- "Nenhum homem engana as mulheres. Geralmente so elas mesmas que se enga-                    -
nam" (CAMPOAMOR).                                                                         <*-*>     como um rio profundo:
                                                                                               a face to transparente,
7. Os proeomesiodefioidos. Quando digo '<*-*>algum entrou", o pronome algum                 <*-*>,   e quanto lodo no fundo!..." (BELMIRo BRAGA).
                                                                                               - "Vers quanta tolice, quanta velhacaria, quanta baixeza se oculta sob a mscara do
substitui um nome cuja identidade no  conhecida; trata-se, pois, de um                       bom-senso" (A. GRAF).
pronome indefmido. Os principais pronomes indefinidos so:                                     - "Porque tenho conhecido tantos homens, sei que h mister muito tempo para 5e
- algo, algum, algum, alguma, a/guns, algumas:                                           <*-*>    conhecer um homem" (PADRE ANTNIo VIEIRA).
- nada, ningum, nenhum, nenhuma, nenhvns, nenhumas;                                      <*-*>    - "<*-*> corao humano  uma grande necrpole ! Abramos nossas recorda<*-*>es: quan-
- tudo, todo, toda, todos, todas;                                                              tos tmulos!" (E. e J. GoNcouRT).
                                                                                          i
- coda, quolquer, quaisquer, certo, certa. certos, certas;                                     - "Acusar a outrem pelas prprias desgraas  prprio dos ignorantes; acusar-se
- mais, menos, muito. muita, muitos, muitas;                                                  unicamente a si  prprio do homem que comea a instruir-se; no acusar nem a si
- pouco,pouca,poucos,poucas;                                                              <*-*>    nem aos outros  qlfalidade do homemj instrudo" (EeIcTETo).
- tanto, tanta, tantos, tantas;                                                           '    - "O que muita5 vezes nos impede de nos afundarmos num s vcio,  termos vrios"
- quanto, quanta, quantos, quantas;                                                       <*-*>    (LA ROCHEFOUCAULD).
                                                                                          ,
- outrem, outra, outros, outros;
- vrio, vria, vrios, vrias;                                                               Existem locu<*-*>es pronominais indef'1nidas: cada um, cada qual, todo aquele
- diverso, diversa. diversos, dit<*-*>ersas;                                                  i    que, quem quer qtte seja, seja qualjor, seja qaemjor, etc.
- um, umo, uns. umos (quando isolados).
                                                                                               Veja-as em frases:
Veja-os em frases:                                                                             -
                                                                                               "A vida  uma Babel: cada um de ns vale por uma nao" (M AcH ADo DE Assls).
- "$e existisse um vestido belssimo, um vestido dum esplendor excepcional, que s             - "A experincia  um nome que cada qual d aos prprios erros" (OscAR WILDE).
poderia ser vestido para ir ao cadafalso, no faltariam mulheres capazes de fazer              - "Todo aquele que desconfia convida os outros a tra-lo" (Vo Lr AIRF).
algo<*-*>para vesti-lo" (A. KARR).                                                                 - "Tempo perdido  todo oquele que no se gasta em amar" (T. TAsso).
- Ningvm peca sem que olgum tente.                                                           - Ningum pode anogar-se odireito de tirar a vida de quem quer que seja.
- "A violncia no deixa de ter alguma parentela com o medo" (A. GRAF).                        - "Obedea  lei, seja qualJor" (PTAco).
- "Nada  to estpido como vencer; a verdadeira glria  convencer" (VIcToR
                                                                                          ;
Hu Go).                                                                                        8. Os pro0omes relativos. Veja este exemplo:
- "Se os meus soldados pensassem, j no haveria rrenhum nas filas" (FREDERIco II,             - A propaganda que fizemos, foi eficaz.
DA PRlS SSIA).                                                                                 0 pronome que se diz relatiro porque substitui o nomc antcccdente propogw<*-*>da: A propaganda a q<*-*>ml f1zcmos, Ioi
- "Peas tudo a ti mesmo e nada aos outros" (C. FIEssINGER).                                   erea2.
- "Partir  o nico verbo realmente delicioso de todos os dicionrios. Partir  o nico
e real gozo inebriante, o gozo de deixar com dor ou alvio, pensando no que pode vir           Veja mai5 e5te:
a acontecer no futuro misterioso. Partir  a ilus<*-*>o de avanar, de libertar-se, de ir          - "A vida  um crcere, cuja chave  a morte" (MoRAIs CARNEIRo).
alm,  fugir para flcar sem abonecimentos. No h quem parta sem ter no fundo                 Note: o pronome enjo  re1ativo: modifea o nome anteeedenle crn1e, embora ooneorde eom o eon5eqente cMvr.
da alma um certo contentamento. Partir  a aventura,  o oceano do novo. E como
em todas as coisas, frente a frente esto o Bem e o Mal, um vesho h diante do verbo           Pr'Onome relativo , pOiS, aQuele Que SubStitui Ou m0dii<*-*>lCa um n0me anteCe-
partir, que guarda a melancolia e desiluso: - voltar!..." (GoooFREDo de ALENcAR).             dente. Chamam-se relativos porque sempre se relacionam com outros termos.
- "Todos apreciam e admiram a simplicidade, poucos a adotam; ningum a inveja"                 Os principais pronomes relativos so:
(CONDESSA de $GUR).
- "A felicidade de cada indivduo funda-se na desgraa alheia: o conforto e a comodi-          - que, quem, onde, como;
dade de uns exige as priva<*-*>es e a infelicidade de outros" (TuRGuENEv).<*-*>                       - o qual, a qual. os quais, as quais;
- "Uma garota e um copo de vinho curam qualquer necessidade; e quem no bebe e                 - quanto, quanta, quantos, quantas;
no beija,  pior que um mono" (GoErHE).                                                       - <*-*>jo.<*-*>ja, cujos, cujas.
96
<012>

Veja-os em frases:                                                                                                            0 pronome se diz adjetivo quando modifica um substantivo. Exemplos:
- "O amor  uma planta primaveril que perfuma tudo com sua esperaoa, at as runas                                           - "Nenhuma mulher fala de mulheres sem pensar em si; nenhuma pensa em si sem pen-
a que se prende" (FLAusERT).                                                                                                  sar muito nas outras" (SuARD).
- "Toda revelao de um segredo  culpa de quem o confiou" (LA BRuv<*-*>RE).                                                      - "Certas mulheres so como os cigarros acesos: no os tomando pelo lado certo,
- "A escola da experincia  a nica orrde podem aprender os insensatos" (FRANx LIN).                                         arrisca-se de ficar queimado" (F. A. DE ToRR Es).
- Voc viu o modo como o avio aterrou?                                                                                       - "A mulher  uma tlor que se estuda, como a tlor do campo, pelas suos cores, pelas
- "Abuso de autoridade: d-se geralmente este nome a todos os atos de um governo                                              suas folhas e, sobretudo, pelo seu perfume" (JosE uE ALENcAR).
do qual no fazemos parte" (P. V<*-*>RoN).                                                                               <*-*>    -   - "Pouca gente sabe ser velho" (LA RoceEEoucAuLD).
- "O vinho p<*-*>e um homem fora de si e d ao seu esprito qualidades s quais ele                                              - "No fundo de cada homem est latente a violncia. O riso e a alegria so simples
estranho nos momentos de sobriedade" (ADD IsoN).                                                                              artifcios" (C. MALHE IRos DI As).
- "A liberdade  o direito de fazer tudo quanto no prejudique a liberdade dos outros"                                        <*-*> - "Associar o vcio ao talento no  de ulgum modo lanar a gldria no lodo?" (BARXo
(TURGOT).                                                                                                                     DE STASSART).
- "Se a natureza tivesse tantas leis quantas o Estado tem, nem Deus poderia govern-                                          Importante: modificando substantivo claro ou subentendido, o pronome ser,
-la" (L. B<*-*>RNE).                                                                                                              da mesma forma, adjetivo. Neste exemplo:
- "H<*-*> pessoas clija averso e desprezo honram mais que os seus louvores e amizade"
(MARQUES DE MARIC).                                                                                                          - Minha casa  maior que a suo.
- "A infncia  um jardim maravilhoso, cintilante de flores e de frutas, mas em cujas                                         ambos os pronomes (minha e suaJ so adjetivos, pois o subentendimento do
grades e rvores h este aviso:  proibido colher tlores;  proibido comer frutas"                                            substantivo casa aps o segundo pronome  evidente. A sua omisso, neste
(F. DE CROISSET).
                                                                                                                              caso, visa favorecer o estilo. Bem diferentes, no entanto, so os pronomes
9. Os prooomes <*-*>oterrogstivos. Sempre que voc encontrar os pronomes que,                                                     desta frase:
                                                                                                                     !
quem, qual, quais, qaanto, quanta, qt<*-*>antos, quantas, em ora<*-*>es interrogativas,
                                                                                                                              - Carlos e Fernando so bons alunos; este, mais estudioso; aquele, mais inteligente.
sero pronomes interrogativos. Exemplos:                                                                             f        onde ambos os pronomes grifados so substantivos` j que nada h oculto ou
"Que fazer nos momentos de infelicidade, desespero e desiluso?
-                                                                                                                             subentendido. Nesta situao, sim, podemos afirmar, sem receio algum, que
Olhar para o cu, se for noite; olhar para um jardim, se for dia..." (ANTuNEs PALI-
NURO), -                                                                                                                      o pronome substitui o nome.
- "As rela<*-*>es so tudo na vida. Um homem que no vale nada, existe somente em                                       <*-*>        11. Observa<*-*>es importaotes. 1. Quando uma forma verbal termina em -r,
virtude dos que o circundam. Quem se ocuparia dos dois ladr<*-*>es se no fossem co-
locados ao lado de Jesus Cristo?" (A: ScHoLL).                                                                       (        -s ou -z, e se acreseentam os pronomes o, a, os, as, estes se transformam em
- "Queres somente tu ficar sbrio entre os bbedos? Qual seria a conseqnncia? De                                    ',       lo, la, los` las, desaparecendo aquelas consoantes. Exemplos:
pareceres a eles o nico bbedo" (WIELAND).                                                                                   _
- Quanta mentira no h num beijo? Quanto venno? Quanta traio?" (A Ls INo                                                  0  uno prccisou comp <*-*>mpra<*-*> prg biS.
FORJAZ DE SAMPAIO).                                                                                                  ;        - O menino quis o doce.
Nestc exemplo, os pronomen so cbamadon ir<*-*>Gcjnidar intrrrodatiw.r, pois guardam caractcrsticas de um e dc outro.   ;        0 menino quis + o = qui-lo.
                                                                                                                             - A mulher comp<*-*>s a msica.
10. Prooomes sobstaotivos e prooomes sdjetivos. O pronome se diz substantivo                                         ;        A mulhcr compbs + a= compo-b.
quando substitui um substantivo. Assim, por exemplo:                                                                          - A me fez as cran<*-*>as dormirem.
                                                                                                                              A mc fez + as= f8-/as.
- "Se tudo no findasse, ah, que estopada seria a vida neste mundo!..." (BELMnto
)                                                                                                                    ;        0 que ocorre, nesses casos,  o fenmeno da assimilao: comprar-lo, com-
                                                                                                                     
BRAGA.
- "<*-*>`OdOS raClOClnam, maSjlOIlCOS h<*-*> QIlC SC)am raZO<*-*>VCiS" (CHEVALIER DE MER).                                      <*-*>        pra-llo, compr-lo. O r assimila-se ao !. Lo` La, los, las, so nossos pronomes
- "O beijo  uma estrofe qve duas bocas rimam" (CoELHo N ETo).
                                                                                                                              arcaicos.
- "Se tiverdes apenas a beleza e nada mais, tereis a melhor das coisas que Deus criou"                                        Se a forma verbal termina em -m ou em som nasal, os pronomes o, a, os, as se
(R. BROWNING),
- "A beleza  uma carta de timas referncias no comrcio dos homens, e no h                                                transformam em no, na, nos, nas:
ningum que seja to brbaro e to boal, que no ique extasiado pela sua doura"                                             - Os alunos guardaram o livro.
(MONTAIGNE).                                                                                                                  Os alunos guardaram + o = guardaram-no.
                                                                                                                              gg
<012>

- O menino p<*-*>e as canetas no bolso.
O meoioo p& + aa = pc-nar.

O fenmeno se deve, igualmente,  assimilao, e se denomina intercalao
eu Jnica.

  2. Eu e tu so pronomes que s funcionam como sujeito e como predicativo:

  - Eu estudei.
  Eu = sujeito.
  - Tu brincas.
  Tu = sujeito.
  - Eu no sou tu.
  Eu = sujcito; tu = predicativo.
  - Tu no s eu.
  Tu = sujeito; w = prcdicativo.
Tais pronomes no podem aparecer regidos de preposio. Assim, por
exemplo.

- No h nada entre eu e tu.
- Ela no ir a Santos sem eu.

Neste caso, empregam-se as formas oblquas mim e ti:

  - No h nada entre mim e ti.
  - Ela no ir a Santos sem mim.

No entanto, se se tratar de sujeito, evidentemente, usam-se as formas retas:

  - <*-*>Ela trouxe um disco para eu ouvir.
  - Comprei um livro para tu leres.

Mas:

- Ela trouxe um disco para mim.
- Comprei um livro para ti.

3. O pronome pessoal  sujeito quando aparece em ora<*-*>es comparativas:

  - Paulo  maior que eu.
  Eu  sujcito da oraGo comparativa.

- Fernando escreve como tu.
  Tu  sujeito da orao comparava.

4. Conosco e convosco funcionam como adjuntos adverbiais de companhia:

  - Os meninos vieram conosco, mas voltaro convosco.
  - Trouxemos as crianas conosco.
  - Oraremos convosco.

.1parecendo palavras reforativas, tais como mesmos, prprios, todos, outros,
etc., usam-se as formas analticas com ns, com vs:

  - Os meninos vieram com ns mesmos, mas voltaro com vs outros.

100

- Trouxemos as crianas com ns todos.
- Orarei com vsprprios.


5. Os pronomes si e consigo devem estar em rigorosa correspondncia com o
  sujeito:
  - Maria trouxe toda a bagagem consigo.
  Conrigo se reierc ao prprio sujeito Maria, poia mnsigo = 3, pessoa, e Maria = 3, peseoa.

  - Fernando s pensa em si.
  Si sc rcferc ao prprio sujcito Fcrnando, pois si = 3<*-*> pessoa, e fcrnando = 3, pessoa.

  Incorretas, portanto, esto frases deste tipo:

  - Maria, preciso falar consigo.
, Consigo no se refcre ao sujeito w, pois coruigo = 3, pessoa, c w (de preciuo) =1<*-*> pessoa.

  - Fernando, conversamos muito sobre si ontem.
  Si no x rcferc ao sujeito nds, pois ri = 3<*-*> peasoa, e nw (dc conacrJamw) =1, pessoa.

6. Voc, vocs, so pronomes de tratamento de 2<*-*> pessoa, mas levam o verbo
  para a 3' pessoa, assim como todos os pronomes de tratamento:

  Voc est com pressa?
  - Vocs esto com pressa?
  - Vossa Senhoria quer um caf?
  - Vossas Senhorias querem um caf?

Quando_ se faz referncia  pessoa, usa-se o possessivo sua em vez de vossa:

  - Paulo, Sua Senhoria no poder atend-lo hoje.
  - Cristina, prepare um bom cai para Suas Senhorias.


7.  comum aparecerem os pronomes pessoais me, te. nos` vos, !he e lhes co-
  mo possessivos, embelezando o estilo:

  - Veja, as crianas rasgam-me o livro.
  = Veja, as crianas rasgam o mw livro.
  - "Divertem-nos a ateno os pensamentos, suspendem-nos a ateno os cuidados;
  prendem-nos a ateno os desejos; roubam-nos a atenGo os afetos" (PADRE ANT-
  NIO VIEIRAj.-
  Em todos os quatro casos, o prooome nos equivale a nor.ra.
  - "Se vires um homem prestes a ficar debaixo de um auto, no o segures, porque, em
  vez de agradecer o Ihe teres salvo a pele, queixar-se- de que !he amarrotaste a man-
  ga" (PITIGRILLIj.
  Em ambos os casoa, o prooome !lu est por .ow (ou dcic).

  Sintaticamente, porm,  discutvel a funo de tais pronomes.
  Muitos os consideram adjuntos adnominais; outros, objetos indiretos. Ambas as
  anlises so aceitas. A ns, no obstante, parece-nos mais razovel co<*-*>sider-
  -los objetos inciiretos.
i
,
  101
<012>

8. Nomes de partes do corpo, de peas de vesturio e de faculdades do espri-
  to rejeitam possessivo quando a idia de posse  clara (geralmente em re-
  ferncia ao sujeito). Vejamos exemplos:

  - Rapei a cabea.
  E no: Rapei a minha cabca.

- Ela cortou o dedo.
  E no: Ela cortou o scu dcdo.
- Os meninos quebraram a perna.
  E no: Os mcninos quebraram a pcrna dcks.
- Rasguei as calas.
  E no: Rasguei as minlm.r cal<*-*>as.
- Ela sujou o vestido.
  E no: Ela sujou o sc<*-*> vcstido.
- Renata trazia os sapatos  mo.
  E no: Rcnata trazia os scur sapatos  mo.

- Ela perdeu ojuzo.
  E no: Ela perdeu ojuzo dcb.
- Usaremos a inteligncia.
  E no: Usarcmos a nossa iutclig8ncia.
- Recuperei os sentidos em minutos.
E no: Recuperci os mcus scntidos cm minutoa.

Repare que tais nomes sempre esto em referncia ao sujeito. Quando isto
no ocorre, usa-se o possessivo:
  - Minha cabea est doendo.
  - Nosso inteligncia  incomum.
  - Seu vestido st sujo.
  - Os sapatos dela vivem sujos.

9. A palavra casa, quando sinnima de lar, residnciaprpria de qtiemjala ou
  daquele a quem sejaz rejerncia, no admite possessivo, a no ser em casos
  enfticos. Exemplos:
  - Vou a casa buscar dinhciro.
  E no: Vou a minM casa buscar dinheiro.

- Ele foi a casa.
E oo: Ek foi a .aw casa.

No entanto, a nfase exige o possessivo:
  - Em minho casa  que ningum ir cantar de galo.
  - V dormir na suo casa, no na minha.

10. As vezes, o possessivo no indica posse, mas afeto, cortesia, respeito, ou
  mesmo ironia:

- Meu caro amigo, acalme-se!
- Sentc-se, minha senhora!

- Minhas senhoras e meus senhores...
- Esto zombando de voc, no est percebendo, seu bobo?

11. Seu, nas express<*-*>es seu Jos, seu Joo, etc.,  reduo de senhor.

12.  facultativo o uso de artigo antes de pronome possessivo:
  - meu professor (ou: o meu professor);
  - minha biblioteca (ou: o minha biblioteca);
  - sua caneta (ou: o sua caneta);
  - nossa vizinha (ou: a nossa vizinha).

No se pode dizer o mesmo quando o possessivo antecede nome de parentes-
co, ttulo ou dignidade:
  - minha me (e no: a minha me);
  - teu pai (e no: o teu pai);
  - nossa prima (e no: u nossa prima);
  - Vossa Excelncia (e no: a Vossa Excelncia);
  - Sua Magniftcncia (e no: a Sua Magnificncia);
  - Nosso Senhor (e no: o Nosso Senhor);
  - Nossa Senhora (e no: a Nossa Senhora).

13. Mesmo e prprio, quando demonstrativos de carter reforativo, variam
  em gnero e nmero:
  - Mnica mesma falou com as crian<*-*>as.
  - Fernando e Mnica mesmos falaram com as crianas.
  - Elesprprios falaram com as crianas.
  - Elasprprias falaram com as crianas.

14. O, a, os e as so pronomes demonstrativos quando equivalem a aquilo,
  aquele. aquelas, isso, etc.:
  - "<*-*> que tem muitos vcios tem muitos mestres" (PEntARc A).
  = Aquck que lem muitos vtcios...
  - "O que muitas vezes nos impede de nos afundarmos num s vcio,  termos vrios"
  (LA ROCHEEOUCAULD).
  = Aqrilo que muitas vezes...
  - "Eu sou uma parte de tudo o que encontrei" (TEt<*-*>rrrvsoN).
  = Eu sou uma parte de tudo aquib que encontrei.
  - "A sorte 6 mulher e bem o demonstra: de fato, ela no ama os homens superiores"
  (FAGus).
  = A sortc  mulher e bcm dcmonstra i.va: de fato...

- "O maior sbio  aquele que no sabe que o 6" (Bo<*-*>LEAu).
= O maior nlbio  aquek quc nio sabe que  isso.
- Voc j viu a que se elegeu Miss Universo?
= Voc j viu aqucb que se elcgeu...

- "Vivem s os que lutam" (VicroR HuGo).
= Vivem sd a<*-*>cks que lutam.

102 103
<012>

"A vida  uma tragdia para os que sentem e uma comdia para os que pensam"
(LA BRUYRE).
= A vida  uma tragdia para aq<*-*>elcs quc xntcm c uma comdia para aq<*-*>cks que peoaam.
- L esto as meninas. A que voc achar mais bonita,  minha filha.
  = L csto as mcninas. Aqrcla quc voc<*-*>c achar...

15. Todo, no singular e junto de artigo, significa inteiro, total:
  - Todo o edificio ser pintado.
  = O editicio l<*-*>tciro xr pintado.

- Toda a casa est iluminada.
  = A casa inkira est iluminada.

Sem artigo, todo  tomado na acepo de cado um, qualquer:
- Todo edifcio ser pintado.
  = Cado nm dos edi(cios xr piatado.
- Todo casa est iluminada.
  = To<*-*>os as casas esto iluminadas.

"Toda alegria pura vem do amor, e todo amor inclui o sofrimento" (GUERRA JUN-
QUEIRO).

Em .se trtando de nomes prprios geogrficos, o artigo s aparece quando
esse n<*-*>nc o admitir obrigatoriamente. Vejamos exemplos:
  - Trlo o Brasil comemorou a
  -.. u,u<*-*>.
  '- <*-*>rqc dizemos: O Brasil comcmorou a conquistado tricampeonato mundial.<*-*><*-*><*-*>
  = Toda a Alemanha festejou a conquista da Copa do Mundo.
  Porquc dizcmos: A plcmanha festcjou a conquista da Copa do Muodo.
Toda a Frana votou conscientemente.
Porquc diumos: A Frana votou conscientcmcnte.

No entanto:

- Todo Portugal esperava tal desfecho.
  Porque dizemos: Portugal csperava tal desfccho.
- Todo Luxemburgo acompanhou o desenrolar dos acontecimentos.
  Porque dizemos: Guxcmburgo acompanhou o dcsenrolar dos acontccimcntos.
- Toda Paris icou em festas.
  Porque dizemos: Pm ficou em festas.

No plural, todos deve sempre estar acompanhado de artigo, exceto quando se
lhe seguem pronomes:
  - Todos os brasileiros comemoraram a conquista.
  Porque xmpre dizemos: Os brasileiros comemoraram a conquinta.
Todas as pessoas aplaudiram a deciso do Presidente.
Porque xmprc dizemos: As pessoas aplaudiram a decis-ao do Presidcate.
No entanto:

- Todos aquelesjornalistas presenciaram o acontecimento.
  Porque dizemos: <*-*>quc/csjornalistas prexnciaram o acontecimeato.

104

- Todas essas mulheres participaram da reunio.
  Porquc dizemos: E.rras mulbcres participar%m da nunio.

Seguido de numeral, todos somente aceita artigo quando houver substantivo
expresso. Assim, por exemplo:
  - Todos os tr<*-*>s relgios da casa no funcionavam.
  - Todas as cinco meninas saram chorando.

No vindo expresso o substantivo, dispensa-se o artigo:

- Encontrei casualmente na rua Paulo, Renata e Fernando. Todos trs so velhos e
bons amigos.
- H muito tempo o pai no via as filhas. Quando as viu, beijou a todas oito.

Por outro lado, no se usa todos dois, expresso que se substitui eom vanta-
gem pelo numeral ambos:
  - Encontrei casualmente na rua Paulo e Fernando. Ambos so velhos e bons amigos.
  E ao: Encootrei casualmentc na rua Paulo e Fernando. Todos dois ao vclbos e bons amigos.
  - H muito tempo o pai no via as filhas. Quando as viu, beijou a ombas.
  E no: H muito tempo o pai no via as filbas. Quando as viu, bcijou a todas duar.

No querendo usar ambos, ambas, empregue os dois, as duas.   ,.,<*-*><*-*>-<*-*> <*-*>c
v                                                            o
- Os abacaxis custam um cruzeiro cada um.
E no: Os abacaxis custam um cruzeiro ooda.
                                                             ,<*-*> <*-*>
                                                             OJ
- Os mel<*-*>es custaram vinte cruzeiros cada um.
                                                             G'
E n<*-*>ao: Os mclbes custaram vinte cruzeiros c<*-*>ada.
                                                             '<*-*> M,
- Comprei sabontes por Crf5,00 cada vm.
E no: Comprei sabonetes por Crf5,00 mdo.

17. O pronome indefnido qualquer  invarivel em gnero, mas no em n-
  mero:

- No h qualquer problema.
- No h qualquer dvida.

- No h quaisquer problemas.
- No h quaisquer dvidas.

Qualquer  a nica palavra em portugus que faz o plural no interior do voc-
bulo, e no no final dele.

18. O pronome relativo poder aparecer sem antecedente; chamar-se-, en-
  to, pronome relativo indefinido:
  - "Quem no quer raciocinar  um fantico; quem no sabe raciocinar  um tolo; e
  quem no ousa raciocinar  um escravo" (W. DRuMMorro).
  - "No se odeia a quem se despreza; odeia-se a quem  julgado igual ou superior"

  (NIETZSCHE).

105

- "Quando um grupo de turistas visita uma cidade, tem o ar de quem visita um Jardim
Zoolgico" (I. B. AtvzoA'rEau<*-*>).
- "Onde entra o sol no entra o mdico" (Peov<*-*>Ra<*-*>o ITncmNo).
- "Por onde eu viajar, qualquer reino que eu visitar, meu corao, que no viajou,
volta-se apaixonadamente para voc" (GocosMire).

19. O pronome relativo quem, mormente quando expresso o antecedente
  ,
  aparece preposicionado, mesmo que o verbo seja transitivo direto:
  - "A verdade  como o sol, o qvem um eclipse pode escurecer, mas que no pode ex-
  tlngUir" (REI ESTANISLAU).
  - O Papa a quem mais admiro: Pio XII.
  - "Que mal fao a esta formiga a quem esmago? O mesmo que te faz o elefante, cal-
  cando-te com as patas" (PeovRa<*-*>o Pexsn).

20. Quanto. quanta, quantos e quantas so pronomes relativos quando apare-
  eem aps os indefinidos tudo, tanto, tantos, tanta, tantas:
  - "Tudo quanto desejo demonstrar  este princpio geral: a Vida imita a Arte muito
  mais do que a Arte a Vida" (Oscne Wicoe).
  - Nesta regio h tanto ouro quanto voc nem possa imaginar.
  - "Um escravo no tem seno um senhor; o ambicioso tem tantos quantos so os que
  lhe podem ser teis" (Ln Beuv<*-*>Re).
  - O homem morre tantas vezes quantas perde um dos seus.

 21. Cvjo. cuja, cujos, cujas, sempre exprimem posse e se referem a um antece-
  dente (possuidor) e a um conseqente (coisa possuda):
  - " lngua  uma cidade, em cuja construo cada ser humano contribuiu com uma
  pedra" (<*-*>MeRsorr).
  - "Existem pessoas cujos defeitos lhes ficam bem; e outras que so infelizes com suas
  bOaS qUalidadCS" (LA ROCHEFOUCAULD).
  - "Os que mais desprezam os misantropos so justamente aqueles por cuja causa os
  <*-*>misantropos existem" (J. L. A. ContMexsoN).
  - Esta  a rvore cujos folhas caem inexplicavelmente.
Sintaticamente, tais pronomes funcionam sempre como adjuntos adnomi-
nais.

22. Onde emprega-se com verbos estticos:
  - Onde estamos?
  - Onde o encontraremos amanh?
  - Ainda no sei onde voc quer ficar.
Aonde emprega-se com verbos dinmicos:
  - Aonde iremos agora?
  - Aonde levaste as crianas?
  - Ainda no sei aonde voc quer chegar.
106

Em anlise sinttica, onde e aonde sero sempre adjuntos adverbiais. So, por
isso, considerados advrbios interrogativos, quando em ora<*-*>es interrogativas.

23. Como  pronome relativo quando equivale a pelo qual, pela qual, pelos
  quais, pelas quais:

- No entendi at agora o modo como ela fez isso.
= N-ao entendi at agora o modopelo q<*-*>a! ela <*-*>ez isso.

- Contaram-me a maneira como voc se comportou na festa.
= Contaram-me a maneirapelu qual voce<*-*> se comportou na festa.

24. Quando em final de frase, acentua-se o que, porque  tnico:

- Voc veio aqui para qu?
- Voc pergunta isso por qu?
- Ela disse que acredita em qu?
- Vocs compraram o qu?

25. Os pronomes interrogativos so usados tanto nas ora<*-*>es interrogativas
  diretas como nas indiretas. As diretas tm o pronome no rosto do perodo:
  - Quem chegou?
  - Que horas so?

Nas indiretas, o pronome aparece no corpo do perodo:

- Quero saber quem chegou.
- Veja que horas so.

O ponto de interrogao s se usa nas interrogativas diretas. Sintaticamente,
os pronomes interrogativos podem desempenhar funo de sujeito. objeto di-
reto, objeto indireto,predicativo, complement nominal, adjunto adverbial, etc.:

- Quem fez isso? - De que gostas, Mnica?
  suj. obj. ind.


- Que fazes, Cristina? - De que tens vontade, Cristina?
 obj. dir. compl. nom.


- Que parecemos? Macacos? ! - Que horas so?
pred. pred.


- Por que fazer isso? - Para qve trabalhar tanto?
  adj. adv. adj. adv.





107
<012>

VERBO


t- O que  verbo. Comecemos com estes exemplos:
- Cristina beijou o namorado na rua !
Beijou ndica ao.
- Mnica est doente.
Est indica estado (transitrio).
- Geou esta madrugada.
Geou indica fenbmeno.


Verbo , portanto, a palavra que exprime um fato (ao, estado ou fenme-
no), situando-o no tempo.

2. As fkx<*-*>es verbais. O verbo  a classe de palavras que mais sofre flexo,
isto , a qe mais varia de forma. Se voc disser, por exemplo: comprei, a pes-
soa que ouve j fica sabendo, de antemo, que se trata de: a) l<*-*>pessoa (ftexo
de pessoa); b) singular (flexo de nmero); c)pretritoper Jeito (flexo de tem-
po); d) modo indicativo (flexo de modo); e) aopraticada (flexo de voz). Co-
mo se observa, o verbo varia para indicar a pessoa, o nmero, o tempo, o mo-
do e a voz. Estas so, portanto, asflex<*-*>es verbais.

3<*-*> A flexo de pessoa. As pessoas do verbo so trs (como as do pronome):
l : a qu fala (eu, ns); 2<*-*>: aquela com quem se fala (tu, vs) e 3': aquela de
quem se fala (ele, ela; eles, elas).

4. A flexo de omero. Os nmeros do verbo so dois: singulvr (canto, cantas,
canta) e plura! (cantamos, cantais, cantam).

5. A flexo de tempo. Tempo  a flexo verbal que indica o momento ou a
poca em que se realiza o fato. So trs os tempos do verbo: opresente (o ni-
co indivisvel); opretrito (que se divide emper Jeito, imperfeito e mais-queper-
Jeito); e ofuturo (que se divide em dopresente e dopretrito).
Os tempos, quanto  sua formao, dividem-se em simples e compostos; primi-
tivos e derivados.
Tempo simples  o enunciado por uma s palavra: ccrnto, vejo, chorova, estuda-
remos, escrevia, etc.
Tempo composto  o enunciado com o auxlio dos verbos ter e haver, chama-
dos, por esse motivo, verbos auxiliares: tenho (ou hei) cantado, tenho (ou hei)
visto, tinha (ou havia) chorado, teremos (ou haveremos) estudado, tinha (ou havia)
escrito, etc.


Quanto a<*-*>s tempos Orimitivos e dcriuados, estud-los-cmos minuciosamente no item I8, p. I23.
108

6. A flexo de modo. As formas oomioais do verbo. Modo  a flexo verbal que
indica a maneira, o MoDo como o fato se realiza. So trs os modos do verbo:
lq) o indicativo (o fato  real, positivo, verdadeiro): choro, chorarei, chorava;
escreves, escrevers, etc.;
2") o subjuntivo (o fato  irreal, provvel, duvidoso): Espero que chores bas-
  tante. Se eu chorasse, ela gostaria. Quando voc chorar, lembre-se de
  mim;e
3") o imperativo (indica ordem, pedido, convite, conselho, splica, etc.):
  Desa da, menino! (ordem); Beije-me, meu amor! (pedido); Sente-se, por
  favor! (convite); l<*-*>iva intensamente! (conselho); Ajudai-me, Senhor! (s-
  plica).


A formaGo do imperativo aftrmativo e do imperativo negativo est no item 20, p.127.

Alm dos modos, existem as Jormas nominais do verbo: o gerndio (antigo
particpio presente); oparticipio (antigo particpio passado) e o in Jnitivo (anti-
go infinito). Chamam-se formas nominais porque, ao lado do seu valor verbal,
podem funcionar como nor,nes, isto , como substantivo, adjetivo ou advr-
bio.

O gerndio, no mais das vezes, aparece como advrbio:

- Vendo-a, exultei!
Vendo = Qua<*-*>tdo vi (orao adverbial).

- Descendo a escada, escorreguei<*-*>
Dcsnndo = Qua<*-*>tdo dcscia (oraGo adverbial).

s vezes funciona como adjetivo:

- Estou com a pele ardendo.
- Trouxeram-me guafervendo.
- Vendi uma casa contendo dois quartos, uma sala e trs banheiros.
Cantendo = que contcm (oraCoadjetiva).
- A polcia prendeu um homemprotestando contra o Governo.
Protestando = queproiestara (oraGo adjctiva).

O uso do gerndio em substituio a uma orao adjetiva tem sido condena-
do por muitos, no entanto est abonado em alguns clssicos.
A desinncia do gerndio ser sempre -ndo.
O participio, quando no acompanha um auxiliar,  adjetivo: palet rasgado,
casapintada, livro encadernado, etc.
Acompanhando auxiliar,  particpio:
  - Ele havia rasgado o palet.
  - Os pedreiros tinhampintado a casa.
  - Temos encadernado muitos livros ultimamente.

H dois particpios: o regular, cuja desinncia  sempre -do (amado, chorado,

109
<012>

cantado, esquecido, vendido, tremido, partido,fngido, sumido, etc.) e o irregular,
que tem como desinncia -so e -to (aceso, expulso, aceito, gasto, etc.). Existem
algumas exce<*-*>es: anexo, cego, curvo, ganho,fxo,Jndo, pago, salvo, vago, etc.

A lista dos particpios regulares e irrcgulares est includa no item 14, p. I I4.

O infinitivo indica o fato de modo vago, indeterminado.  muitas vezes usado
como substantivo:

- Ouo o cantar do pssaro.
  subst.

So dois os infinitivos em portugus:
1") o impessoal (ou invarivel), que no tem sujeito prprio:
  - Cantw  bom.
  - fumar  prejudicial  sade.
  - Viver  lutar.

2<*-*>) opessoa! (oujlexionado), que possui sujeito prprio:
  - O importante  vivermos intensamente.
  - No vale a penapreocuparmo-nos com tais problemas.
  -  preciso virem as crianas para a festa.

O infnitivo pessoal  considerado um idiotismo da lngua portuguesa, mas o
galego tambm o possui.

7. A tlexo de voz. Voz  a flexo verbal que indica ao praticada ou recebi-
da pelo sujeito. So trs as vozes verbais:
1<*-*>) a ativa, que indica que a ao  praticada pelo sujeito, o qual se diz, por
esse motivo, agente da ao verbal:

- Eu comprei um livro.
- 'Fu vendeste a casa?
- Eles castigam o filho.

2') apassiva, que indica que a ao  recebida pelo sujeito, o qual se diz, por
esse motivo,paciente da ao verbal:
  - Um livrofoi comprado por mim.
  - A casajoi vendida por ti?
  - O filho  castigado pelos pais.

A passiva pode ser analitica (formada com os verbos ser, estar eJicar seguidos
de particpio) ou sinttica, chamada tambm pronominal (formada com verbo
transitivo direto acompanhado do pronome oblquo se, o qual se diz, no caso,
pronome apassivador). Exemplos:
  - Um livrojoi comprado por mim. (passiva analtica)
  - O criminoso est cercado pela polcia. (passiva analtica)

- O mestreficou rodeado de alunos. (passiva analtica)
- Comprou-se um livro. (passiva sinttica)
- Cerea-se o criminoso. (passiva sinttica)
- Rodeou-se o mestre. (passiva sinttica)

3') a reflexiva, que indica que a ao , ao mesmo tempo, praticada e rece-
bida pelo sujeito, o qual se diz, ento, agente epaciente da ao verbal:

- Eu me vesti rapidamente.
- Tu te machucaste bastante !
- Ns nosferimos levemente.
- Elas se cortaram com a lmina.

Todos esses verbos so chamados pronominais, pois sempre aparecem junto
de um pronome (de pessoa idntica  do sujeito).
Verbos pronominais tai<*-*> como arrepender-se, queixar-se, magoar-se, indignar-
-se, admirar-se, lembrar-se, atrever-se, apiedar-se, etc., no so considerados re-
flexivos, porque j no se percebe neles nenhuma ao reflexa. E o pronome
que acompanha cada um desses verbos  chamado pronome integrante do ver-
bo ou pronomejossilizado, pois com ele forma um todo semntico-sinttico.
A voz reflexiva, quando no plural, pode indicar reciprocidade de ao:

  - Osjogadores se cumprimentaram (isto , um jogador eumprimentou o outro).
  - Os namorados se beijam (isto , um beija o outro).


ExpGca<*-*><*-*>cs miouciosas a cste respeito cncootram-sc no itcm 22, p. t28 c em <*-*> Palmra se, p. 323.

8. As coojogs<*-*>es. Em portugus existem somente trs conjuga<*-*>es, todas
trs caracterizadas pela vogal temtica:

- 1<*-*> conjugao, com vogal temtica a: cant-a-r, chor-a-r, am-a-r, etc.
- 2<*-*> conjugao, com vogal temtica e: vend-e-r, corr-e-r, sofr-e-r, etc.
- 3<*-*> conjugao, com a vogal temtica i: part-i-r, sorr-i-r, ouv-i-r, etc.

Como se nata, a cada conjugao corresponde uma vogal; esta vogal  cha-
mada vogal temtica.
Antigamente os gramticos registravam a quarta conjugao, para o verbo
p8r e seus derivados. No entanto, demonstrou-se posteriormente que p per-
tence  segunda conjugao, j que vem de poer, forma latina que teve a vo-
gal temtica desaparecida atravs dos tempos. Mas essa vogal temtica se
revela em algumas formas verbais: p<*-*>e, p<*-*>es, p<*-*>em, etc. Em poente e poedei-
ra (diz-se da galinha que j p<*-*>e ovos ou que os p<*-*>e muito), por exemplo, o e
se conservou, no desaparecendo como emp8r.

9. Radical, vogal temtica, tema e desioncia. Todo verbo possui radical, vogal
temtica, tema e desinncia.

110 <*-*> 111
<012>

Radical  a parte do verbo que sobra, quando retiramos as termina<*-*>es -ar,
-er e -ir. Portanto, cant-, chor-, am-; vend, corr-, escrev-; part-, sorr-, e ouv<*-*> so
radicais.
yogal temtica  a vogal que vem depois do radical e caracteriza as conjuga-
<*-*>es. So trs: a, e e i.
Tema  o nome que se d ao radical com a vogal temtica e que est pronto
para receber a desinncia. Portanto: canta, chora, ama; vende, corre, escreve;
parti, sorri e ouvi so temas.
Desinncia  o elemento final do verbo, aquele que se tlexiona: cant-o, can-
ta-s, canta--, canta-mos, canta-is, canta-m.
A 1<*-*> pessoa do singular do presente do indicativo no possui vogal temtica.
A 3<*-*> pessoa possui desinncia zero (indicada pelo travesso), j que a falta, no
caso, constitui uma caracterizao.

I0. Os verbos regulares. yerbo regular  aquele que mantm o radical inalte-
rado durante a conjugao, e as desinncias so idnticas s do verbo para-
digma.
yerbo paradigma  aquele que serve de modelo  conjugao. Cantar, por
exemplo,  verbo paradigma da 1' conjugao; vender, da 2<*-*>, e partir, da 3'.
Portanto, todo verbo que no muda no radical e segue as desinncias do ver-
bo paradigma,  verbo regular. Experimente conjugar estes trs verbos: can-
tar, chorar e amar, no presente do indicativo. Voc vai notar que em nenhum
deles nem radical nem desinncia vo sofrer altera<*-*>es. A razo: trata-se de
verbos regulares.

Il. Os verbos irregulu<*-*>, yerbo irregular  aquele que sofre modificao no
radical ou o que tem a desinncia diferente da do verbo paradigma. Exem-
plos:

- inegularidade no radical: sent-ir (sint-o);
- inegularidade no radical: diz-er (dig-o);
- inegularidade na desinncia: est-ar (est-ou);
- inegularidade na desinncia : t-er (t-enho);
- inegularidade tanto no radical quanto na desinncia: traz-er (troux-e).

Modo prtico de se saber quando um verbo  irregular ou no: conjugue-o no
presente e no pretrito perfeito do indicativo. Coloque  esquerda o verbo
paradigma da conjugao, e  direita o outro verbo; se entre um e outro
houver mudana no radical ou na desinncia, no tenha dvida: trata-se de
verbo irregular.
A propsto,  bom saber que certos verbos sofrem altera<*-*>es nos radicais

Por exemplo: corrigir, corrijo; fingir, finjo; embarcar, embarquei; tocar, to-
quei. Isto, no entanto, no  motivo bastante para que o verbo seja conside-
rado irregular, pois o que ocorre, nesses casos, no  propriamente alterao,
mas acomodamento fontico.

12. Os verbos aomalos. Verbo an8malo  o que, durante a conjugao, apre-
senta radicais totalmente diferentes. S existem dois:

- ser: sou, s, fui;
- ir: vou, ia, fui.

13. Os verbos defectivos. yerbo defectivo  aquele que no possui algum tem-
po, algum modo oualguma pessoa. Os principais verbos defectivos so:
1) todos os que indicam fenmenos da natureza: chover, ventar, nevar, gear,
  relampejar, trovejar, etc.
  Tais verbos s aceitam conjugao completa quando usados em sentido
  figurado. Assim, por exemplo:

- Ao final dojogo, choveram garrafas e pedras no rbitro.
- Os torcedores trovejarom de raiva.

2) os verbos haver (quando sinnimo de existir, acontecer) efazer (em ora<*-*>es
  que do idia de tempo). Assim, por exemplo:

- H muitas pessoas na fila.
  H=Exirtem.

- Houve muitas guenas no sculo passado.
  H<*-*><*-*>r=<*-*><*-*><*-*><*-*><*-*>a<*-*>am.

- Faz frio nesta regio.
- Fez muito calor ontem.
- Faz dez dias que ela se foi.
- Faz tempo que no viajo.

3) todos os verbos unipessoais, isto , os que s se conjugam na 3' pessoa (do
  singular e do plural, ou somente do singular). Alguns exemplos:

- Os ces latiram a noite toda.
  Gatir= verbo unipessoal, porque s  conjugado na 3, pessoa (do siugular e do plural).

- O gato miou s uma vez.
  Miw, = verbo unipcssoal, purque s x conjuga na 3<*-*> pessoa (do singular e do plural).

- Convm chamarmos a polcia.
  Conrm = verbo unipcasoal, porque s x conjuga na 3, pessoa l<*-*><*-*><*-*> do singular).

-  preciso que vivamos intensamente.
  <*-*> = verbo unipessoal, porquc s x conjuga na 3<*-*> pcssoa (apenas do singular).

-4) alguns verbos da 3' conjugao, tais como abolir, aturdir, bramir, colorir,
  demolir, emergir,falir, embair,JTorir, remir, ressarcir, etc.
apenas e to-somente para que seja mantida a regularidade sonora. ' Veaex lica smiouciosasaccrcadcsteassuntonoitem27,p. laa.
  i
  1 P G
112 ;
<012>

5) os verbos precaver-se e reaver, que no presente do indicativo s tm as
  primeiras pessoas do plural:
  - precavemos-nos, precaveis-vos
  - reavemos, reaveis

No imperativo afirmativo s tm a 2<*-*> pessoa do plural:
  - precavei-vos
  - reavei

No tm imperativo negativo nem presente do subjuntivo. No mais, so con-
jugados normalmente.

6) os verbos soer, prazer e aprazer:
  - Isto si acontecer aos domingos.
  - Tais coisas soem ocorrer aos sbados.
  - Praza aos cus que ela no me deixe !
  - No me apraz esse provrbio.
  - No me aprazem esses provrbios.

Como s se conjugam na 3" pessoa, do singular e do plural, so chamados
verbos unipessoais.
O verbo soer possui somente presente e imperfeito do indicativo: si, soem;
soia, soiam.

I4. Os verbos abundaotes. Verbo abundante  o que tem duas ou mais formas
equivalentes, geralmente de particpio. Exemplos:
  - havemos e hemos: 1 <*-*> pessoa do plural do presente do indicativo do verbo haver;
  - haveis e heis: 2<*-*> pessoa do plural do presente do indicativo do verbo haver;
  - entupes e entopes: 2<*-*> pessoa do singular do presente do indicativo do verbo entupir;
  - elegido e eleito: particpio regular e irregular do verbo eleger;
  - acendido e aceso: particpio regular e irregular do verbo acender.

Note: dos particpios, o que termina em -do sempre  o regular; o outro, irre-
gular. O particpio regular usa-se com os verbos ter e haver: tioha elegido,
havia elegido; tioa aceodido, havia aceodido. O particpio irregular usa-se com
os verbos ser e estar: foi eleito, serei eleito; est aceso, estar aceso.


PRINCIPAIS VERBOS ABUNDANTES


Primein Coajogao

Infinitivo Participio Regular Participio Irregular

aceitar aceitado aceito, aceite
agradar agradado grato
anexar anexado anexo

114

Infinitivo Participio Regular Participio lrregular

aprontar    aprontado    pronto
cegar       cegado       cego
completar   completado   completo
cultivar    cultivado    culto
curvar      curvado      curvo
descalar   descalado   descalo
entregar    entregado    entregue
enxugar     enxugado     enxuto
expressar   expressado   expresso
expulsar    expulsado    expulso
f'Ixar      f'ucado      fixo
fritar      fritado      frito
ganhar      ganhado      ganho
gastar      gastado      gasto
isentar     isentado     isento
limpar      limpado      limpo
livrar      livrado      livre
matar       matado       morto
pagar       pagado       pago
soltar      soltado      solto
vagar       vagado       vago


A lngua moderna emprega os particpios irregularesfrito, ganho, gasto, pago
e salvo com os verbos ter e haver, desprezando completamente os regulares
jritado, ganhado, gastado, pagado e salvado:
  - Temospago as contas regularmente.
  - Havamos ganho wltosa quantia.
  - Eles tinham gasto todo o dinheir.
  - Ela haviajrito dois ovos para mim.
  - Eles tm salvo muitas vidas.


O verbo pegar no  abundante; portanto, a forma irregular pego  inteira-
mente popular, mas tende a f'txar-se, j que pegado, realmente, no soa bem
ao ouvido comum:

- Eu tinhapegado o dinheiro.
- A polcia haviapegado o assaltante em flagrante.

O povo diz:

- Eu tinhapego o dinheiro.
- A polcia haviapego o assaltante em flagrante.

Perguntamos: qual a forma mais eufnica? Escolha-a e fique com ela.

115
<012>

  Seguoda Conjuga<*-*>o

Infinitivo Participio Regular Participio Irregu/ar

absorver    absorvido          absorto
acender     acendido           aceso
agradecer   agradecido         grato
benzer      benzido            bento
convencer   convencido         convicto
corromper   corrompido         corrupto
eleger      elegido            eleito
escrever    escrevido (arc.)   escrito
envolver    envolvido          envolto
morrer      morrido            morto
nascer      nascido            nato, nado
prender     prendido           preso
romper      rompido            roto
torcer      torcido            torto

O particpio regular de escrever, escrevido, caiu em desuso e foi substitudo
pelo irregular escrito, para todos os casos. Diz-se o mesmo defazer, cujo
irregularJeito prevaleceu sobre o regularJazido. Modernamente, eleito parece
ser o particpio preferido para todos os casos.


Terceira Conjugao

Infinitivo Participio Regular Participio lrregular

afligir      afligido      aflito
coagir       coagido       coacto
concluir     concludo     concluso
emergir      emergido      emerso
expelir      expelido      expulso
extinguir    extinguido    extinto
frigir       frigido       frito
imprimir     imprimido     impresso
imergir      imergido      imerso
omitir       omitido       omisso
submergir    submergido    submerso
restringir   restringido   restrito
tingir       tingido       tinto

Modernamente, usa-se impresso tanto com os verbos ser e estar como com os
verbos ter e haver.
Os verbos abrir, cobrir e descobrir s possuem, na lngua moderna, os partic-
p<*-*>os irregulares: aberto, coberto e descoberto, que se usam, portanto, com os
quatro verbos auxiliares.

15. Os verbos auxiliares. Locuo verbal. l<*-*>erbo auxiliar  o que auxilia a
conjugao de outro, chamado principal. Os mais comuns so: ser, estar, ter
e haver. Exemplos:

- Nessa poca eu ainda no era nascido.
- Os homens estavam cercados de crianas.
- Tenho trabalhado muito ultimamente.
- No haviamospensado nisso ainda.

O conjunto verbo auxiliar + verbo principal forma uma expresso a que se d
o nome de locuo verbal. So estes os principais verbos auxiliares que cons-
tituem locuo verbal com o verbo principal:

- Acabar de: Seu flho acabou de sair.
- Andar: Ando trabolhando muito.
- Atrever-se a: No se atreva a dizer tal coisa.
- Buscar: Buscamos enrontrar uma soluo.
- Chegar a: Ela no chegou a dizer tal coisa.
- Comear a: Comeou a chover h pouco.
- Conseguir: Ela no consegueJalar direito.
- Continuar a: Continuaremos afolar sobre futebol.
- Costumar: Costumvamosjantarjuntos.
- Deixar de: Deixe de agradar o co.
- Desejar: Eles desejam ver o Papa.
- Dever: Devo ir ao Maracan.
- Haver de: Hei de encontrar essa mulher ?
- Ir: Eles vofazer o trabalho.
- Odiar: Ela odeia ouvir essas coisas.
- Ousar: Ela no ousava beijar o namorado.
- Parar de: Pare deJazer barulho !
- Parecer: As crianasparecem chorar.
- Poder: Noposso viver sem voc.
- P6r-se a: A crianap8s-se a chorar.
- Precisar: Precisamosprogredirmuito!
- Pretender: Pretendo casar com ela.
- Querer: O menino queria ver o cometa.
- Tentar: Tentei abrir a porta.
- Ter de: Tenho de encontror uma soluo.
- Tornar a: Tornei a telefonar a Cristina.
- Vir: Venho insistindo no assunto h tempo.

s vezes  realmente dificultoso distinguir a locuo verbal, principalmente
quando o verbo principal  constitudo por infinitivo. No entanto, existe um
artifcio para o qual podemos apelar, no sentido de resolver a questo.
Se o infinitivo puder ser desdobrado em orao com conetivo, Nno SE TRATA
de locuo verbal. Assim, por exemplo:
  - O alunofinge entender o assunto.

116 111
<012>

Suponhamos que surja a dvida:finge entender  ou no  uma locuo verbal?
Experimente desdobrar o infinitivo:
  - O aluno fnge que entende o assunto.

Note: foi perfeitamente possvel o desdobramento, sem prejuzo do sentido.
Portanto,finge entender NAo <*-*> locuo verbal. Outros exemplos:
  - Penso estar doente.
  = Pe<*-*>so qoc cu crtcjo doente.
  - Ele cr ser poeta.
  = Ele cr quc i pocta.

- Espero encontrar o caminho.
  = Espcro <*-*>c c<*-*> cnrnnve o caminbo.
- Elajulga dominar a situao.
  = Elajulga q<*-*>c dani<*-*> a situaG<*-*>o.

Quando no for possvel tal desdobramento, trata-se de locuo verbal.
Como nestes casos, por exemplo:
  - As meninas adoramficar aqui.
  - Gosto defazer ginstica pela manh.
  - Elesparecem acreditar em mim.
  - Elaspareciam gostar da brincadeira.

Importante: o verbo parecer anteposto a infnitivo sempre formar com ele
uma locuo verbal, pois funciona como auxiliar. Portanto, embora seja pos-
svel o desdobramento do infinitivo, nesse caso no existe locuo verbal.
A noo clara e exata de locuo verbal  necessria, principalmente quando
se trata de fazer anlise sinttica.


16. Coojugao dos verbos paradigmas das trs coojugaes regulares.


CANTAR





canto
cantas
canta
cantamos
cantais
cantam

VENDER PARTIR
  MODO INDICATIVO

  Preseete

vendo parto
vendes partes
vende parte
vendemos partimos
vendeis partis
vendem partem

cantava
cantavas
cantava
cantvamos
cantveis
cantavam





cantei
cantaste
cantou
cantamos
cantastes
cantaram




cantara
cantaras
cantara
cantramos
cantreis
cantaram





cantarei
cantars
cantar
cantaremos
cantareis
cantaro




cantaria
cantarias
cantaria
cantaramos
cantareis
cantariam





cante
cantes
cante
cantemos
canteis
cantem

  Pretrito Imperfeho
vendia partia
vendias partias
vendia partia
vendamos partamos
vendeis parteis
vendiam partiam

  Pretrito Perfeito
vendi parti
vendeste partiste
vendeu partiu
vendemos partimos
vendestes partistes
venderam partiram
Pretrito Mzis-Qae-Perfeito

vendera
venderas
vendera
vendramos
vendreis
venderam

partira
partiras
partira
partiramos
p artreis
partiram


Futuro do Presente

venderei
venders
vender
venderemos
vendereis
vendero

partirei
partirs
partir
partiremos
partireis
partiro


Futuro do Pretrito

venderia
venderias
venderia
venderamos
vendereis
venderiam

partiria
p artirias
partiria
partiramos
partirieis
partiriam


MODO SUBJUNTIVO

  Preseete

venda
vendas
venda
vendamos
vendais
vendam

parta
partas
parta
partamos
partais
partam

118 119
<012>

/



                     Pretrito Imperfeito                       #   17. Conjugao dos verbos auxiliares.
cantasse             vendesse              panisse
cantasses            vendesses             partisses                                         MODO INDICATIVO
cantasse             vendesse              partisse
cantssemos          vendssemos           partssemos                                       Presente
cantsseis           vendsseis            partsseis
cantassem            vendessem             panissem                 TER         HAVER        SER                    ESTAR
                     Futuro                                         tenho       hei          sou                    estou
                                                                    tens        hs          s                     ests
cantar               vender                partir                   tem         h                                 est
cantares             venderes              partires                 temos       havemos      somos                  estamos
cantar               vender                partir                   tendes      haveis       sois                   estais
cantarmos            vendermos             partirmos                tm         ho          so                    esto
cantardes            venderdes             panirdes
cantarem             venderem              partirem                                          Pretrito Imperfeito
                     MODO IMPERATIVO                                tinha       havia        era                    estava
                                                                <*-*>   tinhas      havias       eras                   estavas
                     Af1rmativo                                     tinha       havia        era                    estava
                                                                ,   tnhamos    havamos     ramos                 estvamos
canta (tu)           vende (tu)            parte (tu)           ;   tnheis     haveis      reis                  estveis
cante (voc)         venda (voc)          parta (voc)             tinham      haviam       eram                   estavam
cantemos (ns)       vendamos (ns)        partamos (ns)                                    Pretrito Perfe1to
cantai (vs)         vendei (vs)          parti (vs)
cantem (vocs)       vendam (vocs)        partam (vocs)           tive        houve        fui                    estive
                                                                    tiveste     houveste     foste                  estiveste
                     Negativo                                       teve        houve        foi                    esteve
                                                                    tivemos     houvemos     fomos                  estivemos
no cantes (tu)      no vendas (tu)       no partas (tu)          tivestes    houvestes    fostes                 estivestes
no cante (voc)     no venda (voc)      no parta (voc)         tiveram     houveram     foram                  estiveram
no cantemos (nds)   no vendamos (ns)    no partamos (ns)
no canteis (vs)    no vendais (vs)     no partais (vs)                    Pretrito Mais-Que-Perfeito
no cantem (vocs)   no vendam (vocs)    no partam (voccs)
                                                                    tivera      houvera      fora                   estivera
                     FORMAS NOMINAIS                            !   tiveras     houveras     foras                  estiveras
                                                                    tivera      houvera      fora                   estivera
                     I0fm1tivo Impe55oal                        (   tivramos   houvramos   framos                estivramos
                                                                    tivreis    houvreis    freis                 estivreis
cantar               vender                partir               (   tiveram     houveram     foram                  estiveram
                     10fmit1vo Pe55oal                          '                            Futuro do Presente
                                                                i
cantar (eu)          vender (eu)           partir (eu)          <*-*>   terei       haverei      serei                  estarei
cantares (tu)        venderes (tu)         partires (tu)        <*-*>   ters       havers      sers                  estars
cantar (ele)         vender (ele)          partir (ele)         I   ter        haver       ser                   estar
cantarmos (ns)      vendermos (ns)       partirmos (ns)      (   teremos     haveremos    seremos                estaremos
cantardes (vs)      venderdes (vs)       partirdes (vs)      i   tereis      havereis     sereis                 estareis
cantarem (eles)      venderem [eles)       partirem (eles)          tero       havero      sero                  estaro
                     Gerod1o                                                                Futuro do Pretrito
cantando             vendendo              partindo                 teria       haveria      seria                  estaria
                                                                    terias      haverias     serias                 estarias
                                                                    teria       haveria      seria                  estaria
                     Particip1o                                 (   teramos    haveramos   seramos               estaramos
                                                                    tereis     havereis    sereis                estareis
cantado              vendido               partido                  teriam      haveriam     seriam                 estariam
120
121
<012>

             MODO SUBJUNTIVO
                           Preseote
tenha        haja          seja                  esteja
tenhas       hajas         sejas                 estejas
tenha        haja          seja                  esteja
tenhamos     hajamos       sejamos               estejamos
tenhais      hajais        sejais                estejais
tenham       hajam         sejam                 estejam
                           Pretrito Impedeito
tivesse      houvesse      fosse                 estivesse
tivesses     houvesses     fosses                estivesses
tivesse      houvesse      fosse                 estivesse
tivssemos   houvssemos   fssemos              estivssemos
tivsseis    houvsseis    fsseis               estivsseis
tivessem     houvessem     fossem                estivessem

                       Futuro
tiver      houver      for               estiver
tiveres    houveres    fores             estiveres
tiver      houver      for               estiver
tivermos   houvermos   formos            estivermos
tiverdes   houverdes   fordes            estiverdes
tiverem    houverem    forem-            estiverem
                       MODO IMPERATIVO
                       Af1rmativo

tem (tu) h (tu) s (tu) est (tu)
tenha (voc) haja (voc) seja (voc) esteja (voc)
tenhamos (nds) hajamos (ns) sejamos (ns) estejamos (ns)
tende (vs) havei (vds) sede (vs) estai (vs)
tenham (vocs) hajam (vocs) sejam (vocs) estejam (vocs)

                     Negativo
no tenhas (tu)      no hajas (tu)
no tenha (voc)     no haja (voc)
no tenhamos (ns)   no hajamos (ns)
no tenhais (vs)    no hajais (vs)
no tenham (vocs)   no hajam (vocs)
no sejas (tu)       no estejas (tu)
no seja (voc)      no esteja (voc)
no sejamos (ns)    no estejamos (ns)
no sejais (vs)     no estejais (vs)
no sejam (vocs)    no estejam (vocs)
                     FORMAS NOMINAIS
                     I0f'mito Impes5oal

ter haver ser estar

122

Iofmitiro Pessoal

ter (eu) haver (eu) ser (eu) estar (eu)
teres (tu) haveres (tu) seres (tu) estares (tu)
ter (ele) haver (ele) ser (ele) estar (ele)
termos (nds) havermos (ns) sermos (ns) estarmos (ns)
terdes (vs) haverdes (vs) serdes (vs) estardes (vs)
terem (eles) haverem (eles) serem (eles) estarem (eles)

  Cenodio

tendo havendo sendo estando

  Particp<*-*>o

tido havido sido estado

l8. Tempos primitivos e derivados. Tempos primitivos so os que formam
outros tempos, os derivdos.  muito, mas muito importante mesmo, conhe-
cer todos os tempos primitivos e derivados.
Existem dois tempos primitivos e uma forma nominal primitiva:
  - o infmitivo impessoal (forma nominal primitiva);
  - o presente do indicativo (tempo primitivo) e
  - o pretrito perfeito do indicativo (tempo primitivo).

O inftnitivo impessoa! d origem ao:
  - Juturo do presente: cantar-ei,cantar-s,cantor-,etc.
  - juturo do Qretrito: cantar-ia, cantar-ias, cantar-ia, etc.
  - pretrito imperfeito do indicativo: canta-va, canta-vas, canra-va, etc.

O pretrito imperfeito do indicativo forma-se com substituio da desinncia
(-r) do infinitivo pelos sufixos temporais -va ,(para a 1<*-*> conjugao) e -a (para a
2<*-*> e a 3f conjugao). Na 2<*-*> conjugao, o pretrito imperfeito  vendia, e no
vendea, porque a vogal temtica e passa a i antes de a.
O infinitivo pessoal, o gerndio e o particpio provm tambm do infinitivo
impessoal:

- infinitivopessoal: cantar, cantar-es, cantar, caatar-mos, etc.
- no gertrndio e noparticipio, as desinncias -ndo e -do, respectivamente, so acrescen-
tadas diretamente ao tema, desaparecendo a desinncia (-r) do infinitivo: canta-ndo,
canta-do.

Na 2<*-*> conjugao, o particpio tem o tema em i, e no em e, por influncia da
vogal temtica da 3' conjugao.
Os verbos dizer, escrever,jazer, pr, ver, abrir, cobrir, vir, erespectivos deriva-
dos, tm particpios irregulares.
Do radical da 1! pessoa do singular dopresente do indicativo, sai o:
  - presente do subjuntivo: cant-e, cant-es, cant-e, cant-emos, etc.

123
<012>

O presente do subjuntivo no apresenta vogal temtica, mas apenas suf'uco
temporal e desinncias nmero-pessoais. Da 2' pessoa (singular e plural), sem
o s final, sai o imperativo afirmativo: canta (tu), cantai (vs). A 3' pessoa (sin-
gular e plural) e a 1<*-*> do plural do imperativo afirmativo so do presente do
subjuntivo que, por sua vez, forma todo o imperativo negativo.
Do radical do pretrito perfeito do indicativo saem estes tempos:

  - opretrito mais-que perjeito: canta-ra, canta-ras, canta-ra, etc.
  - opretrito imperfeito do subjuntivo: canta-sse, canta-sses, canta-sse, etc.
  - ojuturo do subjuntivo: canta-r, canta-res, canta-r, etc.

No se enquadram no sistema estudado, neste ou naquele caso, os seguintes
verbos: dar, estar, dizer,jazer, haver, querer, saber, ter, trazer, ir e vir.
Sabendo todos os tempos primitivos, voc no ter maiores dificuldades no
conjugar a maioria dos verbos irregulares. Uma prova: consideremos o verbo
irregular caber:

Tempos e forma oomioal primitivos Tempos derivados

                         a) futuro do presente: caber-ei, caber-s,
                         cober-, etc.
                         b) futuro do pret6rito: caber-ia, caber-ias,
                         caber-ia, etc.
Infinitivo Impessoal     c) pretrito imperfeito do indicativo: ca-
(cober)                  bi-a, cabi-as, cabi-a, etc.
                         d) infinitivo pessoal: caber, caber-es, ca-
                         ber, etc.
                         e) gerndio: cabe-ndo
                         f) particpio: cabi-do
Presente do Indicativo   a) presente do subjuntivo: caib-a, caib-as,
(caibo)                  raib-a, etc.
(cabes, cabeis)          b) imperativo afirmativo: cabe (tu), cabei
                         (vs)

  a) pretrito mais-que-perfeito: coube-ra,
  coube-ras, coube-ra, etc.
Pret6rito Perfeito do Indicativo b) pretrito imperfeito do subjuntivo:
  (coube) coube-sse, coube-sses, coube-sse, etc.
  c) futuro do subjuntivo: coube-r, coube-
  res, coube-r, etc.

19. A form<*-*><*-*>o dos tempos compostos. Tomemos como exemplos os verbos
cantar e vender.


Em todos os tcmpos, modos c formas nominais, o verbo tn podcr xr substituido pclo vcrbo lw<*-*>er.


MODO INDICATIVO

  1 ) Pretrito Perfeito Composto

(formado com o vcrbo auxiliar no prexntc do indicativo):

Cantar

tenhocantado.
tenscantado
tem cantado
temos cantado
tendescantado
tm cantado

Verrder

tenho vendido
tens vendido
tem vendido
temos vendido
tendes vendido
tm vendido


  2) Pretrito Mais-Que-Perfeito Composto
(formado com o verbo auxiliar no pretrito impedeito do indicativo):

tinha cantado tinha vendido
tinhas cantado tinhas vendido
tinha cantado tinha vendido
tnhamos cantado ttlhamos vendido
tnheis cantado tnheis vendido
tinham cantado tinham vendido



  3) Fataro do Preseote Composto

(tormado com o verbo auxiliar no futuro do prexnte):

tcrei cantado terei vendido
ters cantado ters vendido
ter cantado ter vendido
teremos cantado teremos vendido
tereis cantado tereis vendido
ter<*-*>o cantado tero vendido


  4 ) Futuro do Pretrito Composto
(formado com o verbo auxiliar no futuro do pretErito ou no mais-que-
  -perfeito do indicativo):

Com ofuturo dopretrito Com o mais-que Qerfeito

teria cantado tivera vendido
terias cantado tiveras vendido
teria cantado tivera vendido
teramos cantado tivramos vendido
tereis carltado tivreis vendido
teriam cantado tiveram vendido



124 125
<012>

126

MODO SUBJUNTIVO

  1 ) Pretrito Perfeito Composto

(tormado com o vcrbo auxiliar no presente do subjuntivo):

tenha cantado tenha vendido
tenhas cantado tenhas vendido
tenha cantado tenha vendido
tenhamos cantado tenhamos vendido
tenhais cantado tenhais vendido
tenham cantado tenham vendido


2) Pretrito Mais-Que-Perfeito Composto

(formado com o verbo auxiliar no impcrfeito do subjuntivo):

tivesse cantado tivesse vendido
tivesses cantado tivesses vendido
tivesse cantado tivesse vendido
tivssemos cantado tivssemos vendido
tivsseis cantado tivsseis vendido
tivessem cantado tivessem vendido

  3) Futaro Composto

(formado com o verbo auxiliar no futuro do subjuntivo):

tiver cantado tiver vendido
tiveres cantado tiveres vendido
tiver cantado tiver vendido
tivermos cantado tivermos vendido
tiverdes cantado tiverdes vendido
tiverem cantado tiverem vendido


FORMA9 NOMINAIS

  1 ) I<*-*>mitivo Pessoxl Composto

[(ormado com o vcrbo auxiliar no infinitivo pcssoal):

ter cantado ter vendido
teres cantado teres vendido
ter cantado ter vendido
termos cantado termos vendido
terdes cantado terdes vendido
terem cantado terem vendido


  2) Id'miti<*-*>o Impes<*-*>l Composto

(formado com o verbo auxiliar no inGnitivo impe%wal):

ter cantado ter vendido


3) Gerdio Composto

(formado com o vcrbo auxiliar no gcnindio):

tendo cantado tendo vendido

\
  20. A formao do imperativo af'irmativo e do imperativo oegativo. O impera-
  tivo afirmativo  assim formado:
  - a segunda pessoa do singular e do plural sai do presente do indicativo, sem o s fnal;
  - as demais pessoas, voc<*-*>, voc<*-*>s (que substituem ele, ela, eles, ela.s) e ns vm do presen-
  te do subjuntivo, exatamente como a se encontram.

  A primeira pessoa do singular (eu) do imperativo no existe, simplesmente
  porque no se pode dar ordens a si mesmo.
  O irizperativo negativo toma emprestadas para si todas as formas do presente
  do subjuntivo, exceto a primeira, evidentemente, sem qualquer alterao.
  Eis um quadro prtico de ambas as forma<*-*>es:


  IMPERATIVO AFIRMATIVO

, Preseote do Preseote do Imper<*-*>tivo
I
  Iodicrtivo Sobjootivo A<*-*> Qm<*-*>tivo



I
  canto cante-
  cantas (sem o s fnal) cantes canta (tu)
  canta cante cante (voc)
 cantamos cantemos cantemos (ns)
  cantais (sem o s ftnal) canteis cantai (vs)
; cantam cantem cantem (voc<*-*>s)

IMPERATIVO NEGATIVO
i
Prexote do Sabjo0ti<*-*>o                      Impentiro Negrt1vo

cante
cantes                                     no cantes (tu)
cante                                      no cante (voc)
cantemos                                   no cantemos (ns)
canteis                                    no canteis (vs)
cantem                                     no cantem (vocs)
21. Formas rizot8oica5 e arrizot8o1ca5. Formas rizot8nicas so as formas ver-
bais que tm o acento prosdico no radical. Exemplos: canto, cantas, canta,
cantam.
I
Formas arrizot8nica5 so as formas verbais que tm o acento prosdico na
desinncia. Exemplos: cantamos, cantais.





127
<012>

22. Os verbos prooomion<*-*>s: esseocinis e <*-*>cideot<*-*>is. Verbos pronominais so os
que sempre se conjugam com pronome de mesma pessoa que a do sujeito.
Exemplos:
- eu me arrependi - eu me queixei - eu me cortei
- tu te arrependeste - tu te queixaste - tu te cortaste
- ele se arrependeu - ele se queixou - ele se cortou
- nds nos arrcpendemos - ns nos queixamos - ns nos cortamos
- vbs vos arrependestes - vs vos queixastes - vs vos cortastes
- eles se arrependeram - eles se queixaram - eles se cortaram

Note: os pronomes esto em rigorosa correspondncia com o sujeito.
H os verbospronominais essenciais e ospronominais acidentais.
Verbos pronominais essenciais so os que sempre se conjugam com pronome.
So exemplos: suicidar-se, arrepender-se, queixar-se, zangw-se, apiedar-se,
condoer-se, dignar-se, etc. Os pronomes que os acompanham so chamados
integrantes do verbo ou Jossilizados, exatamente pelo fato de fazerem parte
integrante do verbo.
Verbos pronominais acidentais so os que ora aparecem com pronome, ora
no. So exemplos: lavw-se, amar-se, envergonhw-se, levantar-se, cortar-se,
machucar-se, Jerir-se, etc.
Note que podemos dizer ou escrever:

- Paulinho se lavou.
O vcrbo Imm, neate caao, foi unrdo oem prooome.

e, tambm, podemos dizer ou escrever:

  - Paulinho lavou os ps.
  O vcrbo lavar, neate caao, foi unado .rcm prooomc.

Trata-se, pprtanto, de um verbo pronominal acidental, porque nem sempre se
faz acompanhar de pronome.
Agora, ateno: o verbo ser ainda pronominal essencial se:

1<*-*>) ao ser usado com pronome, tiver significado diverso daquele que possui
  quando usado sem pronome. Assim, por exemplo:

- O Ministro debateu os ndices da inflao com seus assessores.
Dehmer. verbo no-pronominal, signifca diswtir. noor idiiat .robrc.

- A menina, no leito do hospital, dcbatio-se como louca.
DtbntnNc. vcrbo pronominal, j poaaui ouVo nignificado: agitm<*-*>rr nwita, exncbrah<*-*>.

Em conseqnncia disso, debater-se  um verbo pronominal essencial, e o pro-
nome,Jossilizado. Outro exemplo:

- O chefe despediu o funcionrio.
- O chefe despediu-se do funcionrio.

2Q) ao ser usado com pronome, exigir construo sinttica diversa daquela
que exige quando no-pronominal (mesmo que guardem ambos o mesmo
significado). Assim, por exemplo:

- O Juiz encontrou o Delegado na rua a desoras.
Enmnnar, vcrbo no-pronominal,  Vansitivo direto.

- O Juiz encontrou-se com o Delegado na rua a desoras.
Enconnm-sr, vcrbo pronominal, apesar de possuir o mcsmo signilcado de cnauno, exige ouVa conatruGo sin-
ttica, pois sc trata dc verbo transitivo indircto.

Outro exemplo:

- Elas esqueceram o dinheiro em casa.
- Elas se esqueceram do dinheiro em casa.


23. Verbos que <*-*>preseot<*-*> puticuluidade quaoto <*-*> proooci<*-*>.

Aguu

Significa: 1) Regw; borrijw com gua.
  2) Misturar com gua.
  3) Sentir graride desejo, muita vontade.

Presente do indicativo: guo. guos, guo, aguamos, aguais, guam.
Presente do subjuntivo: ge, ges, ge, agriemos, agiieis, gem.

Nos demais tempos, a conjugao  normal. Note o trema no grupo gu nas
formas do presente do subjuntivo.
Por aguar conjugam-se desaguar e enxaguar.
Alguns exemplos com o verbo aguw:

- Ojardineiro, todas as manhs, gua nosso canteiro de tlores.
;oa = rc8a.

- O pai, ao sair, recomendou ao filho: "Espero que voc ge as plantas como fao
todos os dias".
<*-*>gve = regue.
- A mulher, visivelmente mal-intencionada, aguava o leite antes de entreg-lo aos
fregueses.
Agumn = mirturaw cnm gua.

- Enquanto eu guo o suco de laranja, ge a limonada, Cristina.
guo = mi.r Wro oom gua.
,l8c = mi.,ture avn gw.

- Quando viu tanto doce na mesa, o menino aguou.
Aguw = rcnti<*-*> rn<*-*>im vontadc (de com<*-*>c-los, evidentemente).
- Se voc comear a falar em morangos, eu guo.
guo = dinto grm,dc deacjo (de com<*-*>e-loa).


128 <*-*> 129
<012>

             Ap<*-*><*-*>                                                     <*-*>       Presente do subjuntivo: impugne (pg), impugnes (pg), impugne (pg), impugnemos,
nifica:      1) P8r empaz; aquietar; sossegar.                            )   impugneis, impugnem (pg).
             2) Dizer apaziguando, serenando os Bnimos.
                                                                              Assim se conjugam e pronunciam: pugnar, dignar-se e indignar-se.
             3) P8r-se em paz; aquietar-se; acalmar-se; aplacar-se.       <*-*>   Alguns exemplos com o verbo impugnar:
                                                                          !   - Eles impugnaram nossas solicita<*-*>es.
             Presente do indicativo: apaziguo /gJ, ap<*-*>ziguas /gJ, apazigua /gJ, apaziguomos, apa-
                                                                              <*-*>mpts<*-*>am = rcjataran. contcJtmmre.
             ziguais, apaziguam /gJ.                                     <*-*>   - O professor impugna tal construo, argumentando que no 6 portuguesa.
             Presente do subjuntivo: apoziglie, apazigties, apaziglie, opazigtiemos, apazigeis, apa-
             zigriem.                                                     <*-*>   - O Governador, ao invs de ratificar, impugnou a verba que nos prometera.
                                                                              r<*-*> = opArrr o.
Por apaziguar conjugam-se averiguar e obliquar.                           <*-*>   - O Coronel espera que ningum impvgne suas ordens.
Alguns exemplos com o verbo apaziguar:                                        rtt<*-*>nl=.rr<*-*>rra.o<*-*>rra.
- O Primeiro-Ministro, habilmente, soube apaziguor o povo.
             AQaziguar = aquictar. rosscgar.
- Podem ir-se, que eu apaziguo o nimo das crianas.                          Significa: 1) Decrescer; diminuir; tornar-se menor.
             AQOZigllO = OQY%ll0, JOSJlgO.
- No se descomponha, meu senhor - apaziguou o mdico.
                                                                              2) Faltar; escassear.
             Aoaziet.aa = dirse, aoaziet<*-*>a"do, rerenando os animor.           3) Diminuir; tornar menor (como transitivo).
- Depois que os estranhos se foram, os nimos se apaziguaram.             '   0 verbo minguar, nas formas rizotnicas, possui i tnico. O u recebe trema
             Aoaziguarmn-sr=slaquictarmn,rraplacaram.                         nas formas conespondentes s do verbo aguar.
- Assim que receberam alimento, os le<*-*>es apoziguarom-se.
             Aoazi<*-*>armn-se =Quseram-se empaz; alatmwam-se.                    Presente do indicativo: minguo, minguas. mingua, minguamos, minguais, mnguam.
                                                                              Presente do subjuntivo: minge, mingries, mingl<*-*>e, mingemos, mingeis, mingem.
             Apropioquar-se                                                   Alguns exemplos com o verbo minguar:
Significa aproximar-se.                                                       - "O amor tem semelhan<*-*>a com a lua: quando no cresce,6 preciso que minge"
             ,                                                                (PH, p. DE SGUR).
Presente do indicativo: apropinquo-me, apropinquos-te, apropnquo-se, apropinquamo-  j  Mfrs%%l=a%mitQta.tornrJrmcnor.
             -nos, apropinquai-vos, apropinquam-se.
                                                                              - O receio agora,  que os investimentos mngsem.
Presente do subjuntivo: apropinqe-me, apropinqes-te, apropinqe-se, apropinqemo-  Mltg<*-*>trm = diminaam, desocsom, torncm-se mcnarcs.
             -nos, apropinqeis-vos, apropinqem-se.
                                                                          I   - Nesta poca do ano o leite mingua, o leo comestvel mingua e a boa-vontade mrngua
1 Iguns exemplos com o verbo apropinquar-se:                                  tambm.
                                                                              Mfna =Jalta, crcnrrcia.
- No acreditei quando vi aquele anjo (como era linda!) apropinquar-se de mim.  i
- Enquanto ela falava, eu me apropinquava, de mansinho, sem que percebesse.  ;- Se ele fizer qualquer declarao contra mim, eu minguo seus esforos no trabalho
- Se me opropinquo da filha, o pai me olha; se me apropinquo do filho, a me me olha...  )  perante o patro.
                                                                              Mfngtto = dimaow, iorno trxnor.
- O"<*-*>sd dores montaram suas barracas na prapa,  espera de que algum se apro-  <*-*>  - Jamais minguamos o valor de quem quer que fosse.
                                                                          ;   Mirgttartor = dGrttt<*-*>tlmoJ. tornmnor mrtwr.
- Najaula do leo estava af,ucado este aviso: NAo sE nPRoertQE.
(Rcalmentc, muito interessante estc vcrbo!...)
                                                                          ;   , Mobili<*-*>r
             Impogo<*-*>r                                                     j   Nas formas rizotnicas, tm o acento tnico na slaba bi.
Significa:   1) Refutar; contestar.                                           Presente do indicativo: moblio, mobilias, mobilia, mobiliamos, mobiliais, mobiJiam.
             2) Resistir; opor-se a.                                      <*-*>   Presente do subjuntivo: mobllie, mobilies, mobilie, mobiliemos, mobilieis, Mobiliem.
Presente do indicativo: impugno (pg), impugnas (pg), impugna (pg), impugnamos,  Mobiliar  regular na escrita, mas inegular na pronncia. Trata-se do nico
             impugnais, impugnam (pg).                                       verbo que termina em -iliar com tal pronncia. O verbo auxiliar assim se pro-
130
                                                                              131
<012>

nuncia: auxilio, auxilias, etc. O mesmo se diz defiliar e reconciliar. Do verbo
mobiliar existem as formas variantes mobilar e mobilhar, que se conjugam e
pronunciam regularmente. A primeira s  usada em Portugal.
Alguns exemplos com o verbo mobiliar:
  - Comprou uma casa, mas ainda no a mobiliou (ou mobilhou), mas mesmo que ele a
  mobi/ie (ou mobilhe), ser com mveis usados.
  - Se eu mobilio (ou mobilho) o apartamento  Lus XV, ela reclama; quer que o mo-
  bilie (ou mobilhe) com mveis sofisticados e modernos. Por isso, j disse: no a moblio
  (ou mobilho).

Obviar

Significa: 1 ) Remediar; prevenir.
  2) Opor-se; resistir; obstar.

Tem o acento prosddico no i, e no no o.

Presente do indicativo: obvio, obvios, obvia, obviamos, obviais, obviam.
Presente do subjuntivo: obvie, obvies, obvie, obviemos, obvieis, obviem.

Alguns exemplos com o verbo obviar:

- Esperamos que voc obvie o inconveniente que criou.
Obvic = reMcdcic.
- Se vocs colaborarem comigo, eu obvio - pelo menos entre ns - o mal que ora
grassa no Pas.
obvio=prcvi<*-*>o.
- Os nidicos speram que, com esta orientao, os pais obviem a doena, antes que
ela acontea.
Obvicm =prc<*-*>n.
- Este  o remdio ideal para obviar os mais fortes resfriados.
Obvim = obrrw a
- Espero que vocs no obviem meus movimentos.
Obricm = opwJ<*-*>n-ac a

Optar

Nas formas rizotnicas, o acento prosdico deve estar no o.

  Presente do indicativo: opto, optas, opta, optamos, optais, optam.
  Presente do subjuntivo: opte, optes, opte, optemos, opteis, optem.
Muitos pronunciam opito, opitas, opita; opite, opites, opite, etc.
Diz-se o mesmo do verbo obstar.
Alguns exemplos com o verbo optar:
  - Se depender dela, "opto pelo mais rico", disse.
  - Espero que voc opte por mim.
  - Se vocs brigarem, opto pelo terceiro. Por isso, calma, muita calma...

132

  Ritmar
Significa dar ritmo a; cadenciar.
Tem o acento prosdico t<*-*>o i, nas formas rizotnicas.

Presente do indicativo: ritmo, ritmas, ritma. ritmamos, ritmais, ritmam.
Presente do subjuntivo: ritme, ritmes, ritme, ritmemos, ritmeis, ritmem.

Alguns exemplos com o verbo ritmar:
I - Danando, esperava que ela ritmasse seus movimentos consoante a msica.
!, -  certa altura, ela me advertiu: "Ou voc ritmo seus passos, ou eu desritmo os
' meus. A continuar como est, no  possvel... danar".

24. Verbos irregulares da l<*-*> coojuga<*-*>o.


Darcmos apcnas os tempos, modos e forma% nominais quc poasucm irrcgularidade.

  Apiedar-se

  Significa ter compaixo; condoer-se; compadecer-se.
  Nas formas rizotnicas, muda o e em a. Pode, contudo, ser conjugado regu-
  larmente.

' Presente do indicativo: apiado-me (ou apiedo-me), apiodas-te (ou opiedas-te), apiada-se
  (ou apieda-se), apiedamo-nos, apiedais-vos, opiadam-se (ou apiedam-se).
  Presente do subjuntivo: opiade-me (ou apiede-me), apiades-te (ou apiedes-te), apiode-se
  (ou apiede-se), apiedemo-nos, apiedeis-vos, apiodem-se (ou apiedem-se).
  A irregularidade deste verbo provm da confuso feita com o verbo arcaico
  apiadar-se, correspondente ao substantivo antigo piadade. Alguns autores
  repugnam a conjugao regular, outros s ateitam esta mesma, argumentan-
  do que o verbo apiedar-se tem sua origem no substantivo piedade. Ponto final.
  Alguns exemplos com o verbo apiedar-se:
  - Ningum se apieda (ou se apioda) destas pobres criancinhas.
j - No me opiedo (ou me apiado) de pessoas que nada fazem.
  - Espero que vocs se apiedem (ou se apiadem) de mim.
  - E, ento, vocs no se apiedam (ou se apiadam) destas indefesas e inofensivas for-
  miguinhas?


' Dar
i
  Presente do indicativo: dou, ds, d, damos, dais, do.
  Pretrito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram.
I Pretrito mais-que-perfeito: dera, deras, dera, dramos, dreis, derom.
  Presente do subjuntivo: d, ds, d. demos, deis, dem.
  Pretrito imperfeito: desse, desses, desse, dssemos, dsseis. dessem.
  Futuro: der, deres, der, dermos, derdes. derem.

  133
<012>

Mosrar-se Sobrestar

Significa: 1 ) Fugir das moscas, como o gado.
  2) Desaparecer dapresena de algum; sumir-se.
Nas formas rizotnicas, muda o o em u.

Presente do indicativo: musco-me, muscas-te, musca-se, moscamo-nos, moscai-vos, mus-
  cam-se.
Presente do subjuntivo: musque-me, musques-te, musque-se, mosquemo-nos, mosqueis-
  -vos, musquem-se.

guns exemplos com o verbo moscar-se:
  - Os caadores muscam-se desesperados.
  MuJcnm-sc =jogcm das mwcnr.

- Se voc no quiser que o vejam, musque-se rapidamente !
Murqurse = dcsaparco.
- Se ela vier, eu me musco daqui.
Mwoo-me = rumo-mc.
- Esperamos que vocs no se musquem quando a polcia chegar.

MWQYGIII-Jl = JWMOllldl.

Refolegar

Significa: 1) Parar; cessar; no irpor diante.
  2) No tentar; abster-se.
  3) Estar iminente.

Conjuga-se como o verbo estar, do qual  derivado.

Presente do indicativo: 'sobrestou, sobrests, sobrest, sobrestamos, sobrestais, sobresto.
Presente do subjuntivo: sobresteja, sobrestejas, sobresteja, sobrestejamos, sobrestejais,
  sobrestejam.

Alguns exemplos com o verbo sobrestar:

- Depois de muito correr, o menino sobresteve.
Sobrcstcec =parou.
- Como todos reclamavam, o padre sobrestou e se negou a continuar a orao.
SobreJtou =parw.
- No fazer nada  mau, no entanto sobrestar  pior.

SObllSlOf = M-O Ilnl; <*-*>Jll<*-*>-Jl.
- Sobrest uma forte chuva: vamo-nos rapidamente !
SoMest = cst iminentr.


Significa: 1) Respirar; tomar o ar ou oJlego.
  2) Tomar alento; descansar dajadiga, do cansao; repousar.
Nas formas rizotnicas perde o e da slaba le.
  Presente do indicativo: resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais, resfolgom.
  Prescnte do subjuntivo: resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
  resfolguem.
O Vocabulrio Ortogrfico admite a conjugao regular, isto :
  Presente do indicativo: resflego, resflegas, resjlga, resjolegamos, resfolegois, resj-
  legam.
  Presente do subjuntivo: resflegue, resjlegues, resflegue, resfoleguemos, resfolegueis,
  resjleguem.
<*-*>sta conjgao, no entanto,  a menos recomendvel. Admitindo-a, o
PVOLP f-lo constituir-se no nico verbo cujas formas verbais do presente
do indicativo so proparoxtonas.
Alguns exemplos com o verbo resjolegar:
  - O nadador emerge c resjolga a cada dois minutos.
  Rafol<*-*>a = n.<*-*>piro, tanaf0k;o.

- O cavalo resjolga intensamente.
Rlrjof;a = rcJpiro. tana o ar.
- Ele resfolegou e continuou sua caminhada.
Rcrjok;ou = dcJomt<*-*>ar.
- Resfoleguei somente dez minutos, aps cinco quilmetros andados.
RcJjokdvri = <*-*>cpaisci.

Verbos termioados em -EnR

Os verbos terminados em -ear trocam o e por ei nas formas rizotnicas, isto ,
tm um i intercalado entre o e e o a. Exemplo:

Passear


Presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, passeamos, passeais, passeiam.
Presente do subjuntivo: passeie; passeies, passeie, passeemos, passeeis, passeiem.

Verbos que assim se conjugam: alhear, apear, wear, arrear, atear, baquear,
bloquear, cear, pentear, semear, titubear e todos os demais verbos terminados
em -ear.


No ae (az distino, modernamcnte, entre ocm l<*-*>rar do oada) c oi<*-*> (educar; cultivar). Uaa-ae apenas alar, para ambos os
xotidos. Portanto, no cxistcm os substantivos oca<*-*>cJ e ocatividode.


Verbos termioados em -1nR

Os verbos terminados em -iar conjugam-se regularmente.

Presente do indicativo: anuncio, anuncias, ararncia, anunciamos, anunciais, anunciam.
Presente do subjuntivo: anuncie, anuncies, anuncie, aralnciemos, anuncieis, anunciem.

134 ' 135
<012>

Por fora da analogia, apenas cinco verbos terminados em -iar apresentam ei
em vez de i nas formas rizotnicas:
  MEDtAR ... ....:...... medeio, medeias, medeia. mediamos, mediais, medeiam.
  ANSIAR ............ .. anseio, anseios, anseia. ansiamos, ansiais, anseiom.
  REMEDIAR ........ .. remedeio, remedeias, remedeio, remediamos, remediais, remedeiam.
  INCENDIAR .......... incendeio, incendeias, incendeia, incendiamos, incendiais, incen-
  deiam.
  oo<*-*><*-*>x .......... . ... odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam.

Como se v,  perfeitamente possvel guard-los mnemonicamente: MARIO.
Os demais verbos em -iar conjugam-se regularmente: agenciar (eu agencio),
associor, cadenciar, comerciar, diligenciar, distanciar, evidenciar, influenciar, li-
cenciar, negociar, obsequiar, penitenciar, presenciar, providenciar, reverenciar,
sentenciar, silenciar, vilipendiar, etc.


25. Verbos irregulares da 2<*-*> coojugao.

  Caber

Presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem.
Pretrito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes. couberam.
Pretrito mais-que-perfeito: coubera, couberas, coubera, coubramos, coubreis, coube-
  ram.
Presente do subjuntivo: caiba. caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam.
Pretrito imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, coubssemos, coubsseis, coabessem.
Futuro: couber. couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.

ATENO: <*-*> VerbO Cltber NO TEM IMPERATIVO.

  Crer
  Presente do indicativo: creio, cr<*-*>s, cr. cremos, credes, c<*-*><*-*>em.
  Pretrito perfeito: cri, creste, crelt, oemos, crestes, creram.
  Presente do subjuntivo: creia, creios, creia, creiamos, creiais, creiam.
<*-*> 'or crer conjuga-se descrer.

Dizer

Presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem.
Pretrito imperfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram.
Pretrito mais-que-perfeito: dissera, disseras, dissera, dissramos, dissreis, disseram.
Futuro do presente: direi, dirs, dir, diremos, direis, diro.
Futuro d o pretrito: diria, dirios, diria, diriamos, dirieis, diriam.
Futuro do subjuntivo: diga, digas. diga, digamos, digais, digam.
Pretrito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, dissssemos, disssseis, dissessem.
Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem.
Particpio: dito.

Fazer

Presente do indicativo: Jao.fazes.faz,fozemos,fazeis,fazem.
Pretrito imperfeito:fiz,fizeste,fez,fizemos,fizestes,jtzeram.
Pretrito mais-que-perfeito:fizera,fizeras,fizera, Jzramos,fizreis,jtzcram.
Futuro do presente:farei,fars,far,faremos,fareis,faro.
Futuro do pretrito:faria, Jarias,faria, Jariamos, Jwieis, Jariom.
Presente do subjuntivo:faa,faas,faa,Jaamos,Jaais,Jaam.
Pretrito imperfeito:fizesse,fizesses,frzesse,fizssemos,fizsseis,fizessem.
Futuro:fizer,jtzeres.fizer,jtzermos,jrzerdes,fizerem.
Particpio: Jeito.

  Jazer

Significa: 1) Estar deitado, estendido no cho oa na cama.
  2) Estw morto ou como morto; estar sepultado.
  3) Estar seren, quieto.
  4) Estar; permanecer; estar situado ou colocado; assentar.

  Presente do indicativo:jazo,jazes,jaz,jazemos,jazeis,jazem.
  Pretrito perfeito:jazi,jazeste,jozeu,jazemos,jazestes,jazeram.

Porjazer conjuga-se o verbo comprazer.
Modernamente,jazer s se emprega na 3<*-*>' pessoa.
Alguns exemplos com o verbojazer:
  - Afobados, entramos na casa. No quarto,jozia ela, inconscientc.
  lazia = c<*-*>taw dritada. crtc<*-*>dlda <*-*>o aama

- O homem queria saber quem velava e quemjozia.

  JOZla = lJlOW MwIO.
- Assustamo-nos quando a vimos, porque elajazia.
  Jazia = e<*-*>tara oomo ,nwta.

- O Imperadorjazeu neste lugar at o sculo XIX.
  Jazw = c.rtcre rcprltado.

- Pessoas de todo o mundo se dirigem ao cemitrio de Arlington, onde o Presidente
  jaz.
  !oz = c.rt rcpaltado.

- "Os vivos so pb que anda, os mortos so pd quejaz" (Pnoee Vte<*-*>xn).
  Jaz = crt scrcno, <*-*>icto.
- "O vento dorme, o mar e as ondasjazem" (CnMBes).
lazcm = erto xrenar. cnlmas, qvtctas.
- Nesta campajozerei eu,jazer ela,jazeremos todos.
  Jazcrci = camci xpultado.

- Ao ver tanta gente desConhecida e estranha,jazi entre os meus.
  lazl =pcrnm<*-*>xc;.
- Minho cidadejaz na foz do Rio Amazonas.
  Jaz = ert <*-*>iwada
- Agora, nossas nicas esperanasjazem somente num homem.
  Jazcm = a.sxetam. crto aolocndoa.

136 '<*-*> 1<*-*>7
<012>

Perder

Pre sente do indicativo: peroo, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem.
Presente do subjuntivo: perca, percns, perca. percamos, percois, percam.

  Poder

  Presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem.
  Pretrito perfeito: pude, pudeste. pde, pudemos, pudesres, puderam.
  Pretrito imperfeito: podio, podias, podia, podiamos, podieis. podiam.
  Pretrito mais-que-perfeito: pudera, puderas. pudera, pudramos, pudreis, puderam.
  Presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam.
  Pretrito imperfeito: pudesse, pudesses, pudesse, pudssemos, pudsseis, pudessem.
  Futuro: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.
<*-*>TENO: <*-*> VerflOpOdkC NO TEM IMPERATIVO.

P8r

Presente do indicativo: ponho, p<*-*>es, p<*-*>e, pomos, pondes, p<*-*>em.
Pretrito imperfeito: punha, punhas, punha, pnhamos, pnheis, punham.
Pretrito perfeito: pus, puseste, ps, pusemos, pusestes, puseram.
Pretrito mais-que-perfeito: pusero, puseras, pusera, pusramos, pusreis, puseram.
Presenie do subjunfivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham.
Pretrito imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, pusssemos, pussseis, pusessem.
Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

  Prszer
Significa agradar; aprazer.
S possui as formas de terceira pessoa. Trata-se, pois, de um verbo unipes-
soal.

Pretrito perfeito do indicativo: prouv.
Pretrito mais-que-perfeito: prouvera.
Pretrito imperfeito do subjuntivo: prouvesse.
Futuro: prouver.

No tem presente do subjuntivo nem imperativo negativo. O imperativo afir-
mativo s possui uma pessoa: praz voc.
Os derivados aprazer e desprazer so conjugados integralmente. Comprazer,
embora derivado de prazer, conjuga-se porjazer.
Alguns exemplos com o verboprazer:

- No meproz seu comportamento.
Pruz = agrado.
- Proz-mc seu modo de ser.
Pbz = <*-*>.
- Irei com voc, se lhe prouver.
%oawi <*-*> <*-*>: <*-*>oowi.
- Noprouve a Mnica sua conversa.
Prauw = agrado"; <*-*>rovw.

Precaver-se

O verbo precaver-se s se conjuga nas formas arrizotnicas. Portanto,  de-
fectivo. No se deriva de ver nem de vir. Por este motivo, no tm cabida for-
mas como precavejo, precavs; precavenho, precavns, precavm, precavenha, etc.
As formas inexistentes deste verbo so substitudas pelas dos sinnimos pre-
catar-se, acautelar-se e prevenir-se.

Presente do indicativo: precavemo-nos, precaveis-vos.
Pretrito perfeito: precavi-me, precaNeste-te. precaxeu-se, precavemo-nos, precavestes-vos,
  precaveram-se.
Pretrito imperfeito do subjuntivo: precovesse-me, precaHesses-te, precovesse-se,precavtr
  semo-nos, precav<*-*>sseis-vos, precavessem-se.
Futuro: precaver-me. precaveres-te, precaver-se, precavermo-nos, precaverdes-vos, precarie-
  rem-se.

Como se v, o verboprecaver-se no possui presente do subjuntivo.

Prover

Significa: 1) Tomarprovidncia acerea de.
  2) Nomear algum (para cargo, emprego, ofcio, etc:).
  3) Fornecer; munir; abastecer.
  4) Ornar; dotar.
  5) Munir-se.

O verbo prover conjuga-se por ver, exceto nos tempos derivados do pretrito
perfeito do indicativo.

Pretrito perfeito do indicativo: provi, proveste. proveu. provemos, provestes, proverom.
Pretrito mais-que-perfeito: provero, proveras, provera, provramos, provreis, proveram.
Pretrito imperfeito do subjuntivo: provesse, provesses, provesse. provssemos, provsseis,
  provessem.
Futuro: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.

Desprover conjuga-se da mesma forma.
Alguns exemplos com o verboprover:

- A empregadaproveu tudo para nossa viagem.
%owo <*-*> tanwproridt<*-*>cia.r oac.va dr.
- O Governadorproveu Mrio de Chefe da Casa Civil.
%owy = nancao.
- Os caminh<*-*>es cbegaram eproverom a cidade de mantimentos.
%wrmn = abarammn.
- Ela seproveu de duas notas de CrS 100,00 e saiu.
%wv-.rc <*-*> manru-.rc.


158 139
<012>

Querer

Uma nica observao: o verbo querer,  luz da lgica, no deveria ter impe-
rativo. No entanto, pode<*-*>er usado nesse modo, mormente quando se trata de
cortesia:

- Queira entrar, por favor !
- Queira sentar-se, minha senhora!

Reaver

Significa recrtperar; tornar a haver.
O verbo reaver conjuga-se por haver, mas sd possui as formas em que este
conserva a letra v.

Presente do indicativo: reavemos, reavPis.
Pretrito perfeito: reouvr, reouveste, reouvP, reouvemos, reouvestes, reouveram.
Pretrito mais-que-perfeito: reouvra, reoaveras, reouvera. reouvramos, reouvreis, reov-
  vPram.
Pretrito imperfeito: reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvssemos, reouvsseis, reouves-
  sem.
Futuro: reouver, reouveres, reouvrr. reouvermos, reouvrrdes, reouverem.

Como no possui a 1<*-*> pessoa do singular do presente do indicativo, no pos-
sui tambm todo o presente do subjuntivo.
Alguns exemplos com o verbo reaver:
  - Ele anda no reouve tudo o que perdeu no vcio do jogo.
  - Reouvemos somente parte do dinheiro que emprestamos.
  - O mdico fez que ela reouvrsse os sentidos em poucos segundos.
  - Seus pais proibiram-nos de entrar em casa enquanto no reouvessem o dinheiro que
  haviam perdido.
  - Qando reouvermos o crdito e o prestgio perdidos, voltaremos a ser respeitados.

S<*-*>ber


Presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem.
Pretrito pedeito: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberom.
Pretrito mais-que-perfeito: soubero, souberas, soubera, soabramos, soubreis, soube-
  ram.
Presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, soibam.
Pretrito imperfeito: soubesse, soubesses, soubesse, soubssemos, soubsseis, soubessem.
Futuro: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.


Trnzer


Presente do indicativo: trago, trazes, traz, trozemos, trozeis, trozem.
Pretrito perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram.

Pretrito mais-que-perfeito: trouxera, troaxeras, trouxera, trouxromos. trouxreis, trou-
  xeram.
Futuro do prcsentc: trarei, trars, trar, traremos, trareis, trwo.
Futuro do pretrito: traria. trarias, traria, trariamos, trarieis, trariam.
Presente do subjuntivo: trogo, trogos, traga, tragamos, tragais, tragam.
Prctrito imperfeito: bouxesse, tr<*-*>uxesses, trouxesse, trouxssemos, trorixsseis, troicxes-
  seis, trouxessem.
Futuro: trouxer, trouxeres, troaxer, trouxermos. trouxerdes, trouxerem.

  V rler

O verbo valer s  irregular na l<*-*> pessoa do presente do indicativo e, por con-
seqnncia, em todo o presente do subjuntivo.

Presente do indicativo: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem.
Presente do subjuntivo: valha, valhas, valha, volhamos. valhais, valham.

Por valer conjugam-se desvaler e equivaler.

Ver


Presente do indicativo: vejo, v<*-*>s, vd, vemos, vedes, vpem.
Pretrito mais-que-perfeito: vira, viras. vira, vromos, vireis, n'ram.
Presente do subjuntivo: veja, vrjas, veja, vejomos, vejais, vejam.
Pretrito imperfeito: visse. visses, visse, vssemos, vsseis, vissem.
Futuro: bir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Por ver conjugam-se os derivados antever. entrever, prever e rever.


26. Verbos irregulues dz 3f conjag'<*-*>o.

Agredir

O verbo agredir muda o e em i nas formas rizotnicas.

  Presente do indicativo: agrido, ogrides, agride, agrcdimos, agredis, agridem.
  Presente do subjuntivo: agrida, ogridas, agrida, agridamos, agridais, agridam.
Por agredir conjugam-se: cerzir, denegrir; prevenir, progredir, regredir e trans-
gredir.

CO<*-*>r<*-*>r

O verbo cobr<*-*>r troca o o por u na 1<*-*> pessoa do singular do presente do indica-
tivo e em todas as pessoas do presente do subjuntivo.

  Presente do indicativo: cvbro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem.
  Presente do subjuntivo: cvbro, arbros, wMa, cubramos, aebrais, wbram.
Por cobrir conjugam-se: descobrir, dormir, encobrir. engolir e tossir.

o
  141
<012>

FerQ

O verboJerir troca o e por i na 1' pessoa do singular do presente do indicativo
e, conseqnentemente, em todo o presente do subjuntivo.

Presente do indicativo:jiro,feres,Jere,ferimos,feris,Jerem.
Presente do subjuntivo:fira,Jtros,jira,jramos,jirais,firam.

PorJerir conjugam-se: aderir, advertir, aaferir, competir, conseguir, de Jerir, des-
pir, digerir, divergir, divertir, gerir, ingerir, inserir, persegvir, preterir, prosseguir,
refletir, repelir, revestir, seguir, servir, sugerir e vestir.

Frigir

Signif'ica: 1 ) Cozer em manteiga ou azeite, naJrigideira.
  2) Ostentar-se em pblico; gostar de dar na vista; gostar de apare-
  cer.


Presente do indicativo:Jrijo,freges,Jrege,Jrigimos,Jrigis.f<*-*>egem.
Presente do subjuntivo:Jrija,Jrijas,frija,Jrijamos.frijais,Jrijam.

Alguns exemplos com o verbofrigir:

  - Nossa empregadafiege ovos todos os dias.
  Frcge = rnzc.

- Minha esposa semprefrege bolinhos, mas eu s osfrijo quando posso.
  Frege = cozc.
  Frijo = mzo.

- O Deputado trazia o irmo que,frigindo, parecia ser ele o representante do povo.
  Frigindo = o.rtcn<*-*>mdwe.
- Esta mulher,j por ser trintona,j por vaidade feminina,frege nos ambientes sociais.
  Frc;c=do<*-*>lodcaprraer.

- Meu secretriofrege, e eu, que sou o Governador, nofrijo.
  Frc;c = do.fw dc <*-*>ccxr.
  Frijo = ;orb dc aporcvr.


Fug<*-*>

Presente do indicativo:fujo,Joges,foge,fugimos,Jugis,fogem.
Presente do subjuntivo:Juja,fujas,Juja.fujamos,fujais.Jujam.

Porfugir conjugam-se: act<*-*>dir, bulir, construir, consumir, ct<*-*>spir, destruir, entu-
pir, escapulir, reconstruir, sacudir, subir e sumir.

Ir


Presente do indicativo: vov, vais, vai, vamos, ides, v<*-*>o.
Pretrito perfeito:Jui.Joste,foi,fomos,fostes,forom.
Pretrito mais-que-perfeito:fora,foras.fora,J Bromos,f8reis.foram.

Presente do subjuntivo: v. vs, v, vomos, vades, vo.
Pretrito imperfeito:fosse,Josses,fosse,Jssemos.fsseis,Jossem.
Futuro:Jor, Jores,Jor, Jormos,fordes,forem.

  Oovir


Presente do indicativo: ouo, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem.
Presente do subjuntivo: ouo, ouas. oua, ouamos, ouais, ouam.

Pedir


  Presente do indicativo: peo, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem.
  Presente do subjuntivo: pea, peas, pea, peomos, peais, peam.

Porpedir conjugam-se: desimpedir, despedir, expedir, impedir e medir.

Remir

Significa: 1) Adquirir de novo; resgatar; tirar dopoder alheio.
  2) Indenizar.
  3) Fazer esqr<*-*>ecer; expiar; atenuar.
  4) Livrar; libertar; resgatar (por dinheiro).
  5) Resgatw-se; livrar-se dopoder do inimigo, pagando o resgate.
  6) Reabilitar-se.
  7) Pagw o qr<*-*>e deve.
 verbo regular, mas s tem as formas arrizotnicas. As formas que lhe fal-
tam so supridas com as do verbo sinnimo redimir, que  tambm regular,
mas de conjugao completa.

  Presente do indicativo: redimo, redimes, redime, remimos, remis, redimem.
  Presente do subjuntivo: redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam.

Alguns exemplos com o verbo remir ou redimir:

- Sd depois que pagou todas as presta<*-*>es, o homem remiu o automdvel.
  Rcmio = adqriri<*-*> dc nom.
- Ele diz que redime as despesas que tivemos.
  Rcdbnrrndcniza.
- Ela remiu suas ofensas com dois beijos.
  Rcmi<*-*> = cxpiau.In c.rquccer.
- Paulo remiu todos os flhos do servio militar.
  Rrmlr = lbrw.
- O Juiz absolveu o ru, esperando que se redimo totalmente.
  Rcd<*-*>tmo-x = rnbilite<*-*>x.
- Depois que recebeu o salrio, o rapaz remiu-se.
  Rcmrn = pa6au ado o qvc dcvia.
- Antes de alardear vantagens, redima-se!
  Rcdrmo-rc = pn;uc <*-*>do o q<*-*>r dcw.

142 ! 143
<012>

Rir


Presente do indicativo: rio, ris, ri, rimos, rides, riem.
Presente do subjuntivo: ria, rias, ria, riamos, riois, riwn.

Vir


Presente do indicativo: venho. vens, vem, vimos, vindes, v<*-*>m.
Pretrito imperfeito: vinha, vinhas, vinha, vinhamos, vinheis, vinham.
Pretrito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram.
Pretrito mais-que-perfeito: viera, vieras, viero, viramos, vireis, vieram.
Presente do subjuntivo: venha, Nenhas, rertha, venhamos, xenhais, venham.
Pretrito imperfeito: viesse, viesses, viesse, vissemos, visseis, viessem.
Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem.


27. Os verbos defectivos da 3<*-*> conjugao. Na terceira conjugao, h dois
tipos principais de verbos defectivos:

I<*-*>) os que seguem o verbo abolir e s se conjugam nas formas em que depois do radi-
  cal aparece e ou i;
2Q) os que seguem o verboJalir e s6 se conjugam nas formas em que depois do radical
  aparece i.

Abolir


Presente do indicativo: -. aboles, obole. abolimos, abo/rs, obolem.
Pretrito imperfeito: abolio, aho/ias, abo/ia, aboliamos, abo/ieis, aboliam.
Pretrito perfeito: aboli, aboliste, aboliu, abo/imos, abolistes, abo/iram.
Pretrito mais-que-perfeito: abolira, aboliros, abolira, aboliramos, abo/ireis, aboliram.
Futuro do presente: abo/irei, abolirs. abolir, aboliremos, abolireis, aboliro.
Futuro do pretrito: aboliria, abolirias, aboliria, aboliramos, abolirieis, oboliriam.
Pre<*-*>ente do subjuntivo: no h.
Pretrito imperfeito: abolisse, abolisses, abo/isse, abolissemos, abo/isseis, abolissem.
Futuro: abolir, abo/ires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem.
Imperativo afirmativo: abo/e (tu), oboli (vs).
Imperativo negativo: no h.
Infinitivo pessoal: abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, obo/irem.
Infinitivo impessoal: abo/ir.
Gerndio: abolindo.
Particpio: abo/ido.

Como se v, o verbo abolir s  defectivo nas formas em que ao radical se se-
guiria a ou o.
Conjugam-se por abolir os seguintes principais verbos: aturdir, banir, bramir,
carpir, colorir, comedir-se, descomedir-se, desmedir-se, delinqiiir, delir, demolir,
emergir, escr<*-*>lpir, exaurir, explodir, extorquir, Jruir, fundir, grunhir, imergir, im-
pingir, insculpir, latir, retorquir, ruir, tinir, urgir, usufruir e zunir.

O verbo carpir, quando significa limpar do mato (uma roa), pode ser empre-
gado em todas as pessoas: eti carpo, ta carpes, etc. Em qualquer outro signifi-
cado, porm, segue a conjugao de abolir.
Esto arrolados acima alguns verbos unipessoais (grr<*-*>nhir, latir, tinir, zunir,
etc.) porque, evidentemente, podem ser usados em sentido figurado.

F<*-*>l


Presente do indicativo:falimos,falis.
Pretrito imperfeito:Jalio,Jalios,Jolia. Jaliamos,Joleis,Ja/iam.
Pretrito perfeito:fali,Jaliste,fa/iu.Jalimos,Jalistes,faliram.
Pretrito mais-que-perfeito:fo/ira.Ja/iras.Jalira,faliramos.Jalireis,Jo/irom.
Futuro do presente:folirei,folirs,falir.faliremos,falireis,Jalir<*-*>o.
Futuro do pretrito: Jaliria,Jalirias, Jaliria, JoJiriamos.Ja/ireis,Ja/iriam.
Presente do subjuntivo: no h.
Pretrito imperFeito:Jalisse, Jalisses,Jo/isse, Jolrssemos.falisseis,fa/issem.
Futuro:Jalir,Jolires,folir,Jalirmos, Jolirdes.Jalirem.
Imperativo af<*-*>vmativo:fa/i (vs).
Imperativo negativo: no h.
Infinitivo pessoal:fa/ir.Jolires,Jalir, Jalirmos,Jalirdes,falirem.
Gerndio:Jalindo.
Particpio:Jalido.

Como sev, o verboJalir s  defectivo nas formas em que ao radical se se-
guiria o ou e. Trata-se de um verbo s conjugado nas formas arrizotnicas.
Conjugam-se porfalir os seguintes principais verbos: adir, agrierrir, combalir,
embair, empedernir, espavorir,florir, gorrir, reflorir, remir, ressarcir, ressequir e
transir.



IS. COo JOgi<*-*><*-*>O <*-*>OS VBf<*-*>OS VENDER C POR <*-*> O <*-*>000<*-*>C O COC<*-*>tlCO.


VENDE-LO P-LO

             MODO INDICATIVO
             Pre5nte
vendo-o      ponho-o
vende-lo     p<*-*>e-lo
vende-o      p<*-*>e-no
vendemo-lo   pomo-lo
vendei-lo    ponde-lo
vendem-no    p<*-*>ero-no





144 ( 145
<012>

              Pretr1to Inperfe1to
vendia-o      punha-o
vendia-lo     punha-lo
vendia-o      punha-o
vendamo-lo   pnhamo-lo
vendei-lo    pnhei-lo
vendiam-no    punham-no

              Pretr1to Perfe1to
vendi-o       pu-lo
vendeste-o    puseste-o
vendeu-o      po-lo
vendemo-lo    pusemo-lo
vendeste-lo   puseste-lo
venderam-no   puseram-no

               Pretr1to Mx<*-*>-Q<*-*>e-Perfeito
vendera-o      pusera-o
vendera-lo     pusera-lo
vendera-o      pusera-o
vendramo-lo   pusramo-lo
vendrei-lo    pusrei-lo
venderam-no    puseram-no

                Fetaro do Prexete
vend-lo-ei     p-lo-ei
vend-lo-s     p-lo-s
vend-lo-      po-lo-
vend-lo-emos   p-lo-emos
vend-lo-eis    p-lo-eis
vend-lo-o     p-lo-o

                 Fdnro do Pnkr1to
vend-lo-ia      p-lo-ia
vend-lo-ias     p-lo-ias
vend-lo-ia      p-lo-ia
vend-lo-amos   p-lo-amos
vend-lo-eis    p-lo-eis
vend-lo-iam     po-lo-iam


             MODO SUBJUNTIVO
             Prexnte
venda-o      ponha-o
venda-lo     ponha-lo
venda-o      ponha-o
vendamo-lo   ponhamo-lo
vendai-lo    ponhai-lo
vendam-no    ponham-no

                Pretrito Imperfe1to
vendesse-o      pusesse-o
vendesse-lo     pusesse-lo
vendesse-o      pusesse-o
vendssemo-lo   pusssemo-lo
vendssei-lo    pusssei-lo
vendessem-no    pusessem-no


  Futaro

  Ncstc kmpo o pronomc fica proclttico.

Quando eu o vender Quando eu o puser
Quando tu o venderes Quando tu o puseres
Quando ele o vender Quando ele o puser
Quando ns o vendermos Quando nbs o pusermos
Quando vs o venderdes Quando vs o puserdes
Quando eles o venderem Quando eles o puserem


  MODO IMPERA'PIVO

  Af Qm<*-*>ti<*-*>o

vende-o (tu) p<*-*>e-o (tu)
venda-o (voc) ponha-o (voc)
vendamo-lo (nbs) ponhamo-lo (nbs)
vendei-o (vds) ponde-o (vs)
vendam-no (vocs) ponham-no (vocs)


  Neg<*-*>ti<*-*>o
no o vendas (tu) no o ponhas (tu)
no o venda (voc) no o ponha (voc)
no o vendamos (ns) no o ponhamos (nds)
no o vendais (vs) no o ponhais (vs)
no o vendam (vocs) no o ponham (vocs)

  FORMAS NOMINAIS
  le<*-*>'miti<*-*>o Impawl

vend-lo p-lo



vendendo-o

<*-*>io

pondo-o





146 147
<012>

  Conjoga<*-*>o dos Verbos Prooomioais

DIGNAR-SE ARREPENDER-SE

                MODO INDICATIVO
                Pre5e0te
digno-me        anependo-me
dignas-te       arrependes-te
digna-se        arrepende-se
dignamo-nos     anependemo-nos
dignais-vos     anependeis-vos
dignam-se       anependem-se
                Pretr1to Imperfe1to
diguava-me      arrependia-me
dignavas-te     arrependias-te
dignava-se      arrependia-se
dignvamo-nos   anependamo-nos
dignveis-vos   arrependeis-vos
dignavam-se     anependiam-se
                Pretr1to Perfeito
dignei-me       arrependi-me
dignaste-te     anependeste-te
dignou-se       anependeu-se
dignamo-nos     anependemo-nos
dignastes-vos   anependestes-vos
dignaram-se     arrependeram-se

                   Pretrito M,i%Qoe-Pedeito
dignara-me         anependera-me
dignaras-te        arrependeras-te
dignara-se         arrependera-se
dignramo-nos      arrependramo-nos
digreis-vos      arrependreis-vos
dignaram-se        arrependeram-se
                   Fuloro do Preseete
dignar-me-ei       arrepender-me-ei
dignar-te-s       anepender-te-s
dignar-se-        anepender-se-
dignar-nos-emos    anepender-nos-emos
dignar-vos-eis     anepender-vos-eis
dignar-se-o       anepender-se-o
                   Fatoro do Pntrito
dignar-me-ia       anepender-me-ia
dignar-te-ias      arrepender-te-ias
dignar-se-ia       anepender-se-ia
dignar-nos-amos   arrepender-nos-amos
dignar-vos-eis    arrepender-vos-eis
dignar-se-iam      arrepender-se-iam

MODO SUBJUNTIVO


Presente

digne-me      anependa-me
dignes-te     anependas-te
digne-se      anependa-se
dignemo-nos   anependamo-nos
digneis-vos   anependais-vos
dignem-se     anependam-se


Pntrito Ioperfeito


dignasse-me arrependesse-me
dignasses-te anepe<*-*>desses-te
dignasse-se arrependesse-se
dignssemo-nos anependssemo-nos
dignsseis-vos anependsseis-vos
dignassem-se anependessem-se


  Futuro


  Ncnte tempo o pronome oblquo vcm antcpoato ao verbo.


  Quando eu me dignar
  Quando tu te dignares
  Quando ele se dignar
  Quando ns nos dignarmos
, Quando vs vos dignardes
  Quando eles se dignarem

Quando eu me anepender
Quando tu te anependeres
Quando ele se anepender
Quando ns nos anependermos
Quando vs vos anependerdes
Quando eles se anependerem


MODO IMPERATIVO

Afirm<*-*>tivo

digna-te (tu)       anepende-te (tu)
digne-se (voc)     anependa-se (voc)
dignemo-nos (ns)   arrependamo-nos (ns)
dignai-vos (vs)    anependei-vos (vs)
dignem-se (vocs)   anependam-se (vocs)





148 149
<012>

Neg<*-*>tivo


no te dignes (tu)
no se digne (voc)
no nos dignemos (ns)
no vos digneis (vs)
no se dignem (vocs)

no te anependas (tu)
no se anependa (voc)
no nos anependamos (ns)
no vos anependais (vs)
no se anependam (vocs)


FORMAS NOMINAIS


I<*-*>'iMo Impes<*-*>l

dignar-se anepender-se


I<*-*>oitivo Pesawl

dignar-me       anepender-me
dignares-te     arrependeres-te
dignar-se       anepender-se
dignarmo-nos    arrependermo-nos
dignardes-vos   anependerdes-vos
dignarem-se     anependerem-se


Genodio


dignando-se arrependendo-se


P,rticpio


O pronome oblquo no  empregado nesta forma nominal.


ADV<*-*>RBIO

1. O qae  advrbio. Comecemos com estes exemplos:

- Estudei muito.
Moito  advrbio porque modifca vcrbo.

- Esta cidade  mrtito grande.
Muito  advrbio. porque moditica adjetivo.
- Ainda  muito cedo.
Muito  advrbio, porquc modifca outro advErbio.


Advrbio , assim, a palavra que modifica verbo, adjetivo ou
advrbio.

at - outro

Z. Os priocipais advrbios. Eis os principais advrbios:

  - de Ivgar: aqui, ali, a, l, perto, longe, atrs, acima, etc.
  - de tempo: hoje, amanh, ontem, cedo, tarde, nunca, etc.
  - de modo: bem, mal, assim, apenas, depressa, devagar, etc.
  - de intensidade: muito, pouco, to, bastante, mais, menos, etc.
  - de afirmao: sim, deveras, certamente, realmente, etc.
  - de negao: no, nunca, jamais.
  - de dvido: talvez, qui, porventura, acaso, provavelmente, etc.
Existem ainda os advrbios.interrogativos: qttando (de tempo), como (de mo-
do), onde (de lugar) e por que (de causa). Importante: somente so advrbios
interrogativos quando em ora<*-*>es interrogativas, obviamente.

3. As locu<*-*>es adverbiais. s claras. s cegas, s tontas, s vezes,  pressa, 
jora, a granel, a cavalo, ao vivo, a esmo e de cor so algumas das locu<*-*>es
adverbiais existentes em nossa lngua.
Locuo adverbia! so duas ou mais palavras que funcionam como advrbio.
Uma curiosidade: a locuo legtima   pressa, e no s pressas. Esta forma
surgiu em virtude de analogia com outras locu<*-*>es (s claras, s cegas, s ton-
tas, s vezes, etc.). A influncia destas locu<*-*>es  to grande sobre as demais,
usadas no singular, que j se ouve s esquerdas e s direitas. Isto  erro dos
mais graves. spressas, no entanto,  considerada expresso correta, pois foi
muito usada por clssicos da lngua.
Existem locu<*-*>es adverbiais que exprimem um sem-nmero de circunstn-
cias. Vejamos as principais: ,

1) - s vezes ela f'tcava triste.
  - le tempos em tempos ocorre um terremoto nesta regio.
  - As crianas comeram spressas.
  - Estudamos darante o dia e trabalhamos  noite.
  - Brincamospela manh e estudamos de tarde.
  Gocv<*-*>er adverbiait de tempo

2) - O jogador chutou a bola a esmo.
  - Um Imperador deve moner dep.
  - Trabalhamos  toa.
  - Fale sem vergonha.
  - Encontrei-apor acaso.
  - Gota a gota o mar se esgota.
  Gonp<*-*>e.rad<*-*>crbi<*-*>drmado

3) - Voltaremospara casa amanh.
  - No a vi deperto.
  -  direito ficou o Presidente.
  - Contemplava-as a distOncia.
  - Cumprimentei-o de longe.
  - ,"foda virtude est sempre entre dois vicios" (W. Wei'rEHen<*-*>).
  Goa<*-*>es adNcrbiait  <*-*>Sm

150 151
<012>

4) - No farei esse trabalho deJormo nenhuma.
  - Em hiptese alguma admitiremos esse namoro.
  - No aceitaremos sua proposta dejeito nenhum.
  - No viajaremos hoje de maneira nenhuma.
  Loa<*-*>es ad,rrbia de ncgao


5) - M6nica chegou com o irmo.
  - Nigum quis vir com Regina.
  - Fomos ao teatro com o mestre.
  Loco&s ad<*-*>erbia de mmpaobia


6) - Viajamos de ovio.
  - Ningum deve viver de iluso.
  - Voltaremos de novio.
  Goaars adwrbiais de meio


7) - Ela est-se comendo de raivo.
  - O mendigo morreu defome.
  - No autono as folhas caem com o vento.
  - A flor murchou com o calor.
  - A mulher se assustou com o trovo.
  - As palmeiras vergam ao vento.
  - . difcil matar um gato, tal a sua resistnciaJisica.
  - "Desconfiarpor temor  covardia, ms desconfiarpor cautela  prudncia" (PAuRE

  ANTNIO VIEIRA).
  - As mulheres so ms por causa dos homens, e os homens, por causa das mulhere<*-*>

  (CRMEN SYLVA).
  - Por carne, vinho epo, deixo manjares no salo.
  Gow6cs adwrbiais dc cmsa


8) - Falaremos hoje sobrepoltica internacionol.
  - Escrevi sobreJatos da minho in J6ncia.
  . No conversaremos sobre Geografia.
  Gow6rs adverbia de assu<*-*>to


9) - $airemos apasseio domingo.
  - Comprei roupaspara o inverno.
  - Ele vai estudarparo engenheiro.
  - Os amigos sopara os ocasi<*-*>es dficeis.
  - Estamos aquipara qualquer eventualidade.
  - Ela me convidoupara umpasseio.
  - "O homem foi criadopara a sociedade" (B<*-*>AKsToNE).
  Loa<*-*>cs adiwbiair dcfawlidadc


10) - Viva de acordo com as suasposses.
  - Agi de acordo com os meusprinciplos.
  - Ele se comportou emJuno do irmo.
  - O pianista tocou conforme aportitura musical.
  Goaprs adeerbiait dr mA/'winidadc

1 I ) - A menina feriu-se com aJaca.
  - Abri o trinco da porta csom o dedo.
  - Desfiz o nd com os dentes.
  - Veja com os olhos, no com as mos.
  - No se devem fazer cortesias com chapu alheio.
  Gocvpdcs adiwbiais dc inslrurncnto

12) - Todos devemos lutarpela liberdade.
  - Faleipelo ru (em favor do ru).
  - O Presidente Falou a nossofavor.
  - Trabalhamos afavor do candidoto eleito.
  Goar<*-*>e.r adwrbiair drjoror

13) - O Palmeirasjogar contra o Cruzeiro.
  - Manifestei-me contra essa deciso.
  - O Brasil lutou contra o Paraguoi no sculo passado.
  - Jogamos com a Holanda: perdemos.
  - Ela brigou com <*-*>odos.
  Lowp<*-*>cr advrrbio dc oposip<*-*>o

14) - Vinho se faz com uva.
  - Este prato  feito deporcelana.
  - Viadutos se constroem com clmento eJerro.
  - Os pra-choques modernos so feitos de materlalp/stico.
  Gacv<*-*>es ad<*-*>wbiai.r dc raatria

15) - Voc comeu gatopor lebre.
  - Juropor Deus (em nome de Deus).
  - "O homem honrado nuncajura; contenta-se em dizer: isto  ou isto no . O seu
  carterjurapor ele" (LA B Ruv<*-*>RE).
  - No deixe nunca o certopelo duvldoso.
  - Ofereci mil cruzeirospelo terreno.
  - Dei o automvel em troca da casa.
  - Assinei o recibope/ogerente.
  - O Ministro faloupelo Presidente.
  Gocu&s ad<*-*>rrbia de svbstituim

16) - Avaliaram a casa em Crf200.000,0D.
  - Comprei este livropor dez cruzeiros.
  - Venderam a fazendaporpreo elevado.
  Gow<*-*>es adiwbia dcprepo

I 7) - O pobre estpora o rico assim como o pequeno estpara o gronde.
  - Oito estpara quatro assim como dez estpara cinco.
  - "A poesia est para o realidade assim como o perfume paro o caroo..." (B ER I Lo

  NEVES).
  Goarncs adnrbia dcpropwo

18) - Apesar do temporal, chegamos bem.
  - Malgrado sua m vontade, conseguimos vencer.
  - N<*-*>o obstante seu esforo, fomos derrotados.
  Locv<*-*>rs odvcrbia dc connssbo

152 153
<012>

  .


19) - "Sem umaforte vontade, no se consegue fazer nada de bom" (M. D'AzEcl.lo).
  - Sem experincia, no se vive para si, vive-se para os outros.
  - "A velhice no  suportvel sem um ideal ou um vcio" (A. Du M As, filho).
  - Sem o emprstimo, no construiremos a casa.
  - O Presidente no se reeleger sem o meu apoio.
  - Ikscemos no Brasil sem vintm.
  Goa<*-*>ca adverbiair dc owidii<*-*>o

20) - "A semelhana que xiste entre os amigos e os aduladores  a mesma que h entre

  QCJ l IObOS" (CHAPMAN).
  - Scmpre haver muita compreenso entre mim e ela.
  LoaK<*-*>cJ adrrrbiais dc rcciprocidadc

21) - Cristina me supera em inteligtncio.
  - Em xadrez ningum me vence.
  - Em esperteza voc perde para ele.
  - Ningum a iguala emformosura.
  - Em agilidade ningum se compara a mim.
  Locu6e.r ad,rrbio de limitado

4. A flexo de grao do advrbio. O advrbio somente se flexiona em grau,
mas isto no quer dizer que sofra varia<*-*>es de forma. Voc j deve ter ouvido
estasplavras: longissimo, cedissimo, devagarzinho, agorinha, pertinho, etc.
Tra<*-*>l<*-*>C=:sc<*-*> dos advrbios longe, cedo, devagar, agora e perto com a forma altera-
d.'F.r<*-*>' Gramtica, isto constitui erro. No entanto, na linguagem coloquial
e dsprtensiosa do dia-a-dia, so admitidas tais formas e modos de dizer.
So dois os graus do advrbio: o comparativo e o superlativo.
O comparativo pode ser:
  - de igualdade: Minha namorada acorda to cedo quanto (ou como) eu.
  - de superioridade: Minha namorada acorda mais cedo que (ou do que) eu.
  - de inferioridade: Minha namorada acorda menos cedo que (ou do que) eu.

Resumindo:

- para a igualdade usamos: to...quanto (ou como);
- para a superioridade usamos: mais...que (ou do que) e
- para a inferioridade usamos: menos...que (ou do que).

O superlativo pode ser:

- relativo: - Vim o mais depressa possvel.
  - Levantem-se o menos tarde que puderem.
- absoluto: - Vim muito depressa.
  - Levantem-se muito tarde.
Resumindo:

- para o superlativo relativo usamos: o mais, o menos, e
- para o superlativo absoluto usamos o advrbio muito.

Como se nota, o advrbio flexiona-se em grau sem sofrer alterao de forma.

(<*-*>1248

5. Observa<*-*>es importaotes. 1. Tarde, bem e mal, quando precedidos de ar-
tigo, pronome ou preposio, so substantivos: a tarde, o bem, o mal, esta tar-
de, meu bem, de tarde, de bem, de mal, etc.

2. Muito, pouco, bastante, mais, menos, tanto e quanto, quando modificam
  substantivo, so adjetivos: muito homem, pouca gente, mais amor e menos
  confiana, bastantes mulheres, tantas fichas, quantos alunos, etc.

3. Nada  advrbio quando modifica adjetivo:

- Ele no est nada bom.
- Ela no icou nado contente.

Junto de verbo, nada  pronome:

- "No h nada to despdtico como uma verdade evidente" (PAoe E SENA Fher'rAs).
- "Nada  to vergonhoso como ser velho e no ser sbio" (PtSsl.lo Sleo).
- "O fim da vida  triste; o meio no vale nada; e o princpio  ridculo" (VocrAIxE).

4. Algo tambm  advrbio quando modifica adjetivo:
- Ele est algo irritado.                             <*-*>t~ J<*-*>
= Ele est um ranto irritado.
                                                      v
Q'C1,
- Ela ficou algo desconfiada.                         v
= Ela ticou om tanto dcsconfiada. <*-*>                   <*-*><*-*> G
Em qualquer outra circunstncia,  pronome:
- Algo est enado aqui.
= Argrona coisa est<006> errada aqui.
                                                      <*-*> M.
- D-me algo para beber.
= Ik-me alguma coisa para bcber.

<*-*> 5. Aparecendo na frase vrios advrbios terminados em -mente, s o ltimo
  recebe o sufixo:

- Esperei calma e tranqilamente o desfecho do caso.
- Isto  inegve! e indubitavelmente um roubo<*-*>

Querendo nfase, cada advrbio poder vir com o suf'vco:
  - Esperei calmamente e tranqilamente o desfecho do caso.
  - Isto  inegavelmente e indubitavelmenre um roubo<*-*>
  - "Gogicamente. juridicamente e tradicionalmente no h outra maneira legtima de nos
  exprimir" (Rul BARsosA).

6. Melhor e pior, comparativos dos advrbios bem e mal; no podem confun-
dir-se com os comparativos dos adjetivos om e mau:
  - O que fiz, melkor (= mais bem) o sabes tu.
  - Melhor (= Mais bom)  o corao que a cabea.
  - Quantopior (= mais mau), melhor (mais bom).

154 ! 155
<012>

- Estas so as melltores (= mais boas) alunas da classe.
- Fomos ospiores (= mais maus)jogadores em campo.
- Quem se componoupior (= mais mal) foram exatamente as meninas.
- Elas esto caminhandopior (= mais mal) hoje que ontem.

Note que os comparativos dos adjetivos variam, mas os dos advrbios no.

7. Antes de particpios, usam-se preferivelmente as formas analticas mais
  bem e mais mal, em vez das sintticas melhor e pior:

- Esta casa est mais bem pintada que aquela.
- Estamos mais ma! preparados do que eles.
- Nosso plano continua mais bem elaborado que o seu.
- Nossa msica foi mais mal interpretada que a dela.

8. Debalde e embalde (= inutilmente; em vo) so os nicos advrbios de ori-
gem no-latina. Provm do rabe.

9. Evite o uso da forma propositalmente. Substitua-a por propositadamente ou
  de propsito. S use propositalmente, propositadamente. O mesmo se diz de
  proposital, forma que deve ser preterida em favor de propositado.

10. Pois no e pois sim so advrbios de valor negativo ou afirmativo, confor-
  me o tom em que forem proferidos:

- Fernando, quer vir comigo?
- Pis sim. (= Sim, eu vou.)
- Paulo, empresta-me dez cruzeiros?
- Pois sim... (= Claro que no.)

11. Meio  dvrbio quando vem junto de adjetivo: porta meio aberta; aspec-
  to meio feio; vidas meio tristes.
  Meio  adjetivo quando modifica substantivo: meia laranja, meio perodo,
  meia esto, meia melancia.
  Alguns querem a distino de significado entre as frases:

- porta meio aberta (= pona um pouco abena) e
- pona meia abena (= exatamente meia porta aberta).

A pretenso no se justifica, porquanto em portugus adjetivo no modifica
outro adjetivo. Em ambos os sentidos, diga ou escreva: porta meio aberta.

12. Alguns advrbios modificam uma orao inteira:

  - Felizmente a tempestade passou.
  - Lamentavelmente ela no se casou comigo.

13. O advrbio pode modificar, tambm, uma locuo adverbial:

- Digo isso muito depropsito.
- Chegaremos muito em breve.

14. De hrr muito  expresso adverbial sinnima de h muito tempo:
- De h muito espero uma oponunidade dessas.
- O Presidente morreu de lui muito.

15. Primeiro  advrbio quando modifica verbo:

- Chegueiprimeiro e sa por ltimo.
- Ela quer falarprimeiro.

  PREPOSIO

  1. O que  preposio. Comecemos com este exemplo: cosa de Pedro. Veja:
  existem a dois termos, casa e Pedro, ligados por uma palavra (deJ; essa pala-
  vra  uma preposio. Casa, como  o termo que vem precedido da preposi-
  o, chama-se antecedente ou subordinonte; Pedro, como  o termo que vem
  posposto  preposio,  o termo conseqi<*-*>ente ou subordinado.
' As preposi<*-*>es no tm somente a funo de ligar dois termos; elas estabele-
  cem certas rela<*-*>es entre o termo subordinante e o subordinado. Em casa de
  Pedro,  clara a relao de posse que a preposio imprime  expresso. Sa-
  be-se que Pedro  o possuidor da casa.
  Preposio , pois, a palavra invarivel que liga palavras, estabelecendo entre
  elas certas rela<*-*>es.

  2. As rel<*-*><*-*>es estnbelecidns pelns preposi<*-*>es.
  1) Relao de lugw: xercida pelas preposi<*-*>es em, a, de, para, por, entre,
  sobre e sob:

- Estvamos em casa.
- Irei a Nova Friburgo.
- Venho de Florianpolis.
- Fui para o Rio de Janeiro.
- J passeipor esta rua.
- Estou entre Itu e Jundia.
- A telha caiu sobre o veculo.
- Os carros estacionam sob o viaduto.

2) Relao deproximidade ou contigidade: exercida pela preposio a:

- Estou ao telefone.
- Estvamos janela.
- Sentamo-nos  mesa.

156 ' 157
<012>

3 i Rela o de tem o: exercida elas preposi<*-*>es de, a, para, em, at, desde:
 p p                                                        <*-*>    12) Relao deproporo: exercida pela preposiopara:
- Cheguei de tarde.                                          '
                                                                  - Quatro estpara dois assim como seis estpara trs.
- Nasci a 18 de dezembro.                                        - As baleias estopara os peixes assim como ns estamospara as galinhas.
- Deixemos issopara outro dia.                               !
- Fizemos a viagem em quatro horas.
- Dormi at agora.
                                                                  13) Relao de qualidade: exercida pela preposio de:
- Os diretores esto em reunio desde ontem.                      - Esta loja vende artigos de primeira.
                                                             i
                                                             i
Relao de assunto: exercida pelas preposi<*-*>es de e sobre:   ;    14) Relao de modo: exercida pelas preposi<*-*>es a, de e com:
- Estamos falndo de poltica.                                    <*-*> - Vim a cavalo.
- Conversamos sobre Portugus.                               <*-*>,   - Dormir de bruos.
                                                                  - Enfrentar a fera com coragem.
Relao de instrumento: exercida pelas preposi<*-*>es com, de e a:               Esto a as principais rela<*-*>es que as preposi<*-*>es estabelecem entre o termo
- Feri-me com uma serra.                                                '
- O menino apanhou de chicote.
                                                                        !     subordinante e o subordinado.
- Os trabalhadores quebram o asfalto a picareta.
                                                                              3. As preposi<*-*>es esseociais e as acideotais. Existem as preposi<*-*>es essenciais
Relao defim: exercida pelas preposi<*-*>es a e para:                           (sempre so preposi<*-*>es) e as acidntais (ora so preposi<*-*>es, ora no).
- os Bancos emprestam dinheiro ajuros.                                        As essenciais so: a, ante, aps, at, com, contra, de, desde, em, entre, para, pe-
- Os Ministros chegarampara a conferncia.                                    rante, por, nem, sob, sobre, trs. Veja-as em frases:
                                                                              - "A verdade, dita por um homem de gnio, passa sempre por paradoxo ante aqueles
Relao de matria: exercida pela preposio de:                              que o no tm" (vARcAs vIL.A).
- Relgio de ouro.                                                            - Estamos entre a cruz e a caldeirinha.
- Chapu de palha.                                                            - "Os Ministros so responsveisperante Deus, eperante o Prncipe, o povo" (BAcoN).
                                                                              - "O orgulho escondido sob a humildade  o pior de todos os males" (MAltco Ault<*-*>-
' Relao de companhia: exercida pela preposio com:                         LIO).
                                                                        I
- Fui ao parque com Maria.                                                    As acidentais so: a Jora, con Jorme. con.roante, durante, exceto, Jeito, Jora, me-
- viemos com Pedro.                                                           diante, salvante, salvo, segundo, tirante, etc. Veja-as em frases:
                                                                        ;     - Deus d o frio conforme a roupa.
9) Relao de ausncia ou desacompanhamento: exercida pela preposio   <*-*>     - "O tempo caminha com velocidade diferente consoante as pessoas. Com umas vai
sem :
                                                                              a passo, com algumas no trote, com muitas a galope e, finalmente, com outras
                                                                              det8m-Se" (<*-*>HAKESPEARE).
- Estvamos sem dinheiro.
- Palavras sem sentido.                                                 'i,   - "Come cebola dnrante um ano, se queres saborear mel o resto da vida" (Peov<*-*>ealo
                                                                        !     MUULMANO).
                                                                        ;     - Voc j chegou a imaginar Cristinafeito rainha?
1< ? ) Relao de oposio: exercida pelas preposi<*-*>es contra e com:          _
                                                                              "Conservar a prpria sade medlante um regime rigoroso  a mais aborrecida das
- Fiquei contra o rbitro.                                                    molstias" (JEAN Coue).
- Remar contra a mar.                                                  '     - "Segundo certos jovens escritores, o subconsciente  uma espcie de subsolo com
- Guerrear com o Paraguai.                                              <*-*>     bar" (<*-*>TIENNE REY).
- Brigar com todos.                                                     i
                                                                              As preposi<*-*>es essenciais j entraram na lngua como preposio e assim fi-
11) Relao de medida: exercida pelas preposi<*-*>es aepor:                      caram; as acidentais entraram com outras fun<*-*>es e s posteriormente ad-
- Compramos papel a metro.                                                    quiriram valor prepositivo. Durante, salvante, tirante e mediante, por exemplo,
- Vendemos bolacha somente por quilo.                                   !     entraram na lngua como particpio presente, e s mais tarde foram usados
158                                                                           159
<012>

eomo preposi<*-*>es. O mesmo se pode dizer de salvo e exceto, particpios dos
verbos salvar e excetuar. O curioso  que as preposi<*-*>es essenciais levam os
pronomes pessoais para as formas oblquas (entre mim, de ti, contra mim, sem
ti, etc.), ao passo que as acidentais exigem as retas: (exceto eu, salvo tu, afora
eu, salvante tu, etc.).
 por esse motivo que no podemos dizer nem escrever <*-*><*-*>Que isto fique entre
eu e tu", porque nesse caso estaramos fazendo das formas retas termos su-
bordinados.

4. As locu<*-*>es prepositiv<*-*>s. Das inmeras locu<*-*>es prepositivas existentes
em noss lngua, podemos citar algumas delas: ao lado de, antes de, depois de,
alm de, em vez de,  custa de, otravs de, rente a, de acordo com, junto de, a par
de, por causo de, prximo de. Note que as locu<*-*>es prepositivas sempre termi-
nam por preposio.

5. Combinao, cootrxo e crase. Combinao  o nome que se d  unio
da preposio a com o artigo o ou os: ao, aos.

Contrao  o nome que se d  unio de uma preposio com outra palavra,
havendo perda de fonema: da (de + a); no (em + o); pela (per + a); nisto (em +

l St O).
Crase  o nome que se d  fuso de fonemas idnticos:  (preposio a + ar-
tigo a); irquilo (preposio a + pronome aquilo); quele (preposio a + pro-
nome aquele).
Como se v,  crase no deixa de ser um caso de contrao.

CONJUNO

l. O que  coojuoo. Comecemos com estes exemplos:

  - O Juiz ouviu as panes e condenou o ru.
  - Quatro e trs so sete.

No primeiro exemplo, temos duas ora<*-*>es, porque h dois verbos: ouviu e
condenou. A primeira orao (O Juiz ouviu as partes) est ligada  segunda
(condenou o ruJ por uma palavra (eJ; essa palavra se chama conjuno. Por-
tanto, a conjuno ligou duas ora<*-*>es.
No segundo exemplo, existem dois sujeitos (1Q: quatro; 2<*-*>: trs), ligados por
uma palavra (e), que  a conjuno. Portanto, a conjuno ligou termos de
mesma funo sinttica (no caso, dois sujeitos).
Muitos pensam que neste caso, o e desempenha funo prepositiva. Pensam
errado. A preposio sempre subordina um termo a outro, e os termos que
ela liga no desempenham idntica funo sinttica, como no exemplo que

  vimos. Em Quatro e trs so sete, no existe relao nenhuma de subordina-
  o entre um termo e outro; quatro e tr<*-*>s so termos independentes. Em su-
  ma, a funo da preposio  fazer com que o termo subordinado complete
  ou explique o sentido do termo subordinante. O e, de fato, est ligando ter-
  mos, mas termos de mesmajuno sinttica, ou seja, dois sujeitos. Portanto,
  trata-se de conjuno, no de preposio. Veja outros exemplos, em que o e
  liga dois termos de funo sinttica idntica:
  - Comprei laranjas e bananas.
  Liga doia objeton diretoa: larm<*-*>jar c bm<*-*>ain.r.
  - Gosto de guaran e de cerveja.
  Liga doia objetos iodireton: dr ;<*-*>man e de ccnrja.



,
  Conjuno , portanto, a palavra invarivel que liga ora<*-*>es ou palavras de
  mesma funo sinttica.

  2. Os tipos de coojaoo. H dois tipos de conjuno: as coordenativas e as
  subordinativas.
  As conjun<*-*>es coordenativas ligam duas ora<*-*>es ou termos da orao sinta-
  ticamente independentes. Veja:
, - O Juiz ouviu as panes e condenou o ru.
  O e  conjuoo coordcnativa porque liga ora&en nintaticameotc iodcpcadeoten, into , oraCn quc no dcpea-
  dcm uma da outra.
I
  - Quatro e trs so sete.
  O r  coajunG<*-*>o coordcoativa porque liga dois tmaos de mesma funGo aintitica. ou neja. doin termon sintaca-
  meotciodcpcndeoten.
j
  As conjun<*-*>es subordinativas, ao contrrio, s ligam ora<*-*>es sintaticamente
! dependentes. Veja este exemplo:
  - Quero que tudo continue assim.

Nessa frase existem duas ora<*-*>es, porque h dois verbos. A primeira orao 
Quero; a segunda, que tudo continue assim. O que, como  palavra que liga ora-
<*-*>es,  conjuno. Pois bem. Quero  um verbo que no tem sentido comple-
to (quem quer, quer alguma coisa). A orao seguinte, ento,completa o seu
sentido, funciona como autntico objeto direto. Trata-se, por isso, de uma
orao sintaticamente dependente da outra.
Toda orao que depender de algum termo de outra, estar dependendo sinta-
ticamente dela.

'    3. As conjuo<*-*>es coordeo:tivos. So cinco as conjun<*-*>es coordenativas:
,
    1) aditivas: e, nem,(no s)... mas tambm,(no s)... como, etc.:
     - "A alegria prolonga a vida e d satfde" (UvnLe).
(.   - "No te enfades nem desanimes; se fracassares, recomeGa" (M Ntco Aux<*-*>cio).
!    - O amor no s6 faz bem como alimenta.

160 ! 161
<012>

2) adversativas: mas, porm, todavia, contudo, entretanto, no entanto, seno,
  etc.:

- "A beleza empolga a vista, mas o mrito conquista a alma" (PoeE).
- "O amor vence a morte; parece, porm, que um viciozinho qualquer vence o
amor" (EBNER EsceENBAce).
- Choveu, no entanto o calor continua.

o raro, a conjuno e aparece com valor adversativo:
  - Ela fuma, e (= mas) no traga.
  - Ele sempre diz uma coisa, e (= mas) pensa outra.

alternativas: ou, ou...ou,j...j, ora...ora, quer...quer, seja...seja, etc.:

  - "Minha alma existe ou no existe. Se ela existe, s pode ser eterna" (A. DuMAs, pai).
  - "Homem solitrio ou  besta ou  anjo" (PRovER Bto ITAL IANo).
  - Ncsta terra ora chove, ora faz sol.

4) conclusivos: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois (posposta a
  verbo):

- Choveu, logo haver boas colheitas.
- No estive aqui ontem,por isso no sei o que aconteceu.
- Voc nos ajudou bastante; ter,pois, nosso apoio.

explicativas: que, porque, porquanto, pois (anteposta a verbo):
  - "O universo todo obedece ao amor; amai, amai, que tudo o mais  nada" (LA FoN-
  TAINE).
  - No me convidem,porque no irei com vocs.
  - "O amor  a mais forte das paix<*-*>es, porque ataca ao mesmo tempo a cabea, o cora-
  0 e O COrpO" (PROVERBIO POPULAR),
  - "Dizi ao tempo, Senhor, que no me tire este amor, pois seria tirar-me a vida"
  (CAMPOAMOR).


4. As coojuo<*-*>es subordioativas. As conjun<*-*>es subordinativas so onze (mas
a NGB recotrltece apenas dez):

1 ) integrantes: que, se:
  - "Ningum ignora que a ambio pode rastejar e pode voar" (BuRIsE).
  - No sei se vocs esto sendo honestos.

Nas interrogativas indiretas, todos os interrogativos funcionam como con-
juno integrante:

- Veja quem est na sala.
- No seipor que eles me criticam tanto.
- Mostre-me onde voc ps o dinheiro.
- Perguntei-lhe quando comeGava o espetculo.
- Perguntei-lhe quanto custava o relgio.
- No sabemos quanto valemos.
- Explique-me como chegou at aqui.
- Diga-me quais so as suas inten<*-*>es.

2) causais: porque, porquanto, visto que, j que, uma vez que, como (em
  incio de .orao):

- O menino chorouporque apanhou dos pais.
- ramos felizesporquanto tnhamos sade.
- Voc devia vender-nos fiado, visto que somos honestos.
- J que voc insiste, irei.
- Como no tnhamos fsforo, ficamos s escuras.

3) comparativas: que, do que (aps mais` menos, maior` menor, etc.), qual e
  como (aps ta<*-*>, como e quanto (aps tanto), como, etc.:
  - "<*-*> maior felicidade o dar que o receber" (JEsus CR IsTo).
  - "A amizade de alguns homens  mais funesta e danosa do que o seu dio ou aver-
  S0" (MARQUES DE MARIC).
  - "A velhice acumula menos rugas no esprito do que no rosto" (Jouv).
  - O jogo de futebol no foi tal qual (ou como) se anunciava.
  - Tanto podemos ganhar como (ou quanto) perder.
  - Este sabonete vale tanto quanto (ou como) pesa.
  - "Os amigos so como os guarda-chuvas: nunca os encontramos  mo quando ne-
  CeSS<*-*>rlOS" (TEODORO DE BANVILLE).

4) concessivas: embora, ainda que, se bem que, posto que, conquanto, apesar
de que, por mais que, por pior que, etc.:

- "Em cada pequenina coisa que Deus criou, existe mais do que se supe, embora seja

Uma fOrmlga" (SANTA TERESA DE IESUS).
- "Os velhos parecem-se com os alfarrbios: contm excelentes coisas, oinda que mui-
tas vezes estejam carunchosos, podres e mal encadernados" (CLEMeNTE XIV).
- Ela veio conosco, se bem que desejasse ter ficado.
- Posto que me apressasse, no a pude alcanar.
- Conquanto encontrssemos muitos problemas, resolvemos continuar a tarefa.
- "Por mais fortes que sejam os laos com que o amor nos prende, muitas vezes um

dlSCnrSO OS rOmpe" (PADRE ANTNIO VIEIRA).
- Porpior que seja a nossa situao, estaremos ainda em vantagem.

5) condicionais: se, caso, contanto que, sem que (= se no), desde que (com
  verbo no subjuntivo), a menos que, a no ser que (= se no), etc.:

  - Caso chova, ningum sair deste pan'tanal.
  - " muito agradvel ouvir gente moa conversando, contanto que s se ouam as
  vozes, e no as palavras..," (L. P. SMITtl).
  - Ele no me entregar o relgio sem que Ihe pague.

So condicionais ora<*-*>es com verbo no imperativo, deste tipo:

- Tiabalha e estars salvo.
- Segue-me e ters o Reinado do Cu.

162 ' 16<*-*>
<012>

A orao iniciada por e ser principal; a outra, condicional:

- Se trabalhores, estars salvo.
- Se tu me seguires, ters o Reino do Cu.

Uma boa parte de gramticos, no entanto, prefere analisar aquelas ora<*-*>es
como consecutivas, no como condicionais.


6) conjormativas: conforme, consoante, segundo, como (= conforme), etc.:
  - Fiz o trabalho conjorme o professor pediu.
  - Esta notcia, consoantej anunciamos,  falsa.
  - Segundo fui informado, o custo de vida baixou !...
  - "Devemos tratar os amigos como desejamos que eles nos tratem" (AR<*-*>sT6TELEs).

7) consecutivas: que (aps os advrbios to, tal` tanto, tamanho` etc.), de sorte
  que, de modo que, de maneira que, de forma que, etc.:
  - "Deus ps o prazer to prximo da dor, que muitas vezes se chora de alegria" (GEoR-
  GE SAND).
  - "Nunca a fortuna p<*-*>e um homem em tal altura, que no precise de um amigo"
  (S NECA).
  - "O amor  um deus ou um demnio de tantas faces, que nunca pode escond-las
  COdaS" (CAMILO CASTELO HRANCO).
  - O chocolate era tamanho, que a crianpa o no conseguia enfiar  boca.
  - Ela no veio com as passagens, de sorte que no godemos viajar.
  - "Nunca digas antes as suas resolu<*-*>es; mas quando o dado for lan<*-*>ado, jogue-o de
  modo que venas a partida quejogares" (SELDEN).
  - Viva de maneira que no possa arrepender-se mais tarde.
  - As crian<*-*>as esto doentes, deforma que estamos impossibilitados de viajar.

De sorte que, de modo que, de maneira que e de,J'orma que somente sero lo-
cu<*-*>es consecutivas quando no houver subentendimento de tal. Como nes-
tes exemplos:
  - Ela no veio com as passagens, de sorte que no podemos viajar.
  - No temos dinheiro, de modo que no podemos viajar.
  - Queremos ir  Europa no final do ano, de muneira que temos de economizar.
  - No a vejo faz muito tempo, dejorma que no sei se ela est doente ou no.

Quando houver subentendimento da palavra tal, no existe locuo, mas
somente conjuno consecutiva (qve). Como nos exemplosj vistos:

- Viva de maneira que no possa arrepender-se mais tarde.
= Viva de r<*-*>t, mancira que n<006>o possa...
- ...,jogue-o de modo que venas a partida quejogares.
  ....joguew de modo T<*-*><*-*> que venG<*-*> a partida..

Neste caso, de maneira e de modo so adjuntos adverbiais de intensidade.

  8) temporais: quando, logo que, depois que, antes que, enquanto, assim que,
  mal, etc.:
  - "Quondo estiveres irado, conta dez; quando estiveres muito irado, conta cem" (JEF-
  FERSON).
  - Darei o seu recado logo que ela chegar.
! - Depois que ela se foi, tudo, para mim,  nada.
  - Choveu antes que pudssemos chegar ao cinema.
  - Sempre que voc precisar de dinheiro, procure-me.
i - "Enquanto se no perde a cabea, no est tudo perdido" (KoTzsuE).
j - As crianas dormiram enquanto assistiam  televiso.
  - No faa barulho enquanto estudo.
  - Assim que comecei a falar, todos se calaram.
  - Mal ela abriu a boca, todos comearam a rir.

O que  conjuno temporal quando se segue s express<*-*>es agora, h tempo,
jaz anos, aprimeira vez` a ltima vez e outras semelhantes:
  - Agora, que as crianas dormiram, vamos sair.
  - H tempo que no vou a Recife.
  - Faz trs anos que estamos noivos.
  - "A primeira vez que tu me enganares, a culpa ser tua; mas a segunda vez a culpa

  SCr<*-*> minha" (PROVRBIO ARABF).

A conjuno enquanto indica tempo concomitante; por isso, alguns autores-
com os quais concordamos - classificam-na como temporal concomitante.
Das temporais, enquanto  a nica que exprime tal conceito, o que leva, mui-
tas vezes,  confuso com as proporcionais. Alis, o mais acertado seria in-
corporar as proporcionais s temporais, j que ambas expressam idia de
tempo. A NGs, todavia, preferiu enveredar por outros caminhos...

9) finais: para que, a fim de que, que (= para que), etc.:
  - "Deus fez a vidapara que ela fosse vivida, e nopara que fosse conhecida" (JousERT).
  - "No perguntes  Felicidade quem ela  nem de onde veio; abre-lhe a porta afm de
  que ela entre e fecha-a, bem aferrolhada, aj:m de que no fuja" (Co ELeo N ETo).
  - Entre em silncio que as crianas no acordem.

  10) proporcionais:  medida que, ao passo que,  proporo que, quanto
  mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tanto
  mais), quanto menor... (tanto maior), etc.:
  - Nossas dificuldades aumentavam  medida que a vida encarecia.
  - Os candidatos se levantam aopasso que vo sendo chamados.

i
  - Minhas esperanas se perdiam proporo que meus amigos me abandonavam.

  - "Quanto mais um corao est vazio, tant0 maS pCSa" (M"". A:NIEL-LAPEYRE).
  - "O ano, quanto mais alto sobe, mais pequeno se afigura" (MARQuEs DE MAR<*-*>C,4).
j - "Quanto mais o homem fala em amor, menos ele tem gara dar"(HILDA Roxo).

164 165
<012>

Como se v, na orao principal pode no aparecer claro o advrbio tanto,
subentendido que est:

- O ano, quanto mais alto sobe, (tanto) mais pequeno se afigura.
- Quanto mais o homem fala em amor, (tanto) menos ele tem para dar.

) modais: sem que:
  - Eu caminhava sem que fizesse qualquer rudo.
  - Ela ria sem que mostrasse os dentes.
  - O homem falava sem que ningum entendesse.

A Ncs no reconhece as conjun<*-*>es modais.
Se voc achar mais fcil, poder guardar assim todos os tipos de conjuno
subordinativa: t ccc ccc TFP M.

5. As locu<*-*>es coojootivas. Eis algumas locu<*-*>es conjuntivas existentes em
nossa lngua: desde que, para que, afim de que, se bem que, logo que,  medida
que, de sorte que, ao passo que.
Loctio conjuntiva so duas ou mais palavras que tm valor de uma conjun-
o. No a confunda com a locuo prepositiva: esta sempre termina por pre-
posio; aquela, sempre por conjuno.

6. A coojuoo s ENno. A conjuno seno pode ser:
a) coordenativa adversativa:

- Aceitei o convite no por obrigao, seno (= mas aceitei-o) por delicadeza.
- No fiz isso por mim seno (= mas fi-lo) por vocs.
- No quero que voc v, seno (= mas quero) que voc fique.
- "No est a felicidade em viver muito, seno em viver bem" (PADRE ANTBNIO
VIEIRA).

b '<*-*> coordenativa explicativa:
- No insista, seno (= porque)  pior.
- No me toque, seno (= porque) eu grito.
- Ningum me viu fazendo isso, seno eu estaria perdido!

Note que nem sempre  possvel a substituio pura e simples da conjuno
seno pela equivalente porque. Mas, sem dvida, neste caso, encontram-se
conjugadas duas idias, a de explicao e a de condio, com prevalncia da
primeira. Se no, vejamos:

- No insista, porque, se voc insistir,  pior.
- No me toque, porque, se voc me tocar, eu grito.
- Ningum me viu fazendo isso, porque, se me visse, eu estaria perdido !

No obstante a concorrncia de ambos os conceitos, analisa-se a orao ini-
ciada por seno apenas como coordenada explicativa, uma vez que anlise
sinttica, nos tempos modernos, se faz sem levar em conta o que resulta de
possveis desdobramentos.


c) subordinativa condicional:

- Esta  uma das melhores orquestras do Brasil, seno (= se no for) a melhor.
- Trata-se de um dos piores programas de televiso, seno (= se no for) o pior.
- "Que  a morte, afinal, seno um agradvel sono depois de um rduo e longo dia?"
(SCRATES).
- "Que  a inspirao, seno a presena de algum que nos ama e que est muito
perto de ns... em esprito?" (ANTuNEs PALINuRo).

d) subordinativa modal:

- O avio no decolava seno (= sem que) antes sacolejasse todos os passageiros.
- O cantor no passava por trs notas seno (= sem que) desafinasse.

Importonte: l) Quando seno aparec em correlao com outra negativa, e
ambas equivalem a s, analisa-se como advrbio. Por exemplo:
- O menin no tomava o remdio seno apanhando.
= O mcnino s tomava o rem Edio apanhando.
- No tinat da guerra, no havia seno crianas alems lutando.
= No Gnal da guerra, s havia crianas alcms lutando.
- Os insetos no picam seno para sobreviver.
= Os insctos s picam para sobrcvivcr.
- Os papagaios de papel no sobem seno contra o vento.
= Os papagaios dc papel s sobem contra o vento.

- "No h seno um meio de no ficar debaixo dos automveis:  andar dentro deles"
(PITIGRILLI).
- "A vida no pode existir em sociedade seno atravs de concess<*-*>es recprocas"
(JOHNSON).
- "O sono no  seno uma morte breve, e a morte no  seno um sono mais longo"
(FLETCHER).

2) Seno` as mais das vezes, aparece tambm como palavra denotativa (v.
  pg.168) de excluso:

  - No quero ningum seno (= a no ser) voc.
  - Elajamais amou outra pessoa seno (= a no ser) a mim.
  - O garoto desta fotografia no  outro seno (= a no ser) eu.
  - "As rosas no tm outro dever na vida seno o de serem belas" (PITIcRI LLl).
  - "No pode haver guerras seno guerras civis, visto serem irmos todos os homens"
  (M"<*-*>. GUIBERT).

Note que em todos esses exemplos, a substituio pelo advrbio s no 
possvel.

166 ' 167
<012>

INTERJEIO


O que  ioterjeio. A interjeio serve para exprimir emoo ou senti-
mento repentino.

2. As principais ioterjei<*-*>es. Existem estas principais interjei<*-*>es:

- de alegria: ah !, oh !, o/ !, ol !;
- de animao: coragem!, ovante!, sus!;
- de apelo ou chamamento: al8 !, ol !,psiu !;
- de aplauso: apoiodo !, brovo !, muito bem !, viva !;
- de averso: chi !, ih !, irra !;
- de desejo: oxal!, tomara!,pudera!;
- de silncio : psiu ! (demorado), sil<*-*>ncio !, caluda !;
- de repeti<*-*>o: bis! e
- de satisfao: oba!, opa!, upa!.

3. As locu<*-*>es ioterjetivas. Cruz Credo !, Meu Deus !, Pobre de mim !, Que hor-
ror !, Santo Deus !, Coitado dele ! e Nossa Senhora ! so algumas das locu<*-*>es in-
terjetivas existentes em nossa lngua.

4. O uso de oh ! e de . Oh ! emprega-se quando h exclamao, admirao:

- Oh ! que bela mulher !
- Oh ! que gua fria!

Usa-se sempre com ponto de exelamao.
 emprega-se quando se chama algum:

-  menina, desa da !
-  rapazes, respeitem-se <*-*>

PALAVRAS E LOCUES DENOTATIVAS

l. O que so palavras e locu<*-*>es deootativas. Em nossa lngua existem inme-
ras palavras e locu<*-*>es que no se enquadram em nenhuma das classes de pa-
lavras que vimos. So chamadas, por isso, palavras ou locu<*-*>es denotativas. A
seguir, voc ter as principais, inseridas em exemplos.

2. Palavras deootativas de excluso: s, somente, apenas, unicamente, exclusi-
ve, sequer, seno, etc.:

- "A verdade  um oceano ilimitado; o homem s dele conhece as conchinhas que vo
ter  praia" (NEwToN).
- "O homem recorre  verdade somente quando lhe faltam as mentiras" (M. LENoiR).

- "A velhice  o inferno para as mulheres que apenas so belas" (SniN'r-vREMoN'r).
- Vivo unicamente para voc.
- Envernizei todos os mveis, exclusive a mesa da sala.
- Ela ouviu tudo e no disse uma palavra sequer.
- No bebo nada seno leite.

3. Palavrasdenotativasde iocluso: tambm, at, mesmo, inclusive, ainda, etc.:
  - Voc tombm engoliu aquelaplula?! Eraveneno!...
  - Ele come qualquer coisa, at aranha.
  - "Devemos tratar de viver de maneira que, quando monamos, mesmo o coveiro te-
  nha d" (lVlARK TWAIS).
  - "Todas as viagens so lindas, inclusive as que fizeres nas ruas do teu baino. O encan-
  to depender do teu estado de esprito" (RiaEiRo Cou'ro).
  - "Um pai - oinda o mais pobre - tem sempre uma riqueza para deixar ao filho: o
  exemplo"(CoE<*-*> Ho NETo).

4. Palavras e locu<*-*>es deootativas de sitaao : mas, se, mas se, ento, agora, afi-
nal, em suma, etc.:

- Querem falar com voc ao telefone, Cristina.
- Mos quem ?
-  o Fernando.
- Ento, no estou.
  - Agora eu j disse que voc est. Afinal, o Fernando  o seu namorado.
  - Em suma, voc acha que devo atender. Ento...
  - "Falsa modstia... Mas se a modstia  sempre falsa!" (Pi'riaRILLi).
  - "O pblico! Mas se o pblico no  nada mais que uma criana grande..." (T. CttAt.-
  MERS).
  - Acreditar nessa conversa por qu, se tudo no passa de asneiras?...

5. Palavras e locu<*-*>es deootativas de desigoao: eis, eis a, eis ali, eis aqui:
  - "O homem chora: eis o seu mais lindo privilgio" (D ELcL<*-*>E).
  - "O apaixonado  um ser que quer se mostrar mais amvel do que pode: eis a por que
  quase todos os apaixonados so rid Gulos" (Ce AM EoRT).
  - Eis ali seus irmos.
  - Eis aqui nosso dinheiro.

  6. Palavras e locu<*-*>es denotativas de retificao : alis, isto , ou melhor, perdo,
, ou antes, no, etc.:

- Fomos assaltados por um mascarado, alis, por dois.
- Paulo no est em casa, isto , mudou-se daqui.
- "Ocultar a chaga do corao humano, em nome do pudor,  uma falsa aparncia de
virtude, ou melhor,  hipocrisia e temor" (MAN'rEaAzzA).
- Ganho Crt 100.000,00 por ms,perdo, CrI 100,00.
- "Em uma palavra, a Vida  o melhor, ou antes, o nico discpulo da Arte"(OscnR

  WILDE).
- Ele diz quej foi a Jpiter; no, a Pluto!

168 <*-*> 169
<012>

Palavras e locu<*-*>es deootativas de realce:  que, porque, l, s, c, mas, etc.:

  - - Cristina, onde est o Fernando?
  - Eu  que sei? Deve ter morrido, sei /.
  - Imagine s! Mas que humor negro o seu!...
  - Olhe, c me vou, no estou / para discuss<*-*>es.
  - "Quando todos pensam da mesma maneira,  porque nenhum pensa grande coisa"

  (WALTER LIPPMANN).


8. Palavras e locu<*-*>es deootativas de explicao: isto , por exemplo, a saber,
como, quer dizer, etc.:

- "Admiro apenas duas coisas no mundo: a fora fsica e a inteligncia, isto , as duas
nicas formas de energia" (PIr<*-*>cRi LLi).
- "O amor  na mocidade o que a mocidade  na vida, o que a vida  na eternidade,
isto , um relmpago" (AN6N<*-*>Mo).
- "Os homens conservadores, quando falam de moral, esquecem-se de que isso no
passa de uma atmosfera ilusria. Noutra civilizao, para os ndios botocudos, por
exemplo, o que eles fazem  supremamente imoral" (GoooFRe<*-*>o oe A LENcAR).
- Compramos vrios objetos, a saber, lpis, canetas, cadernos, etc.
- Trouxemos-Ihe muitos presentes, como: televisor, rdio, relgio, etc.
- "A mulher representa grande energia, pois ela  o lar, quer dirrr, o carter, a escola,
o esprito de toda a humanidade" (A. AusTTtec<*-*>s<*-*>Lo).

9. Palavras e locu<*-*>es deootativas de oegao : qual nada !, nunca, nada:

  - Voc acha que ela  bom partido? Qual nado !  pauprrima, rapaz !
  - Eu, astronauta? Nunco!
  - Se Cristina voltou a falar comigo? Nada...


10. Palavras deootativas de seleo: mormente, principalmente, especialmente,
etc.:
  - A mulher brasileira  muito bonita, mormente a carioca.
  - Estou aqui como ser humano, interessadoprincipalmente em seres humanos.
  - "A vingana  doce, especia/mente para as mulheres" (BvRoN).

1 l. Palavras e locu<*-*>es deootativas de adio : alm disso, ainda, demais:

- Ela chorou e ainda berrou.
- Alm disso, seu moo, no precisamos de seus favores.
- Demais, sou homem srio. Que conversa  essa?


12. Palavras e loco<*-*>es deootativas de afeto:Jelizmente, in Jelizmente, ainda bem:

- Ela telefonou? Felizmente...
- Para pedir que nunca mais a procure? Infelizmente...
- Mas deu a entender que posso ainda ter esperanas? Ainda bem...
- "O mundo, infelizmente, est nas mos dos tolos" (TALMu<*-*>).

I3. Palavras e locu<*-*>es deootativas de distribuio: aprincipio, primeiro, segun-
do, depois, em seguida,finalmente, antes de tudo, antes de mais nada, etc.:
  - "Cada paixo no corao , aprincipio, como um mendigo, em seguida como um hs-
  pede e,finalmente, como o dono da casa. No deveis abrir a porta de vossos cora<*-*>es
  ao primeiro pedinte" (LeoN Tolsti).
  - "Refletindo bem, pode-se beber vinho por cinco motivos: primeiro, para se festejar
  algo; segundo, para calmar a sede; depois, para se evitar de ter sede aps; em seguida,
  para se fazer honra ao bom vinho; e,finalmente, por todos os motivos" (F. RucKeRr).
  - "Matrimnio: a Divina Comdia pelo avesso: primeiro o Paraso, depois o Purgat-
  rio, depois o Inferno" (A~viMo).
  - Antes de tudo,  preciso saber se tal notcia  verdadeira.
  - Antes de mais nada, pensemos!

14. Palavras e locu<*-*>es denotativas de aproximao: quase, praticamente, mais
ou menos, lpelas, uns, bem, aproximadamente,por volta de, etc.:

  - Calma, amigos: eu j sou qua.se doutor!...
  - O comrcioproticamente no Tuncionou ontem.
  - Namoramos h mais ou menos trs dias.
  - Estaremos de volta l Qelas onze horas.
  - A mulher devia ter uns noventa anos.
  - Faz bem dois anos que no vejo Cristina.
  - Gastamos aproximadamente Cr850.000,00.
  - Sua casa vale Qor volta de Cr<*-*>2.000,00.

15. Palavra deootativa de afastameoto: embora:

  - Vou embora desta terra.
  - Vai-se embora tarde...

16. Palavras deootativas de cootiouao: bem, ora, etc.:

- Bem, meu amor, vamos esquecer tudo o que passou. A partir de hoje, vida nova.
- Ora, como poderei esquecer tudo? Assim...assim sem um beijo?...

  Ao encontr-las numa anlise sinttica, basta dizer ou escrever: palavra ou lo-
, cuo denotativa de incluso, de a Jeto, de seleo, de aproximao, etc.





170 <*-*> 171
<012>

III - SINTAXE


A FRASE. A ORAO. O PERODO



l. A frase. Sempre que voc usar uma palavra, ou uma srie de palavras su-
ficiente para comunicar-se com algum, voc estar usando umajrase. Por
isso, toda frase deve ter sentido completo.
A frase pode ser breve ou longa. Eis alguns exemplos de frase breve:

  - Socorro! - Fogo! - Silncio!
Note: uma s palavra foi suficiente para que houvesse a comunicao.
Todo o mundo entende o que quermos quando pedimos socorro!, siL<*-*>N-
cio !
E eu lhe garanto mais: todo o mundo sabe o que fazer quando gritamos: FoGo !
Veja, agora, exemplo de frase longa:
  - "I-l indivduos que sobem muito alto para mostrar apenas a sua pequenez" (EsMe-
  RALDINO BANDEIRA).
Note: nesse caso o autor usou uma srie de palavras para completar o pensa-
mento, para dizer tudo o que desejava; uma s palavra no seria suficiente
para que houvesse a comunicao.
Frase , portanto, a expresso verbal de um pensamento.

2. A orao. Inicialmente, vejamos estes exemplos:
  - "A abundncia fez-me pobre" (Ov Dlo).
  - "A amizade  o cimento da vida" (J AcQu Es A MvoT).
Cada um desses exemplos representa uma orao. Isto porque cada um deles
contm um verbo.  o verbo que caracteriza a oraGo. Por outras palavras:
onde houver um verbo, haver necessariamente uma orao. Ao contrrio da
frase, a orao no precisa ter sentido completo. Basta que haja um sujeito e
um predicado, ou somente o predicado, para que haja orao. Desta forma,
cada um dos exemplos acima , ao mesmo tempo, orao (porque cada um
tem o seu sujeito e o seu predicado) e J'rase (porque cada um tem sentido
completo).

3. Difereoa entre frase e orao. J dissemos que a orao no precisa ter
sentido completo. Essa , exatamente, uma das diferenas existentes entre
frase e orao. Vejamos este exemplo:
  - Pedi que seu pai viesse a meu escritrio.

173
<012>

Nessa frase existem duas ora<*-*>es (note: so dois os verbos). A primeira ora-
o  Pedi; a segunda, que seu pai viesse a meu escritrio. Repare: nem a pri-
meira, nem a segunda tm sentido completo. Se voc dissesse a um amigo
somente isto: Pedi, ele evidentemente no entenderia, porque a comunicao
ficaria incompleta. Da mesma forma, ele nada entenderia se apenas voc lhe
dissesse: que seu pai viesse a meu escritrio. Por isso  que se diz que a orao
no precisa ter necessariamente sentido completo. No caso que vimos, ambas
so ora<*-*>es, mas, consideradas em separado, nenhuma delas tem sentido
completo.
As diferenas maiores entre frase e orao so:

- a frase precisa ter sentido completo;
- a orao pode no ter sentido completo;
- nem toda frase apresenta verbo;
- toda orao possui verbo.

ra firmar conhecimento, vejamos este par de exemplos:

  - A sala est suja!
  - Que sala suja!

No primeiro exemplo temos uma orao, porque h sujeito (A sala) e predica-
do (est suja); no segundo, temos uma frase, porque, embora no haja sujeito
nem predicado, o sentido est completo. Como voc deve estar notando,  o
veRso que caracteriza a orao; sem ele, no existe orao.
As vezes, o verbo aparece subentendido:

- Um amor, essa menina.
- Um exemplo de coragem, este homem.

Emambos os casos, est subentendido o verbo .
Disso tudo no podemos concluir que, para haver orao,  preciso que haja
necessariamente sujeito e predicado. Isto porque existem ora<*-*>es somente
com predicado:

- Choveu muito esta madrugada.
- Ventou forte ontem  noite.
- Amanheceu.

Tais ora<*-*>es so chamadas ora<*-*>es sem sujeito, que adiante veremos com por-
menores.
Orao , assim, o nome que se d ao conjunto sujeito-predicado ou, excep-
cionalmente, apenas ao predicado. Ou ainda: Orao  o tipo de frase que,
rormalmente, se comp<*-*>e de sujeito e predicado.
Podemos agora concluir que frase pode ser orao; orao pode ser frase,
mas nem toda frase  orao, e nem toda orao  frase.

4. O perodo. Periodo  a frase expressa atravs de uma ou de vrias ora-
<*-*>es. Sempre termina por ponto, ponto final, ponto de exclamao, ponto de
interrogao ou reticncias. Se o perodo tiver uma s orao, ser perodo
simples. Se tiver mais de uma orao, perodo composto.
Exemplo de perodo simples:
  - Duro com duro no faz bom muro.

Exmplos de perodo composto:

- "No pare, porque ser o mesmo que voltar" (PnoRe J. E. MeReHeeRc).
- "No ds a teus amigos os conselhos mais agradveis: d-Ihes os mais teis" (Si.ov).

A maneira mais fcil e prtica de saber quantas ora<*-*>es existem num perodo
 contar os verbos: num perodo haver tantas ora<*-*>es quantos forem os ver-
bos nele existentes.

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAO

l. Os termos da orao. Na orao, voc poder encontrar trs termos: os
essenciais (sempre ou quase sempre aparecem); os integrantes (completam o
sentido de outro termo) e os acessrios (so perfeitamente dispensveis ao sig-
nificado essencial).

2. Introduo ao estudo dos termos essenciais da orao. Os verbos impessoais e
os unipessoais. Sempre que voc ouvir falar em termos essenciais da orao,
pense em sujeito e em predicado. Geralmente, as ora<*-*>es trazem sujeito e pre-
dicado. Contudo, s vezes, voc poder encontrar ora<*-*>es sem sujeito. Veja
este exemplo: Amanheceu. Esta orao no tem sujeito. Se voc me perguntar
por qu, eu respondo: porque  absolutamente impossvel que uma pessoa
exera a ao de amunhecer. Por isso, dizemos que tal orao no tem sujeito,
 uma orao sem sujeito. O verbo, exatamente pelo fato de no possuir sujei-
to, chama-se impessoal. Os principais verbos impessoais so:
a) todos os que indicam fenmenos da natureza: chover, ventar, nevar, relam-
  pejar, trovejar, anoitecer, amanhecer,fazer (frio, calor, etc.);
b) o verbo haver, quando sinnimo de existir, acontecer oufazer:

- Em tempo de figos no h (existem) amigos.
- Houve (Aconteceram) fatos lamentveis durante o comcio.
- H (Faz) dez anos que deixei de fumar.

c) os verbosfazer, ser e estar, em ora<*-*>es deste tipo:

- Faz trs dias que no durmo.
- Era primavera quando a conheci.
- Estava frio aquele dia.

174 ! I75
<012>

Importante: os verbos cumprir, importar, urgir, convir, doer, prazer, parecer, ser
(preciso, necessrio, til, etc.) e outros do mesmo tipo, em ora<*-*>es tais quais:

  - Cumpre preocuparmo-nos com o progresso do Brasil.
  - lmporta cuidar da sade.
  - Urge que trabalhemos.
  - Convm que fiquemos em casa:
  - Di-me ver tanta misria.
  - Praz-me encontr-la bem de sade.
  - Parece estar raivoso o cachorro.
  -  preciso que todos colaborem.
  -  necessrio construir alguma coisa neste mundo.
  -  til estudar Portugus.


no so propriamente impessoais, mas unipessoais, pois admitem sujeito.
A NGs, no entanto, considera-os impessoais. Carlos Gis, na sua Sintaxe de
Regncia, pgs. 31 e 32, nota 4, denomina unipessoais os verbos que pos-
suem sujeito oracional, e se insurge contra os que, a exemplo de Epifnio
Dias e Joo Ribeiro, vem tais verbos como impessoais. De fato, a uniformi-
zao suscita dvidas e estimula interroga<*-*>es justificveis.
Para bem esclarecer: Verbo impessoal  aquele que no tem sujeito e sempre
se usa na 3! pessoa do singular.
Verbo unipessoal  aquele que tem sujeto e sempre se usa na 3<006> pessoa, tanto
do singular quanto do plural. So exemplos: latir, miar, grunhir, zurrar, ccim-
prir, convir, urgir, importar, etc. O uso de qualquer destes verbos com sujeito
oracional exige, evidentemente, o singular. J,
Como nenhum verbo impessoal possui sujeito, comete erro grave quem diz

ou escreve:
  - Fazem dez dias que no vejo Cristina.
  - Houveram muitas guerras no sculo passado.
  - Haviam poucos ingressos  venda.

Os verbos impessoais que indicam fenmenos da natureza podem aparecer
empregados em sentido figurado. Nesse caso, torna-se um verbo comum,
pois sempre haver sujeito:

- Nos exames de Portugus chovem asneiras. (Sujeito: asneiras.)
- Os dias escurecem depressa nesta regio. (Sujeito: os dias.)
- Amanheci mal-humorado. (Sujeito: eu.)

3. O sujeito: como eocontr-lo oa orao. Importante  saber como achar o
sujeito de uma orao. Achando-o, voc estar automaticamente achando o
<*-*>redicado. A chave para encontrar o sujeito  fazer a pergunta QuEM? antes
do verbo. Comecemos com este exemplo:

- O macaco subiu  rvore.

Faamos a pergunta antes do verbo: Que:<*-*> subiu  rvore?
A resposta: O macaco (que  o sujeito).
O predicado  constitudo por tudo aquilo que sobrou: subiu  rvore.
Vejamos, agora, este exemplo:

- As flores desabrocharam.

A pergunta: QuEM desabrochou?
A resposta: Asflores ( o sujeito).
O predicado, ento, ser: desabrocharam.


4. Tipos de sujeito. A Nomenclatura Gramatical Brasileita (NGs) considera
somente estes tipos de sujeito:
a) simples: quando s existe um ncleo:

- O macaco subiu  rvore.
  Sujeito: O macaco.
  Existe somente um ncleo: macam.
  O sujeito , pois, simplcs.

- "Ajustia  a verdade em ao" (JoueERT).
  Sujcito: A jurti<*-*>a.
  Existe somcntc um ncleo:justifa.
  O sujcito , portanto, simQlu.
- Somos muitojovens.
  su;citu: nds.
  Existe somente um ncleo: ns.
  Conscqentcmente, sujeito simyies.

Note o ltimo exemplo. Antigamente dizia-se que era sujeito oculto. Aconte-
ce que o termo oculto foi abolido pela NGs por ser imprprio ao caso. Oculto
significa que est escondido. Realmente, o sujeito no est oculto, no est
escondido, porque a prpria desinncia verbal o evidencia: (ns) somos. Veja-
mos outros exemplos:

- Estou muito contente.
No h dvda de que o sujeito  eu; portanto, o sujeito ndo est oculto.

- Falaste muito bem.
O sujeito est claro pcla desinncia verbal: tu.

- Amemos.
O sujeito  simplcs: ns.

E se voc quiser ser mais exato, poder dizer que tais sujeitos so simples e
desinenciais, porque se tornam claros em virtude da desinncia verbal.

b) composto: quando existem dois ou mais ncleos:

- O macaco e o sagi subiram  rvore.
Sujeito: O macaco e o ragi.
Existem dois ncleos: macnco e sogvi.
O sujeito , pois, composto.

176 ; 111
<012>

- Meu primo e eu resolvemos o problema.
Sujeito: Meuprimo e w.
Existem dois ncleos:primo e w.
  O sujeito , portanto, composro.

- Cristina, Mnica e outras amigas chegaram.
  Sujeito: Cristina, MBnca e outras amigos.
Existem trs ncleos: Cristina, Mdnica c amigm.
  Conseq Gentemente, o sujeito  composto.

c) indeterminado: quando o sujeito no existe como elemento na orao, sen-
  do a sua identidade desconhecida realmente, ou escondida propositada-
  mente.
No obstante, sempre existir o responsvel pela ao verbal. Vejamos estes
exemplos:
  - "Contam maravilhas dos beijos furtados; se forem como as leituras furtadas, ho de

  Se<*-*> deliCiOSOS" (CONSTNCIO ALVES).
  - Roubaram minha carteira.
  - Mnica,falaram mal de voc.
  - Tiabalha-se demais neste lugar.
  - Precisa-se de trabalhadores braais.


Note: nos dois primeiros exemplos, a identidade do sujeito , de fato, desco-
nhecida; no exemplo seguinte, a identidade do sujeito foi escondida proposi-
tadamente; nos dois ltimos, a inteno  apenas indeterminar o agente da
ao verbal.

Note ainda isto: em todos os exemplos, o sujeito no existe como elemento
na orao. Voc no poder diter que nos trs primeiros exemplos o sujeito 
eles ou elas, simplesmente porque poder ser apenas uma pessoa que tenha
contado maravilhas, que tenha roubado ou que tenha falado mal. No obs-
tante, o responsvel pela ao verbal existe, e  exatamente isto que diferen-
cia esse tipo de orao das sem sujeito, porque nestas no existe o respons-
vel pela ao verbal.


5. Como se pode indeterminar o sujeito. So duas as maneiras de indeterminar
o sujeito:

1') colocar o verbo na 3' pessoa do plural, com a inteno de esconder o su-
  jeito ou com o propsito de demonstrar desconhecimento sobre ele:
  - Contam maravilhas dos beijosfurtados...
  - Mnica, Jalaram mal de voc.
  - Cristina,fizeram fofoca sobre ns.

2') colocar pronome se junto de verbo que no seja transitivo direto, com a

inteno de apenas e to-somente indeterminar o responsvel pela ao
verbal:

- Trabalha-se demais neste lugar.
  O verbo rrabalhar  intransitivo.

- Precisa-se de trabalhadores braais.
  O verboprecisar  transitivo indreto.

- Tudo  bom quando se  moo.
  O verbo ser  de ligao.


Maneira prtica de se reconhecer a transividade de um verbo:

  - quem compra, compra alguma coisa todos trs so verbos transitivos dire-
  - quem vende, vende lguma coisa tos, pois precisam de complemento
  - quem rasga, rasga alguma coisa (alguma coisa), e no h preposio

- quem acredita, acredita EM alguma coisa todos trs so verbos transiti-
(ou EM algum) vos indiretos, pois precisam de
- quem gosta, gosta DE alguma coisa (ou DE algum) complemento (alguma coisa), e
- quem concrda, concorda COM alguma coisa h preposio
(ou COM algum)

  - quem corre, corre {todos trs so verbos intransitivos, pois no pre-
  - quem trabalha, trabalha cisam de complemento (alguma coisa)
  - quem chora, chora
Quanto aos verbos de IigaGo, os principais so: ser. estar,ficar e permanecer. (7rataremos deste assunto em captulos poste-
riores.)

Uma terceira hiptese para indeterminar o sujeito (usando-se os pronomes
indefinidos)  aventada por alguns gramticos, mas por ns no aceita.  que

neste caso o Sll)elLO EXlSTE f OMO ELEMENTO NA ORAO, embora no lhe co-
nheamos a identidade. Portanto, em ora<*-*>es quais:

- Algum mexeu na minha carteira.
- Ningum saiu de casa.
- Todos voltaram muito cedo.

os sujeitos algum, ningum e todos so slmPLEs, no indeterminados.  preci-
so lembrar que fazer anlise sinttica significa analisar todos os elementos
estruturais da orao em relao aos demais. O problema da identidade do
agente pertence muito mais ao terreno da lgica que ao da sintaxe. Se no,
vejamos: Um funcionrio de seo transmite este recado a seu superior:

  - Uma senhora esteve  sua procura h dez minutos.

Evidentemente, o homem que recebe tal recado no conhece a identidade da
pessoa que o procurou. S por isso temos de analisar o sujeito (uma senhora)
como indeterminado? No, claro que no. Outro exemplo:

- Um mascarado roubou o Banco.

I78 ! 179
<012>

Ser, por acaso, um mascarado, sujeito indeterminado? No, evidentemente
Portanto, til  no confundir o que  indefinido com o que  indeterminado

6. Os tipos de s<*-*>jeito abolidospela rrGs. A Nomenclatura Gramatical Brasileira
resolveu abolir a classificao destes sujeitos, outrora conhecidos como: su-
jeito claro (Eu fui ao cin<*-*>ma. Ns samos cedo.); sujeito oculto (Fui ao cinema.
Samos cedo.); sujeito agente (MBnica comprou dois discos. Cristina beijou o
namorado.); sujeito paciente (Dois discos foram comprados por Mnica. O
namorado foi beijado por Cristina.).
Embora no mencionado<*-*>pela NGs, achamos importante eonhecer estes dois
ltimos tipos de sujeito: agente (o sujeito pratica a ao) e paciente (o sujeito
recebe a ao). Esse conhecimento ser bastante til para o melhor entendi-
mento de conceitos posteriores.

7. Difereoa entre sujeito iodeterminado e sujeito desinencial. Nada melhor que
vermos estes exemplos, para saber qual a diferena entre sujeito indetermi-
nado e sujeito desinencial:

- Elogiaram muito o Presidente.
- Os Deputados reuniram-se; elogiaram muito o Presidente e encerraram a sesso.

No primeiro exemplo, o sujeito  indeterminado, porque no sabemos quem
exatamente elogiou o Presidente. No h referncia nenhuma sobre o res-
ponsvel pela ao verbal. No segundo exemplo, o sujeito de elogiaram 
conhecido, isto , n6s sabemos perfeitament<*-*> quem responde pela ao ver-
bal: os Depatados. Neste caso, o sujeito de elogiaram, bem como o de encerra-
ram,  simples e desinencial.

8. O conceito de ocleo. No sujeito podem aparecer certas palavrinhas ou
express<*-*>es secundrias, que no so essenciais.para o entendimento da frase.
Geralmente, so artigos, adjetivos, nnmerais, pronomes possessivos, etc. Em
todo sujeito existe um termo ao qual a declarao contida no predicado est
diretamente ligada. Este termo central denomina-se nticleo do sujeito. Veja
este exemplo:
  - A casa de Mnica sofreu reforma geral.

Note: no sujeito (A casa de Mnica), h somente um termo importante: casa,
que  o termo sobre o qual pesa toda a declarao do predicado. Quem  que
sofreu a reforma geral: a casa, ou MBnica? Claro, a casa. A e de Mnica, por-
tanto, aparecem como termos secundrios, apenas para esclarecer o ncleo;
no so essenciais ao entendimento da frase. Outros exemplos:
Fernando e o seu melhor amigo discutiram.
Sujeito: Fcrttmtdo e o sw mrl Aw amigo.
N Scleos: Fcrnando e mni;o.

  - Cristina, Mnica, Regina e eu viajaremos amanh.
  Sujeito: Crstna, Mnica, Regina e eu.
  Ndcleos: Cristina, Mnica, Regina e eu.
  - O armazm de secos e molhados da esquina est fechado.
  Sujeito: O wmazm de secos e molhados da esqvina.
  Ncleo: armazm.

No predicado, o ncleo ser sempre a palavra ou expresso que estiver mais
diretamente ligada ao sujeito; ser sempre a palavra ou expresso que conti-
ver a declarao maior sobre o sujeito. Veja este exemplo:


- Mnica beijou o namorado na rua!

O termo que no predicado est mais diretamente ligado ao sujeito , eviden-
temente, beijou, pois repre<*-*>enta a palavra que contm a declarao maior
sobre o sujeito: Mnica-beijou. Este constitui, ento, o ncleo do predicado.
Outros exemplos:


- Fernando e o seu melhor amigo discutiram sobre poltica.
Ndcleo do predicado: diswtiram.

- Cristina, Mnica, Regina e eu viajaremos amanh.
Ncleo do predicado: viajcremos.

- O armazm de secos e molhados da esquina est fechado.
Ncleo do predicado: fechado.

- A casa de Mnica  muito bonita.
Ndcleo do predicado: bonita.


Veja, agora, o conjunto ncleo do sujeito-nticleo dopredicado e certifique-se de
que as palavras mais importantes so exatamente estas:

Fernando e amigo --<*-*> dis<*-*>utiram.
Cristina, Mnica, Regina e eu <*-*> viajaremos.
Armazm --<*-*>Jec&ado.
Casa ---<*-*> bonita.


9. Termos esseociais da arao : o predicado. O predicativo do s<*-*>jeito e o predi-
cativo do objeto. Comecemos com este exemplo:

- Cristina sentiu saudades minhas.
Se o sujeito  Cristina, o predicado ser: sentia saudades minhas. O predicado,
enfim,  tudo aquilo que se declara do sujeito. So trs os tipos de predicado:
verbal, nominal e verbo-nominal.
Vejamos quando o predicado  verbal:

  - Snia ganhou vinte milh<*-*>es na loteria esportiva!
  sujeito: ssnia.
  Predcado: ganhou vinte mithdes na latcrio csyOrtiva!

180 - 181

O ncleo do predicado  ganhou. Como se trata de um verbo, o predicado se
chama verbal. Outros exemplos de predicado verbal:

- Fernando trabalha por conta prpria.
Vcja a ligaGo sujeito-predicado: Fnnando-trabaUio.

- Nosso vizinho construiu um palacete.
Veja a liga<*-*>o nujeito-predicado: Vizinho-con.rtr<*-*>irt.

- Cristina atirou todos os papis ao lixo.
Veja a liga<*-*>o mjcito-prcdicado: Gi<*-*>tina-atvaa.
- Todos os mveis da casa foram comprados na Europa.
Veja a IigaCo sujeito-prcdicado: Mwcr<*-*>wmn mmprador.


Neste caso, o ncleo  a locuo verbal Joram comprados, porque se trata de
voz passiva analtica. Sempre que o verbo estiver na voz passiva analtica, o
ncleo no ser apenas uma palavra, mas uma expresso, que se denomina
loccio verbal. Outro exemplo, para esclarecer:

- Nossa casa est cercada de rvores.
Vcja a ligao sujcito-predicado: Caso-cat ocrc<*-*>a.

A orao correspondente, com verbo na voz ativa, :
- rvores cercam nossa casa.

Eis outro exemplo:
  - O mgico ficou cercado de curiosos.
  Veja a IigaCo sujeito-predicado: Mgicojicou cercodo.


A orao correspondente, com verbo na voz ativa, :

- Curiosos cercaram o mgico.

Ainda outro exemplo:

- Esta msica  cantada por Elis Regina.
<*-*> Vqa a IigaCo sujcito-predicado: M.rica- crmtada.

Eis a voz ativa:

- Elis Regina canta esta msica.

Vejamos, agora, quando o predicado  nominal:

- Mnica est linda!
Suje<*-*>to: Mnica.
hedicado: crt linda !


O ncleo do predicado  linda. Como se trata de um nome, no de um verbo,
c- predicado se diz nominal. Outros exemplos de predicado nominal:

- Cristina  encantadora.
Vqaa ligao sujeito-predicado: Cri.rtina ncmrtadora.

- A menina ficou zangada.
Veja a ligao sujcito-predicado: Menina-zwgoda.
- O Rio de Janeiro continua lindo.
Veja a ligao sujeito-predicado: Rio de Janeiro-lindo.

- Os jogadores parecem tristes.
Veja a ligao sujeito-predicado: Jogadorc.r-triucs.


  No predicado nominal, o verbo no tem muita importncia; serve apenas
  para ligar o predicativo (o ncleo do predicado nominal) ao sujeito.
  Vejamos, finalmente, quando o predicado  verbo-nominal:
  - Fernando chegou cansado.
  Veja a ligaC<*-*> sujcito-predicado: Fnnando-dugou; Fernardo-cansado.

  Agora so dois os ncle9s existentes no predicado: chegou e cansado. Como
  um ncleo  verbo (chggou) e o outro  nome (cansodo), o predicado se diz
  verbo-nominal. Outros exemplos de predicado verbo-nominal:
  - Cristina saiu do quarto apressada.
  Vqaa ligao sujeito-predicado: Gistina-mir<*-*>; Gittino-apre<*-*>rada.
  - Mnica beijou o namorado encabulada.
  Vejaa IigaCo sujeito-predicado: Mnica-beijou; Mnieo-cnoebnlada.
  - Os diretores escolheram Fernando para gerente da empresa.
  Veja a ligao sujeito-predicado: Dirctwcr-ramlhcrmn; e, agora, a IigaCo predicado-predicado: Fernotdognrn-
  te da em<*-*>resa.
  - O professor considerou timo o meu aproveitamerto.
; Veja a ligao sujcito-predicado: Projcssw-cn<*-*>sidcroa; e, tambm, a IigaCo predicado-predicado: Aororrit<*-*>
  ro-rimo.

  Quando houver apenas ligao sujeito-predicado, o predicativo se diz do su-
  jeito; quando houver ligao sujeito-predicado e predicado-predicado, ao
  mesmo tempo, o predicativo.se diz do objeto.-
  Eis mais algumas frases com predicativo do objeto:
  - Elegeram Mnica a rainha dafesta.
  - Nomearam-me Secretrio de Estado.
  - Alguma coisa os deixou paralisados de espanto.
  - Procure manter a cidade sempre lim<*-*>a.
  - "O amor da liberdade faz indomveis os homens e invenciveis os povos" (FRANKLltv).
  - "A paz torna maisfelizes os povos e mais dbeis os homens" (V Auv Ert AR Gu Es).
  - "A felicidade torna o homem bom; a prosperidade f-lo egoista" (E. MAReEAu).
  - "Os homens fariam muitas coisas se no julgassem tantas coisas impossiveis" (MA-
  LESHERBES).
  - "Um homem de esprito ver-se-ia muitas vezes embaraado sem a companhia dos
  id1025" (LA RflCHEFOUCAULD).
  - O povo<*-*>ulga sbio um tolo bem vestido.
  - No posso imaginar Paulinho Teilo aviador.
' - "O pessimista considera o Sol apenas como umfazedor de sombras" (CLio DEvEIvA'r).
  Nestes dois ltimos exemplos,jeito e como aparecem como preposi<*-*>es aci-
  dentais.

182 183
<012>

Todos esses exemplos so de predicativos do objeto direto. H, no entanto,
um caso de predicativo do objeto indireto:
  - Chamei-!he traidor.

O lhe  objeto indireto do verbo chamur, e traidor, o predicativo desse objeto.
Importante: considera-se como predicativo o termo adverbial que se encon-
tra ligado ao sujeito atravs do verbo ser. Assim, por exemplo:

- A vida  assim mesmo.
- Eles so assim.
- Eu nunca fui assim.

<*-*>r outro lado, nas ora<*-*>es do tipo:
  - Ns estamos bem.
  - Eles esto mal de sade.

parece-nos haver omisso do verbo passar:

- Ns estamspassando bem.
- Eles esto passando ma! de sade.

Nesse caso, bem e mal desempenham a funo normal de advrbio.
Nada obstante, nestes exemplos:
  - N6s estamos dep.
  - Ela est emp.

as locu<*-*>es grifadas exercem funo adverbial, visto que o verbo estar no
indica estado, mas postura fsica.
 preciso lembrar que nas ora<*-*>es:

- N6s estamos no sala.
- Ela est no qnmto.

a<*-*>locu<*-*>es grifadas so, igualmente, adverbiais, se bem que aqui ambas de
lugw, l ambas de modo.

ESP<*-*>CIES DE VERBOS QUANTO A PREDICAO

l. Os verbos transitivos. Verbo transitivo  aquele que precisa de comple-
mento, sem o que fica incompleto o pensamento, fica incompleta a comuni-
cao. O verbo ser transitivo direto quando se ligar diretamente ao seu com-
plemento, isto , sem ajuda de preposio:

- Todos ouviram o estrondo.
- Os pedreiros derrubaram a parede.
- A menina beijou o pai.

Habitue-se a verificar a transitividade verbal de maneira prtica:

- quem ouve, ouve alguma coisa (ou algum);

- quem derruba, derruba alguma coisa (ou algum);
- quem beija, beija alguma coisa (ou algum).

O verbo ser transitivo indireto quando se ligar indiretamente ao seu comple-
mento, isto , por meio de uma preposio:

- Cristina, nojudie tanto de meu coraGo !
- Ela no concorda com essa idia.
- Voc<*-*>e acredita em milagres'!

Note as preposi<*-*>es de, com e em, respectivamente. Agora veja pelo modo
prtico:

- quemjudia,judia de alguma coisa (ou de algum);
- quem concorda, concorda com alguma coisa (ou com algum);
- quem acredita, acredita em alguma coisa (ou em algum).

O verbo ser transitivo direto e indireto (antigamente chamado bitransitivo),
quando se ligar direta e indiretamente ao seu complemento:

- "A instruo d dignidade ao homem" (D<*-*>veeor).
- "Prefiro uma gota de sabedoria a toneladas de riqueza" (AN<*-*>x,(<*-*>oe<*-*>s).
- Paulo emprestou-me cem cruzeiros.

Est praticamente comprovado:

- quem d, d alguma coisa a algum;
- quem prefere, prefere alguma coisa a outra;
- quem empresta, empresta alguma coisa a algum.

2. Os verbos iotr<*-*>ositiros. O verbo ser intransitivo quando possuir sentido
completo, isto , quando no exigir nenhum complemento para inteirar o seu
significado:

- A borboleta morreu.
- Todos chorwam.
- Mnica escorregou.
- Todos rirom.

Existem certos verbos intransitivos que, no raro, aparecem modificados por
adjuntos e do a ntida impresso de serem transitivos indiretos, porque tam-
bm vm acompanhados de preposio. H, no entanto, um modo prtico
para diferenar este tipo de verbo intransitivo do verbo transitivo indireto: 
fazer as perguntas oNDE?, AONDE? e DE ONDE? apS o verbo. Dando sentido, o
verbo  intransitivo, modificado por adjunto. Eis os exemplos, que escla-
recem:

- Cristina est em Ribeiro Preto.

Faamos a pergunta aps o verbo:
  - Cristina est ortue?

184 I 185
<012>

A resposta: em Ribeiro Preto.
O verbo est , pois, intransitivo, e em Ribeiro Preto  um adjunto adverbial.

- Mnicajoi a Nova Friburgo.

Faamos a pergunta:
  - Mnicajoi noN<*-*>e?

A resposta: a Nova Fribargo.
O verbofoi  intransitivo, e a Nova Friburgo  um adjunto adverbial.
  - Fernando chegou de Cabo Frio.

Faamos a pergunta:

- Fernando chegou oe oNoe?

A resposta: lle Cabo Frio.
O verbo chegou  intransitivo, e de Cabo Frio, um adjunto adverbial.
Agora, note que verbos transitivos indiretos no aceitam tais perguntas:

- Cristina gosta de seu namorado.

A pergunta:


- CriStina gOSta DE ONDE<*-*>

evidentemente, noh sentido.
  - Mnica concorda com minha idia.

A pergunta:
  - Mnica concoido com oNve'!

Enfim, jamais haver sentido com verbos transitivos indiretos, se f'izermos
tais perguntas.
 preciso salientar tambm que, ao usar o mtodo prtico, ningum diz:

- quem est, est em alguma coisa;
- quem vai, vai a alguma coisa;
- quem chega, chega de alguma coisa.

A prova maior de que tais verbos se fazem acompanhar de adjunto adverbial,
no de objeto indireto:

- quem est, est em algum /ugar;
- quem vai, vai a algum lugpr;
- quem chega, chega de algum lugor.


Por esse motivo, todos os adjuntos adverbiais que vimos so adjuntos adver-
biais de lugar.
Isto demonstra que na orao:
  - Cristina gostou de Ribeiro Preto.

a expresso de Riheiro Preto no constitui adjunto adverbial. E est fcil de
entender: o verbo gostar  transitivo indireto, no intransitivo. Pois:

- quem gosta, gosta de alguma coisa (e no essencialmente de algum lugw).

Imaginemos que fosse sempre assim:

- quem gosta, gosta de algum lugar.

A, sim, o verbo seria intransitivo, e de Ribeiro Preto, adjunto adverbial de
lugar.
Como nada disso  verdade, gostar  verbo transitivo indireto, e de Ribeiro
Preto, objeto indireto.


3. Os verbos de liga`ao. Verbo de ligao  aquele que, no indicando ao
alguma por parte do sujeito, exprime um estado deste mesmo sujeito. Veja os
exemplos:

- M<*-*>nica  bonita.
- Mnica est bonita.

     Note: os verbos  e est indicam esta<*-*>io do sujeito Mnica; o primeiro, estado
     permanente; o segundo, estado passageiro. Como verbo de ligao no expri-
     me ao, no possui significado, s expressa o estado do sujeito, o ncleo do
;    predicado ser o termo que realmente declara alguma coisa importante do
     sujeito. Esse termo recebe o nome depredicativo (veja item anterior).
     Os principais verbos de ligao so estes:
     1) ser e viver (indicam estado permanente):
     - Mnica  bonita.
     - Mnica vive alegre.
     2) estw. andar, achar-se, encontrar-se (indicam estado passageiro):
     - Mnica est bonita.
     - Mnica anda alegre.
'    - Cristina acha-se acamada.
',   - Fernando encontra-se gripado.
i
     3) <*-*>cw, tornar-se, fazer-se, virar, converter-se, meter-se (indicam mudana de
     estado):
     - Mnicaficou bonita.
I    - Mnica tornou-se alegre.
     - Cristinafez-se minha noiva.
,    - Fernando virou bicho.
!,   - O menino converteu-se em vtima.
     - Ele se meteu a besta.

186 <*-*> 187
<012>

i continuar epermanecer (indicam continuidade de estado):

- Mnica continua linda.
- Mnicapermanece alegre.

parecer (indica aparncia de estado (permanente ou passageiro)<*-*> :
- Mnicaparece linda.
parecx =parcn .te
- Mnicaporece alegre.
parecx =parcn crtar

Quando a orao tiver um desses verbos, verifique se no predieddo existe um
termo Que SE REFERE ao sujeito, indicando seu estado, sua qualidade ou con-
dio. Essa verificao  importante, porque, se no houver nenhum termo
no predicado que se relacione com o sujeito, o verbo NAo sERA de ligao.
Quer um exemplo? O verbo estar nesta orao no  de ligao:
- Mnica est nos Estados Unidos.

Note: no existe nenhum termo no predicado que se refira ao sujeito, indi-
cando seu estado, sua qualidade ou condio. Assim, no existe o predicati-
vo; no existindo predicativo, o verbo no pode ser de ligao. Trata-se de
verbo intransitivo; nos Estados Unidos  adjunto adverbial de lugar. Voc pre-
cisa notar tambm que o verbo est nessa orao Possul significado,  carre-
gado de significado, como dizemos os gramticos.
Veja a diferena entre verbo que possui significado e verbo que no possui
significado (de ligao):

- A menina est no quarto.
Ert p<*-*>uui signifcado: A menina crtmnprercntr no quarto.
- A menina est doente.
Ert no possui signitcado, iodica apenas o estado da meoina.
- O homem virou a mesa.
Virou  verbo carregado de signi/cado.
- O homem virou bicho.
Vbou  verbo vazio de signifcado.

- As pessoas<*-*>caram na sala.
Ficarom  verbo carregado de significado.

- As pessoasficaram nervosas.
Ficarmn  vcrbo vazio de signifcado


Note: sempre que o verbo  vazio de significado (verbo de ligao), existe o
predicativo.
Outros exemplos:
  - O leite est frio.
  - Pedro e Maria so amigos.
  - O jardineiroficou zangado.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAO

l. Os termos iotegraotes da orao. So estes os termos integrantes da ora-
o:

- o complemento verbal (objeto direto e objeto indireto);
- o cmplemento nominal e
- o agente dopassiva.

2. O complemeoto verbal: o objeto direto e o iodireto. Complemento verbal 
aquele que completa o sentido de um verbo. Existem dois:

a) o objeto direto, que se liga diretamente ao verbo, isto , sem ajuda de pre-
  posio:

- Os velhos usam bengol.
- Juquinha quebrou doispratos.
- Comprei um avio.


Quando o objcto direto aparecc antcccdido de preposi-ao, denomina-sc objeto dircto Preporicionada (veja itcm 5).

b) o objeto indireto, que se liga indiretamente ao verbo, isto , por meio de
  preposio:

- Cristina desconfia de tudo e de torfos.
- Aquele homem depende dofilbo.
- Os peles-vermelhas resistiram ao ataque dos caras-plidas.

Existem alguns verbos que admitem dois objetos indiretos:


- A mulher se queixou dopatro (I") A poLc<*-*>A (24).
- Fernando desculpou-se do ocorrido ( 1") d NAMoRnvA (2Q).

3. O complemeoto oomioal. Complemento nomina!  o termo que completa o
sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advrbio):

- Mnica tetn certeza da vitria.

Da vitria  complemento nominal de certeza (um substantivo), pois quem
tem certeza, tem certeza DE alguma coisa. Se dissssemos somente:

- Mnica tem certeza.

voc perguntaria logo:

- Mnica tem certeza do qu?

Como se v facilmente, a palavra certeza no tem sentido completo. Da di-
zer-se que da vitria  um complemento nominal.

1<*-*><*-*> ! 189
<012>

utros exemplos de complemento nominal:

- A sala est cheia de gente.
- Tenho saudades de Cristina.
- Anteriormente ao Presidente, falou o Ministro.
- Independentemente do seu consentimento, irei a Europa.
- Estou aptoQara o cmgo.
- A lembrana da namorada f<*-*>e-lo chorar.
- Tenhamos amor  liberdade.
- O diretor est satis<*-*>'eito com o trabalho do secretririo.
- Sou o responsvelpor vocs.
- No tenha medo de carafeia.
- Fernando tem vocao pwa mdico.
- Tenho muita pena dessas criaturas.
- O novo professor  atenciosopara com todos.
- Este aluno mora muito perto da escola.
- Estamos muito longe de Curitiba.
- "A alma tem necessidade da dor" (MomTEFE LrRo).
- "A leitura amena  to til  sotide como o exerccio oo corpo" (KANr).
- "A existncia de Deus  to certa como o mais certo de todos os teoremas geomtri-
COS" (DESCARTES).
- "A proteo aos animais faz parte da moral e da cultura dos povos" (VtcroR HuGo).
- "A arte , sob certo aspecto, uma crtic  realidade" (A. GRAF).
- "O amor mais constante que geralmente se conhece  o amor ao dinheiro" (JoAQutM

MANUEL DE MACEDO).

4. O ageote da passiva. Agente da passiva  o termo que representa o ser
agente (anictiado ou tomado como animado), quando o verbo est na voz pas-
siva.
Voc vai recordar: a voz  ativa quando o sujeito pratica a ao verbal:

- O fogo destruiu o edifcio.
Ofogo, sujeito, praticou a ao de dcstruir;  o agcntc da ao verbal; trata-x, pois, de voz otiva.


; o sujeito, ao invs de praticar a ao, recebe-a, a voz passiva:

- O edifcio foi destrudo pelo fogo.
O cdgicio, sujeito, rcccbcu a a<*-*>o verbal;  opacicnte; a voz , eato, pa.triHo.


Nessa ora<*-*>o, o termo que representa o ser agente jogo; voc diz, ento,
quepelojogQ  o agente dapassiva. Todo agente da passiva vem precedido de
preposio (por e, algumas vezes, de):

- O carro foi compradopor Fernando.
- A casa foi cercadapelapolcia.
- Esta msica ser cantadapor Dris Monteiro.
- O professor ficou rodeado de alunos.
- O mocinho est cercado de indios.

Guarde isto: uma orao com verbo na voz passiva sempre ter a correspon-
dente com verbo na voz ativa:

- Fernando comprou o carro.
- A polcia cercou a casa.
- Dris Monteiro cantar esta msica.
- Alunos rodearam o professor.
- fndios cercam o mocinho.

Outros exemplos de agente da passiva:

- "A liberdade  mais vezes destruda pelos seus excessos do que pelos seus inimigos"

(DE SGUR).
- "H um s meio seguro de abandonar uma mulher -  ser abandonado por ela"
(TIENNE REY).
- "O melhor conselho  dadopela experi<*-*>ncia; infelizmente ela nos chega sempre mui-
IO tardC" (DE LA HOUSSAYE).

O agente da passiva, s vezes, fica indeterminado:
  - Todos os ratos da casa foram mortos.
  - Os grandes peixes so pescados nos grandes rios.

Sabemos que existe um agente, aquele que pratica ou praticou a ao verbal,
mas ele no faz parte da orao como elemento: est indeterminado.
As passivas sintticas ou pronominais possuem a caracterstica de nunca tra-
zerem determinado o agente:

- Vendem-se casas.
= Casas so veodidaa. (No x dizpor quem so vendidas.)


- Cobrem-se bot<*-*>es.
= Bot<*-*>es so cobertos. (No x mcnciona o agcntc.)

- D-se terra.
= Tcna  dada. (No h neccssidadc ncnhuma de dizerpor qucm xr dada a tcrra.)


5. O objeto direto preposiciooado. s vezes  preciso que, por qualquer mo-
tivo, coloquemos uma preposio antes do objeto direto. Nesse caso, temos o
objeto diretopreposicionado. Estes so os principais casos:

a) quando o objeto direto  pronome oblquo tnico:
  - No entendo nem a ele nem a voc:
  - Quiseram prejudicar a ti e a mim tambm.

b) quando o pronome relativo QuEM tiver antecedente expresso ou no:

- No conhecamos o homem a quem devamos cumprimentar.
- Conversei com o escritor a qnem foi outorgado o prmio.
- No sabamos a quem nos dirigir.
- No tenho a qnem amar.

190 191
<012>

c) quando  preciso coordenar pronome oblquo e substantivo:
  - Conheo-o e aos seus amigos tambm.
  - Visitamo-la e a seusparentes tambm.


d) COm O nOme DEUS:

- `" preciso amar s a Deus e odiar s a ns mesmos" (PnscnL).
- Amar a Deus sobre todas as coisas.
- No vemos a Deus, mas Ele est em toda a parte.

<*-*> com as express<*-*>es de reciprocidade uM Ao ouTao, uNs Aos ourltos:
  - `"Sem religio, os homens se despedaariam uns aos outros por coisas de nada" (N<*-*>-
  POLEO).
  - "`S os bons sentimentos podem unir-nos uns oos outros; nunca o interesse determi-
  nou liga<*-*>es frmes" (A. CoM'rE).

n para evitar ambignidade ou duplo sentido:
  - Ao Sontos vencer o Palmeiras.
  - Aospois amam os filhos.

Este caso  comum quando o objeto direto precede o verbo.

g) depois das conjun<*-*><*-*>es comparativas coMo, QUE, DO QUE:

- Amo-a como a Cristina.
- O rbitro prejudicou mais os brasileicos que aos italionos.
- Eu o estimava mais do que a meu irm<*-*>o.

h) quando a preposio tiver carter de partitivo, ou seja, quando der idia
  de poro de alguma coisa:
  - No beberei desta gua.
  - Ela no comer do meupo.

i) em certas constru<*-*>es idiomticas, das quais faz parte um verbo transitivo
  direto: puxar dafaca, arrancar da espada, cumprir como dever, chamarpor
  algt<*-*>m, saber do caso, esperar por algum, pegar em alguma coisa, gozar de
  liberdade, sacar do revlver, acabar com o trabalho, olhar para a vitrina, an-
  siarpelo cargo, etc.
Tais constru<*-*>es embelezam o estilo e, de certo modo, imprimem  frase
significado diverso daquele com simples objeto direto. Puxar dafaca, anan-
car da espada e sacar do revlver, por exemplo, so constru<*-*>es que, alm de
exprimirem ao repentina, imediata, indicam que se vai fazer uso do objeto
para algum fim especfico (uma luta, um combate, etc.).

j) com os pronomes indefinidos OUTRO, TUDO, TODO, NINGUM, ALGUM, MUI-
  TOS, etc.:

- Um burro coa ao outro.
- Censuraram a tudo e a todos.
- Comovemos a todos, mas a ntngum convencemos.
- ""O lcool  o maior agente de degenerao do indivduo e da raa; a todos os tectdos
ataca e a todos degenera" (MccL EL CoLro).

1) com verbos transitivos diretos para os casos de indeterminao do sujeito,
evitando ambignidade:
  - Ama-se aospais.
  - Despreza-se s mulheres.
  - Castiga-se aos mous.
  - Condena-se aos criminosos.

No houvesse a preposio, todas as quatro frases teriam duplo sentido.
Note :

- Amam-se os pais. (`"Os pais so amados" e ""Os pais se amam".)
- Desprezam-se as mulheres. (""As mulheres so desprezadas" e "As mulheres se des-
prezam".)
- Castigam-se os maus. (""Os maus so castigados" e ""Os maus se castigam".)
- Condenam-se os criminosos. (""Os criminosos so condenados" e ""Os criminosos se
condenam a si mesmos".)

Usando-se a preposio, o sentido de reciprocidade se apaga, dando margem
a uma nica interpretao.
De todos os casos vistos, os sete primeiros so obrigatrios. Os demais, facul-
tativos.
Muitos confundem objeto indireto com objeto direto preposicionado, esque-
cendo-se de que no primeiro caso o verbo ser sempre transitivo indireto e,
no segundo, sempre transitivo direto.


6. O objeto direto e o rodireto pleoosticos. As vezes acontece de o autor
querer dar nfase ao objeto direto. Que faz, ento? Coloca-o no incio da
frase e o repete no meio dela, com a forma pronominal conveniente. Assim,
por exemplo:
  - Este homem, todos o respeitam.

Note: este homem e o so, ambos, objetos diretos de respeitam. Dizemos,
ento, que o primeiro  objeto direto pleonstico. Aqui esto mais exemplos:
  - ""A vida leva-a o vento" (Jo Xo o E DEus).
  - Aquelas crianas, ningum as alimenta!
  - "`Os segredos, um morto  quem os guarda melhor" (Cn Lo Exorr).
  - ""O no, mlhor  que o digam as leis que os reis" [Pnox E ANrnrlo ViEcxn).
  <*-*> `"Coisas impossireis  melhor esquec-las que desej-/as" (CnmSEs).

192 i 193
<012>

- "A ocasio devemos tom-la pelos cabelos" (Pltov<*-*>xelo FIt ANcs).
-"As rosas f-las Deus para as mos pequeninas" (Guexxn JuNQuelxo).


A vrgula aps o objeto direto pleonstico s se usa quando se deseja
nfase ainda maior.
A repetio de uma forma pronominal tona pela tnica, regida da preposi-
o a, tambm  um recurso muito usado para realar o objeto:

- A mim ningum me engana.
- A mim muito me inquieta esta situa<*-*>o.
- A ti no te incomoda esse barulho?

iste, tambm, o objeto indiretopleonstico:

- A mim me parece injusta a pena imposta ao ru.
- O problema  mais grave do que Ihe parece o ele.
- "De que lhe vale ao homem conquistar o mundo, se perde a alma?"(PAscAc).
- "O homem tem o valor que a siprQrio se d" (RnaEt.Ais).
- Ao doido e ao touro, dai-lhes o corro.

7. O objeto direto ioteroo ou iotroseco. Existe outro tipo de objeto direto: o
objeto direto interno ou intrinseco. Atravs destes exemplos  que se firmar
conhecimento:

- Ele sempre viveu vida de rei.
-  preciso que, na vida, edifiquemos nobres edfficios.
- B oas criaturas jamais sonham sonhos ruins.
- Ao me ver, ela sorriu um sorriso triste!
- A anfitrioa vestia elegante vesttdo.

Voc, naturalmente, j percebeu: o objeto direto interno  aquele que possui
um dos seus elementos com o mesmo radical do verbo intransitivo, que 
usado como transitivo direto. Esse elemento, no entanto, sempre se far
acompanhar de um adjunto. Caso contrrio, a expresso se torna viciosa
(pleonasmo vicioso).
s vezes, esse tipo de complemento aparece com substantivo de radical dife-
rente do verbo, mas exprime idia paralela ou afm. Assim, por exemplo:
  - Voc ainda vai chorar lgrimas amargas!
  - Dormi um sono muito tranqilo.

O objeto direto interno, como voc observou, refora sobremaneira o con-
ceito expresso pelo verbo.

8. O objeto iodireto por exteoso. Apesar de, a rigor, no poderem ser con-
siderados objetos indiretos, pois os verbos que os acompanham no possuem

transitividade indireta, complementos como os das ora<*-*>es abaixo assim po-
dem ser denominados:

- As mos dela me so plumas.
- As frias !he sero benficas.
- Este clima te ser saudvel.
- Para mim, a mulher se suicidou.
- Para o Delegado, porm, mataram-na.
- Ao Juiz pareceu morte natural.
- A todo o mundo le pareceu um rbilro parcial.
- Esse dinheiro para seu irmo, no para mim.
- Para Fernando, todos eram loucos.
- No me ponha os ps no sof!
- No me saia mais  rua !
- Se voc me subir nessa escada, eu o esgano!

Como voc mesmo j observou, os trs ltimos eomplementos aparecem
quase que unicamente representados pelo pronome oblquo me. Rarssimo 
o caso em que ocorre outro pronome. Em latim, era conhecido comodativo
tico.
Observe, f'inalmente, que, em todos os exemplos, no aparece nenhuma vez
verbo transitivo indireto. Por isso, damos o nome de objeto indireto por exten-
so a tais complementos.
O mesmo se pode dizer dos pronomes <*-*>tonos que possuem sentido possessi-
vo, caso este que acontece quando se refere a partes do corpo ou a objetos de
uso pessoal, familiar, etc.:

- O pssaro quase que Ihe arranca os olhos.
- A garota me puxou os cabelo<*-*>
- O soldado pisou-nos o p.
- O jardineiro regou-me as roseiras.
- O menino rasgou-te o caderno.

Muitos chegam a considerar tais pronomes como adjuntos adnominais em
anlise sinttica, argumentando que sempre equivalem a um pronome pos-
sessivo. Ora, fazer anlise sinttica por equivalncias sempre foi muito peri-
goso. O fato de tais oblquos poderem ser substitudos por um possessivo no
signif'ica que devam exercer funo sinttica anloga a estes. Trata-se, na
verdade, ainda, de mais um caso de objeto indiretopor extenso.
Quem considera esses'pronomes como adjuntos adnominais, por fora da
coerncia, deve tambm ver orao adjetiva nestes perodos:

- Quem tudo quer, tudo perde.
= Aqucle que wda q<*-*>cr, tudo perdc.

- Quem avisa, amigo .
= Aquclc que avl.ra, amigo .

194 <*-*> 195
<012>

Todos sabemos que tal anlise, como todas aquelas que se fazem por substi-
tuio,  obsoleta e caracteriza o tempo do Ona...

9. As fao<*-*>es siotticas que os prooomes exercem. Cert<*-*>s pronomes s exer-
cem funo de objeto direto (o, a, os, as) ou de objeto indireto (Ihe, Ihes). No
entanto, os demais podem aparecer ora como objeto direto, ora como objeto
indireto, dependendo da transitividade verbal:
  - Mnica trouxe o bolo e comeu-o.
  O pronomc o  objeto direto de comeu.

- Fernando viu a revista e comprou-a.
  O pronome a  objeto direto de comOrai.
- Deus lhe pague !
  O pronome Ihe  objeto indireto de Qag<*-*>c.
- Os alunos Ihes obedecem.
  O pronome Ihes  objcto indireto de obrdecxm.
- No me viram na festa.
  O pronome me  objcto dircto de viram.
- Meus filhos me obedecem.
  O pronome mc  objeto indireto de obcdecrm.
- O diretor nos castigou.
  O pronomc nos  objcto dircto de oexMgau.
- O diretor nos perdoou.
  O pronome nw 6 objeto indireto de pcrdoau.

Como voc deve estar notando, tudo depende do verbo: se for transitivo dire-
to, o pronome desempenhar funo de objeto direto; se for transitivo indire-
to, o pronome exercer funo de objeto indireto. Por isso,  necessrio co-
nhecer muito bem transitividade verbal.

I0. Difereoa eotre objeto iodireto e complemeoto oomioal. O objeto indireto
completa o sentido de verbo, ao passo que o complemento nominal completa
o sentido de nome, isto , de substantivo, adjetivo ou advrbio. Se isto no for
suficiente, vejamos exemplos:
  - Creio em Deus.
  Em Dcw  objcto indireto porquc completa o scntido de vcio, verbo transitivo indireto.
  - A crena em Deus  importante e necessria.
  Em Dew, aqui,j excrce funo de complemento nominal, porque complcta o scntido de ocna, substaotivo.
  - Cristina gosta de msica.
  Dc mi.ricn  objeto iodireto porque complcta o aeatido de gortar, verbo traoaitivo iodireto.
  - "O beijo de mulheres feias tem gosto deformiga" (BextLo NevEs).
  Dcformigo  complemcnto nominal potque completa o sentido dc gorto, substantivo.

Importante tambm  saber isto: o complemento nominal pode fazer parte
de qualquer funo sinttica: do sujeito, do objeto direto, do adjunto adnomi-
nal, do adjunto adverbial, etc.

E ainda mais isto: o substantivo que pede complemento, no mais das vezes,
possui radical v<*-*>rbal correspondente: crena-crer, gosto-gostar, amor-amar,
existncia-existir, proteo =rroteger, etc.

TERMOS ACESSRIOS DA ORAO

l. Os termos acessrios da orao. Termos acessrios so aqueles que, na
orao, modificam outros termos; por isso mesmo, eles no so indispens-
veis ao seu entendimento. So trs: o adjunto adnominal, o adjunto adverbial e
o aposto.

2. O adjuoto adoominal. Comecemos com este exemplo:

- Meus cabelos esto rareando !

O ncleo do sujeito  cabelos, pois  o termo mais importante dessa funo
sinttica. Aparece junto desse ncleo um termo de valor nominal (porque 
pronome), que o modifica: meus. Dizemos, ento, que meas  um adjunto
adnominal.
Os adjuntos adnominais aparecem sempre junto do ncleo de uma funo
sinttica (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, etc.).
So representados na orao por adjetivos, locu<*-*>es adjetivas, pronomes
adjetivos, numerais e artigos.

3. O adjuoto adverbial. Comecemos com este exemplo:

- O co lutou bravamente.

Temos nessa orao:

sujeito: o co.
ncleo do sujeito: co.
adjunto adnominal: o.
predicado: lutou bravamente.
  ncleo do predicado: Ivtou (verbo intransitivo).
Como bravamente  um termo que modifica o verbo lutoa (lutou-bravamente),
dizemos que  um adjunto adverbial.
O adjunto adverbial pode modificar, alm do verbo, o adjetivo ou outro ad-
vrbio. S existe adjunto adverbial nessas circunstncias. Nesta orao, por
exemplo, no h nenhum adjunto adverbial:

- Minha ida a Porto Alegre  necessria.

a expresso a Porto <*-*>llegre, apesar de dar idia de lugar, NXO MODIFlCA verbo,
nem adjetivo, nem outro advrbio; ela est ligada ao substantivo ida, comple-
196 <*-*>, 197
<012>

tando o seu sentido; trata-se, pois, de um complemento nominal, no de adjun-
to adverbial. Outros exemplos:
  - Nossa vinda do Recije foi muito conturbada.
  Do Rcci Jc  complcmcnto nominal dc vindo.

  - Nossa volta  Europa foi comentada pela imprensa.
  <*-*> Etvopa  compkmeato oomioal de rolla.

  'Vcja relaG<*-*>o das priucipais locu<*-*>es adverbiais s pgs. 15I a I 5A.

4. O aposto. Vejamos este exemplo:

- O Brasil, o maiorpais da Amrica Lotina, est em fase de grande desenvolvimento.

Note: a expresso o maior pais da Amrica Latina aparece a fim de chamar a
ateno para uma qualidade que  intrnseca ao termo anterior. Repare: o
aposto esclarece algo sobre o termo precedente, mas nada de novo a ele
acrescenta em significado. Todos sabemos que o Brasil  o maior pas da
Amrica Latina, ora essa!
O aposto serve apenas para dar nfase ao termo anterior, destacando uma
de suas caractersticas. Mais exemplos:
  - "A calnia, o pior dos venenos, encontra sempre fcil ingresso nos cora<*-*>es mesqui-
  PhOS" (LORD HERVEY).
  - "A justipa, a mais alta exQresso da sociabilidade,  a primeira condio da ordem"
  (MONS. PINTO DE CAMPOS).
  - Castro Alves, opoeta dos escravos, morreu jovem.
  - "A curiosidade, instinto de complexidade in Jnita, leva por um lado a escutar s portas
  e por outro a descobrir a Amrica" (EA DE Qu EtR6s).
  - "Ah! Ah! Como  estpida a honestidade ! E a confiana, sua irm carnal,  uma da-
  ma mUilO Slmpldrla" ($HAKESPEARE).

O aposto vem geralmente entre vrgulas, mas pode no haver pausa entre o
aposto e o-termo fundamental; isto acontece quando o aposto especifica ou
individualiza um termo genrico. Assim, por exemplo:

- A cidade de Campinas  uma potncia industrial.
- O ms de dezembro  o mais agradvel de todo o ano.
- O Major Voldir foi muito cumprimentado.
- A Rua da Consolao foi totalmente asfaltada.

Esse tipo de aposto, que pode vir ou no preposicionado, chama-se aposto de
espec:'ficao.
Veja bem: o aposto  o elemento especificador, no o termo genrico, como
querem alguns gramticos menos avisados.
O aposto pode aparecer, tambm, depois dos dois pon.tos e do travesso.
Assim, por exemplo:

- "Dentro de ns existe uma divindade: a conscincia"(MENANDRo).

- "S h um poder: a conscitncia a servio da justio; sd h uma glria: o gnio a ser-
vio da verdade"(VIcroR Hu<*-*>o).
- "H trs remdios para o amor: afome, o tempo ou uma corda" (CR ArE S).
- "Os mundos sem fim seriam zeros sem conta, se no tivessem no princpio, a dar-
Ihes valor, esta unidade - Deus !" (Gu ERRA JuN Qu E<*-*>Ro).

5. Difereoa eotre complemeoto oomionl e adjaoto adoomioal represeotado por
locuo adjetiva. Caso voc veja dificuldade em estabelecer a diferena
entre o complemento nominal e o adjunto adnominal representado por lo-
CllO adjetiVa, ATENO, MUITA ATENO: quando se tratar de adjetivo ou de
advrbio, o termo regido de preposio ser sempre complemento nominal:

- Os corintianos esto desejosos DE TTut.os
  adj. compl. nom.
- A sala est cbeia oE GENTE.
  adj. compl. nom.
- Anteriormente Ao PREstDENTE, falou o Ministro.
  adv. compl. nom.
- Indenendentemente Do seu co<*-*>seNrIMeNTo, irei  Europa.
  adv. complcmento nominal

Quando, porm, se tratar de substantivo, as coisas mudam de figura.
Voc poder ter, dependendo da situao, complemento nominal ou adjunto
adnominal. Mas isso  fcil de resolver: o substantivo que reclama comple-
mento nominal ser sempre ABSTRATO.
Veja estes exemplos:

- Mnica tem certeza DA vlrdR<*-*>A.
  Ccrteza  substantivo abstrato.
- A existnCfa DE DEUS  evidente.
Exisr2<*-*>cia  substantivo abstrato.
- Afidelidade Dos cnEs comove.
Fidelidade  substantivo abstrato.

A crena NA ETERNIDADE torna mais sria a vida.
Crcn<*-*>a  sobstantivo aburato.

Constituem exce<*-*>es os substantivos abstratos que indicam estado (sonho,
vida, morte, viuvez, loucura, etc.), que se fazem acompanhar de adjunto, no de
complemento: sonho de MBnica, vida de Fernando, loucura dos homens, etc.
 preciso lembrar, no entanto, que certos substantivos ora aparecem como
abstratos, ora como concretos.
Vejamos alguns exemplos:
  - No recebemos opedido DE socoR Ro.
  - No recebemos opedido da firma.

No primeiro exemplo, o substantivopedido  abstrato, com alguma forGa ver-
198 ( 199
<012>

bal; no segundo, ao contrrio, o mesmo substantivo aparece como concreto,
pois significa requisio de mercadorias, termo muito usado na linguagem
comercial.
Outros exemplos:

- A redao DAs R EvtsTAs  feita por universitrios.
Rcda<*-*>o  substantivo abstrato; dar rcvistas, complcmento nomioal
- A redao do aluno foi muito elogiada.
Redoo  substantvo concreto; do afuno, adjunto adnominal.

- A assistncia Do EtLME se deu das nove s onze horas.
Aa.tirttncia  substantivo abstrato; dofilme, complemento nominal.

- A assistncia do teatro aplaudiu os artistas.
Arsistlncio  substantivo concreto; do reatro, adjunto adnominal.
-  proibida a venda DE e EH I D As ALcod L IcAs a menores de idade.
Vmda 6 substantivo abstrato.

- A venda do seu Manuel est fechada.
Vcndo  substantivo concreto.

- A Entrada DOS JOGADORES n0 VC S2SrlO SC dCU S qUlnZC hOraS.
Entrada  substantivo abstrato.

- A entrada do vestirio estava cercada de torcedores.
Entrada  substantivo concreto.

- No  aconselhvel aplantao de cana nesta poca do ano.
Plantaf Qo  substantivo abstrato.

- O Governo comprou toda a nossaplantao de cana.
Planta<*-*>o d substantivo concreto.

As vezes aparece adjunto adnominal com substantivo abstrato, mas somente
quando a idia  de posse ou origem. Como nestes exemplos:
  - A conquista do Brasil foi comemorada em todo o Pas.
  - A violncia do adversrio no permitiu que ganhssemos o jogo.
  - A insatisfao dos alunos  evidente.

Um mesmo substantivo abstrato pode aparecer com adjunto ou com eomple-
mento, conforme as circunstncias. Vejamos exemplos:

- A omeaa de Poulo foi ouvida por todos.
- A omeaa DE DEsMoRoNAMENTo ainda persiste.

Note: no primeiro exemplo existe idia de posse ou origem: trata-se de uma
ameaa que , que partiu de Paulo; no segundo, o termo grifado j no 
adjunto, mas complemento, pois no existe a mesma idia do exemplo an-
terior.

Outro par de exemplos, em situao idntica:

- Ojulgamento Do DI REToR foi severo: Paulo est suspenso por trinta dias.
  ad.adnom.
- Ojulgamento DO DIRETOR terminou rpido, no tomando muito o tempo dosjurados
  compl. nom.
  nem do Juiz: foi condenado a cinco anos de priso.

Finalmente, para que no haja nenhuma dvida a respeito do assunto, temos
de dizer que estes exemplos:

- O embarque Dos ioaAooREs foi transmitido pela televiso.
- O embarque DAs ARM As foi transmitido pela televiso.

ambos os termos regidos de preposio (dosjogadores e das armas) so com-
plementos nominais. Note: embarque, l e c, figura como substantivo abs-
trato, e em nenhum dos exemplos existe idia de posse ou origem. Muitos
querem adjunto no primeiro caso e complemento no segundo, argumentando
que naquele os jogadores praticam a ao; neste, as armas a recebem. Para
uma anlise, como se v, trata-se de argumentao falha.
Eis outro par de exemplos com complemento nominal:
  - O desembarqae DE ntoeAs na regio foi comentado pela imprensa.
  - O deSembarquc DE ALIMENTOS na regio foi comentado pela imprensa.

O VOCATIVO

l. O vocativo. Vocativo  o termo que na orao serve para chamar algum,
sem manter relao sinttica com outro. Exemplos:

  - "Oh! a saudade,poeta,  Uma rCSSUrTCSO!" (ALHERTO DE <*-*>LIVEIRA).
  - "Se queres ser melhor do que ns, CarO amigo, viaja" (GOETHE),
  - " vida, quo longa s para o desgraado, quo curta, para o afortunado!"
  (ANNIMO).
  - "Amigos, peam alegria a Deus. Sejam alegres como as crianas e como os pssaros
  no cu" (DosTo<*-*>EvsKi).
  - "Amai, rapazes! e, principalmente, amai moas lindas e graciosas: elas do remdio
  ao mal, aroma ao afeto, trocam a morte pela vida... Amai, rapazes!" (MAceAoo DE
  Assls).
  - "jovens artijciais, Iende mais respeito pelos antigos, pois tudo Ihes deveis: apren-
  destes a arte dos gregos, a poltica dos romanos, e at a religio vs a aprendestes
  dos hebreus"<*-*>(PLATEN).

No confunda aposto com vocativo: ambos aparecem entre vrgulas, mas so-
mente o segundo serve para chamar. A funo do primeiro  apenas explica-
tiva.

2. Porque o vocativo oo  termo acessrio da orao. O vocativo no  termo
acessrio da orao porque ele no mantm relao sinttica com nenhum
termo que dela faz parte. Isto significa que o vocativo no  elemento regente
nem regido.  assim como uma carta fora do baralho, como uma ovelha que
se afastou do rebanho. O vocativo isola-se de todos os demais termos da ora-
o; a vrgula obrigatria indica essa separao. Por isso, no podemos anali-
200 ( 201
<012>

s-lo sintaticamente, j qlle SINTATICAMENTE significa estar em relao com
outro termo da orao.

O PERIODO COMPOSTO


l. O perodo composto. Tipos de perodo. Existem dois tipos de perodo: o
simples (tem apenas uma orao) e o composto (tem duas ou mais ora<*-*>es). A
orao que forma o perodo simples se chama absoluta. Existem trs tipos de
perodo composto: por coordenao; por subordinao; e por coordenao e
subordinao (ou perodo misto).

2. O perodo composto por coordeoa<*-*>o. As ora<*-*>es coordenadas sindticas. O
perodo  composto por coordenao quando, sintaticamente, uma orao no
depende de outra. Veja este exemplo, para entender melhor:
  - "O homem  de gelo para as verdades e de fogo para as mentiras" (LA FoNTAlNE).

Nesse perodo, temos duas ora<*-*>es:
I <*-*>) O homem  de gelo para as verdades ;
2f) e (J dejogo para as mentiras.

Como voc est notando, a 2<*-*> orao tem o verbo subentendido. Agora, repa-
re nisto: sintaticamente, a 2<*-*> orao nada tem que ver com a anterior, embora
entre ambas haja relao semntica, isto , relao de sentido. Note mais
uma coisa: s ora<*-*>es vm ligadas por conjuno coordenativa (eJ. Como
est expressa, a orao se chama coordenada sindtica; se a conjuno esti-
vesse oculta, a orao se denominaria coordenada assindtica.
As ora<*-*>es coordenadas sindticas recebem o nome da conjuno que as
inicia. Veja:

1- Ora<*-*>es Coordenadas Sindticas Aditivos

- O homem se levantou e logo depois caiu.
- "A amizade  um amor espiritualizado e raramente existe" (IEo A GR Acl).
- "Cada boto tloresce uma s vez, e cadoJlor tem um nico minuto de beleza perfeita"
(AMIEL).
- "No mundo a mulher no precisa ser inteligente nem ser dedicada, nem ser caridosa`
nem ser grande. No mundo a mulher precisa de ser bela" (MARIA A. VAz <*-*>E CAR-
VALHO).
- "Os espritos tranqilos no se confundem nem se atemorizam; continuam em seu
ritmo prprio, na ventura ou na desgraa, como os relgios durante as tempestades"
(ROBERT LOUIS STEVENSON).
- O avarento no s precisa do que tem como tambm do que no tem.
- "Uma Constituio no  somente uma seqncia de leis mximas, mas ainda o traje
de um Qovo`feito sob medida" (AN6NIMo).

2 - Ora<*-*>es Coordenadas Sindticas Adversativas

- O homem se levantou de novo, contudo desta vez no calu.
- "No ter feito nada  uma estupenda vantagem: mas no se deve abusar" (RIvARoL).
- "A mulher culpada ainda pode amar a virtude, porm no preg-la" (M"'E. uE STA<*-*>L).
- "As palavras do homem indicam o talento que possui e o cultivo da sua inteligncia,
mas somente suas a<*-*>es demonstram o seu nascimento" (AvNIMo).
- "A bebida satisfaz ao estmulo da sede, o alimento mata o desejo de nutrio; a Qrata
e o ouro`porm, no satisfazem a avareza" (PLuTARco).
- "Tudo esperamos; entretQnto Qara nada estamosprepQrados" (MME. SwETcH INE).

3 - Ora<*-*>es Coordenadas Sindticas Alternativas

- "Todos tm suas pernas, ou sejam reis oupastores`lou sejam ces ou cwneiros"
(VOLTAIRE).
- "As lgrimas nunca fizeram funcionar um relgio oupr em movimento um mecanismo
4 VOpOl" (CHARLES DICKENS).
- "As mulheres em tudo vo ao extremo: ou so melhores./ ou so piores do que os ho-
mCnS" (PROVERHIO ORIENTAL).
- "Uma poesia deve ser excelente ou no existirpor nada" (GoETH E).
- "Para se deleitar com Wagner,  preciso ou entend<*-*>-lo muito,/ ou no compreender na-
dQ" (PITIGRILLI).
Neste excmplo, as oraes grifadas so subjctivas, coordenadas entre si.

- Na floresta, ao anoitecer, ora se ouvem pipilos estranhos`l ora se vem aves misteriosas.
- Quer chova,/ querfaa sol, Mnica no sai de casa.

4 - Ora<*-*>es Coordenadas Sindticas Conclusivas

- "Cada qual, livremente, faz o seu prprio preo, alto ou baixo, e ningum vale seno
o que se faz valer; taxa-te, pois, livre ou esaavo: isto depende de ti" (EelcT ETo).
- "A formosura da carne costuma ser um vu para cegar nossos olhos, um lao para
prender os ps, um visgo para impedir as asas; logo no  verdadeira" (FRet HEIToR
  PINTO).
- "O zero, como desenho,  a perfeio; como nmero nada vale; portanto  o vazio
absoluto naperfei<*-*>o" (AN6NIMo).
- O lago est em minha fazenda; por conseguinte mepertence.

5 - Ora<*-*>es Coordenadas Sindticas Explicativas

- "Amemos, porque amor  um santo escudo" (CAsTRo ALvEs).
- "Se a preguia nos acomete, corramos para o trabalho, porque  remdio infalivel"
(YOUNG).
- " conveniente interrogar o passado, porque a suo res<*-*>osta servir para a nossa expe-
rincia" (YouNG).
- "Case-se o mar, que o morjtcar manso" (LAuR INoo RAa ELo).
- "Procura manter as aparncias, que o mundo te abrir crditopara tudo" (CHuxcHItL).
- "A vida  uma lmpada acesa: vidro e fogo. Vidro, que com um Qssopro sefaz; fogo,
que com um assopro se apaga" (PAoR E ANTBhlo VIEIRA).

202 203
<012>

- Bate  outra porta, que esta no se abre.
- "Quando quero fazer graa, digo sempre a verdade, pois a verdade  sempre a melhor
pilhria do mundo" (BER<*-*> ARn SH.<*-*>w').
- "Aquele que diz uma mentira no calcula a pesada carga que p<*-*>e em cima de si,
pois ter de inventar uma infinidade delas para sustentar a primeira" (PoeE).
- "O uso do relgio significa uma tirania absurda, pois submete as pessoas bem educa-
das s mal educadas<*-*>' (G o D L:4 FOL'f HAR Di<*-*>R E).
- "Louvados os que choram sem testemunhas, pois neles, em verdade. as lgrimas so
sinceras" (ARisriDs <*-*>'eI.A).

3. As ora<*-*>es coordeoadas assiodticas. A orao coordeoada justaposta. Dife-
reoa eotre orao coordeoada justaposta e orao iotercalada. As coordena-
das assindticas so separadas por vrgula, ponto e vrgula e, s vezes, por
dois pontos:
  - "O homem superior exige tudo de si mesmo; o homem injerior, dos outros"

  (CONFLCIO).
  - "A rvore se conhece pelos frutos; o homem, pelas suas obras" (PnDRE ANT6NIo

  VIEIRA).
  - "A famlia  a origem da sociedade; a mulher  a origem dajamilia" (CARDEAL
  GIBBoNs).
  - "No me dem conselhos: sei errarpor mim" (PITIGRILLI).

Toda e qualquer orao coordenada pode aparecer sem conjuno expressa.
Nos exemplos acima h algumas coordenadas assindticas adversativas, alm
de uma explicativa.
Veja mais exemplo de coordenada assindtica adversativa:
  - "O homem livre pode ser prisioneiro, no um escravo"(JncQuEs AMvor).

Se voc quiser, em vez de coordenada assindtica, poder classific-la assim:
orao coordenadajustaposta.
Justapostas so ora<*-*>es coordenadas ou subordinadas que aparecem sem
conetivo.
Outros exemplos delas:
  - Isso aconteceufaz tempo.
  Ora<*-*>ao subordinada adverbial temporaljustaposca.

  - No creio sejas to imprudente.
  Orao subordinada substantiva objetiva diretajustaposta.

  - "Todas S horas ferem, a derradeira mata" (INSCRIO SOBRE UM VELHO RELGIO DE
  SOL).
  Ora Go coordeuada adversativajustapoata.
  - Quem canta seus males espanta.
  Ora<*-*>-ao subordinada substantiva subjetivajustaposta.

  - Advirto-o de uma coisa: n<*-*>o minta !
  Orap-ao subordinada substantiva apositivajustaposta.

  - Comamos, bebamos, gozemos: depois da morte no h gozo algum.
  Orao coordenada cxplicativajustaposta.

No confunda oraojustaposta com orao intercalada, que aparece nestes
casos:

- Voc f'tcou maluco? -perguntou a mulher ao marido.
-  preciso, dizia ele, trabalhar para prosperar.
- Isto -perdoem-me osfilsojos -  pura fantasia.
- O Brasil (vou dizerj ainda  um pas pobre.
- Cristina, que eu saiba, nunca teve namorado.


As ora<*-*>es intercaladas no exigem classificao. Basta que se diga: orao
intercalada. E nada mais...


4. As ora<*-*>es coordeoadas ioiciais. No perodo composto por coordenao,
a orao que no traz a conjuno, clara ou subentendida, chama-se orao
coordenada inicial. Portanto, so ora<*-*>es coordenadas iniciais:

- O homem se levantou e logo depois caiu.
- Cada botoJloresce uma s vez, e cada flor tem um nico minuto de beleza perfei<*-*><*-*>,
- No Ihepeo elogios, seno crticas construtivas. <*-*>"'<*-*><*-*>,L
- Nesta terra, trabalha-se ou morr-se de fome.
- As luzes do teatro esto acesas; logo dever haver espetculo.
  <*-*>C

- Amemos, porque amor  um santo escudo.
  o

Importante: so tambm adversativas, se bem que sempre
como estas:

- Em vez de reclamar, ela trabalha.
- Ela beijou o pai, em vez de beijar a me.
- Ao invs de chorar, ela ri.
- Ao invs de construir, voc destri.

<*-*> <*-*>s, ort<*-*>
'<*-*> <*-*> M. t. :





5. O perodo composto por subordioao. O perodo se diz eomposto por
subordinao quando h dependncia sinttica entre duas ora<*-*>es, isto ,
quando a segunda completa ou modifica o sentido de algum termo da pri-
meira orao. Se voc quiser entender isso melhor, veja este exemplo:

- Espero que tudo d certo.
- O homem que em nada cr, duvida de si prprio.

Vamos dividir o primeiro perodo:
  1 <*-*> Orao: Espero.
  2<*-*> Orao: que tudo d certo.


Agora, repare: a 2<006> orao depende sintaticamente da 1'. Ela completa o
sentido do verbo esjlero. Por isso, dizemos que a 2' orao DEPENDE SINTATI-
CAMENTE da 1<*-*>, j que funciona como objeto direto desta. O que, conjuno

204 205
<012>

que liga uma orao  outra, se chama conjuno subordinativa integrante,
porque liga duas ora<*-*>es que se completam sintaticamente.
Alis,  preciso dizer a voc que o perodo composto por subordinao 
iniciado ou por conjuno subordinativa, ou por pronome relativo.
Vamos, agora, dividir o segundo perodo:

1<*-*> Orao: O homem duvida de siprprio.
2' Orao: que em nada cr.

No se assuste com a diviso que fizemos:  que voc nunca pode deixar o
conetivo (conetivo  o nome genrico das conjun<*-*>es coordenativas, das
subordinativas e do pronome relativo) fazer parte da 1<*-*> orao.
Vamos, agora, ao que interessa: O que  um pronome relativo, porque, na 2'
orao, substitui o termo homem (da primeira). Homem  substantivo, no ?
Pois bem. Qual  a palavra que modifica o substantivo?  o adjetivo, no ?

$e VOC dlSSe <*-*>, fiCa fSCll: a 2" OraO DEPENDE SINTATICAMENTE da 1' porque
modifica o sentido do termo homem, que pertence  1' orao.
No perodo composto por subordinao, a orao que no tem o conetivo se
chamaprincipal; a outra, subordinada. Nos exemplos que vimos:

- Espero que tudo d certo.
Orao principal: Espero.
OraGo subordinada: que tudo d2 certo.

- O homem que em nada cr, duvida de si prprio.
Orao principal: O homem dnvida de si Orprio.
Orao subordinads: q<*-*>eem nada o2.

Agora, lembre-se disto: as ora<*-*>es subordinadas completam ou modificam o
sentido de um termo da orao anterior. Por isso, existem as ora<*-*>es suBs-
TANTIVAS (S0 aS qlle COmpletaln), aS ADJETIVAS e aS ADVERBIAIS (S0 aS qlle
modificam<*-*>o sentido de algum termo da orao anterior).

6. O perodo composto por coordenao e sobordinao. O perodo composto
por coordenao e subordinao, ou perodo misto,  aquele que possui ora<*-*>es
coordenadas e subordinadas. Eis um exemplo:

- Cristina disse que iria ao cinema, mas no foi.
Primeira orao: Cristino disse (orao principal).
Segunda orao: que iria ao cinema (orao subordinada em relao  anlerior, principal, mas  coordcnada
inicial em relao  posterior, coordenada.)
Terceira orao: mas rtdofoi (orao coordenada).

7. As ora<*-*>es substantivas. As ora<*-*>es subordinadas substantivas so as que
funcionam como substantivo, ou seja, como sujeito, objeto direto, objeto indire-
to, complemento nominal, predicativo e aposto. Por isso, as ora<*-*>es substantivas
so seis:

1) Subjetivas: funcionam como sujeito da orao anterior:
  -  importante que voc aprenda Portugus.

Note: para achar o sujeito da orao anterior, voc tem de fazer a pergunta:
o que  importante? A resposta: que voc aprenda Portugus (orao subjetiva).
Outros exemplos de orao subjetiva:

- "Nunca fales mal da mulher diante do marido. No importa quefales mal do marido
diante da mulher" (PRovR Hlo CII IN s).
- "No fazer nada de mau no  o suficiente;  preciso tambm que sefaa alg de

bom" (ROMRIO C. VALENTE).
-  quase inacreditvel que ele tenha cometido umpeculato.
- "Constri muito baixo quem constri abaixo das estrelas" (YouNG).
- "Convm que deixemos sempre passar uma noite sobre qualquer injria da vspera"

(NAPOLEO).
- " possvel que og homens valham mais;  certo que as mulheres valem melhor"

(ALEXANDRE DUMAS, pai).
- "A pobreza destri o orgulho.  difcil que um saco vazio se mantenha de p" (ALE-
XANDRE DUMAS, filh0).
- "Muitas vezes acontece que, para se obter um pequeno proveito, aspessoas exp<*-*>em-
-se estouvadamente a um grandeperigo" (Go ETe E).
- "No procurai tanto a forma da orao; basta que vos ajoelheis!" (JEAN DoLENT).
- "Amigo que no presta e faca que no corta, que se perca, pouco importa" (PRo-
VRHIO).
- Nota-se que as nuvens plmbeas se movrmentam rapidamente:  a chuva prestes a cair.
- "Alguns escravos compram-se com dinheiro; outros, com adulao. No interessa
qual seja o meio de aquisio" ( Rusx IN).
- " impossvel que venha a reinar a covardia na alma do homem que amou uma vez na

Vlda" (CASTIGLIONE).
- "Parece que o homem no l nunca com muito prazer um elogio  beleza de outro ho-
mem" (MEDEIROS E ALHUQUERQUE).

Os verbos que se usam somente na terceira pessoa, do singular e do plural,
com sujeito oracional ou no, denominam-se verbos unipessoais. Diferem dos
verbos impessoais, porque estes no tm sujeito, em hiptese alguma.

2) Objetivas Diretas: funcionam como objeto direto da orao anterior:

- Espero que vocs me apiem.

Note: a orao principal tem sujeito (eu), e o verbo esperar  transitivo direto:
quem espera, espera alguma coisa. Logo, que vocs me apiem  uma orao
objetiva direta. Outros exemplos de orao objetiva direta:
  - "Examina se o que prometes  razovel e possivel, pois a promessa  uma dvida"
  (Cove<*-*>Sclo).
  - "Quem quiser viver bem neste mundo, procure no se deixar enganar nunca; simu-
  le, porm, que se deixa engonar sempre" (KAttR).

206 207
<012>

- "A primeira coisa que faz uma mulher, quando quer que um homem a alcance,  co-
mear a coner" (MovTAIcN E).
- "Mo fria, corao quente. Tambm se diz assim em francs, tambm em russo,
tambm em rabe. Isto demonstra que a imbecilidade  universal" (PtTIcRt LLl).
- "Somente as mulheres e os mdicos sabem quanto a mentira  necessria e ben Jca

OOS hOmCnS" (ASATOLE FRANCE).
- "Antes de dar ao povo padres, soldados, juzes, mdicos e professores, seria ne-
cessrio saber sepor acaso ele no morre defome" (LEoN ToLs'rdl).
- Cada qual sabe onde lhe aperta a botina.
- "No imaginamos quanto espirito  necessrio para no sermos nunca ridculos"

(CHAMFORT).

3) Objetivas Indiretas: funcionam como objeto indireto da orao anterior:

- No concordo com que voc termine o namoro.

Note: o verbo concordar, da orao principal,  transitivo indireto. Assim, a
orao subordinada s pode ser objetiva indireta. Outros exemplos de orao
objetiva indireta:

- "Qual a diferena entre os deuses e os homens? Consiste em que, diante dosprimeiros,
muitas ondas passam numa torrente eterna; em ns as ondas nos levantam, as ondas
nos tragam, e desaparecemos" (GoETHE).
- "Ao invs de queixar-me por que a rosa tem espinhos, felicito-me de que o espinho es-
teja coberto de rosas" (Joua ERT).
- "No receie a adversidade: lembre-se de que os papagaios de papel sobem contra o
vento,/e no afovor dele" (HAMILToN MAatE).

Neste cxemplo cxistem duas subordinadas objetivas indiretas, coordenadas enTre si
l<*-*>) dc qrc orp<*-*>agaioa dcpapelsobcm conba o vcnto.
2<*-*>) c /dc qur ctr.rl <*-*> IJobcm/ aJa<*-*>nr dclc.

- "Desgraa a todos o livro que no convida a que o tornem a ler" (D'AL EMsERT).
- "Pode algum recordar-se de quando os tempos n<*-*>o eram dif:ceisl e o dinheiro no
era escasso?" (HERsoN).
Neste exemplo existem duas oraG<*-*>es objetivas indiretas coordenadas cntre si:
I<*-*>) de quando os tempos no eram diFcxit?
2<*-*>) e Idc quando/ o dinheiro no era escasso?

nativo e sutil, entusiasta e corajoso. A sociedade  que nos torna muito logo burro e
impenetrvel, curto e grosseiro, mole e covarde" (SERclo MILLIET).
- Temos a plena convico de que o Presidente est bem intencionado.

5) Predicativas: funcionam como predicativo da orao anterior:

- Nossa esperana  que chova este ms.

Note o verbo de ligao () na orao principal; a orao subordinada ser,
enio,predicativa. Outros exemplos de oraopredicativa:

  - "Cada qual sabe amar a seu modo: o modo pouco importa; o essencial  que saiba

  Qmar" (MACHADO DE ASSIS).
  - "No me importa que Deus no esteja do meu lado. O que espero ardentemente 
  que eu me encontre ao lado De/e" (AsRAHAM LINcoc.<*-*>).
  - "Que o homem, t<*-*>o pouco amigo da verdade. tenha inventado o espelho,  o fato mais
  surpreendente da Histria. Os homens descobriram muitas virtudes extraordinrias,
  mas nenhuma to extraodinria como a modstia. O nada acredita chegar a ser
  algo porque diz: "sou o nada" (HEeeEL).
  - "O primeiro castigo do culpado  que a sua conseincia ojulga/ ejamais o absolve"

  (JUVENAL).

Neste exemplo, existem duas ora<*-*>es predicativas coordenadas entre si:
I<*-*>1 9<*-*><*-*> a sua conscitncia ojulga.
h) e /queljm^a<*-*> o abJolvc.

6) Apositivas: funcionam como aposto da orao anterior:

- Peo-te somente isto: que me deixes em paz.

Note: a orao que me deixes empazapenas e to-somente explica, esclarece
o termo isto, da orao anterior. Trata-se, pois, de orao apositiva. Outros
exemplos de orao apositiva:

"S uma coisa sabemos: que no sabemos nada" (CAMeoAMoR).
"Um eno muito difundido e que engana os moGos  este: que o amor seja uma coisa
que nos dar prazer para sempre" (M. BuscH).
"O rimeiro de todos os evangelhos  este: que uma mentirapode durar eternamente"
  p
4) Completivas Nominais: funcionam como complemento nominal da orao i (CARLYLE).
antenor:

- Tenho certeza de que isso  mentira.

Note: quem tem certeza, tem certeza de alguma coisa. A orao de que isso 
mentira completa o sentido do nome certeza. Portanto, trata-se de orao
completiva nominal. Outros exemplos de orao completiva nominal:
  - Tenho a impresso de que algum nos est espiando.
  - "As mulheres gostam tanto de adulao, que at a mais feia e grosseira poder ser
  persuadida de que  amvel e bonita" (AuG. GuY ARD).
  - "Estou convencido, com Rousseau, de que a gente nasce inteligente eperspicaz, imaRi-
8. As ora<*-*>es adjetivas. As ora<*-*>es subordinadas adjetivas funcionam como
adjetivo, modificando o termo antecedente, e sempre so iniciadas por pro-
nome relativo. Exemplo:

- Ojornal que voc trouxe,  velho.
Note: a oraCo que vocP trouse modifica o substantivojornal, da oraGo principal. E, pois, uma orao adjctiva.





208 ; 209
<012>

H dois tipos de orao adjetiva: as restritivas e as explicativas.

As Ora<*-*>es Adjetivas Restritivas e as Explicativas
A caracterstica principal da orao restritiva  restringir o significado do
termo antecedente, sem a preocupao de enfatiz-lo. Repare que neste
exemplo:
- A mulher que n<*-*> era casta, jamais merecera perdo do Rei.
a orao que no era casta restringe o significado do termo antecedente mu-                '
                                                                                           i
lher. Quem jamais merecera perdo do Rei  a mulher que no era casta, e no
outro tipo de mulher.                                                                      I
Se, no entanto, a frase estivesse assim:
- A mulher, que no era casta, jamais merecera perdo do Rei.
a orao que no era casta modifica o mesmo termo antecedente mulher, mas
termo este tomado no seu sentido amplo, genrico. Trata-se, agora, de ora-
o adjetiva explicativa, no restritiva.
Veja como tudo mudou: quem jamais merecera o perdo do Rei  somente
a mulher. A orao adjetiva aparece apenas para DAR NFASE a uma parti-
cularidade j conhecida do termo antecedente. Essa particularidade pode ser
conhecida individual ou coletivamente. Se, por exemplo, uma pessoa diz:
                                                                                           
- O brasileiro, que  muito romntico, gosta muito de futebol.                             j
                                                                                           i
para essa pessoa, o ramantismo do brasileiro pode ser uma evidncia, mas
isso no implica que para outro o seja.  exatamente por esse motivo que no
devemos raciocinar em termos de "nem todo brasileiro  muito romntico"
,
como muitos fazem, pois tal raciocnio leva, forosa, fatal e inevitavelmente,
a uma anlise da orao como restritiva, e no como explicativa.
Agora, quase que para encerrar, veja a catstrofe que teria produzido no
esprito do brasileiro, se Ea de Queirs tivesse colocado apenas uma vrgula
aps o termo brasileiro nesta sua frase:
- "Ora, o brasileiro que no formoso, nem espirituoso, nem elegante, nem extraordinrlo
--  um trabalhador."
Houvesse o grande escritor colocado a vrgula aps o termo brasileiro, o sen-
tido da frase seria desgraadamente outro; seria uma crtica mordaz, no um
elogio. Leia a mesma frase, com a vrgula, isto , com ora<*-*>es explicativas,
n o re stritivas:
- Ora, o brasileiro, que no formoso, nem espirituoso, nem elegante, nem extraordinrio
-  um trabalhador.
                                                                                           1
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Quo ofendidos no estaramos se no original assim estivesse !...
A pausa que as ora<*-*>es explicativas exigem, denota claramente a nfase
pretendida:
  - Carlos, que  o meu melhor amigo, est contra mim.
  - Esta esquina, que  a maisperigosa do bairro, j causou vrios acidentes graves.
  - O padre Leonardo, que  um santo. disse trs missas hoje.

Frases com Ora<*-*>es Adjetivas Restritivas

- "Somos sempre ns que abandonamos os ces, na natural ingratido com que sacri-
ficamos 4s melhores e mais puras afei<*-*>es aos interesses e convenincias. No tenho
  notcia de cachorro que se houvesse, de vontade prprio, separado do dono, abandonado
o amigo, por mais negra que fosse a misria que ele partilhasse. O homem  dife-
  rente.  a criatura que mais depressa e com a maiorfacilidade esquece as amizades. A
  natureza humana  muito ordinria. E ainda h gente que emprega a palavra ' co"
como insulfo, como inrla" (VIvAtDo CoARAcv).
- "Nunca  feliz com um vestido de chita a mulher que tem amigas com vestidos de

Sed4" (CAMILO CASTELO BRANCO).
- "A bondade vence diflculdades que o esforo no venceria" (RoDoLreo TeEoetIILo).
- "A realidade  uma dissonncia de que a arte deve saber tirar uma harmonia" (A.

GRAF).
- "O orgulho  o abismo onde, por vezes, desaparece oprprio mrito verdodeiro" (MoN-
TALVO).
- "A tarde  a urna sagrada onde o destinop<*-*>e sempre cinzas de recorda<*-*>es" (OLEGRlo

MARIANO).
- "No  o que oferecemos, mas o modo como oferecemos que determina o valor do
presente" (WEEcn).
- "Quanto aos pais, comporta-te da maneira como tu desejarias que os teus filhos se
comportassem para contigo" (G. LEoeARDl).
- "A perseveran<*-*>a  a virtude pela qual todas as outras virtudesfrutt'ficam" (A. GRAF).
- "O valor e o prestgio de uma realizao re<*-*>letem-se, muitas vezes, atravs dos ata-
ques contra ela desfechados. Tudo quanto passa despercebido, sem suscitar coment-
rios, pode ser considerado como fracasso" (QuIRINo DA SILvA).
- "No amor, as mulheres recusam altivamente tudo quanto j quererlam ter dado"
(OVDIO).
- "Considera-se magnfico tudo quanto se desconhece" (TAcITo).
- "Um escravo no tem seno um senhor; o ambicioso tem tantos quantos so os que
lhe podem ser teis" (LA BRuv<*-*>RE).
- "A beleza tem tantos significados quantas atitudes tem o homem" (OscAR WILDE).
- "A pacincia  uma rvore cuja raii  amarga, mas que produz os mais doces frutos"

(PROVRBIO PERSA),
- "O menor nmero possvel de pecados  a lei do homem. No pecar absolutamente
 o sonho do anjo; tudo quanto  terrestre est sujeito a pecar" (VIcToR Huco).

Como facilmente se percebe, a orao adjetiva restritiva apenas modr'fica o
termo antecedente; no serve para chamar a ateno sobre uma qualidade
(caracterstica prpria) contida no termo antecedente.

211
<012>

Frases com Ora<*-*>es Adjetivas Explicativas


- "A fortuna, que  cega, auxilia a ousadia, que no o  menos" (Ln Fo<*-*>Tn I<*-*>v E).

- "O tmulo, que sepulta tantos sentimentos, no  mais do que um altar erguido ao

amOr prprlO" ( M 4STEG A Zz A).
- "As almas so os riachos entre os quais se divide o grande rio da vida, que corre atra-
vsdo corpo da humanidade" (H. BERc:sov).
- "Sentir que nosso amado olha outra, admira, sorri e volta a olhar para ns, que e/e
ama,  v-lo como Nazareno, quando volta para o cu os olhos, depois de ter visto
a terra" (HILD<*-*> Roxo).
- "No poeta no acaba nunca a infncia. S eles e as crianas so capazes de ver nos
pirilampos, que iluminam o mata, estrelas cadas do cu" (EounR<*-*>o GIRno).
- "As rugas so os caminhos por onde a experincia, que chega, encontra as ilus<*-*>es,
que se vo" (PETlr-SE~<*-*>).
- "Se amais a vida, no desperdiceis o tempo, que  a teia da exist2ncia. A preguia
tudo dificulta, o trabalho tudo facilita" (FR.n<*-*>Is LIN).
- "O cime, que invariavelmente nasce do amor, nem sempre morre com ele" (Ln Ro-
CHEFOl'f ACL.D).
- "O mau gosto consiste em confundir a moda, que vive s de mudanas, como o belo
durvel" (SrFNDHnt.).
- "No acredito muito nos precoces.  dos seres superiores no ser precoce. O Ho-
  mem, que  o animal mais inteligente de todos,  o menos precoce" (PIrtGR I L<*-*>l).
- Napoleo Bonaparte, que quase conquistou a Europapara a Frana, nasceu na Crsega
  um ano aps a ilha passar do domnio italiano ao francs.
- O Canal do Panam, que liga o Oceano At/dntico ao Pacifico, est em territrio que
  pertence aos Estados Unidos.
- A Capela Sistina, onde joram realizadas todas as elei<*-*>es papais nos ltimos sculos,
  tem acomoda<*-*>es para apenas oitenta participantes.
- O Rio Volga, depois de percorrer o territrio russo, desgua num mar, que, na verda-
  de, no passa de um grande lago salgado, l cujo nome  Mar Cspio.
- "Todos ns no somos seno partes de um prodigioso inteiro, cujo corpo  a nature-
  za l e cuja alma  Deus" (Poe E).

  Neste perodo existem duas oraG<*-*>es adjetivas explicativas coordenadas eotre si:

  I <*-*>) cvjo corpo  a natureza.
  h) r ctga alma i Dcus.

Note a nfase que a orao adjetiva explicativa imprime ao termo antece-
dente, chamando a ateno sobre uma caracterstica que lhe  prpria, carac-
terstica esta que pode ser conhecida individual ou coletivamente, conforme
j dissemos.
Quando a orao adjetiva contm um predicado nominal - e s neste caso
- muita semelhana apresenta com o aposto. Compare:

Braslia, que  a Capital do Brasil, j possui quase um milho de habitantes.
  orao adj. explicatva

Braslia, a Capitaldo Brasi/, j possui quase um milho de habitantes.

  aposto

- O Rio de Janeiro, que ser sempre a Cidade Maravilhosa, continua lindo.
  orao adjetiva explicativa

- O Rio de Janeiro, a eterna Cidade Maravilhosa, continua lindo.

  aposto


9. As ora<*-*>es adverbiais. As ora<*-*>es subordinadas adverbiais funcionam co-
mo adjunto adverbial da orao anterior. So introduzidas por conjuno su-
bordinativa (exceto a integrante, que inicia orao substantiva). Toda orao
adverbial recebe o nome da conjuno que a inicia. Portanto:

1 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Causais


- O menino escorregou porque o cho estava liso.
- Ela gritouporquepisaram-!he o calo.
- Voc no aprende porque no quer.
- "Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me
COrrOmpBm" <*-*>SANTO AGOSTINHO).
- "Os trabalhadores so pobresporque so numerosos" (BuRIsE).
- "Uma coisa no  vulgar simplesmenteporque  comum" (HnzLlrr).
- Como nopude ir, mandei Cristina em meu lugar.
- Como hoje  Natal, bebamos !
- J que voc querpagar-me, aceito.
- "Visto que a vida  uma curta viagem que temos de fazer no mundo por deciso dos
nossos antepassados, procuremos faz-la em primeira classe, em vez de irmos no
carro de animais" (P<*-*>'rIoR ILLl).

2 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Comparativas

- "O atesmo est mais nos lbios que no corao do homem" (BncoN).
- "A astcia , freqentemente, incmoda romo uma lmpada num quarto de dormir"
  (BRNE).

Nas ora<*-*>es comparativas, como se observa, o verbo encontra-se subenten-
dido na maioria das vezes:


- O atesmo est mais nos lbios que (est) no corao do homem.
- A astcia , freqentemente, incmoda como uma ldmpada ( inc8moda) num quarto
de dormir.


Outros exemplos:

- "Os amigos so to perigosos como os inimigos" (Qu INcEv).
- "Nada destri mais completamente as supersti<*-*>es do que uma instruo slida"
(FNELON).
- "No elogio h sempre menos sinceridade que na censura" (N<*-*>ETzscee).
- "O exemplo move-nos mais que aspalavras" (S<*-*>'v Ecn).
- "Executa cada ao como sefosse a ltima de tua vida" (MnRco Aue<*-*>Llo).

<*-*> 1 <*-*> 213
<012>

- "Trata o amigo cautelosamente como se um dia tivesse de ser teu inimigo" (MlHo

PBLIO).
- "Certas mulheres muito gordas do beijos como se colassem selos em envelopes" (J.

RENARD).

Os trs ltimos exemplos mostram ora<*-*>es ligadas por como se. Para efeito de
anlise, no  preciso considerar primeiramente a comparativa, depois a con-
dicional. Modernamente toma-se a expresso toda como comparativa. Por
isso, esta anlise  desnecessria:
  - Certas mulheres muito gordas do beijos como (dariam) se colassem se%s em envelo-
  pes.

3 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Concessivas

- "Poucas ami2ades subsistiriam se cada qual soubesse o que o seu amigo diz quando
ele no est presente, emborajale sincera e desapaixonadamerite" (PAsCAL).
- "A felicidade, se bem que muitas vezes destruidapela mfortuna, ainda o  muito mais
pelo mau comportamento" (PRIoR).
- "Ainda que sejas casto como o gelo e puro como a neve, nunca escapars  calnia"

(SHAKESPEARE).
- "Repreendemos nos outros as faltas pequenas e desculpamos as nossas, posto que
mais graves" (Imitao de Cristo).
- A adversidade torna o homem sbio,posto que n<*-*>o o torne rico.
- "Ainda que chegues a viver cem anos, nunca deixes de aprender" (PRovRBlo Russo).
- "Por mais quejalem bem de ns, no nos dizem nada de novo" (LA RoC H EEou CAu LD).
- Por menos que adorem a vida, no esbanjem o tempo.
- "Por bem que sefale, quando se fala muito, acaba-se sempre por dizer alguma asnei-
ra" (AI.EXANDRE DUMAS, pal).
- "Por muito ingnua que seja uma mulher, nunca um homem deve gabar-se de ter sido
o primeiro a revelar-lhe que  bonita; a menos atilada possui sempre o esprito bas-
tante para compreender o que o espelho Ihe diz" (A. DuPuv).
- Contenta-te com o que te do, mesmo que no te dem o que desejas.
- "As paix<*-*>es so como os ventos que so necessrios para dar movimento a tudo,
conquanto muitas vezes causem temporais" (FoNTENELLE).

4 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Condicionais

"Todas as virtudes esto encenadas najustia; se sjusto, s homem de bem" (TEoG-
NIS),
- "No te enfades nem desanimes; sefiacassares, recomea" (MARCo Au R Llo).
- "No se pode escusar o luxo, caso no seja em um pais onde ningum morra de fome
ou frio" (J.-J. RoussEAu).
- "Trs mulheres podem guardar um segredo, contanto que duas estejam mortas"

(PROVRBIO ARABE).
- "O mais tmido esquece a timidez, o mais ftuo o orgulho, o mais indigente a mis-
ria, desde que sepreocupe mais com oprximo do que consigo prprio" (MtRABEAo).
- No saia daqui sem que eu Ihe chame.

214

  5 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Conformativas

  - O diabo no  to feio como opintam.

I
  - "Dizer ao pintor que a natureza deve ser tomada como ela ,  o mesmo que dizer ao
  pianista que ele precisa sentar-se ao piano" (J. MC. N. WHISTLER).
  "A poltica no  uma cincia, como muitos professores imaginam, mas uma arte"
 (BISMARCK).
  - "Segundo penso,  mais prprio de um grande homem saber confessar as faltas do
  que saber comet-las" (DE RETz).
  - "Ns seguimos os nossos caprichos, ora  direita, ora  esquerda, daqui e dali, segun-
  do nos leva o vento das ocasi<*-*>es" (MoNTAIGNE).
  - "A misantropia  uma terrvel molstia; ela nos faz ver as coisas tais como so" (MoN-
  GAULT).

  6 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Consecutivas

  "A fraqueza  to querida das mulheres, queprecisam dum combotepara ter um vence-
  dor" (A. DE MUSSET).
  - '?Vunca a fortuna p<*-*>e um homem em tal altura, que no precise de um amigo" [S<*-*>NE-
  CA).
  - "A l;berdade  rvore de trato to difcil, que muitos so chamados a sofrer por seu

  CUlClVO, ante5 qlle Se faa frOndOSa" (ALCINDO GUANABARA).
  - "A liberdade  um bem to apreciado, que cada um quer ser dono at da alheia" (MoN-
  TESQUIEU),
  - "A natureza benigna providenciou de modo que em qualquerparte voc encontra algo
  para aprender" (LEor ARDo nA VIHCI).
  - Choveu de forma que tivemos de usar o acostamento rodovirio.
  - Ela pintou-se de sorte que ningum a reconheceu.
  - Ele construiu a casa de maneira que no hajapossibilidade alguma de roubo ou assalto.
  - Ela nunca est em casa, de modo que no afui procurar l.
  - Os livros que vendemos so baratos, dejorm que sejustifica o grande interesse dop-
  blico.

; 7 - Ora<*-*>esSubordinadasAdverbiais Temporais

  - "Quando a gente conhece algum, conhece-Ihe o rosto, no o corao" (PRovRBlo

  CHINS).
I
  - " mais para demonstrarrios bons sentimentos do que para exaltar os mritos alheios
  que louvamos suas boas qualidades. Quando elogiamos os outros, o que realmente
  pretendemos  receber elogios" (L.4 RoCHEEouCAuLD).
  - "A gente vive somente enquanto ama" (H E LvETlus).
  - "Enquantojoresfeliz, ters muitos amigos, mas se os tempos se tornarem nebulosos,
  ficars sozinho" (OviDlo).
  - "Os pastores sero brutais enquanto as ovelharforem tolas" (E. GoDIN).
  - "Esta palavra "saudade",
  Aquele que a inventou.
  A primeira vez que a disse
  Com certeza chorou" (A. LoeEs VIEIRA).

  215
<012>

- "Os grandes amores s acabam quando resistem a uma despedida" (JoR Acv CAM ARGo).
- "Sempre, antes que as coisas aconteam, o corao as suspeita" (FRANclsco DE Mo-
RAIS).
- "A felicidade  uma bola atrs da qual corremos enquanto vai rolando e que impeli-
mos com o p logo quepra" (M"". DE Pu I Sl Eux).
- "A prudncia deve prever as desgraas para evit-las; mas suport-las com valor,
assim que elas chegam" (PITAco).
- Mal vem ao mundo, o homem j comea a sofrer.

8 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Finais

- "A vida nos foi dada por Deuspara que a empreguemos em beneficio da humanidade"
(G. MAzzINl).
- "Se algum disser mal de ti, no o digas tu dele, para que a ele no te assemelhes"

(QUEVEDO).
- Consulta os livros, para que saibas o que pensaram antes de ns.
- "Inscreveu Deus sinais na mo dos homens aJm de que todos possam, com antecipa-
o, conhecer seus destinos" (J6).
- Fiz-lhe,  socapa, um sinal que se retirasse imediatamente.

9 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Proporcionais

- "As solteironas,  proporo que envelhecem, tornam-se ms, intrigantes, maledicen-
tes.  que Ihes faltou, atravs da vida, o esposo amado, sobre o qual fossem gotejan-
do, dia a dia, a secreo amarga e custica de sua alma femnina" (D. X IQuorE).
- A estrela era mais bem vista oopas.so que o Sol sepunha no horizonte.
- Aopasso que me oproximava, ela virava o rosto em sentido contrrio.
- "O diabo  tanto mais diablico quanto mais respeitve<*-*>' (M Rs. BRow<*-*> I<*-*>v G).
- "Quanto mais conheo os homens, mais estimo os animais" (A L Exn<*-*> DRL H ERcu LANo).
- "O amor, quanto mais  profund e sincero, menos  teatral e declamatrio" (MEDEI-
ROS E ALBUQUERQUE).
- " medida que a civilizao progride, a poesia decai quase necessariamente" (MAcAu-
  LAY).
a<*-*>es do tipo:

  - Eu sou inteligente, aoposso que voc  burro.
  - "A meditao  luxo, aopasso que a ao  necessria" (BERGsoN).

que,  primeira vista, podem parecer proporcionais, no passam, na verdade,
de simples coordenadas adversativas.

10 - Ora<*-*>es Subordinadas Adverbiais Modais

- Eles caminhavam sem quefizessem qualquer rudo.
- As crianas no conseguiam tomar sopa sem quefizessem o conhecido e malsinado ba-
rulhinho.

- Ela ri sem que mostre os dentes.
- O homem andava em brasas sem que se queimasse !

- As pessoas presenciavam o desespero de homens, mulheres e crianas no topo do
edifcio em chamas, sem quepudessemfazer nada para de l retir-los.
- "Recordo-me de ter ouvido falar de duas mulheres que se amavam sinceramente e
viviam em paz, sem que uma dissessejomai.s mol da outra: uma era surda, a outra era
cega" (P. AuGuEz).


Embora a Nce no reconhea as oraG<*-*>s modais, preferindo distribu-las entre as conformativas, consecutivas e comparativas,
resolvemos tazer o registro delas, a bem da realidade...

10. Difereoa eotre orao causal e orao explicntiva. s vezes no  fcil
diferenar uma orao causal de uma orao explicativa. Mas um pouco de
ateno resolve a questo.
Suponhamos duas crianas, uma de 5, outra de 10 anos de idade, perguntan-
do:
  - - Papai, por que todo homem morre?
 primeira, responde o pai:
  - - Todo homem morre porque Deus quer.
 segunda, resolve ele dizer:
  - - Todo homem morre, porque ningum  imortal.

Note:  criana mais nova, o pai preferiu responder mostrando a causa pela
qual todo homem morre.
Agora, aquele pouco de ateno: o fato de Deus querer  realmente uma cau-
sa do que ocorre na primeira orao.  sabido e notrio que toda causa ante-
cede o efeito (ah! se assim no fosse!). Esta verdade simples torna o assunto
mais fcil. Se o fato enunciado na orao em dvida ocorrer ANTES daquilo
que est expresso na orao anterior, nem vacile: trata-se de orao causal.
Veja:  preciso, primeiro, que Deus queira (causa), para que depois o homem
morra (efeito).
 criana mais velha, o pai resolveu responder de forma explicativa. Ao ler-
mos o perodo, percebemos que no existe relao de causa e efeito entre
uma orao e outra. O fato enunciado na primeira orao no decorre PoR
cnusn Do outro fato, evidenciado na segunda orao. Trocando em midos,
o fato enunciado na segunda orao  totalmente divorciado do fato expresso
na primeira orao. Torna-se impossvel o raciocnio que aventamos acima.
Se no, vejamos:  preciso, primeiro, que ningum seja imortal para que de-
pois o homem morra? No, absolutamente no. Alm de incabvel e absurdo
tal raciocnio, parece-nos totalmente fora de propsito. Da decorrer a con-
cluso: trata-se de uma orao explicativa, e no de uma causal.
Existem determinados artifcios, nem sempre muito seguros, que nos auxi-
liam na identificao da orao causal. Vejamos alguns deles:
Frase com orao causal:
  - No samosporque choveu.

z16 ' 217
<012>

Primeiro artifcio: usando-se a conjuno como, no rosto do perodo:

- Como choveu, no samos.

Segundo artifcio: usando-se a locuo prepositiva por causa de, de prefern-
cia no rosto do perodo:

- Por causo da chuva, no samos.

Terceiro artifcio: fazendo da orao desenvolvida uma reduzida:

- Por ter chovido, no samos.

Por outro lado, existem certos artifcios, tambm no muito seguros, que nos
ajudam na identificao da orao explicativa. Eis os principais:
Frase com orao explicativa:

- "O amor  sempre criana, porque nunca tem preocupa<*-*>es"' (GoDoeR E Do DE ALEN-
CAR).

Primeiro artifcio: substituio da conjuno por dois pontos, sem que haja
prejuzo do sentido:

- O amor  sempre criana: nunca tempreocapa<*-*>es.

Segundo artifcio: fazer do perodo composto dois perodos simples, sem pre-
juzo do sentido:

- O amor  sempre criana. (Ele) nunca tempreocupa<*-*>es.

Terceiro artifcio: substituio da conjunoporque pela conjunopois, sem
que fique prejudicado o sentido:

- O amor  sempre criana, pois nunca tem preocupa<*-*>es.

As causais no aceitam normalmente os artifcios que se empregam para as
explicativas, e vice-versa.
As ora<*-*>es precedidas de outras com verbo no imperativo sero, sem dvida,
sempre explicativas:

- No chore,porque serpior.
- No se mexam, porque  um assalto.
- Entre depressa, que nos seguem.
- Acalmem-se, que tudojpassou.

Finalmente,  preciso dizer mais isto: as ora<*-*>es causais sempre - obvia-
mente - indicam a causa daquilo que ocorre na orao principal; as ora<*-*>es
explicativas, por sua vez, sem se preocuparem com a causa, indicam o motivo
daquilo que se afirma na orao inicial.

  1 l. As ora<*-*>es redozidas. Orao reduzida  aquela que tem o verbo numa das
  formas nominais (gerndio, participio ou infnitivo). Por isso, existem as ora-
  <*-*>es reduzidas de gerndio, as reduzidas de participio e as reduzidas de infini-
  tivo. Vejamos exemplos de cada uma delas:

;

  1- Ora<*-*>es Subordinadas Reduzidas de Gerndio

, Sero gcralmente ad<*-*>rrbiais c raramcnte vdjctiaos.


  - No dispondo de combustvpis, os pases escandinavos utilizam energia eltrica em
  grande escala.
  Orao subordinada reduzida de gerndio adverbial causal

  - "Todo crtico  assim mais ou menos caduco. Sendo em arte incapaz, na obra ranziu-
  Za" (EMLIO DE MENESES).
  Orao subordinada reduzida de gerndio advcrbial causal

  - "As religi<*-*>es, prometendo injernos alm deste mundo, foram mais inventivas que
  DCUS" (CAMILO CASTELO BRANCO).
  Orao subordioada rcduzida de gerndio adverbial causal

  - "Fozendo o bem, nutres a planta divina da humanidade;produzindo o belo, espalhas as
i sementes do que  divioo" (Sce ILLER).
  Ora<*-*>&cs subordioadas nduzidas dc gcnfndio adverbieis temporais (podem ser vistas como condicioneis)

- "Os artistas, assim chamados acadmicos, tendo muito em mira o belo` esquecem-se
do verdadeiro, e c<*-*> realistas, apoiando-se muito cegomente no verdodeiro, perdem de
vista o fim, que 6 o belo" (G. DueR<*-*>).
  Ora<*-*>&en subordinedas nduzidas de gcrndio adverbais tcmporais (podem aer vistas como causais e, tambm,
  como edjetivas)

<*-*> "Dondo bons conselhos, as pessoas gostam de dar aquilo de que mais necessitam"
(OSCAR WILDE).
Ora<*-*>o subordioada rcduzida dc gcrndio adverbial temporal
- "O segredo  uma rede; rompendo-se uma malha, todo o resto se rasga" (Vlc'roR Hu-
GO).
Ora<*-*>o subordioada rcduzida de gerodio advcrbial temporal
- "Rejletindo bem, estamos tambm todos nus nos nossos vestidos" (HEINE).
Orao aubordinada reduzida de gcrodio adverbial coodicional

- "Aquele que aplica um castigo, estando irritado, no corrige; vinga-se"(MoNTAIGNE).
Ora<*-*>o subordinada reduzidade gerndio adverbial condicional

- "H escritores que, sendo admirveis em prosa, esto pouco acima do medocre em
poesia" (ANNIMo).
  Orao subordinada reduzida dc gcrndio adverbial conccssiva
- "Sendo vicio num homemprivado, a amhio 6 virtude num prncipe"(MAssINGER).
Ora<*-*>osubordioadareduzidadegerndio adverbialconcesgva
- "Procurando aspolawas, encontram-se os pensamentos" (JouaExr).
Ora<*-*>&o subordioada reduzida de gerodio adverbial proporciooal

- "Conseguimos realizar nossos propsitos, economizando os minrrtos" (C. DARw IN).
Orao subordinada reduzida de gcrndio advcrbial modal

- Ela comiapegondo os alimentos com as mos.
  Orao subordinada rcduzida de gcrndio adverbial modal
- Passamos a vidapraticondo o bem.
  Ora<*-*>o subordioada reduzida de gerndio adverbial modal

218 219
<012>

- O co rosnava mostrando os dentes.
OraGo subordinada rcduzida dc gcrndio adverbial modal

- O menino saiupulando de alegria.
OraGo subordinada redurida de gnndio advnbiaf modaf

- Ele cantavafazendo gestos ao pblico.
OraGio subordinada redutida de gnudio adverbial modal


A N<*-*>s no agasalba as ora<*-*>es modais. No entanto (que se pode fazer?), elas
existem, somos obrigados a registr-las. No  fcil a todos, num s tempo,
fugir a uma realidade to evidente...
A maioria dos autores prefere no desdobrar o gerndio, quando ele aparece
s; analisam-no, assim, como simples adjunto adverbial. Eis dois exemplos:

  - Errando se corrige o erro.
  - "Deus, se tivesse de ouvir os pecados duma mulher, - ouvia-os sorrindo" (JdLio

  DANTAS).

s vezes, encontram-se ora<*-*>es reduzidas de gerndio coordenadas aditivas.
Alguns exemplos:

- Marta comea a rir; sua gargalhada aumenta, ecoando em toda a igreja.
(cmatdo em toda a i;rcja = c ccoa an todaa igrcja)


s ...ta mesma orao pode, ainda, ser vista como adverbial consecutiva:

  - Marta comea a rir; sua gargalhada aumenta (tonto), que ecoa em toda a igreja.
  - Marta senta-se  mesa,formondo-se um conventiculo  suo volta.
  ((ornwttdo-rc vm mn<*-*>ctaatlo  .nta wlta = cjormo-sc tott mnvrntfcvlo  rua wlta)

i ora<*-*>es reduzidas de gerndio adjetivas so raras, mas s vezes ocorrem:

- H muita gente passandofomepor al...
(parsandafomepor ai = que Dassajomepor or<*-*>

- Vi uma criana chorando.
(rharando = quechorava)

- Encontrei um homem cavando a terra.
(cavwdo a terra = qne mvava a terra)
- Comprei uma casa contendo oito quartos.
(contendo oto quartos = que contm oito quartos)

- "Quem trata um moribundo na esperana de herdar,  uma ave de rapina voando em
roda dum cadver" (ANNtMo).
(<*-*> cm roda dum cadrer = que ,ua em roda dum cndvcr)


A<*-*> ora<*-*>es reduzidas de gerndio oferecem, no mais das vezes, liberdade de
anlise, limitando-se s circunstncias de contexto.
f.ssim, esta orao:

- No estando em casa o gato, cria asas o rato.

pode ser vista seja como temporal, seja como causal, seja como condicional,
dependendo da situao e do contexto em que se insere:
- Quando no est em casa o gato, cria asas o rato.
  oraGo temporal
- Como no est em casa o gato, cria asas o rato.
  oraGo caus<*-*>l
- Se no est em casa o gato, cria asas o rato.
  ora Go condicional


2 - Ora<*-*>es Subordinadas Reduzidas de Participio

  Scro adverbiais ou adjetivas, nunca substantivas.

- "O fatalismo, aplicado  ordem moral, absolve o crime e desaprecia a virtude" (GoN-
ALVES MAGALHES).
Orao subordinada reduzida de particpio adverbial temporal (pode ser vista, tambm, como coodicionel)

- "Ningum concorda com as opini<*-*>es do prximo; concordamos apenas com nossas
prprias opini<*-*>es expressaspor outrapessoa"(SvD<*-*>EY TREMAv`<*-*>iE).
OraGo subordinada reduzida de participio adverbial temporal (pode ser vista, tambm, como edjetive)

- "A pudiccia tem a sua virgindade, e a virgindade  dom que,perdido, no se recupe<*-*>

ra" (J. MANUEL DE MACEDO).
Orao aubordinada reduzida de particfpio advcrbial condicional (pode, tambm, ur viate como temponl)

- Preocupado com a chuva, o homcm se esqueceu do pacote.
  Orao subordioada reduzida de particfpio adverbial cauaal

- O velho ajudadopelo menino, atravessou a rua.
  Orao subordinada reduzida de particfpio adjetiva [pode, tambbm, aer vista como adverbiaf cauael)

- A populao de Portugal, includas as ilhas,  de 10 milhes de habitantes.

  Ora Go aubordinadareduzida de particlpio edverbi condicional

- A torre Eiffel, construida em Paris de 1887 a 1889,  uma das mais altas do mundo,
  com 319m.
  Ora<*-*>o subordinada reduzida de particfpio edjctiva

- O Snico pas sul-americano banhadopelo AtlAntico epelo Pacifico  a Col<*-*>mbia.

  Oreo aubordinada reduzida de particpio adjetiva

- Chipre, tornada independente m I960, pertencia  Inglaterra.
  OraGo subordinada rcduzida dc particpio adjetiva

Nem sempre os particpios constituem ora<*-*>es reduzidas. Nestes casos, por
exemplo, so meros adjetivos que, na orao, desempenham funo de ad-
junto adnominal:
- No compro livros usados.
- Ele vende relgios importados.

3 - Ora<*-*>es Subordinadas Reduzidas de Infinitivo

  Sero gcralmeote adverbia4 e subrlantlnas, raramente adjctitnx

- O velho,por nopoder, o moo,por nc saber, deitam as coisas aperder.

OraG<*-*>s subordinadas rcduzidas de infinitivo adverbiais causais

220 22I
<012>

No fui v-lapor me encontrar doente.
Orao subordinada reduzida de infinitivo advcrbial causal

- Suporta, sem te queixares, aquilo que no puderes mudar.
Oreo subordinada reduzida de infinitivo adverbial modal
- As meninas fugiram sem deixar vestgio.
Orao subordinada rcduzida de in<*-*>nitivo advcrbial modal

- "Uma raa cujo esprito no defende o seu solo e o seu idioma, erltrega a alma ao es-
trangeiro, antes de serpor ela absorvida" (RuI B ARBosA).
Ora<*-*>o subordinada reduzida de infinitivo advabial temporal
- '"O nico modo de algum ser feliz  julgar-sejeliz" (GoNALvEs RIBEIRo).
Ora<*-*>o subordi<*-*>ada reduzida de infinitiw substantiva prcdicativa
- "`A funo mais comum que tem a boca  esconder o vrrdode" (JLIo CEsAR DA SILv A).
Ora<*-*>o subordinada rcduzida de infinitiw substantiva prcDicativa
- ""Quem gosta de mim sou eu mesmo; carauguejo,por ser comarado, fcou sem pesco-
O" (SABINO DE CAMPOS).
Ora-ao subordinada reduzida de infinitiw advcrbial causal
- "A crena  a pretenso de ver em plena treva" (AuGusTo DE LIMA).
Ora<*-*>o subordioada reduzida dc inGnitiw substantiva complctiva nominal

- `"A pouca sorte de muitos fildsofos me aconsetha a n<*-*>o tentar definir a beleza" (MER-
SON).
  Ora<*-*>o subordinada reduzida de infinitiw sbstaotiva objctiva indircta

- ""<*-*> difciljulgar a beleza,por ser ela um enigma" (DosToI<*-*>vskv).
Ora<*-*><006>o subordinada reduzida dc infinitivo adverbial causal

- "Sucede freqentes vezes admirarmos de longe o que de perto desprezamos" (MAR-
QUS DE MARICA).
  Ora<*-*>o subordinada rcduzidsdc infinitivo substantiva subjetiva

- `"Trs so as coisas mais difceis que h no mundo: guardor segredos, usar bem do vicio
C ESqIlCC2r 4gr4vOS" (QUILON).
  Ora<*-*><*-*>ts subordinadas reduzidas de infinitivo substantivas apositivas

- ""A liberdade constitui um direito, uma propriedade que ningum pode, sem cometer
  um crime, lesar" (FAusTo CARooso).
  Orao subordinada reduzida de inGnitiw adverbial condicional
- `" intilpedir a Deus o que podemos obter por nds mesmos" (EPIcuRo).
  Ora<*-*>o subordinada redu<*-*>da de infinitivo substantiva subjetiva
<*-*> `"A muitos falta to-somente o dinheiropor4 serem honestos" (C. Dossl).
  Ora<*-*><*-*>ao subordinada reduzida dc infinitivo adverbial Gnal
- ""A honestidade  coisa durvelpor ter geralmentepouco uso" (PRovERBIo SuEco)
  Ora<*-*>-ao subordinada reduzida de infinitivo adverbial caunal

- ""Se no tivssemos defeitos, no nos seria to agradvel notar os dos oatros" (LA Ro-
CHEFOUCAULD).
Orao suborainada reduzida de infioitivo substantiva subjetiva
- "`O ateu procura convencer os outrospara sepersuadir a siprprio" (B AcoN).
Ora<*-*>o subordinada rcduzida de infinitivo adverbial final

- "`Para ser um bom conversador, basta seguir uma s6 regra: aprender o escutor"
(CHRlSTOPHER MORLEY).
Orao subordinada rcduzida dc infinitivo substantiva apositiva
- ""H homens cuja alma apenas  capaz de impedir que o corpo se putrefaa" (HoL-
MES).
Orao subordinada redunda de infmitivo substantiva complctiva oominal

- "`A ambio  um desejo violento e contnuo de se elevar acrma dos outros" (T. RIBoT).
Ora-ao subordinada redurida de infioitiw substantiva completiva nominal

- `"Ouem ama, dificilmente no se v na contingncia de dizer algumas mentiras"
  (D'AZEGLIO).
  Ora<*-*>o aubordin<*-*>a reduzida dc in Gnitivo aubstantiva completiva nominal
- "Procuremos uo subir demais,para no cairmos de demosiada altura" (ScH ILLER).
  Orao subordinada reduvda de inGnitiw adverbial Gnal

- "Antes de atacar um abvso, veja se  possivel arruinar-Ihe os alicerces" (VAuvENAR-
GUES).
On<*-*>o subordinada redurida de infinitiw adverbial temporal

- "`Ao quebrar o seu brinquedo, a criana parece estar-Ihe procurando a alma" (VIcToR
HuGo).
Orao subordinada reduzida de infinitiw adverbial tcmporal
- "A amizade  semelhante a um bom caf: uma vez frio, no se aquece sem perder
bastante doprr'meiro sabor" (KANT).
Orao subordinada rcduzida de infinitiw advnbial condicional

- `"H um grau de arnor que  a mais perfeita forma da sabedoria: omw em oatrem a
544prprl4 blICZ4" (PONTES DE MIRANDA).
Ora<*-*>o subordinada reduzida de intinitiw substantiva apositiva
- `"Quando tiveres cumprido o tet, dever, resta-te ainda outro a cumprir: mostrar-te
S4tlSj<*-*> BllO" (GOETHE).
Oraio <*-*>bordinada reduzida de intinitiw substantiva apositiva

- "A arte tem dois meios de nos desagradar: um  no gostarmos deJa; o outro  gos-
  tarmos racionalmente" (OscAR WILDE).
Ora<*-*>es subordinadas nduzidas dc iofinitivo subatantivas prcdicativas

- `"Lembrai-vos de que a finalidade da educao jormar seres aptos para se governar
  a si mesmos, e oo para ser governados pelos outros" (H EReERT SP ENc ER).
Orao subordinada redurida de infinitiw subslantiva predicstivs

- "A m Clll Or pOltlCa C Ser itOnEStO" (VOLTAIRE).
Orao subordinada reduzida de in Gnitivo aubstantiva pndicativa

A orao reduzida de infinitivo adjetiva  rara, mas s vezes se encontra:

- Ele no era pessoa de se renderjacilmente.
(dc x rmdefocibnmtc = qar sc rcndiefocilmrntr.)
- Dudu no  jogador de se amedrontar com pancadas.
(dr n mrrcd<*-*>ontm com0micadas <*-*> qnc .tc ancdronaa cornp<*-*>da<*-*>.)

12. Observa<*-*>es importaotes. 1. No mais das vezes, as ora<*-*>es reduzidas se
desdobram em equivalentes com conjuno:

- Ao quebrar o seu brinquedo,... = Quando quebra o seu brinquedo,...
- Terminada a conferncia,... = Quando a conferncia terminou,...
- Dando bons conselhos,.:. = Quando do bons conselhos,...
- ..., por ser ela um enigma. = ..., porque ela  um enigma.

O desdobramento, no entanto,  mero artifcio de que nos podemos valer
para melhor classificar as ora<*-*>es reduzidas. Em alguns casos  absolutamen-
te impossvel efetuar o desdobramento.

222 22<*-*>
<012>

2. No podemos considerar como ora<*-*>es reduzidas:

<*-*>) quando se tratar de locu<*-*>es verbais: quero trabalhar, iafalando, tinha estu-
dado, sou amado,fui interrogado, etc. ;

b) quando o infinitivo no se referir a nenhum sujeito e exprimir a ao de
forma vaga, muito genrica:
  - "Invejar  descer" (Jc<*-*>o Ric<*-*>x<*-*>).
  - "Viver  combater; combater  viver" (BencanR<*-*>nis).
O inf'mitivo, nesses casos,  um autntico substantivo, a que podemos chamar
substantivo verbal.

c) quando o infinitivo acompanhado de preposio tiver sentido passivo, ge-
ralmente depois de certos adjetivos (dificil, duro,fcil, bom, agradvel, etc.):

- Trabalho agradvel defazer.
(drjazer = dc oerjcito.)
- Livro difcil de ler.
(de !n = dc rcr lido.)
- Roupa fcil depassar.
(dcpasrar = dc .rapa<*-*>.rada.)
- Agua ruim de tomar.
(de to,nar = dc rcr tomada.)

Note que os infinitivos esto na forma ativa, embora com sentido passivo.
Note, tambm, que todos os infinitivos so verbos transitivos diretos.
nrENo: Alguns gramticos e estudiosos da lngua preferem no ver senti-
do passivo em tais constru<*-*>es, analisando-as assim:

- Trabalho agradvel de (a/gum) fazer.
- Livro difcil de (a gente) ler.
- Roupa fcil de (algum) passar.
- gua ruim de (a gente) tomar.

Vistas deste modo, em vez de agente da passiva indeterminado, o que existe 
sujeito indeterminado. Mas o assunto  discutvel.

d) quando o infinitivo estiver acompanhado de preposio, completando o
sentido de um substantivo: sala de jantar, mquina de calcular, aparelho de
barbear, porco de engordar, ferro depassar, quarto de dormir, etc.

e) qlland0 INFINITIVO + PREPOSIO equivalem a um adjetivo:

-  de admirar que Cristina no me ame.
(de admirar = odnvve<*-*>
- A criana pensou que as latas eram de comer.
(dc oomcr = mmlnc ou cwncstfw)

MODELOS DE ANLISE SINTTICA

1 - "Mulher bela sem educao  flor sem perfume: de longe impressiona,
de perto decepciona" (C<*-*>LIo DEvENAT).
Perodo composto por coordenao.

Primeira orao: Mulher bela sem educao  Jlor sem perfume (orao coordenada ini-
  cial).
Segunda orao: de longe impressiona (orao coordenada assindtica explicativa:
  (porque) de longe impressiona).
Terceira orao: de perto decepciona (orao coordenada assindtica adversativa:
  (mos) deperto decepcrona).

Anlise da primeira orao.

Sujeito: Mulher bela sem educao (simples).
Predicado: Jlor sem per Jume (nominal).
Ncleo do sujeito: mulher.
Adjuntos adnominais do sujeito: bela e sem educao.
Ncleo do predicado: Jlor (predicativo do sujeito).
Adjunto adnominal do predicado: semperfume.
Verbo de ligaCo: .

Anlise da segunda orao.

Sujeito: ela (simples e desinencial).
Predicado: impressiona de longe (verbal).
Ncleo do sujeito: no expresso.
Adjuntos adnominais do sujeito: no h.
Ncleo do predicado: impressiona (verbo intransitivo).
Adjuntos adnominais do predicado: no h.
Ajunto adverbial: de longe (de lugar).

Anlise da terceira orao.

Sujeito: ela (simples e desinencial).
Predicado: decepciona deperto (verbal).
Ncleo do sujeito: no expresso.
Adjuntos adnominais do sujeito: no h.
Ncleo do predicado: decepciona (verbo intransitivo).
Adjuntos adnominais do predicado: no h.
Adjunto adverbial: deperto (de lugar).

2 - ,<*-*>At o diabo, quando est satisfeito,  boa pessoa" (SwIFr).
  Perodo composto por subordinao.

Primeira orao: At o diabo  boapessoa (orao principal).
Segunda oraGo: quondo est satisjeito (orao subordinada adverbial temporal).

Anlise da primeira orao.

  Sujeito: o diabo (simples).

224 , 225
<012>

Predicado:  boapessoa (nominal).
Ncleo do sujeito: diabo.
Adjunto adnominal do sujeito: o.
Ncleo do predicado: pessoa (predicativo do sujeito).
Adjunto adnominal do predicado: boa.
Verbo de ligao: .
Palavra denotativa de incluso: at.

Anlise da segunda orao.

Sujeito: e/e (simples e desinencial).
Predicado: est satis Jeito (nominal).
Ncleo do sujeito: no expresso.
Adjuntos adnominais do sujeito: no h.
Ncleo do predicado: satisfeito (predicativo do sujeito).
Adjuntos adnominais do predicado: no h.
Verbo de ligao: est.
Conjuno subordinativa temporal: quando.

3 - A semana passada estive no Rio de Janeiro, um verdadeiro pedao de
  cu.

Perodo simples. Orao absoluta.

Sujeito: eu (simples e desinencial).
Predicado: estive a semana passada no Rio de Janeiro. um verdadeiro pedao de cu (ver-
bal).
Ncleo do sujeito: no expresso.
Adjuntos adnominais do sujeito: no h.
Ncleo do predicado: estive (verbo intransitivo).
Adjuntos adverbiais: a semanapassoda (de tempo) e no Rio de Janeiro (de lugar).
Aposto (do termo fundamental Rio de Janeiro): um verdadeiropedao de cu.
Adjuntos adnominais do predicado: a e passoda (de semana); o (de Rio de Janeiro); um,
verdadeiro e de cu (de pedao).

Voc viu como  fcil distinguir o aposto? Todos sabemos que o Rio de Ja-
neiro  um verdadeiropedao de cu!... (Alguma contestao?) E se voc ainda
no conhece o Rio de Janeiro... v depressa... correndo... voando. Talvez vo-
c chegue  concluso de que o Rio de Janeiro no  s um pedao de cu,
mas o prdprio cu. E Ihe garanto mais: "'rA AssIM" de anjos...

SINTAXE DE CONCORDNCIA

l. Tipos de concordaocia. Na lngua portuguesa h dois tipos de concordn-
cia: a nomina! e a verbal.
A concord8ncia nominal  a concordncia do adjetivo, do pronome ou do arti-
go com o substantivo que os acompanha. Exemplos:

  - homem caridoso - seu trabalho - o anftrio
  - homens caridosos - sua bondade - a anfitroa

A concord8ncia verbal  a concordncia do verbo com o sujeito. Exemplos:

  - O homem escorregou. - Fernando saiu.
  - Os homens escorregwam. - Fernando e Regina sairam.

2 A coocordlocia ooioal. A coocord<*-*>ec<*-*> do adjetiro predicatiro. Eis os
prinepais casos de corcordncia nominal:

1) o adjetivo concorda com o substantivo em gnero e nmero:

- menino bom - meninos bons
- menina boa - meninas boas

2) dois ou mais substantivos do mesmo gnero, mas no singular -<*-*> adjetivo
  no singular ou no plural, indiferentemente:

- infncia e adolescncia omarga (ou amwgas)
- coragem e disciplina dlgna (ou dignas) de elogio
- cachoeira e lagoa brasileira (ou brasileiras)
- teatro e cinema gacho (ou garichos)
- encanto e charmefeminino (ouJemininos)
- relgio e televisor importado (ou importados)

Em suma: considerado o gnero dos substantivos, qualquer concordncia 
correta.

3) dois ou mais substantivos do mesmo gnero, mas de nmeros diferentes
  -<*-*> adjetivos no plural, acompanhando o gnero dos substantivos:

- relgios e televisor importados
- mulheres e criana nervosas
- opinio e atitudes estranhas
- atitudes e opinio estranhas
- revistas e aguardente brasileiras
- dculos e relgio suios

Em svma: o adjetivo deve, obrigatoriamente, ir ao plural.

4) dois ou mais substantivos de gneros diferentes, mas no singular -1 adje-
  tivo no plural masculino:

- ar e guapoluidos
- cachoeira e rio brasileiros
- pssego e pra deliciosos
- encanto e ctasseJemininos
- televisor e geladeira importados
- edifcio e casa contguos

Em sama: prevalece o masculino em todas as ocasi<*-*>es.
Importante: ser com o substantivo mais pr6ximo a concordncia, se o sen-
226 221
<012>

tido assim o exigir: televisor e pra madura; gelia e po duro; pedra e po
macio, etc.

5) dois ou mais substantivos de gneros diferentes, mas no plural -1 adje-
  tivo no plural, para o gnero do substantivo mais prximo, ou no plural
  masculino:

- denodo e coragem eterna
- saudao e cumprimento demorado
- elogio e incentivo excessivo
- cumprimento e sauda<*-*>o demoroda
- pensamento e idiaJalso

Em suma: a concordncia s poder ser feita com o ltimo substantivo.

- jornais e revistas brosileiras (ou brasileiros)
- revistas e jornais brasileiros
- vestidos e blusas exticos (ou exticos)
- blusas e vestidos exticos
- notcias e comentrios inoportunos
- comentrios e notcias inoportunas (ou inoportanos)
- msicas e filmes omericanos
- filmes e msicas omericonos (ou omericanas)

Em suma: qualquer eoncordncia, desde que no plural,  correta. A opo
fica por conta da vontade e do ouvido de cada um.

6) dois ou mais substantivos de gneros e nmeros diferentes -<*-*> adjetivo
  no plural masculino:

- rios e lagoa calmos
- suor e lgrimas derramodas
- homens e mulher generosos
- abacate e peras saborosos
- cafezinho e revistas brasileiros
- ar e guaspoluidos

Em suma: prevalece o masculino, sempre.

7) uma srie de substantivos no singular, e o ltimo no plural-<*-*> o adjetivo
  concorda com o substantivo mais prximo:

' - av, pai, filho e netos sadios
' - ma, pra, abacate, pssego e uvas maduras
  - Presidente, Ministro, Secretrio e colaboradoras cultas
  - cafezinho, filme, jornal, vinho e revistas brasileiras
  - geladeira, mquina de lavar, televiso, enceradeira e fog<*-*>es importodos
  - laranja, manga, jabuticaba, cereja, mexerica e morangos saborosos

Em suma: para efeito de concordncia, s se leva em considerao o ltimo
substantivo.

8) substantivos no singular, sinnimos <*-*> adjetivo no singular, concordando
  com o mais prximo:

- id Eia e pensamentofalso

9) substantivos no singular, mas antnimos <*-*> adjetivo no plural:

- calor e frio intensos
- dia e noiteJrios
- juventude e velhice amargas
- timidez e ousadia alternadas
- medo e coragem excessivos
- ataque e defesa timos

Em suma: o adjetivo sempre dever estar no plural. Havendo substantivos de
gneros diferentes, o masculino prevalece, evidentemente.

10) adjetivo composto formado de adjetivo + adjetivo <*-*> o primeiro fica
  sempre invarivel:

  - reuniofisico-qumica (e nunca:fisica-qumica)
  - reuni<*-*>es<*-*>isico-qumicas (e nunca:,Jfsicas-qumicas)
  - divergncia sino-sovitiva (e nunca: sina-sovitica)
  - divergncias sino-soviticas (e nunca: sinas-soviticas)
  - problema econmico-administrativo
  - problemas econmico-adminisnativos

Em suma: somente o ltimo adjetivo sofre variao.

11) o sujeito  um e outro ou nem um nem outro <*-*> adjetivo no plural, mas
  substantivo sempre no singular:

- Um e outro produto bons foi adquirido pelo Brasil na Feira Internacional.
- Uma e outra festa animodas acontecia neste local por volta de 1947.
- Nem um nem outro cidado brasileiros obteve licena para viajar.
- Nem uma nem outra mulher casadas conseguiu ver o marido.

Em suma: somente o adjetivo vai ao plural.

12) lt<*-*>Iesmo, prprio, s: concordam com o substantivo ou com o pronome a
  que se referem:

- Fernando mesmo reconheceu o erro que cometeu.
- Fernanda mesma reconheceu o erro que cometeu.
- Fernando e Paulo mesmos reconheceram o erro que cometeram.
- Fernanda e Paula mesmas reconheceram o erro que cometeram.

228 <*-*> ! 229
<012>

- Elc prprio pagou a conta.
- Elaprpria pagou a conta.
- Elesprprios pagaram a conta.
- Elasprprias pagaram a conta.
- Ele viajou s.
- Ela viajou s.
- Eles viajaram ss.
- Elas viajaram ss.

Importante: quando equivale a somente, s no varia:

- Falamos s com o Ministro, no com o Presidente.
- S elas tinham dinheiro, eles no.

I 3 i Aoexo, ioclaso, jooto: concordam com o substantivo a que se referem:

- Segue anexo o envelope para resposta.
- Segue anexa uma folha para resposta.
- Seguem anexos os filmes pedidos.
- Seguem onexos as fotografias.
- Vai incluso o artigo de jornal.
- Vo inclusos os artigos de jornal.
- Os recibos seguemjuntos.
- As fotografias seguemjuntas.
- As meninas voltaramjuntas.
- Ela e ele trabalhamjuntos.

  Importante:1) Se, em vez de anexo, for usada a expresso em anexo, esta ficar
" invarivel:

i - Segue em anexo uma folha para resposta.
  - Em ancxo seguem as fotografias.

  <*-*> } Jvnto no varia quando faz parte de locuo prepositiva:

  - Junto com os Ministros chegaram os Embaixadores.
  - As meninas voltaramjunto com o pai.
  - As crianas ficaramjunto da me.
  - Os alunos continuamjunto ao muro.
  - "Quando sentires no teu esprito uma indefinvel, misteriosa e alada sensao de
  alegria, ainda que ignores o motivo, no tenhas gesto de inquietude ou desconfiana;
  sorri, ao invs, com f e otimismo, ante o desconhecido; por certo  a ventura que
  passa ao teu tado e queira deter-sejunto ao teu corao" (A. D. PL,(ciuo).

  <*-*> <*-*> Obrig<*-*>do: concorda com o nome a que se refere:

  - Muito obrigodo, disse Fernando.
  - Muito obrigoda, disse Mrcia.
  - Eles disseram: muito obrigados.
  - Elas disseram: muito obrigadas.

  230

I5) <*-*> prec<*-*>so,  oecess<*-*>rio,  bom: f'tcaro invariveis quando for possvel
  subentendimento de verbo no infinitivo:
  - "<*-*> preciso muita paci<*-*>encia para aturar uma mulher meio homem, meio literata"
  (CAMILO CASTELO BRANCO).
Note o subentendimento de verbo no inf'mitivo:  preciso ter muita pacin-
cia...

-  necessrio ateno redobrada ao dirigir  noite.

Note o subentendimento:  necessrio ter ateno redobrada...
  - "<*-*> <*-*>m tOda a CaUteIa" (CAMILO CASTELO BRANCO).
Note o subentendimento:  bom usar toda a cautela.
Nos trs exemplos, muita paci<*-*>ncia, ateno redobrada e toda cautela, respecti-
vamente, no constituem sujeitos das suas ora<*-*>es, mas objetos diretos dos
verbos subentendidos.
Importante: a expresso  proibido s varia quando o sujeito estiver deter-
minado:
    - proibido entrada a pessoas estranhas.
   De outra forma, porm:
    - proibida a entrada a pessoas estranhas.
I
'   16) Meio: quando adjetivo, concorda normalmente com o substantivo a que
   se refere; porm, como advrbio, fica invarivel:
    - Comprei meio quilo de mortadela.
,   - Comprei meia melancia.
    - J  meio-dia e meia (hora).
    Em outra circunstncia, porm:
    - Ela estava meio cansada.
    - As meninas parecem meio chateadas.
    - Mnica icou meio tonta.
    17) I.eso: concorda com o substantivo que modifica:
    - Crime de leso-patriotismo.
I
    - Atitudes de /esa-sociedade.
    18) Alguma coisn ou qualqaer coisn + ndjetivo <*-*> o adjetivo s6 ir ao femi-
    nino se no houver a preposio de:
    - Acho que me trouxeram alguma coisa boa.
    - At o momento ningum fez qualquer coisa nova.
    - Acho que me trouxeram alguma coisa de bom.
    - At o momento ningum fez qualquer coisa de noHo.
    19) Possvel: ficar no singular quando fizer parte de expresso superlativa,
    tal quais: o mais, o menos, o melhor, opior:

231
<012>

                                                                                    r
                                                                              i
- Encontrei pessoas o mais educadaspossvel.                                        - Talentosos atores e atrizes.
- Comprei aparelhos de som o menos sofisticadospossivel.                            - Talentosas atrizes e atores.
                                                                              I
<*-*> entanto, se o artigo estiver no plural, o adjetivopossivel se flexionar:   1     Se, no entanto, os substantivos forem nomes prprios, ou nomes de parentes-
- Encontrei pessoas as mais educadaspossiveis.                                <*-*>,'   co, o adjetivo dever ir ao plural:
- Comprei aparelhos de som os menos sofisticadospossiveis.                          - Os esjorodos Paulinho e Cristiano.
                                                                                    - Os esjorados pai, me e filho.
Importante: quandopossivel tambm  expresso invarivel:                     <*-*>     - Os corojosos Fernando, Regiaa e Mnica.
                                                                              I
- Distribu panfletos quantopossivel.                                         )     - Os corajosos tia, irmo e prima.
- Procurei avisar tantas pessoas quantopossvel.
- Pedi guarns to gelados quantopossivel.                                   (     tl CO/lCOrdBltCl4 d04djetlv0 prel<*-*>C4tYO.
20) A olhos vistos:  locuo adverbial invarivel:                           !   1) Ouando o adjetivo constitui predicativo, a concordncia se processar
- Nossas indstrias progridem a olhos vistos.                                     n Ormalmente:
- Estas rvores crescem a olhos vistos.                                       '   - Fernando e M<*-*>nica so omigos.
- A taxa de juros baixou a olhos vistos.                                      <*-*>   - O povo e os soldados ficaram emocionados.
                                                                                  - A inteno e o esforo foram decisivos.
21) Um poaco de gua e uma pouca de gua: ambas as constru<*-*>es so corre-     j
tas:
                                                                                  2) Se, no entanto, o adjetivo predicativo aparecer anteposto ao sujeito,a
- Traga-me umpouco de gua.                                                       concordncia se far, de preferncia, com o mais prximo, embora seja
- Traga-me umapouca de eua.                                                  I   aceita como correta a concordncia com todos os elementos do sujeito:
Uma pouca de gua resultou do cruzamento sinttico das constru<*-*>es um pou-        - <*-*> vo o esforo e a inteno do padre.
co de gua e pouca gua. O mesmo se diz de uma pouca de luz:                      - Estava enfeitodo o viaduto, as ruas e as passarelas.
                                                                                  - So compridas as barbas e os cabelos do velhote.
- Para lermos este livro, precisamos de umpouco de luz.                           q
- Para lermos este livr
o, precisamos de umopouca de luz.                                             <*-*>   Cremos ue a concordncia normal, com todos os elementos do sujeito, con-
                                                                                  traria a eufonia:
Importante: 1) Quando dois adjetivos modificam um mesmo substantivo,          (   - So vos o esforo e a inteno do padre.
alguns recomendam que se faa a concordncia desta forma:                     ,   - Esta<*-*>am enjeitados o viaduto, as ruas e as passarelas.
- A delegrno.(ranctsee o amerteono.                                           <*-*>   3. A coocordgocia verbal com sajeito simples. Eis os principais casos de con-
                                                                              i
- O Gove
- A Seleopaulisto e a corioca.                                                  cordncia verbl com sujeito simples:
Esses mesmos autores condenam estas concordncias:
                                                                                  1) O verbo concorda com o sujeito em nmero e pessoa:
- As delega<*-*>es brasileira e inglesa.
                                                                              I   - O menino beijou a namorada.
- Os Governosjronc<*-*>s e amcricono.                                             <*-*>   - Os meninos beijaram as namoradas.
- As Sele<*-*>espoulista e carioco.
Alegam eles que em portugus no  o substantivo que concorda com o adje-         2) Sujeito seguido de nome no plural <*-*> verbo no singular:
tivo, mas o inverso. No entanto, tais constru<*-*>es j se encontravam no pr-       - Um bando de passarinhospousou na rvore.
                                                                                  - Umajunta de mdicos assiste ao doente.
prio latim.
                                                                                  3) Sujeito no plural quanto  forma, mas no singular quanto ao sentido --<*-*>
2) Nos casos de adjetivo anteposto a substantivo, o usual  fazer a concor-       verbo no singular:
c<*-*>ncia com o mais prximo:                                                       - Livros  sujeito naquela orao.
- Talentoso ator e atriz.                                                     ;   - Floresj no leva acento.
- Tolentosa atriz e ator.                                                     (   - Homens  substantivo masculino, plural.
                                                                                  233
<012>

4) Ncleo do sujeito na forma plural, com artigo no singular, ou sem artigo
-<*-*> verbo no singular:
  - O Amazonas  o maior rio brasileiro.
  - Campos, cidade fluminense, colaborar para a f<*-*>rmeza da nossa economia.

  - Campinas possui belos edificios.

5) Ncleo do sujeito no plural, com artigo tambm no plural --1 verbo no
  plural:
  - Em 1867 os Estados Unidos comprarom da Rssia o Estado do Alasca.

  - O primeiro pas a reconhecer a independncia do Brasilforom os Estados Unidos da
  Amrica.
  - Os Andesficaram famosos com esse acontecimento.
  - "Os Trs Mosqueteiros" so de Alexandre Dumas.
  - "Os Lusadas"foram esoitos por Lus de Cam<*-*>es.
  - Os Estados Unidos so um pas encantador.

6) O sujeito  coletivo partitivo, com nome no plural -<*-*> verbo no singular
  ou no plural, indiferentemente:
- A maior parte dos produtos desta empresa  boa.
- A maior parte dos produtos desta empresa s<*-*>o bons.

- A maioria dos clubes esportivos brasileiros no recebe apoio.

- A maioria dos clubes esportivos brasileiros no recebem apoio.
"Grande parte dos nossos defeitos germinaram no lar paterno, durante o perodo da
infncia. Os mimos e carinhos demasiados dos pais, longe de tornarem o filho dcil
e obediente no futuro, tornam-no, ao contrrio, desobediente e grosseiro, autorit-
rio e caprichoso" (LeAo <*-*>o NoeTe).

Note: a maior parte de` a maioria de e grande parte de so coletivos partitivos,
isto , indicam parte de um todo.


7) sujeito rpresentado por nmero percentual -1  prefervel que a con-
  cordncia se faa irregularmente, isto , que o verbo concorde com o
complemento do nmero percentual:

  - Cinqenta por cento da lavoura de caf est perdida.
  - Cinqenta por cento dos lavradores est<*-*>o desesperados.

  - Dez por cento da cidade continua sob as guas.
  - Dez por cento dos cidados continvam desabrigados.

  - Oitenta por cento do Pasfoi tomado pelos rebeldes.
  - Oitenta por cento das cidades sul-vietnamitasforom tomadas pelos rebeldes.

  - Somente 2% da populao mundial possui coeficiente de inteligncia elevado.

  - Somente 2<*-*> dos homenspossuem coef<*-*>ciente de inteligncia elevado.

No entanto, se o nmero percentual vem determinado por qualquer palavra,
usa-se somente o plural:

- Esses 2 <*-*>o do lucroj me bastam.
- Os 37 % da produo sero exportados.
- Uns I 5 % da populao morrerom em virtude do cataclismo.

8) sujeito constitudo de nmero fracionrio --<*-*> concordncia normal:

- Um quarto dos bens cabe ao menor.
- Dois quartos da herana cabem ao menor.

- Um tero dos cidados opia o Prefeito.
- Dois teros da cidade apiam o Prefeito.

9) O sujeito  pronome de tratamento no singular --<*-*> verbo na 3' pessoa do
  singular:

- Vossa Senhoria continua zangado comigo?
- Vossa Excelncia acordou cedo hoje !

10) Verbo transitivo diret junto do pronome se --<*-*> a concordncia  feita
  com o sujeito paciente (geralmente posposto ao verbo):

- Vende-se uma casa.

(Uma casa  sujeito paciente, e o verbo concorda, evidentemente, com ele.)
  - Vendem-se duas casas.

(Daas cosas  sujeito paciente, e o verbo com ele deve concordar.)

- Aluga-se uma sala.
- Alugam-se trs salas.
- D-se terra.
- Exigem-se refer<*-*>cias.

11) Pronome sejunto de qualquer outro tipo de verbo --<*-*> verbo no singular,
  pois neste caso no existe sujeito pacient:

- TrabalMa-se muito aqui. (Trabalhar  verbo intransitivo.)
- Trata-se de homens capazes. (Tratar  verbo transitivo indireto.)
- Morre-se de amores por Mnica. (Morrer  verbo intransitivo.)
- Precisa-se de funcionrios. (Precisar  verbo transitivo indireto.)

12) O sujeito  cada um <*-*> verbo na 3<*-*>' pessoa do singular:

  - Cada um dos diretores representa vrias empresas.
  - Cada um de ns tentou salvar a vtimado afogamento.

13) O sujeito  o pronome relativo que ---<*-*> o verbo concorda com o prono-
me antecedente:

- Sou eu que mando aqui.
- Fomos ns quejizemos isso.
- Sero vocs que pagaro a conta.
- Fui eu que cometi o erro.

234 235
<012>

14) O sujeito  o pronome relativo quem --<*-*> verbo na 3' pessoa do singular:
- Fui eu quemfez isso.
- Somos ns quemfaz tudo aqui!
- Eram eles quem mandava na cidade.

Importante: convm salientar que a concordncia com o pronome anteceden-
te  aceita; no obstante, deve ser preterida.

15) O sujeito  mais de um ou mais de uma, e no h reciprocidade de ao
-<*-*> verbo no singular:
- Mais de um avio decolou do aeroporto.
- Mais de uma pessoaprotestou contra a deciso.

16) o sujeito  mais de um ou mais de ttma, e h reciprocidade de ao -<*-*>
  verbo no plural:
  - Mais de um aluno se cumQrimentaram.
  - Mais de uma pessoa se abraaram.
Se a mais de um ou a mais de uma seguir coletivo, com nome no plural, o verbo
ir ao plural, igualmente:
  - Mais de um bando de bbadosJorampresos ontem  noite.
  - Mais de uma centena de livros esto empilhados na sala.
  - Mais de uma esquadrilha de discos-voadores apareceram nos cus.
  - Mais de uma classe de estudantesJaltaram s aulas de hoje.

Com mais de dois em diante, o verbo sempre dever ir ao plural:

- Mais de dois indivduos saltaram o muro.
- Mais de dez pessoas vtro  minha festa.

17) A expresso um dos que leva o verbo ao plural:

- Mnica foi uma das mulheres que mais me encantaram.
- Fernando  um dos que mais reclamam, mas um dos que menosproduzem.

Se, no entanto, a referncia s for possvel a um nico ser, o verbo ficar no
singular:
- O Rio Tiet  um dos rios paulistas que atravessa o Estado de So Paulo.

Voc sabe: dos rios paulistas, o nico que atravessa o Estado de So Paulo  o
Rio Tiet.
Importante: este  um dos casos mais discutidos de concordncia. Afora o
caso que vimos, o singular em certas circunstncias tem cabimento.
Suponhamos esta situao: um aluno que, ao se graduar, resolve reunir o cor-
po de professores para um ato de gratido e agradecimento. Imaginemos,
agora, que dentre os professores haja um especial, um preferido. Ento, du-
rante o discurso, pode-se ouvir: <*-*>'Quero agradecer profundamente ao prof.
Fernando Rios, um dos que mais me apoiou e incentivou na subida para o fu-
turo". Ora, para no ferir susceptibilidades, optou o aluno por uma constru-
o nem individualista, absoluta (o que mais me apoiou e incentivou), nem ge-
nrica, muito ampla e nada significativa (um dos que mais me apoiaram e
incentivaram). Como se v, s vezes gentileza, bom senso e educao tambm
faz norma.
18) As express<*-*>es um que, uma que, oprimeiro que, o ltimo que e semelhantes
  deixam o verbo na 3' pessoa do singular:
  - Sou um homem que no critica ningum.
  - Paulo  como um pssaro que vive voando.
  - Fui o primeiro que chegou.
  - Fui o ltimo que entrou.
  - Serei eu o primeiro brasileiro quepisou este cho'!!
  - Sou um homem que crimpre o seu dever.
  - Sempre fui umjornalista quejamais torceu para qualquer clube.
19) O sujeito  isto de, com nome no plural --<*-*> verbo no singular ou no plu-
  ral, indiferentemente:

- Isto de jogos todos os dias cansa o pblico.
- Isto de jogos todos os dias cansam o pblico.

- Isto de exerccios fsicosfaz bem  sade.
- Isto de exerccios fsicosfazem bem  sade.

- Isto de boatos somente me irrita.
- Isto de boatos somente me irritam.

- "Isto de paix<*-*>es so como as melancias: incham depressa, mas depressa desincham"

<*-*>CAMILO CASTELO BRANCO<*-*>.

20) O sujeito estjunto das locu<*-*>es cerca de. menos de,perto de --<*-*> verbo no
  plural:

- Cerca de quinze empresriosparticiparo da reunio.
- Menos de duas pessoas ganharo na loteria esportiva esta semana.
- Perto de mil a<*-*>es subiram na cotao da Bolsa de Valores este ms; cerca de trs
mil baixaram.

Tratando-se de verbo ser, admite-se o singular ou o plural, indiferentemente:

- Era cerca das duas horas da madrugada quando isto aconteceu.
- Eram cerca das duas horas da madrugada quando isto aconteceu.

-  perto de vinte pessoas, ao todo.
- So perto de vinte pessoas, ao todo.

Embora permitido o singular, prefira sempre o plural.

21) O sujeito so pronomes interrogativos (quais, quantos) ou indefinidos do
  plural (alguns, muitos, poucos, quaisquer, vrios) seguidos de pronome no
plural --<*-*> o verbo concorda com este pronome:

236 ".. 23 7
<012>

- Quais de ns viajaremos a Manaus?
- Quantos de vs colaborarieis conosco?
- Alguns de vocs se arrepender<*-*>o.
- Muitos dentre vs no chegareis l.
Importante: no  considerado eno usar o verbo na 3<*-*> pessoa do plural. As-
sim, por exemplo:
  - Quais de ns viajaro a Manaus?
  - Quantos de vs colaboraro conosco?

A primeira concordncia, no entanto,  a que atende s normas regulares da
lngua.
Se o pronome interrogativo ou o indefinido estiver no singular, o verbo ficar
na 3' pessoa do singular:

  - Qual de vs teme represlias do inimigo?

  - Nenhum de vocs correu?

22) Com os verbos dar, soar e bater (tratando-se de horas), o verbo eoncorda
  com o nmero de horas:
  - Deram duas horas agora mesmo.
  - Soaram quatro e meia h trs minutos.
  - Bateram dez horas no relgio da sala.

Se o termo relgio aparecer como sujeito, o verbo - evidentemente - ficar
no singular, com ele concordando:

  - O relgio deu duas horas agora mesmo.
  - O relgio da sala soou quatro e meia h trs minutos.
  - Bateu dez horas o relgio da sala.

23) Com os verbos bastar efaltar (ao exprimirem suficincia e falta, respecti-
  vamente), o verbo concorda normalmente com o sujeito (geralmente
  posposto):
  - Bstam estas laranjas para que tenhamos um bom suco.

  - Faltam dois segundos para as dez horas.

24) Verbo impessoal  sempre usado na 3' pessoa do singular:

  - Chove torrencialmente em So Paul<*-*>.
  - Ventou muito esta madrugada.
  - Neva em So Joaquim, meus amigos!
  - O lavrador disse que esta noite geia.
  - Faz trs dias que no durmo.
  - H muitas pessoas na fila.
  - Houve discursos, discuss<*-*>es, briga, abraos.

.<*-*>o virem acompanhados de auxiliares, os verbos impessoais transmitem
automaticamente sua impessoalidade queles:

  - Deve haver muitas pessoas na fila.

238

- Podefazer umas trs horas que ela saiu. .
- "No pode haver virtudes pblicas sem que existam as virtudes privadas" (THoMv-
son).

25) Nas ora<*-*>es optativas, o verbo concorda normalmente com o sujeito (ge-
  ralmente posposto):

  - Vivam os noivos! (Os noivos  sujeito.)
  - Vivam os bicampe<*-*>es brasileiros de futebol !
  - "Vivam os honestos! So sempre menos canalhas que os outros" (H. BecQue).


4. A coocordlocia verbal com 5ujeito composto.    Eis os principais casos de
concordncia verbal com sujeito composto:
1) Sujeito composto -<*-*> verbo no plural:
- O velho e a neta caram da escada.
- A mesa e a cadeira so novas.
2) Sujeito formado de pessoas gramaticais diferentes --<*-*> verbo no plural,
concordando com a pessoa que tem primazia:
- Eu e tu estamos doentes.   (eu + tu = ns)
- Tu e ele estais doentes.   (tu + ele = vs)
- Ele e ela esto doentes.   (ele + ela = eles)
3) Su<*-*>eito posposto, de elementos no singular <*-*> verbo no singular ou no
plural, indiferentemente:
- Chegou Mnica; Cristina e Regina.
- Chegaram Mnica, Cristina e Regina.
- Saiu sua irm, Vnia e Snia.
- Saram sua irm, Vnia e Snia.
Se os elementos do sujeito composto tiverem nmeros diversos, o verbo con-
<*-*> cordar com o mais prximo:
- Morreu o motorista e todos os passageiros do veiculo.
- Desembarcou o Ministro e algunsjornalistas.
- Morreram todos os passageiros e o motorista do veculo.
- Desembarcaram algunsjornalistas e o Ministro.
Quando no sujeito composto figurar pronome ou pronomes, o verbo concor-
dar com o mais prximo, ou com a pessoa que tiver primazia:
- Cheguei eu, Mnica e Cristina.
- Chegamos eu, Mnica e Cristina.
- Chegou Mnica, Cristina e eu.
- Chegamos Mnica, Cristina e eu.
                                                                         239
<012>

- Morreu ele e o companheiro.
- Morreram ele e o companheiro.

- Desembarcou Mnica, Cristina e ns.
- Desemborcaram Mnica, Cristina e ns.

- Vir Paulo, Fernando e tu.
- Vireis Paulo, Fernando e tu.
- Virs tu, Paulo e Pedro.
- Vireis tu, Paulo e Pedro.

- Talvez no existo eu nem vocs.
- No sculo passado no existimos eu nem vocs.
- Alguns filsofos dizem que no existem nem vocs nem eu.
- Alguns filsofos dizem que no existimos nem vocs nem eu.

4) O verbo indica reflexibilidade ou reciprocidade de ao -<*-*> verbo no plu-
  ral:

- Brigaram tcnico e jogador.
- Discutiram pai e filho.
- Abraaram-se irmo e irm.
- CumQrimentam-se professor e aluno.

<*-*> <*-*> Os sujeitos apresentam gradao de idias --1 verbo no singular:
  - Os Estados Unidos, a Amrica, o Mundo rendeu ao Presidente Kennedy as homena-
  gens merecidas.
  - So Paulo, todo o Estado, o Brasil comemorou o 7 de Setembro.

6) Sujeito formado por ncleos sinnimos ---<*-*> verbo no singular:
  - A gentileza e a educao dela me impressiona.
  Gcntilcza e cduwo so sonimos.

- O rubor e a vergonha ainda se estampa na face de alguns.
Rubor e vcrgonAa so sinnimos.
- Somente o elogio e o incentivo constri.
Ebgio c inocntivo so sinnimos.
- "A luz e a cincia sd veio ao mundo em nossos tempos" (A. Hettcu<*-*>nNo).
Luz e citncia so sinnimos.

7) O sujeito  formado por infinitivos <*-*> verbo no singular:

  - Andar e nadarJaz bem  sade.
  - "Vencer e conquistar noJaz um rei ditoso" (Si<*-*>vn A<*-*>vntterron).
  - S comer e s dormir engorda e no adorna.

No entanto, infinitivos antnimos ou determinados levam o verbo ao plural:

  h
  - Construir e destruir so coisas diferentes.
  <*-*> O amar e o sofrer so prprios do homem.

8) Vrios sujeitos se resumem num pronome indefinido (tudo, nada, algum,
  ningum, outro, etc.) --<*-*> verbo no singular, concordando com o pronome:

- "Habilidade, fora, esperteza, engano - tudo  permitido no amor" (Ln Fo:<*-*>'rniNe).
- Dinheiro, mulheres, bebida, nada o atraa.
- Diretores, professores, alunos, ningum cooperava com a limpeza.
- Nem ele, nem ela, nem voc, nem ningum mefar mudar de idia.
- No era preciso que voc, nem ela, nem eles, nem outro me ajudasse.

9) Ncleos do sujeito antecedidos do pronome indefinido cada --<*-*> verbo no
  singular:
  - Cada criana, cada ser humano ali precisava de ajuda.
  - Cada diretor, cada professor, cada aluno naquele colgiofazia o que bem entendia.

10) Sujeitos ligados pelos termos correlativos: no s...mas tambm; no s...
  ...mas ainda; tanto...como, etc. -<*-*> verbo no plural:

  - No s ojardim mas tambm ojardineiroprecisavam de ajuda.
  - "Tanto a maior infelicidade como a maior felicidade modt'ficam a aparncia de todas
  as coisas" (GoeTee).

11) Entre os sujeitos aparece a expresso bem como ou assim como -1 o ver-
  bo concorda com o primeiro sujeito:

- O homem, bem como todos os seres humanos,  mortal.
- Vocs, bem como meu filho, aQrenderam muito aqui.
- Mnica, assim como Fernando e eu, est encantada.
- Ela, assim como ns todos, vive uma fase de transio.

12) O sujeito  a locuo um e outro ou nem um nem outro, com substantivo no
  singular, claro ou subentendido --<*-*> verbo no singular ou no plural, indi-
  ferentemente:
  - Um e outrofalou a verdade.
  - Um e outrofalaram a verdade.

- Um e outro aluno colaborou conosco.
- Um e outro aluno colaboraram conosco.

- Nem um nem outro calou.
- Nem um nem outro calaram.

- Nem um nem outro ator compareceu  cerimnia.
- Nem um nem outro ator compareceram  cerim<*-*>nia.

Diz-se o mesmo da expresso nem...nem...:

  - Nem Cristna nem Mnica me consolou.
  - Nem Cristina nem Mnica me consolaram.

- Nem voc nem eu ganharei o prmio.
- Nem voc nem eu ganharemos o prmio.

13) Sujeitos ligados pela conjuno ou -<*-*> verbo no singular se houver ex-
  cluso de um deles:

240 <*-*> 241
<012>

- Fernando ou Eduardo ser eleito presidente do clube.
- Mnica ou Cristina casar comigo.

14) A conjuno oa tem carter corretivo ---<*-*> o verbo concorda com o lti-
  mo sujeito:
  - A parte ou as partes contrrias entraro em acordo.
  - O culpado ou os culpados serojulgados.
  - O jogador ou osjogadores so os responsveis pela derrota.

15) Sujeito constitudo de pessoas gramaticais diferentes, com a conjuno
  ou --, o verbo concorda com a mais prxima, se houver excluso:

  - Eu ou ele ser eleito presidente do clube.
  - Ele ou eu serei eleito presidente do clube.

- Ela ou tu casars comigo.
- Tu ou ela casar comigo.

No havendo excluso -, o verbo pode concordar com a mais prxima, ou
ir para o plural, concordando com a pessoa que tem primazia:

  - Eu ou elejantar com ela.
  - Eu ou elejantaremos com ela.
  - Ele ou eujantorei com ela.

- Ele ou eujantarei com cla.
- Ele ou eujantaremos com ele.

- Tu ou ele serpunido.
- Tu ou ele sereispunidos.

- Ele ou tu serspunido.
- Ele ou tu sereispunidos.

) Sujeito <*-*>igado pela preposio com -<*-*> verbo no plural:

  - O cavaleiro com as amazonas apresentaram-se bem.
  - Ojornalista com o fotdgrafo compareceram  recepo.

Num caso, porm, o verbo fica no singular: quando se deseja dar nfase ao
primeiro sujeito. Assim, por exemplo:

  - O Presidente com os Ministrosprocura solucionar o problema.
  - D. Pedro I com outros insignes brasileiros libertou o Brasil de Portugal.

5. A concordlocia do verbo selt. Estes so os principais casos de concordn-
cia verbal com o verbo ser:

' ) Sujeito no sngular, m<*-*>s predicativo no plural --1 o verbo concorda com
  o predicativo, no com o sujeito:
  - Isso so boatos.

- Aquilo eram mentiras.
- Tudo so festas na infncia.
- Nossa cama eram umas palhas.
- Minha preocupao eram as ftas gravadas.

Se, no entanto, o sujeito for pessoa, o verbo concordar com ele, no com o
predicativo:

- O homem  cinzas.
- Fernando era as nicas esperanas da famlia.
- Mnica ser os meus amores para todo o sempre.

2) O pronome reto posp<*-*>e-se ao verbo <*-*> o verbo concorda com este:
  - O professor aqui sou eu ; o aluno s tu.
  - O maior vitoriosoJoram vocs.
  - O responsvel por ela seremos ns.
  - O dono disto so eles.

3) As ora<*-*>es interrogativas comeam com pronome interrogativo --<*-*> o
  verbo concorda com o termo posposto:
  - Que so estepes, Sandra?
  - Quem s tu, afinal?

4) O sujeito d idia de preo, medida, peso ou quantidade -<*-*> verbo no sin-
  gular:

- Trs mil cruzeiros  pouco por esta casa.
- Cinco metrosfoisuficiente para meu vestido.
- Nove quilos era muito peso para ela carregar.
- Oito meses ser muito tempo, Cristina. Vou sentir saudades.

5) Verbo ser impessoal --<*-*> concordncia com o predicativo:
  - So dezoito de dezembro.
  - Eram quatro horas.
  - Ontemforam dezessete de dezembro.
  - Amanh sero dezenove de dezembro.

Aparecendo a palavra dia no predicativo, o verbo fica no singular:
  - OntemJoi dia dezessete de dezembro.
  - Amanh ser dia dezenove de dezembro.

6. A concordflocia do Verbo PAREC<*-*>R. Estes so os principais casos de concor-
dncia verbal com o verboparecer:

l) parecer + in Jnitivo ---, admitem-se duas concordncias:
  - As crianas Qarecem gostar do filme.
  - As crianasparece gostarem do filme.

242 <*-*> 243
<012>

Isto , ou varia o verboparecer, ou varia o infinitivo, mas nunca ambos ao mes-
mo tempo.

2) parecer + in Jrnitivo pronominal --<*-*> parecer fica invarivel, flexionando-se
  apenas o infinitivo:

- As crianasQarece arrependerem-se do que fizeram.

- As crianasQarecia queixarem-se do colcho duro.

- Os professorespareceu zangarem-se com alguns alunos.

7. As coocordocias irregulares ou figuradas. Concordncia irregular oufigu-
rada  aquela que se faz no com a palavra escrita, mas com a idia, com o
que est subentendido. Esse tipo de concordncia recebe o nome de silepse.
A silepse pode ser de gnero, de nrimero e depessoa.
Veja como a silepse de gnero  simples:

  - Vossa Excelncia est enganado.

Vossa Excelncia  pronome feminino, logo o adjetivo deveria estar nesse
nmero tambm. Mas como o pronome est representando pessoa do sexo
masculino, o adjetivo concorda com a idia, e no com o pronome. Outros
exemplos de silepse de gnero:

- So Paulo  muito dindmicn.
- A Rangel Pestana est obstruidn.
- O Joelma ficou na histria negra de So Paulo.

No primeiro exemplo, a concordncia se faz com a idia de cidade; no segun-
do, com avenida, e no terceiro, com edijcio.
Eis, agora, a silepse de ruimero:

- O pessoal entrava pela porta da frente e saa pela porta dos fundos; Qrocvravam o
professor pelo cotgio inteiro.

O termo pessoal  coletivo. O verbo procurar deveria ficar, em conseqncia
disso, no singular, mas a idia de plural predomina. Esta concordncia s
ser permitda quando o coletivo estiver distante do verbo.  por esse motivo
que se impugna esta construo:
- O pessoal entravam pela porta da frente e saiam pela porta dos fundos.

Outros exemplos de silepse de n,mero:

- A maior parte dos alunos conseguiram aprovao nos exames.

- Grande nmero de pessoasprotestaram contra a nova lei.
- Cinqnenta por cento dos cidados apoiaram o Prefeito.

- Trs por cento dos alunosficaram reprovados.
- Quinze por cento das eleitoras esto arrependidas.

Note que em todos esses exemplos, o verbo concorda com o complemento
que se segue a cada sujeito partitivo ou percentual.

Na oao:

- Ficamos grato por tudo.

o adjetivo fica no singular porque  uma s pessoa que fala.
Para encerrar o assunto sobre silepse de nmero, nunca  demais afirmar:
no v pensar que frases como estas:

  - A turma deixaram a porta aberta.
  - A rapaziada gostaram do passeio.

esto corretas. (Voc j sabe o motivo.)
Finalmente, a silepse depessoa:

  - Todos concordamos com voc.

Todos  pronome de 3' pessoa do plural; portanto o verbo deveria estar nessa
pessoa e nesse nmero tambm. Acontece que na ao verbal est includa a
pessoa que fala. Da a razo da coneordncia irregular. Outros exemplos de
silepse de pessoa:
  - Os trs amos cantando pela estrada.
  - Os brasileiros somos tricampe<*-*>es do mundo.
  - Os palmeirensesfomos bicampe<*-*>es brasileiros.
  - Os cinco estvamos sentados na poltrona.

SINTAXE DE REG<*-*>NCIA

1. O que  regocia. Priocpios gerais. A sintaxe de regncia  a que trata da
relao de dependncia dos termos da orao. Regncia , pois, o mesmo que
dependncia, sabordinao. Por exemplo, na orao:

  - Gosto de doce.
a palavra doce  regida pelo verbo gostar, pois completa o seu sentido.

Outros exemplos:

- Escrevi um livro.
Gi<*-*>io  palavra regida; csocvi, palavra regente.
- Mnica cortou o dedinho.
MBnica  palavra rcgcnte em relao ao verbo cnrtou; cortou 6 palavra regente cm relao ao objeto dedo.

Os termos regidos dependem dos regentes, porque so estes que os exigem.
Eis os princpios gerais de regncia:


1) O sujeito  regente em relao ao verbo;
2) O verbo  regeote em relao aos complementos;

. 44 245
<012>

3) O substantivo  regente em relao ao adjetivo;
4) A palavra precedida de preposio  termo regido em relao  que vem
  antes, que  termo regente;
5) Os conetivos subordinativos indicam que as subordinadas so regidas em
  relao s principais, que so regentes;
6) O sujeito no pode vir regido de preposio;
7) Alguns verbos, embora mudados de regncia, no mudam o significado.
  Exemplo:
  - Contento-me com v-lo alegre.
  - Contento-mepor v<*-*>e-lo alegre.
  - Contento-me de v-lo alegre.
  - Contento-me em v-lo alegre.

Outros, com a mudana de regncia, mudam tambm de significado.
Exemplo:
- Visei o passaporte.
Vism = pr o siaal de visto em.

- Visei ao progresso do Pas.
Visar = objctivar, ter cm mira

8) Quando os verbos so de regncias diferentes, no devem ter o mesmo
  complemento. Exemplo:
  - Comi e gostei do doce.
  O vcrbo cancr rcgc objeto direto, e ;orw, indircto. Portanto, o correto aer: Comi o doce c gostei delc

Outros exemplos:
Entrei e sa do escritrio com muita pressa.
Eis o correto: Entrei no escritdrio e ssi dele com muita prcssa

- Noaprecio nem gosto de mtisica sertaneja.
  Eis o correto: N-ao aprecio mdaics xrtaoqa acm gosto dessc gnero de mdnica (ou aimpkamente: sem gosto dela).

2. Regncia dos verbos mais importaotes.
A<*-*><*-*>dar. a)  transitivo direto no sentido de amimar; acariciar; fazer cari-
nhos:

- Ningum agradou o mcnino.
- O homem o agrada sempre com muitas balas.
- No agrade crianas. Isto  prejudicial a todos.

b)  transitivo indireto no sentido de ser agradvel; satisfazer; contentar:

- A msica no agradou ao pblico.
- A noticia no Ihe agradou.
- O presente no ogradoa aos noivos.
- O comportamento dele no agrada a ningum.
- Os atores e atrizes agradaram aos espectadores.

Importante: at o sculo XVII, o verbo agradar era usado, mesmo neste sen-
tido, como transitivo direto ou indireto, facultativamente. Assim, por exem-
plo:
- A msica no agradou o pblico.
- A msica no ogradou ao pblico.
- A msica no o agrodou.
- A msica no lhe agradou.

Hoje, porm, dar-Ihe transitividade direta nesse sentido  cair em vcio de
linguagem (arcasmo).
O verbo desagradar, modernamente, s6 se usa como transitivo indireto:
"A timidez das mulheres agrada aos homens, mas a timidez dos homens desagrada
s mulheres" (A. RlcAeul).

Agradecer.  verbo transitivo direto e indireto (antigamente chamado bitran-
sitivo), com objeto direto de coisa e indireto de pessoa:

  - Agrodeci o presente a meu pai.
  - Agrodeci-Ihe o presente.
  - O apresentador agradeceu o silncio aos espectadores.
  - O apresentador agradeceu-Ihes o silncio.

No  bom portugus o emprego do verbo agradecer com a preposiopor:

- Agradeci meu paipelo presente.
- O apresentador agradeceu os espectadores Qelo silncio.

Tal construo  prdpria da lngua italiana: agradecer algum PoR alguma
coisa.

Ajod<*-*>r.  transitivo direto ou indireto, indiferentemente:

- Ajudei este homem nos seus estudos.
- Ajudei a este homem nos seus estudos.

- Ajud-lo-ei nesse trabalho.
- Ajudar-lhe-ei nesse trabalho.

Seguido de infinitivo, aparece como transitivo direto e indireto:

  - Ajudei este homem a estudar.
  - Ajndarei voc a trabalhar.
  - Ajudomos o velhinho a atravessar a rua.
  - Ajudaremos o Prefeito a encontrar uma solu Go para este caso.

Aspirar. <*-*>)  transitivo direto no sentido de cheirar; haru'ir:
- A meninaas Qirou o perfume dos cabelos.
- Nesta cidade ningum arpira ar puro.

246 247
<012>

i <*-*>  transitivo indireto no sentido de desejar algo ardentemente; ambicionar:

  - Fernando asQira ao cargo de diretor.

  - No aspiro ao comando da empresa.

  - Todos aspiramos  felicidade.

Neste sentido, no admite os pronomes Ihe e lhes como complemento, que
devem ser substitudos por a ele, a ela, a eles, a elas:

  - O cargo de diretor? Fernando ospira a ele.

  - A vitria, s a alcana quem as<*-*>ira a ela.

Assistir. a)  transitivo indireto no sentido de ver; presenciar:

  - Assistimos a um bom jogo de futebol hoje.

  - Voc j assistiu a esse espetculo?
  - No assisti  cena de amor.

A exemplo de aspirar, no admite os pronomes !he e lhes como complemento:

  - Este filme deve ser bom, pois muita gente j assistiu a ele.

  - Os espetculos deste circo so excepcionais; por isso todos querem assistir a eles.

, ainda, transitivo indireto no sentido de caber:

  - Este  um direito que assiste ao diretor.

  - Todos sabemos que esta  uma providncia que assiste a mim tomar.

Neste caso, admite as formas Ihe e lhes:

  - Este  um direito que Ihe assiste.

  - Este no  direito que Ihe assiste.

b)  transitivo direto no sentido de prestar assistncia; socorrer:

  - O mdico assiste o doente.
  - Tdos assistimos vov quando estava enfermo.

Importante: mesmo neste sentido, ser aconselhvel us-lo como transitivo
indireto,j que o uso com objeto direto  muito recente:

  - O mdico assiste ao doente.
  - Todos assistimos a vov quando estava enfermo.

  - O mdico lhe assistiu toda a noite.
  - Todos Ihe assistimos quando estava enfermo.

c)  intransitivo no sentido de morar; residir:

  - Assisto em So Paulo h muito tempo.

  - Assistimos nesta rua faz pouco tempo.

A construo, no entanto,  considerada arcaica.

248

Ateoder. a)  transitivo indireto no sentido de escutar ou dar ouvidos e, tam-
bm, no de dar ateno ou no de levar em considerao:

  - A me no atendia aos apelos do filho.
  - Isto no atende aos interesses da empresa.

b) No sentido de dar audincia  transitivo direto ou indireto, indiferente-
mente:

- O Ministro no atendeu o Secretrio.
- O Ministro no atenden ao Secretrio.

- O diretor no atender mes de aluno hoje.
- O diretor no atender a mes de aluno hoje.

Se, porm, o complemento tiver de ser representado por pronome oblquo,
s se usam corretamente as formas o, a, os, as:
  - O Ministro no o atendeu.
  - O diretor no as atender.

Esto erradas, pois, estas constru<*-*>es :
  - O Ministro no lhe atendeu.
  - O diretor no Ihes atender.

Em suma: o verbo atender  transitivo indireto quando o complemento  coi-
sa;  transitivo direto ou indireto quando o complemento  pessoa.

Atiogir.  transitivo direto, sempre:
  - Ele atingiu o auge da fama.
  - No atingi o animal.
  - As despesas que fizemos atingem vultosa quantia.

Avisar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de pessoa e indireto
de coisa:

- Avisei meus amigos do perigo que poderiam correr.
- Avisei-os do perigo que poderiam correr.
- A visaram-me da deciso.
- A vise Fernando de que chegamos.
- Avise-o de que chegamos.

Pode ser usado com objeto direto de coisa e indireto de pessoa, quando aque-
le  oracional:

- Avisei a meus amigos que eles poderiam correr perigo.
- Avisei-Ihes que eles poderiam correr perigo.

A primeira regncia, no entanto,  a mais aconselhvel.

249
<012>

Certificar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de pessoa e indi-
reto de coisa:

- CertJiquei os professores de que no poderia fazer as provas.
- Certifiquei-os de que no poderia fazer as provas.

- Certfico Vossa Excelncia de que estou s ordens.
- Certr'fico-o de que estou s ordens.

- Certi Jicarei os senhores da minha deciso.
- Certr'fic-los-ei da minha deciso.

A construo deste verbo com objeto direto de coisa e indireto de pessoa no
 aconselhvel. Assim, por exemplo:

- Certr'fiquei aos professores que no poderia fazer as provas.
- Certifiquei-Ihes que no poderia fazer as provas.

Chamar. a)  transitivo indireto no sentido de apelidar; dar nome de:

- Chamei-lhe covarde.
- Chamamos a Cristina rainha.

'<*-*> este caso, pode ocorrer a preposio de:

  - Chamei-Ihe de covarde.
  - Chamamos a Cristina de rainha.

o obstante, a construo com objeto direto no  incorreta:

- Chamei-o covarde.
- Chamamos Cristina rainha.
- Chamei-o de covarde.
- Chamamos Cristina de rainha.

b)  transitivo direto no sentido defazer vir; mandar vir:

- Chame o elevador, Mnica!
- Chamei o pessoal para tomar caf.
- O pai chamou o filho parajantar.

Chegar.  intransitivo que, no raro, aparece modificado por adjunto.
Rege a preposio a, no em:

- Chegamos ao Rio de Janeiro bem cedo.
- Cheguei a casa muito cansado.

Evite estas constru<*-*>es:

- Chegamos no Rio de Janeiro bem cedo.
- Cheguei em casa muito cansado.

250

Importante: somente se usa com acerto a preposio em quando se trata de
expresso temporal, no locativa. Assim, por exemplo:

  - Ela chegou em cima da hora.
  - Cheguei na hora marcada.
  - Eles chegaram em m hora.
  - Cheguei neste momento.
  - Chegaremos l num minuto.

Cieotificar.  transitivo direto e indireto e, a exemplo de seu sinnimo certi-
ficar, pede objeto direto de pessoa e indireto de coisa:

- Osjornais cienti J<*-*>caram o pblico do ocorrido.
- Osjornais cientificaram-no do ocorrido.

- CientJque Mnica do horrio da viagem.
- Cientifique-a do horrio da viagem.

Comparecer.  intransitivo, geralmente usado com adjunto. Rege a preposi-
o em ou a, indiferentemente:

- Os alunos no compareceram hoje na escola.
- Os alunos no compareceram hoje  escola.

- O mdico compareceu no hospital s sete horas.
- O mdico compareceu ao hospital s sete horas.

- Elas no compareceram na reunio?
- Elas no compareceram  reunio?

Compartilhar.  transitivo direto:

- Compartilho sua dor.
- Compartilhamos sua alegria.
- Elas queriam compartilhar nossa tristeza.

Incorreto, pois, o emprego da preposio de:

- Compartilho da sua dor.
- Compartilhamos da sua alegria.
- Elas queriam comparti/har da nossa tristeza.

Seu sinnimo compartir, no entanto, admite ambas as regncias:

- Comparto sua dor.
- Comparto da sua dor.

- Compartimos sua alegria.
- Compartimos d sua alegria.

- Elas queriam compartir nossa tristeza.
- Elas queriam compartii da nossa tristeza.

251



;
<012>

Comunicar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indi-
reto de pessoa:
  - Comunicamos o fato ao guarda.

  - Comunicamos-lhe o fato.
- Comunicarei ao patro minha deciso.

- Comunicar-lhe-ei minha deciso.

- Comuniquei aos alunos que a prova ser amanh.

- Comuniqvei-lhes que a prova ser amanh.

Consentir. a)  transitivo direto ou indireto (com a preposio em), indife-
rentemente:
  - Consenti a sua sada.
  - Consenti na sua sada.
- O pai dela no consentiu que sassemos hoje.

- O pai dela no consentiu em que sassemos hoje.

- No posso consentir esse namoro.
- No posso consentir nesse namoro.

I<*-*>)  transitivo direto e indireto:

  - O diretor consentiu ao aluno que chegasse atrasado.

  - O diretor consentiu-lhe que chegasse atrasado.

  - Eles no me consentiram que casasse com ela.

Considerar.  transitivo direto, porm, sempre usado com predicativo:

  - Consideramos esse rapaz um gnio.

  - Consideramo-lo um gnio.
- No consideramos essa menina bonita.

- No a consideramos bonita.

r" Custar. a)  intransitivo no sentido de ser dfficil; serpenoso:

  - Custo secar esta cola.
  - Custou aparecer um bom candidato ao cargo.
f - Custava cozer o galo.

  !<*-*>  transitivo indireto ainda no mesmo sentido:

  - Custa-me entender isso.
  - Custou-lhe adquirir experincia.
  - Custava-lhes calar as meias.

empre conveniente evitar esta construo:

  - Custo a entender isso.
  - Ele castou a adquirir experincia.

  - Eles custavam a calar as meias.

Deparar. a)  transitivo direto no sentido de acharpor acaso; encontrar; topar:
  - Deparei um erro grave na obra de Rui.
  - Deparamos o Papa na rua!

b)  transitivo indireto nesse mesmo sentido (com a preposio com):
  - Deparei com um erro grave na obra de Rui.
  - Deparamos com o Papa na rua!

c)  pronominal no sentido de apresentar; aparecer inesperadamente:
  - Deparou-se-me um leo na estrada?
  - Deparou-se-nos forte luz.

Esquecer. a)  transitivo direto:
  - Esqueci a chave em casa.
  - Esquecemos o dinheiro no Banco.
  - Esqueci Juara h muito tempo.
  - Esquea os velhos amores.

b)  transitivo indireto, quando pronominal:
  - No me esquecerei de voc.
  - Eles se esqueceram do leno.

Antes de infinitivo, no entanto, pode dispensar o pronome:
  - Esqueci de trazer o dinheiro.
  - Esqueceram de apagar as luzes.
  - Sempre esqueo de pagar minhas dvidas.

Esta construo  clssica:
  - Esqueceu-me a chave em casa.
  - Esqueceu-me o dinheiro no Banco.
  - Esquecerm-Ihes as luzes acesas.
  - Esqueceram-me os culos.

Neste caso, o objeto esquecido torna-se sujeito da orao.

Falar. a) intransitivo:
  - Falei alto demais.
  - Fale devagar !
  - VocJalou muito.

b)  transitivo direto:

- Fale somente a verdade.
- Todos aquiJalam ingls.
- Fale verdade; voc o ama mesmo?

252 <*-*> 253
<012>

c) l. iransitivo indireto:

  - Preciso muitofalar ao mestre.
  - Falei-Ihe ontem.
  - PrecisoJolar-Ihe seriamente.

d)  intransitivo, geralmente modificado por adjunto:

- NoJalaremos sobre poltica hoje.
- Fole dela!
- Ele nofalou de negcios nem de poltica!

Importante:, o verbo jalar no deve ser usado com objeto direto oracional.
Assim, por exemplo:

  - Falei que tudo estava bem.

Nesse caso, cabe o verbo dizer:
  - Disse que tudo estava bem.

Fugir.. a)  transitivo indireto (com a preposio de ou a):

  - 'A meninafugiu de casa.
  - Nofuja aos problemas.
  <*-*>- O rapaz costumavafugir s perguntas.
  - O Ministrofugia aos reprteres.
  - Os prisioneirosfugiram da Penitenciria!

I<*-*>)  intransitivo:

- Ao verem a fera, todosfugiram.
- Chegando a polcia, os ladr<*-*>esfugiram.

Implicar.  transitivo direto no sentido de acarretar; produzir como conse-
qncia:
- Uma nova derrota da nossa Seleo poderia implicar uma revolta popular.
- A ultrapassagem da velocidade mxima permitida implicar multa equivalente a
um salrio mnimo.
- Toda ao implica uma reao igual e contrria.

Importante: incorreto, pois, seu uso como transitivo indireto (mediante a
preposio em):

- Uma nova derrota da nossa Seleo poderia implicar numa revolta popular.

- Toda ao implica numa reao igual e contrria.

Ioformar. a)  transitivo direto e indireto, com objeto direto de pessoa e
indireto de coisa, ou vice-versa, indiferentemente:

254

<*-*><*-*><*-*>2<*-*><*-*>
- Informei o professor de que chegaramos atrasados  aula.
- Informei-o de que chegaramos atrasados  aula.

- Informei ao professor que chegaramos atrasados  aula.
- /nformei-lhe que chegaramos atrasados  aula.
- O guarda informava os motoristas de que havia neblina na serra.
- O guarda informava-os de que havia neblina na serra.

- O guarda informava aos motoristas que havia neblina na serra.
- O guarda in Jormava-Ihes que havia neblina na serra.

b) Pronominal,  transitivo indireto, e significa inteirar-se:
  - Procurei informar-me de tudo.
  - Voc ainda no se informou do preo das passagens?

Ir.  intransitivo que, no raro, aparece modificado por adjunto. Rege a pre-
posio a, no em:
- Fui ao cinema e, depois, ao teatro.
- No vou a campos de futebol.                                       <*-*><*-*><*-*>Ol A <*-*><*-*>
- Irei a Manaus somente segunda-feira.
Evite :
o                                                                    9
su                                                                   : . c
- Fui no cinema e, depois, no teatro. J
- No vou em campos de futebol.
0
- Irei em Manaus somente segunda-feira.
                                                                     <*-*> M. E.C<*-*>
Lembrar. a)  transitivo direto:
- Voc lembra aquela estria que lhe contei o ano passado?
- Ela lembrou muito bem o que houve.
- Cristina lembra a tia na maneira de trajar-se.
- Esta praa lembra certa cidade do Interior.
b)  transitivo indireto, quando pronominal:
- No me lembro desse fato.
- "Lembrem-se de que todas as trapaas so ou srdidas ou infantis" (JoeNsorr).
- "Lembra-te de que a beleza e a elegncia so tudo" (PiTicRicti).

A exemplo de esquecer, antes de infinitivo pode dispensar o pronome:

  - No lembrei de assinar a lista.
  - No lembro de t-lo visto antes.
  - Ele lembrar de trazer dinheiro.

Existe ainda com ele, a construo clssica:
  - Lembra-me o fato.
  - Lembram-me os fatos.
  - No me lembra esse dia.
  - No me lembram esses dias.

255
<012>

- No lhe lembra aquela menina?                                                     - Paguei o ordenado a todos os funcionrios.
- No lhe lembram aquelas meninas?                                                  - Precisopagar um guaran a Cristina.
                                                                                    - Voc saiu do escritrio sempagor os honorrios ao advogado.
Neste caso, o ser lembrado exerce funo subjetiva.                                 - Ainda nopaguei minha dvida a seu irmo.
                                                                                    - Ainda nopaguei a mensalidade ao colgio.
Morar.  intransitivo que, no mais das vezes, aparece modificado por adjun-
                                                                                    Omitindo-se o objeto direto, temos, respectivamente:
to. Rege a preposio em, no a:                                                    - Paguei a todos os funcionrios.
- Moro na Rua dos Ingleses.                                                         ! - Precisopagar a Cristina.
- Jamais morarei nesta casa.                                                        - Voc saiu do escritrio sempagar ao advogado.
- Essa poca morvamos na Avenida Atlntica.
                                                                                    - Ainda nopaguei a seu irmo.
                                                                                    - Ainda nopaguei ao colgio.
Portanto, esto erradas:
- Moro  Rua dos Ingleses.                                                          Estas frases, portanto, so incorretas:
- Essa poca morvamos  Avenida Atlntica.                                         - Paguei todos os funcionrios.
                                                                                    - Precisopagar Cristina.
Obedecer. a)  transitivo indireto:                                                 - Voc saiu do escritrio sempagar o advogado.
- Obedeo a todos os sinais de trnsito.                                            - Ainda no paguei seu irmo.
- Obedea  sinalizao.                                                            - Ainda nopaguei o colgio.
- Procurem obedecer ao regulamento.
- voc no obedece a seus pais, menino?                                             Pedir.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto
- Obedeo-lhes muito.                                                               de pessoa:
- Os professores pediram silncio, mas ningum lhes obedeceu.
                                                                                    - Pedimos carona ao motorista.
                                                                                    - Pedimos-the carona.
No obstante ser transitivo indireto, pode ser construdo na voz passiva:           - Fernando nopediu dinheiro ao pai.
- Aqui, as leis so obedecidas rigorosamente.                                       - Fernando no Ihepediu dinheiro.
- O pai noJoi obedecido pelo filho.
- O regulamento devia ser obedecido por todos.                                      No  correto o emprego do verbo pedir com a preposio para, quando esta
                                                                                    inicia orao objetiva direta. Assim, por exemplo:
t,)  intransitivo:
- Neste lugar uns obedecem, outros no.                                             - Pediram-mepara ficar com voc.
- "Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respei-       - Seu paipediupara voc ir ao escritdrio.
to" (De Rerz).                                                                      0 que se deve dizer ou escrever :
0 verbo desobedecer possui as mesmas regncias.                                     - Pediram-me queficasse com voc.
                                                                                    - Seu paipediu que vocJosse ao escritrio.
Obstar.  transitivo indireto (com a preposio a), e significa opor-se; impe-
dir; servir de obstculo:
                                                                                    Pedir para s se emprega quando est subentendida a palavra licena ou per-
- Os Governos anteriores somente obstaram ao progresso do Pas.                     misso. Assim, por exemplo:
- O muro que construmos obstava  passagem das correntes de ar.                    - Elepediupara ir ao banheiro.
- A medida tomada pelos organizadores do concurso, apesar de rigorosas, no obsta
a que ainaa sejamos os primeiros colocados.                                         Isto : Ele pediu licena para ir ao banheiro.
                                                                                    - A meninapediupara sair  noite.
Pagar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto
de pessoa:                                                                          ) Isto : A menina pediupermisso para sair  noite.
256                                                                                 251
<012>

Perdoar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto
de pessoa:
- Perdoei a dvida a Fernando.
- Perdoei-lhe a dvida.

- O padreperdoou todos os pecados aos fiis.
- O padreperdoou-lhes todos os pecados.

- O pai noperdoar este ato ao filho.
- O pai no lheperdoar este ato.

! ! rnitindo-se o objeto direto, portanto, fica:

- Perdoei a Fernando.
- O padre perdoou aos fiis.
- O pai noperdoar ao filho.
- O pai no Iheperdoar.

Esto incorretas, pois, estas ora<*-*>es:

  - Perdoei Fernando.
  - O padre perdoou os fiis.
  - O pai noperdoar o filho.
  - O pai no operdoor.

Apesar de transitivo indireto quando o complemento  pessoa, admite-se seu
uso na voz passiva:

- FernandoJoiperdoado por mim.
- Os fiisJoramperdoados pelo padre.
- O filho no serperdoado pelo pai.
- Ela no queria serperdoada.

Persuxdir.  transitivo direto e indireto, com a preposio de, quando signi-
fica convencer; induzir a crer ou a aceitar:

- No foi fcilpersuadi-la destas verdades.
- Eles queriampersuadir-me de todas as mentiras deste mundo.
- A mepersuadiu o filho a partir rapidamente.

 transitivo direto e indireto, com a preposio a, quando signifca instigar:
  - Persuadiram-me a que aceitasse o convite.
  - Estes fatospersuadem os soldados  violncia.
  - As manifesta<*-*>es estudantispersuadiam as autoridades  linha-dura.

Ainda como transitivo direto e indireto, mas com objeto direto de coisa e in-
direto de pessoa, significa determinar; aconselhar; dispor ajazer:
  - O professorpersuadiu aos alunos que ficassem em silncio.
  - O Generalpersuadiu s tropas inimigas a rendio incondicional.
  - O Generalpersuadiu s tropas inimigas que se rendessem incondicionalmente.

Pisar.  transitivo direto:

- No pise a grama !
- Voc tem coragem de pisar flores?
- O pessoalpisava uvas para o vinho.
- Pisei o p dela propositadamente.
- A cantorapisou o palco sorrindo.

 muito usado com a preposio em:
  - Nopise na grama!
  - Voc tem coragem depisar em flores?

Convm evitar essa construo.

Preceder.  transitivo direto ou indireto, indiferentemente:
  - Mdiciprecedeu Geisel na Presidncia da Repblica.
  - Mdici oprecedeu na Presidncia da Repblica.

  - Mdiciprecedeu a Geisel na Presidncia da Repblica.
  - Mdici Iheprecedeu na Presidncia da Repblica.

- O artigo sempre precede o substantivo.
- O artigo sempre precede ao substantivo.

Precisar. <*-*>)  transitivo direto no sentido de indicar com exatido; expor mi-
nuciosamente:

- O pilotoprecisou o lugar para o pouso.
- Precisamos o alvo.

b)  transitivo indireto no sentido de necessitar:

- Preciso da colaborao de todos.
- Precisamos de bons funcionrios.

Portanto, usado com o pronome se, somente esta  a construo correta:

- Preciso-se de empregados.
- Preciso-se de bons funcionrios.

V-se muito:

- Precisam-se empregados.
- Precisam-se bons funcionrios.

Preferir.  transitivo direto e indireto, com a preposio a:

- Prejiro doces a salgados.
- Preferiamos morrer a capitular.
- Osjogadorespre Jeriram perder ojogo a apanhar.

Esto incorretas, portanto, estas frases:

258 <*-*><*-*> 259
<012>

- Prefiro doces do que salgados.                                                      - No a qvero aqui a estas horas.
- Preferiamos morrer do que capitular.                                           '.   - O menino no qverio balas.
- Osjogadoresprejeriram perder ojogo do que apanhar.
                                                                                      b)  transitivo indireto no sentido de estimar; amar:
tas, ainda mais:                                                                      - Qvero muito a Cristina?
- Prefiro muito mais doces do que salgados.                                           - Quero-Ihe muito, Cristina !
- Preferiamos mil vezes morrer do que capitular.                                      - O pai no queria ao filho como  filha.
- Osjogadoresprejeriram milh<*-*>es de vezes perder ojogo do que apanhar.                 - A me, no entanto, queria muito mais  filha que ao filho.
Pre J'erir, por si s6, j indica muito mais, mil vezes` milh<*-*>es de vezes, etc.        - "Perguntaram a um sbio: "A quem queres mais, a teu irmo ou a teu amigo?".E
                                                                                      o sbio respondeu: "Quero a meu irmo, quando  meu amigo" (De uMA LeNDA
                                                                                      JU DlA<*-*>.
Presidir.  transitivo direto ou indireto, indiferentemente:
- Mrio Viannapresidiu ojogo.                                                    <*-*>    Referir. a)  transitivo direto e indireto no sentido de narrar; contar, com
- Maria Viannapresidiu aojogo.
                                                                                      objeto direto de coisa e indireto de pessoa:
 correto o seu emprego com a preposio em. Assim, por exemplo:                 I
                                                                                      - Ojornalista referiu o acontecido a Paulo.
- No sabemos quempresidir na reunio.
                                                                                      - Ojornalista rejeriu-lhe o acontecido.
- Paulo Vlpresidiu no Conclio.                                                  I<*-*>   - O av rejere vrias estdrias aos netos.
                                                                                      - O av lhes refere vrias estbrias.
Sempre que possvel, devem ser preteridas as formas lhe e lhes como comple-
mento. Preferem-se as formas analticas a ele` a ela, a eles, a elas:            ;    b)  transitivo indireto quando pronominal, e significa dizer respeito: aJudir:
- Mrio Viannapresidiu a ele com muito rigor.                                    j    - No me re Jro a seu irmo.
- A reunio foi conturbada. No fui eu quem presidiv a ela.                      i    - No me re Jro a ele.
- Aosjogos do campeonato brasileiro, quem poder bem presidir a eles?                 - Ela se rejeria aos polticos brasileiros.
                                                                                      - Ela se referia a eles.
Preveoir.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de pessoa e indi-
reto de coisa:                                                                   <*-*>    Reparar. a)  transitivo direto no sentido de consertar:
                                                                                 
- Preveni o leitor deste erro.                                                   <*-*>    - O marceneiro reporou a porta.
- Preveni-o do erro.                                                             '
                                                                                 ;    - O marceneiro a reparov.
g                                                                                i
- Ningum preveniu a secretria da che ada do diretor.                                - Eu mesmo reparei o relgio.
- Ningum apreveniu da chegada do diretor.                                       j
                                                                                      - Eu mesmo o reparei.
- O Servio de Meteorologiapreveniu os motoristas do mau tempo.
- O Sewio de Meteorologiapreveniv-os do mau tempo.                                   b)  transitivo indireto no sentido de observar, com a preposio em, e, tam-
                                                                                      bm, no de olhar, mas com a preposio para:
Proceder.  transitivo indireto no sentido de dar incio a alguma coisa:
                                                                                      - Repare no que ele diz.
- O professorproceder ao sorteio dos pontos para exame.                              - Reparem no jeito dela.
- O Juiz noprocedev ainda aojulgamento.
- No foi o professor que procedeu ao recolhimento das provas.                        - Repare para aquela paisagem.
                                                                                      - No reparei para o carro que estava atrs do meu.
Querer. a) <*-*> transitivo direto no sentido de desejar:                                 Se o objeto indireto for oracional, omite-se a preposio:
- "Os homens no querem a verdade; qverem somente uma mentira disfarada" (L.
DU M I Rj.                                                                       r    - Eles repararam que brincvamos.
- No qvero Cristina aqui a estas horas.                                              - No reparei que voc<*-*>es me olhavam.
260                                                                                   261
<012>

Residir.  intransitivo que, geralmente, aparece modificado por adjunto.
Rege a preposio em:

  - Resido nesta avenida h muito tempo.
  - Esse moo reside na Rua Dias Ferreira.

Est errada, pois, esta construo:

  - Resido  Avenida Atlntica h muito tempo.
  - Esse moo reside  Rua Dias Ferreira.

Responder. a)  transitivo indireto no sentido de dizer ou escrever alguma
coisa em resposta:

  - Respondi ao questionrio laconicamente.
  - Respondi a ele laconicamente.

  - Mnica no responde a carta nenhuma.
  - Mnica no responde a ela.

- Procure responder a todas as quest<*-*>es da prova.
- Procure responder a elas todas.

Como se bem observa, o verbo responder no admite como complemento os
pronomes Ihe e Ihes.
Apesar de transitivo indireto, admite-se seu uso na voz passiva:

  - O questionriojfoi respondido pelos alunos.
  - Todas as quest<*-*>esjoram respondidas.

b) <*-*> transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto de

pessoa:
  - Eles me responderam que chegaram bem de viagem.
  - Respendi a Mnica que o dinheiro se acabara.

  - Respondi-Ihe que o dinheiro se acabara.
  - Respondemos ao maestro que tudo estava bem.
  - Respondemos-Ihe que tudo estava bem.

Como se v, neste caso, admite o pronome Ihe ou Ihes como complemento.

Servir. a)  transitivo direto no sentido de prestar servio e no de pr sobre a
mesa:

- As empregadas ainda no serviram os convidados.
- As empregadas ainda no os serviram.
- Nenhum garo o serviu ainda, cavalheiro<*-*>
- Este elevador no serve o ltimo andar.
- Sirva o almoo, Cristiane !
- As empregadas costumam sair, depois que servem o jantar.
- Esperem, que vou servir o caf.

b)  transitivo indireto no sentido de ser til; convir:
  - Esta mquina no serve a nosso escritrio.
  - O criado serve-o bem, mas no lhe serve.
  - Esse moo no lhe serve, Mnica. Esquea-o!

, ainda, transitivo indireto, com a preposio em, no sentido de prestar ser-
vios militares:

- Este senhor serviu na Segunda Guerra Mundial.
- Paulo, hoje, serve na Marinha.

c)  transitivo direto e indireto no sentido de o Jerecer:
  - O garo serviu bebida aos convidados.
  - Sirva guaran s crianas, Cristiane !


Simpatizar.  transitivo indireto, porm, no pronominal:
  - Simpatizei com Mnica logo que a conheci.
  - Simpatizamos com todos os seus amigos.

Esto erradas, pois, estas frases:
  - Simpatizei-me com Mnica logo que a conheci.
  - Simpatizamo-nos com todos os seus amigos.


Socorrer. a)  transitivo direto no sentido de prestar socorro:

  - Ningum socorreu o velhinho.
  - Ningum o socorreu.

- Vrias pessoas correram para socorrer a vtima.
- Vrias pessoas correram para socorr-la.

b)  transitivo indireto quando pronominal. Nesse caso, rege a preposio
  de e significa valer-se; utilizar-se:

  - Socorri-me do dinheiro que trazia no bolso para pagar as despesas.
  - A velha socorreu-se da bengala para espantar os ces.
  - Socorra-se de mim sempre que estiver em dificuldades, meu amigo!


Solicitar.  transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto
de pessoa, com a preposio de:
  - Solicitei do chefe uma folga de trs dias.
  - Solicito de V. S' compreenso para o meu caso.
  - O rapaz solicitou de Cristina uma contradana. Ela, evidentemente, recusou.

O objeto indireto pode aparecer antecedido da preposio a:
  - Solicitei ao chefe uma folga de trs dias.

`?62 .<*-*> 263
<012>

- Solicito a V.S<*-*> compreenso para o meu caso. <*-*>        2. A prclise. Eis os principais casos de prclise:
- O rapaz solicitov a Cristina uma contradana.
      i                                                 1) quando aparecerem negativas em geral (jamais, nada, no, nem, nunca,
Prefira, contudo, a construo com a preposio de. '   ningum, nenhum):
                                                                               - No o vejo h dias.
Suceder. a)  transitivo indireto no sentido de substituir; vir depois:        - Nada me preocupa.
- Paulo VI sucedeu a Joo XXIII.                                          <*-*>    - Nunca I&e desobedeci.
- Paulo VI Ihe sucedeu.                                                        - Jamais te roubariam.
- Geisel sucedeu a Mdici.
- Geisel lhe su<*-*>eden.                                                          2) quando aparecerem pronomes relativos e interrogativos (que, cujo, qual,
                                                                               quantos, quem, como, onde, quando):
b)  intransitivo no sentido de acontecer:                                     - Eis a pessoa que me ajudou.
- Sucede que todos esto sem roupa. Como podero, ento, sair?                 - Quantos te ajudaram a sair do fosso?
- Sucedeu desaparecerem nossas roupas.                                         - Como as encontrou?
- Sucede que ningum aqui  ignorante.                                    '    - Quando Ihe entregaram isso?
                                                                          i
                                                                          i
Visar. a)  transitivo direto no sentido depr o visto; apontarpara:      f.   Importante: como e onde no so propriamente pronomes interrogativos, mas
- S ontem visoram nosso passaporte.                                      )    advrbios de interrogao.
- S ontem visaram-no.
- o caador visou o passarinho, mas no lhe atirou.                         (    3) quando aparecerempronomes substantivos:
- O caador visou-o, mas no Ihe atirou.                                         - Algo te aconteceu?
- Visei a esttua, e acertei na sua vidraa.                                     - Aquilo o aborreceu.
- Visei-a, e acertei na sua vidraa.                                             - Tudo se transforma.
                                                                                 - Isso me preocupa.
b <*-*>  transitivo indireto no sentido de desejar; objetivar:                      - Isto Ihe serve?
- S visamos ao progresso deste pas.
- Eles no visam ao bem de s<*-*>as famllias.                                   <*-*>    4) quando aparecerem conjun<*-*>es subordinativas em geral:
- Ele visava ao poder.                                                           - Sei que nos criticaro.
                                                                            <*-*>    - Segundo me informaram, ela viajou.
Seguido de infinitivo, costuma-se omitir a preposio:                      <*-*>    - Quanao a vir, darei o seu rcado.
- Ele visava chegar ao poder.
- No visamosdesestimular osjovens.                                         i    5) com ora<*-*>es optativas:
- visvamos descobrir a causa do erro.
                                                                                 - Deus !he pague !
                                                                                 - Macacos me mordam !
SINTAXE DE COLOCAO                                                        '    - Deus me livre !
l. A siotaxe de colocao. A sintaxe de colocao est diretamente ligada        6) quando o verbo estiver nojuturo do presente ou do pretrito e o sujeito vier
aos pronomes oblquos. Conforme a posio que o pronome ocupe na ora-            expresso:
o, em relao ao verbo, temos uma denominao:                                 - Ns nos arrependeremos.
- pronome antes do verbo --<*-*> Qrclise --<*-*> No o vejo h muito tempo.             - Eles se aborrecero com isso.
- pronome no meio do verbo -<*-*>-<*-*> mesclise <*-*> V-lo-ei amanh.                     - Eu me ruborizaria se isso acontecesse.
- pronome depois do verbo ---<*-*> <*-*>nclise --<*-*> Vejo-o amanh.                        - Tu te aconselharias com um homem desses?
264                                                                         i    265
                                                                            ;1
<012>

7) quando ajorma verbal proparoxitona:                                      - Pediram-nos ajuda.
                                                                             - Deram-te o recado.
- Ns o censurvamos por isso.
                                                                             - D-me um cafezinho.
- N6s /he entregvamos o dinheiro todos os dias.
                                                                             ora, que continue!...
3. A mesclise. S ocorre mesclise com o futuro do presente e com o futu-
ro do pretrito:                                                             2) quando a orao  interrogativa, com verbo no infinitivo:
- Dir-Ihe-ei tudo o que sei.                                                 - Onde encontrar-nos? Aqui, sempre aqui.
- Trar-lhe-ei tudo o que me pedir.                                           - Como entregar-Ihe isto? No sei, o problema  seu.
- V-la-emos amanh no clegio.                                              !
- Contar-Ihe-ia tudo o qne sei.                                              <*-*> 3) quando no hpalavra atrativa:
- Am-lo-amos sempre.                                                       - As damas vestiram-se de preto.
- Verificar-se-ia o contrrio.                                               - Os rapazes anependeram-se do que fizeram.

avendo palavra atrativa, no entanto, o pronome fica procltico:                        No Brasil, ainda neste caso, costuma-se usar a prclise.
- No Ihe direi tudo o que sei.
- No lhe trarei tudo o que me pedir.                                                  4) quando o verbo est no gerndio:
- No o veremos amanh no colgio.
- No Ihe contaria tudo o que sei.                                                     - Elas saram do restaurante queixando-se muito.
- Ningum o amaria sempre.                                                             - Retirei-me, deixando-os sbs.
- No se verificaria o contrrio.                                                      - Encontrei-a contorcendo-se em dores.
- Nunca !he direi tudo o que sei.
- Jamais /he contaria tudo o que sei.                                              '   Importante: se o gerndio vier precedido da preposio em, ou de advrbio
- N<*-*>nca se <*-*>erificaria o contrrio.                                               ',   de negao, o pronome ficar procltico:
                                                                                       - Em se plantando, tudo d.
4. A oCliSe. EiS OS pTin CipaiS CaSOS de nCliSe:                                 <*-*>   - No os querendo qui, mandei-os embora.
1) quando a orao comeapor verbo:
                                                                                       5) nos casos depredicativo e objetopleonstico:
- Pediram-nos ajuda.                                                                   - Surdo, era-o demais.
- Quero-Ihe muito, Cristina!
                                                                                   j   - Justo, fora-o pouco.
, - Deram-te o recado.
<*-*> - Viram-me aqui!                                                                     - O mestre, conheo-o muito.
,
                                                                                       - A Maria, deu-/he ateno o padre.
Importante: na lngua falada do Brasil, as formas oblquas me, te, se,!he e nos
aparecem no comeo da orao:                                                     <*-*><*-*>   5. A colocao prooomioal com as loca<*-*>es verbais. Eis os principais casos:
- Me viram aqui!                                                                       1) locr<*-*>o verbal = verbo auxiliar + infinitivo:
- Te deram o recado<*-*>
- Se preocupar para qu?                                                               - Eu queria dizer-!he muita coisa. (nclise ao infinitivo)
- Lhe quero muito, Cristina!                                                           - Eu queria-/he dizer muita coisa. (nclise ao auxiliar)
- Nos pediram ajuda.                                                                   - Eu Ihe queria dizer muita coisa. (prclise ao auxiliar)
Temos de acrescentar que tal colocao no pode, a rigor, ser considerada              Importante: com infinitivo, mesmo que haja palavra atrativa, o pronome po-
incorreta, visto que foneticamente se justifica.  bom lembrar que colocao       <*-*>   der ficar encltico:
pronominal  apenas questo de melhor acomodamento fnico. Se, no entan-          <*-*><*-*>   - Jamais hei de anepender-me do que fiz.
to, algum sentir menos dificuldade em dizer:                                          - No quis mago-%.
266                                                                                <*-*>   267
<012>

,


Havendo preposio entre o verbo principal e o infinitivo, a colocao pro-
nominal ser, tambm, facultativa:

-  preciso lermos muitos livros.
Note: a expresso  Oreriso tem como sujeito toda a ora<*-*>o posterior (O que  preciso? Resposta: lermos muitos
livros): o sujcito de lermos  ns.

- Os meninos chegaram a se esbofetear.
- Os meninos chegaram a esbofetear-se.

2) locuo verbal = verbo auxiliar + gerndio:

- As nossas esperanas iam-se desfazendo. (nclise ao auxiliar)
- As nossas esperanas iam desfazendo-se. (nclise ao gerndio)

Importante: havendo palavra atrativa, o pronome ficar procltico ao auxiliar:
- As nossas esperanas no se iam desfazendo.

3) locuo verbal = verbo auxiliar + participio:

- Os atunos foram-me apresentados ontem. (nclise ao auxiliar)
- Os alunos me foram apresentados ontem. (prclise ao auxiliar)

Prefira a primeira colocao:  mais enfnica.
Importante: nenhum pronome poder vir encltico a um particpio. Assim,
por exemplo:
  - Os alunos foram apresentados-me ontem.

Este  um dos erros mais graves que se podem cometer.


O EMPREGO DO INFINITIVO


l. Os iof'mitivos em portugus. Na lngua portuguesa existem dois infinitivos:
o pessoal, tambm chamado flexionado, e o impessoal, tambm chamado
invarivel.
O infinitivo flexionado no existia no latim. Por isso nunca houve uniformi-
dade quanto ao seu emprego em nossa lngua, que; juntamente com o galego,
 a nica que o possui.

Z. O emprego do infioitivo flexiooado (pessoal). Use sempre o infinitivo fle-
xionado:

1) quando o infinitivo tiver sujeito prprio. Como nestes exemplos:
  - Ele acredita estarmos enganando-o.
  Notc: o sujeito dc aocdita  ele; de estarmos, ns.

- Convm irem vocs primeiro.
Note: ao<*-*>rrrn  vcrbo unipessoal, tem como sujeito toda a orao scguintc (O que convm? Rcsposta: irem voc<*-*>cs
primeiro); o sujeito de irem  eles.

- Viu-se cairem duas mas da rvore.
Note: o sujcito dc viu-x  cairem duas mor do rvorc; o de cairem  duar mas Ga rvorc.

Outros exemplos:

- Creio teres ganho na loteria esportiva. Acertaste todos osjogos!
- Vale a pena tentarmos outra vez.
- No ser possvel viajarmos amanh.
- Foi til recordardes esse fato.
- O pai se sacrifica para terem os filhos um futuro feliz.
- Est na hora de embarcarmos.
- No ouvi baterem  porta.
- Ouvia-se gritarem as crianas.
- Trabalharmos tanto ! Para qu?
- Obteres um favor dele?! Que esperana?
- Supnhamos chegarmos bem cedo.

Note que em todos os exemplos, o infinitivo possui sujeitoprprio. Quanto ao
ltimo exemplo, houve apenas coincidncia de sujeitos (o de supnhamos 
ns; o de chegarmos, tambm ns). Se a frase estivesse assim, por exemplo:

- Supnhamos chegar bem cedo.

o sujeito de chegar poderia ser ele ou ela, mas nunca ns:
  - Supnhamos que ele chegasse bem cedo.

Como se v, no se trata de locuo verbal, o que exigiria flexo de apenas
um verbo, o auxiliar. Veja, agora, estes exemplos, todos com locuo verbal,
em que s se encontra flexionado o primeiro verbo, isto , o auxiliar:

  - Queremos sair bem cedo amanh.
  Note que o sujeito de ambos os verbos  rigorosamente o mesmo; no h possibilidade nenhuma de quc sair pos-
  sua sujeito prpro, isto , diferente do outro.

- Eles nopodiam reclamar de nada.
- Vocs costumomjazer isso aos domingos?
- Deveriamos esper-lo apenas dez minutos.

2) quando o inf<*-*>tnitivo  regido de preposio ou de locuo prepositiva e
  aparece no rosto da frase, isto , antes do verbo da orao principal, cha-
mado verbo regente. Como nestes exemplos:
  - Para estudarmos, estamos aqui, no para brincar.
  - A fim de encontrarem o tesouro, chegaram estes homens.
  - Antes de nascerem, j so infelizes estas criaturas.
  - Sem trabalhardes, nada conseguireis
  - Para lermos um livro desses, precisamos primeiro de muita cultura.

268 ! 269
<012>

- Apesar de estarmos com sede, no pedimos gua. - Este abacaxi  fcil de descascar.

- Depois defrcarmos em p duas horas, sentimos muito cansao. <*-*> - Aquele menino  difcil de convencer.

- Alm de incomodares a todos, no ajudas a ningum ! - A peroba  madeira dura de vergar.

- Em vez de reclamarmos, trabalhemos! - Esses remdios so ruins de tomar.

- Ao invs de sorrirmos, devamos chorar. - Esses discos so agradveis de ouvir.
  - Esta gua  boa de beber.
3) quando ao + in Jinitivo equivalem a uma orao temporal. Como nestes
  exemplos:
- Ao chegarmos, encontramos tudo sujo.

= Quando cMegamos, encontramos tudo sujo.

- Ao sairem, fechem a porta!
= Quando voc8s sarem, fechem a porta!

- Ao dizeres isto, lembra-te de mim !
= Qumtdo tu disseres isto, lembra-te dc mim !
- Ao veres este leno, lembra-te dos momentos felizes quejuntos vivemos!

= Quando m vires cste IenGo, Icmbra-te dos momentos felizes qucjuntos vivemos!

Importante: s modernamente  que a lngua fixou o uso do infinitivo flexio-
nado neste caso. Documentos do idioma nos mostram que se usava, em idn-
ticas circunstncias, o infinitivo invarivel.

Por isso, voc no pode dizer nem escrever:

  - Este abacaxi  fcil de se descascar.
  - Esses discos so agradveis de se ouvir.

O motivo  simples: o infinitivo, por si s, j traz indeterminado o agente da
ao. A maioria dos gramticos entende que a construo possui sentido
passivo:

- Este abacaxi  fcil de ser descascado.
- Esses discos so agradveis de serem ouvidos.

No obstante, vai-se generalizando o conceito de que o que existe nesse caso
 sujeito indeterminado:

4) Quando se quer indeterminar o sujeito. Como nestes exemplos:

  - Fao isso para no me acharem louco.
  - Tenho de agir assim para mepromoverem.
  - Ela no sai  rua a fim de noJalarem mal de sua conduta.

Afora esses casos, use sempre o infinitivo invarivel, aquele que existe para
enunciar a ao de maneira vaga, geral e indeterminada.

3. O emprego do infioitivo iovarivel (impessoal). Eis os prineipais casos do
uso do infinitivo invarivel:

1) quando o infinitivo enuncia uma idia vaga, muito genrica, sem refern-
  cia a uma pessoa determinada, especfica. Como nestes exemplos:

  - Viver  lutar.
  - Querer  poder.
  - Fumar prejudica a sade.
  -  proibido colar cartazes neste muro.
  - No  permitido entrar sem palet.
  - l<*-*> preciso /utar contra a guerra.
  - No ser possvel viajar amanh.
  - Vale a pena ter f e esperana.

2) quando os infinitivos esto presos a um adjetivo atravs da preposio de.
  Como nestes exemplos:

- Este abacaxi  fcil de (algum) descascar.
- Esses discos so agradveis de (algum) ouvir.

Aceito este ponto de vista, a frase com o pronome se passa a ser correta.


3) quando os infinitivos substituem imperativos:

- D<*-*>archar, soldados !
- Escrever o nome trs vezes !
- Esquerda,volver!

Marchar equivale a marchai ; escrever a escreva, e volver a volvei.


4) quando a + infinitivo equivalem a um gerndio. Como nestes exemplos:

- Ficamos a noite toda a estudar.
= Ficamos a noitc toda c.rt<*-*>.
- O pai estava a gritar com os filhos.
= O pai cstavagrftmtda com os filhos.

5) quando se trata de locu<*-*>es verbais, isto , quando o infinitivo  indesdo-
  brvel, no possuindo sujeito prprio. Como nestes exemplos:

- Quero estar em paz com todos.
- Pretendemos chegw de madrugada.
- Elas sabem desenhar muito bem.

270 271
<012>

6) quando o infinitivo for complemento nominal de adjetivos. Como nestes
  exemplos:

- Estes so livros dignos de ser lidos.
De scr /idos  complemento nominal de dignos

- Conheci crianas vidas por aprender.
Por aprender  complemento nominal de ridas.

7) quando o infinitivo se liga a um substantivo por meio de preposio. Co-
  mo nestes exemplos:

- Tenho ainda alguns livros porpublicor.
- Existem atnda algumas contas porpagar.


4. Os casos facultativos. Existem alguns casos em que voc pode usar ou o
infinitivo flexionado, ou o invarivel, indiferentemente:

1) quando o infinitivo for regido de preposio, com exceo de a. Como
  nestes exemplos:

- Fomos  casa de Cristina para cumprimentor seus pais.
- Fomos  casa de Cristina para cumprimentarmos seus pais.

- Estamos aqui para trabalhar.
- Estamos aqui para trabalharmos.

- Eles vieram somente a fim de empanar o brilho da festa.
- Eles vieram somente a fim de empanarem o brilho da festa.

- Elas disseram isso sem pensar.
- Elas disseram isso sem pensarem.

Importante: d-se preferncia ao infinitivo invarivel, principalmente quan-
do ele est prximo do verbo regente (como no segundo e no ltimo exem-
plo).


2) quando o verbo regente for qualquer destes: mandar,jazer, deixar (chama-
  dos verbos causativos) e ver, ouvir e sentir (chamados verbos sensitivos):

- Mandei os alunos entrar.
- Mandei os alunos entrarem.

- Deixem as crianas dormir.
- Deixem as crianas dormirem.

No entanto, quando o infinitivo estiver distante do verbo regente, usa-se so-
mente o infinitivo flexionado:

- O diretor mandou mes, pais, avs e tios de alunos entrarem.
- Deixem as pobres criancinhas desta escola brincarem.

Quando o sujeito do infinitivo  constitudo por substantivo (como nos exem-
plos iniciais), prefere-se, modernamente, usar o infinitivo flexionado. No
obstante, se usado pronome oblquo, prefervel ser o invarivel. Portanto:





Mas:

- Mandei os rapazes entrarem.
- Deixem as crianas dormirem.



- Mandei-os entrar.
- Deixem-nas dormir.

Se, por outro lado, o sujeito do infinitivo aparecer posposto, usa-se obrigato-
riamente o invarivel. Aqui esto exemplos:

- Mandei entrar os rapazes.
- Deixem dormir as crianas.

Alis, a construo legtima, encontrada nos documentos mais antigos do
idioma  exatamente esta, e somente esta, com posposio rigorosa do infini-
tivo (sempre no singular) ao verbo regente.
Todavia, enunciando o infinitivo reciprocidade ou re Jlexibilidade de ao, usa-
-se unicamente o infinit:vo flexionado. Veja exemplos:

- Vi os alunos abraarem-se alegremente.
- Vi-os abraarem-se alegremente.
- Vi abraarem-se alegremente os alunos.

- Fiz os inimigos se cumprimentarem.
- Fi-los cumprimentarem-se.
- Fiz cumprimentarem-se os inimigos.

- Mandei as meninas verem-se ao espelho.
- Mandei-as verem-se ao espelho.
- Mandei verem-se ao espelho as meninas.

- Deixe os meninos vestirem-se como quiserem.
- Deixe-os vestirem-se como quiserem.
- Deixe vestirem-se os meninos como quiserem.

3) com o verboparecer:

- As crianas parecem gostar do professor.
- As crianas parece gostarem do professor.


Importante: usando-se o verbo parecer no plural, ele  auxiliar e, assim, for-
ma com o infinitivo uma locuo verbal: parecem gostar. Usado no singular,
porm,parecer  unipessoal e intransitivo:

  - Parece gostarem do professor as crianas.

212 ; 273
<012>

IV - AP<*-*>NDICE


A PASSIVmADE EM PORTUGU<*-*>S

l. A passagem da roz ativa para a passira. Voc j sabe isto:
  - voz ativa:- o sujeito age;
  - voz<*-*>assi<*-*>n:- o sujeito sofre.

Eis ora<*-*>es com verbo na voz ativa e ora<*-*>es com verbo na voz passiva:
  - O menino comeu o doce. <*-*> voz ativa.
  - O doce foi comido pelo menino. --<*-*> voz passiva.

- Cristina comprar um bom livro. ---<*-*> voz ativa.
- Um bom livro sera comprado por Cristina,-, voz passiva.

- Todos rodeiam o mestre. voz ativa.
- O mestre  rodeado por todos. --, voz passiva.

- Grandes rvores cercam a casa. --, voz ativa
- A casa 6 cercada de grandes rvores. --<*-*> voz passiva

Nota-se que, para se fazer a passagem da voz ativa para a passiva:

- o objeto direto da voz ativa passa a sujeito na passiva;
- o verbo da voz ativa se transforma em locuo verbal (com verbo ser) na passiva; e
- o sujeito da voz ativa passa a ser o agente da passiva [com a preposio por e, em
certos casos, de).

2. A passira <*-*>oaltica e a p<*-*>sira siottica. Em portugus, voc pode passar
um verbo da voz ativa para a passiva de duas maneiras:

1<*-*>) com o verbo ser ---<*-*>  a passiva analitica:
  - O menino comeu o doce.
  = O docc foi comido pelo mcnioo.


2<*-*>) com opronome se, mas semprejunto de verbo transitivo direto -<*-*>  a passiva
  sinttica:
  - Comeu-se o doce.
  = O docc foi comido.

(Nas passivas sintticas, o agente fca indeterminado.)
 ldgico que somente verbos transitivos diretos podem admitir voz passiva:
somente eles possuem objeto direto, o termo que passa a sujeito.  por isso
que sd existe voz passiva sinttica com verbos transitivos diretos. Os outros
tipos de verbo (transitivos indiretos, intransitivos e de ligao), como no pos-
275
<012>

suem objeto direto, no tm o elemento indispensvel para que se possa fazer
a passagem da voz ativa para a passiva. Veja estes exemplos:

- Precisa-se de empregados.
Prccism  vcrbo transitivo indireto. Assim, no possui o objcto direto. No postuindo objcto dinto, no aer poa-
svcl a voz passiva. Ncssc caso, o pronome sc, em vez de apassivadot, 6 indice de indeterminao do sujeito.

- Aqui, trabalha-se.
TrabalAar  vcrbo intransitivo. Mas verbo intransitivo no tem objcto dinto. Da, no podemos falar em voz
passiva. O se, igualmente,  ndice de ndetermnaGo do sujcito.

- Quando se  jovem, tudo so flores.
Ser  verbo de ligao. Ora, verbo de liga jamais exigc objeto direto. Dcsta forma, o sc no apassiva coisa
nenhuma:  ndice de indcterminao do sujcito.
Na passiva sinttica,  exatamente o pronome se que faz o objeto direto pas-
sar a sujeito. E  por isso que ele se chama pronome apassivador. Compare-
mos esta orao:

- Vendem casas.
Casar, aqui.  objcto dircto, pois o sujeito  clcs.

. : Im esta orao:

- Vendem-se casas.
Casas, agora,  sujcito, pois o pronomc sc indica que a voz  passiva; c oa voz passiva, o que era objeto dircto
passa a scr sujcito.


f por esse motivo que se deve dizer ou escrever:

- Compram-se automveis usados.
Isto porque u<*-*>xG v.oado.r  wjeito.

- Exigem-se referncias.
Rcjcrtncim  sujcito.

- Consertam-se sapatos.
sapctv.r  ao;oitu.

- Do-se aulas particulares de Portugus.
Avlaspmticulmes de Portvgvts  sujeito.


<*-*>-: o sujeito estiver no singular,  natural:
  - Compra-se automvel usado.
  - Exige-se referncia.
  - Conserta-se sapato.
  - D-se aula particular de Portugus.

  A CONSTITUIO DO L<*-*>XICO PORTUGU<*-*>S
A ESTRUTURA E A FORMAO DAS PALAVRAS

l. Como se formou o lxico portngus. No  preciso estudar muito, nem
possuir esprito muito aguado para perceber que a maioria das palavras por-
tuguesas provieram do latim.

As palavras mais antigas, que formam a primeira camada da lingua, apresen-
tam-se com maiores modifica<*-*>es. No entanto, tais modifica<*-*>es so quase
sempre explicadas pelas leis fonticas ou pela analogia.
As palavras mais novas, que entraram para o lxieo depois de o portugus se
haver formado, no sofreram altera<*-*>es to profundas.
 preciso que voc saiba que o portugus, na sua fase inicial, era uma lngua
muito pobre, rude at. Era um instrumento de comunicao para a vida do-
mstica, pastoril, agrcola ou guerreira, setores em que predominavam as
atividades do povo lusitano.
Mais tarde, quando a arte provenal penetrou o esprito do povo portugus,
o vocabulrio enriquece grandemente, atravs da nacionalizao de palavras
estranhas, tomadas sobretudo ao latim. Comea, desta forma, a desenvolver-
-se a literatura portuguesa. No demorou muito para que, da, surgissem os
entusiastas, disciplinadores da lngua, a quem se deu o nome de gramticos.
A partir do sculo XVI, em virtude do contato com outros idiomas, o voca-
bulrio portugus foi enriquecido por inmeras palavras estrangeiras.
As palavras do portugus provieram, ento:
1) do latim, por derivao;
2) da formao verncula; e
3) dos idiomas estrangeiros.

2. A estrutara das palavras. Os elementos estruturais da palavra so: raiz,
radical, vogal temtica, tema, afxos, desinncias e vogais e consoantes de ligao.

3. Raiz. Raiz  a parte fundamental, originria e significativa da palavra.
 na raiz que est contida a alma da palavra, que  o significado. Como se
trata de elemento originrio, no podemos fragment-lo.  por esse motivo
que se diz que a raiz  a parte irredutvel da palavra. Em carro, a raiz  carr-,
e, em carroa, tambm carr-.  exatamente neste elemento que est a verda-
deira idia, o verdadeiro significado da palavra. Como ela sofre profundas
modifica<*-*>es no decorrer dos tempos, s vezes se torna difcil reconhecer a
raiz de uma palavra. Vejamos um exemplo: chuva, chuveiro, chuharada, chuvis-
co, chuvoso e chover possuem esta raiz: palu-, que, em latim,  pluv-. Portanto,
quando se fala em raiz, no se fala em fonemas; o importante  a idia co-
mum que ela apresenta numa srie de palavras.

4. Radical. Radical  a parte comum (fontica ou graficamente) num grupo
de palavras. Por exemplo: em amigo, amigo, amigvel, amiguinho e amiga-
lho, temos um elemento comum: amig-. Este , pois, o radical. s vezes,
radical e raiz coincidem. Em amar efogo, por exemplo, os radicais e as razes
so, respectivamente: am- efog-.

276 ! 277
<012>

Mas os gramticos preferem usar sempre o termo radical, deixando raiz para
os casos de gramtica histrica.


5. Vogal temtica e tema. Vogal temtica  a vogal que vem logo aps o radi-
cal e que indica as conjuga<*-*>es. So trs:


a: cant-a-r, cant-o-va, cant-a-sse;
e: vend-e-r, vend-e-ra, vend-e-sse;
i: part-i-r, part-i-ra, part-isse.


Tema  o radical com a vogal temtica. Portanto:

  - emjalar, o radical jal-, e o tema,Jala;
  - em escrever, o radical  escrev-, e o tema, escreve;
  - em discvtir, o radical  discut-, e o tema, discuti.


Os mais importantes temas so os verbais.


6. Afneos. Afxos so os elementos que se juntam ao radical. Podem ser co-
locados antes ou depois do radical. No primeiro caso, temos osprefixos; no
segundo, os sufixos. Exemplos: prever (pre, prefixo, + ver); retornar (re, prefi-
xo, + tornar); boiada (boi + ada, suf'ixo); amoroso (amor + oso, suf'ixo).

7. Desioocias. Desinncia  o elemento final das palavras, aquela parte que
se flexiona. As desinncias podem ser nominais e verbais.
As desinncias nominais indicam o gnero e o nmero das palavras: aluno,
aluna; alunos, alunas. So: -o, -a, -s e -s, respectivamente. O prprio sufixo
pode conter a desinncia. No suf'txo -oso, por exemplo, o o  a desinncia que
indica o masculino singular.
As desinncias verbais indicam o nmero e a pessoa dos verbos. Exemplos:
canto, cantas, cantamos, cantais, cantam. So: -o, -s, -mos, -is e -m, respecti-
vamente. A 3! pessoa do singular (canta) possui desinncia zero.
Os af'ncos e desinncias recebem o nome de mor Jemas. Este exemplo esclare-
ce melhor:



  IN DECOR OSO
  1 1 1
pref'txo radical suf'uto desinncia
  <*-*> morfemas.

8. Vogais e coosoaotes de ligao. Vogais e consoantes de ligao so fonemas
que ligam certos elementos da palavra, para facilitar a pronncia:
  - vogais de ligao: camon-i-ano, lan-i-gero, paris-i-ense, boqu-i-aberto, pont-i-agudo,
  simultane-i-dade, arbitrari-e-dade, bibli--filo, etc.
  - consoantes de ligao: pau-l-ada, cha-!-eira, motor-n-eiro, cafe-z-al, pe-z-inho, etc.

Alguns gramticos, impropriamente, cbamam as vogais e as consoantes de li-
gao de infixos, esquecendo-se de que tais elementos de ligao no se inter-
calam no radical, mas antep<*-*>em-se aos suf'ucos.
As desinncias, como indicam as flex<*-*>es verbais e nominais, so elementos
significativos. As vogais e consoantes de ligao, como nada indicam, somente
vm facilitar a pronncia dos vocbulos em que se inserem, so elementos
insignificativos.
Afixos, raiz, radical e desinncias recebem o nome genrico de morfose.
Os a Jixos e as desinncias so mor Jemas.
Osprefixos no tm vida independente; apenas se ligam s palavras para dar-
-lhes significado novo.

9. A formao das palanas. Em portugus, as palavras novas se formam por
trs processos: a derivao, a composio e a onomatopia.

10. A derivaso. Derivao  o processo pelo qual se formam palavras novas
por acrscimo de afixos (pref'vcos e sufixos), por mudana de classe (?) ou por
reduo de um pseudo-sufixo, ou mesmo de um verdadeiro. Desta forma,
existe a derivao prefixal, a sufixal, a parassinttica, a imprpria (?) e a re-
gressiva.

ll. A derirao prefneal. A derivao  prefrxal ou por pre J<*-*>xao quando
a palavra nova  formada por meio de pref'ixos. Exemplos: infeliz (in, pref'uco,
e Jeliz); compor (com,. pref'ixo, e pr); desleal (des, pref'ixo, e lea<*-*>, ultravioleta
(ultra, prefixo, e violeta), super-homem (svper, pref'ixo, e homem), ete.
Muitos consideram a formao de palavras por prefixao um processo de
composio, no de derivao. A razo por eles apresentada: o pref'txo  um
semantema (embora auxiliar), e no um morfema. O semantema  o elemen-
to portador de significado, enquanto o morfema indica apenas gnero, nme-
ro, tempo, modo, funo sinttica, etc., sem possuir significao. A classifica-
o por ns seguida  a mais bem aceita e a mesma do gramtico Said Ali,
alm da de muitas outras autoridades incontestveis da lngua. Contudo, o
assunto  um justificado objeto de discuss<*-*>es.

(Vcja a lista dos principais pnfuos.)

12. A derivao suf'vcal. A derivao  safixal ou por sufxao quando a pa-
278 <*-*> 279
<012>

lavra nova se forma por meio de sufixos. Exemplos: maquinaria (mquina e
aria, sufixo); livreiro (livro e eiro, sufixo); bananada (banana e ada, suf"txo),
alegrar (alegre e ar, sufixo). Os suf'ucos podem ser nominais e verbais. Os pri-
meiros servem para formar substantivos e adjetivos; os segundos formam
apenas verbos.

(Veja a lista dos principais sufixos nominais c vcrbais.)

13. A derivao parassinttica. Uma palavra  derivadaparassintticaquando
recebe, ao mesmo tempo, prefixo e sufixo. Exemplos: enriquecer (en, prefixo,
+ rico + ecer, sufixo); ajoelhar (a, prefixo +joelho + ar, sufixo); embarcar (em,
pref'vco, + barca + ar, sufixo); submarino (sub, prefixo, + mar + ino, suf'uco).
Note que formamos tais palavras com o acrscimo simult8neo de prefixo e su-
f'ixo. Tanto isto  verdade que, na lngua portuguesa, no existe a palavra enri-
co nem riquecer; ajoelho nem joelhar; embarca nem barcar. Esta  a prova de
que tais palavras foram formadas por parassintetismo. Dentro dessa linha de
raciocnio, no podemos dizer que a palavra in Jelizmente, por exemplo,  de-
rivada parassinttica. Isto porque no se trata de palavra que recebeu prefixo
e sufixo ao mesmo tempo. Quando acrescentamos o prefixo in-, tnhamos j
formada a palavraJelizmente, que consta do nosso vocabulrio. Sendo assim,
houve acrscimo apenas de prefixo, no -de afixos. Por outro lado, quando
acrescentamos o suf'uco -mente, tomamos a palavra j com o prefixo in-: in-
feliz + mente = infelizmente. Ento, no houve simultaneidade.
Outro exemplo de palavra que no pode ser considerada parassinttica 
deslealdade. Tcmos em nosso vocabulrio tanto a palavra desleal quanto a pa-
lavra lealdade. No podemos dizer o mesmo, no entanto, de desalmado, que 
uma parassinttica.
Derivao parassinttica ou parassintese , portanto, a formao de palavras
por meio de prefixos e suf<*-*>vcos ao mesmo tempo.

I4. A derivao imprpria. Derivao imprpria  o processo pelo qual as
palavras mudam de classe, sem auxlio de suf'uco. A derivao imprpria
ocorre:

1) quando os adjetivos passam a substantivos: os maus, os bons, os brasileiros, os estu-
  dantes, ospacijicos, o brilhante;
2) quando os substantivos passam a adjetivos; pombo-correio, menino-homem, com-
  cio-monstro, banana-ma, mulher-demBnio;
3) quando os particpios passam a substantivos ou a adjetivos: umfeito, um histrico,
  a amada, livro rasgado, ambiente abajado, doce azedo;
4) quando os infinitivos passam a substantivos: o cantar, o viver, o amar, o sober;
5) quando os adjetivos passam a advrbios: ler alto, cantar baixo, falar srio;
6) quando as palavras invariveis passam a substantivos: o nada, o no, um sim, osprs,
  os contras, umporm, oporqu;

  7) quando os substantivos prprios passam a comuns: umjord, umjudas, um sandui-
  che, um champanha;
/, 8) quando os substantivos comuns passam a prprios: Barota, Possarinho, Rocha, Car-
 ' neiro, Leito, Prodo, Formiga;
  9) quando os verbos e advrbios passam a conjun<*-*>es: seja...seja. quer...quer, mal
  (Mal chegou e j saiu.);
  10) quando os substantivos, adjetiv-os, pronomes, verbos e advrbios tornam-se inter-
  jei<*-*>es: Misericrdia !, Bravo !, Qual!, Viva !, A vante !
  Muitos acham, talvez com razo, que a derivao imprpria pertence muito
  mais ao terreno da Semntica que ao da Morfologia. De fato, a derivao
  imprpria no forma nenhuma palavra nova morfologicamente, mas apenas
  semanticamente.

15. Um caso especial: a derivao regressiva. Consiste a derivao regressiva
em retirar elementos finais de uma palavra, quer pela supresso de pseudo-
suf'ucos, quer pela supresso de verdaderos suf'ixos. So exemplos do primei-
ro caso: swampo, boteco e ao. Tais palavras foram criadas pelo povo, que jul-
gou serem sarampo, botequim e aceiro palavras derivadas, possuidoras de su-
f'ucos. So exemplos do segundo caso: comuna (de comunista), bena (de bn-
o) e portuga (de portugu<*-*>s).
Existem regressivas nominais e regressivas verbais.
Outros exemplos de derivadas regressivas nominais: barraco (de barraco),
gajo (de gajo), malandro (de malandrim), capita (de capito), granfa (de gr-
-fina), asco (de asqueroso), comissa (de comissrio), tusta (de tosto), rosmano
(de rosmaninho), gal (de galera), estranja (de estrangeiro), espora (de esporo),
japa (dejapon<*-*>s), etc.
Como se nota, as palavras derivadas regressivas nominais so meras cria<*-*>es
populares. Algumas se vulgarizam de tal forma, que se incorporam definiti-
vamente ao Vocabulrio Oficial.
Exemplos de derivadas regressivas verbais: amparo. ameaa, castigo, choro,
desprezo, vBo, ajuda, amostra, censura. disputa. dvida, pesca, ataque, resgate,
suspiro, etc.
So substantivos chamados deverbais ou ps-verbais. Estes substantivos sero
sempre abstratos. Tele Jone e telgra Jo, por exemplo, no so deverbais, mas
primitivos em relao a seus respectivos verbos (telefonar e telegrajar). Isto
porque se trata de substantivos concretos, no abstratos.

16. A composio. As palavras disco-voador, p-de-moleque, criado-mudo,
aguardente, preamar e dia-santo so exemplos de palavras compostas. Por
qu? Muito fcil: disco-voador  um composto porque se forma de duas pala-
vras (disco e voador), e possui um sentido novo e nico. O mesmo acontece

280 28 I
<012>

com relao a dia-santo. So palavras que, unidas, significamfuro na meia.
, isso mesmo, aquele furo que um polegar mal cuidado invariavelmente faz
em nossas meias, recebe o nome de dia-santo.
Assim, podemos dizer que a composio  o processo de formao que con-
siste em unir duas ou mais palavras e formar outra de sentido novo e nico.
Muitas vezes, os elementos do composto tm muita relao com as palavras
consideradas em separado. Ningum duvida, por exemplo, de que guarda-
-roupa  um composto que est intimamente ligado ao verbo guardar e ao
sutiszantivo roupa. Afinal, guarda-roupa  o lugar onde se guarda a roupa. Ou-
tras vezes, porm, os elementos do composto encontram-se inteiramente dis-
sociados da idia nova que esse composto representa. O que  que tem que
ver o dia santo com o furo em nossa meia?
Num composto aparece o elemento determinado, o principal, aquele que
contm a idia geral, e o elemento determinante, o secundrio, aquele que
exprime a idia particular. Regra geral, em portugus o determinado precede
o determinante: carta-bilhete, porco-espinho, couveflor, papel moeda, etc. Exis-
tem algumas exce<*-*>es, mas so raras:franco-atirador, livrepensador,preamar,
me ptria, etc.
H, porm, compostos que entraram em nossa lngua depois da sua formao.
Como geralmente as palavras novas so tomadas diretamente ao grego e ao
latim, recebemo-las j formadas, ou formamo-las segundo o critrio grego
ou latino. Esto nesse caso agricultura,floricultura, suaviloqncia, etc.
O grego e o latim faziam o elemento determinante preceder o determinado.
Apicultura = cultura das abelhas;floricultura = cultura de flores; suavi/oqn-
cia = linguagem suave. No obstante, compostos desse tipo so raros.
A composio compreende ajustaposio e a aglutinao.


17. A ,jostaposio. Eis alguns exemplos de compostosjustapostos: couveflor,
papelmoeda, porco-espinho, dia-santo, p-de-moleque, baixo-relevo, meio-fio,
abaixo-assinado, padre-nosso. Note: juntamos duas ou mais palavras para for-
mar outra, mas cada uma das palavras mantm sua acentuao e forma inal-
teradas. Por isso dizemos que tais palavras so compostas porjustaposio.

18. A aglatioao. Eis alguns exemplos de compostos aglutinados: aguar-
dente (gua + ardente), planalto (plano + alto), pernilongo (perna + longa),
fdalgo (filho + de + algo), vinagre (vinho + acre). Note: juntamos duas ou
mais palavras para formar outra, mas uma delas perde o acento e, geralmen-
te, perde fonema. Por esse motivo dizemos que tais palavras so compostas
por aglutinao.
As palavras oxal (rabe), aleluia (hebraica), marechal (germnica), vendaval

(francesa), macadame e contradana (inglesas), pedestal e anspeada (italianas),
capivara, carioca, Paraguai, Paran, Paraiba e Icarai (tupi), em suas lnguas
de origem, so todas compostas:

a) Oxal = in-sha-Allah --1 se Deus quiser;
b) A/eluia = hallelu-fah -<*-*> louvai a Deus;
c) Marechal == marah-sca/c --<*-*> servo do cavalo;
d) Vendaval = vent-d'aval -. vento de baixo;
e) Macadame = Mac-Adam, nome do engenheiro escocs que primeiro usou tal
  processo de calamento;
  Contradana = country-dance ---<*-*> dana do pas;
g) Pedesta/ =piede-stallo ---<*-*> assento do p;
h) Anspeada = lancia-spezzata <*-*> lana quebrada;
i) Capivara = caap-uara -<*-*> comedor de capim;
j) Carioca = cari-oca -<*-*> casa de branco;
1) Paraguai = paraguc-i <*-*> rio dos papagaios;
m) Paran =par-n --<*-*> semelhante ao mar;
n) Paraiba =par-aiba-<*-*> rio impraticvel;
o) Icara = i-carai -<*-*> rio santo.


19. A ooomatopiR. Estas palavras, por exemplo, so formadas por onoma-
topia: reco-reco, tique-taque, zunzum,fonfom, cocoroc. Toda e qualquer pala-
vra imitativa  formada por onomatopia. Apenas trs classes de palavras
conhecem tal processo:
a) os substantivos: bem-te-vi, pingue-pongue, pife-pafe, quero-quero, reco-
  -reco, traque, tique-taque, teco-teco, zunzum;
b) os verbos badalar, cacarejar, chichiar, coaxar, coinchar, cricrilar, grugu-
  Ihar, miar, mugir, piar, uivar, urrar, zumbir, zunzunar, zunar; e
c) as interjei<*-*>es: catapumba!, p!, pumba!, traz!, zs!, zas-trs!, zape!
20. O ibridismo. Quando voc forma uma palavra usando elementos ori-
ginrios de lnguas diferentes, voc est usando o processo chamado hibridis-
mo. Eis alguns exemplos: sociologia (scio, elemento latino, e logia, elemento
grego); alco8metro (lcool, elemento <*-*>rabe, e metro, elemento grego); mon-
culo (mono, elemento grego, e culo, elemento latino); decimetro (deci, elemen-
to latino, e metro, elemento grego); bigamo (bi, elemento latino, e gamo, ele-
mento grego).
Alguns gramticos mais exigentes ou rigorosos no admitem o hibridismo,
argumentando que a boa form3o de palavras compostas exige que os ele-
mentos componentes pertenam  mesma lngua.
A verdade  que no podemos fugir a tais composi<*-*>es. Nem ser por isso
que a lngua ir macular-se.

282
  283
<012>

21. Prefixos de origem latioa.

ab-, a Jastamento,privao: abjurar (a Jastardojuramento); abster-se (privar-se).
ad-, aproximao, movimento deJora: advrbio (prximo do verbo); adventcio
  (que veio defora).
ambi-, dois, duplicidade: ambiguo (que tem dois sentidos); ambidestro (que se
  serve de ambas as mos com a mesma facilidade).
aote-, anterioridade, antes de: antepor (colocar antes), antebrao (que fica antes
  do brao). Perde o e quando se lhe segue vogal: antolhos (aparelho posto
  aos olhos de certos animais).
beoe-, bom xito, bem: benefcio (ato de praticar o bem), benvolo (que faz o
  bem).
bi-, bis-, duas vezes, repetio: bifero (que d fruto duas vezes ao ano), biscoito
  (cozido duas vezes).
circum-, em volta de, em torno de, movimento ao redor de: circumpolar (que est
  em volta do plo), circumurado (murado em volta). Antes de palavras que
  no comecem por vogal, b ou p, assume a forma circuo-: circunferncia (li-
  nha em volta de um centro); circundar (andar em torno de); circunlquio
  (rodeio de palavras).
cis-, posio, situao aqum: cisplatino (situado aqum do Rio da Prata), cisal-
  pino (situado aqum dos Alpes).
com-, simultaneidade, reunio: compatriota (que  da mesma ptria); compa-
  nheiro (que acompanha). Passa a co- antes de vogal: coexistir (existir simul-
  taneamente) ; cooperar (operar, trabalhar simultaneamente).
contra-, oposio: contradio (dito contrrio, oposto); contradizer (dizer o con-
  trrio, o oposto de).
de-, indica de cima para baixo: declive (terreno inclinado de cima para baixo).
  Indica, tambm, subordinao, separao: depender (estar subordinado a);
  decapitar (separar a cabea do corpo).
des-, negao, ao contrria: desleal (no leal); desarrumar (ao contrria a
  arrumar).
dis-, diviso em duas partes, ao contrria: disjuno (separao de duas coi-
  sas que estavam juntas); discordar (no concordar).
ex-, fora de, separao: excntrico (que estforo do centro); expatriar (pr
  fora da ptria). Indica, tambm, antigo: ex-diretor (antigo diretor); ex-Mi-
  nistro (antigo Ministro).
entra-, posio externa, excesso, superioridade: extrafino (muito fino); extraor-
  dinrio (acimu do ordinrio, fora do comum), extrnseco (que est do lado
  deJora).
io-, negao: indelicado (no delicado); incapaz (no capaz). Antes de p e b

  aparece como im-: imprestvel (no prestvel); imberbe (que no tem bar-
  bas). Antes de I e r toma a forma i-: ilegal (no legal); irreal (que no 
  real). Indica, tambm, mudana de estado, movimentopara dentro: incinerar
  (mudar em cinzas); ingerir (colocarpara dentro).
iofrs-, posiopara baixo: in Jracitado (citado abaixo); infra-assinado (assinado
  abaixo).
ioter-, posio intermediria: internacional (que se realiza entre na<*-*>es);
  interplanetrio (situado entre planetas); interpor (colocar entre, no meio de).
iotra-, pcsio interior: intracraniano (do interior do crnio); intramuscular
  (no interior do msculo).
iotro-, movimento para dentro: introduzir (fazer entrar); introspeco (exame
  da vida interior pelo prprio sujeito); introvertido (voltadopara dentro).
justa-, proximidade,posio ao lado de:jastaposio (posioprxima);jasta-
  fluvial (que estprximo, ao lado das margens de um rio).
male-, mal: maledicente (aquele que fala mal de outrem); malevolente (que
  tem m vontade contra algum). Em malferir, a idia  de intensidade: fe-
  rir muito ou gravemente.
multi-, muitos: multicolor (que tem muitas cores); multipede (que tem muitos
  ps).
o<*-*>, oposio: obstculo (dificuldade, barreira); obstruir (opor, impedir).
ooi-, tudo, todo: onivoro (que come de tudo); onipotente (que pode ttido);
  onisciente (que sabe tudo); oniforme (que tem todas as formas).
peoe-, quase: peneplancie (quase plancie). Transforma-se em peo- quando a
  palavra seguinte comea por vogal:pennsula (quase ilha);penltimo (quase
  ltimo);penumbra (quase sombra; meia-luz).
per-, movimento atravs de: percorrer (correr atravs de);permevel (que deixa
  passar atravs de si o ar, a gua, a luz).
pre-, anterioridade, antes de: predizer (dizer antes); prefixo (que se coloca
  antes).
pro-, para diante, em lugar de: propelir (impelir para diante) ; progresso (movi-
  mento ou marchapara diante);pronome (o que vem em lugar do nome).
re-, movimento para trs; de novo, outra vez: regredir (irpara trs); recuar (an-
  darpara trs); refazer (fazer de novo); recomear (comear outra vez). D
  idia, ainda, de intensidade: reluzir (luzir muito); refulgir (brilhar muito).
retro-, movimentopara trs: retroceder (andarpara trs); retrospeco (obser-
  vao de tempos ou coisaspassadas); retroagir (ter efeito sobre opassado).
semi-, metade, meio: semicrculo (metade de um crculo); semimorto (meio
  morto).
sob-, movimento de baixopara cima,posio inferior: sabir (irpara cima); subso-
  lo (camada abaixo do solo); subdelegado (abaixo do delegado).

<*-*>g4 285
<012>

super-, posio superior. excesso: superclio (plos que se situam acima dos
  olhos); supersensvel (muito sensvel); super-homem (homem muito habili-
  doso). A forma verncula, no entanto,  sobr-: sobrancelha, sobrescrito,
  sobrepor, etc.
supra-, posio superior, excesso: supra-axilar (que est acima da axila); .supra-
  mundano (que  superior ao mundo); supra-sumo (o ponto mais alto).
traos-, alm de, do outro lado: transandino (que fica alm dos Andes); trans-
  bordar (ir alm das bordas).
ultra-, posio alm de, excesso: ultramar (regio alm do mar); ultrapassar
  (passar alm de); ultra-realista (muito realista); ultra-som (som em excesso).
vice-, vis-, substituto, em lugar de: vice-Governador (pessoa que substitui o
  Governador); T<*-*>isconde (pessoa que substitui o Conde, que fica em lugar do
  Conde).

22. Preiucos de origem <*-*>ega.

a-, ao-, negao: afnico (que no tem voz); ateu (sem religio); anarquia (falta
  de governo, de autoridade); annimo (sem nome); anemia (falta de sangue,
  de glbulos vermelhos). Como se v, a- aparece antes de consoantes; ao-,
  antes de vogal.
aoa-, de baixo para cima, decomposio: anacrnico (avesso aos costumes de
  hoje); ana7ise (decomposio de um todo em suas partes constituintes).
aofi-, dos dois lados, de ambos os lados: anjibio (animal que vive na terra e na
  gua); anfiteatro (teatro dos dois lados); dn Jora (vaso antigo com duas asas
  simtricas de ambos os lados, onde os romanos guardavam o vinho).
anti-, oposio, contrariedade: antipatia (sentimento contrrio); antidoto (con-
  traveneno); antipoda (habitante do globo que se encontra em lugar diame-
  tralmente oposto ao outro); antissptico (contrrio aos micrbios). Antes
  de vogal perde o i: antnimo (nome de significao contrria ao outro);
  antagonista (aquele que luta contra).
apo-, afastamento, separao: apogeu (longe da Terra); apostasia (afastamento
  da f;abandono de uma opinio).
arqoe-, arqui-, superior: arqutipo (modelo de seres superiores, de seres cria-
  dos); arquiplago (mar principal, o Mar Egeu. Mais tarde: reunio de
  ilhas). Assume as formas arc- e arce-: arcanjo (anjo superior); Arcebispo
  (superior ao Bispo). Pode significar, ainda, excesso: arquimilionrio (milio-
  nrio em excesso).
auto-, prprio: autgrafo (assinatura do prprio punho); autobiografia (vida de
  uma pessoa escrita por ela mesma); autoclnica (estudo de uma doena fei-
  ta peloprprio enfermo).
cata-, de cimapara baixo: catlogo (lista descritiva em que os elementos esto

286

  dispostos no sentido de cima para baixo); cataplexia (impossibilidade de
  manter-se de p). Como se observa,  antnimo de aoa-.
  dis-, dificuldade: dispnia (dificuldade de respirao); dispepsia (dificuldade de
  digesto); distocia (dficuldade de dar  luz). Pode, tambm, significar
  dois: digrafo (duas letras); ditongo (dois sons voclicos). Convm no con-
  fundi-lo com o prefixo latino dis-.
  eodo-, interior, dentro: endocarpo (camada interior do fruto que fica em con-
  tacto com a semente); endocrpio (membrana que reveste interiormente o
  corao).
  epi-, posio superior: epiderme (camada superfcial da pele); epigrafe (ttulo
  ou frase que se encontra acima do escrito).
  eu-, bom: eufonia (bom som); eulalia (boa dico); eucrasia (bom tempera-
  mento).
  ex-, movimento paraforq,<*-*> xodo (saida de um povo) ; exorcismo (orao e ce-
  rimnia religiosa para espantar o demnio); exdgamo (aquele que se casa
  Jora de seu cl ou de sua famlia).
  hemi-, metade, meio: hemisfrio (metade da esfera); hemiplegia (paralisia de
  uma das metades do corpo); hemiciclo (espao semicircular para receber
  espectadores, torcedores, etc.)
  biper-, excesso: hipercido (muito cido); hiperidrose (secreo excessiva de
; suor).
  hipo-, posio inferior, oposio: hipocrisia (virtude falsa); hipoderme (tecido
  situado abaixo da epiderme); hipotenusa (lado oposto ao ngulo reto).
  Tambm significa-cavalo, mas neste caso  radical, no prefixo: hipdromo
  (lugar onde se realizam corridas de cavalos); hipfago (que come carne de
  cavalo).
  meta-, mudana, transformao: metafonia (mudana de som); metfora (mu-
  dana de sentido).
  para-, ao lado de, prximo a: pargrafo (o que  escrito ao lado); paradigma
  (modelo que se p<*-*>e ao lado para conjugao de verbos);paralelo (que est
  a par, lado a lado).
  peri-, em torno de: perianto (os invlucros florais, isto , clice e corola);peri-
  steo (membrana que envolve um osso).
  pro-, diante, antes: pro7ogo (discurso que vem antes);programa (escrito que se
  publica antes para dar os pormenores de uma festa, cerimnia, etc.).
  sio-, simultaneidade, reunio: sincrnico (que se realiza simultaneamente);
  sindtilo (que tem os dedos soldados, reunidos entre si); sinrese (unio de
  duas slabas numa s). Antes dep e b aparece como sim-: simpatia, simp-
  sio, simbolismo, simbiose. Antes de l, s ou z toma a forma si-: silaba, siste-
  ma, sizgia.

  287
<012>

Importante: algumas palavras entram em nossa lngua j com o prefixo.  o
caso, por exemplo, de progresso (no existe gresso), repetir (no existe pettr<*-*>,
introduzir (no existe duzir), etc.

23, Yrincipais sufixos oominais usados em portugus.

-aco (latino), d idia de diminuio (corvacho, lobacho, riacho).
-aco (latino), denota relao (cardaco, demonaco, manaco) e origem, natura-
  lidade (austraco).
-ao (latino), d idia de aumento (animalao, barbaa, barcaa, limonao) e
  de poro, conjvnto (chumao).
-ado (latino), indica ao (caada, chegada, entrada, laada, mancada, olhada,
  pincelada);jerimento ou golpe (cacetada, dentada, facada, paulada, porre-
  tada); quantidade, poro (barbado, boiada, crianada, rapaziada); doces,
  bebidas (bananada, goiabada, laranjada, limonada) e dignidade oujuno
  (condado, ducado, papado, professorado). A forma erudita -ato pode expri-
  mir: dignidade ou cargo (baronato, cardinalato, triunvirato) e pequenez (ba-
  leato, lobato). Na cincia qumica, -ato significa sal: carbonato, sulfato.
-agem (francs), denota conjunto (criadagem, folhagem, plumagem, ramagem);
  ato ou estado (bobagem, camaradagem) e ao (aterragem, decolagem,
  passagem, sondagem).
-al (latino). Ao formar adjetivos, d idia de relao (carnal, conjugal, filial,
  genial, sexua<*-*>. Ao formar substantivos, exprime: quantidade, poro (areal,
  arrozal, cafezal, palmitan e objeto (dedal, pedal, punhan. s vezes aparece
  combinado com o sufixo -ao, resultando da o composto -aal: lamaal,
  lodaal.
-alha (latinQ), d idia de quantidade, poro (cordoalha, mortualha). Nesta
  acepo, s vezes, possui sentido pejorativo; canalha, gentalha, parentalha.
  D idia, ainda, de aumento (fornalha, muralha). s vezes combina-se com
  o sufixo -no e forma o composto -alho: amigalho, bobalho, porcalho,
  pratalho, vagalho.
-aliw (latino, d idia de diminuio (pirralho, tinalha) e de aumento (cabe-
  alho, espantalho, ramalho). Em politicalho, possui sentido pejorativo.
-ama, -ame (origem desconhecida), do idia de quantidade, poro (dinhei-
  rama, cordoame, pelame).
-aoa, -locia (latinos), indicam ao ou resultado dela (lembrana, matana,
  mudana, vingana, mendic8ncia, observ8ncia) e qvalidade ou estado (ar-
  rog8ncia, const8ncia).
-aote (latino), indica agente de ao (despachante, estudante, tratante).
-no (latino que provm de -ooe). Ao acompanhar radicais verbais, d idia de

  agente de ao sempre repetida: brigo, choro, fujo. Ao ajuntar-se a radi-
  cais nominais, exprime aumento (casaco, faco, paredo, salo). s vezes,
  entre o tema nominal e o suf'vco -o, aparecem elementos de ligao:
  avej-o, casa-r-o, espada-g-o, homen-z-arro, pobre-t-o, sabi-ch-o.
  Perdeu o sentido aumentativo em carto e porto. Ajunta-se aos suf'ucos
  -albo e arro para formar os compostos -nlho e -arro: dramalho, prata-
  lho; gatarro, santarro. O suf'uco -o que provm de -aou indica: qualida-
  de (pago, vilo), cargo (capelo, capito) e origem, naturalidade (afego,
  breto, coimbro). O suf'uco -a<*-*> tambm denota origem, naturalidode:
  (acreano, baiano, tibetano).
-ar (latino), d idia de relao, pertinncia (capilar, circular, domiciliar, ele-
  mentar, escolar, familiar, lunar, militar, vulgar). Trata-se do suf'uco -al,
  cujo ! passa a r. S aparece em palavras que j tenham a letra l.
-ardo, -arde (origem germnica), de idia pejorativa (Abelardo, felizardo, ga-
  lhardo, Ricardo; covarde).
-aria (latino), d idia de conjunto (artilharia, casaria, livraria, pastelaria, pe-
  draria); sucesso, seqiincia (gritaria); oficio, pro Jisso (carpintaria, funila-
  ria) e de ao prpria de certos individuos (patifaria, pirataria, selvajaria).
  A forma -eria, que muitos julgam ser francesa,  verncula: lavanderia,
  leiteria,loteria.
-rio (latino), indica oficio, profisso (biliotecrio, empresrio, operrio, se-
  cretrio); lagar onde se guarda algo (herbrio, vestirio); conjunto (errio,
  hostirio, vocabulrio) e estado, qualidade, relao (arbitrrio, contrrio,
  dirio, imaginrio, primrio, solitcirio, voluntrio).
-arro (ibrico), d idia de aumento (bocarra, chibarro, naviarra).  vezes
  ajunta-se ao sufixo -o, resultando da o composto -arrRo: canzarro,
  coparro, gatorro, homenzarro, santarro. Em canzarro e homenzarro,
  como se nota, aparece o elemento de ligao -z-.
-astro (latino), d idia de aamento, mas pejorativamente (medicastro, poe-
  tastro, politicastro).
-tico (latino), indica relao (aqutico, socrtico) e origem (adritico, asitico,
  luntico).
-az (latino), d idia de aumento (arcaz, canaz, lobaz, cartaz, vulcanaz). Ajun-
  ta-se aos suf'ixos -albo e arro para formar os compostos -albaz e arraz:
  facalhaz; pratarraz, santarraz. Indica ainda capacidade dejorma intensiva
  (falaz, loquaz, voraz).
-zio (latino), traz idia de aumento (copzio, gatzio, pratzio).
-o (latino). D idia de ao ou resultado dela, mas s se acrescenta a temas
  verbais (apelao, coroao, doao, gesticulao, orao, punio, veri-
  ficao).

288 <*-*> 289
<012>

-dade (latino), d idia de qualidade ou estado (beldade, bondade, fealdade,
  frialdade, integridade, lealdade, maldade, verdade).
-do (latino), exprime qualidade ou estado (escurido, lentido, servido).
-douro (latino), exprime idia de lugar em que sepratica a ao (ancoradouro,
  babadouro, bebedouro, escorregadouro, matadouro); tempo futuro (casa-
  douro, imorredouro, vindouro) e ato ou efeito (suadouro). Os portugueses
  costumam usar o sufixo <*-*>oiro.
-dor (latino), indica agente de ao (adulador, criador) e instrumento (coador,
  pregador, regador). Na verdade, o d pertence ao particpio latino; o ver-
  dadeiro sufixo  -or. Aparece com a forma -ssor e -sor em confessor, im-
  pressor; ascensor, revisor, etc.
-ebre (origem desconhecida), d idia de diminuio (casebre).
-eco (origem desconhecida), traz idia de pequenez, freqnentemente pejora-
  tiva (jornaleco, livreco, padreco, soneca).
-edo (latino, d idia de quantidade, poro (arvoredo, lajedo, passaredo, vi-
  nhedo).
-eiro (latino), indica agente de ao (boiadeiro, doceiro); oficio, profisso (bar-
  beiro, faxineiro, lavadeira); instrumento (chuveiro, ponteiro, pulseira); lugar
  onde se guarda algo (aucareiro, cinzeiro, tinteiro); origem, naturalidade
  (brasileiro, campineiro, mineiro, poveiro); rvore ou arbusto (abacateiro,
  cerejeira, craveiro, laranjeira); quantidade, poro (braseiro, formigueiro,
  nevoeiro, poeira); doenas (cegueira, gagueira) e de Jeitosfisicos (papeira).
-ejo (ibrico), indica diminuio (animalejo, lugarejo, vilarejo).
-elt<*-*>o (latino), d idia de pequenez (aselha, fedelho). Fedelho nada tem que
  vem comJeder, mas sim comJeto.
-elo (latino), exprime idia diminuida, que em muitas palavras j no se per-
  cebe (castelo, cobrelo, costela, fivela, janela, portela, rodela).
-eoa, -ocia (latinos), indicam ao ou resultado dela (convalescena, nas-
  cena) e qualidade (experincia, indolncia, obedincia, pacincia).
-engo (germnico), indica relao e geralmente traz idiapejorativa (molengo,
  mostrengo, mulherengo, realengo, solarengo, verdoengo). Aparece com a
  forma -eogue na palavra perrengue.
-eobo (latino), indica semelhana (ferrenho) e origem, naturalidade (caraque-
  nho, quitenho).
<*-*>ose (latino), exprime origem, naturalidade (cearense, cretense, recifense).
-eote (latino), d idia de qualidade ou estado (ausente, crente, delinqnente) e
  agente de ao (concorrente, escrevente, requerente).
-eoto (latino), d idia de cor (cinzento, pardacento); abundncia (peonhento,
  poento) e tendncia, estado (friorento, lamacento, rabugento).

290

     -s (latino), exprime origem, naturalidade (francs, ingls, portugus) e quali-
,    dade (burgus, corts, monts, pedrs).
     -esa,-esss (gregos). Usam-se na formao do feminino de pessoas com certa
     dignidade: baronesa, duquesa, princesa; abadessa, condessa.
     -esco, v.-isco.
     -ete (francs), traz idia de pequenez (barrilete, bastonete, diabrete, farolete,
     filete, palacete, vagonete).
     -eto (italiano), d idia de diminuio (barqueta, coreto, folheto, poemeto) e
     de origem, naturalidade (lisboeta).
     -eu (latino), indica origem, naturalidade (europeu, hebreu, pompeu).
     -ez,<*-*>za (latinos), exprimem qualidade ou estado (altivez, sensatez, surdez,
     viuvez; beleza, braveza, dureza, limpeza, miudeza.
     -ia (grego), d idia de qualidade (burguesia, energia, eufonia, profecia); dig-
     nidade (baronia); cargo (mestria) e cincia (Astronomia, Filosofia, Geome-
     tria, Teologia).
     -ice (latino), exprime qualidade ou estado (beatice, louquice, gramatiquice
     (todos trs pejorativos); criancice, doidice, meiguice, meninice, tolice, par-
     voice, velhice).
!    -icho (latino), exprimepequenez (barbicha, rabicho).
     -cio (latino), indica relao (alimenticio, cardinalicio, ficticio, natalicio, pa-
     tricio, vitalicio).
     -ico (latino), d idia de pequenez (aranhico, barbica, burrico, namorico, pin-
     tico) e de relao (acadmico, anglico, diablico, poltico, simblico).
',   -io (latino), exprime idia diminuida (aranhio); tendncia; que fcil de (ala-
     gadio, assustadio, espantadio, movedio, quebradio) e estado (castio,
'    rolio).
,
     -ilho (latino), traz idia de diminuio (cartilha, cintilho, guerrilha, peitilho).
     -im,-ioho (latinos), do idia de diminuio (balim, camarim, espadim, flau-
     )
     tim; caixinha, vidrinho.
1
     -ino (latino), d idia de re Jerncia, relao (cristalino, divino, matutino) e de
,
     origem, naturalidade (bragantino, filipino, florentino, latino, londrino, pal-

     marino).
     -iote (latino), d idia de agente de ao (contribuinte, ouvinte, pedinte).
     -io (latino), encerra idia de conjunto (casario, mulherio), de qualidade (doen-
'    tio, prestadio) e de tendncia (escorregadio, fugidio, luzidio).
I
I    -isco (grego),-esco (italiano), do idia de relao (carnavalesco, dantesco,
     gigantesco, mourisco, parentesco, pinturesco) e de diminuio (chuvisco,
     marisco, pedrisco).
     -ismo (grego), exprime doutrinas ou sistemas arhsticos (Realismo, Modernis-
     mo),filosficos (Epicurismo, Positivismo), politicos (Nazismo, Fascismo) e
     291
<012>

  religiosos (Budismo, Calvinismo);formaprpria de uma lingua (anglicismo,
  galicismo); anomalia ou doena (astigmatismo, daltonismo, reumatismo) e
  qualidade (herosmo, servilismo).
-ista (grego), denota partidrios ou seguidores das doutrinas e dos sistemas
  acima mencionados (realista, modernista; epicurista, positivista; nazista,
  fascista; budista, calvinista); ocupao, oficio, profsso (artista, dentista,
  jurista, jornalista, maquinista, pianista) e nomes ptrios (nortista, paulista,
  sulista).
-ite (grego), d idia de inflamao (amigdalite, bronquite, faringite, flebite,
  meningite).
-ito (ibrico), traz idia de pequenez (casita, pequenito, rapazito).
-1llodia (germnico), traz idia de lugar (Cafelndia, Roselndia).
-leoto (latino), d idia de abundncia (corpulento, sonolento) e de cor (ama-
  relento, vinolento).
-meoto (latino), d idia de ao ou resultado dela (acolhimento, agradecimen-
  to, andamento, casamento, ferimento, sentimento); de instrumento, objeto
  (ferramenta) e de quantidade (armamento, vestimenta).
-ol (origem desconhecida), -olo (latino), do idia de diminuio, que se per-
  deu em algumas palavras (aldeola, alvolo, arterola, gaiola, nuclolo, por-
  tinhola, sacola, terriola; terol, urinon.
-olbo (latino), traz idia de pequenez (ferrolho, piolho).
-ooo (latino), indica qualidade ou estado (enfadonho, medonho, risonho, tris-
  tonho).
-or (latino), exprime qualidade ou estado (alvor, fulgor, negror) e agente de
  ao (agressor, britador, cantor, condutor, defensor). Como se nota, foram
  includas palavras com os sufixos -ssor, -dor, -tor e -sor. Tais letras ante-
  cedentes ao sufixo -or pertencem ao particpio latino. O verdadeiro sufixo,
  na verdade,  -or.
-orro (ibrico), exprime grandeza, mas geralmente com sentido pejorativo
  (beiorra, cabeorra, cachorro, ganchorra, manzorra, sapatorra).
-oso (latino), d idia de abundncia, quantidade (arenoso, brioso, cheiroso,
  chuvoso, corajoso, famoso, rendoso, venenoso).
-ota (grego), indica origem, naturalidade (cairota, cipriota, epirota).
-ote (origem desconhecida), empresta idia de pequenez (beijote, camarote,
  capote, filhote, frangote, rapazote, serrote, velhote).
-oto (latino), exprime diminuio (aguioto, perdigoto) e origem, naturalidade
  (bergamoto, minhoto).
-raoa (tupi), denota semelhana, igualdade (caferana, sagarana).
-tor (latino), indica agente de ao (autor, escritor, leitor, mentor). Aparece

292

  com a forma -seor e -sor em confessor, impressor, ascensor, defensor e
  revisor. O verdadeiro suf'uco, no entanto,  <*-*>r.
-trio (latino), d idia de lugar (dormitrio, escritrio, lavatrio, purgatrio,
  refeitrio).
-tude (latino), exprime qualidade ouestado (altitude, beatitude, quietude).
-ua (analgico), apareceu por analogia com -aa e -ia (latinos). Exprime
  idia de aumento (dentua).
-<*-*>cho (latino), d idia depequenez (aquilucho, gorducho, papelucho).
-udo (latino), d idia de abundncia (barbudo, barrigudo, cabeudo, cabe-
  ludo, narigudo, orelhudo, peludo).
-ugem (latino), indica quantidade, reunio (ferrugem, lanugem, penugem).
-um, -ume (latinos), do idia de quantidade, poro (fartum, vacum; cardume)
  e de intensidade (azedume, negrume, queixume).
-ura (latino), d idia de qualidade (alvura, brancura, cultura, doura, fres-
  cura); de situao (fartura, loucura, tontura); de instrumento ou objeto
  (abotoadura, armadura, fechadura, ferradura); de ao ou resaltado dela
  (captura, censura, costura, fervura, fratura, leitura, mordedura, pintvra,
  ruptura) e de exercicio de cargo (Chefatura, Magistratura). O t e o d, que s
  vezes antecedem este prefixo, pertencem ao particpio latino.
-vel (latino), indica capacidade ou possibilidade depraticar ou receber uma ao
  (audvel, crvel, solvel, volve<*-*> e qualidade (admirvel, niiservel, razovel,
  vulnerve<*-*>.
Importante: o nico sufixo adverbial que h em portugus  -meote: franca-
mente, paulatinamente, sabiamente, tolamente.

24. Priocipais sufixos verbais usados em portugus.
-aar (envidraar, esmurraar, espicaar, esvoaar). Exprime aumento, inten-
  sidade,freqncia.
-ar (amar, cantar, jogar, rolar, sentar, voar). Forma os verbos da I<*-*> conjuga-
  o.
-ar (aguar, alar, caar, soluar).
-cer, -scer (agradecer, amadurecer, anoitecer, aparecer, apodrecer, embrave-
  cer, endoidecer, endurecer, entardecer, enfurecer, envelhecer, esclarecer,
  escurecer; florescer, rejuvenescer). Exprimem inicio de ao ou passagem
  de um estadopara oatro.
-ear (cabecear, clarear, escoicear, folhear, pentear, saborear). Exprime fre-
  q<*-*>ncia, continuao.
-ejar (alvejar, apedrejar, arejar, bocejar, cortejar, farejar, festejar, gotejar,
  pestanejar, rastejar, velejw, vicejar). Exprime continuao; Jreqncia, per-
  man<*-*>ncia.


29<*-*>
<012>

-entar (adormentar, ainolentar).
-icar (adocicar, bebericar, claudicar, mordicar). Exprime diminuio ou ao
  pouco intensa.
-ilhar (dedilhar, engatilhar, fervilhar).
-inhar (abespinhar-se, cuspinhar, escrevinhar, patinhar).
-iscar (chuviscar, lambiscar, petiscar).
-itar: a) capacitar, debilitar, facilitar, felicitar, habilitar, possibilitar. Signifi-
  ca, respectivamente, tornar capaz, dbil, jcil, jeliz, hbil, possivel; b)
  dormitar, saltitar, volitar. Exprime aopouco intensa.
-izar (civilizar, legalizar, generalizar, realizar, utilizar).

25. Radicais de origem grega. Para facilitar o entendimento, muitos radicais
se encontram alterados na lista abaixo. Entre parnteses, no entanto, apare-
cem as formas que mais se aproximam das originais gregas.

acaot-, -acaoto (Akanta), espinho: acanturo (peixe com um grande espinho m-
  vel e agudo de cada lado da cauda, em forma de lmina de navalha); poli-
  acanto (que tem muitos espinhos).
aco- (Akos), remdio: acografia (descrio dos remdios); acognosia (conheci-
  mento dos remdios).
acro- (Akron), elevao, extremidade: acrpole (cidadela na parte mais elevada
  das cidade gregas); acronflio (extremidade do cordo umbilical, que fica
  ainda presa ao feto, depois do nascimento).
adeo- (Aden), gl6ndula: adenide (que tem forma de glBndula); adenalgia (dor
  numa gl8ndula).
aero- (Aer, aeros), ar: aeronauta (navegador areo; pessoa que sobe ao ar em
  balo); aerstato (balo que, cheio de gs mais leve que o ar, ou de ar
  aquecido, eleva-se e sustenta-se na atmosfera).
-agogo (Agogos), que dirige, condutor, que conduz: pedagogo (aquele que dirige
  a educao, que a conduz); demagogo (aquele que conduz o povo, geral-
  mente explorando as paix<*-*>es populares).
agoo- (Agon), combate, luta: agonia (luta contra a morte); antagonista (aquele
  que luta com algum adversrio).
agr-, a<*-*>o- (Agros), campo: Agricultura (arte de cultivar os campos); Agrono-
  mia (cincia dos campos).
aiti- (Aitia), causa, origem: Etiologia (estudo acerca da origem das coisas);
  Etimologia (parte da Gramtica que trata da origem de uma palavra). Co-
  mo se observa, o encontro voclico ai grego deu e em portugus.
-aIg- (Algos), dor: nevralgia (dor viva no trajeto de um nervo); odontalgia (dor
  nos dentes).

alo- (Allos), outro: alocromatia (defeito que consiste em ver outras cores, di-
  ferentes das reais); alnimo (autor que usa nome de outra pessoa em pu-
  blica<*-*>es).
aodro- (Andros), homem: androfobia (averso a homens); androglosso (diz-se
  das aves que aprendem a falar como o homem).
aoemo- (Anemos), vento: anemmetro (instrumento que mede a fora e veloci-
  dade do vento); anemgrafo (aparelho que registra a direo e fora do
  vento).
  aoto- (Anthos),flor: antomania (paixo pelas flores); antfago (que comeflor).
  aotrop-, aotropo- (Anthropos), homem: antropide (semelhante ao homem);
  Antropologia (cincia natural que estuda o homem).
  arcai-, arcaio- (Arkhaios), antigo: arcaico (que  antiquado, obsoleto, ultrapas-
  sado); arqueologia (estudo de antiguidades, de coisas antigas). Como se v,
  o ai grego passa a e em portugus.
aristo- (Aristos), nobre: aristocracia (governo dos nobres, dos melhores);
  aristodemocracia (governo de nobres com tendncias democrticas).
aritm-, aritmo- (Arithmos), nmero: aritmtica (cincia dos nmeros); aritmo-
  mancia (arte de adivinhar por meio de nmeros).
-arqo- (Arkhe), governo: monarquia (governo de monarca); anarquia (falta de
  governo).
arto- (Artos),po: artcopo (na Grcia Antiga,padeiro); artfago (que prefere
  opo a outro alimento).
atmo- (Atmos), vapor, ar: atmosfera (o ar que respiramos); atmmetro (instru-
  mento para medir a evaporao).
aol-, aulo- (Aulos),flauta: aultica (arte de tocar,flauta); aulodia (canto acom-
  panhado deflauta).
bar-, baro- (Baros), peso; presso, grave: bartono (cantor de voz intermdia
  ao grave e ao agudo); barmetro (instrumento que mede apresso, isto ,
  opeso atmosfrico).
biblio- (Biblion), livro: biblifilo (amante ou colecionador de livros); biblioteca
  (coleo, conjunto de livros).
bio- (Bios), vida: biografia (descrio da vida de uma pessoa); Biologia (cin-
  cia que estuda os seres vivos).
blefar-, blefaro- (Blepharon), plpebra: ble,J'rico (relativo splpebras); ablefa-
  roptose (impossibilidade de baixar asplpebras).
braqui- (Brakhys), pequeno, curto, breve: braquicfalo (aquele que possui cabe-
  apequena); braquigrafo (aquele que escreve por abreviaturas).
caco- (Kakos), mau, desagradvel: cacofonia (mau som); cacografia (m gra-
  fia).

294
  295
<012>

cali- (Kallos), belo: caligrafia (boa letra); calicromo (que tem cores belas).
campto- (Kampto), curvatura, curvo: camptocormia (curvatura do corpo para
  frente); camptorrinco (que tem o bico torto, curvo).
cardi- (Kardia), corao: cardiaco (relativo ao corao); cardialgia (dor intensa
  no corao).
-carpo, carpo- (Karpos),fruto: pericarpo (ofruto propriamente dito); carpfago
  (que se alimenta defrutos).
cefal- (Kephale), cabea: ce Jalalgia (dor de cabea); ac Jalo (sem cabea).
-cele (Kele), hrnia, tumor: coleocele (hrnia vaginal); miocele (tumor mus-
  cular).
ciano- (Kyanos), azul: cianocfalo (que tem cabea azu<*-*>; cianocarpo (que tem
  frutos azulados).
-cicl-, -ciclo (Kyklos), roda, circulo: bicicleta (velocpede de duas rodas iguais);
  hemiciclo (diz-se dos arcos, abbadas, etc. que tm forma semicircular).
c<*-*>, cioo- (Kyon, kynos), co: Cinegtica (arte de caar com ces); cinofagia
  (costume de comer carne de co).
cir-, q<*-*>ir- (Kheir), mo: cirurgia (parte da Medicina que trata das opera<*-*>es,
  isto , dos trabalhos que se fazem com as mos); quiromancia (arte de pre-
  tensa adivinhao das linhas da palma da mo).
cist-, c<*-*>to- (Kystis), bexiga: cistite (inflamao da bexiga); cistoplegia (parali-
  sia da bexiga).
cloro- (Khloros), verde: clorofila (substncia que d a cor verde s folhas);
  clorocfalo(que tem cabea verde).
-coI-, cole- (Khole), bile: melancolia (estado mrbido de tristeza e depresso);
  encolerizado (que est irritado, zangado). Faz-se necessria esta explica-
  o: a bile  um lquido esverdeado e amargo segregado pelo fgado. Sabe-
  se que antigamente se atribua  bile a causa da irascibilidade, do mau
  humor, do mal-estar.
core- (Kore), pupila: cormetro (aparelho que mede a abertura da pupila);
  corescpio (aparelho que serve para examinar apupila do olho).
coreo- (Khoreia), dana: coreomania (paixo pela dana); coreografia (arte de
  compor danas).
cosmo- (Kosmos), mundo: cosmografia (descrio do mundo); cosmopolita
  (pessoa que se julga cidado do mundo inteiro).
-cracin (Kratia), governo: plutocracia (governo de ricos); ginecocracia (governo
  de mulheres).
cripto- (Kryptos), oculto: criptogamia (estado ou carter da planta que tem os
  rgos sexuais ocultos); criptnimo (nome oculto ou disfarado).
cris-, criso- (Khrysos), ouro: crisntemo (flor de ouro); crisstomo (que tem
  boca dourada).

296

crom-, cromo- (Khroma), cor: acromia (diminuio ou ausncia de pigmentos,
  isto , das cores dos tecidos, em qualquer regio do corpo); cromofilia
  (gosto pelas cores vivas, carregadas e sofisticadas).
crooo- (Khronos), tempo: cronologia (cincia que trata das diversas divis<*-*>es
  do tempo); cronometrar (medir o tempo de qualquer acontecimento).
dactil-, dactilo- (Daktylos), dedo: dactilite (inflamao em um ou em mais
  dedos); dactilografia (arte de escrever com os dedos).
deca- (Deka), dez: deca'logo (os dez mandamentos d lei de Deus); decasslabo
  (verso de dez slabas mtricas).
-dem-, demo- (Demos), povo: epidemia (doena que surge de repente e ataca
  ,
  ao mesmo tempo, grande nmero de pessoas, isto , opovo); democracia
  (governo do povo).
-derm-, dermat- (Derma, dermatos), pele: epiderme (camada superficial da
  pele); dermatose (desigrao genrica para as doenas dapele).
dio<*-*>m-, dioamo- (Dynamis), fora: dindmica (parte da Mecnica que trata do
  movimento e dasJoras); dinammetro (instrumento que serve para medir
  asJoras).
d<*-*>lo- (Diploos), duplo: diplocfalo (monstro com duas cabeas num s cor-
  po); diplopia (doena na vista que duplica as imagens).
dodeca- (Dodeka), doze: dodecasslabo (verso de doze slabas mtricas); dode-
  cgono (polgono de doze lados).
-dox- (Doxa), opinio: ortodoxo (aquele que est com a opinio certa, com os
  princpios retos e definidos); filodoxia (apelo  opinio prdpria, sem exa-
  minar as alheias).
-dromo (Dromos), corrida: hipdromo (terreno em que se realizam corridas de
  cavalos); candromo (terreno onde se realizam corridas de ces).
eicono- (Eikon), imagem: iconoclasta (destruidor de imagens); icon8maco
  (aquele que combate o culto das imagens). Como se nota, o ditongo grego
  ei passa a i em portugus.
eicos- (Eikosi), vinte: icosgono (polgono de vinte ngulos); icosaedro (polie-
  dro de vinte faces). Como se observa, o ditong6 grego ei passa a i em por-
  tugus.
-eid- (Eidos),forma, semelhana: ovide (que tem aJorma de ovo); aracnideo
  (que tem semelhana com a teia de aranha). Como se v, o e passa a o em
  portugus.
electro- (Elektron), eltrico, eletricidade: electrologia (estudo dos fenmenos
  eltricos); electroscpio (aparelho pelo qual se conhece a presena da ele-
  tricidade).
eoea- (Ennea), nove: eseasslabo (palavra ou verso de nove slabas); enade
  conjunto de nove seres ou coisas).

291
<012>

eoo- (Oinos), vinho: enologia (conjunto de tudo quanto diz respeito  arte de
  fabricar e conservar vinhos); enomania (paixo pelo vinho).
-eoter-, eotero- (Enteron), intestinos: disenteria (inflamao dos intestinos, que
  causa evacua<*-*>es purulentas ou com sangue); enterclise (lavagem intes-
  tinalJ.
eotom-, entomo- (Entomon), insetos: ent8mico (relativo a insetos); Entomologia
  (parte da Zoologia que estuda os insetos).
ergo- (Ergon), trabalho: ergofobia (averso ao trabalho); ergmetro (aparelho
  destinado a medir o trabalho produzido por um homem ou por um ani-
  mal).
eritr-, eritro- (Erythros), vermelho: eritremia (aumento considervel dos gl-
  bulos vermelhos do sangue); eritrofobia (receio mrbido de corar de ficar
  vermelho, por excesso de timidez).
ero-, erot-, eroto- (Eros, erotos), amor: ergeno (que gera, que suscita amor);
  ertico (relativo ao umor); erotomania (alienao mental que se caracteri-
  za por delrio amoroso).
et-, eto- (Ethos), moral, costume: tica (cincia da moral, dos bons costumes);
  etocracia (forma de governo que tem por base a moralJ.
etoo- (Ethnos), raa, povo: etnocracia (domnio, prepotncia de uma raa);
  etnogenia (cincia que trata da origem dospovos).
-fagia (Phagein), comer: antropo Jagia (hbito de comer carne humana); ictio-
  Jagia (hbito de comer peixes).
-fago (Phagos), que come: antrop Jago (que come carne humana); icti Jago
  (que come peixes).
-fil-, fdo- (Phyllon),Jolha: cloro Jila (substncia pigmentar que d cor verde s
  Jolhas);filfago (que se alimenta defolhas).
fil-, fdo- (Philos), amigo, amor: filarmnico (que  amigo da harmonia, da
  msica);filsofo (amigo da sabedoria);<*-*>loginia (amor s mulheres).
fisio- (Physis), natureza: jisiopatia (sistema teraputico que emprega s os re-
  cursos da natureza);fsionomia (conjunto das fei<*-*>es do rosto, isto , da
  sua naturezu).
fito- (Phyton), planta: Fitologia (estudo das plantas); fitfago (aquele que se
  alimenta de plantas).
fle<*-*>., flebo- (Phleps, phlebos), veia: Jlebite (inflamao da membrana interna
  das veias);flebopatia (termo geral para as enfermidades das veias).
-fo<*-*>, fobo- (Phobos), medo, horror: hidro Jobia (horror aos lquidos); claustro-
  Jobia (medo dos pequenos espaos);fobofobia (medo de ficar doente).
-foo-, -fooe (Phone), som, voz: eu Jonia (som agradvel); tele Jone (aparelho que
  transmite o som a longa distncia).

298

  -foro (Phoros), que traz: sem Joro (telgrafo que traz sinais); fsforo (que truz
  luz).
  fos-, foto- (Phos, photos), luz: Jsforo (que traz luz);Jotogra ia (afixao da luz
  em chapa).
  -freo-, freo-, freoo- (Phren), mente, inteligncia, espirito: oligofrenia (deficin-
  cia menta<*-*>;frenesi (inquietao de espirito);frenopatia (doena mentalJ.
  gala-, galact-, galacto- (Gala, galaktos), leite: galxia (Via-lctea); galactemia
  (presena de leite no sangue); galactmetro (instrumento prprio para me-
  dir a <*-*>lensidade do leite).
  -gam-, gamo- (Gamos), unio, casamento: bigumia (ao de casw com outra
  pessoa, sem que esteja dissolvido o vnculo anterior); gvmomania (mania
  de casamento).
  gestr-, gastro- (Gaster), estmugo: gastrite (inflamao da mucosa do est-
  mago); gustrnomo (aquele que gosta de comer, isto , de satisfazer o est-
  mago).
ge-, geo- (Ge), Terru: Geistria (histria fsica da Terra, da sua evoluo);
  Geografia (cincia que trata da descrio da Terra).
geoe-, geoea- (Genea), origem, nascimento: Geneantropia (estudo da origem da
  espcie humana); Genealogia (parte da Histria que trata da origem e su-
  cesso das famlias).
gmno- (Gymnos), nu: gimnofobia (horror ao nu); gimnosofista (nome que de-
  ram gregos e romanos aos brmanes da ndia, por viverem quase nus).
ginec-, gioeco- (Gyne, gynaikos), mulher: gineceu (na Antiguidade grega, a
  parte da habitao destinada s mulheres); Ginecologia (parte da Medicina
  que estuda as doenas peculiares s mulheres).
glic-, glici- (Glykys), doce: glicose (substncia doce dos frutos aucarados);
  glicicarpo (cujos frutos so doces).
glipt-, glipto- (Glyptos), gravado: gliptica (arte de gravar em pedras); glipsoteca
  (coleo ou museu de pedrasgravadas).
gloss-, gloto- (Glossa, glotta), lingua: glossalgia (dor na lingua); Glotologia
  (cincia que trata do estudo comparativo das diferentes linguas e suas ori-
  gens e formao).
-gooo (Gonos), 8ngulo: polgono (figura que tem muitos ngulos); pentgono
  (figura de cinco 8ngulos).
-graf, grafo- (Graphein), escrever: caligrajia (arte de escrever bem a mo);
  grafomania (paixo de escrever).
hagio- (Hagios), santo: hagiografia (biogra ia de santos); Hagiologia (estudo
  da vida dos santos).
halo- (Halos), sal: h<*-*>lografia (estudo dos sais); halfilo (que vegeta em terre-
  nos salgados).


299
<012>

haplo- (Haploos), simples, simplfcao: haplodonte (diz-se dos animais que
  tm dentes simples, no divididos); haplologia (simplJcao de elementos
  similares de uma palavra: bondoso (por bondadoso), saudoso (por saudado-
  so), etc.
hect-, hecto-, hecatoo- (Hekaton), cem: hectare (medida de superfcie corres-
  pondente a cem ares); hectolitro (medida de cem litros); hecatonquiro (que
  tem cem braos ou mos); hecatombe (sacrifcio de cem bois).
heo- (Helios), sol: helifugo (que evita o sol, que se desvia da ao solar);
  Heliografia (descrio do So<*-*>.
-hemer-, hemero- (Hemera), dia: efmero (que no dura mais de um dia);
  hemeropatia (doena que s de dia se manifesta, ou que no dura mais que
  um dia).
hemo-, hemato- (Haima, haimatos), sangue: hemorragia (derramamento de
  sangue para fora dos seus vasos) ; hematofobia (horror a sangue).
heodeca- (Hendeka), onze: hendecasslabo (que tem onze slabas); hendecgono
  (figura que tem onze ngulos).
hepta- (Hepta), sete: heptadctilo (que tem sete dedos); heptateuco (obra di-
  vidida em sete livros).
herpet-, herpeto- (Herpeton), rptil: herpetiforme (semelhante a um rptil);
  herpetografia (descrio dos rpteis).
hetero- (Heteros), dJ'erente: heterogneo (de natureza dijerente); heterfono
  (de sons dijerentes).
hexa- (Hexa), seis: hexadctilo (que tem seis dedos); hexaciclo (que tem seis
  rodas).
hial-, hialo- (Hyalos), vidro: hialurgia (arte de fabricar vidros); hialografia
  (pintura em vidro).
hidato-, hidr-, hidro- (Hydor, hydatos), gua: Hidatologia (histria geral da
  gua); hidravio (avio que pousa na gua); hidrbio (que vive na gua).
hiero- (Hieros), sacerdote, sagrado: hierocracia (governo exercido por sacerdo-
  tes); hierografia (descrio das coisas sagradas).
higro- (Hygros), mido, umidade: higrfito (vegetal que vive em ambientes
  midos); higrfilo (diz-se da planta que vegeta somente em lugares mi-
  dos).
hipoo- (Hypnos), sono: hipnotismo (sono provocado); Hipnologia (estudo dos
  sonos).
hipo- (Hippos), cavalo: hipdromo (terreno prprio para corridas de cavalo);
  hipocampo (nome cientfico do cavalo-marinho).
holo- (Holos), todo, inteiro: holgrafo (diz-se do testamento todo escrito pela
  mo do testador); holocausto (sacrifcio em que as vtimas eram inteira-
  mente queimadas).

300

  homo- (Homos), semelhante, igual: homgrafo (de mesma gra ia, de escrita
  semelhante); homogneo (de natureza igua<*-*>.
-iatr- (latros), mdico: psiquiatra (mdico das doenas mentais); pediatra (m-
  dico das enfermidades infantis). O radical -intria (iatreia) significa medici-
  na: psiquiatria (medicina das doenas mentais); pediatria (medicina das
  crianas).
icooo- (Eikon), imagem: iconografia (descrio de imagens); iconoclasta (des-
  truidor de imagens). Como se nota, o ditongo ei grego passa a i em portu-
  gus.
icter-, ictero- (Ikteros), amarelo: ictercia (afeco caracterizada por amareli-
  do natural na pele, nas esclerticas e na urina); icterpode (que tem ps
  ou patas de cor amarela).
ictio- (Ichthys), peixe: ictiofagia (hbito de se alimentar de peixes); Ictiologia
  (parte da Zoologia que trata dospeixes).
idio- (Idios), prprio, particular: idioma (carter prprio de um povo, isto ,
  sua lngua); idiotismo (construo, locuo ou palavra particular a um
  idioma).
iso- (IsosJ, igual, semelhante: issceles (diz-se do tringulo que tem dois lados
  iguais); isotrmico (que  igua! em temperatura).
lalo- (LaleinJ, ato defalar: lalofobia (dio fala, horror pela palavra); lalople-
  gia (paralisia dos rgos dafala).
lepid-, lepido- (Lepis, IepidosJ, escama: /epidideo (que  semelhante a uma
  escama); lepidpteros (insetos que tm quatro asas membranosas, revesti-
  das de escamas; so as borholetas).
lexico- (LexikonJ, dicionrio, relativo apalavras: Lexicologia (parte da Gram-
  tca que estuda aspalavras em relao  etimologia e a tudo o que  preci-
  so para compor um dicionrio); lexicgrafo (o que estuda e coleciona as
  palavras de uma lngua e organiza o seu dicionrio).
lio-, lico- (LykosJ, lobo: licantropia (loucura em que o alienado se julga trans-
  formado em lobo); licorexia (desejo imoderado de comer carne, assim
  como os lobos).
licoo- (LykhnosJ, lmpada: licnbio (aquele que vive  luz artificial, que faz
  da noite dia); licnforo (sacerdote que, entre os antigos gregos, levava o
  lampadrio nas festas de Dionsio ou Baco).
-lito, lito- (LithosJ, pedra: crislito (nome comum a vrias pedras preciosas
  da cor do ouro); litoglifia (arte de gravar sobrepedras).
-logia (LogosJ, discurso, estudo, cincia, tratado: Zoologia (estudo, cincia, tra-
  tado dos animais); cronologia (cincia que trata das diversas divis<*-*>es do
  tempo). Pode significar ainda: palavra, locuo, vocbulo: Filologia (cin-
  cia daspalavras, das lnguas, ou de uma lngua em particular).

301
<012>

macro- (MakrosJ, grande: macrbio (que tem longa vida); macrobitica (arte
  de prolongar a vida).
-maocia (ManteiaJ, adivinhao: quiromancia (arte de adivinhar o futuro das
  pessoas pela observao das linhas da mo); ornitomancia (suposta adivi-
  nhao pelo vo ou pelo canto das aves).
mast-, masto- (MastosJ, mama: mastite (nome genrico de inflama<*-*>es nas
  glndulas mamrias); mastodinia (dor nas glndulas mamrias).
mega-, megalo- (Megas, megalonJ, grande, grandeza: megacfalo (que tem a
  cabea grande); megalomania (mania de grandezas).
melae-, melaoo- (Melas, melanos), preto, escuro, carregado: melanismo (colora-
  o negra ou escx<*-*>ra da pele ou do plo dos animais); melanope (que tem
  olhos escuros); melanospermo (que tem sementespretas).
melo- (MelosJ, msica: melodrama (composio dramtica entremeada de
  msica); melomania (paixo excessiva pela msica).
meso- (MesosJ, meio, mdio: mesomeria (a parte do corpo situada entre as co-
  xas, isto , no meio delas); mesclise (colocao de pronomes no meio do
  verbo) ; Mesopotmia (regio entre rios).
-metria (MetronJ, medio, medida: dinamometria (medio das foras por
  meio de dinammetro); hidrometria (medio da gua pelo hidrmetro).
  O radical -metro (metroJ significa que mede: termmetro (aparelho que
  mede a temperatura); barmetro (aparelho que mede a presso do ar). Em
  metrpole, o radical metro- (de meter, metroo) significa me: metrpole (ci-
  dade-me, isto , cidade principal).
micro- (MikrosJ, pequeno: micrbio (ser pequeno); micromelia (monstruosida-
  de caracterizada pela excessivapequenez de algum membro).
mi-, mio- (Mys, myos), msculo: mialgia (dor nos msculos); miocele (tu-
  mor muscular).
-miel-, mielo- (MyelosJ, medula: poliomiehte (doena infecciosa ou epidmi-
  ca que ataca a medala espinhal e provaca paralisias musculares localiza-
  das); mielopatia (designao genrica das doenas da medula espinhal).
-mim-, mimo- (Mimos), imitao: patomimia (imitao ou simulao mais ou
  menos voluntria de doena); mimologia (imitao do modo de falar de
  algum).
miri-, miria- (myriasJ, dez mil ou grande qaantidade: mirianto (que tem muitas
  flores); miripode (que tem muitos ps).
mis- miso- (MisosJ, dio, averso: misantropo (o que odeia a convivncia so-
  cial, o que tem averso  sociedade); misoginia (dio a mulheres; averso
  por mulheres).
mito- (MythosJ,fbula: mitologia (histriafabulosa das divindades do polites-
302

  mo); mitomania (tendncia impulsiva para mentir ou parafalsear a ver-
  dade).
  moemo- (MnemeJ, memria: mnemotcnica (arte que ensina os meios de edu-
  car a memria, de torn-la mais apta para reter os fatos); mnemnico (que
   fcil de reter na memria).
moo-, mooo- (MonosJ, nico, um s: monarquia (Estado governado por um
  nico monarca); monlogo (pea teatral em que fala um s ator).
-morf, morfo- (MorpheJ,forma: metamorfose (mudana deforma que ocorre
  na vida de certos animais, como os insetos e os batrquios); polimorfo (que
  est sujeito a mudar deforma); Morfologia (o estudo daforma das pala-
  vras); morfozorio (diz-se do animal que temforma bem determinada e
  invarivel).
oau- (Naus), navio: nauscpio (instrumento para ver da terra navios a grande
  distncia, ou vice-versa); nuseas (enjo causado pelo balano do navio).
oecro- <*-*>NekrosJ, cadver: necrofilia (perverso moral que leva certos indiv-
  duos a saciar os seus instintos sexuais em cadveres); necrpole (nome que
  designava os lugares na vizinhana das grandes cidades gregas, onde se
  sepultavam os cadveres; cemitrio).
oefr-, nefro- (NephrosJ, rim: nefrite (inflamao dos rins); nefro7ito (pedra ou
  clculo que se forma nos rins).
oeo- (NeosJ, novo: neofobia (horror pelas novidades, pelas coisas e inven<*-*>es
  modernas); neologismo (palavra ou frase nova, ou, ainda, palavra antiga
  com sentido novo).
-oes, neso- (nesosJ, ilha: Micronsia (pequena ilha da Ocenia); nesografia
  (descrio de ilha ou de ilhas).
oeur-, oeuro- (NeuronJ, nervo: neuralgia (dor acutssima nos nervos); neuroma-
  lacia (amolecimento dos nervos).
oict-, oicto- <*-*>Nyx, myktos), noite: nichria (predominncia do volume urinrio
  noturno em relao ao diurno); nictfilo (que gosta da noite, da escurido).
-oomia (NomosJ, lei, teoria: Astronomia (cincia que tem por objeto o conhe-
  cimento dos astros e das leis que regem os seus movimentos); Agronomia
  (teoria da Agricultura).
ooso- (NososJ, doena, enfermidade: Nosologia (parte da Medicina que trata
  da descrio e do conhecimento das doenas); nosocmio (lugar onde se
  tratam as enfermidades em geral ; hospital).
oost-, oosto- (NostosJ, regresso: nostalgia (melancolia profunda, produzida
  pelas saudades da ptria e desejo de regresso); nostomania (o mesmo que
  nostalgia: desejo de regresso).
oclo- (OkhlosJ, multido: oclocracia (governo em que o poder  exercido pelas
  multid<*-*>es ou pela populao); oclofobia (averso s multid<*-*>es).

303
<012>

octo- (OktoJ, oito: octgono (polgono que tem oito ngulos); octodonte
  (que tem oito dentes).
odoot-, odonto- (Odous, odontosJ, dente: odontalgia (dor ou qualquer afeco
  nos dentes); Odontologia (parte da Anatomia que trata dos dentes).
ofr (OphisJ, serpente: ojdio (que se assemelha a uma serpente; a prpria ser-
  pente) ; ofifago (que se alimenta de serpentes).
oftalm- oftalmo- (OphthalmosJ, olho: oftalmite (inflamao no globo ocular);
  Oftalmologia (parte da Anatomia que trata dos olhos).
`#ig-, oligo- (Oligos), pouco, pouca quantidade: oligacanto (que tem poucos es-
  <*-*> pinhos); oligarquia (governo em que a autoridade  exercida por umpeque-
  no nmero de indivduos); oligcrono (que vivepouco tempo).
omo- (OmosJ, cru, prematuro: omfago (que, ou o que, se alimenta de carne
  crua); omotocia (partoprematuro). Pode significar, ainda, ombro: omoplata
  (osso da parte posterior dos ombros).
oefal-, oofalo- (omphalosJ, umbigo: onfalectomia (ablao do umbigo); onflico
  (relativo ao umbigo); onfaloncose (tumor no umbigo); onfalorrexia (ruptura
  do umbigo ou cordo umbilical).
onic-, ooico- (Onyx, onykhosJ, unha: onicatrofia (atrofia das unhas); onicofagia
  (vcio de roer as unhas) ; onicocriptose (unha encravada).
-ooimo (OnymaJ, nome: annimo (sem nome); pseudnimo (falso nome).
on<*-*>o- (OneirosJ, sonho: onirodinia (sonho doloroso, pesado; pesadelo); onir-
  polo (interpretador de sonhos).
ooo- (Onos), asno, burro: onolatria (culto do asno entre os antigos, pela con-
  fiana que depositavam nas virtudes medicinais de vrias partes deste
  animal) ; onscelo (suposto monstro com ps de burro).
oooma-, ooomat-, onomato- (Onoma, onomatosJ, nome: onomstico (relativo
  aos oomes prprios); onomtico (relativo ao nome); onomatomania (preo-
  cupao doentia por recordar nomes de pessoas).
ooto- (OnthosJ, ser, ente: Ontologia (cincia do ser em geral); onotogenia (his-
  tria da produo dos seres organizados sobre a terra). Pode significar,
  ainda, excremento: ontofagia (modo de alimentao dos animais que se
  nutrem de excrementos); ontfago (o que come excrementos).
-op-, <*-*>ps- (Ops, opsisJ, vista, viso: miopia (vista curta); poliopia (vcio da viso I
  que multiplica os objetos); autpsia (vista de si mesmo); cromopsia (defeito i
  da vista que d a impresso de serem coloridos objetos incolores). i
-orama (OramaJ, viso, espetculo: panorama (grande viso, grande espetculo
  de paisagem, etc.); cosmorama (viso de diferentes pases por instrumen- i
  tos pticos ampliativos).
ornt-, oroito- (Ornis, ornithosJ, pssaro, ave: ornitico (que diz respeito a aves);
  ornitfago (que, ou o que, se alimenta de a
  ves).

304 i

oro- j OrosJ, montanha: Orografia (parte da Geografia que trata das monta-
  nhas); Orognosia (cincia que explica a formao e constituio das mon-
  tanhas).
orqui- (OrkisJ, testiculo: orquialgia (dor no testiculo); orquidectomia (ablao
  do testiculo). Em orquidea ocorre o mesmo radical.
orto- (OrthosJ, reto, direito, certo: Ortografia (parte da Gramtica que ens'
  a escrever corretamente as palavras); Ortodontia (ramo da Odo
  que trata de corrigir a defeituosa posio dos dentes).
osteo- (Osteon), osso: Osteologia (parte da Anatomia que trata os
  ostefago (que come ossos). ;
ot-, oto- (OtosJ, ouvido: otalgia (dor nervosa do ouvido); otite (infla 
  ouvido); Otologia (parte da Anatomia que trata do ouvido).
-ox-, oxi- (OxysJ, cido, agudo: paroxismo (mximo grau de intensidade
  acesso, de uma dor, tc.); oxiregmia (eructao cida); oxtono (diz-se dos
  vocbulos cuja slaba tnica (agudaJ  a ltima); oxiosmia (sensibilidade
  muito desenvolvida do olfato; agudeza do olfato).
pale-, paleo- (PalaiosJ. antigo, velho: Paleontologia (parte da Histria Natural
  que tem por objeto o conhecimento dos animais e vegetais fsseis, isto ,
  antigos); Paleografia (conhecimento dos escritos antigos; arte de se deci-
  frar escrita antiga).
pan- (PonJ, tudo, todo: panorama (vista total, grande); panacia (remdio para
  todos os males).
-pat-, pato- (PathosJ, doena, afeco: simpatia (interesse intrnseco que faz
  que nos condoamos das desgraas, isto , das doenas alheias); Patologia
  (parte da Medicina que tem por objeto o conhecimento da origem e natu-
  reza das doenas).
ped- (Pais, paidos), criana: pediatria (medicina das crianas); pedagogo (es-
  cravo que levava as crianas  escola. Hoje, no entanto, o termo  aplica-
  do ao indivduo que se especializa na arte de ensinar).
peota- (PenteJ, cinco: pentacampeo (indivduo ou agremiao esportiva que
  obteve cinco vezes o ttulo de campeo); pentateuco (os primeiros cinco
  livros do Velho Testamento).
-peps- (PepsisJ, digesto: dis<*-*>pepsia (m digesto); eupepsia (boa digesto).
pi-, pio- <*-*>Pyon J, pus: piemia (infeco purulenta); piorria (derramamento de
  pus).
-pig-, pigo- (PygJ, ndega: calipigio (que tem ndegas bonitas); pigpagos
  (indivduos que nascem unidos pelas ndegas).
-pir, piro- (PyrJ, fogo, febre: antipirina (comprimido que se usa para evitar a
  febre); pirotecnia (arte de empregar ofogo; arte de fabricar osfogos de ar-
  tifcio, para divertimento ou no).

305
<012>

pitec-, piteco- (Pithekos), macaco: pitecantropo (grande macaco fssil, encon-
  trado em Java, em 1891, teoricamente considerado como intermedirio
  entre o macaco e o homem);piteco (nome desusado do orangotango).
ploto- (PloutosJ, riqueza: plutocracia (poder da riqueza e do dinheiro; governo
  dos homens ricos); plutocrata (indivduo que exerce influncia por causa
  de sua riqueza).
-poei- (PneinJ: respirar, respirao: macropnia (respirao larga e lenta),
  dispnia (dificuldade na respirao).
-pod-, podo- (Podos), p: antpoda (de ps opostos, isto , habitante de um lu-
  gar da Terra diametralmente oposto ao de que se trata); pode (semps);
  pododctilo (dedo dope<*-*>;pododisodia (transpirao ftida dosps).
pogoo-, pogooo- (Pogon, pogonos), barba: pogonase (crescimento da barba em
  mulheres); pogonforo (que tem ou que usa barba). s vezes o radical apa-
  rece comopogo-: pogstoma, pogostemo.
poli- (Polys), muito em grande ndmero: polisslabo (diz-se da palavra formada
  por muitas slabas);policromia (conjunto de muitas cores).
-polis, -pole, -pla (PolisJ, cidade: Florianpolis (cidade de Floriano); metrpole
  (cidade-me, isto , a cidade principal); Constantinopla (cidade de Cons-
  tantino).
potam-, -potam-, potamo-, -potamo (PotamosJ, rio: potamita (que vive nos
  rios); Mesopotdmia (regio entre rios); potamofobia (receio mrbido dos
  rios); hipoptamo (cavalo de rio).
proto- (Protos), primeiro: prottipo (primeiro tipo, primeiro exemplar); proto-
  histria (primeiros tempos histricos).
pseud-, pseodo- (Pseudos), falsidade, mentira: pseudnimo (<*-*>'also nome, nome
  suposto);pseudolgico (falsamente lgico).
-psic-, psico- (PsykheJ, alma: metempsicose (transmigrao de uma alma para
  outro corpo); Psicologia (cincia que estuda a alma).
-ptero (PteronJ, asa: ptero (que no tem asas); dptero (que tem duas asas.
  As moscas so insetos dipteros.).
ptial- (Ptylon), saliva: ptialagogo (que provoca a secreo da saliva);ptialismo
  (salivao excessiva).
-ptis- (PtysisJ, escarro: hemoptise (escarro de sangue por hemorragia nos
  brnquios, pulm<*-*>es, laringe ou traquia).
-quil-, qailo- (KheilosJ, lbio: macroquilia (desenvolvimento excessivo de um
  ou de ambos os lbios); quilofagia (vcio que consiste em mordicar cons-
  tantemente os lbios).
quilo- (KhilioiJ, mil: quilmetro (medida equivalente a mil metros); quilogra-
  ma (mil vezes um grama).
quir-, qoiro- (KheirJ, mo: quiralgia (dor na mo); quirapsia (massagem, fric-
306

  o com as mos); quiromancia (arte de adivinhar o futuro das pessoas
  pela observao das linhas da mo).
  rio-, rioo- (Rhis, rhinosJ, nariz,focinho: rinalgia (dor no nariz); rinite (intlama-
  o da mucosa do nariz); rinoplastia (cirurgia plstica do nariz).
  Rioco- (RhynkhosJ, nariz, bico: arrinco (que no tem nariz ou bico); rincocfalo
  (cuja cabea se prolonga como bico).
  riz-, rizo- (Rhiza), raiz: rizanto (diz-se da flor ou do fruto que nasce da raiz);
  .rizfago (que se alimenta de raizes); rizotnico (diz-se das formas verbais
  que em portugus tm o acento tnico na raiz.
  rodo- (Rhodon), rosa: Rodografia (descrio, estudo das rosas); rodospermo
  (cujas sementes so rseas).
  sarco- (SarkosJ, carne: sarcofagia (uso exclusivo da carne na alimentao);
  sarcfago (tmulo em que os antigos metiam os corpos que eles no que-
  riam queimar e que era feito de uma pedra que julgavam ter a proprieda-
  de de consumir a carne).
  -saoro, saaro- (SaurosJ, lagarto: dinossauro (rptil ou lagarto gigante e terrvel
  do perodo mesozico, que chegava a ter 11 m de altura e 30 de compri-
  mento); saurfago (que se nutre de lagartos).
  -scopio (SkopeinJ, quefaz ver: telescpio (instrumento quefaz ver pontos ou lu-
  gares distantes); microscpio (instrumento quefaz ver maior, isto , que
  serve para ver em maior dimenso).
  seleo-, seleoo- (SeleneJ, Lua: selenita (habitante da Lua. Hoje, j sabemos que
  esse pretenso habitante no existe.); Selenografia (cincia que estuda a
  Lua).
  seps-, septic-, septico- (Sepsis, septikosJ, podrido, putrefao, que causa putre-
  fa<*-*>o: sepsia (podrido de matrias ou tecidos orgnicos); septicemia (doen-
  o que se caracteriza pela presena de germes patognicos no sangue);
  sptico (que produzputrefao). Convm no confundir este radical grego
  com o latino septi- (septemJ, que significa sete. Modernamente escrevem-
  se palavras com tal radical sem o p do radical: setuagsimo (e no septuag-
  simo); setingentsimo (e no septingentsimo).
  sico- (SykonJ,figo: sicfago (que, ou o que, se alimenta defigos); sicomancia
; (suposta adivinhao dos antigos por meio de folhas dasfigueiras).
  sism-, sismo- (Seismo), abalo, tremor de terra: sismico (relativo aos tremores
  de terra); sismgrafo (instrumento que mede os abalos ou tremores de
  terra).
  -sofo, sofo- (Sophos), sabedoria, sbio: filsofo (amigo da sabedoria); sofoma-
  nia (mania de passar por sbio).
  ' ( ) P ( p
  somat- somsto- Soma, somatos, cor o: somtico relativo ao corpo, es ecial-
307
<012>

  mente por oposio apsiquico); Somatologia (parte da Medicina que estu-
da o corpo humano).
sperm-, spermat-, spermato- (Sperma, spermatosJ, semente: espermacrasia (de-
  ficincia de espermatozides no esperma); espermatite (inflamao do ca-
  nal excretor do testculo) ; espermatografia (descrio das sementes).
spleo- (SplenJ, bao: esplnico (pertencente, relativo ou concernente ao
  bao); esplenectomia (ablao ou extirpao do bao).
-stat, -stato (Statos), que se mantm: apstata (aquele que no se mantm na
  mesma posio religiosa ou ideolgica); aerstato (balo que se mantm
  no ar).
stom<*-*>t-, stomato- (Stoma, stomatosJ, boca: estomatite (inflamao da mucosa
  da boca); estomatoscpio (instrumento cirrgico que permite conservar a
  boca aberta para a examinar ou nela fazer alguma operao).
strat-, str<*-*>to- (StratosJ, exrcito: estratagema (manobra militar para enganar
  o inimigo na guerra); estratocracia (governo militar); estratografia (descri-
  o de um exrcito, das suas opera<*-*>es, maneira de acampar, etc.).
-T<*-*>f, tafo- (Taphos), tmulo, sepultura: epit Jio (inscrio, letreiro tumular);
  tafofobia (medo mrbido de ir ao tmulo vivo, isto , de ser enterrado vi-
  vo).
tao<*-*>to- ( ThanatosJ, morte: tanatofilia (gosto pela morte e do que lhe diz respei-
  to); tanatofobia (receio mrbido da morte). Em eutancisia, o radical  o
  mesmo, se bem que ligeiramente modificado.
taqar (Takhys), rapidez: taquicardia (o pulsar do corao com rapidez anor-
  mal); taquifagia (o hbito de comer com rapidez excessiva).
ta<*-*>mat-, taomato- (Thauma, thaumatosJ, milagre: taumaturgo (que, ou o que,
  faz milagres); taumatgrafo (aquele que escreve coisas milagrosas e admi-
  rveis).
tauto- (TautonJ, o mesmo: tautologia (repetio das mesmas idias com outras
  palavras); tautcromo (que se faz ao mesmo tempo, ou em tempos iguais).
taxi- (TaxisJ, arranjo, ordem: taxidermia (arte de empalhar os animais, isto ,
  de fazer o arranjo de pele); taxinomia (relativo  classificao,  ordem).
-teco-, tecoo- (TekhneJ, arte: politcnico (que compreende muitas artes ou
  cincias); mnemotecnia (arte que ensina os meios de educar a memria,
  de torn-la mais apta para reter os fatos); tecnologia (tratado das artes em
  geral); tecnocracia (sistema poltico e social em que tm influncia os tc-
  nicos, isto , os que so peritos numa arte ou cincia).
tel-, telo- (TheleJ, mamilo: telite (inflamao do mamilo ou bico do peito);
  telorragia (hemorragia pelo mamilo).
tele- (Tele), longe, distdncia: telefone (aparelho que permite ouvir o som a

308

  distdncio); telepatia (estado das pessoas que, sem fazerem uso da vista na-
  tural, vem e conhecem o que se passa muito longe delas).
  teo- (TheosJ, Deus: Teologia (cincia de Deus e das coisas divinas); teomania
  (espcie de loucura, em que o doente se julga Deus ou por Ele inspirado).
  terat-, terato- (Teras, teratosJ, monstro: teratide (semelhante a monstro);
  teratografia (descrio dos monstros, das monstruosidades).
termo- (ThermosJ, quente, calor: termmetro (instrumento que serve para
  medir a temperatur<*-*>a); termfobo (aquele que tem horros patolgico ao
  calor).
  tetr<*-*>- (TettaresJ, quatro: tetracampeo (indivduo ou agremiao esportiva
  que venceu quatro vezes); tetragrama (palavra formada de quatro letras.
  Casa, por exemplo,  um tetragrama).
  tetr<*-*>pod-, tetr<*-*>podo- (Tetrqpous, tetrapodosJ, quadrpede: tetrripode (que tem
  quatro ps); Tetrapodologia (estudo acerca dos quadrpedes).
  -top-, topo- (ToposJ, lugar: utopia (lugar que no existe); topografia (descrio
  exata e minuciosa de um lugar).
  tox-, toxic-, toxico- (ToxikonJ, veneno: toxemia (intoxicao do sangue); in-
  toxicado (envenenado); toxicofobia (receio mrbido de venenos).
traumat-, traumato- (Trauma, traumatosJ,ferida,ferimento: traumtico (relati-
  vo s contus<*-*>es ou sferidas); Traumatologia (estudo dasferidas, contu-
  s<*-*>es, suas conseqncias e maneiras de trat-las).
tri- (TriJ, trs: trrlogia (reunio de trs coisas); trilogo (conversa entre trs
  pessoas).
tric-, trico- (Thris, thrikhosJ, plo, cabelo: tricauxe (hipertrofia dos plos);
  tricofobia (horror por tocar em coisaspeludas ou cabeludas).
trof, trofo- (TropheJ, nutrio, alimentao: trfico (relativo  alimentao,
   nutrio); Trofologia (estudo sobre o regime alimentarJ.
trop-, tropo- (TroposJ, volta, desvio: tropismo (desenvolvimento de um drgo
  ou organismo em certa direo, por influncia de uma excitao ou est-
  mulo exterior, como luz, calor, umidade, etc.); troposfera (parte da estra-
  tosfera em contato com a Terra, isto , a camada de ar em volta da Terra).
ur-, oro- (OuronJ, urina: uremia (presena de urina no sangue); urorria (emis-
  so involuntria de urina); uroscopia (exame da urina para esclarecer o
  diagnoftico de alguma doena).
Xeo-, xeoo- (XenosJ, estranho, estrangeiro: xenago (na Grcia Antiga, guia,
  condutor de estrangeiros); xenomania (paixo por todo o que  estran-
  geiro).
-xer, xero- (XerosJ, seco: filoxera (inseto que ataca as razes da planta e faz
  secar as folhas); xerostomia (secura da boca).

S09
<012>

xil-, xilo- (XylonJ, madeira: xilide (relativo  madeira); xilfago (inseto que
  ri a madeira).
zim-, zimo- (ZymeJ,fermento: zimeose (doena dos vinhos que os torna gros-
  sos); Zimologia (parte da Qumica que trata dafermentao).
zoo- (ZoonJ, animal: Zoologia (parte da Histria Natural que estuda e descre-
  ve os animais); zofilo (amigo dos animais).


Eis, agora, essa mesma lista, a partir do significado em portugus:

  Abalo, tremor de terra (Seismos)
  cido, agudo (OxysJ
  Adivinhao (ManteiaJ
Afeco, doena (PathosJ
gua (Hydor, hydatosJ
Agudo, cido (OxysJ
Alimentao, nutrio (Trophe)
Alma (psykheJ
Amarelo (IkterosJ
Amigo, amor (PhilosJ
Amor (Eros, erotos) e (PhilosJ
 ngulo ( GonosJ
Animal (ZoonJ
Antigo (ArkhaiosJ
Antigo, velho (PalaiosJ
Ar (Aer, aerosJ
Ar, vapor (AtmosJ
Arranjo, ordem (Taxis/
Arte (TekhneJ
Asa (PteronJ
Asno, burro (OnosJ
Ato de falar (La/ein)
Ave, pssaro (Ornis, ornithos/
Averso, dio (MisosJ
Azul (KyanosJ
Bao (SplenJ
B arba (Pogon. pogonosJ
Belo (KaClos)
Bexiga /Kystis)
Bico, nariz (RhynkhosJ
Bile (Khole)
Boca (Stoma, stomatosJ
Breve, curto, pequeno (BrakhysJ
Burro, asno /OnosJ
Cabea /KephaleJ
Cabelo, plo (Thris, thrikhosJ
Cadver (Nekros)
Campo (AgrosJ
Co (Kyon, kynosJ
Carne (Swkos/
Casamento, unio (GamosJ
Causa, origem (AitiaJ
Ca<*-*> alo (Hippos J
Cem (HekatonJ
Certo, reto, direito (OrthosJ

  Cidade /PolisJ
  Cincia, discurso, estudo, tratado
  /Logos)
  Cinco /Pente)
  Crculo, roda (Kyklos)
  Combate, luta (AgonJ
  Comer (Phagein/
  Condutor(Agogos J
  Cor (Khroma)
Corao /KardiaJ
Corpo (Soma, somatos)
Corrida (DromosJ
Costume, moral (Ethos)
Criana (Pais, paidosJ
Cru, prematuro (OmosJ
Curto, pequeno, breve /BrakhysJ
Curvatura, curvo /KamptoJ
Dana (KhoreiaJ
Dedo (DoktylosJ
Dente (Odous, odontosJ
Desagradvel, mau (KakosJ
Desvio, volta (TroposJ
Deus (Theos)
Dez (DekaJ
Dez mil ou grande quantidade (MyriasJ
Dia (HemeraJ
Dicionrio, relativo a palavras
  (Lexikon)
Diferente (HeterosJ
Digesto (PepsisJ
Direito, reto, certo (Orthos)
Discurso, estudo, cincias, tratado
  (LogosJ
Distncia, longe (TeleJ
Doce (GlykysJ
Doena, afeco (PathosJ
Doena, enfermidade (Nosos)
Dor (AlgosJ
Doze /DodekaJ
Duplo /Diploos)
Eltrico, eletricidade (ElektronJ
Elevao, extremidade (Akron)
Enfermidade, doena (NososJ
Ente, ser (OnthosJ
Escama (Lepis, lepidosJ

310

  Escarro (PtysisJ
, Escrever(Graphein J
  Escuro, preto, carregado (Melas,
  melanosJ
  Espetculo, viso (OramaJ
  Espinho (AkantaJ
  Esprito, inteligncia, mente /PhrenJ
  Estmago (GasterJ
  Estranho, estrangeiro (XenosJ
  Estudo, cincia, discurso, tratado
  (Logos)
  Exrcito (Stratos)
  Extremidade, elevao (AkronJ
  Fbula (Mythos)
  Falar (LaleinJ
  Falsidade, mentira (PseudosJ
  Febre, fogo (PyrJ
  Ferida, ferimento (Trauma, traumatosJ
  Fermento (ZymeJ
  Figo (SykonJ
  Flauta (AulosJ
  Flor (Anthos)
  Focinho nariz (Rhis, rhinosJ
  Folha (PhyllonJ
  Fora (Dynamis)
  Forma (MorpheJ
  Forma, semelhana (EidosJ
  Fruto (KwposJ
  Glndula /AdenJ
  Governo /Arkhe) e (KratiaJ
  Grande (MakrosJ
  Grande, grandeza (Megas, megalon J
  Grande quantidade ou dez mil (MyriasJ
  Gravado (GlyptosJ
  Grave, peso, presso (Baros/
  Hrnia, tumor (Kele)
  Homem (AndrosJ e (AnthroposJ
  Horror, medo (Phobos/
  Igual semelhante (HomosJ e (IsosJ
  Ilha /Nesos)
  Imagem (EiconosJ e (EikonJ
  Imitao (MimosJ
  Insetos (EntomonJ
  Inteiro, todo (HolosJ
  Inteligncia mente, esprito (PhrenJ
  Intestinos (EnteronJ
  Lbio (KheilosJ
  Lagarto (SairrosJ
  Lmpada(Lykhnos)
  Lei, teoria (NomosJ
  Leite (Gala, galaktos)
  Lngua (Glossa, glotta)
  Livro (BiblionJ
  Lobo (LykosJ
  Longe, distncia (Tele/
  Lua /Selene)
  Lugar (ToposJ
  Luta, combate (AgonJ
  Luz /Phos, photos J

  Macaco (PithekosJ
  Madeira (Xylon !
  Me (MeterJ
  Mama (MastosJ
  Mamilo / Thelej
  Mo (KheirJ
  Mau, desagradvel (Kakos/
  Medio, medida (MetronJ
  Medicina (IatreiaJ
  Mdico, (IatrosJ
  Medo, horror /PhobosJ
  Medula (MyelosJ
  Meio, mdio (MesosJ
  Memria (MnemeJ
  Mente, inteligncia, esprito (Phren<*-*>
  Mentira falsidade (PseudosJ
  Mesmo (Tauton)
  Mil (KhilioiJ
  Milagre (Thauma, thaumatos)
  Monstro (Teras, teratosJ
Montanha (OrosJ
Moral, costume (Ethos)
Morte ( ThanatosJ
Muito, em grande quantidade (PolysJ
Mulher (Gyne, gynaikos)
Multido (Okhlos)
Mundo (KosmosJ
Msculo (Mys, myosJ
Msica (MelosJ
  Ndega (PygJ
  Nascimento, origem (GeneaJ
  Nariz, bico (RhynkhosJ
  Nariz, focinho (Rhis, rhinosJ
Navio (NousJ
Nervo (NeuronJ
Nobre (AristosJ
Noite (Nyx, nyktosJ
Nome (Onyma) e (Onoma, onomatosJ
Nove (Ennea)
Novo (NeosJ
Nu (GymnosJ
Nmero (ArithmosJ
Nutrio alimentao ( TropheJ
Oculto (KryptosJ
dio, averso (MisosJ
Oito (okto)
Olho (Ophtha/mos)
O mesmo (TautonJ
Onze /HendekaJ
Opinio (DoxaJ
Ordem, arranjo (TaxisJ
Origem, causa (AitiaJ
Origem nascimento (Genea)
Osso /steonJ
Ouro /KhrysosJ
Outro (Allos)
Ouvido (OtosJ
Palavras, dicionrio (LexikonJ
Plpebra (BlephmonJ

311
<012>

Po (Artos)
Particular, prprio (IdiosJ
Pssaro, ave (Ornis, ornithosJ
P I Podos/
Pedra lLithosJ
Peixe IlchthysJ
Pele /Derma, dermatosJ
Plo, cabelo /Thris, thrikhos)
Pequeno (MikrosJ
Pequeno, curto, breve (BrakhysJ
Peso, presso, grave /BarosJ
Planta(Phyton J
Podrido, putrefao (Sepsis, septikos)
Pouco, pouca quantidade (Oligos)
Povo (DemosJ e (EthnosJ
Prematuro, cru (OmosJ
Preto, escuro, carregado (Melas,
  melanos)
Presso, peso, grave /BarosJ
Primeiro (Protos/
Prprio, particular (IdiosJ
Pupila /KoreJ
Pus(Pyon J
Quadrpede (Tetrapous, tetrapodosJ
Quatro (TettaresJ
Que causa putrefao /Sepsis, septikosJ
Que come (Phagos)
Que dirige, condutor, que conduz /Ago-
  gosJ
Que faz ver /SkopeinJ
Quente, calor (Thermos)
Que se mantm (StatosJ
Que traz (phoros)
Raa, povo (EthnosJ
Raiz /RhizaJ
Rapidez (TakhysJ
Regresso (NostosJ
Remdio (Akos)
Rptil /HerpetonJ
Respirar, respirao (PneinJ
Reto, direito, certo (OrthosJ
Rim /NephrosJ
Rio (PotamosJ
Riqueza(Ploutos J
Roda, crculo (KyklosJ
Rosa (RhodonJ
Sabedoria, sbio (Sophos)
Sacerdote, sagrado (HierosJ
Sagrado, sacerdote (HierosJ
Sal (HalosJ
Saliva (Ptylom)

Sangue (Haima, haimatosJ                   <*-*>      PALAVRAS DIVERGENTES E CONVERGENTES
Seco (Xer <*-*>J sJ
S
Seis IHexaJ                                '
Semelhana,forma(Eidos/                    <*-*>      l. Palavras divergeote5. Tomemos a palavra latina macc1lam. Ela deu ori-
Semelhance, igual (Homos) e (Isos)         <*-*>      gem a cinco outras em portugus: mcula, mgoa, malha, mancha e mangra
Semente (sperma, spermatos)                <*-*>      (ferrugem que d nas espigas). Voe percebe facilmente que tais palavras se
Sepultura tmulo / Taphos)
Ser, ence /'onthos)                               desviaram, se ajastaram, se divergiram da palavra inicial de cinco formas dife-
Serpente (OphisJ                                  rentes. So chamadas, pois, palavras divergentes. Desta forma, podemos dizer
Sete (Hepto)
Simples, simplifica<*-*>o(HaploosJ                   que palavras divergentes so duas ou mais palavras que se originam de uma
Sol (HeliosJ                                      mesma palavra latina. Temos mais exemplos:
Som voz (PhoneJ
Sonho (OneirosJ                            ;      - capita/em (latim) deu em portugus: capital e cabedal (palavras divergentes);
Sono (Hypnosl                                     - palatinium (latim) deu em portugus: palcio e pao (palavras divergentes);
Tempo (Khrnos)                                   - plaga (latim) deu em portugus: plaga, chaga, praga e praia (palavras divergentes);
Teoria, leis (NomosJ                              - planum (latim) deu em portugus: plano, cho, pro, Ihano e piano (palavras diver-
Testculo (OrkisJ                          i
Terra (GeJ                                 I      gentes).
Todo, inteiro (Holos)                      )      Pro  um arcasmo, isto , caiu em desuso c sigaif1ca cl<*-*>o. No entanto, dela proveio a pa1avraporo, quc podere-
T Od O, tud0(Pan J                         !      mos acrescentar  srie divergente. Quanto apimm, trata-se de um italianismo.
Trabalho (ErgonJ                           !
Tracado discurso, escudo, cincia(Loeos)          2. Palavras coovergeotes.  o contrrio do que ocorre com a divergncia.
Tr (Tn<*-*>e terra, abalo (SeismosJ                  Veja: so, palavra portuguesa, ora  verbo, ora no: Eles so bons. Ele ficou
Tudo, codo (Pan)                           i      so. So Bernardo. So Paulo.
Tumor, hrnia (KeleJ                              so? A
Tmulo,sepultura(TaphosJ                          Qual a razo dis razo  que so provm de trs palavras latinas, todas
Umbigo (omphalos)                                 com significados diversos: sanctum (santo), sanum (sadio) e sunt (verbo).
mido umidade (HygrosJ                     <*-*>      Dizemos, por isso, que so  uma palavra convergente. Desta forma: palavras
Unha (nyx, onykhos/
Unio, casamenco /Gamos)                          convergentes so as que tm origens distintas, mas que em portugus possuem
nco um s (Monos)                        <*-*>      uma s forma. Temos mais exemplos:
Urina (OuronJ
Vapor, ar (AtmosJ                                 - rio (portugus)  resultado de rivam (substantivo latino) e rideo (verbo latino);
Velho antigo /PalaiosJ                     ;      - vo (portugus)  resultado de vanum (adjetivo latino) e vadunt (verbo latino);
Veia /Phleba, phlebesJ                     <*-*> :.   - chama (portugus)  resultado de J1ammam (substantivo latino) e c/ama((verbo la-
Veneno ( ToxikonJ                          ; '    )
Vento /Anemos)                             <*-*>      tino ;
Verde /KhlorosJ                            <*-*>      - pr (portugus)  resultado de ponere (verbo latino) epro (preposio latina);
Vermelho (ErythrosJ                        <*-*>      - nada (portugus)  resultado de nata (pronome latino) e natat (verbo latino).
vida (Bios)
Vidro (HyalosJ
                                           1
vinbo (oinos)                              <*-*> <*-*>    3. Os sufaco5 divergeote5. Os principais suf'1xos divergentes em nossa lngua
Vinte (EikosiJ                             ; <*-*>    so:
Viso, espetculo /OramoJ                  ;
Vista, viso (Ops, opsisJ                  9      - -toriu (latim) deu em portugus: -trio (lavatrio, oratrio) e -douro (bebedouro, ba-
Volta, desvio / TioposJ                    <*-*> <*-*>    badouro) ;
Voz, som (PhoneJ                           i      - -ense (latim) deu em portugus: -ense (lisbonen5e, paraen5e) e -<*-*>s (portuguts,
                                                  ingl<*-*>s) ;
                                                  - -anu (latim) deu em portugus: -ano (acreano, romano) e -o (cristo, vilo);
                                                  -bi/e (latim) deu em portugus: -bil (ignbil, terrbi<*-*> e -vel (amvel, incorrigve<*-*>,e
                                                  - -ariu (latim) deu em portugus: -rio (mandatrio, autoritrio) e -eiro (marinheiro,
                                                  sapateiro).


312 <*-*> 313
<012>

SIGNIFICAO DAS PALAVRAS

l. O qae se estuda em sigoifcao das palavras. Quando se fala em significa-
o das palavras, fala-se em palavras sinnimas, antnimas, homnimas e par-
nimas.

2. As palavras sio8oimas. Duas palavras so sinnimas quando possuem sig-
nificado idntico ou parecido. Exemplos: lbio e beio (significado idntico);
cara e rosto (significado idntico); cavalo e corcel (signi icado parecido); sbio
e erudito (significado parecido).
No primeiro caso, dizemos que os sinnimos so per Jeitos; no segundo, que
so imper Jeitos.

3. As palavras aot8nimas. Dizemos que duas palavras so antnimas quando
possuem significado contrrio. Exemplos: dia e noite; amar e odiar; sim e no;
calor efrio; bom e mau, etc.

4. As palavras bom8nimas. Palavras homnimas so as iguais nos sons ou nas
letras, mas de significados diferentes. Exemplos: acento e assento (idnticas
no som); concerto e conserto (idnticas no som);Jorma () eJorma (idnticas
nas letras); olho () e olho (idnticas nas letras).
Por isso, as homnimas podem ser hom Jonas e homgrafas.
As homnimas hom Jonas tm som igual e significados diferentes: conserto e
concerto; sesso, seo e cesso; pao e passo; lao e lasso; acender e ascender;
servo e cervo.
As homnimas homgrajas tm escrita igual e significados diferentes: colher
() e colher; Jora () e Jora; olho () e olho; sbia, sabia e sabi; molho () e
molho.
Conhecem-se alguns casos de homgrafas homfonas ao mesmo tempo. So
as homnimas perfeitas. Exemplos: canto (ngulo) e canto (verbo); mato (bos-
que) e mato (verbo); manga (fruta) e manga (de camisa); livre (solto) e livre
(verbo).

5. As palavras par8oimas. Palavras parnimas so palavras parecidas na es-
crita e na pronncia, mas de significados diferentes. Exemplos: descrio (ato
de descrever) e discrio (modstia); eminente (ilustre, notvel) e iminente
(ameaante); osso (parte do esqueleto) e ovo (verbo); coro (vrias vozes) e
couro (pele); intimorato (corajoso) e intemerato (puro; ntegro); despercebido
(no notado) e desapercebido (desprevenido).

VtCIOS DE LINGi<*-*>JAGE<*-*>VI

1. Conceito. Priocipais vcios de lioguagem. D-se o nome de vicio de lingua-
gem a qualquer erro que se cometa freqentemente contra as regras da gra-
mtica. Os principais so: o barbarismo, o solecismo, a cacofonia e o preciosis-
mo.

2. O barbarismo. Barbarismo  o emprego de estrangeirismos e tambm
qualquer erro de mbito fontico, morfolgico ou semntico. Os principais
estrangeirismos existentes em nossa lngua so os galicismos (palavras de ori-
gem francesa) e os anglicismos (palavras oriundas da Inglaterra). Exemplos de
estrangeirismos:

- garon (galicismo), em vez de garo;
- abatjour (galicismo), em vez de abajur ou quebra-luz;
- avalanche (galicismo), em vez de avalancha ou alude;
- matine (galicismo), em vez de vesperal;
- menu (galicismo), em vez de cardpio;
- atravs o servio (galicismo), em vez de atravs do servio;
- redator em che Je [galicismo), em vez de redator-chefe:
- ter lugar (galicismo), em vez de realizar-se ou e Jetuar-se;
- drink (anglicismo), em vez de ebida;
- Joot-balI(anglicismo), em vez deJutebol;
- volle<*-*>'-ball (anglicismo), em vez de voliba/;
- pic-nic (anglicismo), em vez depiquenique ou convescote;
- Regina Hotel (anglicismo), em vez de Hotel Regina.

Na falta em nossa lngua de palavra correspondente ao estrangeirismo, deve-
mos aportuguesar a grafia da palavra estrangeira.  o que se d com abajur,
avalancha, futebol, piquenique, etc. E observe-se que todas as quatro palavras
possuem correspondentes vernculos: quebra-luz ou pantalha (para abajur);
alude ou runimol (para avalancha); ludopdio ou pelada (parafutebo<*-*> e conves-
cote (parapiquenique). Mas, como se v, nem tudo o que  nosso  to simp-
tico... E pensar que j houve gente que brigou por querer, a todo custo, que o
nosso to familiar bid se chamasse semicripio...

Exemplos de barbarismos fonticos, morfolgicos e semnticos:


Fonticos

- celtlbero em vez de celtibero;
- gratuito em vez de gratuito;
- intochicar em vez de intoxicar;
- carramancho em vez de caramancho;

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  315
<012>

- rbrica em vez de rubrica;
- pgada em vez de pegada;
- pdico em vez de pudico;
- subzidio em vez de subsidio;
- subzistir em vez de subsistir;
- cuesto em vez de kesto.

<*-*>ro<*-*> Jolgi<*-*>os


- Jlexa em vez ae<*-*>lecha;
- explndido em vez de espl<*-*>ndido;
- excesso em vez de exceo;
- xuxu em vez de chuchu;
- vagalume em vez de vaga-lume;
- cabelereiro em vez de cabeleireiro;
- Paissandu em vez de Paiandu;
- tufizsteis em vez de tufizestes;
- tinha intervido em vez de tinha intervindo;
- os cidades em vez de os cidados;
- os alemos em vez de os alemes;
- o alcunha em vez de a alcunha;
- um bacanal em vez de uma bacanal;
- a champanha em vez de o champanha;
- uma guaran em vez de um guaran.

Sem&nticos


- intemerato (puro, ntegro) por intimorato (destemido, corajoso);
- retificar (corrigir) por ratij<*-*>car (confirmar, corroborar);
- desapercebido (desprovido, desprevenido) por despercebido (que no se viu ou que
no $e ouviu) ;
- falaz (enganoso), usado como sinnimo deja/ador, palrador.

3. O solecismo. Solecismo  qualquer erro contra a sintaxe. Por isso, exis-
tem:

a) solecismos de concordncia:
  - Haviom diversas pessoas na fila.
  Em vez de: Havio diversas pessoas na fila.

  - A turma gostaram do filme.
  Em vez de A turma gosto<*-*> do filme.

  - Falta dois minutos para as cinco horas.
  Em vez de: Faltam dois minutos para as cinco horas.

H) solecismos de regncia:

- Obedea a sinalizao.
Em vez de: Obede Ga  sinalizaGo.

- Assistimos um bom jogo.
Em vez de: Assistimos a um bom jogo.
- H muito tempo que no Ihe vejo.
Em vez de: H muito tempo quc no o (ou a) vejo.

c) solecismos de colocao:
  - Elesj foram-se.
  Em vez de Elesj se foram.
  - No arrisque-se demasiado.
  Em vez de: No se arrisque demasiado.
  - Verei-te amanh sem falta.
  Em vez de: Ver-te-ei amanb sem falta.

  4. A cacofooia. Caco Jonia ou cac Jato  a produo de som ridculo ou obs-
j ,q
  ceno uando se unem duas ou mais slabas. Exemplos: boca dela; ela tinha;
  alma minha; nosso hino; mande-mej isso; o Amrica ganhou; meu time nun-
  ca marca gol, etc.
  Procure, sempre que possvel, evitar os cacfatos, mas no obsessivamente,
  a ponto de se preocupar com eles. s vezes no h como fu<*-*>ir...

  5. O preciosismo. Preciosismo  o rebuscamento exagerado da linguagem,
  em prejuzo da naturalidade, da clareza. Exemplos:
I - Hemos trabalhado muito ultimamente.
  Em vez de: Temos trabalhado muito ultimamente.
  - Na pretrita centria, meu progenitor presenciou o acasalamento do astro-rei com
!

  a rainha da noite.
  Em vez de: No sculo passado, meu avb presenciou o eclipse solar.
  - A formosa donzela, com os olhos marejados de lgrimas, lia flbil a epstola de sua
  genitora.
  Em vez de: A bela moa, com lgrimas nos olhos, lia a carta de sua me.
  Constitui ainda preciosismo a articulao afetada dos fonemas /r/ e /s/ finais:
  cantarr, verr, mentirr, etc., e a fidelidade a um acento que contraria o uso
  atual: acrbata (em vez de acrobata), estrategia (em vez de estratgia),pantano
  (em vez de p&ntano), etc.

6. Vcios de lioguagem de meoor importlocia. Existem ainda os seguintes
vciosde linguagem, no arrolados pela NGs:

a) o eco:-  a repetio desagrdvel de sons iguais:
  - O xar ir a Sabar e trar de l o alvar que me satisfar.
  - As paredes do saguo e do poro da manso do seu Joo esto manchadas de carvo.
  - Vicentej no sente dores de dente to freqentemente como antigamente.
  - Venho para avisar que  para dar de mamar ao nen quando ele comear a chorar
  sem parar.

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<012>

b) a ambigidade ou anfibologia:-  o duplo sentido, causado por m constru-
  o da frase:

- Beatriz comeu um doce e sua irm tambm.
- Os cariocas venceram os paulistas.
- Amam-se essas meninas.
- Mordeu Fernando um cachorro.
- Aqui esto os arreios do burro de seu pai. '
- Mataram o porco de meu tio.
- Onde est aquele cachorro de seu irmo?
- Esta  mais uma da besta do meu compadre.

E, para finalizar, uma frase de conhecido comentador esportivo de So Paulo
(ele se diz analista), aps um jogo de futebol que no foi de seu agrado:
"Acabamos de ver uma senhora pelada". Sem comentrios...

A PALAVRA QUE

l. As classiica<*-*>es e fuo<*-*>es da palavra Qu E. A palavra que, morfologicamen-
te, possui 23 classifica<*-*>es. Sintaticamente, o pronome relativo exerce as
mais variadas fun<*-*>es. Veremos inicialmente as classifica<*-*>es morfolgicas.
A palavra que :
2. S<*-*>bstaotivo: quando precedida de artigo ou de pronome adjetivo:

- Essa menina tem um qu de Cristina.
- "O olhar de uma mulher tem sempre um qu<*-*> de abismo" (LtScio oe MetJooNn).
- Todos os qus so monosslabos.
- "Todos os pecados mortais tm o seu qu til e honesto" (E. Su<*-*>).

Neste caso, o acento  obrigatrio. No entanto, quando se faz referncia a
um que no acentuado, por prinepio de coerncia deve-se dispensar o acen-
to, embora esse que seja substantivo. Vejamos um exemplo, que esclarece:

  - Tenho a impresso de que vai chover muito esta madrugada.
Esse que  conjuno subordinativa integrante, pois inicia orao subordi-
nada completiva nominal.
Seria um contra-senso acentuar o que nessas circunstncias, embora seja um
substantivo.

3. Prooome adjetivo exclamativo: quando acompanha o substantivo, em fra-
ses exclamativas:
  - Que idia fabulosa a sua!
  - Que inferno esta cidade !
  - "Oito dias de viagem com uma mulher que se ama, que encanto! Trs semanas,
  que catstrofe !" (<*-*>'rietvtve Rev).

4. Prooome adjetivo ioterrogativo: quando acompanha o substantivo, em
frases interrogativas:

  - Que escola freqnentas?
  - Que automvel  esse?
  - Que conf<*-*>tana  essa?

5. Pronome substantivo interrogativo: quando anteposta a verbo, em frases
interrogativas:
  - "Que  o nu?  o que ! Nada mais simples. Nada mais natural. Um homem vestido
   um enigma de palet e calas. Uma mulher vestida  uma hiptese de saias" (Bex<*-*>-
  eo NEvEs).
  - "Que  mais leve que uma pluma? O p. E que o p? O vento. E que o vento? A
  mulher. E que a mulher? Nada." (EpIGxnM.4 Meoievnt.).

6. Prooome adjetivo iodefinido: quando acompanha substantivo e vem em
lugar de quanto, quantos:
  - Que tempo gasto  toa!
  - Que horas so?
I
i
  No deixa -  claro - de ser exclamativo ou interrogativo. Seguido da pre-
  posio de classifica-se, igualmente, como pronome adjetivo indefinido:
  - Que de boatos !
  = Quantosboatos!

  - Que de intrigas !
  = Quantas intrigas!


  7. Prooome substantivo indef'mido: quando tem sentido vago:
  - Ela me disse no sei o qu antes de sair.
  - Os rapazes saram vendendo no vi bem o qu.

  No o confunda com o substantivo.

  8. Prooome relativo: quando substitui substantivo ou pronome anterior:
  - Passarinho que na gua se cria, sempre por ela pia.
  - Agora, no sei o que vou fazer.

  Veja as fun<*-*>es sintticas do pronome relativo qrte no item 25.


9. Advrbio de ioteosidade: quando modifica adjetivo ou advrbio e tem o
valor de quo:

- Que ignorantes somos!
- Que depressa chegamos !
- Que alegres so suas crianas!

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<012>

10. Preposio: quando substitui a preposio de, junto do verbo ter:
  - Ela tem que me telefonar!
  - No posso atend-la agora, Cristina, porque tenho que sair.
No  aconselhvel, todavia, o uso da palavra que como preposio.
11. Coojaoo coordeoativa aditiva: quando substitui e:

  - O cozinho treme que treme.
  - E a criana berrava, que berrava, que berrava.

Neste caso, costuma aparecer ligando verbos.

12. Coojooo coordeoativa adversativa: quando vem em lugar de mas:
  - Eles, que no outros, f'izeram isso.
  - Critiquem os culpados, que no a ns.

13. Coojooo coordeoativa alteroativa: quando vem em lugar de quer...quer:
  - Que chova, que faa sol, irei ao cinema hoje.
  - Que venham os convidados, que no venham, darei a festa.

14. Coojuoo coordeoativa explicativa: quando vem em lugar de porque, li-
gando ora<*-*>es de independncia sinttica:

  - Tenha calma, que o leo . manso !
  - No se meta em brigas alheias, que Ihe podero quebrar a cara!

15. Coojuoo <*-*>subordioativa causal: quando vem em lugar de porque, ligan-
do ora<*-*>es dependentes:

- No vou ao cinema que vai chover.
- Cristina se machucou que no cho havia uma tachinha.

16. Coojuoo subordioativa iotegraote: quando liga ora<*-*>es que se comple-
tam sintaticamente:
  - Dizem os filsofos que a admirao  filha da ignorncia.
  - Tenho a impresso de que voc me entendeu...

17. Coojuoo subordiostiva coodiciooal: quando vem em lugar de se ou de
sem que, dando idia de condio:

- No fui eu quem fez isso, mas que fosse, qual seria a conseqncia?
- O velho no d dois passos que no caia.

18. Coojuoo subordioativa coosecutiva: quando se posp<*-*>e a advrbios
(!o, tal, tamanho, tanto, etc.):
  - Tantas vezes vai o cntaro  fonte, que um dia se quebra.
  - Tamanho foi o susto, que desmaiei.

19. Coojuoo subordinativa compsrativa: quando equivale a do que:
  - Fiquei mais pobre que voc...
  - Voc  menos realista que eu...

20. Coojooo subordioativa coocessiva: quando vem em tugar de embora:

- Quero estas frutas, verdes que estejam.
- Iremos  festa, tristes que estejamos.

21. Coojuno subordinativa temporal : quando se segue s palavras e expres-
s<*-*>es agora,faz anos,faz tempo, aprimeira vez e anlogas:

  - Agora, que tenho tempo para passear, acontece-me isto!
  - J faz tempo que no chove nesta terra!

22. Coojuoo subordinativa fmal : quando equivale apara que:

  - Procurei entrar de mHnsinho que no me notassem.
  - Fao votos que vocs sejam felizes.

23. loterjeio: quando exprime sentimento:
  - Qu ! voc fez isso?
  - Qu ! vocs gastaram todo o dinheiro? !

Neste caso,  sempre seguido de ponto de exclamao, sendo tambm obri-
gatrio o emprego do acento. No Brasil, costuma-se anteced-lo de um o:
  - O qu ! voc fez isso?
  - O qu ! vocs gastaram todo o dinheiro<*-*>r

24. Palavra de realce ou palavrs expletiva : quando puder ser retirada da fra-
se, sem que fique prejudicado o sentido:
  - Quase que caio do muro!
  - Que que  isso, meu amigo, est assustado?

s vezes, o que se faz acompanhar de , constituindo com esta forma verbal
uma locuo expletiva:
  - Eu  que mando nesta cidade !
  - As rosas  que so belas !

Pode acontecer de a locuo ter os elementos separados na frase:
  - " na educao dos filhos que se revelam as virtudes dos pais" (Coeteo NeTo).

Nesse caso,  comum que aparea flexionado o verbo:

- "A alma tem ilus<*-*>es, como as aves tm asas; so elas que lhes permitem voar" (Vic-
TOR HUGO).
- Somos sempre ns que abandonamos os ces, no o contrrio...
- "So os hinos que fazem as revolu<*-*>es" (En DE QuEiRds).

320 321
<012>

? ~. As fuo<*-*>es siotticas do prooome relativo Q UE.


a) sujeito: - No h prazo que nunca acabe, nem dvida que no se
  pague.
  O primeiro que substitui o substantivo prazo; portanto,  sujeito de aoobe.
  O segundo que substitui o substantivo divda; portanto,  sujeito de pague,
  verbo que est na voz passiva sinttica.
  - "As mulheres tm por hbito serem orgulhosas com os
  homens que no gostam delas" (A Do LEo RIc ARDI). '
  O qve substitui o substantivo homens; portanto,  sujeito de no gostam.

Note: o pronome que da orao adjetiva exerce funo de objeto direto de
confirmassem, verbo da orao posterior, que  objetiva direta. Eis outro
exemplo:

- Voc no  o QuE eupensava que voc era.

Neste caso, o que  um predicativo pertencente  orao que voc era.
O pronome que  tambm relativo em ora<*-*>es deste tipo:
  - O candidato situacionista venceu as elei<*-*>es, o que, alis,j era esperado.
  - O filme foi muito comentado pela imprensa, o que provocou sucesso de bilheteria.
b <*-*> objeto direto: - "O melhor retrato de cada um  aquilo que escreve"
  (PADRE ANTNIO VIEIRA).
  O que substitui o pronome demonstrativo aqui%; portanto,  objeto direln
  de escreve.

  - "As rugas so leitos que os deuses cavam para as nossas
  IgriMaS" (MILE AUGIER).
  O que substitui o substantivo leitos; portanto,  objeto direto de ca,wn.


c ) objeto indireto: - Este  o doce de que mais gosto.
  O qne subslitui o substantivo doce; portanto,  objeto indreto de gosto.

  - O filme a que assistimos, foi timo.
  O que substitui o substantivofifme; portanto,  objeto indireto de assisti.


d <*-*> predicativo:            - No sou o que tu s.
                            0 que substtui o pronome demonstrativo o; portanto.  seu predicativo.
                            - "Todos vem aquilo que pareces; poucos sentem o que
                            25" (MAf HIAVEI Il).
                            No primeiro caso, o que substitui o pronome demonstrativo aqulo; no se-
                            gundo, o pronome demonstrativo o; portanto, em ambos os casos,  pre-
                            dicativo.
c :<*-*> complemento nominal:   - Ele faz tudo aquilo de que tem vontade.
                            0 que substitui o pronome demonstrativo aquilo; portanto,  complemento
                            nominal de vontade.
                            - Este  o maior roubo de que se tem notcia.
                            0 qve substitui o substantivo roubo; portanto,  complemento nominal de
                            notcio.
f adjunto adverbial:        - Comprei o livro de que voc me falou.
                            0 que substitui o substantivo livro; portanto,  adjunto adverbial de J'a/ai.
                            - "S conhecemos a mulher com quem nos casamos. na
                            hora em que ela tira a meia: o primeiro defeito aparece
                            com o primeiro calo" (B ERI Lo NEvEs).
                            0 que substitui o substantivo hora; portanto,  adjunto adverbial de tira.


Muito curiosamente, o pronome relativo que pode no exercer funo sint-
tca alguma na orao adjetiva que introduz. Eis um exemplo:

- Ele acabou por conf'trmar o QuE no queria que todos confirmassem.

Singular, nesse caso,  o fato de o pronome demonstrativo o resumir toda a
orao anterior, funcionando, desta forma, como aposto dessa mesma ora-
o. Note que se pode substitu-lo pelo substantivo coisa oufato:
  - O candidato situacionista venceu as elei<*-*>es, coisa que, alis,j era esperada.
  - O filme foi muito comentado pela imprensa. ato que provocou sucesso de bilheteria.


A PALAVRA SE

l. As classifca<*-*>es morfolgicas e as fuo<*-*>es siotticas da palavra sE. A pa-
lavra se, morfolgica e sintaticamente, possui 10 classifica<*-*>es. Ei-las:

2. Objeto direto: quando acompanha verbo transitivo direto:
  - O menino feriu-se com o canivete.
  - O mdico trancou-se no consultrio.
  - Quem longe vai casar, ou se engana, ou vai enganar.
  - Os professores cumprimentaram-se alegremente.
  - Me e filha entrebeijaram-se.

Para que o se desempenhe funo de objeto direto,  preciso que o sujeito
pratique e receba a ao, ao mesmo tempo. Como no exemplo:

- O menino feriu-se com o canivete.

Passando-se o verbo para a voz passiva, fica:
  - O menino foi ferido com o canivetepor eleprprio.

Note: o sujeito (o menino) , ao mesmo tempo, o agente (ele  que praticou a
ao:feriu) e o paciente (ele mesmo  que recebeu a ao:foiferido).
Em frases como:

- Os professores cumprimentaram-se alegremente. e
- Me e filha entrebeijaram-se.

o sujeito, no momento em que pratica a ao, recebe-a de outrem. Nesse

322 323
<012>

caso, o pronome se diz reciproco, diferente dos outros exemplos vistos, quan-
do o pronome  reflexivo. Mas no  preciso preocupar-se com diferenciar
o pronome recproco do reflexivo. A prpria NGB no cogita do assunto.


3. Pronome apassivador: quando o verbo for transitivo direto, e na orao
houver um termo que possa receber a ao verbal:

- Aluga-se uma sala.
- Vendem-se terrenos.

Note: alugar e vender so verbos transitivos diretos (quem aluga, aluga alguma
coisa; quem vende, vende alguma coisa); e sala e terrenos so seres incapazes
de praticar as a<*-*>es respectivas de alugar e vender, mas so perfeitamente ca-
pazes de receb-las:

- Uma sala  alugada.
- Terrenos so vendidos.

Convm observar que o se desempenha funo de pronome apassivador tam-
bm em ora<*-*>es como:

- Guerra se faz com armas e no com palavras.

Passando-se o verbo para a voz passiva, verifica-se que o agente est indeter-
minado:

- Guerra  feita (por algum J com armas e no com palavras.

Note: sujeito e agente so seres diferentes.
Outros exemplos:

- Roma no se fez num dia.
- "A<*-*>guns escravos compram-se com dinheiro; outros, com adulao" (Rusklrl).
- "Bem que se faz por temor, no tem durao nem valor" (PRovRslo PoPut.AR).
- As cartas de amor devem rasgar-se.
- "O aperitivo alcolico  uma chave falsa com a qual se procura abrir o apetite"

(RUI BARBOSAj.

Muitos pensam que sd constru<*-*>es deste tipo possuem pronome apassivador:
- Consertum-se sapatos.
- Vendem-se apartamenlos.
- Aviam-se receitas.
Alis, mutos querem que nem em construbes desse tipo haja pronome apassivador...


4. Prooome iotegrante do verbo ou prooome fossilizado: a) quando o verbo
for pronominal essencial:

- Beatriz arrependeu-se do que fez.
- Ningum se queixou do frio.
- O homem suicidou-se.

Importante: alm dos verbos pronominais essenciais sobejamente conhecidos
(arrepender-se, queixar-se, suicidar-se, dignar-se, apiedar-se, zangar-se, etc.),
devemos acrescentar  srie:

1) todo verbo pronominal que possui significado diferente do verbo no-pro-
nominal. Exemplo:

- O Ministro debatia o problema com os seus auxiliares.
(Debatcr signitica discutir; procvrar resolver.)

- Segura pelo brao, a menina debatia-se com todas as foras.
(Debnter-se  agitar-se muito, resistindo ouprocvrando soltar-se.)


2) todo verbo pronominal que tiver regncia diversa daquela que possui o
  verbo no-pronominal. Exemplo:

- O estado de sade do fllhopreocupava o pai.
[Preocvpar-se  verbo transitivo direto.)

- O paipreocupava-se com o estado de sade do filho.
[Preoatpar-sej no 6 transitivo direto, mas indireto.)


b) quando o sujeito no se constituir em agente efetivo, por decorrer espon-
taneamente a ao verbal, independentemente da vontade do sujeito:

- O menino feriu-se nos espinhos do limoeiro.


Note: o sujeito no , a rigor, o praticante da ao verbal, pois o fato aconte-
ceu independentemente da vontade do sujeito.
Outros exemplos:

- Como no conhecia direito a cidade, ela se perdeu.
- Uma criana afogou-se em Ipanema.
- As meninas ficaram ao sol o dia todo, mas queimaram-se somente nas costas.
- Uma telha caiu, e Julinho machucou-se na cabea.


Voc, naturalmente, deve ter observado isto: todos os verbos podem ser subs-
titudos por uma expresso verbal com o verbofrcar:

- O meninoficouferido nos espinhos do limoeiro.
- Como no conhecia direito a cidade, elaJcouperdida.
- Uma crianaficou afogada em Ipanema.
- As meninas ficaram ao sol o dia todo, masficaram queimadas somente nas costas.
- Uma telha caiu, e Julinhoficou macitucado na cabea.

Importante: em Chamo-me Luis e Batizei-me, o pronome me  apassivador.
Mattoso Cmara, no entanto, diz que se trata de reum idiotismo no emprego
da voz reflexiva, indicando ela uma atitude de aceitao consciente do nome
dado ou do batismo recebido".

324 325
<012>

Importante: em ora<*-*>es como estas, o pronome , tambm, fossilizado:

- O tronco partiu-se em dois.
- O Sol ergue-se no horizonte.
- As nuvens movimentam-se rapidamente.
- Todos se reuniram parajantar.
- O menino atirou-se do 50" andar.

Se, artificialmente, levarmos tais verbos para a voz passiva, verificaremos que
nenhum deles  transitivo direto. Se no, vejamos:

- O tronco foi partido em dois.

Note a diferena de significado existente entre esta orao e aquela com pro-
nome. Quando lemos a primeira, nada nos leva a imaginar que haja um agen-
te indeterminado, como na segunda. Portanto, o sentido desta no equivale
ao sentido daquela. O pronome se  parte integrante do verbo, que  intran-
sitivo. O mesmo se pode dizer com relao s demais ora<*-*>es. Note a dife-
rena:

- O Sol ergue-se no horizonte.
  IO Sol foi erguido no horzonte ( ! !). I

- As nuvens movimentam-se rapidamente.
I.As nuvens so movimentadas rapidamente (! !).)

- Todos se reuniram para jantar.
  ITodos Foram reunidos parajantar ( ! I).I

- O menino atirou-se do 50" andar.
IO menino foi atirado do 50" andar ( ! !). I


Tais constru<*-*>es jamais nos permitem admitir a existncia de um ser exterior
ao sujeito, ser este que possa praticar a ao. O motivo, bastante forte, nos
autoriza a dizer que tais verbos so, sintaticamente, intransitivos e, morfologi-
camente, pronominais essenciais, porque o verbo pronominal (intransitivo)
muda de regncia em relao ao no-pronominal (transitivo direto).

5. todice de iodetermioao do sujeito: quando acompanha verbo de ligao,
verbo intransitivo, transitivo indireto, ou transitivo direto usado intransitiva-
mente:

- Quando se  moo, as preocupa<*-*>es no existem.
- Vive-se bem nesta cidade.
- Precisa-se de gnios.
- Ama-se muito aqui.

Note: o verbo ser  de ligao; viver  intransitivo; precisar  transitivo indi-
reto, eamar, transitivo direto que est como intransitivo, j que muito e aqui
so advrbios, no termos integrantes.

6. Objeto indireto: quando o verbo for transitivo direto e indireto:
  - Carlos d-se ares de conhecedor do assunto.
  - O Governo arroga-se o direito de intervir nos preos em geral.

7. Palavra expletiva ou de realce: quando puder ser retirada da orao sem
prejuzo do sentido:
  - Todos foram-se embora muito cedo.
  - Passaram-se vrios anos, e ela ainda no voltou...
  - "No homem gasto, vo-se as ilus<*-*>es, fica a esperana" (CAnt<*-*>Lo CAs'rELo B RANco).

8. Substaotivo: quando aparecejunto de artigo ou de pronome adjetivo:
  - O se  uma palavra muito interessante.
  - Nenhum se apareceu neste romance.

9. Coojuoo subordioativa iotegraote: quando liga ora<*-*>es que se comple-
tam sintaticamente:

- No sei se voltaremos cedo.
- Veja se est chovendo, Mnica !

10. Coojuoo subordioativa coodiciooal: quando puder ser substituda por
caso:
  - Se voc for a Nova Friburgo, irei tambm.
  = Caso voc v...

  - "De cada duas mulheres, uma, se tem coragem,  inimiga da outra; se no tem, 
  amlga-da-Ona" (CtD CERCAL).

11. Sujeito de iof"mitivo: quando se segue um verbo no infinitivo:
- A menina deixou-se estar janela por vrias horas.
- Em sonho, ela viu-se entrar no cu.

Esta funo  muito discutida, mormente por aqueles que acham que pro-
nome oblquo, em hiptese alguma, pode desempenhar funo subjetiva.

A CRASE

l. O que  crase. Crose  o nome que se d ao fenmeno da fuso de dois
sons iguais. Exemplo:
  - Vou a (prep.) + o (artigo) cidade = Vou  cidade.
Note: h dois sons iguais: a (preposio pedida pelo verbo) e a (artigo que
acompanha o substantivo cidade). Em vez de.escrevermos:
  - Vou aa cidade.

usamos apenas uma, e indicamos a crase com o sinal grave: .

326 <*-*> 3<7
<012>

Crase, portanto, no  o nome do acento, mas sim do fenmeno (fuso de
dois sons iguais). E  uma designao que no se aplica somente ao a, mas a
qualquer vogal. A palavra cor, por exemplo, para chegar  grafia atual sofreu
crase. Veja: a palavra latina color deu coor e por crase (oo = o), deu cor.


  QUSOQO VOCC DEVE USAR O s<*-*>OSl da crSSC. Eis OS casos que exigem O Slnal
da crase:

1) antes de substantivo feminino que exija artigo:

  - Vou  cidade.
  (Note quc o substantivo crdadc exige artigo. Voc diz ou escreve: A eidade  grande.)

  - Irei  Lua.
  (Voc diz ou escreve: A Lua  pequena.)


o substantivo feminino no exigir artigo, no haver acento:

  - Vou a Roma.
  (Note que o substantivo Roma no exige artigo. Voc diz ou escreve: Roma  grande.)

  - Irei a Franca.
  (Voc d ou escreve: Franca  pcquena.)


2) antes de nome de cidade com modificador:

  - Vou, amanh,  Roma dos Csares.
  - No prximo ms, regressarei  Madri do meu corao.

Note que dizemos ou escremos:
  - A Roma dos Csares  interessante.
  - A Madri do meu corao est tranqila.


antes de numeral, quando indica hora:

  - Cheguei s duas horas de Milo.
  - Fui ao colgio s oito horas.
  - Retornei de Madri  uma.
  - Estive em sua casa  uma hora da madrugada.
  - Sairemos  uma.


4) antes de substantivo (masculino ou feminino), quando se omite a palavra
  moda ou maneira:

  - Ela ainda usa sapato  Lus XV.
  (Isto : sapato 6 modo de Lus XV.)

  - Queremos um bife  milanesa.
  (Isto : um bife  moda milanesa.)
  - Fiz uma redao  Machado de Assis.
  (Isto : uma redao  maneira de Machado de Assis.)

5) nas locu<*-*>es adverbiais, prepositivas e conjuntivas:

  - s vezes, vou ao cinema.
  loc. aav.

  - Estamos  espera de socorro.
  loc. prep.

  - Meu desespero aumenta  medida que o tempo passa.
  loc. conj.


6) antes dos pronomes demonstrativos aqaele, aqueles, aquela, aquelas e
  aquilo, quando regidos de preposio:

  - Nunca mais fomos quele lugar.
  [Note: quem vai, vai a algum lugar; houve, portanto, iuso da prcposio com o a do pronome.)

  - Procure dirigir-se quela farmcia urgentemente !
  - No me ref'Iro quilo.


3. Quaodo voc NO DEVE USAR O Sin81 dS crSs<*-*>. EiS OS casos em que voc
no pode usar o sinal da crase:


1) antes de substantivo masculino:
  - Ela gosta de andar a cavalo.
  - Esta loja no vende a prazo.


2) antes de substantivo feminino tomado em sentido genrico ou indeter-
  minado:

- Nunca fui a festa, a reunio, a parte alguma.
- Ningum ficou exposto a chuva, a neve ou a coisa que o valha.


3) antes do artigo indefinido uma:

- Dirigi-me a uma pessoa das presentes.
- Falei a uma senhora que estava ao meu lado.


4) antes de su.bstantivos repetidos, nas locu<*-*>es adverbiais:

  - Gota a gota o tanque se encheu.
  - Os contendores esto, agora, frente a frente.
  - Enfrentei-o cara a cara.
  - Lemos o livro de ponta a ponta.


5) antes da palavra casa, quando significa residncia prpria de quemfala ou
  dapessoa a quem sefaz referncia:
  - No fui a casa hoje.
  - Ele voltou a casa para buscar dinheiro.

328 329
<012>

odavia, se a palavra casa vem com modificador, usa-se o acento:

  - No fui  casa dela hoje.
  - Ele voltou  casa da me para buscar dinheiro.
  - Graas ao comandante, chegamos bem a terra, malgrado a violenta tempestade que
  enfrentamos em alto-mar.

6) antes da palavra terra, quando antnima de bordo:
  - Os tripulantes do navio ainda vieram a terra.
  - Pessoal, precisamos ir a terra: no temos mantimento.

7) antes de nome prprio de cidade:
  - Vou a Ribeiro Preto.
  - Cheguei a Piracicaba de madrugada.

Havendo modificador, o acento  obrigatrio:
  - Vou  Ribeiro Preto dos belos cafezais.
  - Cheguei  Piracicaba dos meus sonhos.


antes de todos os pronomes que no admitem artigo:

- Dei a esta moa o melhor presente.
- No entregue o dinheiro o ningum.
- Obedeo a toda sinalizao de trnsito.
- Dirigamo-nos a cada pessoa que passava na rua.
- Imploramos a qualquer pessoa de boa vontade que nos ajudasse.
- No estou fazendo aluso a nenhuma das pessoas presentes.
- Eles esto dispostos a tudo.
- Oferecemos a vocs todas as facilidades de pagamento.
- Entregue este documento a Sua Excelncia.
- Estou contando a Vossa Majestade o que ouvi.
- Falei somente a ela e a ti sobre isso.
- O livro a que me refiro, foi escrito no ano passado.
- Fernando e Ricardo, a cuja me devo mil obriga<*-*>es, so timos amigos.

9) antes de verbo:

- Estamos dispostos a colaborar.
- Prefiro morrer a ver isto acontecer novamente.

10) antes de nome prprio de pessoa clebre:
  - O professor se refere a Maria Antonieta.
  - Ningum aqui poder fazer aluso a Joana D'Arc.

l 1 ) antes de qualquer substantivo no plural, tomado em sentido genrico:
  - No me refiro a mulheres, mas a homens.
  - Ele diz que no vai a festas de aniversrio.

- lamais se dirija a crianas.
- O Prefeito no d ouvido a reclama<*-*>es.


12) antes de algumas locu<*-*>es adverbiais de modo com substantivo no plu-
  ral, tais como:

- As mulheres se atracaram a dentadas.
- Os meninos brigaram a bofetadas.
- Ela ria a bandeiras despregadas.
- A duraspenas, vencemos na vida.


Usando-se toda a expresso no plural, torna-se obrigatrio o acento:
  - As mulheres se atracaram s dentadas.
  - Os meninos brigaram s bofetadas.
  - Ela ria s bandeiras despregadas.
  - s duraspenas, vencemos na vida.


13) nas express<*-*>es do tipo a bala, a chave, ajaca, a vista, ajome, a distncia
(mesmo determinada), etc.:

- O homem matou o lobo a bala.
- Guardei o dinheiro a chave.
- Vendemos somente a vista.
- Coma e mate a fome !
- Ela me olhou a distncia.
- O navio est a distncia de 500 metros.


Importante: muitos exigem o acento em express<*-*>es que tais, '<*-*>para desfazer
ambignidades", dizem. Perguntamos ns: Que ambigidades? Por acaso, na
frase <*-*><*-*>Vendo s a vista", existe alguma ambigidade? Cremos que no. Pos-
svel ser apenas, no obstante muito raro, vender o rgo da viso, o olho,
mas nunca, por impossvel, a vista, um sentido. Quanto  <*-*>'matar a fome", se
quisermos ver a qualquer anfibologia, seremos forados a v-la tambm em
crmatar o tempo". Nada mais coerente...
Com relao  expresso a distncia, preferimos omitir o acento, estribados
que fomos em exemplos clssicos, mesmo quando determinada a distncia.


4. Quaodo o aso do sioal da crase  FACULTATIVO. Nestes casos, voc pode
usar ou no o sinal grave, indiferentemente:


1) antes de possessivo:
  - Dei isto a (ou ) sua professora.
  - Ofereci um prmio a (ou ) minha melhor aluna.

330 331
<012>

No obstante, antes de possessivos acompanhados de nome de parentesco,
no se usa o sinal:
  - Dei isto a minha me.
  - Ofereci um prmio a nossa irm.


2) antes de nome prprio de pessoa:

  - Escrevi a (ou ) Cristina.

Costuma-se usar o acento somente quando a pessoa faz parte do nosso cr-
culo de amizades. Caso contrrio, no.


3) antes destes nomes prprios de lugares: Europa, sia, jrica, Frana, Ingla-
  terra, Espanha, Holanda, Esccia e Flandres:

  - Fui a (ou ) Europa o ano passado.
  - Cheguei a (ou ) Holanda no Dia do Trabalho.


4) com a locuo at a, antes de palavra feminina:

  - Vou at a (ou at ) cidade.
  - Iremos at a (ou at ) feira.

EMPREGO DO VERBO HAVER


l. O uso do verbo envER. O verbo haver pode ser pessoa! (quando possui su-
jeito) e impessoal (quando no possui sujeito).

2. O verbo rlnv ER pessoal. O verbo haver  pessoal nestes casos:


1") quando  verbo auxiliar:

  - As pessoas haviam sado da sala.
  - Se os alunos houvessem estudado...


2") quando significa ter:

  - Houvemos pena das vtimas.

  - Eles ho interesse por este trabalho.

Neste caso, j se trata de arcasmo.


<*-*>") quando significa conseguir; obter:
  - Houvemos tudo isso com muito esforo.
  - Onde houveste essa caneta, Mnica?

4") quando usado com pronome, no sentido de comportar-se; proceder ou
  ajustar contas; entender-se:
  - Meus filhos se houveram bem durante o torneio.
  - Voc brigou com Fernando? Chi!... Agora ter de haver-se com seu irmo, aquele
  monstro de 238 quilos!

3. O verbo HnvER impessoal. O verbo haver  impessoal quando significa
existir; acontecer oufazer (nas ora<*-*>es que do idia de tempo):
  - H muitas pessoa na fila.
  = Exirtem muitas pessoas na fila.

- Houve duas guerras mundiais at agora.
= Acnn<*-*>enrmn duas guerras mundiais at agora.
- H meses que no viajo.
= Faz meses que no viajo.


Como se v, o verbo haver impessoal s se usa na 3' pessoa do singular.
Quando o acompanha um auxiliar, este tambm se torna, automaticamente,
verbo impessoal:
  - Pode haver muitas pessoas na fila.
  - Deve haver vrias multas a pagar.
  - Tinha de haver reclama<*-*>es...

4. A express<*-*>o HA.In vIs'rn. A expresso haja vista, sinnima de veja,  inva-
rivel:

- Haja vista os erros cometidos pelo Prefeito.
- Haja vista as excelentes conquistas brasileiras no campo da pesquisa.
- Haja vista o pronunciamento do Presidente.

  5. O uso de HA e n.  preciso saber quando usar h e quando usar a. H
  usa-se em substituio ajaz:
  - Cheguei h poucos dias de Salvador.
  = Chegueifaz poucos dias...
I
  - Estive em Recife h muito tempo.
  = Estive em Reci(efaz muito tempo.
' - Este cheque foi descontado h dois dias.
  = Este cheque foi descontadofaz dois dias.
  - Isto aconteceu h cerca de trs anos.
  = Isto aconteceufaz cerca de trs anos.


A usa-se quando no  possvel aquela substituio:
  - O trem sair daqui a pouco.
  - Sairemos deste pas de hoje a cinco dias.
  - Ribeiro Preto fica a trs horas de So Paulo.

332 333
<012>

- Estamos a dois minutos de Bauru.

- O Palmeiras marcou o seu gol a dois minutos do final dojogo.

- O passageiro esteve a um fio da morte.

- As frias comearo a I 8 de dezembro.

SINCRETISMO E FORMAS VARIANTES

. O que  siocretismo. Vejamos estes exemplos:

  - Ela me viu.
  (O pronome me  objeto direto, pois ver  transitivo direto.)

Ela me obedeceu.
(O pronome me  objeto indireto, pois obedenr  transitivo indireto.)


O que se viu foi um mesmo pronome exercer duas fun<*-*>es distintas.
Sincretismo  isso, ou seja, o nome que se d ao fenmeno de uma palavra
exercer duas ou mais fun<*-*>es. Os pronomes me, te, se, nos e vos so exemplos
tpicos de sincretismo, porque podem funcionar ora como objeto direto,
ora como objeto indireto, conforme a transitividade do verbo seja direta ou
indireta.

2. O q<*-*>e so formas variaotes. Cada uma destas palavras constitui o que se
chamajorma variante:


 baila ou  balha
Acalanto ou Acalento
Aconchegar ou Conchegar
Acotovelar ou Cotovelar
Acumular ou Cumular
Acurralar ou Encurralar
Afeminado ou Efeminado
Agouro ou Agoiro
Agrupar ou Grupar
Alarde ou Alardo
Alavo ou Alabo
Albergue ou Alvergue
Alpergata ou Alpargata ou Alpercata ou
  Alparca ou Alparcata
Aluguel ou Aluguer
Alvoroo ou Alvoroto ou Alboroto
Amide ou A mido
Ampola ou Empola
Apalpar ou Palpar
Apostila ou Apostilha ou Postilha
Arraigar ou Arreigar
Assoalho ou Soalho
<*-*> .ssobio ou Assovio
Assoprar ou Soprar
Barbaria ou Barbrie
Barganhar ou Berganhar

Bbedo ou Bbado
Blis ou Bile
Biscoito ou Biscouto
Broa ou Boroa
Cacifo ou Cacifro
Cibra ou Cimbra
Calafrio ou Calefrio
Camaleo ou Cameleo
Carroaria ou Carroceria
Catorze ou Quatorze
Cavalgada ou Cavalgata
Clina ou Crina
Cociente ou Quociente
Corcunda ou Carcunda
Cota ou Quota
Cotidiano ou Quotidiano
Couro ou Coiro
Covarde ou Cobarde
Cuspo ou Cuspe
Cutucar ou Catucar
Debulhar ou Desbulhar
De fato ou De feito
Demonstrar ou Demostrar
Dependurar ou Pendurar
Derme ou Derma
Derrubar ou Derribar

Desacoroar ou Desacorooar ou Descor-
  oar ou Descorooar
Desenxavido ou Desenxabido
Despedaar ou Espedaar
Desperdiar ou Esperdiar
Despertar ou Espertar
Dois ou Dous
Empanturrar ou Empaturrar
Emplastro ou Emplasto
Engambelar ou Engabelar
Enlambuzar ou Lambuzar
Eriar ou Erriar
Espma ou Escuma
Esfomeado ou Esfaimado ou Esfameado
Fagulha ou Falha ou Fala
Farnel ou Fardel
Flauta ou Frauta
Flecha ou Frecha
Floco ou Froco
Frenesi u Frenesim
Hecatombe ou Hecatomba
Hemorridas ou Hemorrides
Holofote ou Holofoto
Imundcie ou Imundcia ou Imundice
Labaredaou Lavareda
Lagrimoso ou Lacrimoso
Laje ou Ljea ou Laja ou Lajem
Lpide ou Lpida
Leste ou Este
Limpar ou Alimpar
Lisonjear ou Lisonjar
Loua ou Loia
Louro ou Loiro
Magnata ou Magnate
Maltrapilho ou Maltrapido
Manietado ou Maniatado
Marimbondo ou Maribondo

Melanclico ou Merencrio
Menosprezo ou Menospreo
Mobiliar ou Mobilhar ou Mobilar
Moringa (fem.) ou Moringue (masc.)
Neblina ou Nebrina
Nhambu ou Inhambu ou Nambu
Nivelar ou Livelar
Noite ou Noute
Nmade ou Nmada
Ouo ou Oio
Ouro ou Oiro
Parnteses ou Parntesis
Pitoresco ou Pintoresco ou Pinturesco
Pliade ou Pliada
Pousar ou Poisar
Prancha ou Plancha
Prespio ou Presepe
_Primaveril ou Primaveral
Ramalhete ou Ramilhete
Rastro ou Rasto
Registro ou Regist<*-*>
Relampear ou Relampejar ou Relampadejar
  ou Relampaguear ou Relampadar ou Re-
  lampar
Resplendor ou Resplandor
Rubi ou Rubim
Rude ou Rudo
Sobressalente ou Sobresselente
<*-*>Taberna ou Taverna
Terremoto ou Terramoto
Tesouro ou Tesoiro
Toicinho ou Toucinho
Traje ou Trajo
Tramela ou Taramela
Treinar ou Trenar
Trade ou Trada


Forma variante , portanto, a diferente escrita de uma mesma palavra.
Tais variantes morfolgicas ocorrem em virtude da incerteza na fixao da
forma definitiva. A -tendncia , porm, fixar-se uma s dessas formas, com
esquecimento da outra ou das outras.
Todas as formas variantes so, pois, sinnimas e corretas.

VERSIFICAO

l. O que  versifcao. O que  verso. Tiersificao  a arte de fazer versos.
Verso  o nome que se d a cada linha de um poema. Eis um exemplo:

- "Minha terra tempalmeiras,

Eis outro exemplo:
  - Onde canta o sabi;

334 ) 335
<012>

E mais outro:

- As aves que aqui gorjeiam,

Ainda outro:

  - No gorjeiom como ! " (GoNnt.ves D<*-*>ns).

2. A estrofe ou estncia. O estribilbo. O conjunto de versos se chama estroje ou
estdncia. A estrofe de dois versos se chama distico; a de trs versos, terceto; a
de quatro, quaara ou quarteto; a de cinco, quintilha; a de seis, sextilha; a de se-
te, setilha (muito rara); a de oito, oitava; a de nove, muito rara, no possui
designao prpria; e a de dez versos recebe o nome de dcima. Estrofes com
mais de dez versos so raras.
Quando o verso se repete no fim das estrofes temos o estribilho.

3. Os elementos do verso. Todo verso possui, normalmente, estes elementos:
metro, ritmo e rima. Deles, os mais importantes so o metro e o ritmo.

4. O metro. As slabas mtricas. Damos o nome de metro  extenso da linha
do poema;  o nmero de sflabas do verso. Em nossa lngua, a potica tradi-
cional s admite versos de uma a doze slabas. Os poetas modernos, no entan-
to, j comp<*-*>em versos com mais de doze slabas (so os chamados versos br-
baros). As slabas de um verso recebem o nome de silabas mtricas.

5. Como se faz a cootagem das slabas mtricas. Os versos agudos, graves e es-
dnxulos.  preciso no confundir slabas gramaticais com slabas mtricas.
A diferena entre elas est em que a contagem das slabas mtricas se faz
auditivamente e obedece a estes critrios:

a) quand houver vogal no fim de uma palavra e vogal no incio da palavra
  seguinte, formando ditongo (grande amor = gran-dia-mor; campo alcatifa-
  do = cam-pual-ca-ti-fa-do) ou crase (minha alma = mi-nhal-ma; santo or-
  valho = san-tor-va-lho), conta-se apenas uma slaba;

b) no verso, a contagem de slabas mtricas se faz somente at a slaba tnica
  da ltima palavra. Portanto, se a palavra for paroxtona, voc no contar
  a ltima slaba (por exemplo: saudade; sangue; destino); se for proparox-
  tona, as duas ltimas slabas sero desprezadas (por exemplo: lgrima;
  clido ; mido).
  Os versos que terminam por palavras oxtonas ou monosslabas so cha-
  mados versos agudos; os que terminam por palavras paroxtonas so deno-
  minados versos graves, e os que terminam por palavra proparoxtona, es-
  drxulos;

c) os ditongos, geralmente, formam uma s slaba mtrica: p-tria; gl-ria;
  dei-xa; quei-xu-me; a-cor-dou; su-biu; l-bios;

d) os hiatos mantm, em geral, as vogais separadas: ru-i-do; bo-a; re-cu-a;
  ven-ta-ni-a; bei ja-ri-a.
Vamos, ento, tomar os versosj vistos e dividi-los em slabas mtricas:
  1 2 3 4 5 6 7
  "Mi nha te rra tem pal mei (ras),
  On de can tao sa bi ;
  As a ves quea qui gor jei (am),
  No gor jei am co mo l".

Note: em todos os versos h sete slabas mtricas, e a contagem destas s se
faz at a slaba tnica da ltima palavra do verso.
Escandir um verso  fazer o que fizemos: dividi-lo em slabas mtricas.
Voc, com isso, j sabe o que  escanso do verso.
Note ainda que, dos versos acima, o primeiro e o terceiro so graves, e o se-
gundo e o quarto so agudos.


6. Os versos quanto ao omero de slabas. Vejamos os versos mais comuns
quanto ao nmero de slabas: pentassilabos ou redondil<*-*>as menores (5 slabas);
hexassilabos (6 slabas); heptassilabos ou redondilhas maiores (7 slabas); octos-
silabos (8 slabas); eneassilabos (9 slabas); hericos e sficos (10 slabas); hende-
cassilabos (11 slabas); dodecassilabos ou alexandrinos (12 slabas).


7. Os processos fonticos na contagem das slabas mtricas. Os poetas podem
recorrer a vrios processos fonticos para que o metro seja perfeito. Os prin-
cipais so:

a) a crase:  a fuso de duas vogais numa s. Exemplos: minha alma (mi-nhal-
  ma); santo orvalho (san-tor-va-lho); pode exaltar (po-de-xal-tar);

b) a eliso:  a queda da vogal tona final de uma palavra, quando a seguinte
  comea por vogal. Exemplos: canta um (can-tum); minha infncia (mi-
  nhin-fn-cia);

c) a ditongao:  a fuso de uma vogal tona f'tnal com a seguinte, formando
  ditongo. Exemplos: grande amor (gran-dia-mor); campo alcatifado (cam-
  pual-ca-ti-fa-do); meigo amigo (mei-gua-mi-go);

d) a sinrese:  a transformao de um hiato em ditongo. Exemplos: cruelda-
  de (cruel-da-de); violeta (vio-le-ta);

336 ' 337
<012>

e) a direse:  a transformao de um ditongo em hiato. Exemplos: saudade           Na primeira slaba deste verso o autor usou de um recurso pouco recomen-
(sa-u-dade); vaidade (va-i-da-de);                                              <*-*>   dvel: uniu vogal tnica com vogal tona ( o).
a ectlipse:  a queda de um fonema nasal final para que haja crase ou diton-    <*-*>   10. A rima. As rimas soaotes e as toaotes. Antes de qualquer coisa, vamos
gao. Exemplos: com o = co; com os = cos; com a = coa; com as = coas.             ver estes versos de Guilherme de Almeida:
(Cam<*-*>es escreveu: <*-*><*-*>M<*-*>is co saber se vence que co brao"); e
                                                                                    - "Quando a chuva cessava e um vento fino
g) a afrese:  a queda de slabas ou de fonemas iniciais. Exemplos: inda (em   <*-*>   Franzia a tarde timida e lavada,
vez de ainda); stamos (em vez de estamos).
                                                                                '   Eu saa a brincar pela calada,
                                                                                    Nos meus tempos felizes de menino".

8. O ritmo do verso.  0 ritmo  a msica do verso. Para que um verso tenha  <*-*>  0 primeiro verso termina com a palavrafino, e o quarto, com a palavra meni-
                                                                      i
ritmo, usam-se slabas fortes e slabas fracas, com intervalos regulares. A se-no. Note: ambas as palavras apresentam, a partir da vogal tnica, identidade
qnncia rigorosa dessas slabas  que d ao verso msica, harmonia e beleza.   de sons (fino-menino). Isto recebe o nome de rima. O mesmo se d com as pa-
Quando se fala em ritmo, h um verso que merece especial ateno:  o de-  i   lavras do segundo e do terceiro verso (lavada-calada). Agora, vamos dar no-
cassilabo. Neste tipo de verso, o acento pode estar na 6' e na 10' slaba (verso  ;  me aos bois: quando as palavras que rimam apresentam, a partir da vogal t-
herico), ou na 4<*-*>, na 8' e na 10' slaba (verso sjco).             <*-*>        nica,jonemas (no letras) exatamente iguais, dizemos que a rima  soante ou
Eis um exemplo de verso herico:                                      ;        consoante<*-*> Portanto, em fino-menino e em lavada-calada, temos rimas soan-
"S (    a <*-*> le <*-*> ve es ) pe ) ran <*-*>   a em) to ) da a ( v<*-*> ((da)" (Vic  <*-*>    tes.
-                                                  ENTE DE CARVA-     <*-*>    .   Vejamos, agora, estes versos de Ceclia Meireles:
                                                   LHO).
                                                                               - "Permiti que feche os meus o/hos,
                                                                               pois  muito longe e to tarde !
Note: no juntamos S a, porque a slaba termina por vogal tnica.             Pensei que era apenas demora
Eis, agOra, um exemplo de verso sjlCo:                               <*-*>        e cantando pus-me a esperar-te".
I        r <*-*> a a <*-*> Qe ( na <*-*> de ) vi <*-*> v, )is <*-*> na  (da)" (V<*-*>c
-<*-*><*-*>DiS   f                                         EN7E DE CARVA-     ,<*-*>       Note: olhos rima com demora, e tarde rima com esperar-te. Estas palavras
                                                   LHo).                       apresentam apenas semelhana de sons entre si, a partir da vogal tnica. Sem-
                                                                      i
                                                                               pre que isto acontece, dizemos que a rima  toante ou assoante. Para que a ri-
9. Os versos mais importaotes: decasslabos e alexaodrioos. Os versos realmen-  <*-*>  ma seja toante,  preciso que as palavras apresentem pelo menos as mesmas
te importantes so mesmo os decassilabos. No s porque aparecem com          vogais tnicas. Caso contrrio, no h rima alguma. Portanto, se numa estro-
mais freqnncia, como tambm porque foram os preferidos de Lus de Ca-<*-*>        fe houver no final dos versos estas palavras: timido e cinico; tmulo e mido, as
m<*-*>es, em Os Lusiadas. Apesar disso, no podemos deixar de mencionar os         rimas sero, ainda, toantes.
versos alexandrinos, que podem ter acento na 6' e na 12<*-*> slaba (alexandrino   Finalmente, vejamos estes versos de Antnio Sales:
clssico), ou na 4', na 8' e na 12<006> slaba (alexandrino moderno).              - "Em certo escritor satirico,
Eis um exemplo de alexandrino clssico:                               <*-*>        de uma irreverncia atroz,
"Tu <*-*>    fos <*-*> te <*-*> co <*-*>  o ) s      <*-*> u <*-*>  <*-*> fon )  t <*-*> <*-*> de <*-*> vi <*-*>        ns achamos muito espirito,
-                                                  (da)" (OLAvo                quando no fala de ns".
                                                   BILAC).
                                                                               Note: satirico e espirito formam rima toante, mas atroz e ns constituem rima
                                                                      
                                                                               soante. Cumpre lembrar: rima  uma coincidncia de sons, no de letras. No
l;., agora, um exemplo de alexandrino moderno:
"<*-*> o ) cho<*-*> ro <*-*> s  ) do en) t  ) cor )  ta ) do <*-*> do <*-*> ba <*-*> tu <*-*>   <*-*>        esquecer isso  muito importante.
-                                                  (que)" (CAssi A-            Rima , portanto, a identidade ou semelhana de sons a partir da vogal tnica
                                                   No R<*-*>cARDo).       <*-*>        de uma palavra.
338                                                                   <*-*>        339
<012>

I l. O sigoifcado que as rimas soaotes e toantes emprestam ao poema. As ri-
mas sountes procuram traduzir harmonia, segurana e felicidade; as rimas
toantes, ao contrrio, traduzem desarmonia, intranqnilidade e desventura.
Apenas e to-somente a ttulo de curiosidade, tenho isto, que esclarece a fun-
do a questo: dizem que Ipanema  um bairro clebre sobretudo por ser re-
duto dos maiores intelectuais cariocas. De fato, talvez seja essa uma das afir-
ma<*-*>es mais duras de contestar. Veja o que ouvimos de um vendedor ambu-
lante de Coca-Cola, nas praias de Ipanema, quando estvamos ao sabor do
sol, descansando, naquela de estar com os ouvidos vadios, prontos para o que
der e vier:

- "Meu carro no tem freio nem buzina
Bonito ou feio, vou passar por cima".

O primeiro: verso herico, to a gosto camoniano, assim como o segundo, um
verso sfico. E como se no bastasse, a rima: toante.
Naquele dia - ns mesmo sentimos - o dia estava ruim para eles, os ven-
dedores ambulantes. No se vendia nada...


12. As rimas quaoto ao valor. Quanto ao valor, as rimas so pobres, quando
formadas por palavras da mesma classe: amor eflor (substantivos); amar e
calar (verbos); doloroso e amoroso (adjetivos).
As rimas so ricas, quando formadas por palavras de classes diferentes: arde e
covarde (verbo e adjetivo); penas e apenas (substantivo e pal<*-*>vra denotativa);
fino e menino (adjetivo e substantivo).
As rimas so preciosas, quando formadas por trs palavras: v-la e estrela;
v-lo e novelo; s-lo eplo.
As rimas so raras, quando formadas entre palavras eom termina<*-*>es no
muito comuns: cisne e tisne; estirpe e extirpe.


13. As rimas, em relao ao lugar que ocupam oa estrofe. Em relao ao lugar
que ocupam na estrofe, as rimas podem ser:

a) Cruzadas ou alternadas (abab):

- "Se o casamento durasse a
Semanas, meses fatais, b
Talvez eu me abalanasse; a
Mas toda a vida...  demais!" (AFoNso CE<*-*>so). b

b) Emparelhadas (aabb):
  - "Uma noite estendi a msica na estante a

E o cravo suspirou... Naquele mesmo instante, a
Da ebrnea palidez doentia do teclado b
Manso e manso evolou-se o aroma do passado" (Gorrncves Cxeseo). b

c) Interpoladas ou opostas (abba):
  - "No sei bem quem seja o autor a
  Desta sentena de peso: b
  O beijo  o fsforo aceso b
  Na palha seca do amor" [Bnsros Tioee). a

d) Encadeadas: o fim de um verso rima com o meio do seguinte:

- "Voai, zfiros mimosos
Vagarosos, com cautela" (S<*-*>cvn A<*-*>vnRehcn).

e) Misturadas: quando no ocorre nenhum dos casos vistos:

  - "No outono a luz  utn eterno poente,
  Que mais  calma que ao rumor se ajeita;
  Brilha.
  To de manso e calma,
  Que parece unicamente feita
  Para o estado d'alma
  De um convalescente" (Mne<*-*>o PeoexNe<*-*>Rns).

Versos que no rimam recebem o nome de brancos.


LINGUAGEM FIGURADA

l. O que  lioguagem figurada. Tipos de f'iguras de linguagem. Existem duas lin-
guagens: a normal e a figurada.
A linguagem normal  aquela desprovida de emo<*-*>es ou sentimentos e que
no transmite vigor e beleza  comunicao.
A lingnagemfigurada, ao contrrio, alm de vigor e beleza, transmite emoo,
enriquecendo a comunicao. Para que voc tenha uma idia melhor da dife-
rena entre ambos os tipos de linguagem, c esto exemplos:

Liogoagem oormal

- As estrelas tm luz prpria.
- O menino vestiu-se rapidamente.
- Uma criana nasceu.
- Um homem morreu.

Liog<*-*>agem figurada

- Conheo muitas estrelas de cinema.
- Nossojardim vestiu-se de flores.
- O Sol nascw s 5h37min.
- O Sol morreu s 19h03min.

Linguagemfigurada , enfim, um conjunto de recursos que nos permite fugir 
expresso comum. Figura de linguagem, conseqnentemente,  qualquer des-
vio das normas gerais da linguagem.

340 341
<012>

Existem trs tipos de figuras de linguagem: as ftguras de sintaxe, as figuras de
palavras e as figuras depensamento.


2. As figuras de siotaxe. Figuras de sintaxe so as constru<*-*>es que fogem s
normas estabelecidas pela sintaxe de concordncia, de regncia e de coloca-
o. Por isso, temos a figura de concordncia, as figuras de regncia e as figuras
de colocao.


3. A figura de coocordocia. A nica figura de concordncia  a silepse (que,
alis, j estudmos em Concordncias irregulares oufiguradas). A silepse  a
concordncia com a idia, no com a palavra escrita. Existem as silepses de
gnero, de nmero e depessoa.
Exemplos de silepse de gnero:

- So Paulo era encantadora.
- Vossa Excelncia  muito bom.


No primeiro exemplo est subentendida a idia cidade e, no segundo, faz-se
referncia apessoa de sexo masculino. Da, o adjetivo nesse gnero.
Exemplos de silepse de nmero:

  - Ficamos muito triste com essa notcia.
  - O pessoal do colgio se houve muito bem no concurso; entretanto, conseguiram so-
  mente aplausos...


No primeiro exemplo, o adjetivo est no singular porque ns est empregado
por eu; coloca-se o verbo no plural para indicar modstia. No segundo exem-
plo, o verbo conseguir est no plural, quando deveria figurar no singular, j
que pessoal  nome coletivo. Esta sintaxe se justifica pela distncia existente
entre o sujeito e o verbo. No entanto s nesta circunstncia  que se admite o
verbo no plural. Isto significa que no so corretas frases como:

- A turma gostaram de mim.
- O pessoal reclamaram do barulho.


Exemplos de silepse depessoa:
  - Os brasileiros somos otimistas.
  - Todos corremos de medo.

A silepse de pessoa se d quando h incluso da pessoa que fala no processo
verbal. Veja: os brasileiros e todos so termos correspondentes  3" pessoa do
plural. Mas ocorre que a pessoa que fala faz parte do processo verbal. Justifi-
ca-se, assim, a concordncia irregular.

4. As figuras de regocia. Asfiguras de regncia so estas:

a) Elipse:  a omisso de termo facilmente subentendido:

- No vi nada.
  Est subentcndido o pronome eu.
- Onde estamos?
Est subentendido o pronome ns.

- Peo-Ihe venha urgentemente para casa.
Esto subentendidos. eu (pronome) e que (conelivo).

"A atividade semjuzo  mais ruinosa que a preguia" (MARQu<*-*>s DE MARIcA).
Est subentendido o predicado da orao comparativa:  ruinosa.


b) Pleonasmo:  o emprego de palavras desnecessrias, com objetivo de real-
  ar a idia:


- Vi com meus prprios olhos.
- Toquei-a com minhas prprias mos.
- A mim ningum me engana.

O pleonasmo s se justifica quando empregado para dar vigor, nfase, expres-
sividade  idia. Caso contrrio  considerado vicio.
Estes, por exemplo, sopleonasmos viciosos ou tautologias:
  - Saiparafora e no vi disco-voador nenhum.
  - Entrelpara dentro e sosseguei.
  - Subipara cima e vi um fantasma!
  - Desci como foguetepara baixo e no consegui dormir.
  - Vocj pensou se a gente, ao invs de avanarpara afiente, recuassepara trs'!
  - Este homem recebe mensalmente Crf 1.500,OOpor ms.
  - No, o que ele teve no foi hemorragia de sangue. Foi uma forte clica heptica dofi-
  gado!
  - Nossa! como estasua est inundada de gua!
  - Pare ! Sc voc continua a falar nessas coisas, eu vomitopela boca.
  - O velho, irritado, desembolsoa Crf500,00 do bolso, no exigiu troco e, depois de as
  cspentear com opente, ps o chapu e saiu... fumegando.
  - Havia um aviso prximo ao rio neste sentido: ToDAs As PESSOAS QUE FOREM SUR-
  PREENDIDAS PESCANDO PEIXES NESTE RIO, ESTARO SUJEITAS A DECAP<*-*>TAAO
  DA CABEA EM 24 rIoRAs.

c) Anacoluto:  o desvio do pensamento, deixando o sujeito sem predicado,
  ou a alterao das rela<*-*>es normais entre os termos da orao:

- Eu parece-me que vou desmaiar.
- Quem ama o feio, bonlto Iheparece.
- Minha vida tudo no passa de alguns anos sem importncia!

No primeiro exemplo, assim como no ltimo, o sujeito ficou sem o predica-
342 <*-*> 343
<012>

do. No segundo, houve alterao das rela<*-*>es normais entre os termos da
orao, j que deveria ser assim a construo:

  - Quem ama o feio acha-o bonito.

5. As figuras de colocao. So quatro asfiguras de colocao:
a) Anstro Je:  a inverso de termos da orao:

  - "DoJ<*-*>aminto avarento o mundo ri, pois nada do que ajunta  para si" (Pxov<*-*>xsto).
  - Um brinquedo pediu-me a criana.

, as mesmas ora<*-*>es em ordem direta:

  - O mundo ri do faminto avarento...
  - A criana pediu-me um brinquedo.


b) Hiprbato:  a interposio de um termo entre outros que deveriam vir
  juntos:

- Tinhamosj desconfiado de suas inten<*-*>es.
- Ela costumava de tempos em tempos interromper-me.
- O pai queria sempre saber aonde amos.


4s constru<*-*>es normais so:

  - J tnhamos desconfiado de suas intenG<*-*>es.
  - Ela costumava interromper-me de tempos em tempos.
  - O pai sempre queria saber aonde amos.

c) Tmese:  a intercalao do pronome oblquo no meio do verbo: am-lo-;
  beij-la-ia; queixar-me-ei; entregar-Ihe-amos; f-lo-iam; ver-te-emos.
  A tmese tambm  conhecida com o nome de mesclise.

d) Sinquise:  o hiprbato exagerado, isto , a construo excessivamente
  alterada dos termos da orao. Vejamos este exemplo de Cam<*-*>es:

  - "Enquanto manda as ninfas amorosas grinaldas nas cabeas pr de rosas".

Vejamos, agora, a ordem direta:
  - Enquanto manda as ninfas amorosas pr grinaldas de rosas nas cabeas.

Outros exemplos:

  - Um favor devo ao mestre muito grande.
  A ordem direla: Devo um favor muito grande ao mestre.

  - Um cozinho tinha o Paulo fofinho e peludinho.
  A ordem direta: O Paulo tinha um c-aozinho foFmho e peludinho.

A snquise  considerada vcio de linguagem, pela confuso que estabelece na
frase.

6. As figuras de palavras. So estas as principaisJiguras depalavras:
a) Met Jora:  o emprego de palavras fora do seu sentido normal, tomando-se
  por base a analogia:
  - Esse homem  umajera!
  - Todos os tiranos tm coraodepedra!
  - Essa mulher  um demnio !
  - Minha filha  um anjo !

Quando a metfora perde o seu valor expressivo, tornando-se expresso co-
mum, denomina-se catacrese. Por exemplo: p de mesa, brao de cadeira,
dente de pente, boca de tnel, etc. (Ainda trataremos deste assunto no item
6.)

b) Comparao:  o confronto de idias por meio de conetivo:
  - Esse homem  bravo como uma fera!
  - Todos os tiranos tm corao duro como pedra!
  - Essa mulher  m como um demnio!
  - Minha filha  bondosa como um anjo!

Alguns querem que se diga comparao implicita para os casos de metfora, e
comparao explicita para os casos de comparao.

c) Metonimia: consiste em substituir um nome por outro em virtude de sim-
  ples afinidade de sentido:
  - Passei a tarde lendo Cam<*-*>es.
  Empregamos o autor (Cam<*-*>es) por sua obra.

- Vivo do meu trabalho.
Empregamos a causa (trabalbo) pelo efeito (alimento).

- Scrates bebeu a morte.
Empregamos o efeito (a morte) pela causa lveneno).

- A ncora feriu o sal.
Empregamos o contedo (sal) pelo continente (mar).

- Bebi dois copos de leite.
Empregamos o continente (copos) pelo contedo (leite).

- Gosto de champanha.
Empregamos o nome do lugar (Champanha) pelo seu produto (vinho).


d) Sindoque:  a troca de um nome por outro de extenso diferente:
  - No tenho teto para morar.
  Empregamos a parte (teto) pelo todo (casa).

- Mnica acaba de completar I Sprimaveras.
Empregamos a parle (primaveras) pelo todo (anos).

344 345
<012>

- Ningum pode avaliar do que so capazes os mortnis.
Empregamos o g8ncro [mortais) pcla espcie (homens).

- Estamos na estao das rosas.
Empregamos a espcie (rosas) pelo gnero (tlores).

- Ajuventude brasileira participa ativamente da poltica nacional !
Empregamos o abstrato (juventude) pelo concreto (osjovens).

- Veja que beleza o marfim dos dentes dessa menina !
Empregamos o concreto (marfim) pelo abstrato (xlvura).

- Jesus subiu aos cus.
Empregamos o plural (cus) pelo singular lcu).

- O brasileiro  apaixonado por futebol.
Empregamos o singular (brasileiro) pelo plural (brasileiros).

- Aceite mi! beijos do filho que Ihe quer muito.
Empregamos o determinado (mil) pelo indeterminado (muitos).

- Ao ser iniciada a festa, tiniram os cristais.
Empregamos a matria (cristais) pelo objeto (copos).

- O eclipse provocou escurido em toda a redondeza.
Empregamos a forma (redondeza) pela matria (Terra).

- Paulinho sempre era o cristo da turma.
Empregamos o indivduo [Cristo) pela classe (culpado).

Muitos consideram os casos de sindoque como de metonmia. No obstante,
achamos til e importante estabelecer o diferena entre ambas as figuras.

e) Hiprbole: consiste em exagerar a expresso de uma idia:

- J Ihe dissemos isso mi! vezes !
- Quase morri de estudar!
- Ela chorou rios de lgrimas!
- M&nica explodiu de rir !


Catacrese: consiste no emprego indevido de palavras, por esquecimento
do seu sentido etimolgico:

- Fao minhas sabatinas somente s segundasjeiras.
SobaMno  coisa que sc deveria fazer somente aos sbados.

- Embarquei somente s trs horas no avio.
Embmcar, a rigor, significa tomar barca.

- O menino chorou porque enterrou uma pua no dedo.
Enterrar signfica, rigorosamente, <*-*>6r na terra.

- No banheiro, colocaram somente azulejos amarelos.
Azukjos deveriam ter somente a cor azul.

- Voc j experimentou mormeloda de chuchu?
Marmelada  doce que se faz de marmelo.

- Ela colecionavaferraduras de Qrata.
Fcrradira  algo que sc faz comferro.

- Ele espalhou dinbeiro pela sala toda!
Erpa/lwr  o mesmo que seyarar a<*-*>alha.

I

I

- Paulinho est a cavalo num boi!
A catacrese, a,  evdentr.

- Que Qssima caligrafia esta!
Calos, em grego, significa belo.

Modernamente, so ainda considerados como catacrese as metforas
viciadas, isto , as metforas que se formaram por causa da semelhana de
forma existente entre os seres. Esto neste caso: p de meia, brao de rio,
boca de forno, pena de metal,jolha de papel, boca do poo, cabea de alfi-
nete, barriga da perna, etc.
A rigor, no se pode dizer que catacrese seja uma figura de palavra, pois
ela s existe em funo ou de um esquecimento etimolgico, ou de uma
deficincia da lngua. O uso constante faz das catacreses fatos da lngua
normal.


7. As figuras de peosameoto. So quatro as principaisfiguras depensamento:

a) Ironia:  sugerir o contrrio do que as palavras ou as frases exprimem:

- Que menina maravilhosa!
(Quando se trata, na vcrdadc, de um monstrinho.)

- Vejam que bela administrao a nossa!
(Quando se cai num buraco na rua. lembrando-se do Prefeito.)

b) Eujemismo:  o emprego de palavras ou express<*-*>es agradveis, em subs-
  tituio s que tm sentido grosseiro ou desagradvel:
  - toilette, water-c%set ou lavabo (em vez de privada).
  - estado nervoso, alienao ou pertnrbao mental (em vez de loucura).
  - tumor maligno (em vez de cdncer).
  - dw o ltimo suspiro, ou entregar a alma a Deus (em vez de morrer).
  - criana excepcional (em vez de criana retardada).
  - jaltar  verdade (em vez de mentir).

c) Prosopopia:  a personificao de seres inanimados:
  - Rio de Janeiro, a cidade onde o sol sorri.
  - O mar castiga a praia.
  - O lriofita a estrela.
  - Naquele dia as estrelas choraram, e a Lua no apareceu.
  - A raposa disse ao corvo: - Cante s um pouquinho...

d) Litotes:  a afirmao por meio da negao do contrrio:
  - Ela no  nada boba !...
  Ou seja: Ela  virn, c.rpcrm.

- Voc no  nadagentil...
Ou sqa: Voc f makd<*-*>cndo.

5<*-*>6 341
<012>

PONTUAO


l. A faoo da pootaao. Uma das fun<*-*>es mais importantes da pontuao
 tornar as ora<*-*>es e os perodos mais fceis de ler. Toda frase mais ou menos
longa deve merecer leitura atenta e repetida, para que a pontuao seja usada

2) para separar os vocativos:

- "Amigos, no h amigos" (S6cxATEs).
- "Senhor, eu desejaria saber quem foi o imbecil que inventou o beijo" (Swi E-r).

Importante: nesse caso, a vrgula pode ser substituda com vantagem pelo
ponto de exclamao, se a inteno  dar nfase ao vocativo. Como neste
de maneira correta.

2. Os mais importaotes sioais de pootoao. So estes os mais importantes
sinais de pontuao: oponto, a virgula, oponto e virgula, os doispontos, oponto
de interrogao, oponto de exclamao, osparnteses, as aspas, n travesso e as
reticncias.

3. O pooto. O ponto  um dos sinais que marcam fim de perodo. Os princi-
piantes em redao mostram a tendncia de evit-lo quanto podem. Prefe-
rem ajuntar num s perodo vrias ora<*-*>es, ligando-as por conetivos (e, que,
se, etc.). O resultado  a confuso total de pensamentos. Basta que a frase
tenha um verbo em qualquer tempo do modo indicativo para que o ponto j
tenha razo de aparecer.  aconselhvel que cada assunto represente um pe-
rodo. Isto no significa que todos os perodos devam ser curtos, nem que
toda frase deva ter um s verbo. s vezes, um pensamento necessita de certos
esclarecimentos, o que fora a multiplicidade de ora<*-*>es. Em suma, o impor-
tante  no englobar num s perodo o que pode vir separado. A conseqnn-
cia disto so trs qualidades do estilo: a correo, a elegdncia e a simplicidade.
O ponto  usado ainda em quase todas as abreviaturas: Cia. (Companhia);
DD. (Dignssimo); Pres. (Presidente); Sr. (Senhor); pg. (pgina). Se a palavra
abreviada aparecer em final de perodo, este no recebe outro ponto.
Atualmente, usa-se o ponto tambm na separao de casas decimais: 15.245,
289.493, 1.648.396, etc. O curioso  que os nmeros que identificam o ano
no costumam ganhar ponto:1976,1947,1900,1822, etc.

4. A vrgala. A virgula  o sinal de pontuao que ndica pequena pausa na
leitura. Separa elementos de uma orao e ora<*-*>es de um perodo. Usa-se
geralmente a virgula:

1) para separar palavras de mesma classe:

  - Aquela casa tem dois quartos, um banheiro, trs salas e bom quintal.
  (<*-*>twrtoa, banbriro, Jalas e qtrintalso substantivos.)

- Cheguei, vi, observei e no gostei.
(Chcguei, vi, obiervci e gostei so verbos.)

Repare que a conjuno e substitui a vrgula entre a ltima e a penltima
palavra.

, exemplo:
  - Oh! mea bem ! eu te amo tanto !
  - "Deus!  Deus! onde ests que no respondes?" (CAsTeo ALvES).


, 3) para separar o aposto do termo fundamental:
' - Braslia, Capitalda Repblica, foi fundada em 1960.
  - "O espetculo da beleza talvez baste para adormecer em ns, tristes mortais, todas
  as dores" [Fosco Lo).
  - "O jaguno, saqueador de cidades, sucedeu ao garimpeiro, saqueador da terra"

  (EUCLIDES DA CUNHA).


4) para separar certas palavras e express<*-*>es explicativas, retificativas ou con-
  tinuativas, tais como: por exemplo, ou melhor, ou antes, isto , por assim
dizer, alm disso, alis` com ejeito, ento, outrossim, etc.:

  - O poltico era muito respeitado, ou antes, muito temido.
  - Elas gastaram cem cruzeiros, isto , tudo o que tinham.
  - Eles vieram com a me, alis, com a tia.
  - Voc, ento, no ioi mais  Europa?


5) para separar ora<*-*>es coordenadas assindticas:

- "Nascemos nas lgrmas, vivemos no sofrimento, morremos na dor" [SANTo Acos-
TINHO).
- "Os aduladores desprezam os pobres, vivem com o apetite dos ricos, riem sem razo,
so livrespor sorte e vis servidores por prpria eteio" (PLuTA Rco).


) antes de todas as conjun<*-*>es coordenativas (exceto e e nem):

- Ela queria falar, mas no podia.
- Conemos muito, no entanto no os alcanamos.
- H muito tempo no vejo Cristina, portanto no sei da sua sade.
- Cumprimos nossa obrigao, logo temos a conscincia tranqila.
- No chore, que ser pior!
- Procure dormir cedo, porque amanh temos muito trabalho.
- Quer chova, quer faa sol, iremos a Santos.
- Ora ramos, ora chorvamos.
- "Ou fosse do cansao, ou do livro, antes de chegar ao fim da segunda pgina ador-
meci tambm" (M AcHADo DE Assls).

348 349
<012>

Importante: a) A conjuno ou, quando liga palavras curtas, sem qualquer
carter enftico, dispensa a vrgula. Assim, por exemplo:

- Os mendigos pediam dinheiro ou comida.
- Preciso de uma casa ou de um apartamento.

<*-*> entanto, havendo nfase:

- Maria, os mendigos pediam dinheiro, ou comida?
- Af<*-*>mal, voc precisa de uma casa, ov de um apartamento?

b) Das conjun<*-*>es adversativas, s mas aparece obrigatoriamente no come-
  o da orao; as demais podem vir no incio ou no meio dela. No primeiro
  caso, p<*-*>e-se uma vrgula antes da conjuno; no segundo, a conjuno
  deve aparecer entre vrgulas. Veja estes exemplos:
  - Ficarei com a casa, mos no posso pag-la a vista.
  - Ficarei com a casa, Qorm no posso pag-la a vista.
  - Ficarei com a casa, no posso, porm, pag-la a vista.

  - Estes homens trabalham dia e noite, mas continuam pobres.
  - Estes homens trabalham dia e noite, no entanto continuam pobres.
  - Estes homens trabalham dia e noite, continuam, no entanto, pobres.

Entre as ora<*-*>es, em casos que tais, como a pausa  acentuada, costuma-se
empregar o ponto e vrgula em vez da vrgula:

- Ficarei com a casa;porm no posso pag-la a vista.
- Ficarci com a casa; no posso,porm, pag-la a vista.

- Estes homens trabalham dia e noite; no entanto continuam pobres.
- Estes homens trabalham dia e noite; continuam, no entanto, pobres.

Pode-se dizer o mesmo para todas as conjun<*-*>es conclusivas, com exceo
de pois, que deve aparecer sempre isolada por vrgula, isto porque sempre
vem no meio da orao. Veja estes exemplos:

- Vencemos;portanto no fique assim to triste.
- Vencemos; no fique,portanto, assim to triste.

- Cristina confia em si;por isso  uma pessoa feliz.
- Cristina confia em si; ,por isso, uma pessoa feliz.

- O Brasil perdeu o jogo para a Holanda; por conseguinte no pode disputar a partida
fnal com a Alemanha.
- O Brasil perdeu ojogo para a Holanda; no pde,por conseguinte, disputar a partida
final com a Alemanha.


Mas sempre:

  - Vencemos; no fique,pois, assim to triste.
  - Cristina confia em si; , Pois, uma pessoa feliz.

- O Brasil perdeu o jogo para a Holanda; no pde, pois, disputar a partida final com
a Alemanha.

c)  facultativo, dependendo de nfase ou no, o emprego da vrgula depois
  de conjun<*-*>es que principiem perodo. Exemplos:
  - Mas, se assim for, ser timo !
  - Muitos alunos so relapsos. Todavia, nem todos chegam  aula atrasados.
  - Istojamais aconteceu em nossa cidade. Portanlo vamos comemorar.
  - Nunca vi disco-voador. Logo no acredito neles.
  - "As espadas cruzam-se,  o duelo; quem ser o vencedor? No se sabe. Por isso
  os hermticos tomaram o X para sinal do destino, e os algebristas para sinal do
  desconhecido" (VicToR Huao).

7) para separar ora<*-*>es coordenadas pela conjuno e, quando os sujeitos
  forem diferentes:

"Tirai do mundo a mulher, e a ambio desaparecer de todas as almas generosas"

(ALEXANDRE HERCULANO).
"A alma do homem  maior do que os mares, e o p6 de seus restos enche apenas as
palmas de duas mos..." (ARoLAs).
"A mulher aceita o homem por amor ao casamento, e o homem tolera o rxiatrimnio
por amor  mulher" (Ci D CERcAL).

8) antes de ou e de nem, quando empregados enfaticamente, em frases deste
  tipo:

- Afinal, quem manda aqui sou eu, oa so vocs?
- No saio de casacom essa chuva, nem que me paguem !

9) antes de e e nem repetidos, quer por nfase, quer por enumerao:

- "Ele fez o cu, e a terra, e o mar, e tudo quanto h neles" (PADRE ANTN<*-*>o ViEiRA).
- "Todos trabalhariam, e todos bem, e todos contentes" (CAsTi Ltio).
- " ridiculo, e  medonho" (EucLtoEs DA CuNe A).
- "Tua irm  carinhosa, e doce, e meiga, e casta, e consoladora" (EA DE QuEIR6s).
- Os homens chegaram, e inspecionaram o local, e levantaram barrcas, e ali se fixa-
ram, e exploraram o terreno, e foram-se embora.
- Compareceram  Feira Internacional alemes, e japoneses, e americanos, e suecos,
e ingleses.
- "Ora, o brasileiro que no  formoso, nem espirituoso, nem elegante, nem extraordi-
nrio -  um trabalhador" (EA DE QuE<*-*>R6s).
- "Nem as donas em sobrado, nem as rs em charco, nem as agulhas em saco, podem
estar sem pr a cabea" (ADAo<*-*>o PoruLAR).
- Dela no recebi nem carta, nem recado, nem telefonema, nem nada.
- "No sei como penso, nem como vivo, nem como sinto, nem como existo" (VoL-
TAIRE).
- "No rias por muito tempo, nem com excesso, nem com freqnncia" (EeicTETo).
- "Nem a lisonja, nem a razo, nem o exemplo, nem a esperana, bastava a lhe mode-
rar as nsias nem as vozes" (PADRE ANT6Nio Vi E<*-*>RA).

350 ! 351
<012>

- Acredito que nem eu, nem voc, nem ela, nem as crianas, nem ni<*-*>gum conseguir      Importante: adjuntos adverbiais de pequeno corpo costumam dispensar a
dormir neste lugar, com tantos pernilongos !
                                                                                        vrgula. S a aceitam em casos de nfase. Assim, por exemplo:
                                                                                    ,   - Aqui, trabalha-se.
Importante: a) No entanto, a conjuno nem dispensa a vrgula quando liga
ora<*-*>es, palavras ou express<*-*>es de pequena extenso. Assim, por exemplo:            :   V-se que, usada a vrgula, somos obrigados a dar nfase ao advrbio. Muito
- Ela no ouve nem fa1a.                                                            !   diferente seria a leitura da frase, se assim estivesse:
- Eles no trabalham nem estudam.                                                       - Aqui trabalha-se.
- Nem meu primo nem eu freqentamos esse clube.                                     .
- "Nem eles nem outrem h de possuir nada" (V<*-*>e1xn).                                    onde o advrbio aqui  lido sem entoao enftica e, neste caso, atrairia o
- No conheo Fortaleza nem Recife.                                                 I
- Nojardim no havia rosas nemjasmins.                                              i   pronome: Aqui se trabalha.
- Bateu  porta um homem sem dinheiro nem bagagem.                                  <*-*>   A propsito, no convm colocar sistematicamente entre vrgulas advrbios
- Nem morto nem vivo ele sair daqui.                                                   e locu<*-*>es adverbiais, a menos que - como foi dito - a nfase o exija.

Sendo outra a extensotodavia:                                                      '   11) para separar adjetivQs que exercem funo de predicativo:
- No confesso os meus pecados, nem permito que meus filhos o faam.
                                                                                        - Sereno e tranqilo, caminhou o condenado  forca.
- O pai no deixava que as filhasficassem janela, nem que sassem  rua.           <*-*>   - No esperava que ele, inteligente e culto, dissesse tamanha asneira!
- O menino ro dorme, nem deixa que os pais durmam.                                 ;
- No falvamos, nem queramos que os outros falassem.                              j   12) para separar objetos pleonsticos ou termos repetidos:
- Ele no casa, nem deixa que a noiva com outro case.
                                                                                        - A vida, gozo-a tanto quanto possvel.
b) Pelo exemplo do adgio popular, um dos que vimos acima, voc percebe
                                                                                        - Amigos sinceros, j no os h.
                                                                                        - Ospobres de espirito, ignoro-os.
que, em caso de enumerao, a vrgula aparece entre o ltimo elemento e             <*-*>   - "Reputao, reputao, repntao! , eu perd minha reputao! Perdi a parte imortal
o sujeit0. VejamOs OutTOS exemplOs:                                                 ;   de mim mesmo, e o que resta  bestial" (SHnKeseenRe).
                                                                                    j   - Mulheres, mulheres, mulheres, quantas mulheres!
- Mas, peras, bananas, uvas, eram frutas proibidas em casa.                       ,
- Nem a chuva, nem o forte vento, nem a densafnmaa, impediam a nossa segurana     ;
                                                                                        - Dinheiro, dinheiro, dinheiro ! voc s pensa nisso?
na estrada.                                                                         1   Importante: omite-se a vrgula quando no se deseja dar nfase ao pleonas-
                                                                                    i
Isto s  vlido, no entanto, quando um pronome (ningum, tudo, nada, etc.)
                                                                                        mo:
no se encarrega de resumir todos os sujeitos. Voc pode conferir por este          <*-*>   - '<*-*>Asrosas f-las Deus para as mos pequeninas" (GuEeRa JuNQueieo).
                                                                                        - "A vlda leva-a o vento" (Jono <*-*>e Deus).
exemplo, que j vimos:                                                              :
                                                                                    i
                                                                                    ,
- Acredito que nem eu, nem voc, nem eta, nem as crianas, nem ningum conseguir       PrOCede-Se da mesma forma quando O Objeto pleonStiCo  TepTeSentado
dormir neste lugar, com tantos pernilongos!                                         <*-*>   por pronome oblquo tnico. Assim, por exemplo:
                                                                                        - A mim me acusam de vagabundo !
para separar o adjunto adverbial anteposto:                                             - A <*-*><*-*> te chamam de pregui<*-*>oso!
- Do nosso lugar, podamos ver toda a cidade.
- Depor<*-*>s de algum tempo, os convidados chegararri.                                 (   13) para separar termos deslocados de sua posio normal na orao:
                                                                                        - As laranjas, voc cheg<*-*>u a comprar?
                                                                                    ;   - E de mim, elas gostam?
Se, no entanto, ao adjunto se segue imediatamente o verbo com o sujeito             t
posposto, dispensa-se a virgula. Assim, por exemplo:                                i
                                                                                    ,   Importante: s vezes a transposio de termos  to violenta (sinquise), que,
- Do nosso lugar podia ser vista toda a cidade.                                     <*-*>   no usada a vrgula, o sentido fica visivelmente prejudicado:
- Depois de algum tempo chegaram os convidados.                                     t   - O grito e os gemidos eram ouvidos a boa distncia, dos feridos.
352                                                                                     353
<012>

- Um cozinho tinha o Paulo, fofinho e peludinho.
- Um favor devo ao mestre, muito grande.
<*-*> Fez um aceno com a mo o velho, muito significativo.
- "A grita se alevanta ao cu, da gente" (CAMdEs).

Imaginem-se tais frases sem a competente vrgula...

14) para separar o nome da localidade, nas datas:

  - Ribeiro Preto, 20 de setembro de 1956.
  - Rio de Janeiro,18 de dezembro de I947.


15) para-indicar a omisso de uma palavra (geralmente verbo), ou de um gru-
  po de palavras:

  Maria ficou alegre; eu, muito triste.
  = Maria ficou alegre; eufique muito triste.

Outros exemplos:
  - "A mulher  a parte nervosa da humanidade; o &omem, a parte muscular" (HALL).
  - "Aos quinze anos as mulheres admiram os bons moos por necessidade ou por

  interesse; aos quarenta, por convico" (M'"<*-*>. DE GIRARDIN).
  - No .salo, apenas dois casais danando.
  - Um anjo, essa menina.
  - Uma mentira, isso tudo.
  - Um escndalo, essa declarao.

Como se v por estes quatro ltimos exemplos, comum  a omisso dos ver-
os haver e ser.


16) para separar ora<*-*>es reduzidas de gerndio, de particpio e de infinitivo:

  - Chegando o diretor, avise-me imediatamente !

  - Assistindo aofilme, ela costumava falar sem parar.
  - Terminada a con Jerncia, foi-nos oferecido umjantar.
  - Seguido o meu conselho, vocs tero uma vida feliz.
  - Para chegar l, faltavam-me apenas dois quilmetros.
  - Apesar de .sermos ricos, no somos felizes.


) para separar ora<*-*>es adverbiais intercaladas:
  - "<*-*> lei inflexvel que, enquanto o povoJor ignorante, a revoluo ser estril" (FIALHo
  DE ALMEIDA).
  - "As vivas inconsolveis, quando sojovens, acham sempre algum que as console"

  (A. RICARDI).
  - "Sejamos sinceros, porm, evitemos empregar com demasiado rigor a franqueza
  que, muito embora seja uma bela virtude, poder tornar-se mais prejudicial do que
  benfica" (DANrE VEoL<*-*>cl).

- Ela, sem dizerpalawa, retirou-se da sala.
- Eu,pma no ser indelicodo, calei-me.

18) para separar ora<*-*>es intercaladas independentes:
  - "Um homem  um homem, sabe voc, amigo Atansio" (CAMILo).
  - Nossas exporta<*-*>es, dizia o Ministro, aumentaram consideravelmente no ano que
  passou.
  - Nossa economia, insistia, melhora sensivelmente.
  - "A ausncia prolongada, digam o que quiserem,  prejudicial s mais estreitas ami-
  zades" (JdLlo DtNls).

19) para separar ora<*-*>es adverbiais e substantivas quando
  cipal.
  - Embora estivesse muito cansado, compareci na reunio.

  - Se tudo correr<*-*>bem,,iremos ao Japo no prximo ms.
  - Como issopde acontecer, ningum sabe.
  - Que sejam reduzidas os despesar, neste momento  o mais impo
  - Que venham todos,  preciso: estou muito doente !

O




  O.


Importante: quando a orao adverbial estiver posposta  principal, s 
recomendvel o uso da vrgula em dois casos:

a) se a orao principal possuir certa extenso:
  - Os engenheiros, tcnicos e trabalhadores da Construtora s deram o alarma de
  incndio, depois que oJogo havia destrudo tudo.
  - O ar poludo das grandes cidades, eomo So Paulo, corri a vida das pessoas, em-
  bora algumas no opercebam a curtoprazo.

b) se a orao principal estiver seguida de qualquer outra:
  - "Devemos escolher para esposa a mulher que escolheramos para amigo, se elafosse
  homem" (Joue ERr).
  - O Prefeito declarou  imprensa que no entende o motivo do xodo dos paulistanos
  para o Interi<*-*>r, embora saiba que todo ser humano possui pulm<*-*>es...

20) para isolar as ora<*-*>es adjetivas explicativas:

  - "A beleza, que  afonte do amor,  tambm a fonte das maiores desgraas deste mun-
  d0" (LACORDAIRE).
  - O bem, que deve ser praticado a todo o instante,  semente de felicidade para uma
  vida inteira.
  - "A velhice, que enruga o rosto, tambm faz murchar o entendimento" (MARQu<*-*>s DE

  MARIC).

21) depois de orao adjetiva restritiva (principalmente quando os verbos se
  seguem um ao outro):

  - "No amor, a mulher que d o retroto, promete o original" (A. Duruv).

355
<012>

V



  - O homem que cr em Deus, vive melhor.
  - "A mobilidade que sobeja na mocidade, falece na velhice" (MnRQt,'s <*-*>e MnRec,C).
  - "A voz rouca que sai de uma bonita boca, permite que pensemos no corresponder
  o ntimo ao exterior" (T. Teoe<*-*>).
  - Um sentimento que precisamos desenvolver no corao da mocidade brasileira,  o do
  patriotismo.
Importante: costuma-se, no entanto, colocar a vrgula somente quando a
orao adjetiva possui considervel extenso, como nos trs ltimos exem-
plos. Nada h que desabone a sua omisso nos demais casos, como nos dois
primeiros exemplos.

22) para destacar palavras ou express<*-*>es isoladas:

  - Ao, nopalavras,  o de que precisamos.
  - Dinheiro, nopopis,  o que queremos.
  - Um bom partido, no um bom morido, era o que ela desejava.

23) para separar palavras repetidas que tm funo superlativa:

  - Os namorados passaram por mimjuntinhos,juntinhos!
  - A parede da casa era branquinha, branquinMa !

24) para separar os elementos paralelos de um provrbio:
  - Nem sbado sem sol, nem moa sem amor.
  - Tal pai, tal filho. ?
  - A pai muito ganhador, filho muito gastador.

  ) depois do sim e do no, usados como resposta, no incio da frase:

  - Voc me ama de verdade mesmo, Cristina?
  - Sim, amo-te.
  - Vo<*-*> quer casar comigo, ento, Cristina
  ?
  - No, no quero. ;
  i
Importante: a) Quando se diz '<*-*>Sim, senhor" e <*-*><*-*>No, senhor", a vrgula no
significa pausa na fala. ;

b) Constitui erro grave e imperdovel o emprego da vrgula entre o sujeito
  e o verbo, ou entre o verbo e o complemento. Assim:

  - Pedro, mereceu o prmio.
  - A cidade, est uma beleza.
  - O Prefeitofez, tudo pela populao.
  - Voc quer tomw, vinho?

<*-*> preciso levar em considerao, porm, o que se disse no caso 9, letra c.

c) A rigor,  inconcebvel o uso de vrgula antes do etc., pois et cetera signi-
fica e outras coisas. No obstante, vulgarizado est o hbito de faz-lo.
Hbito benigno, alis, j que no chega a constituir erro.

Finalmente, temos de dizer-lhe que a palavra virgula significa varinha; da a
pequeno trao foi um passo.

5. O ponto e vrgula. A funo do ponto e virgula  marcar pausa maior que a
da vrgula e menor que a do ponto. Antigamente os escritores preferiam as
constru<*-*>es longas, que exigiam, alm da vrgula, o ponto e vrgula. Hoje,
as constru<*-*>es curtas imperam, o que torna cada vez menos freqente o apa-
recimento do ponto e vrgula.
Voc deve usar o ponto e vrgula principalmente nestes casos:

1) para separar ora<*-*>es coordenadas de certa extenso ou, ainda, aquelas
  que j tenham elementos separados por vrgula:
  - Nesta empresa h funcionrios que se esforam extraordinariamente para elevar
  nossa produo; outros, porm, dedicam-se a uma ociosidade extrema.
  - "Solteiro, foi um menino turbulento; casado, era um moo alegre; vivo, tornara-se
  um macambzio" (A. DE AzEveDo).
  - Certa vez,  noite, na fazenda, vi um objeto estranho, a uma altura aproximada de
  trezentos metros;  primeira vista, pensei que fosse um disco-voador; depois - per-
  cebam a distncia - vi que era um vaga-lume.
  - Estiveram presentes ao ato: o sr. Carlos Machado, diretor da Companhia; o dr. Vi-
  cente Arajo, Secretrio dos Transportes; o Cel. Silvio Bonilha, representante de
  Sua Excelncia, o Governador do Estado, e o dr. Jos Custdio de Sousa, advogado
  da nossa empresa:

2) para separar os considerandos de uma lei ou de um decreto:
  - Considerando que.. . ;
  Considerando que... ;
  Considerando, finalmente, que... ;
  Decreta: ...

3) para separar os diversos itens de uma enumerao:
  - Na ocasio, os tcnicos enfocaro quatro temas:
  a) processos e mtodos para indstria metalrgica;
  b) reflorestamento - mtodos e equipamento;
  c) tcnicas de transporte; e
  d) telecomunica<*-*>es.

- Na aula de hoje, estudaremos:
  a) substantivo;
b) adjetivo;
c) artigo;
d) numeral; e
e) verbo.

356 35 7
<012>

Modernamente, mesmo antes do ltimo item, usa-se, alm da conjuno e, o '
ponto e vrgula.
  f

4) antes das conjun<*-*>es adversativas (porm, contudo, todavia, entretanto, no
  entanto, etc.) e das conclusivas (logo, portanto, por isso, etc.), quando ini-
  ciam orao coordenada. Essa  a funo da vrgula, mas o uso do ponto e
  vrgula, nesses casos, alonga a pausa; automaticamente, o sentido adversa-
  tivo ou conclusivo das conjun<*-*>es se acentua. Por exemplo:

  - Em dezembro deverei ir  Europa; contudo estarei de volta para as festas.
  - Nossa inteno  ajud-los;por isso estamos aqui.

6. Os dois pontos. Voc dever usar os dois pontos nestes casos, principal-
mente:

1 ) antes de uma enumerao: ,
  - Neste clube, praticam-se: futebol, natao, basquetebol, volibol, futebol de salo e
  tnis.
  - No Zoolgico, viam-se: girafas, macacos, elefantes, gorilas, le<*-*>es, tigres, panteras, i
  etc.

2) antes das cita<*-*>es:
  - Napoleo disse: "Do alto destas pirmides quarenta sculos vos contemplam".
Note que o ponto vem aps as aspas, porque no foram estas que deram
incio ao perodo.                                                                      t
- "Um cnico disse: "S os imbecis se portam bem". E eis a uma verdade universal"      ,j
(FIALHO DE ALMEIDA).
- Pirro costumava dizer: "No existe diferena alguma entre a vida e a morte". E co-
mo algum lhe perguntasse: "Por que no te matas ento?". Respondeu: "Porque
no existe diferena".
                                                                                        
para anunciar um aposto ou orao apositiva:
- "Um galo que canta, um cavalo que bate os cascos, um gato que entra: Aurora!
Um lrio que se inclina, um limo que cai, uma rvore que estala: Tarde !
As areias que escurecem, as fumaas que sobem, os amantes que se encontram:             ,
NOite !" (TOCSSAINT).                                                                   I
- Existem somente dois pases sul-americanos que no so banhados por oceano: o
                                                                                        1<*-*>
Paraguai e a Bolvia.
- A mulher casada tem trs armas prediletas: o beijo, o sorriso e o ataque de nervos.
- O homem casado s tem duas: a gua de melissa e o cabo de vassoura" (BERILo
NEvEs).
- S alimento uma iluso na vida: ter voc.                                             '

4) antes de um esclarecimento ou explicao:
  - Ele no d esmolas por ser caridoso: quer ver seu nome nosjornais!

- O filho veio e ficou rente ao pai: queria dinheiro...
- "No foi a razo que motivou esta ternura: foi a amizade" (CAM ILo).
- "Homens h de muita valia, mas que no podem ser representados: so os sbios"
(MARQCS DE MARIC).


5) na invocao das correspondncias:
  - Prezado sr. Cristiano:
  - Caro amigo:
  - Excelentssimo Senhor Secretrio:

Importante: embora vocativo, a lngua moderna d preferncia aos dois pon-
tos neste caso.


6) antes de um exemplo:
  - Exemplo:

  - Ex.:


7) depois de nota ou observao:

  - Nota:
  - Observao importante:

  - Obs.:
  - Importante:


7. O pooto de ioterrogao. Use o ponto de interrogao principalmente nes-
tes casos:

1) para fechar orao interrogativa direta:
  - Onde passaremos nossas frias?
  - Que estria  essa, rapaz?

Nas ora<*-*>es interrogativas indiretas, usa-se ponto:

  - Perguntei onde passaremos nossas frias.
  - Ouero saber que estria  essa, rapaz.

Importante: no se usa inicial maiscula depois de ponto de interrogao que
no indique final de perodo. Assim, por exemplo:

  - Onde passaremos nossas frias? - perguntei.
" - Que estria  essa, rapaz? - quis saber eu.

2) para ordens, pedidos ou instru<*-*>es:

  - Voc poderia explicar essa estria direito?
  - Posso contar contigo para este trabalho?

358 <*-*> 359
<012>

3)   entre parnteses para indicar incerteza ou dvida sobre a frase ou o termo   <*-*>    terrogao, quando a orao denota, ao mesmo tempo, admirao e inter-
     antecedente:                                                                 ;    rogao. A colocao de um e de outro sinal depende da predominncia
     - Ele
     chegou ao meio-dia (?) e terminou o trabalho s 13 horas (?).                '    de um eStadO SObre O OUtro:
     - Ele disse que obteve um lucro de 99% (?) este ano.                         <*-*>    - Ele chegou mais cedo hoje !?
                                                                                  ;    - Eles nos convidaram?!
Importante: a) Quando h dvida sobre o que se pergunta, costumam-se
empregar reticncias logo aps o ponto de interrogao. Assim, por exem-               No primeiro caso, a inteno  dar nfase  exclamao; no segundo,  in-
plo:                                                                              <*-*>    terrogao.
     - Voc bebeu dez litros de gua?...                                          :    c) Costuma-se repetir o ponto de exclamao quando a inteno  marcar
                                                                                       um reforo na durao ou na intensidade da voz:
b) As perguntas que denotam surpresa podem ter combinados o ponto de                   - Quantasmulheres!!!
     interrogao e o ponto de exclamao:                                             - vivaeu!<*-*>!
     - Voc bebeu desta gua?! Estava envenenada! !
                                                                                       9. Os parnteses Os parnteses tm a funo de intercalar num texto qual-
8. O ponto de exclamao.  Use oponto de exclamao principalmente nestes              quer comentrio ou indicao acessria. Voc deve usar os parnteses nestes
casos:                                                                            <*-*>    casos, principalmente:
I) em final de frase exclamativa:                                                 <*-*>    1) para separar qualquer indicao que se julgar conveniente, de ordem
     - "Como te pareces com a gua,  alma humana!" (GoETHE).                     <*-*>    explicativa ou no:
     - Que maravilha esta ma!                                                   ,<*-*>   - Naquele ms (dezembroJ, no choveu sequer um dia!
     - Como  fantstico Ipanema!                                                      - Augusto (este era o nome do garotoJ havia brincado o dia todo.
                                                                                       - A sesta de todos os dias (como era bom ?) me deixava bem disposto.
2) nas interjei<*-*>es e locu<*-*>es interjetivas:                                      i    - A msica brasileira fez um progresso esta semana: entre as dez melodias de maior
     - Ot<*-*> ! - Psiu ! - Coitado de mim ! - Nossa Senhora!                              sucesso do momento, no mais duas, mas trs (pasmem !J so brasileiras.
                                                                                  !    - "O primeir beijo (convm sab-IoJ no  dado com a boca, mas com os olhos"
                                                                                       <*-*>O. K. BERNHARDT).
3) para substituir a vrgula num vocativo enftico:
     - Paulo Roberto! onde estiveste at agora?                                   '    2) para separar indica<*-*>es bibliogrficas:
Importante: a) A interjeio oh!, que exprime alegria ou surpresa, vem sem-       ;    - "A tirania da imprensa no se detm ante o limiar do lar domstico" (CnRLos DE
pre seguida de ponto de exclamao. O mesmo no se verifica com a inter-          <*-*>    LAET, O Frade Estrangeiro, pg.83, Rio de Janeiro,1953).
jeio , quando o sinal s aparecer depois do vocativo:
                                                                                       3) para separar o latinismo sic, cuja funo  demonstrar a fidelidade de
     - Oh ! que belo dia!                                                         ;    algum trecho transcrito:
     - jovem! aonde vais?                                                        !    -
                                                                                       "A repblica, este sim,  o melhor regime" (sicJ.
     Como se v, a exemplo do ponto de interrogao, no se usa inicial mais-
cula aps o ponto de exclamao que no indique final de perodo.  o caso
                                                                                  j    4) para incluir no texto letra, nmero ou sinal de carter explicativo:
do ponto de exclamao das interjei<*-*>es e locu<*-*>es interjetivas.                  <*-*>    (a),(bJ; (1J,(2J; (*J, etc.
Por isso:
     - Oh!quebelodia!                                                             `    Se a letra inicia o perodo, para indicar os vrios itens de um texto, basta o
     - Nossa Senhora ! que menina feia !
     - Coitado de mim ! se ela me vir aqui.                                            segundo parntese: aJ, bJ, cJ; IJ,2J,3J.
                                                                                       0 asterisco entre parnteses chama a ateno do leitor para alguma obser-
b) O ponto de exclamao pode aparecer combinado com o ponto de in-               <*-*>    vao ou nota explicativa.
360                                                                               <*-*>    361
<012>

5) para separar a sigla do Estado, quando se faz referncia a uma cidade:

  - Em Tiet (SPJ, o Prefeito est oferecendo vantagens aos empresrios que se interes-
  sem pela instalao de indstrias no municpio.

6) para separar quantia correspondente a outra moeda:

  - Isto me custou USIS,OO (4S,OOJ.

Importante: nem sempre o ponto fica fora do conjunto parenttico. Se o
primeiro parntese for aberto sem que o perodo anterior tenha sido encer-
rado, o ponto ficar fora do segundo parntese. Em caso contrrio, dentro.
Por exemplo:

- Eles estavam sem dinheiro (e eu tambm).
- Mnica no se casou /o noivo no apareceuJ.
- Elas estavam sem dinheiro. (Eu no tinha um tosto. J
- Que vida mais tranqnila a de vocs! /Lembra-me Itu.)


No se usa vrgula antes de parnteses.


10. As aspas. Voc deve usar as aspas principalmente:


1 ) no fim e no comeo de citao ou transcrio:

  - Scrates disse: 'rAmigos, no h amigos".
  - Algum sbioj afirmou: r'Agir na paixo  embarcar durante a tempestade".
  - Um provrbio diz: 'rDe noite todos os gatos so pardos". Pode-se juntar: "E quase
  todos os pensamentos so negros" (J. NoeMnN<*-*>).
  - "O casamento  um romance no qual o heri morre no primeiro captulo" (AN-
  NIMO).
  - rr0 que come o fruto da rvore do conhecimento  sempre expulso de algum para-
  SO" (INGE).

Se a citao ou a transcrio no comear com a palavra inicial, colocam-se
reticncias logo aps a abertura das aspas. Da mesma forma, devem ser usa-
das as reticncias no final, antes do fechamento das aspas, se a inteno 
no terminar a referida citao ou transcrio.

2) para indicar os estrangeirismos, arcasmos, neologismos, vulgarismos,
  etc.:

- Aqui, voc  considerada "persona non grata".
- Estvamos no "hall" do hotel.
- Quantos 'rslides" voc tem arquivados?
- Qual a "soluciontica" desta r'problemtica"?
- "Me d" um caf, seu Antnio.

3) para indicar que uma palavra foi escrita propositadamente de maneira
  incorreta:

- Na Avenida Faria Lima existe um "cabeleleiro" masculino.

Procede-se da mesma forma quando se quer reproduzir palavra mal pronun-
ciada: rrpaper", <*-*><*-*>borsa", rrrevorve", rrbdas", rrsur", r<*-*>cumplic", rrt",
etc.

4) em casos de ironia:

  - A 'r inteligncia" dela me sensibiliza profundamente !
  (O que se quer dizer. na verdade.  o nverso.)

  - Veja como ele  'reducado": cuspiu no cho!

5) quando se citam nomes de livros e legendas:

- "Os Lusadas"foram escritos no sculo XVI.
- "Ordem e Progresso"  a legenda de nossa bandeira.

Importante: as aspas aparecem depois da pontuao somente quando abran-
gem todo o perodo. Assim, por exemplo:

  - "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever. "

Caso contrrio, a pontuao fica depois delas:

  - A frase "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever"  do Almirante Barroso.
  - O filsofo disse: " nos pequenos frascos que esto os grandes perfumes".

ll. O havesso. Voc deve usar o travesso nestes casos, principalmente:

1) para separar orao intercalada, substituindo a vrgula:

  - Avante ! - gritou o General.
  - A Lua foi alcanada, afinal - cantava o poeta.

2) para pr em evidncia palavra, expresso ou frase:

  - Vi uma sombra - um fantasma decerto - passar na sala.
  - Na Holanda, os veculos movidos a gasolina vo sendo substitudos por outros
  transportes - principalmente bicicletas - em razo da carncia de combustvel.
  - 'No dizer de certos sbios antigos, a simpatia entre os sexos  to forte, que ainda
  no caso de que na Terra houvesse um s homem e uma s mulher - ela no Ocidente
  e ele no Oriente - os dois, contudo, se encontrariam e se descobririam, merc da
  fora natural de atrao" [MAx<*-*>Mn PERsn).

O travesso substitui com vantagem a vrgula, pois imprime maior fora
expressiva  palavra, expresso ou frase que ele separa.

;t2 363
<012>

3) nos dilogos, para indicar mudana de interlocutor: ;
  
  - - Por que no fumas? - perguntou o comerciante.
  - - Porque a sade  minha me - respondeu o filsofo.
  
  - - Como , compadre, no vai apear? !
  - - "Pra mor" de qu, agora? <*-*>'Num" carece...

  I
4) para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase:

  - A estrada de ferro Santos-Jundia.
  - A linha area Brasil-Estados Unidos.
  - O trajeto Maca-Nova Friburgo.
  - A ponte Rio-Niteri.

Muitos usam o hfen neste caso, o que  incorreo.

12. As reticocias. Voc deve usar as reticncias nestes casos, principal-
mente:

1 ) para indicar suspenso ou interrupo do pensamento:

  - "A vida  punio, sonho, mentira..." (CAsrRo LoeEs).
  - E eu pensando que...
  1
  i
2) para sugerir certo prolongamento da idia no fim de um perodo gramati-
  calmente completo: i
  - "Aquijaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu tambm..." (DRvDEN).
  i
  1

  "Como as rosas, so todas as mulheres: quem colhe a rosa tambm colhe o espi-
  nh0..." (GUILHERME DE ALMEIDA).

para indicar hesitao ou breve interrupo do pensamento:

  , - Eu no a beijava porque... porque... eu tinha vergonha.
  - "O beijo das mulheres srias  frio: faz a gente espirrar; o das mulheres ardentes
  gasta-nos os lbios... e o dinheiro" (BERILo NEvEs).

para realar uma palavra ou expresso:

  - No havia motivo para tanto... carinho.
  - Hoje em dia, mulher casa compo e... passa fome.

para indicar pausa maior que aquela sugerida pela vrgula:

  - "A existncia  surgir...passar...morrer..." (HoNdRlo ARMoND).
  - Mas...como  que vo os negcios, Fernando?

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                                                                                                 1
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- Dicionrio deSinnimos e Antnimos da Lingua Portuguesa - 2<*-*> edio - Editora Globo -          )
Porto Alegre -1967.
                                                                                                 I
- Dicionrio de verbos e Regimes - 4<*-*> edio -11<*-*> impresso - Editora Globo - Porto Alegre       
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- Gramtica de Lingua Portuguesa - 5f edio - Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro -
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- DJculdades Bsicas da Lingua Portuguesa - Ao Livro Tcnico - Rio de Janeiro -1965.
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- Dicionrio Escolar das Dificuldades da Lingua Portuguesa - 3<*-*> edio FENAME - Fundao Na-
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Kury, Adriano da Gama
- Li<*-*>es de Anlise Sinttica - 4' edio - Editora Fundo de Cultura -1967.
- Pequena Gramtica - 8' edio - Livraria Agir Editora - Rio de Janeiro -1962.
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- Gramtica Normativa da Lingua Portuguesa -15<*-*> edio - Livraria Jos Olympio Editora -         '
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Luft, Celso Pedro
- Dicionrio Gramatical da Lingua Portuguesa - 2! edio - Editora Globo - Porto Alegre-
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- O Infinito Flexionado Portugus - Companhia Editora Nacional e Editora da USP -1968.
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- Novo Manual de Anlise Sinttica - Organizao Sim<*-*>es Editora - Rio de Janeiro -1954.
- Iniciao  Fi/ologia Portuguesa - 3<*-*> edio - Livraria Acadmica - Rio de Janeiro -1967.
Melo, J. Nelino de
- Estudos Prticos de Gramtica Normativa da Lngua Portuguesa - 2` edio - Bruno Bruccini/
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Nosceotes, Antenor
- O Idioma Nacional - 5' edio - Acadmica - Rio de Janeiro -1965.
- Mtodo Prtico de Anlise Lgica -17<*-*> edio - Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro-
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Nogueira, Jlio
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Oiticica, Jos de
- Manualde Anlise -10! edio - Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro -1953.
PereQa, Eduardo Carlos
- Gramtica Expositiva - 76' edio - Companhia Editora Nacional - So Paulo -1949.
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Silveira, Sousa da
- Li<*-*>es de Portugu<*-*>s - 8<*-*> edio - Livros de Portugal - Rio de Janeiro -1972.
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  So Paulo


